Episódios de Agro Resenha Podcast

Agro Supply #01 - Sustentabilidade no agro é processo, não discurso

23 de junho de 202646min
0:00 / 46:06

Gravado durante o Agro Supply Summit, em Cuiabá, este episódio discute como eficiência, tecnologia, conectividade, capacitação de pessoas e sustentabilidade estão redefinindo a competitividade do agronegócio. A conversa passa por mecanização, uso de dados, disponibilidade de máquinas, conservação com plásticos de alta performance, redução de perdas e os desafios reais da operação no campo. Um conteúdo prático para quem atua em supply chain, suprimentos, manutenção, produção agrícola e gestão no agro, e quer entender o que realmente faz diferença no resultado.

PARCEIRO DESTE EPISÓDIO

Este episódio é uma parceria com o Agro Supply Summit! O Agro Supply Summit é o maior evento da cadeia de suprimentos da agroindústria do Brasil, reunindo executivos, gestores, empresas e grandes players para discutir inovação, tecnologia, estratégia e competitividade no agro. Com foco em networking e conteúdo de alto nível, o evento conecta indústria, tecnologia e agronegócio para debater supply chain, eficiência operacional, gestão e o futuro da cadeia agroindustrial.

Agro Supply Summit: conexões estratégicas que movem o agro.

Site: https://agrosupplysummit.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/agrosupplysummit

INTERAJA COM O AGRO RESENHA
Instagram: http://www.instagram.com/agroresenha
Twitter: http://www.twitter.com/agroresenha
Facebook: http://www.facebook.com/agroresenha
YouTube: https://www.youtube.com/agroresenha
Canal do Telegram: https://t.me/agroresenha
Canal do WhatsApp: https://bit.ly/arp-zap-01

E-MAIL
Se você tem alguma sugestão de pauta, reclamação ou dúvida envie um e-mail para contato@agroresenha.com.br

FICHA TÉCNICA
Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidados: Luiz Piccinin e Lucas Bosso
Edição: Will Oliveira

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Participantes neste episódio4
P

Paulo Ozaki

Host
L

Lucas Bosso

ConvidadoGerente comercial da Zupac
L

Luiz

ConvidadoMaçoterapeuta
L

Luiz Piccinin

ConvidadoCEO da Aster Máquinas
Assuntos4
  • Inovação e Sustentabilidade no AgronegócioConectividade no campo · Capacitação de mão de obra · Uso de dados e tecnologia · Gestão de dados para tomada de decisão · John Deere
  • Inovação na AgriculturaCapacitação de operadores · Tecnologia como serviço · Desafios de mão de obra qualificada
  • Serviço como pioneiroDesbravamento do cerrado · Adaptação e superação de desafios · Zé U. Fedriz · João Guerreiro
  • Desenvolvimento Humano e EducacaoProjeto GENTE (Grupo Empresário Mato Grosso em Evolução) · Planejamento estratégico para educação · Melhoria da qualidade educacional · Mato Grosso
Transcrição108 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
?Voz A

E aí, pessoas! Sejam muito bem-vindos, muito bem-vindas a esse episódio especial do AgroResenha aqui no Agro Supply Summit, o maior evento da cadeia de suprimentos da agroindústria do Brasil, onde a gente vai conversar com várias pessoas. O objetivo aqui é discutir inovações, desafios, tendências e transformações da cadeia de suprimentos do agro nesse setor que é cada vez mais importante para a competitividade do nosso país. Então segura a onda aí e já vamos lá para o episódio.

?Voz B

Beleza?

?Voz A

Muito bem, neste episódio aqui, o primeiro que nós estamos gravando no Agro Supply Summit, estou aqui com Luiz Piscinin, CEO da Aster Máquinas. Muito obrigado por estar aqui com a gente. Lucas Boço, gerente comercial da Zupac. Falei certo?

?Voz B

Tá, isso aí, né?

?Voz A

Gente, muito obrigado por vocês estarem aqui conosco e sejam super bem-vindos ao Agro Resenha Podcast. Vamos começar com os mais velhos aqui, né?

?Voz B

Com certeza.

?Voz A

Como é que está o senhor, seu Luiz? Tudo bem?

?Voz C

Obrigado pela oportunidade. Acho que é um prazer a gente tá aqui participando do Agro Supply Summit 2026. A Acer é uma empresa que vai fazer, que fez 29 anos, vai fazer 30 anos em janeiro. Eu estou no Mato Grosso há 40 anos, sou agrônomo formado pela UNESP de Jabuticabal e acompanhei toda a evolução do agro do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ao longo desses 40 anos. É impressionante a mudança, a evolução e a tecnologia hoje utilizada, embarcada nas máquinas, e também a adoção das tecnologias pelos produtores, que a gente vê que isso vem evoluindo ao longo do tempo.

?Voz A

Sim, sem dúvida. É, e 40 anos, como mudou, né? Meu vô era produtor rural também aqui no interior, região de Guaratinguetá, região de pecuária.

?Voz C

Ali é muita pecuária.

?Voz A

E bem na época dele, assim, né, década de 90, começou a agricultura e tal. E como muda, né, a região como um todo assim. A agricultura traz uma prosperidade enorme.

?Voz C

Quando a agricultura entra, muda muito o cenário e traz muita oportunidade. Eu acho que tem muita oportunidade de opções de emprego para todos os segmentos, não só para agrônomo, Veterinários, zootecnistas, administradores, advogados. Aí você vai desenvolvendo a cidade com hotéis e vai, movimento aumenta muito. E a pecuária é um pouco mais conservadora nesse aspecto, né? Mas a agricultura, ela traz muito mais desenvolvimento para as regiões onde ela está presente.

E a gente vê isso acontecendo todos os dias. A Acer está presente no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul. São 11 concessionárias que nós temos aí, 650 colaboradores. Atuamos numa área aí de 3,5 milhões de hectares de soja, 2 milhões de hectares de milho, 650 mil hectares de algodão, 12 milhões de cabeças de gado. Então é um desafio gigantesco. A gente sempre está procurando buscar novas tecnologias, evoluindo, desenvolvendo nosso time.

