Encontros com Jesus - Vlademir Hernandes | Aula 01
Desenvolva convicções teológicas fundamentais por meio de lições práticas, a partir desses encontros registrados nas Escrituras, aplicando seus ensinamentos de forma concreta à vida cristã e aos desafios do dia a dia.
- Autoridade ReligiosaFariseus · Saduceus · Herodianos · Escribas · Sacerdotes · Mestres da lei · Sinédrio
- Trajetória de Marcio TicotoSuprema corte judaica · Funções religiosas, políticas e jurídicas · Composição (70 membros + sumo sacerdote) · Busca por testemunho contra Jesus
- Comparação entre conceitos teológicosCrença na imortalidade da alma e não na ressurreição · Aceitação apenas da Torá · Formação por sacerdotes ricos e aristocracia · Influência sobre os ricos · Não acreditavam em anjos ou espíritos
- Diferenças teológicas e práticas dos FariseusCrença na imortalidade da alma e ressurreição · Aceitação da Torá e tradição oral · Estrutura da Tanakh · Confronto com Jesus sobre tradições · Influência sobre o povo
- Papel dos Sacerdotes e do Sumo SacerdoteResponsabilidade pela dinâmica do templo · Rituais e atividades religiosas · Linhagem de Arão · Responsabilidade pelo Yom Kippur
- Relação com o DireitoCópia e preservação das escrituras · Metodologia rigorosa de cópia · Tradução e interpretação da lei · Ensino em hebraico e aramaico · Proximidade com os Fariseus
- Encontros com JesusObjetivos do curso · Sinopse e bibliografia sugerida
- Amor de JesusNicodemos como fariseu e principal dos
Sejam bem-vindos ao nosso curso sobre os encontros com Jesus. A gente vai ver encontros com Jesus com várias categorias de pessoas. Quais vão ser? A não ser ainda que o curso está em preparação, é um curso novo. Então eu vou escolhendo na medida que a gente vai caminhando aqui.
Vamos orar, aí eu apresento a sinopse do curso e recomendo uma bibliografia. Senhor amado, muito obrigado pela oportunidade que temos aqui hoje de aprendermos com o nosso Senhor Jesus Cristo a partir das interações que ele teve com os mais diversos tipos de pessoas. Ensinamentos tão preciosos, tão...
significativos, tão profundos. Nós queremos conhecê-los e sermos moldados por ele e que nossas vidas sejam vividas de acordo com a tua vontade. Nós oramos em nome do Senhor Jesus. Amém. Bom, a sinopse do curso aliás ficou meio redundante lá no quadro que eu vi. Eu passei para a escola bíblica duas propostas e eles juntaram as duas.
Ficou redundante, mas a sinopse, a proposta do curso é essa daqui. Aprenda lições práticas significativas para a vida cotidiana, juntamente com verdades teológicas fundamentais que fortalecem a nossa fé.
a partir dos diversos encontros e diálogos que Jesus teve com os mais diferentes tipos de pessoas. Obviamente não veremos todos os encontros, nem todos os diálogos, são quatro evangelhos que descrevem tudo isso, mas eu vou pensar alguns deles para a gente caminhar nessa direção de aprender lições práticas e verdades teológicas. Quando eu dei o...
o nome desse curso que eu chamei de Encontros com Jesus, eu nem sabia que tem um livro com esse nome, mas não tem nada, nunca vi o livro, depois que eu fui ver, é um livro do Timothy Keller, não conheço o livro, não sei o que tem nele, mas não tem nenhuma semelhança, seguramente não vai ter nenhuma semelhança com aquele livro, porque o curso aqui é original.
a Escola Bíblica pede para a gente recomendar alguma bibliografia. Eu não estou me baseando em nenhum livro, mas se você quiser conhecer com um pouco mais de profundidade, eventualmente com perspectivas diferentes das que você tem, os evangelhos, há comentários que ajudam. Então, eu selecionei aqui uma coleção da editora Shed,
O comentário de Mateus pelo Carson, de Marcos e Lucas pelo James Edwards e de João pelo Carson. O comentário você tem que usar com muita parcimônia, com muito critério, com muito discernimento, com muito senso crítico. Mas por serem estudiosos e catedráticos do Novo Testamento, muitas vezes eles trazem perspectivas.
linguísticas, contextuais, que enriquecem o nosso entendimento. Mas sempre olhe para um comentário com senso crítico. Então, essa é a bibliografia sugerida. Então, vamos lá. Vamos começar com encontros com autoridades religiosas da época do Senhor Jesus Cristo.
Quais eram as autoridades religiosas com o Senhor Jesus Cristo? Vocês se lembram aí? Oi? De bate e pronto já vem os fariseus, né? O grupo, quem mais? Saduceus, fariseus e saduceus. Qual era a diferença entre eles? Oi? É, os saduceus eram o pessoal da grana, eles influenciavam os ricos,
Qual a principal diferença teológica dos saduceus e dos fariseus? Eles acreditavam na imortalidade da alma, eles não acreditavam na ressurreição. E só aceitavam a Torá. Eles não aceitavam as demais escrituras. Eu vou falar aqui. Além dos fariseus e saduceus, quem mais que você se lembra de autoridade religiosa da época?
Os herodianos, que eram o partido defensor da dinastia dos heróis, eles não tinham tanto uma conotação religiosa, era mais política, embora os herodianos também fossem religiosos. Mas o que mais? Escribas. Quem mais?
sacerdotes, mestres da lei, sinedro, então tem muita autoridade. Então vamos começar aqui pelos partidos religiosos. Vamos agrupar essas autoridades religiosas em grupos por afinidade. Então eu estou chamando aqui de partidos religiosos, eram principalmente dois partidos religiosos, com suas diferenças teológicas e até de...
autoridade que davam as escrituras, as sagradas escrituras. Então o primeiro deles, os fariseus, eles aparecem, por exemplo, aqui em Mateus 9, 34, mas os fariseus murmuravam, pelo maioral dos demônios é que expele demônios. Um grupo bem cardido, um grupinho bem afrontador ao Senhor Jesus Cristo.
O Senhor teve embates ferrenhos. Tem um capítulo de Mateus dedicado à hipocrisia desses fariseus. Oi? É, aqui está no contexto da blasfêmia contra o Espírito Santo. A gente vai tratar dele também.
