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CaniveteCast #30 - O legado que nasce no campo e transforma gerações

02 de julho de 202624min
0:00 / 24:45

Neste episódio do Canivete Cast, Paulo Ozaki conversa com um dos nomes mais respeitados da pecuária brasileira sobre legado, formação de pessoas, difusão de tecnologia e o potencial ainda subexplorado da pecuária de corte no Brasil. A partir de histórias pessoais, trajetória acadêmica e vivência de campo, a conversa mostra por que produtividade não depende apenas de investimento, mas de conhecimento, equipe e capacidade de ensinar. Um episódio valioso para quem atua no agro e quer pensar gestão, sucessão, assistência técnica e futuro da produção com mais profundidade.

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Desde 2002, o Simpósio Nutripura é um evento consolidado para atualização, troca de experiências e acesso ao que há de mais atual na pecuária brasileira.

Convidamos você a fazer parte desse evento e conectar-se com um público altamente qualificado — formado por produtores, especialistas e pesquisadores do setor.

Para saber mais acesse: https://nutripura.com.br/simposio/

PARCEIRO DESTE EPISÓDIO

Este episódio foi trazido até você pela Nutripura Nutrição e Pastagem! A Nutripura, que tem como base valores como honestidade, qualidade e inovação nos produtos e excelência no atendimento, atua há mais de 20 anos no segmento pecuário, oferecendo os melhores produtos e serviços aos pecuaristas. Fique ligado nos artigos que saem no Blog Canivete e no podcast CaniveteCast! Com certeza é o melhor conteúdo sobre pecuária que você irá encontrar na internet.

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FICHA TÉCNICA
Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidado: Moacyr Corsi
Edição: Will Oliveira

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Participantes neste episódio2
P

Paulo Ozaki

Host
M

Moacir Kors

ConvidadoProfessor
Assuntos3
  • O legado das pessoas queridasEnsino e iniciativa de aprender · Paixão pela pecuária · A importância do cavalo · Educação familiar e dedicação · Carreira acadêmica e convite para lecionar · Estudo nos Estados Unidos e excelência acadêmica · Phi Kappa Phi
  • Poder JudiciárioProdutividade e conhecimento · Difusão de tecnologia · Formação de pessoas e equipe · Competitividade no mercado internacional · Média brasileira de arrobas por hectare
  • Gestão de equipes e liderançaTrabalho em equipe e entrega · Apoio e continuidade · Viver com os jovens e estímulo
Transcrição31 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
?Voz A

"Você ficará velho quando as lamentações tomarem lugar dos seus projetos de vida." E é verdade. Toda essa energia, ela foi transformada no ensino. Eu falei: "Eu tenho que ensinar esse pessoal como meu pai me ensinava." E tem aluno que percebeu isso. E teve aluno que falou: "Você nunca deu nada fácil." E na verdade, eu tava dando coisa fácil, mas eu queria que eles tivessem a iniciativa de querer aprender. E acho que a minha vida toda Foi isso, eu queria ensinar meus alunos o que eu aprendi com meu pai.

?Voz B

E aí, pessoas, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao Canivete Cast, o podcast da Nutripura Nutrição e Pastagem, que há mais de 24 anos vem garantindo produtividade, sustentabilidade e lucratividade no campo. E não preciso nem falar, que agora a câmera já tá no aberto aqui, estou com o professor Moacir Kors, que hoje aqui no 12º Simpósio Nutripura, eu diria que homem não chora, homem sua pelos olhos, então eu suei pelos olhos hoje algumas vezes, viu professor?

Eu queria muito agradecer, eu sei que o senhor tá no final do dia aqui cansado, mas a gente tinha falado ontem de conversar, falei: "Não, vamos lá conversar." Muito obrigado por estar aqui com a gente, seja super bem-vindo ao Canivete Cast.

?Voz A

É um prazer enorme, nós estamos prometendo sempre nos encontrar para fazer essa entrevista e sempre aparece alguma coisa que não é mais importante do que isso, mas fica no caminho para nós nos encontrarmos. Fico muito honrado com isso, Espero estar sempre com você.