Para poder entregar cada vez mais uma excelente experiência para os nossos clientes com as máquinas John Deere.

?Voz A

Legal, legal. E o Mato Grosso assim, nesses 40 anos, a gente percebe que tudo mudou, né? Assim, desde estrada, desde... Mas uma coisa que para mim é essencial, e aí acho que vocês vão saber falar muito bem assim, o produtor no centro do negócio, né? Porque aqueles caras virem para cá na década de 70, 60, explorar esse Mato Grosso aqui, que era cerrado, né? Isso aí é uma coisa que é fora de base.

?Voz C

Não, e é impressionante as histórias. Eu gosto muito de ouvir a história do produtor quando ele veio para o Mato Grosso, né? Então você ouve, por exemplo, a história de um produtor lá de Campo Novo, lá, o nome dele, o Osbrólio, lá aquela turma. Esqueci o nome dele agora, mas ele quando chegou no Mato Grosso, ele veio para cá para comprar 2 mil hectares de terra do Rio Grande do Sul. Aí chegaram e falaram: não, você tem que comprar 100 mil hectares.

Zé U. Fedriz, Campo Novo, é o fundador de Campo Novo praticamente. Aí ele falou: não, mas como assim 100 mil hectares? Não, é aqui, é muito barato. Aí acabou comprando 50 mil hectares para comprar 2, comprou 50. Aí começou a trazer gente para cá. Mas quando ele foi plantar o arroz pela primeira vez, ele me disse assim: eu plantei, não nasceu nada, solo ácido. Aí falaram para ele assim: o calcário ajuda. Aí eu comprei um caminhãozinho de calcário, fui lá jogar calcário com uma pá, nossa, para plantar o arroz.

Aí eu comecei: opa, dá certo! Foi aí que ele começou a desenvolver agricultura. Aí, como ele via que na realidade ele tinha que trazer mais gente para desenvolver a região, ele foi vendendo pedaços da área dele. Hoje ele tem uma área grande lá em Campo Novo ainda, mas é um dos pioneiros. História dele e de outros clientes é fantástica. O João Guerreiro também, fantástico ali, planta em Campos de Julho, planta em várias regiões do Mato Grosso, que é um amigo, que se tornou um amigo nosso.

E são histórias maravilhosas, mas tiveram muita dificuldade. Isso aí, embaixo de lona preta, e não era mole não. Hoje em dia, se você fazer isso, hoje vai preso.

?Voz A

E aí, Lucas, conta um pouquinho de você aí, cara. O que que a Zupac faz também? Eu já descobri que é bicho meu aqui da Exalc, né, cara?

?Voz B

Tive que me ajoelhar aqui hoje cedo já para me apresentar. Bom dia, é um prazer estar com vocês aqui hoje. Sou o mais novo da mesa, né? Tenho aí pouco mais de 10 anos de formado, mas desde que me formei eu tô na família Azulpac. A Azulpac é uma empresa do segmento plástico, é uma empresa familiar que tá quase 50 anos no mercado, tá? Não atua somente no segmento agrícola, atua no segmento de geossintéticos, como geomembranas para reservatório de água, mineração, aterro, filmes industriais e tudo mais, mas É muito importante a gente tá perto dos produtores nesse evento porque o plástico no universo da agricultura ele ajuda a viabilizar muita coisa, né?

Você pega, por exemplo, o algodão na época dos fardões, a gente começou no universo da agricultura aqui no Mato Grosso fornecendo as lonas para cobrir os fardões do campo, né? E que aquele universo se virou nos módulos, nos wraps que a gente tem hoje, né?

?Voz C

Que agregou muita performance na jeito, agilidade.

?Voz B

Então assim, fugindo um pouco do universo da agricultura mato-grossense, né, do algodão, existe o universo também dos silos bolsas para armazenagem de grãos, quando, né, você tem uma necessidade mais imediata.

?Voz A

E nem vai muito longe não, cara, que tem muito confinamento que usa, né?

?Voz B

Aí você tem também um mercado gigantesco aí de fácil umas 50 mil toneladas de plástico anuais para cobertura de silos, tanto tanto o mercado de leite quanto a pecuária, né, extensivo de carne. Você tem outros produtos, universo da agricultura, que não vivem sem o plástico. Por exemplo, por exemplo, o melão no Nordeste, você não cultiva sem o plástico para cobertura dos canteiros. A gente tá falando ali de um universo de 30 mil hectares pelo menos de melão.

Morango você não produz sem plástico. É a agricultura de folhosas hoje, uma agricultura de alto rendimento. Você não tem uma agricultura de folhosas sem a presença de uma estufa, estufa coberta com plástico, que o vidro se inviabilizou, né? Então o plástico muitas vezes ele é tratado como vilão em alguns cenários, né? Mas ele tá no meio da agricultura para agregar valor, gerar mais performance, dá mais produtividade, viabilizar diversas situações.

?Voz A

E essa parte da conservação, né, cara? Porque tem muita coisa, por exemplo, que a gente colhe no campo, se não tiver uma proteção você acaba perdendo, né, aquilo que você, com tanto esforço você foi lá e fez.

?Voz B

E o plástico, né, quando a gente fala de plástico no nosso universo é o polietileno, né, existem outros polímeros derivados do petróleo, do gás, mas o polietileno que a gente trabalha ele é muito personalizável, né, então dá para a gente adaptar, criar soluções para diversas situações.

?Voz A

Bacana, bacana.

?Voz C

E são reciclados, né, Lucas?

?Voz B

Sim, o polietileno ele é 100% reciclável. Então, às vezes a gente vê situações, ah, que o plástico não é bem destinado. A culpa é do homem, né, que não faz o bom uso, a boa destinação. O plástico não tem nada a ver, ele não tem vida, né? Então cabe a gente poder recolher esse plástico, né, pelas instituições cabíveis, e recuperar e colocar em outros usos, que é completamente possível.