Então eles eram, vamos dizer assim, o partido mais numeroso. Os comentaristas trazem um número perto de seis mil, eles eram seis mil fariseus nos tempos de Jesus Cristo. E eles exerciam uma forte influência sobre o povo. O povo dava muito ouvidos para os fariseus. E eles reconheciam a canonicidade da Tanarque, que é toda a nossa Bíblia do Antigo Testamento.
naquele tempo era chamada de Tanakh. Então, a Tanakh é um acrônimo, o que se chama Tanakh? É um acrônimo de Torá, lei, de Neviim, profetas, e de Ketuvim, os escritos, os demais escritos. Então, a Bíblia do Antigo Testamento, lá da época de Jesus, ela era segmentada nessas três obras, Neviim, Ketuvim,
Quetuvim e escritos que formavam Torá, Nevin e Quetuvim que formavam a Tanakh. Torá, Lei, Nevin e os profetas e Quetuvim e os escritos que formavam a Tanakh. A Tanakh era composta por 24 livros. E o nosso Antigo Testamento é composto por 39. Como é que a Tanakh com 24 é igual ao Novo Testamento com 39?
muitos livros que para nós são separados, na Tanakh eles estavam como uma obra só. Então, por exemplo, eu vou citar aqui. O Nebihim era composto por oito livros. Quatro Profetas Históricos, Josué,
era considerado um profeta, Juízes, Samuel, 1ª e 2ª num livro só, e Reis, 1ª e 2ª num livro só. Havia quatro profetas posteriores, chamados de Isaías, Jeremias e Ezequiel, os doze profetas menores,
num só livro com Oseias, Joel, Amoz, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Abacuque, Soponias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Era um livro só. E o que tu vim? Onze livros, Salmos, Provérbios, Jó, Cantares, Ruth, Lamentações, Eclesiastes, Esther, Daniel, Esdras e Neemias, como um volume só, e Crônicas, as nossas duas Crônicas juntas ali. Então essa era a Tanakh.
5, Torá, 8, Neviim e 11, Ketuvim, que dá aí 24 livros. Mas são exatamente os 39 livros do nosso Antigo Testamento. Então, os fariseus, além da Tanakh, eles davam muita importância para uma tradição oral que havia naquele tempo.
a tradição oral dos anciãos. E eles consideravam tanto essa tradição oral dos anciãos que eles davam para ela muita autoridade. E Jesus confrontou-os fortemente em relação a essa autoridade que eles davam para uma tradição que não era inspirada. Muitos embates do Senhor Jesus Cristo com eles aconteceu em função deles considerarem essa tradição e a tradição oral dos anciãos.
como autoritativa, e essa tradição não era inspirada. Então a gente vê, por exemplo, em Marcos 7, versos 3 e 5 e 9, a menção a essas tradições e a reação de Jesus a elas. Olha só. Pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos,
Não comem sem lavar a mão, sem lavar cuidadosamente as mãos. Quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem. E há muitas outras coisas que receberam para observar, como lavagem de copos, jarros, vasos de metal e camas. Interpelaram os fariseus e os escribas. Por que não andam seus discípulos de conformidade com?
A tradição dos anciãos. Eles comem pão sem lavar a mão. Para eles era um pecado tão sério quanto adultério. Porque as tradições eram autoritativas. No verso 9, o Senhor Jesus os acusa. Jeitosamente, vocês rejeitam o preceito de Deus para guardar a vossa própria tradição.
Jesus está dizendo para ele, vocês dão mais importância para tradições humanas não inspiradas do que para a palavra de Deus. Esse era os fariseus. Então essas tradições, que era uma tradição oral na época de Jesus, não havia nenhuma obra que documentasse todas elas.
Cerca de 200 anos depois da época do Senhor Jesus Cristo, essas tradições foram finalmente documentadas numa obra chamada de Mishnah, que é uma coleção escrita dessa tradição oral judaica compilada 200 anos depois. E além da Mishnah, também séculos depois,
do século IV ao século VI, surgiram as guemarás, uma coleção de debates e comentários rabínicos sobre a Mishiná. Percebe que as tradições orais continuaram no judaísmo a terem muita importância e continuam até hoje. Mishinás e guemarás,
E aqui nós temos o Talmud de Jerusalém, que junta o Mishnah e o Gemara, originário dos comentaristas de Israel, e o Talmud babilônico, que é o Mishnah mais o Gemara, que surgiu ali das academias judaicas na Babilônia. São escritos sagrados também do judaísmo, mas que não são inspirados. Nem as tradições que viraram a Mishnah, nem as Gemaras, que eram comentários sobre as tradições.
Os Talmuds que juntam essas duas obras são documentos históricos, que podem ser consultados como fonte histórica, mas não tem autoridade de palavra de Deus. Então, essa era a bronca do Senhor Jesus Cristo para com os fariseus. Vocês dão mais importância para tradições humanas do que para a palavra de Deus.
Também havia um saduceus. Eles são mencionados, por exemplo, em Mateus 22, de 23 a 28. Naquele dia aproximaram-se dele alguns saduceus que diziam não haver ressurreição. E lhe perguntaram, mestre, Moisés disse, se alguém morrer, não tendo filho, seu irmão casará com a viúva, ressuscitará descendência ao falecido. Ora, havia também...
Entre nós sete irmãos, o primeiro tendo casado, morreu, não tendo descendência, deixou sua mulher e seu irmão. O mesmo sucedeu com o segundo, com o terceiro, até o sétimo. Depois de todos eles, morreu também a mulher. Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será ela esposa? Armadilha para Jesus, né? Nossa, estão dizendo, o senhor concorda com os fariseus que há ressurreição depois da morte? E aí, vai ser mulher de qual dos sete?
Então a bronca deles era essa. É interessante você perceber que nos diálogos que Jesus tem com os saduceus, quando o Senhor Jesus cita a Bíblia, ele cita a Torá. Porque se ele citasse profetas, salmos, etc., para eles não teria autoridade, ele cita a Torá. Então ele os derruba, ele derruba a sua argumentação com base na própria Torá, na lei que eles aceitavam como inspirada por Deus.
Então os saduceus eram formados pelos sacerdotes mais ricos e por membros de uma aristocracia judaica, pela população socialmente mais abastada, mais nobre, mais ricos. Eles não tinham influência sobre o povo.
somente sobre aristocracia. O povo não dava bola para eles, mas os ricos davam. Então a sociedade se dividia assim também. Os mais ricos ouvindo os saduceus, os mais pobres ouvindo os fariseus. Olha que interessante. Flávio José, um historiador judeu, não era cristão, era um historiador judeu, que viveu ali no primeiro século.
ele escreveu sobre os saduceus e os fariseus. Daqui que vem esses conceitos que nós estamos apresentando. Enquanto os saduceus não conseguem persuadir, senão os ricos, e não tem o povo submisso a eles, os fariseus, porém, têm a multidão a seu lado. Essa é a leitura histórica que o Flávio José fez desses dois partidos na época do Senhor Jesus Cristo.
Então eles só reconheciam a autoridade da Torá, rejeitavam o Nevin e o Ketuvim. Para eles não tinham autoridade. E não acreditavam também em anjos ou espíritos, não acreditavam em nenhum ser espiritual. E não acreditavam na ressurreição, mas somente na imortalidade da alma. Então partidos os dois principais.
religiosos, saduceus e fariseus, tinham zelotes, tinham zelos de anos, tinham outros grupos com conotação mais política, que também eram religiosos, mas tinham uma conotação mais política. Mas aqui para a nossa reflexão, estou selecionando só os partidos religiosos. E havia ocupações religiosas, pessoas que tinham funções religiosas naquela sociedade.
Então havia os escribas, eles são mencionados, por exemplo, em Marcos 12, 38. 38 a 40, na verdade. Eu a ensinar, dizia ele, guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças, e das primeiras cadeiras nas sinagogas, e dos primeiros lugares nos banquetes.
os quais devoram as casas das viúvas e para o justificar fazem longas orações. Estes sofrerão juízo muito mais severo. O Senhor Jesus também se opunha aos escribas. Qual era a ocupação de um escriba? Então escrevia, cópia da palavra de Deus. É uma função importante.