?Voz B

Com certeza. E professor, a gente— é engraçado, né, porque a gente conhece o legado do seu trabalho e o legado tanto do seu trabalho, professor Vidal, e que tá no céu, e também de um monte de outros que vieram logo depois, né, professor Flávio, professor Núcio tava aqui também, e é interessante como O senhor trouxe a sua palestra ali um pouco da sua história, né, o legado ali e tal. E a gente conversava um pouco antes aqui de coisas que até o professor Flávio não sabia, né, que acho que o senhor comentou aí da história do seu pai e tal, né. De onde que veio essa paixão pela pecuária, professor?

?Voz A

Eu acho que na verdade começa tudo pelo cavalo. Eu gosto muito de andar a cavalo, ando até hoje, tem um Tenho muito orgulho de falar isso, porque estou com 83 anos e a minha família diz, ou sempre está dizendo, que eu não devo mais andar a cavalo. Eu falo: "Olha, o dia que eu parar de andar a cavalo é porque eu estou no fim da vida mesmo." Eu acho que essa é uma coisa que me dá muito prazer, me traz uma tranquilidade enorme. E até uma vez, eu dou sempre uma palestra ali no Rio de Janeiro, que é no Aras, e um dia terminando a palestra, todo mundo não vai embora, quem gosta de cavalo não vai embora, fica ali conversando, né?

Aí num desses dias eu comentei com eles, olha, eu ando a cavalo bastante tempo e cavalo sempre mais ou menos o mesmo cavalo, aliás é uma mula, que aliás foi um presente que o Claudinho me deu, o Claudinho da Naviraí. Ele falou, ela tava mansando de bridão, ele falou: monta nessa mula. Eu falei: rapaz, eu nunca andei em mula, em burro, e é diferente andar em burro, é diferente andar em cavalo. Você me dá um animal com bridão? Ele falou: pode montar, a mula é mansa.

Mas tá de bridão. A mula é mansa. Eu montei tenso, andei aí uns 50 metros, Voltei, a mula era muito boa. Eu falei: "A mula é muito boa." Ele falou: "Você gostou da mula?" Eu falei: "Gostei, deixa eu dar mais uma volta." Voltei de novo no mesmo lugar, voltei e falei: "Poxa, a mula é muito boa." Eu desci da mula e ele falou: "A mula é sua." É uma coisa que é tão natural, ou foi tão natural, que eu tenho essa mula até hoje. Ela não é nova, Mas eu tenho um apreço por ela incrível, porque na verdade, voltando à história, eu falei que quando cavalga, a gente cavalga sempre o mesmo animal e eu não deixo ninguém montar nessa mula.

Não deixo não é por causa de ciúme não, é porque conforme o cavaleiro, o animal pega um vício e um dia ele pode me surpreender porque eu não estava esperando esse serviço. "Eu prefiro não deixar alguém cavalgar." E eu falei que quando você está cavalgando, você e o animal passa uma pessoa só. Aí o pessoal começou a rir e falou: "Mocinho, você pensa que você é inteligente, né?" Eu falei: "Não, eu estou contando o que eu acho." "Mas isso é estudado há anos, tanto é que tem equinoterapia." Eu falei: "Mas eu nunca pensei que era assim, pensei que é um negócio impressionante." Então, na verdade, quando eu quero mesmo relaxar, tenho que andar a cavalo. E não é só bula.

?Voz B

E tem uma— o senhor não contou essa história, mas tem uma história muito boa da época que o senhor era da escola, de um cavalo que certa vez subiu sem querer.

?Voz A

Não, não, não. Você sabe que todo mundo me culpa disso, né? Mas na verdade eu Eu não acho que eu fiz isso, sabe? Eu falo que foi outra pessoa. Mas é uma coisa que toda hora o pessoal me pergunta se eu fiz isso. Mas eu fui expulso da Casa Estudante, não por isso, mas por uma razão: eu soltava bomba na Casa Estudante. E quem, quando eu saí, o Dr. Alisteu era, eu vou chamar auditor, na verdade não é auditor, era o indivíduo que respondia pela Casa Estudante, Orientação e Governança lá.