?Voz A

Legal. Muito bom. E pessoal, a gente está aqui no evento do Agro Supply Summit e uma coisa que fica bem evidente na conversa e tudo mais, a gente fala assim muito sobre eficiência. E eficiência, na verdade, quando a gente busca mais eficiência, quer dizer que existem muitas ineficiências.

?Voz C

Sim.

?Voz A

E eu queria saber do lado de cada um de vocês, quais são os principais gargalos hoje no que diz respeito à eficiência, tanto da cadeia de suprimentos, enfim, do agro como um todo?

?Voz C

Eu acho que eficiência e sustentabilidade andam juntos, né? Acho que os principais problemas que nós temos hoje, porque as máquinas hoje são fábricas de dados, né? Esse dado se torna, se transforma em conhecimento, conhecimento para você tomar as melhores decisões agronômicas para poder melhorar a tua produtividade, porque hoje não é só produzir mais, Você tem que produzir com qualidade. Acho que a sustentabilidade faz parte desse processo, é você trabalhar tanto ambiental, social e a governança das operações de cada produtor, de cada empresa.

Um dos gargalos que nós temos hoje no campo para poder utilizar cada vez mais toda a tecnologia embarcada nas máquinas é a conectividade. Então a conectividade no campo ainda é uma deficiência que nós temos hoje. O que que a Aster fez para poder resolver a parte dessa conectividade? Nós lançamos um programa, chama Conecta Aster, onde nós implantamos mais de 50 torres de internet 3G e 4G para poder conectar toda essa área de produção que eu comentei agora há pouco.

Então isso aí vai ajudar motivou muito o produtor a utilizar mais tecnologia das máquinas. E onde não tem essa conectividade, que às vezes não cobre 100% da área, a John Deere também agora tem o JD-Bus, que é o, que é um, que é uma Starlink que vem implantada diretamente nas máquinas, que contribui com essa deficiência de falta de conectividade no campo. Então esse é o grande desafio. E um outro ponto importante é gente, né? Que na realidade não adianta você ter tecnologia se você não tem gente capacitada para poder implementar toda essa tecnologia.

Então a Acer, além de fazer todo treinamento, desenvolvimento, implantação dessa tecnologia junto aos produtores, nós também contribuímos muito com treinamento dos operadores, para poder utilizar o máximo possível da capacidade produtiva das máquinas, dando muito mais disponibilidade mecânica dos equipamentos. Por exemplo, nós temos o CSC, que é o Centro de Soluções Conectadas, aqui em Cuiabá, que nós monitoramos as máquinas à distância.

As máquinas que estão conectadas no nosso centro de operações são monitorados à distância, onde o nosso colaborador aqui em Cuiabá consegue interagir com o operador lá no campo para corrigir determinadas falhas ou determinados códigos de erro à distância. Às vezes fazendo o quê? Você reduzindo deslocamento de técnicos, você dando mais produtividade para as máquinas. Então esse trabalho é fundamental E um desses gargalos que eu te falei agora há pouco de conectividade, nós conseguimos resolver parte dele com essas duas e com as JDLink aí da Starlink da John Deere, que contribui com a conectividade das máquinas no campo também.

?Voz A

Bacana. Eu lembro que eu trabalhei um tempo no IMEA, né, alguns anos atrás, e a gente fez uma pesquisa que era muito legal. Ele fala assim, cara, perguntaram para diversos agricultores o que que eles utilizavam, né, se eles utilizavam agricultura agricultura de precisão, algo em torno de 75% na época. Estamos falando 2014, 2013, mais ou menos. Ah, 75% usava, né, essas tecnologias de agricultura de precisão. E aí a gente fazia várias perguntas, né.

No final a gente perguntava assim, ó, quantos você usa o mapa de fertilidade? E o mapa de colheita? O mapa de colheita, acho que 5 ou 10% utilizava só. Então quer dizer, O cara fez todo um trabalho, né, de ter o dado, é a coisa mais difícil que tem, e ele não analisava essa informação, quer dizer, não usava o que ele tinha coletado de dados, né. Isso mostra muito assim quanto de eficiência a gente perdeu só por não analisar direito aquelas informações, né, Seu Luiz.

?Voz C

É que se você não analisar os dados não vai servir para nada. Então, na realidade, as máquinas hoje são tipo um iPhone gigante, né.

?Voz A

É isso aí.

?Voz C

Porque ela gera muitos dados, só que esses dados têm que ser transformados em conhecimento para você tomar a melhor decisão, e nós fazemos esse trabalho junto com o nosso Centro de Soluções Conectada que nós temos, nós contribuímos com o produtor para poder traduzir esses dados em informação para que ele possa tomar decisão em tempo real hoje. Porque até um pouco tempo atrás você tomava uma decisão reativa, já tinha acontecido, aí você ia ver na próxima safra o que que você ia fazer para corrigir.

Hoje você corrige em tempo real, se tiver uma falha de plantio você consegue já na tela do teu celular acompanhar o trabalho das máquinas, reduzindo o quê? Reduzindo o tempo de trabalho, manobra de cabeceira você consegue reduzir, redução de consumo de combustível, de máquina parada. Você analisou, hoje você tem um mapeamento de 100% do trabalho de cada máquina contribuindo com a melhoria da eficiência e da disponibilidade mecânica do equipamento.

Por que que isso é importante? Você tem no Mato Grosso primeira e segunda safra. Se você não aproveitar a janela de maneira adequada, você perde produtividade, né? Segunda safra ou atrapalha a colheita da primeira safra se você pega um período chuvoso e tal. Então é importante você ter toda essa tecnologia para dar mais velocidade, reduzir janela de plantio para aproveitar mais a chuva na segunda safra e melhorar o resultado, principalmente no momento desse onde você tá com a margem muito apertada.

Exatamente. Se você fizer conta hoje, a margem de soja tá muito apertada e que o cliente às vezes tem que ganhar na segunda safra para compensar o resultado da operação como um todo.

?Voz A

Sim, e quando a gente fala de redução de ineficiências, redução de custos, isso impacta diretamente na última linha, né? Quer dizer, porque essa operação você já vai fazer de qualquer jeito, é só fazer melhor, né?

?Voz C

Fazer melhor e bem feito.

