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TCU confirma diagnóstico de falhas em processos seletivos e escalas de trabalho do IGESDF

04 de maio de 20269min
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Tribunal cobra soluções para alta rotatividade de profissionais e ausência de médicos em hospitais e UPAs.

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Participantes neste episódio3
R

Rodrigo Chia

Host
B

Bruno

Co-host
M

Mariana

ConvidadoMillennial
Assuntos2
  • Falhas no IGES-DFGestão de pessoal · Alta rotatividade de profissionais · Ausência de médicos em unidades de saúde · Processos seletivos frequentes · IGES-DF
  • Situação do BRB e GDFPedido de garantias da União ao Tesouro Nacional · Falta de dados no pedido do BRB · Transparência no processo · BRB · Governo do Distrito Federal
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Rodrigo Chia, muito bom dia. Bom dia, Bruno. Bom dia, Mariana. Bom dia a todos os ouvintes da CBN. Bom dia, Chia. Vamos começar destacando essa decisão do Tribunal de Contas da União que confirmou falhas no IGES-DF ao analisar as contas, né? Do Instituto que gere os hospitais aqui do Distrito Federal. E aí, Chia, nenhuma surpresa, né?

Nenhuma surpresa, né, Bruno? A gente fala sempre do IGES. Eu estava até aqui pensando, né, o IGES foi criado em 2017 para 2018 e é mais ou menos a época que começou a coluna. E desde então, nós, periodicamente, temos que falar, infelizmente, de problemas na gestão do IGES. São aí quase 10 anos, né?

E a gente tem visto poucas soluções apresentadas. Vamos falar dessa decisão aí do TCU, que saiu lá no dia 15 de abril, né, há alguns dias. E ela, na verdade, reafirma, confirma uma decisão do fim do ano passado, em que os técnicos do TCU concluem que, primeiro, né,

o TCU, que é o Tribunal de Contas da União, tem competência para fiscalizar o IGES. Por quê? Porque o IGES, além de receber recursos do DF, recebe também, como outros estados recebem, recursos da União. Isso é muito importante, porque é mais um órgão que pode fazer a fiscalização desse instituto. E, no que diz respeito ao que mais interessa à população, que é no atendimento, na qualidade do serviço, ele também concluiu...

que verificou uma série de problemas na gestão de pessoal do IGES, ou seja, as pessoas, os profissionais de saúde que trabalham ali na ponta, trabalham no hospital de base, no hospital de Santa Maria, nas UPAs.

E o Tribunal de Contas verificou uma série de problemas. Há começado a própria seleção desses profissionais. O Tribunal de Contas considerou que há muita rotatividade, ou seja, os profissionais entram e ficam pouco tempo e saem, e aí são substituídos, e esses que entram também ficam pouco tempo. Esses processos seletivos se repetem com uma frequência fora do razoável na avaliação dos técnicos.

E também existem problemas, e isso a população sente ali na ponta, sente na pele, na alocação desses profissionais. Então, verificou-se que muitas unidades de saúde não têm a quantidade de profissionais necessária. E, em alguns casos, você teve períodos do dia em que sequer havia um médico na unidade de saúde. A gente teve...

Só para lembrar um fato recente, na semana passada, uma fiscalização no hospital de base, que de certa forma confirmou isso, confirmou uma ausência de profissionais, equipamentos que não funcionavam, e aí estava gerando uma demora no atendimento, se eu não me engano, chegou a nove horas para uma pessoa chegar ali numa situação de urgência e receber um atendimento. Ou seja, Bruno, infelizmente são...

problemas que a gente já conhece, que estão sendo verificados pelos órgãos de controle, mas a gente precisa dar um passo adiante e ver essas constatações transformarem em providências efetivas para melhorar a vida da população ali na ponta, que tanto precisa dos hospitais, das UPAs, não só dos administrados pelo IGES, mas de uma maneira geral. A gente precisa ver mudança efetiva para melhorar isso.