Uma função extremamente importante. A forma de preservação da palavra de Deus era através de cópia. Não tinha outro meio. Então a cópia, uma cópia, um rolo, com o tempo, abre e fecha, abre e fecha, a tinta ia se desgastando e aquela cópia perdia a sua qualidade, perdia a sua validade. A função do escriba era produzir uma cópia nova que substituísse a cópia antiga e a tinta ia se desgastando.
E eles tinham que ser extremamente rigorosos, tinham uma metodologia muito precisa para realizar aquelas cópias. Para que a cópia a partir de uma cópia anterior fosse absolutamente fiel à cópia anterior. Então eles tinham um esquema de contagem de letras. Quantas letras tem na cópia nova? Quantas letras tem na cópia antiga? Faltou alguma letra? Descarta.
Eles tinham metodologia de checar qual é a letra central da cópia antiga, qual é a letra central da cópia nova. Não bate? Descarta. Eles eram muito criteriosos, a sua função era extremamente importante. Graças a eles que nós temos o texto do Antigo Testamento preservado. Entretanto, eles eram absolutamente condenáveis pelo Senhor Jesus Cristo.
Eles tornaram-se muito influentes, ocuparam posições de liderança, eram próximos dos fariseus, alguns escribas eram fariseus, pertenciam ao partido político dos fariseus, nem todos, mas alguns eram. E além dos escribas havia os mestres ou intérpretes da lei. Eles são citados em textos, por exemplo,
Lucas 10, 25, 11, 45, mesmo 5, ato 5, 34. Eis que certo homem, intérprete da lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe, mestre, que farei para herdar a vida eterna? Está alguém aqui tentando colocar o Senhor Jesus numa armadilha. Estava querendo testar o Senhor Jesus.
Lucas 11, 45. Então, respondendo um dos intérpretes da lei, disse a Jesus, Mestre, dizendo essas coisas, também nos ofendem a nós. Mas aconselha, Senhor Jesus, a carapuça serviu. E agora? Pois é, serviu. Tem o Gamaliel citado em Atos, levantando-se do Sinédrio um fariseu chamado Gamaliel, mestre da lei.
Nem todo fariseu tinha essa ocupação de ser intérprete da lei, mas havia alguns que eram fariseus também. Então, olha só, eles eram os tradutores e professores. Obrigado, amor. Está falhando a garganta aqui. Não sei se vocês perceberam, mas eu engasguei o pão na ceia. Percebeu? E agora?
o movimento é tão pouquinho e não deixa a gente nem alegre o Salmo fala que o vinho foi criado para alegrar o coração do homem mas a gente usa o suco de uva que representa o vinho, que representa o sangue a gente usa a bolachinha, que representa o pão que representa o corpo está numa cadeia de representatividade mas enfim, eles eram tradutores e aí
E professores, por que tradutor? Qual era o idioma do Antigo Testamento? Qual era a língua do povo na época de Jesus? Aramaico. Aramaico e grego, né? Principalmente aramaico, por conta do exílio babilônico.
O povo aprendeu Babilônica e virou a língua popular. A dominação grega impôs a helinização. Então muitos aprenderam grego também. Mas predominantemente o povo falava aramaico. Os romanos falavam latim e grego. E o Antigo Testamento era escrito em hebraico. Então eles tinham essa função. O idioma nas sinagogas, no templo, era o hebraico. Mas na rua...
Era o aramaico. Olha só, de hebraico para aramaico para ensinar a palavra de Deus. Eles ensinavam um povo que não eram mais fluentes no hebraico. O exílio suprimiu a fluência no hebraico do povo.
Os exílios, o assírico e o babilônico, suprimiu a fluência no hebraico do povo. A helenização tentou impor o idioma grego, os dominadores falavam latim, e a Bíblia era em hebraico. E esses mestres da lei, eles são chamados de mestres da lei, da Torá, porque eles davam primazia à Torá, mas não ignoravam o Neivin e o Ketuvim.
Eles reconheciam e interpretavam as escrituras judaicas completas, mas a sua especialidade principal era a lei de Moisés e as suas aplicações práticas. E também eram próximos dos fariseus e alguns mestres da lei eram fariseus, como esse citado aqui em Atos, o Gamaliel, fariseu, membro do Sinédrio, que era um mestre da lei, era um intérprete da lei, um tradutor da lei.
Sacerdotes, eles são mencionados, por exemplo, em Mateus 26, 14 e João 19, 21. Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os principais sacerdotes e ele disse, quanto me dão para que eu entregue a vocês? Então, foi com os sacerdotes que Judas foi negociar o preço da traição.
João 19, 21, os principais sacerdotes diziam a Pilatos, não escrevas rei dos judeus, e sim que ele disse sou o rei dos judeus. Então eles estavam indignados com a inscrição, com a epígrafe da cruz. Jesus, Nazareno, o rei dos judeus. Não, não, não é rei dos judeus, não. Escreve aí que ele disse que era rei dos judeus. O que eu escrevi, escrevi. Então eles também tinham embates importantes com o Senhor Jesus Cristo.
essencialmente eles eram levitas, eles tinham que ser levitas, e dos levitas eles tinham que ser descendentes de Arão, e a linhagem de Arão...
que formava os sacerdotes. Nem todos os descendentes de Arão eram sacerdotes, mas para ser sacerdote tinha que ser um descendente de Arão. Então eles eram responsáveis pela dinâmica do templo. Todos os rituais, todas as atividades religiosas que aconteciam no templo eram a responsabilidade deles. E havia o sumo sacerdote, o sacerdote principal, o sacerdote superior. Ele é mencionado, por exemplo, em Marcos 14.
Levantando-se, o sumo sacerdote no meio perguntou a Jesus, você não diz nada em resposta ao que esses depõem contra você? Jesus, porém, guardou silêncio e nada respondeu. O sumo sacerdote tornou a interrogá-lo, você é o Cristo, o Filho do Deus bendito? Jesus respondeu, eu sou.
e vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu. O sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse, porque ainda precisamos de testemunhas, vocês ouviram a blasfêmia. Então, o sumo sacerdote também era um opositor do Senhor Jesus Cristo. Ele era o principal sacerdote, como eu disse, ele era o líder dos sacerdotes e o responsável pelo Yom Kippur, prescrito lá na lei, que era o dia...
da expiação anualmente, ele entrava no santo dos santos para fazer a expiação pelos próprios pecados e pelos pecados do povo. O livro de Hebreus descreve também, juntamente com a lei, como é que isso acontecia ali. E havia o sinédrio. O que era o sinédrio, gente?
Câmara dos Deputados, um grupão. É isso aí. Na verdade, o Sinédrio era um concílio. Era uma espécie de suprema corte judaica. Religiosa, política e judicial também. Predominantemente religiosa, mas também tinham funções políticas e jurídicas. Então, mencionado, por exemplo,
Marcos 14, 53, 55. Marcos 14. Levaram Jesus ao sumo sacerdote e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas. Esse era o Sinédrio. E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte. E não encontrá-lo.