?Voz A

Bem feito, exatamente.

?Voz C

Produzir mais, você tem que ter uns detalhes. Hoje o detalhe é fundamental para você melhorar a tua rentabilidade.

?Voz A

Sem dúvida, sem dúvida.

?Voz B

E o detalhe, para quem é grande, se transforma em algo de muito significante, né?

?Voz A

Exato. E aí, Lucas, nesse mesmo processo, né, da eficiência, a gente comentou até um pouquinho antes, né, esse processo das perdas e tal, né? Nesse caso das embalagens, né, que você falou, toda a parte de plástico que é utilizado na cultura, né? O que que você enxerga aí de como a gente pode melhorar ainda mais a eficiência do setor assim, cara?

?Voz B

Você sabe que o universo do plástico, o próprio mercado e quem utiliza, né, eles criaram muitos paradigmas em cima do plástico, né? Falar de espessura de plástico, acho que espessura de plástico é sinal de qualidade. Então a gente enfrenta uma situação um pouco diferente do universo das máquinas, né? Porque a máquina, querendo ou não, é um aparelho de com alta tecnologia embarcada que você utiliza o tempo inteiro. E o plástico, depois que você fabricou esse plástico, não tem mais como você mexer nesse plástico.

Uma máquina, eu consigo melhorar, adaptar um computador de bordo novo, fazer uma regulagem diferente. O plástico já não. Depois que eu fabriquei aquilo lá, e pronto, acabou. Eu só vou conseguir ter melhoria se eu tiver uma sistemática de fabricação diferente, né, mais moderna. E a nossa dificuldade no segmento do plástico é quebrar esses paradigmas. Você pega, por exemplo, o mercado de 25, 30 anos atrás, se falava muito em lonas, né, em filmes de 150, 200 micras, porque se fazia uma analogia como ferro, né, a barra de ferro, quanto mais grossa, mais resistente, mais difícil de entortar e tudo mais.

E para o plástico não era diferente. Só que hoje existem tecnologias de máquinas, né, que transforma o polietileno em grão, em filme, resinas, aditivos, pigmentos, que aquele material que eu fazia 30 anos atrás com 200 micras reais, hoje eu consigo fazer ele com 70, 80 micras e tem a mesma performance. Então a gente tem que quebrar esse paradigma da sociedade, do mercado que usa, para mostrar que isso é viável. E em paralelo disso vem uma questão de sustentabilidade uma qualidade que é muito cobrada pelas petroquímicas, né?

Porque hoje a gente tem uma relação muito forte com as maiores petroquímicas do mundo. Então elas nos cobram isso e a gente tem que cobrar isso da sociedade também. Então a quebra desse paradigma para usar filmes de mais performance é uma realidade que a gente vive. Então a gente tem que mudar daquele universo que uma lona boa, um filme bom, né, um plástico bom é um plástico grosso, para mostrar performance, né? Você pega os wraps, por exemplo, O Wrap é um filme de 70, 75 microns.

?Voz C

Olha só!

?Voz B

É muito fino. E assim, no universo da plasticultura, ele é o plástico de mais alta performance que existe. Olha só! São os filmes para colheita do algodão. Você pega o universo de estufa, tem filme de estufa que tem antipoeira, antigotejo, ele muda o tipo de radiação que passa para dentro da estufa, justamente para trazer mais performance para o que está sendo cultivado lá embaixo. Então eu acredito que o universo do plástico hoje, o grande paradigma é quebrar essa questão de espessura, um negócio antigo, né?

E mostrar que existe performance. Tudo teve melhoria nesses últimos 30 anos, inclusive no plástico.

?Voz C

É resistente e independente da espessura, né, Boris?

?Voz B

Eu faço uma analogia seguinte, eu gosto muito de fazer analogias, né? Porque às vezes o povo não entende, mas às vezes com analogia fica mais fácil. Se você pegar um carro que era mais vendido antigamente, uns 15 anos atrás, um carro legal que tinha na sociedade era um motor 2.0 maiorzão, carro mais pesado, 8 cilindros, bebia bastante e tal. Hoje você pega carro que é um motorzinho 1.0 que tem uma turbininha desse tamanho, é muito melhor que um carro de 2.0 e vende bastante, porque as montadoras conseguiram provar essa questão tecnológica. E cabe a gente do Plastik e as outras fabricantes também.

?Voz A

E é engraçado, né, porque assim, as duas Ideias aqui que nós trouxemos, né, das máquinas, do plástico, ele se encaixa muito bem. Porque em 40 anos, o que mudou em termos de tecnologia? Em tudo, né? E o que que vai ser, né, cara, daqui 20, 30 anos? Tem muita coisa ainda, muita água para passar debaixo dessa ponte ainda, né, Seu Luiz?

?Voz C

Com essa inteligência artificial aí, a velocidade de desenvolvimento novas tecnologias é gigantesca.

?Voz A

Sim, sim, sem dúvida, sem dúvida. E, cara, até entrando nesse lado da tecnologia mesmo, né, Hoje muita gente ainda trabalha tecnologia como se fosse um produto, né? E quando na verdade ele é quase como se fosse um serviço, uma solução, né? Como que vocês estão lidando com essa nova roupagem que muitas vezes a gente está dando para a mesma coisa, vamos dizer assim, né? Porque, igual você falou, tem o centro aqui de inteligência que coordena todas as máquinas lá.

Isso não é produto palpável, mas é um serviço que faz uma diferença bacana lá na frente, né? Como vocês estão olhando essa parte assim?

?Voz C

A gente começa a perceber assim, o produtor ele tá percebendo que hoje tecnologia não é mais uma opção, é uma necessidade que não tem volta. Hoje sem tecnologia você não consegue evoluir e produzir mais e melhor, né? Então hoje, por exemplo, não é você produzir uma máquina maior, mas é produzir uma máquina com mais tecnologia. E fazer a implantação dessa tecnologia junto aos produtores é um grande desafio. Então você tem que ter uma equipe muito bem preparada para poder levar esse conhecimento para o produtor.