E o Dr. Eliseu, sabendo, me expulsaram, né, eu tive que sair de lá, fui morar na República, na casa de família. E é interessante que o Dr. Eliseu me convidou para ficar no departamento. Então eu fico pensando muitas vezes, como? O cara sabia que eu era um bagunceiro, né, e me convidar? Mas tem um outro componente aí que me explica isso daí. Eu era estagiário do Departamento de Zootecnia e sempre fui muito dedicado às coisas que me atribuíam, sempre fui muito dedicado.

Isso é de educação de família, então não é nenhuma, vamos dizer, vantagem no caso aí, né? Educação de família, você incorpora e faz aquilo sem sem estar pensando muito. E aí o Dr. Estêvão que me convida para ficar no departamento, quer dizer, ele sabia como eu me comportava, mas evidentemente ele viu outros valores que graças a Deus de fato se concretizaram.

?Voz B

E professor, o senhor contou muito ali na sua palestra também sobre como o senhor se sentia, né, a partir do momento que o senhor foi convidado, né, para ser professor pelo do professor Aristeu. E o senhor é uma pessoa que queria voltar para fazenda, queria trabalhar e tudo mais, empreender e tal, né? E tá ali no meio acadêmico ensinando algumas coisas que muitas vezes, né, parecia que não fazia sentido, né? Quando que, como que foi esse início dos estudos?

Você foi para os Estados Unidos estudar pastagem, estudar, você tava contando, conta um pouco como que foi essa essa visão das pastagens assim?

?Voz A

Quando o convite do Dr. Eliseu, que era um convite honroso, qualquer aluno, qualquer profissional que tivesse na escola estudando e recebesse um convite, ou um cara, uma pessoa que tivesse trabalhando já recebesse um convite para ser incorporado como na como professor na academia, ficaria muito, muito honrado. E eu tinha outros planos, até eu prestei num concurso da Secretaria da Agricultura para extensionista, e eu passei muito bem colocado nesse concurso.

Eu podia escolher a Casa da Agricultura da minha cidade, a minha vida estava formada, eu ia trabalhar na Casa da Agricultura, ia ter a minha fazenda e se dedicar nisso, a minha vida já estava feita. E o Dr. Dirceu tinha me falado: "Não presta esse concurso que você passa e aí você vai ter dificuldade para atender o meu convite", né? E aí foi a mesma coisa, ele falava: "Vai lá e presta", né? Fui lá, prestei, passei, graças a Deus.

E um dia eu falei: "Eu tenho que conversar com o Dr. Dirceu, que eu estou mais inclinado a ir embora". Para a Casa da Agricultura e trabalhar como extensionista. Eu me lembro como se fosse hoje. Eu bati na porta dele, primeiro passo que eu dei na sala, eu falei: "Doutor Estêvão, eu tô com problema." Ele falou: "Eu já sei qual é o seu problema, senta aqui." Sentei na frente e ele começou a descrever o que que era a carreira universitária.

E aquilo, aquilo não era o meu foco. Eu acho que ele percebeu rapidinho isso e falou: "Se você ficar, você vai para os Estados Unidos." Eu falei: "Bom, quem vai decidir isso? O senhor?" Eu confiava nele plenamente. "É um colegiado? É a USP? Quem é?" Se ele falasse que era qualquer um das outras, eu falaria: "Não, não interessa." Mas não, ele falou: "É você, se você passar, você vai." Aí eu contei essa história hoje e Aí acabei indo para os Estados Unidos.

E daí é que começa, na verdade, eu entender a profundidade que eu tinha que adquirir em conhecimento para ser um profissional daquela área, para ensinar alguma coisa. E isso evidentemente me movia sempre para o estudo cada vez mais profundo. Eu era muito dedicado. Eu recebi uma homenagem que eu nunca publiquei num lápis, eu nunca publiquei isso no meu currículo, e é uma das homenagens que eu tenho maior satisfação, maior orgulho de tê-la.

