MPA#03 - O valor do agro está em quem entrega solução
Neste episódio do Movidos pelo Agro, Paulo Ozaki conversa com Marcelo Cassiolato sobre o papel estratégico da distribuição no agronegócio brasileiro — muito além da entrega de insumos. O episódio mostra como logística, assistência técnica, crédito, barter, tecnologia, marcas próprias e relacionamento com o produtor transformam inovação em resultado real no campo. Em um setor onde o tempo da operação não espera, a conversa traz reflexões práticas sobre produtividade, posicionamento técnico, gestão de risco e construção de confiança no agro para quem toma decisão todos os dias.
PARCEIRO DESTE EPISÓDIO
Este episódio foi trazido até você pela Agro Amazônia! A Agro Amazônia é uma empresa referência no agronegócio brasileiro, atuando com soluções completas para o produtor rural, incluindo insumos agrícolas, nutrição vegetal, proteção de cultivos e suporte técnico especializado. Com forte presença no campo, a empresa combina tecnologia, conhecimento agronômico e proximidade com o produtor para impulsionar produtividade e sustentabilidade nas lavouras.
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FICHA TÉCNICA
Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidado: Marcelo Cassiolato
Edição: Will Oliveira
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Paulo Ozaki
Marcelo Cassiolato
- Desafios do AgronegócioPapel estratégico da distribuição · Logística e agilidade · Assistência técnica · Crédito e financiamento · Barter (troca de produtos) · Tecnologia e inovação · Marcas próprias · Relacionamento com o produtor
- Tecnologia e InovacaoAdaptação de tecnologias às realidades locais · Importância do conhecimento técnico para o agrônomo · Aumento de produtividade com tecnologia · Inteligência Artificial e digitalização · Otimização de processos (emissão de notas fiscais)
- Formação e Carreira de Marcelo RozentalFormação acadêmica em Engenharia Agronômica · Mestrado e Doutorado na ESALC USP · Carreira na Agro Amazônia · Mudança para Mato Grosso · Cargos na empresa (gerente, diretor, VP) · Importância da família e do suporte
- Estratégias de MarketingParticipação em feiras e eventos · Uso de redes sociais e canais digitais · Programa de fidelidade (Classe A) · Patrocínio de times de futebol (Cuiabá, Jataiense) · Comunicação sobre a importância do agro · Ações de marketing criativas (colheitadeira em campo)
- Amazonia e tecnologiaFortalecimento da marca Agro Amazônia · Desenvolvimento de produtos próprios (sementes, nutrição animal, fertilizantes) · Desafios da gestão de marcas próprias · Marca Dagmar (sementes) · Marca Nutran (nutrição e adjuvantes)
- Inovação e Sustentabilidade no AgronegócioPreservação ambiental nas fazendas · Equilíbrio entre produção e sustentabilidade · Importância da rentabilidade para a preservação · Conceito de ESG (Social, Ambiental, Governança)
É, uma coisa muita gente falou para a gente: ah, você não vai mudar o escritório para São Paulo? Você não vai mudar o escritório para outro lugar da sede da Gromazoni? Não, não vamos. Por quê? Porque a gente tem que estar próximo do produtor. A gente sempre fala isso. Se eu não fizer um bom trabalho para vender para aquele cara todo ano, eu vou quebrar a empresa. Então eu tenho que ter o cara do meu lado e falar assim: o cara, vem comigo que nós vamos junto produzir, nós vamos junto É ganhar dinheiro, você na sua área, eu na minha, o fornecedor que está comigo na área dele.
A gente tem que gastar o maior tempo possível planejando e o menor tempo possível executando. Se você planejar pouco, você executa errado muitas vezes, né, cara? Então você tem que planejar bastante.
Quando a gente vai lançar um produto, primeiro a gente quer ter a segurança de que se eu fosse o produtor, eu queria usar esse produto. Se não for isso, não faz sentido.
E aí, pessoa, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao podcast Movidos pelo Agro, que é uma parceria do Agro Resenha com Agro Amazônia, cara, que há 43 anos está ao lado do produtor rural oferecendo soluções completas para impulsionar a produtividade no campo. E nós estamos— eu gosto de falar, viu, Cassiolato, que eu gosto de gravar em lugares inusitados. Estamos aqui no centro de distribuição da AgroAmazônia para falar com Marcelo Cassiolato.
Cassiolato, muito obrigado por estar aqui com a gente, seja super bem-vindo ao Movidos.
Prazer estar junto com vocês. Um pouquinho frio aqui onde a gente está, né, nós estamos dentro da câmera fria de semente aqui, mas tá muito legal. Obrigado pela oportunidade, é um prazerzaço estar aqui.
Não, eu fiquei com medo do julgamento. Imagina que você sai de casa com blusa de frio, o povo ia me chamar de doido, entendeu?
Cuiabá, blusa de frio, o que que esse cara tá doido saindo daqui, né? Mas essa é uma das vantagens do nosso CD aqui, né, cara, é poder armazenar com qualidade, com temperatura controlada, umidade controlada. Isso é muito bacana.
E de certa maneira ajuda demais também atender o cliente com uma certa agilidade, né, cara?
Esse é o objetivo do nosso CD, né? A gente produz semente em 23 lugares no Brasil e aí a gente pode ter menos risco de intempéries climáticos porque a gente tá em diferentes regiões. E aí a gente armazena ele aqui em Cuiabá com essa qualidade e aí tá muito fácil da gente levar de volta para o nosso cliente lá no campo, no tempo certo, no momento certo, com a qualidade que ele espera do produto que ele comprou. Isso é fantástico.
Ele tá meio vaziozão, né, chegando no final da safra. Graças a Deus ele já girou, ele já entrou, já saiu, e que venha muito mais semente aí pela frente. Estamos começando a se preparar, começando a colher a semente do próximo ano agora.
Exato, exato. Eu sempre gosto de entender um pouquinho mais da história, né, cara, das pessoas que vieram para cá. Conta um pouquinho da sua história aí para a gente, cara.
Legal. Eu sou natural de Ourinhos, São Paulo, uma cidade do interior de São Paulo.
Pô, eu fui no Interu, os piorinhos, cara.
Teve Interu, foi o ano que choveu pedra, teve 3 lá.
Não lembro se foi choveu pedra, não lembro de muita coisa, pra falar a verdade.
Mas Ourinhos é uma cidade pequena no interior de São Paulo e de lá eu saí muito cedo pra Londrina pra fazer meu curso de graduação, onde eu fiz engenharia agronômica lá, estudei, fui estagiário de um cara fantástico que era um pesquisador do IAPAR, Marcos Pavan, E ele me introduziu na área acadêmica, onde eu fui parar lá na ESALC USP, onde eu fiz mestrado, doutorado, e depois vim para a Agro-Amazônia, no Mato Grosso, sempre com a minha esposa me acompanhando.