Então ele tinha funções religiosas, jurídicas e políticas e era formado por 71 membros, 70 mais um. 70 membros mais o sumo sacerdote, que era necessariamente o presidente dessa suprema corte. Então havia os chefes dos sacerdotes, ligados à liderança do templo. Havia anciãos, membros influentes da aristocracia judaica.
havia escribas e mestres da lei. E o líder era sempre o sumo sacerdote. Então essas eram as autoridades religiosas dos tempos do Senhor Jesus Cristo. Hoje a gente vai dedicar o nosso tempo para um diálogo que o Senhor Jesus Cristo teve com um deles, com um fariseu chamado Nicodemus. Esse encontro de Jesus com Nicodemus está...
registrado ali em João capítulo 3, versos 1 a 21. Então vamos ler ali João capítulo 3, versos 1 a 21. Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este, de noite, foi até Jesus e lhe disse, Rabi.
Sabemos que o Senhor é mestre, vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer esses sinais que o Senhor faz se Deus não estiver com ele. Jesus responde, em verdade, em verdade, lhe digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Nicodemus perguntou, como pode um homem nascer sendo velho? Será que pode voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez?
Jesus respondeu, em verdade, em verdade lhe digo, quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é Espírito. Não fique admirado por eu dizer, vocês precisam nascer de novo. O vento sopra onde quer.
Você ouve o barulho que ele faz, mas não sabe de onde ele vem, nem para onde vai. Assim é tudo o que é nascido do Espírito. Então Nicodemus perguntou, como pode ser isso? E Jesus respondeu, você é mestre em Israel e não compreende essas coisas? Em verdade, lhe digo que nós falamos o que sabemos e damos testemunha do que vimos.
mas vocês não aceitam o nosso testemunho. Se vocês não creem quando falam sobre coisas terrenas, como crerão se eu lhes falar sobre as celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu a não ser aquele que de lá desceu, o Filho do Homem. E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê,
não é condenado, mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. A condenação é esta. A luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz. Não se aproxima da luz para que as suas obras não sejam reprovadas.
Quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus. Então o primeiro verso fala que o Nicodemos era um fariseu e era um dos principais dos judeus. Sendo um dos principais dos judeus, possivelmente era...
um fariseu que pertencia à aristocracia e também pertencia ao sinédrio. A Bíblia não fala isso, mas pela descrição a gente pode inferir com uma boa dose de certeza. Era um possível membro desse sinédrio, que depois condenou Jesus. Então a palavra principal significa um governador, um comandante, um chefe, um líder. Então ele estava ali na liderança judaica daquele seu tempo.
É interessante que o texto fala que ele de noite foi até Jesus. Possivelmente, o texto não fala isso, mas a gente suspeita com uma boa dose de certeza também, que ele foi de noite para preservar as aparências, para que outros membros do sinedro não o vissem.
enquanto ele ia conversar com Jesus, para que outros fariseus não o vissem, indo conversar com Jesus, com dúvidas sinceras, e reconhecendo quem Jesus era, contrariando os seus colegas do Sinédrio e os seus colegas fariseus. Eu chamo o Senhor Jesus de Rabi, meu grande mestre, de uma forma muito honrosa,
de se dirigir a um mestre. Então estava ali um fariseu, um dos principais judeus, um mestre da lei, porque o Senhor Jesus diz que ele é mestre da lei no texto, diante de Jesus Cristo, chamando Jesus de rabi, meu grande mestre, meu honroso mestre. Então a abordagem do Nicodemos foi bem respeitosa.
Ele faz uma afirmação bem interessante. Sabemos. A gente não sabe exatamente quem está incluído aqui no sabemos. Eu não estou sozinho. Eu e mais gente, nós sabemos que és mestre vindo da parte de Deus. Embora o Senhor Jesus tenha tido embates bem ferrenhos,
com muitos fariseus, nem todos os fariseus, eles eram, como eu disse, perto de seis mil, nem todos os fariseus eram antipáticos a Jesus. Isso é muito interessante de ser destacado. Alguns eram bem amistosos com Jesus, e por exemplo, em Lucas 13, 31, olha que interessante. Naquela mesma hora, alguns fariseus vieram para dizer-lhe, retira-te e vai-te daqui, porque Herodes quer te matar.
alguns fariseus foram salvar a vida de Jesus. Jesus sai, sai que o Herodes está querendo te matar. Então nem todo fariseu era inimigo, opositor do Senhor Jesus Cristo e o Nicodemos era um deles, alguém amistoso. E tinha um grupo de pessoas que reconhecia que Jesus vinha de Deus. Nicodemos disse,
Ninguém pode fazer esses sinais que o Senhor faz, de novo, se dirige a Jesus como Senhor, se Deus não estiver com ele. Ou seja, estou convencido que o Senhor é de Deus. Então Nicodemos se incluía nesse grupo e foram os milagres de Jesus que convenceram o Nicodemos. Ele fala de sinais.
Ninguém pode fazer esses sinais milagrosos, espetaculares, que o Senhor faz se Deus não estiver com ele. Então os milagres tiveram essa função importante de trazer autoridade para os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. A finalidade do ministério do Senhor Jesus não eram os milagres, os milagres foram uma ferramenta para promover esse tipo de convencimento. Através dos milagres ele provava que o que ele falava e o que ele falava.
E é para isso que Jesus Cristo veio, como verbo, como encarnação da mensagem de Deus para a humanidade, aquilo que ele falava tinha autoridade, os milagres foram uma ferramenta para atribuir, para conferir autoridade, autenticidade ao que o Senhor Jesus Cristo ensinava. Aí no verso 3, o Senhor Jesus...
responde aos elogios do Nicodemos, já entrando direto naquilo que o Senhor Jesus sabia que era um problema para Nicodemos. Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Mestre, seus sinais não deixam sob a sombra de dúvidas que o Senhor é de Deus. Ai, Nicodemos!
Se não nascer de novo, você não vai ver o reino de Deus. Então Jesus começa atacando o âmago das convicções do Nicodemos. É isso que o Senhor Jesus vai fazer nesse diálogo aqui. Um fariseu era convicto que ele veria o reino de Deus por ser quem ele era. Eu sou um fariseu. Lembrem Lucas 18?
o publicano e o fariseu quando oram, o fariseu agradece por ele mesmo. Eu obrigado, Senhor, porque eu não sou como um pecador, e ele enaltece virtudes que ele tinha. Então essa era a convicção típica de um fariseu. Nós somos a casta especial, nós estamos garantidos no reino de Deus, porque nós somos fariseus.
nós guardamos a Tanakh, nós guardamos as tradições, nós somos garantidos no reino de Deus. E Jesus fala, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Paulo resume bem essa convicção farisaica, que Paulo também era um fariseu, antes de se converter, ali em Filipenses, no capítulo 3, Paulo.
fala das suas credenciais humanas que ele considerou como refugio depois que ele conheceu o Senhor Jesus Cristo. Olha só. Nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito e nos gloriamos em Cristo Jesus em vez de confiarmos na carne. É verdade que eu também poderia confiar na carne. Se alguém pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais.
fui circuncidado ao oitavo dia, sou da linhagem de Israel, da tribo de Benjamin, hebreu de hebreus, quanto a lei, eu era fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja, quanto a justiça que há na lei, irrepreensível. Então fariseu tinha essa mentalidade aqui, eu sou irrepreensível, eu não sou um pecador. Aí Paulo conclui, mais pra...
o que para mim era lucro, desconsiderei perda por causa de Cristo. Então o Senhor Jesus ataca as convicções que precisavam ser mudadas, porque elas são um impedimento para a salvação, como foi para Paulo. Então o Senhor Jesus, de maneira misericordiosa, vai no centro do problema para converter aquele homem, demovê-lo,
da sua religiosidade, que era um empecilho para ele ver o reino de Deus, para ele entrar no reino de Deus. Tá bom? Tocou o sinal, vamos fazer um intervalo agora, na volta a gente evolui no diálogo aqui. Nesse diálogo com o Nicodemos, o Senhor Jesus afirma o seguinte, você não verá o reino de Deus se não nascer de novo. Isso que o Senhor Jesus disse para ele.