Você vai: então por que você não publica? Por que você não põe? Chama Phi Kappa Phi. Essa sociedade, ela homenageia a excelência acadêmica de mais de 300 universidades dos Estados Unidos. E você precisa ser convidado, você precisa ter média acima de 3,5, quando o máximo é 4. Eu tinha média 3,78. Fui convidado, eu não sabia o que que era FAE, Kappa FAE, e peguei uma carta, que é a carta convite, porque eles convidam você para ser um membro, levei para o meu orientador, ele leu, eu vi que ele mudou a expressão facial dele.

Falei: "Poxa, o negócio é sério, né?" Mas não sabia o que que é sério, né? Uma carta. Aí falou: "Você tá... Não interessa o que você tá fazendo agora, você vai imediatamente atrás dessa carta. Onde que eles estão pedindo para você ir?" Era dentro do campus. Eu falei: "Pô, mas o negócio deve ser bravo, né? Hoje..." Mas não deu outra explicação: "Vai agora!" Eu fui lá, apresentei aquilo depois que eu fiquei sabendo que essa homenagem tinha um valor de fato muito alto.

Eu nunca falei isso, eu nunca falei isso em nenhum lugar. Hoje você provavelmente é uma das pessoas que tá sabendo disso. Caraca! E da onde, como é que surgiu isso? Surgiu pelo interesse de que eu queria aprender para poder ensinar, mas eu queria ensinar Não só na universidade, porque já estava combinado, eu queria ensinar o meu pai. Então, eu tenho certeza que ele está lá no céu e está ouvindo isso, mas aí toda essa energia foi transformada no ensino.

Eu falei: "Eu tenho que ensinar esse pessoal como o meu pai me ensinava." E tem aluno que percebeu isso, e teve aluno que falou: "Você nunca deu nada fácil." Na verdade, eu tava dando coisa fácil, mas eu queria que eles tivessem a iniciativa de querer aprender. Eles interpretavam que eu tava dando uma coisa difícil. Não, eu fazia exatamente o que o pai me fazia. Subir 3 vezes, 3 ou 4 vezes, ver a vaca, contava a vaca, contava o bezerro, contava se era macho, contava se era fêmea, subia e descia, subia e descia.

Para mim não era nenhum sacrifício subir e descer, eu gostava de fazer aquilo, mas você aprende com isso. E acho que a minha vida toda foi isso, eu queria ensinar meus alunos com o que eu aprendi com meu pai.

?Voz B

Legal. E poxa, assim, a gente vendo daqui, né, professor, toda essa história e tal, e querendo ou não, eu comentei isso com o professor Flávio e com o professor Núcio hoje de manhã aqui quando eu gravei com eles. Esse período, nós estamos falando, né, professor, de na década de 70 para cá, basicamente 50 anos, 56 anos, né, quase 60 anos aí rolando tudo. A revolução que a pecuária teve nesse período se deve muito àquele início, né?

E eu acho muito lindo, na verdade, a gente tá aqui hoje falando sobre isso porque É igual o professor Lúcio falou, às vezes a gente quer, a gente tem alguns ídolos que a gente vai e massacra eles, né? E aqui hoje foi totalmente o contrário, a gente trouxe aqui exatamente a virtude que o senhor teve lá no início, aquele esforço de poder estudar para ensinar o seu pai e os seus alunos. E hoje ficou muito evidente o tanto de ex-alunos que tinha aqui do senhor, né?

?Voz A

É um prazer enorme, né, você receber uma uma homenagem dessa, poxa, eu me emocionei muito vendo a plateia toda se levantar e aplaudir em pé. É um negócio que você não espera isso, né? E quando você recebe isso de uma maneira espontânea, ela vai muito profundo. Então a gente se emociona e embarga a voz. Mas acho que faz parte da vida.