Isso é muito legal de falar, porque o suporte que ela me deu e construiu toda essa vida que eu tenho, essa família, entendendo os desafios, as viagens, as ausências, muito apoio. E aí a gente veio para o Mato Grosso, em Campo Novo, saímos de Londrina, Piracicaba, e veio para Campo Novo em 2003. Aí a gente ficou em Campo Novo Durante um tempo, depois eu comecei a prosperar dentro da Agromazônia, que eu tinha um plano de vir para o Mato Grosso para ficar 5 anos, fazer um pezinho de meia e voltar embora.
Nada, cara, me apaixonei, fiquei por aqui, fui prosperando dentro da empresa, fui gerente de Sinop, de Sorriso, de Primavera e Campo Verde. Depois vim para Cuiabá, onde eu estou até hoje, na nossa sede aqui da matriz, e assumi vários cargos dentro da Agromazônia, como gerente comercial, como diretor de comercial, vice-presidente comercial e agora vice-presidente de marketing. Então sou um apaixonado por isso, um apaixonado pela agricultura, um apaixonado pela distribuição e um apaixonado por essa família que tanto me ajudou a prosperar, que sem eles eu não teria conseguido.
Eu sou casado e com dois filhos já provenientes do agro, vamos falar assim, né? E assim também que eu aprendi a ter muita paixão pelos colaboradores, pelos produtores, grandeza, por tudo, porque isso é viciante, é apaixonante, cara.
E sabe uma coisa que é legal? Que assim, antigamente a gente formava na agronomia e tal, já embora, né? E hoje cada vez mais a gente tem profissionais que vão para área acadêmica, porque antigamente você ia fazer mestrado, doutorado, você ia ser professor, né, cara? Ou você queria trabalhar numa Embrapa da vida e coisa e tal. E hoje não, né? A gente tá vendo muita gente que vai academia mesmo, mestrado, doutorado, mas vai para o campo depois para fazer acontecer, né, cara? Tá cada vez mais comum isso, né, cara?
É, eu, eu falo que para mim isso me ajudou muito. Eu fiz o meu mestrado, meu doutorado na área de solos e nutrição de plantas, e quando eu cheguei em Campo Novo eu não conhecia muito sobre herbicida, porque eu tinha estudado solos e fertilidade e nutrição a vida inteira. Aí quando eu cheguei lá eu descobri que Se você, para você ser um bom vendedor, você precisa ter credibilidade, você precisa conhecer tecnicamente, porque senão você não consegue agregar muito para o produtor.
Então você tem que estudar, você não tem que ter preguiça. E assim, eu gostava muito da vida acadêmica, gosto até hoje. Minha esposa é professora da Universidade Federal e eu dei aula no curso de agronomia da Universidade Federal de Sinop como substituto lá de um amigo nosso que teve um problema de saúde uma vez. E, cara, essa facilidade de falar para os outros é gostoso quando você quer ensinar alguma coisa. Então eu acho que conhecimento técnico é um dos pilares importantíssimos para um agrônomo de campo, importantíssimo.
E ele não precisa fazer mestrado e doutorado para isso. Eu já conversei com profissionais que entendem de solo mais do que eu e não fizeram mestrado e doutorado. Então, na verdade, é ter o desejo, é querer estudar, é querer aprender, é querer somar. Eu acho que isso é essencial.
É, cara. E pensando, né, no que a gente até vai conversar um pouco mais para frente, é que assim, você com conhecimento técnico, capacidade de se comunicar, você atende bem as pessoas, né, cara? Você consegue dar soluções e consequentemente isso vai voltar para você também, né, cara?
Se você ajuda o produtor a produzir, a ter resultado, e você tem paciência para poder estudar, se preocupar com o que é importante, o que é valor para ele, para você poder gerar aquele valor para ele, com certeza ele vai querer comprar seu mesmo. Comprar é uma consequência. Por isso que eu falo que a distribuição existe para você realmente estar lá na hora que ele precisa de você, com logística, com serviço, com qualidade, com tudo. Show, muito bom.
E, cara, para a gente começar esse bate-papo aqui mesmo, de fato, a gente fala muito sobre indústria, né, como ela desenvolve tecnologias e tudo mais. E obviamente produtor aplicando isso lá no campo. Mas trazendo em miúdos assim, por que que você acredita, cadê da sua visão, que a distribuição é fundamental nesse processo?
Bom, eu sou suspeito para falar de distribuição, né, cara. Eu sou um apaixonado pela distribuição, é um negócio muito rico. Para quem acha que a distribuição é só um um prédio ali que tá vendendo o produto, mas é longe disso. É um processo muito bem elaborado, é uma via de atendimento ao cliente do que ele precisa, pronta entrega. A gente mexe com agro, o agro não espera. A lagartinha ela não chega lá e fala assim: "Ó, vou parar de comer aqui, vou esperar você trazer o meu produto." "Ah não, vai chover agora, tá sem chuva, eu preciso disso." A gente é uma indústria a céu aberto, então a gente precisa ter rapidez, agilidade, simplicidade para atender o cliente.
Então uma distribuição ela existe para algumas coisas, mas uma delas muito importante é assistência técnica, é pegar o que a indústria desenvolve de tecnologia, de inovação, pegar isso, criar valor para o produtor. Então ir lá, posicionar do jeito certo, explicar como que usa, como que aplica, regular o pulverizador, prestar uma belíssima assistência técnica, ter o produto à pronta entrega. Nós temos hoje 68 lojas em 9 estados, é uma rede de distribuição da AgroAmazônia.
Então, às vezes você não tem o produto ali em Sorriso, mas você tem o produto em Sinop, você tem o produto em Lucas. O cara precisa, à tardezinha você tá lá. Isso é esse efeito de logística, por isso que a gente também construiu o CD. Essa estrutura, ela existe para isso. Então, um distribuidor, ele existe para quê? Assistência técnica, crédito para quem? Para os produtores. Então, a gente presta esse serviço de venda a prazo, de um financiamento para o produtor.
Então, a gente corre atrás de estruturas financeiras para reduzir o custo do produtor, ajudar ele a produzir mais, cada vez mais, com menor custo. Porque se ele ganha dinheiro, se ele vai bem, nós vamos bem. E aí ele fica feliz com a gente, porque a gente está ajudando ele ganhar dinheiro.
Sim, claro. E a gente pega o Brasil como tem um, é continental, né? Assim, é muito difícil você conseguir ter agilidade dentro do Brasil, ainda mais com as nossas vias. Enfim, tem uma série de coisas que não compete a nós, mas você tendo unidades o mais próximo possível, isso ajuda demais. E tem um outro ponto que eu acho que é legal que você comentou, que assim, poxa, se cada produtor tiver que estudar o que tá acontecendo de inovações também, né, Quer dizer, assistência técnica da distribuição ajuda muito dentro desse processo.
Você já faz um treinamento com eles que repassa para todos os clientes, né, cara? Isso aí agiliza demais o conhecimento.
É uma grana que a gente gasta nesse investimento de treinamento de nossa equipe, porque não adianta eu ter uma equipe que vai lá comentar sobre o jogo do Flamengo, o jogo do São Paulo, o jogo do Corinthians. Não faz sentido. O cara tem que ir lá realmente para agregar. Então ele tem que estudar, ele tem que fazer a parte dele, mas claro, a gente tem que também dar as ferramentas para que ele preste o melhor serviço no campo, para ajudar o produtor a atingir os objetivos dele, né?