É um pré-requisito aqui para você ver o reino de Deus, que é nascer de novo. Se você não nascer de novo, você não vai ver o reino de Deus. Ou seja, o Senhor Jesus está derrubando as convicções do fariseu Nicodemus. Ele era convencido de que ele era alguém...
apto para ver o reino de Deus, para entrar no reino de Deus, para ver a manifestação futura do reino de Deus se consumando escatologicamente, para fazer parte desse reino escatológico que ele sabia que existiria. O Senhor Jesus está dizendo, você não verá o reino de Deus se não nascer de novo. E nascer de novo, literalmente aqui no texto, significa nascer do alto.
nascer do alto. Então tem um nascimento vindo do céu, necessário como pré-requisito para ver o reino e para entrar no reino. Então o novo nascimento do alvo, pré-requisito para ver o reino e para entrar no reino. E as convicções dos fariseus eram um impedimento.
para eles entrarem no reino, e como o povo ouvia os fariseus, eles eram o grande impedimento para o povo, para a nação de Israel, entrar no reino de Deus, porque eles, em geral, seguiam os ensinos dos fariseus. Então, o Senhor Jesus vai no âmago da questão para desmontar a fé do fariseu Nicodemus, para depois construir a fé do fariseu Nicodemus.
a verdadeira fé com base na verdade, não com base nas convicções farisaicas do Nicodemos. É a partir daí que o diálogo se desenvolve. Então Jesus começa invalidando, desmontando, desabando a fé farisaica do Nicodemos. E nas palavras de Jesus, no texto, a gente encontra um conjunto de depara que o Senhor Jesus apresenta para o Nicodemos. Então...
da segurança que os fariseus tinham e que o Nicodemos tinha nas suas credenciais humanas, aquelas credenciais que Paulo apresentou ali em Filipenses capítulo 3, essas credenciais humanas não trazem segurança. É necessário uma regeneração operada pelo Espírito. As credenciais humanas é manutenção de aparências.
credenciais humanas lidam com o exterior. Como as pessoas me veem. O Senhor Jesus está dizendo, você tem que nascer de novo. Deus quer operar no seu interior, não no seu interior. Se Deus operar no seu interior, você vai ver o reino de Deus. Se Deus não operar no seu interior, as aparências que você mantém não trazem segurança, não significam nada.
Dá autoridade ilusória de mestre equivocado? Se o Jesus fala, você é mestre e não sabe essas coisas? Você é um mestre meia boca. E o Senhor Jesus é firme, não é condescendente. Ele está argumentando de maneira muito enfática. Você como mestre deveria saber, mas você não sabe. Olha o tamanho do problema.
Você disse que conhece a lei e não sabe do que eu estou falando? Esse Senhor Jesus vai construir a autoridade real a partir da verdade que o Senhor Jesus descortina, que já estava prescrita no Antigo Testamento.
Senhor Jesus quer demover o Nicodemos da capacidade humana de manter as suas aparências para uma obra interior, o nascimento do alto, que de fato leva alguém a ser libertado do império das trevas e transportado para o reino. E Senhor Jesus quer tirar o Nicodemos da ilusão de ver o reino, de entrar no reino,
para garantia de realmente ser alguém que vai ter acesso ao reino de Deus pelo novo nascimento. É o novo nascimento a grande evidência de que alguém faz parte do reino de Deus. Aparências mantidas às custas de hipocrisia não garante absolutamente nada. Alguma semelhança com a religiosidade de hoje?
O fenômeno se repete, meus irmãos. O fenômeno se repete. Muitas pessoas pensam que são garantidas porque são batistas, porque são pastores, porque são filhos de pastores. Vocês esquecem que Deus não tem netos. Deus só tem filhos.
Muitas expressões religiosas se manifestam às custas da manutenção de aparências... Uma vez um... Não sei se eu cito o nome ou não cito, porque ele falou em público, né? Eu não vou citar o nome não, né? Não pedi para ele que eu não gostava. Mas alguém contou aqui, numa aula da escola bíblica...
Quando ele era moleque, que ele ia com a família dele na igreja, tinha um combinado com a família lá, que não podia brigar na igreja, nem brigar dentro do carro até uma certa distância da igreja. Batistas, hein? Aí depois dali podia quebrar o pau, né? Mas nenhum irmão pode ver.
Então essa manutenção das aparências é um fenômeno religioso vigente nos dias de hoje e que pode ser igualmente um obstáculo para o novo nascimento. Algumas pessoas que passam pela classe de integração nesta igreja chegam aqui, como vou citar fatos, irmã de pastor, filha de pastor, que já tinha sido batizada.
na sua adolescência, mas que entendeu o evangelho aqui. E teve que ser batizada de fato, não de novo. De fato. Pessoas, na classe de integração, a gente faz uma pergunta básica. Por que você acha que vai entrar no céu? Aí vem as respostas. E muitas respostas apontam
para a autoimagem de quem é justo. Eu não fumo, eu não roubo, eu dou dízimo. Não estou falando para ninguém fumar, roubar, matar e parar de dar o dízimo. Só estou dizendo que essas coisas são aparentes. Sem o novo nascimento, elas são nada. Para efeito de eficácia de ver o reino, de entrar no reino. Então o fenômeno...
é recorrente e tem que nos remeter a uma reflexão. Será que eu estou nessa toada de manter aparências na igreja? O fulano que vem aqui domingo é o fulano da segunda-feira? Eu estou separando o sagrado do secular? Ah, lá na empresa, lá na empresa, é uma guerra, lá vale tudo. Aqui na igreja não. Aqui na igreja, firme nas promessas?
É um cumprimento típico dos crentes. Firmas promessas? Quando alguém me cumprimenta assim, eu falo, estou tentando ficar firme nas obrigações também. Fenômeno recorrente. O farisaísmo hoje se manifesta de outras formas. Pelo nominalismo. Pela manutenção de aparências. Por crentes que separam o sagrado do secular. Na vida do crente não tem secular. Tudo é sagrado.
Quer comer, quer beber mais, vou façar outra coisa qualquer, fazer tudo para agora de Deus. Seu trabalho, seu relacionamento com os ímpios, sua declaração de imposto de renda. Tudo é sagrado. E Nicodemos, no verso 4, não entende. Como pode um homem nascer sendo velho? Será que pode voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez? Eu vejo um sarcasmozinho aqui no Nicodemos, você não vê não?