E a gente começa a perceber também assim, a segunda geração— eu tô aqui há 40 anos Então quem chegou aqui há 40 anos, pessoal jovem também lá de 20 e poucos anos que vieram desbravar o Mato Grosso, hoje estão com 60, 70 anos, mas a segunda, terceira geração já tá entrando no negócio. Então a segunda, terceira geração é muito mais adepta à tecnologia, então eles são muito mais fáceis de fazer a implantação de novas tecnologias no mercado.

Você vê que A produtividade das máquinas só vem evoluindo com isso. Isso não significa que os produtores mais antigos também não estão utilizando, eles também estão entrando na tecnologia porque eles já percebeu que sem essa tecnologia não consegue fazer uma boa produtividade e ganhar mais escala e resultado na última linha, que é o importante. Nosso objetivo é sempre fazer o quê? Até nós temos como propósito, trabalhamos para que a vida Faça avançar seu propósito da Acer.

Vida Avança em todos os aspectos, do produtor, da sociedade onde nós estamos presentes, da equipe, né, de maneira geral. E fazendo o quê? Exatamente entregando para o produtor a nossa visão, nossa missão, os nossos valores, para poder fazer isso evoluir. Isso demanda um treinamento gigantesco e contínuo da nossa equipe, para que eles possam levar isso lá na ponta, implementar de uma maneira profissional, para poder fidelizar o cliente e levar a tecnologia para que a gente possa contribuir com a alimentação do mundo.

A gente contribui com o produtor para que ele contribua com a alimentação do mundo. Esse é o nosso negócio.

?Voz A

E é engraçado que toda vez que a gente fala sobre tecnologia, a gente vai falando sobre no Jay, daqui a pouco a gente fala de gente. Gente, porque no fim do dia esse é o desafio enorme que nós temos pela frente.

?Voz B

Não adianta contratar um baita pacote tecnológico para fazenda se tua equipe não tá disposta, não tem a capacidade de trabalhar, né?

?Voz A

Exatamente.

?Voz C

E aí fala assim muito assim, na tecnologia vai substituir a mão de obra. Não vai substituir a mão de obra. Na realidade, você vai ter que evoluir essa mão de obra para poder usar tecnologia. Agora, sem gente, a tecnologia não consegue ser traduzida. Não adianta, você tem que ter gente.

?Voz A

É isso aí. E você falou uma coisa lá no início, Luiz, muito interessante, que assim, toda essa parte de quando a gente aumenta eficiência, né, essa performance de qualquer coisa, seja das máquinas, seja da conservação dos alimentos, qualquer coisa nesse sentido, nós é uma relação íntima com a sustentabilidade, né. Eu acho que aqui até no evento muito se fala sobre isso, né? Eficiência da cadeia de suprimentos nada mais é do que a gente melhorar os processos e ter ali, sobrar um dinheirinho no final e a gente contribui também para ter menos impacto no ambiente como um todo, né?

Sem dúvida. Como que vocês estão enxergando também essa parte da sustentabilidade dentro do processo todo da cadeia de suprimentos assim?

?Voz C

Então, um dos valores da Acer é sustentabilidade. Acho que desde o início da empresa a gente vem trabalhando esse valor dentro da empresa. E há pouco tempo, 2022, nós decidimos testar esse valor, se realmente— porque eu sempre falo o seguinte: na Acer eu não quero nenhuma filosofia de banner, eu não quero botar lá missão, visão, valor, pendurar na parede, que lá o pessoal passa ali, nem lê mais. Então a gente tem que constantemente tá treinando a equipe, que aquilo tem que ser feito pra valer.

E um dos valores nosso é sustentabilidade, nós decidimos testar o valor sustentabilidade. Quando nós buscamos uma empresa pra— vamos fazer a nossa certificação ESG, porque se a nossa sustentabilidade, o nosso valor realmente tá sendo implementado na prática, nós vamos ter uma classificação ESG da empresa. Aí nós contratamos uma empresa, fizemos todo o processo e a empresa foi certificada em 2022 como uma empresa certificada ESG.

?Voz A

Legal!

?Voz C

Foi a primeira concessionária de máquinas do Brasil a ser certificada ESG. Então nós levamos muito a sério isso, porque se você tem que trabalhar equilibrando os três pilares, que é ambiental, você tem que preservar e fazer a destinação final do resíduo gerado pela operação, assim como vocês com os plásticos, né? Você tem que ter a responsabilidade social pagando seus impostos em dia, investindo em projetos sociais sustentáveis.

Então nós temos alguns projetos sociais que a gente apoia, por exemplo, o GENTE. O GENTE é Grupo Empresário, Grupo de Empreendedores Mato Mato Grosso em evolução, quando nós fizemos uma parceria com o governo do estado, onde a Aster e o Grupo Sheffer, que foi os, os que começaram esse projeto no Mato Grosso, que é melhorar a qualidade da educação no estado do Mato Grosso. Porque nós não temos muita gente, temos 3 milhões e meio de habitantes no Mato Grosso.

?Voz A

Isso é um gigante, fazendona crescendo, e não tem gente.

?Voz C

Hoje, 3% de desemprego no Mato Grosso é o segundo menor do Brasil, que é 3% da população, e não tá empregado porque não tá capacitado. Só que a gente percebeu que, falando em sustentabilidade, a nossa qualidade de educação no Mato Grosso era 22ª segundo o IDEB, uma das últimas do Brasil, e o Mato Grosso pagava o terceiro melhor salário para os professores. Aí o Guilherme Schaeffer me chamou "Vamos fazer alguma coisa, senão o negócio vai colapsar, não vai ter mão de obra para trabalhar aqui.

Tô pensando em fazer alguma coisa focado na educação, mas não reformar escola, pagar ar-condicionado, isso não resolve nada. Melhorar a qualidade do negócio. Vamos fazer juntos? Só que eu sozinho não dou conta. Você me ajuda? Ajuda. Vamos fazer, vamos fazer." Aí ele contratou Todos pela Educação, fez um diagnóstico da educação do estado, E tinha muito espaço para melhoria. Governo tem dinheiro para investir em educação. Faltava o quê?