Então isso é muito importante. Você falou do Continental, né? Um exemplo legal, só em sementes hoje nós somos o segundo maior sementeiro do Brasil, né? E tem uma marca própria de semente que é a Dagmar, e temos bastante—
tá bem atrás de mim aqui, né?
Mas tem a Dagmar, que é uma marca própria da Agroamazônia, que hoje é reconhecida pela qualidade, pelo potencial produtivo, e A gente só em semente de soja movimenta mais de 2.200 caminhões por ano. Caralho! Então nós fazemos essa logística também. Então você olha assim e fala: pô, mas a minha semente tá chegando aqui. Mas esse tá chegando, já foi a contratação, já embarcou na sementeira, a gente tá acompanhando o caminhão, porque todo caminhão ele tem rastreabilidade.
A gente sabe exatamente onde tá o caminhão. Nossa equipe tem que ir lá no campo acompanhar o caminhão chegando. Calar a semente, levar para o laboratório, confirmar que ela tá boa, que ela já saiu boa do laboratório, da sementeira da nossa EBS às vezes, ou de algum cooperado nosso, já saiu boa de lá porque a gente fez todo monitoramento. Mas até ela chegar, a gente não sabe o que vai acontecer. Então quando ela chega, a gente ainda faz análise, entrega para o produtor: tá aqui, ó, você tem o produto que é bom para você.
Agora vamos calibrar aqui, ó, você vai plantar com tantas sementes por metro, com essa população, você vai usar isso aqui, você vai, essa semente já veio tratada industrialmente de outro lugar. Então eu acho que esse ponto da logística é um dos serviços que a distribuição não pode deixar de fazer. A gente tem que estar onde ninguém mais está e levando qualidade para o produtor.
Não, quando a gente grava em lugar inusitado assim, é assim, cara, acontece. Você vai gravar em feira, passa o helicóptero, não tem o que fazer, né?
Tem que tocar Tá bom.
E, cara, e um ponto que acho que é interessante, porque assim, você falou muito das tecnologias, né, que a indústria vai desenvolvendo e tudo mais. Como que vocês de fato dentro da AgroAmazônia fazem com que essa tecnologia que tá sendo disponibilizada de fato se torne aumento de produtividade, rentabilidade lá no campo? Como que é essa operação? Legal.
É, então assim, né, quando a indústria descobre a inovação, né, que é o papel mais forte da indústria, ela vai lá, pesquisa, investe em rios de dinheiro para desenvolver alguma coisa nova. Aí quando ela tá com aquele produto na mão, ela vem e fala assim, ó, o meu posicionamento é esse aqui, é isso aqui que vocês têm que fazer. Aí vai para o campo. Quando vai no campo, extensão comercial e tudo mais, você começa a ver algumas coisas.
Então muitas vezes um produto é lançado com uma dose X, aí depois você vai percebendo que ela tem que ter um um ajustezinho ali. Aí você tem as misturas de tanque dentro das fazendas, você tem recomendações diferentes, composições diferentes, você tem população de semente de acordo com a fertilidade do solo do cara, com o tipo de solo do cara. Então quando a pessoa testa um produto, ela tenta absorver tudo, mas a realidade de cada um ela é diferente, cada fazenda tem a sua particularidade.
Tem um pulverizador que não tá bem calibrado, tem, tem uma, um solo que é um pouco mais arenoso, outro é mais argiloso. Então você tem uma série de composições edafoclimáticas. Um lugar que chove mais, 2.500 milímetros, outro que chove menos, 700, 800 milímetros. Então tudo isso você tem que saber adequar o produto. Então quando você conhece tecnicamente o produto, você conhece o que ele traz, porque difícil você não ter um produto que funciona "Ah, o produto não funciona." Eu escuto muito isso.
Às vezes não é, não tem nada a ver com o produto. É um produto que tá mal posicionado, ele tá mal calibrado para aquela situação. Então você precisa adaptar isso. E esse é o papel da extensão, esse é o papel do distribuidor. Ele tem que entender a dificuldade e ajudar a solucionar os problemas. Isso é o que é importante para nós.
Exato, exato. E esse é um ponto legal porque assim, Por mais que às vezes o produto— é que é normal a gente colocar a culpa no produto, igual você comentou, né? Mas aí que também mora o valor, muitas vezes, do produtor enxergar o que vocês estão fazendo ali. Porque, poxa, não tem como um produto que tá na prateleira ele ser ruim ou não funcionar, né? Óbvio, a gente tem aí tecnologias que ao longo do tempo elas vão se perdendo.
Vai ficando obsoleto.
Vai ficando obsoleto, mas a indústria tá sempre desenvolvendo alguma coisa. E eu acho que aí que mora o ponto, que às vezes pode não dar certo porque se posicionou errado e tal. Mas até isso é importante também a gente ficar de olho, porque o produtor, até para o produtor enxergar valor no que a extensão tá levando para ele, né?
Eu lembro quando eu cheguei no Mato Grosso em 2003, que eu comecei a trabalhar aqui lá em Campo Novo do Paracis, a produtividade média era em torno de 45 sacos, 48 sacos. Quem produzia 50 sacos era top de linha. Hoje, cara, a gente já viu a média do Mato Grosso em 63 sacos. E esse ano, tudo, Deus vai ajudar aí, tudo vai ser muito bom na colheita e nós vamos ter de novo uma produção muito boa. Então tudo isso é o quê? A tecnologia empregada.
Então você tem lá hoje uma empresa, uma indústria para lançar um novo material de semente, falar da Dagma, por exemplo, ela tem que produzir mais do que o material anterior. Se ela não produzir mais, deixa o inventor lá, ué. Então é a mesma coisa, as indústrias de agroquímico, fertilizante, elas tentam tá inovando. Por quê? Porque ela precisa ajudar o produtor a ganhar mais, porque o custo não para de aumentar. Então alguma coisa tem que compensar o custo.
Sim, sim, sim. É, e até a comunicação disso é super importante, né, Castelar?
Não tenha dúvida, porque hoje a gente tem assim, né, A gente precisa mostrar para o produtor o que é bom, o que tem de inovação, o que tem de tecnologia. E aí também vem as participações nossas em eventos. A gente tem um circuito de feira muito forte dentro da Agromazônia, tem os nossos canais do Instagram, do YouTube, LinkedIn. Então a gente tenta, além da nossa equipe na ponta, das nossas filiais, a gente tenta ter outros mecanismos para alcançar os nossos clientes.
Então Nós tivemos agora recentemente a feira do Ginetec, foi um baita sucesso pra gente, foi muitos clientes visitando, um stand maravilhoso, um aconchegante pro cliente chegar ali. E é o que a gente busca nessa feira sempre, né, ou nesses eventos que a gente participa. O objetivo sempre é 3: 1 é criar o relacionamento mais forte com o cliente, ele conhecer algumas pessoas que ele não tem o hábito normalmente, porque ali talvez, vamos pegar o exemplo de Ginetec lá em Canarana, conhece o gerente nosso, conhece nosso time de vendas, conhece os nossos agrônomos, conhece o nosso, o nosso equipe administrativo lá, mas não tem tanta frequência do nosso presidente, nossos vice-presidentes, de todo mundo da empresa tá lá para conhecer as pessoas.