?Voz B

E, professor, assim, ó, não quero tomar muito mais do seu tempo, né? Estamos aqui conversando contigo e tal. Na saída da fazenda do senhor tem uma frase emblemática ali, né? E quando a gente conversa com todo mundo, de fato, né, falava até para o Will, que tá aqui filmando a gente aqui, que estar perto do senhor é uma É muito gratificante no sentido de, poxa, não tem tristeza ali, né? Tem só alegria. E uma coisa que o senhor comentou, que tem na saída, que até que o senhor fale a frase certinho para não falar besteira, é como que tá agora, né? Já estamos com 83 anos, né, professor?

?Voz A

Isso.

?Voz B

E tem muita coisa ainda para ser feito, né?

?Voz A

Na verdade, a energia, né, nessa frase é uma frase que eu mesmo que ele fez é: "Você ficará velho quando as lamentações tomarem lugar dos seus projetos de vida." E é verdade, você precisa ter projeto de vida a vida toda, você precisa morrer sem completar os seus projetos. Mas eu atribuo a essa energia, essa boa vontade de fazer tudo e me cansar, E a minha esposa me cobra muito, fala: "Você não pode fazer, você tá aí, você tá fazendo muita coisa." Não, mas é com tanto prazer que...

Mas o que acontece nessa história é que a gente vive com o jovem. Eu tenho na nossa equipe, nós somos em 4 que trabalhamos juntos, tem uma equipe que é jovem. E você não pode ficar velho numa equipe jovem. Como é o Miguel Sciotta, como é que vai ficar velho perto do Miguel Sciotta, que toda hora está descobrindo alguma coisa nova, toda hora está colocando na frente uma novidade. Poxa, isso daí é um estímulo eterno. É claro, um dia eu vou morrer, mas eu quero morrer trabalhando ainda.

?Voz B

E, professor, Tendo em vista assim toda essa trajetória, esse legado do senhor, né, pensando do seu ponto de vista, a gente entendeu ali, né, o recado. Qual que é o principal legado para pecuária de corte que o senhor acredita que deixou para a gente aqui?

?Voz A

Eu acho que primeiro a pecuária de corte tem um potencial enorme e que nós não exploramos. Então isso É uma coisa que eu sempre batalho para fazer cada vez seja mais um produtor de fato acredite na pecuária, busque maiores produtividades. Falar da média brasileira de 4, 5 arrobas por hectare é uma vergonha. Você fala assim: uma vergonha como? Se está sendo praticada? Não, é uma vergonha porque nós podemos produzir muito mais com Algum esforço técnico, não é esforço econômico.

Eu mostrei hoje que não é o poderio econômico que você impulsiona os seus projetos dentro da pecuária. É sabedoria, é conhecimento. Isso daí não é difícil de conseguir, tem muitos profissionais aí no ramo que pode fazer isso com facilidade. Eu acredito, tenho certeza que isso vai acontecer, que cada vez mais vamos ser mais competitivos no mercado internacional, porque nós temos um potencial enorme que ainda não está sendo explorado.

Se hoje nós já temos destaque no cenário internacional como produtor, produtor de carne, exportador, eu tenho certeza que isso daí é uma pequena parte do potencial que nós temos. Então é uma questão de formar pessoas, acreditar nessas metas, né, que parecem ousadas, mas são perfeitamente atingíveis. Eu tenho exemplo na minha propriedade, eu sei que isso é possível. E numa situação que se eu mostrasse a minha propriedade aí, o pessoal ia dizer: poxa, coitado dele, né?

Que é montanha íngreme com pedra. Produz para chuchu. Então, quer dizer, onde que tá o erro? Eu acho que o erro é, na verdade, é o que eu disse, é na difusão da tecnologia. Isso daí nós precisamos ter cada vez mais consciência disso. A universidade não forma difusor de tecnologia, o extensionista. Esse extensionista, essa pessoa é uma pessoa diferenciada, é difícil de formar essas pessoas. É uma pessoa que comunica bem com o profissional, que conhece a teoria e que sabe aplicar e ensinar a pessoa a fazer.

E isso não é muita gente que faz. Então nós temos que começar a trabalhar mais nesse sentido.