Planejamento de longo prazo. Nós contratamos o Falcone de Belo Horizonte, fizemos um planejamento estratégico de 20 anos para educação do Estado do Mato Grosso, de 2020 a 2040, para trazer o Estado do Mato Grosso para ficar entre os 3 melhores do Brasil até 2040, para melhorar essa qualidade da educação. O ano passado nós já fomos o 8º melhor do Brasil. De 22º para 8º, 6 anos, 4 anos. Então isso é fantástico. E 4 anos porque começamos em 2021, no final da história.

Então é fantástico isso. Agora começamos na educação básica, escola, mas é município. Já estamos com 8 municípios fazendo esse mesmo trabalho. Então esse é um dos exemplos aonde a gente procura trabalhar sustentabilidade do negócio, que eu acho que é fundamental para qualquer empresa contribuir com essa melhoria, dando uma maior qualidade de vida para os seus colaboradores, contribuindo com o produtor no desenvolvimento da equipe dele lá no campo, trazendo uma carteira de benefício adequada para a equipe trabalhar com segurança e preservar o meio ambiente.

Você tem que fazer a gestão dos seus resíduos. E apesar de toda crítica que existe com agro, o produtor mato-grossense é muito consciente em relação à preservação ambiental. Ele segue a legislação à risca.

?Voz A

Sem dúvida. Eu sempre conto um caos, Seu Luiz, que o meu vô, quando era pequeno— todo mundo que escuta o AgroResenha já sabe desse caos, que eu contei toda hora. Mas meu vô tinha uma fazenda ali naquela região que eu comentei E tinha um pé de engá lá, né? E nesse pé de engá tinha um João de Barro. E aí eu criança, eu e meu primo fomos lá, pegamos a casinha do João de Barro, trouxemos para mostrar para o meu avô. Coisa maravilhosa!

Meu avô deu um esporro em nós, mas daquele de verde e amarelo mesmo. Como assim? Como é que você vai chegar? Como que o passarinho João de Barro vai chegar lá e a casa não vai estar lá? Então você vê assim, é um exemplo, né, até cômico, mas ele é preocupado. O produtor, regra geral, ele é preocupado com o meio ambiente, né? Eu lembro que meu vô, ele nunca fez nada do lado das fontes de água que tinha lá.

?Voz B

O produtor depende da sanidade da terra, né?

?Voz A

Exatamente, cara. Então assim, acho que essa falácia de que os cara só quer isso e aquilo não existe, né?

?Voz C

Não existe.

?Voz A

Todo mundo tá ali e vive daquilo ali, né?

?Voz C

Aquilo ali faz parte do desafio do produtor. Na realidade, produtor e trabalha numa indústria a céu aberto, ele tem várias variáveis ali que interferem no negócio dele. É clima, é solo, é câmbio, é política macroeconômica, microeconômica, é demanda e produção. É impressionante, você pega um momento desse com essa queda de preço das commodities e aumento de custo de produção, cara, se ele não fizer um ajuste fino na operação dele, dá prejuízo.

?Voz A

E o Lucas, a gente falou aqui do tripé da sustentabilidade, né? E quando a gente fala de plástico, o que deve cair de coisa em cima de vocês. Mas eu tava lendo um livro recentemente, não sei se você já leu esse livro, muito bom, é um livro do Leandro Narlok, que ele, que ele que ele lançou agora na Coppe, que é assim, eu até tenho ele na minha mochila ali, eu tô terminando de ler ele, que basicamente ele fala assim, quais são as falácias ou as mentiras que a turma conta do meio ambiente, né? E um dos capítulos é só sobre plástico, cara.

?Voz C

Ah, legal.

?Voz A

E aí ele traz assim que à medida que o plástico foi entrando na sociedade, as coisas foram melhorando, assim, não piorou, sabe? Que essa ideia de que canudo que entra no nariz do tartaruga, tartaruga, que alguém descartou, entendeu? Mas nessa parte em específico, né, quando a gente fala de embalagem, existe essa discussão, ela sempre vai surgir, né, cara? Como que vocês estão trabalhando também até essa imagem para fora, cara?

?Voz B

Você sabe que dentro das nossas fábricas a gente não perde nada de plástico, né? Existem produtos que aceitam plásticos de segunda reprocessagem, né, e outros plásticos que não. Por exemplo, um filme de alta performance como os wraps, eu não consigo colocar um material reutilizado na formulação. Mas existem outros segmentos fora da agricultura e até alguns dentro da agricultura que não tem necessidade de tanta performance que aceitam plásticos recuperados.

Por exemplo, dentro da nossa fábrica É, em Minas, Azupac, a gente tem um segmento de sacolas de supermercado. Então quando você faz as orelhinhas da sacola, sobra ali em torno de 20% do material bom que não foi para rua, ele sai da produção, né? Então o que que eu vou fazer com aquilo lá? Então a gente reprocessa, a gente tem um setor de recuperação dentro da empresa, e essa resina ela é separada por densidades, pigmentação, para entrar em outros processos recicláveis.

Então a gente não joga 50 gramas de resina e de plástico para fora em potes nenhum, tudo é reutilizado. Então a gente tem as ISO 9001, 14001, nós somos certificados, né. Vocês estavam comentando da mão de obra, né, voltando um pouquinho. A gente tem em torno hoje de uns 1.300 funcionários, então a gente precisa capacitar bem esses funcionários. Então a empresa passa por constantes treinamentos em todos os segmentos da empresa, né?

Até quem tá no setor comercial, eu ajudo muito isso na parte técnica, né, para fazer aquelas quebras de paradigma. O pessoal na produção, pessoal no RH, então assim, todo mundo tem que estar em constante aprendizagem, porque senão a gente vai ficar naquela mesmice e vem uma outra empresa que aplica o conhecimento, principalmente em cima de tecnologia e vai se destacar. Então hoje a Azulpack, ela é uma empresa que investe em treinamentos, conhecimentos para os colaboradores, para justamente ser esse diferencial no mercado.