Então oportunidade de criar esse relacionamento, de ver as pessoas. Então nosso time de liderança todo vai para esses eventos, chega lá, a gente tem um relacionamento. Então aí nós temos A parte técnica, a inovação, trazer o que realmente tem de novo para mostrar ali. Então, novas variedades, novos produtos com os nossos fornecedores e trazer programas de solução no campo. Então, tudo isso faz parte, é o segundo objetivo. E o terceiro objetivo nosso é tentar trazer nessas feiras as melhores propostas de negócio possíveis para que o produtor consiga fazer bons negócios e ter bom resultado também com custo um pouco mais baixo.
Então esse é o objetivo que a gente tem nesses eventos. Isso ajuda muito a conectar e aumentar a credibilidade da empresa no campo também.
Não, sem dúvida, sem dúvida. E, Casal, até um pouco antes a gente comentou, falou um pouquinho sobre a logística e tal, né? Aí quero só puxar um assunto antes da gente partir para cima, para frente, que assim, eu imagino que, óbvio, não começou desse jeito, né, cara?
Não, não começou.
Hoje tá na estrutura e tal. Mas qualquer evolução que você percebeu, é, você já tá muitos anos dentro desse negócio, cara. Qual que é a evolução que você foi percebendo ao longo do tempo, né, de como isso aqui, como tá hoje, evoluiu para do que era antes assim, cara?
Eu falo assim, né, rodei muito o estado do Mato Grosso, hoje rodo o Brasil todo, Cerrado aí, então O que a gente viu acontecer, usando o Mato Grosso como exemplo, de quando eu cheguei aqui sem estradas, sem telefone, uma dificuldade, gente, para chegar em Campo Novo e depois de Campo Novo para Sapezal era um transtorno, cara, era um negócio inimaginável. Hoje o estado está muito bem servido de logística e é um estado que está ainda se aperfeiçoando, novas ferrovias agora vindo, novas estradas abrindo.
Mas já é um estado que já tá bem mais parrudo da parte de logística. E a mesma coisa foi, por exemplo, com a Agromazônia. A Agromazônia foi evoluindo, começou abrindo para trabalhar com pecuária 43 anos atrás, como você disse. E aí começou, foi 3 anos depois começamos na agricultura, que só tinha em Primavera, em Sorriso, muitas cidades a gente chegou primeiro do que a cidade lá. E aí foi se desenvolvendo, foi aumentando equipe, foi aumentando a quantidade de lojas, foi vindo novas tecnologias.
Trabalhamos forte para introdução do plantio direto, trabalhamos forte para introdução do algodão no estado, trabalhamos forte para evolução da pecuária. Então, dessa transição da pecuária, vamos falar assim, para essa pecuária mais moderna, tudo isso fez com que a Agromazônia fosse crescendo junto com o produtor. Junto com o que aconteceu no estado do Mato Grosso, que hoje é uma potência mundial na produção, né? E aí a gente foi indo para outros estados.
Primeiro veio Rondônia, depois foi Goiás, veio Pará, veio vindo Maranhão, veio Mato Grosso do Sul, veio Minas Gerais agora por último, então Tocantins. Então a gente foi, foi indo junto com o produtor. E uma máxima assim nossa é Pô, nós precisamos ter confiança, credibilidade do produtor, senão como é que a gente vai poder falar para ele: "Uma, usa esse produto aqui que a gente já testou ele, ele é bom, a gente confia nesse produto." Hoje a gente tem uma força muito grande, uma credibilidade muito grande no mercado.
É difícil você escutar produtor ficar falando mal da Agromazônia. A gente tem mais de 30 mil clientes ativos, tem cliente há 43 anos comprando com a gente. Então isso é muito gratificante, porque você sabe que você tá contribuindo. Porque se você não tiver contribuindo, ele não vai voltar a comprar seu aí.
Sem dúvida, cara. E assim, isso mostra também o quanto é parrudo, né, o trabalho de vocês. Porque assim, não muito pouco, pouquíssimo tempo atrás, a gente passou por uma baita de uma crise na distribuição aí, né, cara. Então passar por esse momento, né, assim, todo mundo tá tendo dificuldade, tudo certo, Mas passar e saber que tem uma perspectiva para frente, para o produtor é super importante, né, cara?
É, isso é legal você ter falado. Realmente o momento está difícil para todo mundo, né? Então o juro alto, essa taxa Selic alta, ela aperta todo mundo a conseguir dar resultado, principalmente quem trabalha com um sistema de prazo longo, igual é a agricultura. Então você precisa estar muito certo de que agora é o momento de apertar o cinto, de você recolher o trem de pouso, ficar mais fazendo o que você sabe fazer, ou o que a gente usa na empresa, né, o arroz com feijão bem feito, bem feito, porque a gente trabalha num negócio que ele é commodity, ele é cíclico, não adianta, ele vai ter o momento de alta, ele vai ter o momento de baixa, e aí você tem que saber trabalhar nisso.
AgroAmazônia tem um investidor muito forte que é a Sumitomo Corporation, é um um grupo muito grande, você conhece mundialmente falando, e isso também ajuda, claro, a você ter uma segurança financeira muito forte. Mas a AgroAmazônia é uma empresa que já nos seus 43 anos, bem antes da aquisição da Sumitomo Corporation, já era uma empresa muito segura, muito estruturada, com os processos bem definidos. E isso faz com que a gente sempre mantenha o pé no chão, sempre fala: nós somos pobres, nós precisamos trabalhar muito porque nós somos pobres, nós não dá conta.
Esse negócio nosso derruba a gente, derrubou muita gente já, né? Então a gente trabalha com bastante amor, bastante paixão e sempre sabendo que não, tem que fazer mais, vai ter que trabalhar mais porque o negócio é assim mesmo, é difícil. Quem tem preguiça de trabalhar não pode vir para o Agora Não.
Não, e eu sou descendente de japonês, né, velho? Então eu sei como é que é o negócio, é na vírgula, né? Duas casas depois da vírgula. Então tem que estar sempre organizadinho, né?
É verdade. E a nossa equipe aprendeu também muito dessa cultura japonesa. Porque ela é contagiante, é uma cultura muito bonita, de muitos processos, de muitas coisas boas, de não decidir nada sozinho. O brasileiro tem muito costume de tomar decisão, né? Eu aprendi bastante com os japoneses assim, a discutir um assunto antes de tomar decisão. Isso mudou até com a minha vida pessoal.
Legal. É, eu lembro que meu pai sempre falava, né, fala assim: a gente tem que gastar o maior tempo possível planejando e o menor tempo possível executando. Se você planejar pouco, você fica, executa errado muitas vezes, né? Então você tem que planejar bastante, né?