?Voz B

E uma coisa que é interessante, né, assim, nada se constrói sem gente, né, professor?

?Voz A

É claro, sem equipe.

?Voz B

Sem equipe não tem como você construir qualquer coisa sem eles.

?Voz A

É o que eu mostro lá, se eu tenho uma equipe para trabalhar, se uma dessas pessoas não tiver trabalhando, entregando-se ao propósito de fazer o melhor, você não tem equipe, você tá com uma mesa com uma perna quebrada.

?Voz B

Exato, exato. Bom, eu posso dizer com bastante propriedade que muita gente foi formada a partir dos conhecimentos que o senhor foi trazendo e pela relação que a gente já teve, né? De todo mundo que passou pelo senhor ali. Então eu quero já de antemão agradecer pela sua generosidade. Eu sei que o senhor tá cansado, não precisaria estar aqui, mas fez questão de estar aqui com a gente aqui no podcast. Então muito obrigado, parabéns pela sua jornada, e o senhor sabe que o senhor tem um fã aqui junto, acompanhando sempre o seu trabalho e tudo que você tem feito, professor.

?Voz A

É um prazer estar com você, eu espero que a gente tenha mais oportunidade de conversar mais E evidentemente trocar ideias também, né? Não é só daqui para lá. Eu sei que você tem muito a oferecer, então é melhor ter uma conversa nesse podcast.

?Voz B

Muito bom. E professor, eu sei que tem algum, tem umas redes sociais do projeto, né, da consultoria. Fala aí para a gente como a gente pode acompanhar um pouco mais o trabalho de vocês.

?Voz A

Na verdade, a pessoa que tá encarregada disso é o Miguel. Eu vou colocar o Miguel junto com você e você vai conversando.

?Voz B

Se eu não estiver enganado, é Corsi Zootec que tá lá no Instagram, né? Então é só ir lá que tem todos os trabalhos e tudo mais, né?

?Voz A

Isso, isso. Mas o Miguel é o maior entusiasta disso e ele faz isso muito bem. E ele é uma pessoa bem fora da curva, né?

?Voz B

Japonês não é fácil não, né?

?Voz A

Não, o japonês é bom, rapaz. A minha esposa, às vezes eu tô trabalhando e 10, 11 horas da noite, tô trabalhando, fala: "Poxa, eu não sou capaz de sair desse buraco aqui, tem alguma coisa errada aqui, não sei, eu vou telefonar." Eu vou telefonar, ela já sabe que eu vou telefonar para um dos caras da equipe, ou então é ex-aluno, eu não tenho muito, eu não sou muito criterioso nisso, eu falo: "É fulano que sabe." Eu telefono naquela hora para o fulano.

E graças a Deus eu sou muito bem recebido. Não sei se a família recebe bem, mas a pessoa diz que tá bom. E é interessante isso, porque a qualquer hora você chamar uma pessoa e dizer: "Eduardo, eu tô com um problema." E essa pessoa falar: "Qual é o problema? Vamos resolver junto." Isso daí dá uma força muito grande. Para que você continue, né? Então não tem tempo ficar velho desse jeito, porque toda hora você tem alguém te apoiando. Então vai indo.

?Voz B

É isso aí, muito bom, muito bom. E para você que ouviu ou está assistindo esse episódio até agora, que eu tenho certeza que você viu valor nessa conversa. Você não viu, pelo amor de Deus, né? Então compartilha esse episódio com alguém que vai se beneficiar desse conteúdo. O Canivete Cast, ele cresce na medida em que você participa com a gente desse processo. Então siga o Canivete Cast em todos os agregadores de podcast. Bem como no nosso canal do YouTube, no canal do YouTube do Agro Resenha e da Nutripura também.

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?Voz A

É, aí tá certo. Mas muito grato aí pela oportunidade que você tá me dando, espero ter essas oportunidades em outras vezes, em outras ocasiões. Vamos estar juntos, eu acho que nós estamos lutando pela mesma causa. Maravilha, muito obrigado. Valeu. Olha aí, ó.

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