Senhor Jesus, te chamei de mestre, você vai me falar uma bobagem dessa? Essa foi a resposta do Nicodemus. Vem aqui, escondido, correndo risco, reconhecendo a tua autoridade. O Senhor me fala uma bobagem dessa?
E Jesus elabora mais então, para ver se o Nicodemos finalmente entendia. Versos 5 a 8. O Senhor Jesus fala, Em verdade lhe digo, que não nascer da água e do Espírito, esse nascimento do alto, nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
Nicodemos, se você não nascer da água e do Espírito, você não vai entrar no reino de Deus. É interessante que esses conceitos que o Senhor Jesus está explorando no seu diálogo com Nicodemos, eles não representam uma teologia inédita. Jesus não está lançando uma nova teologia. Jesus está ensinando que a...
Tanarque já ensinava que o mestre Nicodemos deveria conhecer e não conhecia. Olha só Ezequiel, para citar alguns exemplos do que Nicodemos deveria conhecer e não conhecia. Ezequiel 36, de 25 a 27, Isaías 44, de 3 a 4. Então aspergirei água pura sobre vós e ficareis purificados.
purificados de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo, porei dentro de vós espírito novo. Tirarei de vós o coração de pedra, lhe darei um coração de carne, porei dentro de vós o meu espírito.
E farei que andeis nos meus estatutos, guardareis os meus juízos e os observeis. Nascer da água, nascer do Espírito. Ezequiel.
Isaías 44, derramarei água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca, derramarei meu espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção sobre os teus descendentes, brotarão com a erva como salgueiros junto à corrente das águas. O mestre Nicodemos deveria conhecer essas verdades,
Você é mestre em Israel e não compreende essas coisas? Que mestre não conhece Ezequiel ou Nicodemus? Que mestre não conhece Isaías ou Nicodemus? Como é que você se identifica como mestre?
Então, há uma regeneração necessária do alto, que o Senhor Jesus explica. Ela é invisível como o vento. Que é a analogia que o Senhor Jesus Cristo faz. O vento sopra onde quer. Você ouve o barulho que ele faz, mas não sabe de onde vem, nem para onde vai. Assim é tudo que é nascido do Espírito. Então, tem uma obra do Espírito.
que é como o vento, e aliás em grego, espírito é vento, é a mesma palavra, pneuma. Pneuma. Oi? Também. Em hebraico também o conceito está presente ali. Estamos assim, na linguagem do Novo Testamento, quando Jesus, como estava documentado aqui em João,
que o vento sopra onde quer, e assim é tudo que é nascido do Espírito, a palavra vento é a mesma palavra Espírito. Pneuma sopra onde quer. Tudo que é nascido do pneuma. Mesma palavra com significados distintos. Então o Espírito Santo é como o vento invisível, não é controlado por homens, sopra onde quer.
Ele não sabe de onde vem nem para onde ele vai. Mas ele é claramente perceptível. Quando ele te transformar, você vai saber que você foi transformado. Como o barulho que a gente ouve do vento. A gente não vê, mas ele está lá. Ninguém discute que o vento está agindo. O espírito é a mesma coisa. Então é uma obra invisível do alto que ele faz. Não é controlada por homens.
mas é plenamente perceptível. E surpreendentemente, no verso 9, o Nicodemus ainda não entende. Como pode ser isso? E Jesus, no verso 10, aponta o lado incoerente do farisaísmo do Nicodemus.
Você é mestre em Israel e não consegue, não compreende essas coisas? Em verdade, em verdade, lhe digo que nós falamos o que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vocês não aceitam o nosso testemunho. Então você reconhece a autoridade da Tanakh? Você é mestre da Tanakh?
Você deveria conhecer o conceito de transformação interior tão ensinado na Tanakh. E aqui eu cito outros textos. Deuteronômio. O Senhor teu Deus se considerará o teu coração e o coração da tua descendência para amares o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma para que vivas. É interior, não é exterior.
Não é cumprir regrinhas de lavar a mão quando vai comer. Não vale nada para entrar no reino de Deus. De lavar jarros e vasilhas, de higienizar a cama. De que distância pode andar no sábado. Isso é refugio, é lixo. É interior.
Jeremias 31, a nova aliança. Essa é a aliança que firmarei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor. Na mente lhes imprimirei as minhas leis e também no coração lhes inscreverei. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. É uma nova aliança anunciada, plenamente explicada no Novo Testamento, no livro de Hebreus. O livro de Hebreus trata dessa nova aliança.
todo judeu deveria se converter para o cristianismo. A rejeição do Senhor Jesus Cristo é uma afronta a Deus. É proibido permanecer no judaísmo. A antiga aliança passou, teve seu papel, mas ela era transitória, ela foi feita para acabar. Tem uma nova aliança que é eterna. Fala isso aqui. Eu chego lá, isso é um mistério. Isso é um mistério, eu chego lá.
Por que Jesus fala no plural? Esse é um mistério. Eu vou tratar disso daqui a pouquinho. Mas obrigado por apontar isso. Uma boa observação. Quem é nós? Por que ele não fala eu? O pessoal já está antecipando o meu argumento. Mas essa é uma das possibilidades. Um plural
autoritativo. Então você deveria conhecer o conceito da transformação interior tão ensinado na Tanakh. Faltou ler aqui. Ezequiel 11. Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles, tirarei da sua carne o coração de pedra, ali na minha coração de carne, pra que ande meus estatutos.
Salmo 51, a oração do salmista, cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. O salmista ora por essa transformação interior. Você é mestre em Israel e não conhece isso, Nicodemus. Os fariseus confiavam na raça, na justiça própria. Nós cumprimos a lei toda. Nós somos irrepreensíveis, na palavra de Paulo.
Confiavam nas tradições dos anciãos não inspiradas, tradições humanas, sem autoridade de Deus. E na prática eles desprezavam Atanak, pois as tradições orais dos anciãos eram mais importantes para eles. Eles não admitiam isso, mas é a acusação que Jesus faz para eles. Por exemplo, lá em Marcos 7.
Verso 6, respondeu-lhes, bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito, esse povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens, negligenciando o mandamento de Deus, guardais as tradições dos homens.
disse-lhes ainda, jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardares a vossa própria tradição. Essa é a acusação, esse é o fato, essa é a realidade dos fariseus. Os que posavam de religiosos, os que reconheciam, entre aspas, a autoridade da Tanáctoda.
a lei, os profetas, os demais escritos, mas que na prática colocavam as tradições humanas acima da revelação e confiavam que os sinais aparentes da obediência dessas tradições humanas garantiam-lhes o acesso ao reino de Deus. Alguém levantou a mão aí? Falta. Qual o motivo de, em Jeremias 31, 33, visitar Israel?