Mas em questão de sustentabilidade, é o que eu comentei, não perdemos 1kg de plástico, porque tudo é reutilizado, lógico, nos produtos que aceita.

?Voz A

E esse lance que você comentou, né, de cada vez mais todo mundo que tá ali dentro da empresa entender como aquilo ali ajuda a sociedade como um todo, né? Seja o agronegócio, seja outros segmentos ali. Isso é super importante, né, cara? Porque aí você sai desse, desse modelo de produto e também entra com conhecimento, que eu acho que é uma coisa super importante no segmento de vocês.

?Voz B

Com certeza, com certeza.

?Voz A

Porque aplicação até lá na frente é muito técnica, né?

?Voz B

É, a produção é técnica, aplicação é técnica, mas daí o descarte já através de um certo desleixo, um certo preconceito. Então essa recuperação dos filmes, por exemplo, o mercado de algodão hoje dos wraps deve estar girando em torno de umas 18 mil toneladas de plástico só para colheita do algodão, e que é uma aplicação muito rápida. Tem wrap que você colhe hoje, daqui 15 dias tá na algodoeira, dá mais 5 dias, cortou ali, acabou a aplicação dele. É muito rápido.

?Voz C

Vocês não tão fazendo essa recolhimento dessas embalagens?

?Voz B

Não, a gente já iniciou com alguns grandes grupos uma estrutura de reciclagem reversa, né, economia reversa, mas ainda não chegou nos finalmentes, mas existe um estudo já iniciado para a gente redestinar o uso dos wraps para aplicação em outros segmentos. A gente tem aquela questão das embalagens dos fardos de algodão, que hoje é tudo no Brasil é tudo fibrilha, né? E, mas tem outros países do mundo, por exemplo, Estados Unidos é tudo no plástico, muito pouco na fibrilha.

Então existe essa tendência de se reutilizar esse material, fazer um filme de qualidade para embalagem de algodão. É que os nossos, a galera que recebe esse algodão prefere, os nossos clientes, né, lá na Ásia preferem na embalagem de polipropileno. Mas existe essa demanda em outros países que a gente pode fazer um material plástico, plástico.

?Voz C

Que o que acontece com defensivo hoje é embalagem toda recolhida e reciclada hoje.

?Voz A

É isso aí, que é uma das coisas mais impressionantes que o Brasil já criou no agro, né? Como que a gente consegue recolher 100% das embalagens? Isso é uma coisa que assim deveria ser um case mundial.

?Voz B

Exatamente.

?Voz A

Como você consegue fazer isso?

?Voz B

O volume é astronômico, né? Que a gente que tá um pouco muito distante não faz conta, mas quem trabalha nesse mundo plástico de embalagem vê que é um negócio—

?Voz A

é, meu pai, cara, tem um sitiozinho pequenininho ali, ele tava preocupado esses dias atrás de lavar certinho para entregar no lugar que recolhe aqui, né? Poxa, isso tem o seu valor, né, cara? A gente precisa sempre falar muito sobre isso aí. Mas agora, para a gente ir para os finalmentes aqui, né, falando o futuro aí da competitividade, né, porque tudo que nós estamos falando aqui, sustentabilidade, ele sempre vai entrar como um diferencial competitivo para todas as empresas que olharem para isso com bastante cuidado.

A gente entendeu já, e acho que o Mato Grosso é uma prova disso, que a gente cresceu em escala de uma maneira absurda. E acredito ainda que a gente tem muito para onde ir. Desde na agricultura, na pecuária e tudo mais. E aí pensando nessa parte da eficiência mesmo na cadeia, de suprimentos como um todo, né, do agro aqui. Na opinião de vocês, quem que vai sobreviver nesse mundo que vai ser cada vez mais competitivo no futuro?

?Voz C

Assim, para mim tá claro isso. Acho que quem não investir em tecnologia, gestão de dados, para transformar isso em conhecimento e dá mais velocidade na operação dele, está fora do jogo. Então acho que o grande diferencial hoje é a tecnologia, não tem como fugir disso. Que o produtor que não tiver antenado para buscar essa tecnologia, essa melhoria de eficiência da operação dele, ele não vai conseguir crescer e ser sustentável ao longo do tempo.

Lógico que além disso tudo tem o treinamento de equipe, desenvolvimento das pessoas para poder fazer utilização adequada dessa tecnologia. Mas isso pra mim é o grande diferencial. Quem não tiver com gestão de dados, investindo em tecnologia pra transformar isso em conhecimento, pra que ele possa tomar a melhor decisão agronômica da operação dele, ele tá fora do jogo. Acho que não tem volta.

?Voz A

É isso aí. E na sua opinião aí, Lucas?

?Voz B

Eu acho que pro universo do plástico, quanto mais confiável for o produto, melhor, porque Eu tenho para mim, na minha geração, né, eu enxergo que o que a gente tem de mais valioso para gente é o tempo. Então o cara que perde tempo tentando arrumar alguma coisa porque optou por um produto mais barato, daqui a pouco isso não vai trazer performance para ele, porque o tempo dele também dentro da empresa, dentro da fazenda, ele vale dinheiro.

Então quanto mais o segmento do plástico poder entregar um produto confiável, lógico, dentro das limitações de custo, né, que hoje daria para fazer um plástico muito fazer melhor, só que o custo lá em cima sobe e o mercado não vai, não vai abraçar. Então se a gente entregar um produto de qualidade que o produtor ele não vai se incomodar e vai fazer com que ele recompre, porque ao invés do plástico ele é uma necessidade anual, wraps, quem colhe algodão compra todo ano, quem faz silagem compra todo ano, estufa tem hora que você tem que trocar, melão todo ano.

Então quanto mais confiabilidade você colocar no teu produto, o cara quando precisar ele vai lembrar, pô, vou lembrar do Lucas porque ele tem um produto confiável, vou falar com ele.

?Voz A

E a tecnologia vai avançando também, né? O que hoje é inviável, imagina o que tá hoje embutido nas máquinas, há 15 anos atrás era completamente inviável, até porque não existia a tecnologia, era impensável.

?Voz B

Então assim, a máquina é mais confortável que o sofá da minha casa.