Entre os valores da Agromazônia, a gente introduziu a simplicidade, que tá muito ligado também à agilidade, pra gente conseguir não tirar o foco do que a gente precisa. O nosso cliente, ele é simples por natureza. O agro, ele é complexo, mas é simples.
Isso. Então as pessoas têm a sua simplicidade dentro de um sistema complexo.
Então a gente precisa investir em coisas que tragam simplicidade e resolvam os problemas complexos para a gente sofrer menos, né, para a gente focar no que realmente é importante para trazer resultado.
Exato, exato. E, cara, você falou aí agora uma coisa interessante, né, que assim, é um setor que a gente precisa de crédito, né, e de fato ter um respaldo aí, né, por trás de toda a operação é super importante, pensando na Sumitomo e tudo mais. E cada vez mais a gente está percebendo recursos públicos diminuindo, né, para não dizer secando completamente, e cada vez mais a necessidade de créditos como barter, enfim, outras formas aí de se financiar. Como que vocês estão estruturando isso aí, cara?
Ah, boa, bom ponto, cara. A gente acredita muito na ferramenta do barter, acredita demais nela. A gente acha que É uma forma do produtor pagar os seus custos de produção com a moeda dele, com a moeda dele, né? Então ele produz com soja, ele produz com milho e ele paga isso com o que ele está produzindo. Ele não precisa se preocupar em se está subindo, se está caindo, não. Ele tem que se preocupar com uma relação de troca. Então hoje nós temos dentro da Agromazonia toda uma mesa de barter que faz essa operação, cuida da operação logística.
Então a gente tem crescido muito nessa modalidade, é uma forma da gente ofertar um produto competitivo para os nossos clientes. E o barter para mim também é uma segurança muito grande para o produtor. Você imagina hoje, a gente está numa tendência de alta de fertilizante e baixa de soja. Então se isso acontecer, a relação vai piorar muito. Então, cara, "Vai lá, antecipa seu negócio." Quanto você pagou? Quanto custou a sua safra no ano anterior?
Ah, custou 30 sacas por hectare. E hoje tá custando quanto? 30 sacas. Não foi bom para o seu ano passado? Senão você não tinha feito negócio. Faz de novo, cara, repete. Aí você quer apostar, quer correr um risco, você aposta e corre isso com outra parte da sua produção. Porque esse ano é um ano de muita insegurança ainda. Então, pô, trava seu negócio, faz um negocinho bacana, sai do risco e trabalha para produzir o máximo possível que Ontem eu escutei de um cliente amigo nosso, ele falou assim para mim: Marcelo, se o produtor tiver a tulha cheia, o problema dele diminui muito. Então produzir é o segredo, sempre vai ser.
E agora o Paulo do futuro veio para cá porque o Paulo do futuro conversou com Adriano e a gente conversou muito sobre isso, né, cara? Sobre— a gente vai conversar muito sobre isso que é o próximo episódio, que é, poxa, ter as informações, né? Vocês, obviamente, com toda essa operação, mais de 30 mil clientes ativos, tem muita informação, muito dado, né, cara? E isso muitas vezes você sabe até muito mais sobre aquele produtor do que ele mesmo, né, cara?
Que ele sabe que precisa de muitas coisas. Isso também é um processo de digitalização e que precisa, né, cara, para você poder ajudar cada vez mais esse produtor também, né?
Não tenha dúvida. Você vê, a gente lançou esse ano o programa Financia, que a gente está vendo uma necessidade. Então uma das coisas que a Agroamazônia sempre faz, uma inovação, né, sempre busca alguma coisa para ajudar aquele momento ao produtor. Hoje você comentou aí, né, há problema de financiamento bancário, de conseguir dinheiro. Então na Agroamazônia a gente lançou um programa que é o Financia, que o produtor vai ter a oportunidade de poder além de fazer o barter, pegar uma parte a mais em dinheiro para poder gerar o fluxo de caixa dele ali dentro da fazenda.
Então acho que isso é uma ferramenta para ajudar o produtor também. Então o importante da gente como distribuidor é pensar em como nós podemos ajudar o produtor, porque a Agromazônia não quer vender para o produtor uma vez só. Claro, ela nem pode.
Não faria nem sentido.
Não pode, porque o número de produtor que existe no Brasil é limitado. Ele tem um tanto de produtor. Se eu não fizer um bom trabalho para vender para aquele cara todo ano, vou quebrar a empresa. Então eu tenho que ter o cara do meu lado e falar assim: "O cara, vem comigo que nós vamos juntos produzir, nós vamos juntos ganhar dinheiro." Você na sua área, eu na minha, o fornecedor que tá comigo na área dele. Porque todo mundo tem que ganhar dinheiro, todo mundo precisa sobreviver.
E eu tenho certeza que muitos produtores pensam assim também. De como que eu faço para produzir em conjunto, como que ele me ajuda a produzir mais, como me ajuda a superar os desafios que eu tenho hoje.
Exato, cara. E entrando um pouco nesse assunto de tecnologia, né, e como isso tudo tá avançando, né, a gente cada vez mais ouve falar de plataformas digitais, inteligência artificial, né. Pô, será que vai ter alguém que vai substituir o cara que atende lá na frente? Não, tem todo um processo ali, né, cara. Como que vocês estão olhando para essas, essa, para essa parte, né? Óbvio, sempre tentando fazer o que você comentou, né, melhorar eficiência e tudo mais. Como que vocês estão balançando isso aí, cara?
Eu acredito que a inteligência artificial, as tecnologias que vêm vindo, elas são muito disruptivas, são coisas impressionantes. E eu acho que elas vão mudar um pouco, sim, a nossa forma de atendimento, mas eu acho que ela vai mudar para melhor. Ela vai ajudar a gente a estar mais presente, mas é um pouco diferente você fazer a compra de eletrodoméstico e você comprar uma semente, por exemplo. Ela é muito complexa, tem muita coisa.
Então você vai— imagina o produtor lá, vou dar um exemplo, o cara tá lá em Balsas, no Maranhão. E a produção da semente dele tá lá em Minas Gerais. Aí o cara fala assim: eu vou comprar pela internet aquela semente lá, se não chegar depois eu reclamo. Cara, safra dele já foi, safra dele já foi. Então são coisas que eu acho que vão melhorar, muita coisa vai ajudar sim. Eu acho que bons profissionais, eles vão continuar tendo o espaço para poder ajudar o produtor a produzir mais e melhor sempre.
Esse é o meu conceito, mas eu acho que essas ferramentas vêm para ajudar, tanto que a gente investe bastante nessas novas tecnologias. O Adriano, quando você conversar com ele, ele tá à frente disso daí, ele vai falar bastante sobre as nossas tecnologias, a nossa inteligência artificial, o que vem vindo pela frente. Ó, a gente tá com um processo lá que tem nota, a nota, emissão de nota de semente, por exemplo, é complexa para caramba e ela demora ali cerca de 30 minutos para emitir uma nota fiscal.
Parece segura, né? Mas ela demora porque eu não tô pegando um produto que já tá na nota fiscal, tô construindo o produto quando você é um sementeiro. Então ela demora meia hora. Nós estamos testando um momento, uma inteligência artificial que vai fazer isso em 50 segundos. Caraca, olha, olha a evolução! É muita diferença. Então isso vem para ajudar, ajudar as nossas marcas próprias. Então a gente tá falando muito de semente, né?