Porque a nova aliança começou com Israel, depois foi estendida aos gentios. Faz sentido? O Senhor Jesus veio pregando para quem, primeiramente? Para os judeus. O Senhor Jesus inaugurou a nova aliança onde? Na nação de Israel. Porque essa nova aliança foi estendida aos demais gentios. Desde uma antiga aliança,
um gentil poderia ter acesso. Era só se tornar um prosélito. Deus nunca rejeitou gentios. Porque a nova aliança tem essa ênfase no gentil. A antiga aliança foi uma preparação do palco para a encarnação de Deus. Na antiga aliança, Deus revelou toda a Tanáque, anunciou profeticamente a vinda do Messias, os detalhes da vinda do Messias. Lembra que eu citei na CEA hoje o Salmo 22? Tantos textos proféticos na Tanáque.
Jesus cumpriu tudo aquilo em Israel, chamou os judeus, gente, a antiga aliança, finito, não tem mais, agora é uma nova aliança. E nessa nova aliança os gentios são enxertados, como galhos na oliveira. Lê, por favor.
ser meu servo. Também farei de você uma luz para os gentios, para que você lê a demensoção até os copinhos da terra. Ele está falando da promessa que o povo de Israel e que ele vai fazer para ele que seja a luz, o servo dele, que é Jesus. Então quando Jesus convoca a igreja de fazer discípulos de todas as nações, batizando em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, isso não é novo. Já estava anunciado qual era o plano de Deus. E o mestre da lei deveria saber dessas coisas.
É o mestre. Meia boca. Não boca nenhuma. Aí a partir do verso 11, o Nicodemo se cala. Parece que ele não ouça falar mais nada. Eu já dei muita bola fora aqui. Deixa eu ficar quietinho. Ele não interrompe mais Jesus. Com a sua ignorância. É o Senhor Jesus.
passa a explicar de maneira magnífica, eu diria, a sua obra e o evangelho. Então graças a esse diálogo com Nicodemos que nós temos João 3,16. Quem cita de memória aí? Por quê?
talvez o verso mais conhecido da Bíblia. O mais fácil é Jesus chorou. Esse é o mais conhecido. Então Jesus passa a explicar de maneira magnífica a sua obra e o seu evangelho. A partir desse diálogo com o fariseu Nicodemo, Jesus ensina verdades que formam o fundamento da fé cristã. João 3 seria suficiente para a gente.
O resto do Novo Testamento orbita em torno de João 3. Explica, apresenta nuances de João 3. As verdades fundamentais da fé cristã estão aqui em João 3. Então depois desse diálogo com Jesus, onde reconheceu, onde recebeu diretamente da fonte os ensinamentos sobre a verdade, Nicodemus aparece novamente em...
João 7, 32 a 50. Os fariseus, ouvindo a multidão murmurar essas coisas a respeito dele, juntamente com os principais sacerdotes, enviaram guardas para o prenderem, Jesus. Os fariseus, junto com os principais sacerdotes, enviaram guardas para prenderem Jesus.
Aí no verso 45, voltaram, pois, os guardas à presença dos principais sacerdotes fariseus e esses lhe perguntaram, por que não o trouxeste? Vocês não prenderam ele? Responderam os guardas, jamais alguém falou com esse homem. Como esse homem, os guardas foram lá para prender e ficaram impressionados com o que ouviram e não prenderam. Replicaram-lhes, pois, os fariseus, será que também vós fosseis enganados?
Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus? O Nicodemos estava aqui. O Nicodemos poderia ter dito, eu criei, mas isso teria um custo pessoal muito grande. Então, o Nicodemos aqui se omitiu. O Nicodemos fala assim,
Nicodemos, um deles, que antes foi a ter com Jesus, perguntou-lhes acaso a nossa lei julga um homem sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez? Então Nicodemos intervém de maneira indireta. Não, mas peraí gente, a gente não pode prender um homem sem saber se ele é culpado ou inocente. Ele não falou, eu criei nesse homem. Os guardas voltaram impressionados com Jesus. Nicodemos, depois desse diálogo,
Depois dessa explicação tete a tete do evangelho, há evidência bíblica que o Nicodemus tenha se convertido. Por exemplo, ele aparece de novo ali em João 19, 38 a 40. E ali ele não se omite. Ele participa do sepultamento de Jesus. Ali, ali ele não se omite. É.
Deus é muito misericordioso, a gente é muito Nicodemos também, às vezes. A gente é muito Nicodemos também, às vezes. Graças a Deus pela misericórdia dele. Então são as três referências bíblicas ao Nicodemos. João 3, João 7 e João.
19. Aí o Senhor Jesus então apresenta o que eu estou chamando aqui de verdades fundamentais. Não vai conseguir encerrar esse bloco hoje, vai sobrar um pouquinho para a semana que vem, mas vamos procurar destrinchar um pouquinho as verdades fundamentais que o Senhor Jesus apresenta ali de antemão para o Nicodemos. O Nicodemos foi um privilegiado de receber direto da fonte
esse ensino que ele recebeu. Então no verso 11, o Senhor Jesus, primeiro, condena os fariseus em geral, em verdade ele diz que nós falamos o que sabemos e damos testemunha do que vemos, mas vocês não aceitam o nosso testemunho. Então Jesus enfatiza a sua autoridade como aquele que sabe, Nicodemos, você não sabe, os fariseus não sabem.
Eu sei. E o seu testemunho, como o testemunho ocular. Você não viu. Os fariseus não viram. Eu estava no céu, eu vi. E aqui surge o mistério, que o Isaac muito bem apontou. Por que Jesus fala no plural? O Senhor Jesus poderia ter dito. O que eu falo...
Eu falo do que eu sei e eu dou testemunha do que eu vi, mas vocês não aceitam o meu testemunho. Aí no verso 12, o Senhor Jesus fala no singular. Vocês não creem quando eu falo sobre coisas terrenas, como crerão se eu lhes falar sobre as celestiais? Mas aqui no verso 11 aparece esse plural, tem algumas explicações.
de vários comentaristas, algumas teses que você vai encontrar nos comentários, eu vou destacar aqui algumas delas, vou destacar três delas. Um comentarista afirma que é um sarcasmo por parte de Jesus. Essa posição do Carson. Jesus continua sendo irônico aqui. O Nicodemus foi irônico? Um velho vai nascer, vai entrar na barriga da mãe, nascer de novo? O Senhor Jesus estaria...
falando no plural como uma espécie de sarcasmo. Incodemos, você falou que sabemos que és mestre da parte de Deus, Jesus está respondendo aqui, nós falamos o que sabemos e damos testemunho. Se você falou no plural, vou falar no plural também. Eu acho meio frágil esse argumento. Na minha cabeça não faz muito sentido. Alguns comentaristas...
apresentam o fato de que o Senhor Jesus está incluindo os apóstolos que foram suas testemunhas subsequentes. O João, que registrou esse diálogo com Nicodemos aqui no Evangelho, começa a sua epístola em 1 João, o que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com nossos próprios olhos.
A primeira epístola de João começa exatamente com as afirmações de Jesus. Então parece que o Senhor Jesus estaria aqui formatando qual seria o discurso dos apóstolos que foram as suas testemunhas subsequentes. Então Jesus estaria formatando a mensagem apostólica para a sinagoga. E há uma terceira tese que...