?Voz A

Exatamente. A gente parar para pensar, analisar como que vai ser daqui 15, 20 anos com inteligência artificial, toda essa, esse rol de coisas.

?Voz C

Máquinas autônomas, já tá começando, já tem teste, máquinas autônomas. Você tem já, John Deere testando, por exemplo, máquina com etanol, tratores, colheitadeira, para poder melhorar na realidade a conservação, a preservação do meio ambiente, né? Jogando CO2 para atmosfera. Isso aí tá na velocidade gigantesca e daqui a pouco tá chegando aí máquinas autônomas também. Falta o quê para que isso realmente se torne um produto da produção lá da fazenda do cliente? É conectividade que ainda é deficitária.

?Voz B

Eu acho que a gente tá mais próximo do que a gente imagina.

?Voz A

Até porque assim, vários projetos como esse começaram alguns anos atrás e hoje com o nível de tecnologia, de processamento que a gente tem, é absurdo, né, cara?

?Voz C

E as máquinas todas interligadas, né, que o Zezão falou ali. O importante para mim seria se todas as máquinas pudessem conversar. Isso já tá acontecendo, tá? João Dias já tá num projeto andando. E que que João Dias tá fazendo também? Não só João Dias, que outras máquinas também. Ela tá procurando desenvolver tecnologia para facilitar a operação da máquina, porque o operador. Infelizmente hoje um grande problema do cliente é operador de máquina, não tem.

?Voz B

E hoje já é fácil, né?

?Voz C

Então aí você pega, o cara chega na época da safra, ele pega o que aparece na frente e bota numa máquina de 3 milhão e meio para operar ali. O cara não sabe operar. Então ela tá fazendo um trabalho onde o cara entra na máquina, aperta um botão e fica só assistindo, não precisa fazer nada na máquina. Ela caminha sozinha, algum "Olha, deu problema, o nosso funcionário aqui de Cuiabá liga para ele, para a máquina que vai dar problema." Então você tem toda aquela, aquele trabalho preditivo da máquina onde você antecipa eventuais problemas para que a máquina não quebre, porque não adianta você esperar a máquina quebrar.

Você tem que fazer esse trabalho, antecipar eventuais problemas. Então isso aí são trabalho, que a tecnologia tá ajudando muito isso. Operador, ele entra na máquina, aperta o botão, vai embora. Se der algum problema, alguém liga para ele, fala: faz isso, isso, isso, resolve, que senão vai quebrar.

?Voz B

E uma máquina parada na safra, prejuízo.

?Voz A

É prejuízo.

?Voz C

Nosso desafio é dar a maior produtividade ou disponibilidade mecânica possível para as máquinas parar cada vez menos. Para poder ganhar cada vez mais e plantar na janela ideal e colher na janela ideal.

?Voz A

Bom, pessoal, não quero mais segurar o tempo aqui de vocês, né? Queria já de antemão agradecer o tempo que vocês destinaram para estar aqui. Foi muito bacana conhecer um pouco mais da sua história, sua história também, Bichon. Foi muito legal, cara. Obrigado e parabéns aí pelo trabalho de vocês, viu?

?Voz C

Valeu, obrigado, obrigado pela oportunidade.

?Voz A

É isso aí. E como que quem tá ouvindo aqui a gente agora, ou assistindo, pode acompanhar o seu trabalho, trabalho da Aster também?

?Voz C

É só entrar no site da empresa, www.asteragro.com.br. Muito bom, tem que ter o Aster Agro, porque mudou.

?Voz A

E no seu caso aí, Lucas?

?Voz B

Com a gente, acompanhar a gente no Instagram, né, Tec Agro Brasil, e pelo site também, né. A gente tem uma presença bem forte no Instagram, publica várias coisas, não só falando dos produtos, mas conteúdos técnicos de feira e tudo mais, para estar presente na vida de todo mundo aí. Muito bom.

?Voz C

Então, você também tem um Instagram, LinkedIn, acho que as várias redes sociais aí para poder entrar lá.

?Voz B

E quem não é visto vai entrar.

?Voz C

E quem quiser trabalhar, tem vaga, tá?

?Voz A

Tem vaga. Maravilha. E eu sempre termino aqui meus episódios, viu, pessoal, com uma frase de muita sabedoria, que é para a gente sair daqui energizado, que é o seguinte: se chover não precisa molhar a horta não, tá? Muito obrigado aí.

?Voz C

Valeu, obrigado, valeu, Doutor, obrigado, Lucas, valeu, foi um prazer, igualmente, viu?

?Voz A

Muito bem então, e esse episódio aqui, como eu falei lá no início, é uma parceria do Agro Resenha com o Agro Supply Summit, o maior evento da cadeia de suprimentos da agroindústria do Brasil. O Agro Supply Summit acontece anualmente e tem como principal objetivo discutir inovações, desafios, tendências e transformações da cadeia de suprimentos do agro, tá bom? Para saber mais, é só acessar www.agrosupplysummit.com.br e siga o perfil do evento também no Instagram, o @agrosupplysummit.

Para você que quiser acompanhar todos os episódios aqui, cara, entra lá no nosso, em todos os agregadores de podcast que a gente está lá, Spotify, Deezer, todos eles, e também no nosso canal do YouTube, cara. Acompanhe também no nosso site, o www.agroresenha.com.br, E esse podcast, assim como vários outros podcasts, estão na nossa Rede Agro de Podcast, cara. Lá tem um monte de conteúdo bacana para você poder se informar. Beleza?

Segue a gente também nas nossas redes sociais, é só buscar por @agroresenho em todas elas: Instagram, Facebook, LinkedIn, YouTube. Entre no nosso canal do WhatsApp, cara, tem mais de 300 pessoas lá que acompanham o nosso conteúdo, os bastidores, onde nós estamos, enfim, dá para fazer um monte de coisa legal. A aula com a gente, beleza? Valeu!

Anunciantes1

Agro Supply Summit

external
Agro Supply #01 - Sustentabilidade no agro é processo, não discurso | Castnews Index — Castnews Index