Mas Agroamazônia hoje ela tem, além da Dagmar, além das marcas de sementes, nós Ela tem marca própria de nutrição animal, de suplementação bovina. Ela tem marca própria de biológico, tem marca própria de adjuvante, marca própria de nutrição, fertilizante de marca própria, que a gente tem uma fábrica de fertilizante lá em Minas Gerais que produz produtos de liberação controlada, produtos de fertilizantes especiais. Então tudo, todas essas ferramentas agrupadas com as ferramentas dos nossos fornecedores, com o serviço Ela tem que chegar no produtor de forma simples, direta, fácil, rápida, para ele conseguir fazer o seu melhor lá no campo.
Exato, exato. E cara, eu acompanho, né, Agro Amazônia há algum tempo, você sabe, tenho parentes, né, que estavam aqui junto também, mas assim, crescimento muito grande, né, de 43 anos para agora, o crescimento é gigantesco, né, cara. E quando a gente estuda lá a parte da teoria de administração e tudo mais, a gente sabe que quanto mais escala, menor teoricamente é a especialização que você consegue dar ali para o produtor, né?
Como que vocês estão equilibrando esse crescimento, mas sempre tentando manter essa proximidade assim, cara?
É, uma coisa, muita gente falou para a gente: ah, você não vai mudar o escritório para São Paulo? Você não vai mudar o escritório para outro lugar? Da sede da Agromazonia, né? Não, não vamos. Por quê? Porque a gente tem que estar próximo do produtor. A gente sempre fala isso, cada loja nossa ela tem que ter um, ela tem que ser o centro de excelência para aquele produtor. Então o cara tem que estar ali dentro da loja escutando nosso gerente, escutando o nosso agrônomo passar recomendação.
O nosso agrônomo tá fácil dele ir lá para o campo levar um produto O cara ligou, falou assim: puta, deu um ataque de lagarta aqui. Você tem o produto dentro de casa? Levar rápido para ele, ele conseguir aplicar. Então tudo isso é o que a gente imagina como um distribuidor. Não adianta a gente tá longe achando que a gente é grande, que a gente não, cara. A gente precisa ser rápido, ágil, tá próximo do produtor na tomada de decisão dele, ajudando ele a tomar melhor decisão.
Então eu, eu, os produtores que eu atendia, como vendedor há 23 anos atrás, eu mantenho relação com eles até hoje. São meus amigos. Por quê? Porque eu quero que eles prosperem. Eu quero que eles, que a segunda geração deles que estão vindo, que eles continuem prosperando, que eles continuem crescendo. Então, é, isso é importante, essa relação que acaba virando uma amizade e que você quer que o outro vá bem. Eu acho que esse é um segredo de uma boa distribuição.
Ela não pode ter só relacionamento, ela não pode ter só parte técnica, não pode só querer vender produtos. Ela tem que ser uma solução completa para o produtor.
Legal, bacana, cara. Você comentou várias vezes aí, né, das marcas próprias, né? Tem a Dagma que tá aqui, mas assim, a gente sabe que tem Nutrição Animal, enfim, tem uma série de marcas assim que estão ligadas diretamente na Agro Amazônia, cara. Como, como, qual que é, como que funciona essa questão da verticalização? Porque assim, o distribuidor, né, muitas vezes pega marcas de outras empresas e faz esse trabalho de levar para o produtor. Mas como que surgiu essa ideia de também verticalizar dentro da empresa assim?
Olha, a gente acredita que os nossos fornecedores têm produtos muito bons, que solucionam o problema do produtor. Mas a gente também acreditava que a gente precisava ter mais força da nossa marca no campo e ligar o nome da AgroAmazônia com tudo que ela já tinha de credibilidade, de confiança, com soluções que realmente agregasse para o produtor. Então quando a gente vai lançar um produto verticalizado, um produto nosso, a gente estuda muito para ter a segurança que nós estamos soltando alguma coisa que realmente vai fazer sentido para o produtor.
Então ela tem que ser uma coisa parruda, uma coisa forte, tanto que a Dagma hoje é uma referência do que a gente fez. E essa ideia ela surge, a primeira vez que ela surgiu foi com a fábrica de nutrição animal nossa que a gente abriu lá em Sinop, Amazonia Foz, e ela surge para ser a marca de suplementação animal da AgroAmazônia. Deu muito certo, foi muito bem. E depois a gente evoluiu para Nutran, que hoje ela é produzida em várias partes do Brasil, e a gente tem essa marca própria já faz bastante tempo.
E junto com ela depois veio Nutra, que é a nossa plataforma de nutrição e adjuvantes biológicos, que ela tem vários produtos dentro dela. E depois do Nutra, que aí a gente foi vendo que a gente tinha capacidade de Também ser um fabricante de produtos, ser um fornecedor de produtos especiais. E aí a gente veio para a semente, que foi onde foi o grande, grande salto de imagem, de força da nossa marca dentro dos nossos negócios. Então, quando a gente vai lançar um produto, primeiro a gente quer ter a segurança de que se eu fosse produtor, eu queria usar esse produto. Se não for isso, não faz sentido.
Claro, claro, sem dúvida, cara. E tem essa questão, né, de você ter a sua marca, levar para lá, né? Assim, tem toda uma diferença nesse processo, uma diferenciação, né?
E tem, tem as dificuldades também. Não pensa que é fácil, não. Quando você tá trabalhando só com fornecedor, você tem ele para reclamar, né? Pô, me ajuda aqui, meu. Agora, quando você tem a marca própria, é você, não tem para quem reclamar, cara. Não tem, não tem. Mas a gente acredita algumas coisas assim, do tipo também agroquímico, a gente entende que é uma coisa é muito, muito diferente. Então essa é uma área que a gente não pôs a mão.
Mas a semente já é uma coisa que a gente achava que precisava ter uma parceria diferente para nós, porque a gente tava tendo muita dificuldade de comprar e revender semente. Então a gente não tava gostando muito do que a gente tava vendo para o nosso produtor, passando muita O Dallin, vamos nesse sentido aqui, vamos tentar nós então. Se você tá reclamando tanto, vamos tentar nós. E isso gerou desafios novos pra gente, gerou novas estruturas, isso também cresceu a empresa bastante.
Sim, sem dúvida, sem dúvida. Cara, ali atrás você comentou dos eventos, né, dessa participação, quão importante isso aí, né. E acho que até ter a marca própria e levar pro produtor faz um pouco de parte dessa de como a gente constrói, né, a narrativa, né, do próprio marketing ali, né. E a gente vê também uma movimentação muito forte, não só nos eventos, mas também redes sociais, que é uma realidade, né, cara. E desde YouTube a TikTok, o negócio tem que rodar, porque são várias gerações hoje já trabalhando dentro da Fazenda, né, cara.