é a que o Vanderlei mencionou, que seria um plural de majestade. Como Deus, ali em Gênesis, também disse Deus, façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Então o Senhor Jesus fala em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Enfim, são as três mais recorrentes nos comentários. Tá bom?
para mim a segunda e a terceira fazem mais sentido do que a primeira. Ok? Então vamos lá. Verso 12. O Senhor Jesus, então, fala de coisas terrenas e de coisas celestiais. Se vocês não creem quando falo sobre coisas terrenas, como crerão se eu lhes falar sobre as celestiais? Então, novo nascimento.
esse ensinamento que o Senhor Jesus está dando sobre o nascer do alto, o nascer da água, o nascer do Espírito, são experiências que se consumarão na existência terrena das pessoas. E as coisas celestiais, os novos céus, nova terra, ver o reino futuro, entrar no reino eterno, são coisas celestiais, o Senhor Jesus não está tratando disso.
especificamente aqui, agora está tratando só das coisas terrenas. O Senhor Jesus fundamente a sua autoridade na sua origem, eu desci do céu, ninguém mais desceu. O Senhor Jesus está dizendo aqui, eu sou Deus, eu vi porque eu estava lá concebendo esses conceitos.
Esses fundamentos que foram documentados pelos profetas, por Moisés, pelo salmista, eles foram estabelecidos por Deus, o Pai, o Filho e o Espírito. O Senhor Jesus estava lá. Ele tem toda a autoridade. Ninguém subiu lá, ninguém conhece o que eu conheço, ninguém viu o que eu vi. Porque eu estava lá, eu faço parte de toda a concepção.
dessa obra transformadora, dessa nova aliança que foi tão explorada no Antigo Testamento e que você, mestre da lei, deveria conhecer e não conhece. Senhor Jesus está dizendo o seguinte, as tradições dos anciãos não têm a minha autoridade. Você está confiando em tradições humanas. Está aqui...
Quem é o verbo encarnado? Quem é a encarnação da verdade, da revelação de Deus? Eu vim do céu. Eu vi todo o processo de estabelecer essas verdades que seriam posteriormente ensinadas. Ou seja, eu tenho autoridade. Os anciãos, o legado dos anciãos.
que são essas tradições que vocês fariseus conhecem e confiam, isso não tem autoridade. Senhor Jesus está dando uma carterada aqui. Escolhe. Quem que você vai dar ouvido? Oi. Posso só citar o provérbio 30? Por favor, obrigado. E Nicodemus sabia, né? Quando Jesus cita esse texto, quem subiu ao céu, o provérbio 34 diz assim,
Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos dos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome do seu filho, se é que o sabes? Obrigado. Então estava lá, né? Estava lá. Já estava profeticamente explícito ali em provérbios também.
Aí nos versos 14 e 15, o Senhor Jesus anuncia a crucificação. Olha que interessante. E assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todo que nele crê tenha a vida eterna. Interessante, né? O Senhor Jesus pega aquele fato descrito ali em números,
Números 21. Então os israelitas partiram do monte Or, pelo caminho do mar vermelho, para rodearem a terra de Edom. Mas o povo se tornou impaciente no caminho e falou contra Deus e contra Moisés, dizendo, por que vocês nos tiraram do Egito? Para que morramos nesse deserto, onde não há pão nem água? Já estamos enjoados dessa comida ruim?
Então o Senhor mandou para o meio do povo cobras venenosas que mordiam o povo e morreram muitos do povo de Israel. Então o povo foi a Moisés e disse, nós pecamos, porque falamos contra o Senhor Deus e contra você. Ore ao Senhor pedindo que tire de nós as cobras. Então Moisés orou pelo povo. O Senhor disse a Moisés, faça uma serpente.
e coloque-a numa haste. Quem for mordido e olhar para ela, viverá. Moisés fez uma serpente de bronze, e a pôs numa haste. Quando alguém era mordido por alguma cobra, se olhava para a serpente de bronze, ficava curado. Interessante que Deus não tirou as cobras.
oração atendida para esses litros era acabar com as cobras vou deixar as cobras lá picando o povo, só que eu vou dar aqui uma forma de salvação o Senhor Jesus está pegando essa imagem, esse fato e está aplicando a crucificação lá no Antigo Testamento os pecadores já não foram punidos com mordida de cobra e morreram e quem olharam para a serpente foi salvo, é o que vai acontecer na crucificação
Essa é a analogia que o Senhor Jesus faz. Então aquele povo murmurador, paralelo, são os homens pecadores, longe de Deus. Indiferentes a Deus. Como eu disse na ceia, ali é nado de Deus, inimigo de Deus. Oi? Oi? Qual é a condição que você me farou para que isso pudesse ser só? Olhar para a serpente.
Tem que acreditar que, exatamente, acreditar que eu não vou morrer com veneno porque Deus não vai permitir, porque olhando para a serpente, eu reconheço que ele vai me dar o livramento, exatamente. Então, as serpentes que mordiam e matavam, uma analogia aqui no argumento de Jesus, é como a condenação de Deus, o salário do pecado é a morte. E a serpente de Moisés, na analogia de Jesus, é ele próprio crucificado.
Então, assim como Deus no deserto ergueu uma serpente para que tudo que olhasse para ela e cresse na provisão de Deus fosse salvo, a cruz vai ter exatamente esse papel. Então, olhar para a serpente e viver é crer na expiação da cruz e viver. Oi? Volta. Desculpa.
Pode vir. Aí também, não estaria a demonstração da misericórdia de Jesus a Nicodemos? Porque na hora que ele relata isso, ele também tem a presença de que Nicodemos ia ver tudo isso acontecer. Então, tanto que ele, como você falou, ele teve uma mudança de atitude depois da crucificação.
Sim, seguramente. O Nicodemus foi objeto da misericórdia e da graça do Senhor Jesus Cristo. Bem apontado. O Senhor Jesus não está querendo ganhar o argumento e perder a pessoa. Jesus Cristo está querendo ganhar a pessoa com bons argumentos. Essa é a agenda de Jesus Cristo. E muitas vezes a gente faz o contrário. A gente quer ganhar os embates não dando bola para as pessoas.
A mesma misericórdia que há em Jesus Cristo tem que haver em nós. Não adianta ganhar argumento e perder pessoas. Bem observado. Gente, temos que parar por aqui. Não deu tempo de acabar. Semana que vem a gente retoma a partir daqui. Acho que bateu o sinal, né? E damos continuidade a esse encontro com autoridades religiosas e outros encontros também com autoridades religiosas.
E a partir desses encontros vamos ver as verdades que Deus tem para nos impactar aqui. Alguém tem mais alguma dúvida, alguma contribuição? Senhor amado, obrigado por esse tempo. Obrigado por essa riqueza de ensinamentos que nós temos acesso aqui. Nesse capítulo 3 de João.
Muito obrigado por sua maravilhosa obra em nossas vidas. Muito obrigado pela certeza que podemos ter que o Senhor Jesus nos salva, o Senhor Jesus nos ama e o Senhor Jesus garante que nós, não por aparências humanas, não por méritos, mas pela obra milagrosa que Ele realizou naquela cruz,
Ele garante a nossa salvação por toda a eternidade e isso nos faz exultantes. Nós te louvamos e te agradecemos no nome dele. Amém.