Gia, uma palavrinha sobre a situação do governo do Distrito Federal e o BRD. A gente teve o pedido que foi encaminhado pelo GDF ao Tesouro Nacional para que o Tesouro abra uma exceção, já que no momento, com as contas no vermelho, o governo do Distrito Federal tem possibilidade de ter garantias da União para empréstimos, mas o pedido é justamente nesse sentido.

E o próprio Tesouro Nacional respondeu dizendo que faltam dados no pedido do BRB para que eles analisem essa demanda. E aí me leva a crer, e eu fico com a impressão, que muitas vezes esse processo está sendo feito de uma forma...

ou apressada demais ou de uma maneira atrapalhada, porque como é que você faz um pedido como esse para o Tesouro Nacional e não manda os dados necessários para uma operação tão importante, né?

Na semana passada a gente teve também uma reunião da governadora Celina, secretária de economia, o presidente do BRB, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. E aí, sempre após esses encontros, nas entrevistas que estão sendo dadas, a fala é a seguinte, o BRB não vai quebrar, o BRB não vai sofrer intervenção, o BRB vai sobreviver. Mas onde estão os números, onde estão os dados, cadê o balanço?

Então, enquanto não houver transparência nesse processo todo, a impressão que eu fico é que o governo federal não vai entrar nessa para tentar ajudar o BRB. Então, Bruno, a impressão que a gente tem, né, eu faço aqui a ressalva que eu não sou especialista no setor financeiro, então, eu imagino que exista uma série de regras, né, a gente sabe, por exemplo, que o BRB está atrasando já há muito tempo a divulgação do seu balanço.

que é uma etapa essencial, não só para cumprir a legislação, mas para prestar contas para a própria sociedade. Mas, enfim, a gente sabe que existem uma série de regras e que essas regras não estão ali por burocracia, por formalidade. Elas são importantes para garantir que todas as operações tenham, por exemplo, o astro.

garanta uma certa segurança para o sistema financeiro como um todo, para o banco e para a população que usa os serviços dessa instituição. Então, realmente causa muito espanto a impressão que a gente tem, Bruno, de que o GDF está fazendo um jogo ali, tentando trazer uma pressão, no caso sobre o governo federal, para que ele dê uma espécie de cheque em branco.

dizendo que o BRB é um patrimônio público, que uma eventual liquidação ou alguma privatização seria um grande prejuízo para a população do DF, e confiando que essa pressão, essa cobrança para uma solução, faça o governo federal dar um cheque em branco. Você mencionou uma questão que é essencial, que é a questão da transparência. Não adianta agora...

lembrar que é um patrimônio público. De fato, o BRB é um patrimônio público, sim. O GDF é o maior acionista, tem aí uma perspectiva de entrar dinheiro público direto no BRB agora. A população DF recebe também dividendos quando o BRB dá lucro. Então, de fato, é um patrimônio público, é importante.

realiza uma série de serviços, mas isso tem que ser lembrado também pelo lado da responsabilidade. Com o patrimônio público, a gente tem que ter a responsabilidade de cumprir a legislação.

de garantir a transparência, de informar a população sobre o que está acontecendo. E o que nós temos visto nos últimos meses, diria até nos últimos anos, é o contrário disso. Tanto é que foram feitas operações bastante suspeitas, movimentando bilhões de reais, e praticamente ninguém sabia disso. Isso estava sendo maquiado, isso estava sendo feito ali em reuniões com pauta divulgada na hora.

Então a gente está numa situação realmente muito difícil, Bruno. O que eu posso dizer é isso, é que tratar como patrimônio público não é só na hora de pressionar para pedir ajuda. É tratar como patrimônio público com respeito, com respeito às leis e principalmente com respeito à população do Distrito Federal. Rodrigo Chia, muito obrigado pela participação. Até a próxima segunda. Um abraço, Bruno. Um abraço a todos os ouvintes.