Como que vocês estão construindo, com base em tudo isso, né, que a gente já conversou aqui, essa parte da construção da autoridade mesmo, né? Assim, enquanto AgroAmazônia, todo mundo que ouve falar sabe o quão confiável é, né? Mas vem várias outras gerações, tem gente de fora também, né, que às vezes precisa entender um pouquinho mais. Como que é essa construção de autoridade, pensando nessa parte assim do marketing mesmo?
Assim, melhoria contínua, né? Nós estamos aqui hoje Fazendo isso, inclusive, né? Então ficou Agro Resenha para poder fazer isso, né? Mas a gente tem, por exemplo, marketplace, a gente tem o eAgro da Agromazonia, que você tem lá, pode comprar produto lá. Nós temos as ferramentas de chatbot que mandam campanhas direto nos telefones dos nossos clientes. Nós temos o Classe A, que é um programa maravilhoso hoje. Então o cliente que compra da Agromazonia que tem os nossos fornecedores e que participam do Classe A, ele compra, ele ganha pontos.
Aí nós temos um cliente, por exemplo, ali de Rondonópolis, que resgatou um programa de sucessão familiar para a fazenda dele com os pontos que ele gerou dentro da Agromazônia. A gente tem empresas que estão ligadas ao nosso processo, que ele pode resgatar serviços como esse que eu citei da sucessão familiar, mas tem outros descontos em conta. Então ele vai lá comprar na Agromazônia, Ah, vai pagar a conta lá, tem, tá devendo R$100 mil lá, ele tem R$10 mil em ponto, ele paga R$90 mil, usa os pontos dele que ele acumulou e faz desconto, ou ele compra, usa para comprar produto à vista.
Então tem várias formas dele usar a pontuação dele, e quanto mais ele compra, mais ele ganha. E o que a gente viu, né, que a gente falou sempre da simplicidade dessa coisa, a gente viu que esses programas que existiam, o cara tinha que pegar a nota, ir lá na internet cadastrar a nota, fazer tudo dentro do Classe A. Não, ele comprou, automaticão, já cai lá dentro, já vai os pontos, ele consegue acompanhar os pontos dele lá dentro do blog dele, lá do nome dele.
Então ele consegue fazer de tudo. É uma das formas que a gente usa também, além das redes sociais. Então tem várias coisas que a gente usa. O próprio, sem falar de digitalização, a gente pode falar também de outros exemplos. Nós patrocinamos aqui no Mato Grosso o time do Cuiabá. Que é uma forma também de expor a nossa marca, de estar com a nossa marca mais presente. O esporte é vida, o esporte é felicidade, né? Então o futebol, que é uma coisa que a maioria das pessoas na agromazônia é apaixonada também.
Então a gente tem um time aqui em Cuiabá que foi muito bem na Série A, ficou 4 anos na Série A, agora tá lutando para subir de novo para a Série A. Temos também o patrocínio do Jataiense lá em Goiás, que fez um excelente campeonato goiano esse ano. Por pouquinho não chegou na semifinal ali. Então foi muito legal também. Então são várias ferramentas que a gente usa para expor a marca e outras pessoas conhecerem. Eu lembro quando a gente começou a patrocinar o Cuiabá, que ele chegou na Série A, um cliente lá de Balsas, a gente tinha acabado de abrir em Balsas, Maranhão, o cliente falou para o nosso gerente lá, falou assim: puxa, é essa Agromazonia que patrocina o Cuiabá que tá abrindo aqui?
É, porque Lá tem a gauchada que é fã de Internacional, de Grêmio, lá em Balsas também, né, cara. Então todo mundo gosta de futebol, então ajuda bastante.
É, cara, até lembro que, poxa, teve uma coisa hilária, né, que aconteceu lá no início, logo quando o Cuiabá subiu para primeira divisão, que entrou a colhedora, né. Cara, aquilo ali foi impressionante o quanto espalhou, né, cara.
Viralizou, né.
Grupos de WhatsApp do agro e tal, a colhedora entrando lá para pegar a forma, né, cara?
Foi muito legal, muito legal, né, cara?
Porque você é uma maneira diferente. Isso é um ponto interessante, né, Castrolato? Porque óbvio, toda ação de marketing ela tem o objetivo de atingir o cliente que a gente gostaria. Só que a gente, como pessoas que trabalhamos no áudio, também sabemos da importância de como comunicar isso para a sociedade como um todo, né? Claro, aí impacta todo mundo, né? E esse momento eu achei muito legal porque foi uma coisa meio fora da caixa Que porra, ninguém nunca tinha feito, né, cara? Então foi muito bacana e fortalece a marca da empresa também.
Não tenha dúvida, a gente tem que lutar sempre com isso, né? Muitas vezes o agro ele é taxado como vilão, né? Exatamente. Ah, é vilão, é vilão. Mas na verdade, cara, se você olha assim, se você vai a fundo para estudar, você vê o tanto que tem de preservação, o tanto que tem de cuidado com a natureza nas fazendas que você vai. E a gente tem que ter obrigação também como distribuidor de comunicar isso para todo mundo, né, de mostrar que tem muita coisa boa aqui, né.
Então acho que essa ideia da maquininha foi legal, colheitadeira lá para pegar os jogador machucado, foi, foi muito legal assim, deu muito resultado.
Não, é, e você falando isso, eu acho que quem ouve o Agro Resenha deve ter escutado essa história umas 500 vezes, mas essa questão de o povo de fora assim, quem não é do setor, né, que de vez em quando faz esses embates, né, fala assim, cara, "É mau para o meio ambiente", isso, aquilo, outro. Eu lembro do meu avô, cara. Meu avô na fazenda, uma vez eu fui para a fazenda, tinha um pé de engar que tinha um João de Barro, sabe? E eu peguei esse João de Barro e levei para o meu avô, orgulhoso, "Olha só que legal".
Meu avô me deu um esculacho. Você gostaria de chegar na sua casa, sua casa não está lá? Parece bobeira, cara, mas é o respeito. É o conceito. O respeito que o produtor rural tem Pelo que ele tá construindo ali na fazenda, né? Porque não é só produção, ele gosta daquilo ali, ele gosta de mostrar a mata que ele tem no fundo da fazenda, o rio que passa por ali. Lá na fazenda tinha a bica que passava no meio da cozinha, sabe? Coisa que, poxa, não tem como a gente falar.
Marca, né? E essa é a tradição do produtor. E ele passa isso pras novas gerações que são mais preocupadas também com o meio ambiente, porque já estão mais introduzidas nessa globalização, nesse conceito de que a gente tem que preservar. Aí muita gente fala do ESG, ESG, ESG é fundamental, mas tem que entender o que que é o ESG. O ESG é social, econômico e ambiental, governança. Então, cara, precisa entender todo o complexo. Não dá para você só preservar e não ter rentabilidade, como também não dá para você desmatar tudo e produzir. Então é tudo equilíbrio na vida, e eu acho que o produtor faz isso.
Muito bem.
Exatamente, muito bem.
E outra, aquele negócio, quem tá no vermelho não consegue pensar no verde nem a pau, né, cara? A gente precisa fazer com que ele ganhe dinheiro a ponto de não precisar abrir a área, né?
Exatamente, é isso aí, né, cara? É isso aí. Eu admiro muito o produtor assim pelo esforço, né? Então quando eu comecei a trabalhar aqui, a gente vai conversando com alguns produtores, você vê, o cara veio começou aqui no Cerrado morando embaixo de tenda, morando embaixo de lona. Hoje o cara olha, fala assim: 'Ah, mas esse cara tá milionário, esse cara tá com império.' Mas não sabe, né, cara? Às vezes quem não é ligado ao agro não sabe o que que esse cara passou, que esse cara enfrentou.
Então a gente tem que ter humildade, é obrigação de ir lá e falar assim: 'Obrigado, cara, obrigado, e conta comigo, eu quero te ajudar a ganhar mais, quero te ajudar a produzir mais.' Isso é minha obrigação como agrônomo. A gente faz juramento lá como agrônomo, não faz?
É, exatamente.
Você faz juramento lá: eu vou preservar a terra, eu vou preservar o ambiente, eu vou ajudar a alimentar a população crescente no mundo. E é isso que um distribuidor tem que ter no coração dele. Se ele escolheu vir para o agro, ele tem que ser apaixonado por isso.
Exatamente, exatamente. Bom, Castoriato, e para o futuro, cara? O que vocês estão olhando aí?
Tem muita coisa aí, cara, no futuro. E muita coisa boa. Pensa muito na longevidade da empresa, né? Então essa credibilidade, essa força da marca, ela não pode se perder. A gente tem que, as novas, as novas equipes que vão vindo, né? Porque sempre você vai tendo um novo agrônomo, um novo técnico no campo, novo administrador na empresa. Ele tem que conhecer o passado da nossa empresa e ver como ele vai fazer para que essa credibilidade, essa força da Agromazonia, ela continue crescente.
Então a gente tem uma fome de performance, é um dos atributos nossos, né, da cultura da Agromazonia. Então a gente tem essa vontade de que a empresa perpetue por muito tempo e que ela continue crescendo nas áreas agrícolas, crescendo nas áreas importantes do Brasil, e que em cada região que a gente tem, a gente continue crescendo. E a gente tá olhando para muita coisa legal. Eu acho que a gente comentou aqui um pouco sobre as tecnologias, A digitalização, isso é uma coisa que vem, novos serviços, novos apoios aos produtores na parte financeira, na parte de crédito, na parte de documentação, na parte de produção.
Então novos produtos, novas tecnologias que estão surgindo. Nós tivemos novas parcerias também, novos fornecedores que vieram para o grupo da AgroAmazônia agora, que está chegando para agregar, encorpar ainda mais o nosso portfólio, que já é bem completo. E a gente tem, tá olhando muito agora para como a gente vai fazer, além da produção, de deixar rentabilidade no final da linha para a Agroamazônia, para o produtor, para todo mundo.
Então, como que a gente consegue ter serviços voltados para isso? Porque essa é a grande, grande lema do futuro, né, o grande ponto do futuro, né. Então, como que a gente vai preservar a área ambiental, área de produção tentar compartilhar mais com essas industrializações que estão vindo. Você vê quanto que as fábricas de etanol já ajudaram aqui no Mato Grosso com milho, com tudo. Então, como que a gente consegue industrializar mais?
Como que a gente consegue fazer essa produção ganhar ainda mais valor para poder continuar é pujante essa agricultura do Brasil, né? A gente vai, agricultura vai continuar crescendo, agroamazônia vai continuar crescendo, e a gente vai precisar de novos serviços e novos processos que a gente tá vindo com muita garra, com muita força para criar.
Exatamente. Marcelo, obrigado, viu, cara, você ter topado aí passar um frio comigo aqui.
Putz, tá frio demais.
Tá frio pra caramba, meu velho. Você ter participado com a gente aqui do Movidos pelo Agro, tenho certeza que quem ouviu aqui entendeu um pouco mais desse trabalho, né, cara, que assim, é de fato isso aí, né, ir lá no campo, tá na ponta, fazendo, prestando serviço, entregando o produto. E pessoas, né, cara? Pessoas fazendo isso acontecer.
Muito bom, obrigado, velho. Nossa, obrigado você, foi um prazer estar aqui de novo. Nosso time, que nem você falou aí, tem que estar com o pé no barro, tem que estar lá na fazenda. E a gente espera que, com tudo que a gente acredita do agro, que a gente é apaixonado por ele, que ele continue sempre forte, pujante, e que todos possam contar com a AgroAmazônia, porque a gente vai estar aqui do lado do produtor, do lado da produção, sempre.
É isso aí. Eu sei que você tem um perfil ali no LinkedIn bacana, cara, mas quem quiser conhecer um pouco mais do seu trabalho, como que a gente pode te encontrar, cara?
Ah, me encontrar é simples, cara, é só vir na AgroAmazônia.
Simples assim, né?
Simples assim. Mas eu tenho um LinkedIn que ele é bem acessado, sim. Mas o meu telefone também é uma coisa que eu adoro conversar com pessoas, conversar com novos profissionais. Eu acho que a gente tem já uma experiência, então a gente tem bastante coisa para contribuir, para somar com os novos que estão chegando. E eu acho que a gente tem essa obrigação também. A gente tem alguns grupos também de ex-alunos da própria Exalc, da UEL, e a gente ajuda porque é muito importante você acolher quem tá chegando.
O cara ter uma forma de poder conhecer um produtor, um cara que está numa empresa, um diretor, um vice-presidente, um presidente. É uma oportunidade para ele também se desenvolver. Então, cara, nós estamos aí à disposição do que for preciso.
Bom demais, bom demais. E para você que ouviu ou está assistindo esse episódio aqui até agora, tenho certeza que você viu valor nele. Então considere compartilhar esse podcast com alguém que vai se beneficiar desse conteúdo. O Movidos pelo Agro, que ele cresce quando você participa com a gente desse processo. Então siga o podcast em todos os agregadores de podcast, também no canal do YouTube, tanto da AgroAmazônia como do AgroResenha também, vai estar tudo lá para você poder consumir.
Beleza? E esse episódio, como você bem sabe, entendeu, ele foi trazido até você por causa da AgroAmazônia, cara. 43 anos ao lado do produtor rural, a AgroAmazônia oferece soluções completas em insumos, tecnologia e serviço para impulsionar produtividade no campo, sempre com foco em resultado, sustentabilidade, proximidade com quem produz. Então, se você quiser saber um pouquinho mais sobre a Agroamazônia, o que que eles têm para oferecer ali, só acessar www.agroamazonia.com ou seguir a Agroamazônia nas redes sociais.
Só botar lá @agroamazonia que você vai encontrar em todas elas. Beleza, Cacielato, mais uma vez você finaliza meus episódios com uma frase de muita sabedoria, viu, cara. Que é o seguinte: se chover não se amonha a horta não, tá bom?
Boa demais!
Obrigado, cara, mais uma vez.
Valeu, obrigado, cara.
Tamo junto.
Valeu.
Agro Amazônia
Soluções completas para o produtor rural (insumos agrícolas, nutrição vegetal, proteção de cultivos, suporte técnico)