Episódios de Agro Resenha Podcast

BQDD #01 - A fazenda que tem história nem sempre tem legado

16 de junho de 20261h5min
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No episódio de estreia do Boi que Deixa Dinheiro, Paulo Ozaki conversa com Antônio Carlos Silveira, Guilherme Silveira e Maurício Piona sobre a origem de uma das metodologias mais influentes da pecuária brasileira e sobre a evolução do setor: da produção ao gerenciamento, da técnica à sucessão, da arroba ao resultado. A conversa mostra por que produzir mais já não basta e como gestão, pessoas, indicadores, planejamento e inovação passaram a definir a rentabilidade da fazenda. Um episódio para pecuaristas, sucessores e profissionais do agro que querem transformar informação em decisão e construir uma pecuária mais eficiente, lucrativa e duradoura.

PARCEIRO DESTE EPISÓDIO

Este episódio foi trazido até você pela Silveira Consultoria! A Silveira é uma consultoria especializada em gestão e inovação no agronegócio, oferecendo serviços como consultoria produtiva, coleta de dados e apoio à tomada de decisões. A empresa apoia produtores com soluções práticas para melhorar eficiência e resultados na pecuária, integrando tecnologia e conhecimento do setor.

Silveira Consultoria: Inovação na pecuária por gerações.

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FICHA TÉCNICA
Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidados: Antônio Carlos Silveira, Guilherme Silveira e Maurício Piona
Edição: PH de Oliveira

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Participantes neste episódio4
P

Paulo Ozaki

Host
A

Antônio Carlos Silveira

ConvidadoAgrônomo
G

Guilherme Silveira

ConvidadoAgrônomo
M

Maurício Piona

Convidado
Assuntos6
  • Estratégias de sucessão patrimonialExtensão da metodologia Silveira · Inovação como cerne da metodologia · Foco em produção, gestão e pessoas · Planejamento estratégico e visão de futuro · Monitoramento assertivo e adaptação a ciclos de mercado · Construção de legado e perpetuação familiar · Diagnóstico da porteira para dentro e cultura familiar · Educação continuada e capacitação de equipes
  • Fabricação de caças no BrasilDa pecuária especulativa à produção intensiva · Produção de carne de qualidade e abate precoce · Desafios da transição tecnológica e quebra de paradigmas · Protocolos de produção: Super Precoce e 777 · Avanço tecnológico em nutrição e suplementação · Importância da gestão e indicadores financeiros · Ciclos da pecuária e a importância de números · Sustentabilidade e produção de alimentos para o mundo
  • Criação de negócios e consultoriaHistória familiar e paixão pelo agronegócio · Formação acadêmica e carreira universitária · Transição da pesquisa para a consultoria · Antônio Carlos Silveira · Guilherme Silveira · Maurício Piona
  • Avô circense e tradições familiaresImportância da preparação para a sucessão · Diferenças geracionais e perfis complementares · Famílias Inteligentes Enriquecem Juntas · Comunicação clara e liderança na cultura familiar · Evitar a perda de patrimônio e a exaustão da terra · Perpetuação das famílias na atividade agropecuária
  • Culinária BrasileiraPotencial do Brasil como fonte de alimento para o mundo · Necessidade de aumentar a produção de proteína animal · Recursos naturais e tecnologia disponíveis no Brasil · Sustentabilidade na produção agropecuária · Importância do agronegócio para o desenvolvimento do país
  • Prêmio da Mega-Sena como motivaçãoJornada de conhecimento e educação · Identificação das maiores dores e necessidades do mercado · Workshops de gestão, produção e pessoas · Grupos de mentoria e capacitação · Propósito de ajudar famílias a permanecerem na atividade
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ACAntônio Carlos Silveira

E aí, pessoas!

?Voz B

Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda a esse primeiro episódio do Boi Que Deixa Dinheiro, que é o podcast da Silveira, uma parceria do Agro Resenha com a Silveira Consultoria. Que há 40 anos transforma resultados por meio de gestão estratégica, inovação e boas práticas da pecuária. E nada melhor do que começar esse episódio com essas três peças aqui, né, cara? Senhor Antônio Carlos Silveira, Guilherme Silveira e Maurício Piona, muito obrigado por estarem aqui nos receber.

Aqui estamos antes de começar o evento para já fazer o esquenta, né? Muito obrigado, viu?

ACAntônio Carlos Silveira

Nós que agradecemos.

GSGuilherme Silveira

É bom demais, satisfação, muito bom estar junto com você, Paulo, nessa parceria do Agro Resenha e contando um pouco toda a jornada da Silveira Consultoria, né? Vai ter vários episódios aí para a gente conversar bastante e fazer o boi deixar dinheiro, né?

MPMaurício Piona

Aquilo que a gente mais gosta, né, Gui? Fazer o boi deixar dinheiro e as famílias ficarem rentáveis por gerações.

?Voz B

É isso aí, é isso aí. Bom, pessoal, como esse é o primeiro episódio, eu sei que tem muita gente que já os conhece, Mas acho que é bom a gente contar um pouquinho, né, da origem de vocês. E óbvio, né, vamos começar com o senhor. Conta um pouquinho da sua história para a gente aí.

ACAntônio Carlos Silveira

Eu não pude fugir muito de nossa origem. Sou agrônomo, filho de agrônomo, família de agrônomo. Meu pai foi meu professor na Luiz de Queiroz.

?Voz B

É gloriosa.

ACAntônio Carlos Silveira

Eu tenho um filho que é agrônomo e persiste por aí. Já tem um neto querendo ser agrônomo. Quer dizer, o nosso papel vinculado à agricultura e à pecuária não dá opção muito de escolha. Essa é a nossa origem. Daí para frente entramos como professor, logo após formatura entramos como professor, Universidade de Botucatu, UNESP, para lecionar agrônomos, veterinários, zootecnistas. Permanecemos nesta faculdade por 42 anos. Portanto, com uma experiência, vemos assim, didática e de formação bem construída.

Após nossa aposentadoria, não é bem aposentadoria, fomos desprezados e descolocados para fora, recebi o cartão vermelho. Daí para frente, Abrimos, né, uma consultoria que permanece até hoje. Vamos detalhar logo à frente.

?Voz B

40 anos, ó, a Silveira foi fundada no ano do meu nascimento. Vamos fazer aniversário junto, praticamente. Guilherme, conta um pouquinho da sua história aí para gente, então, para quem não entendeu aí.

GSGuilherme Silveira

Como que não entendeu? Filho sou eu, sou agrônomo, né? Eu também não tive opção, então nós somos apaixonados pelo agronegócio, criados no meio. Meu pai não falou, mas ele foi, meu avô era professor, morava dentro da escola.

?Voz B

Verdade.

GSGuilherme Silveira

E ele foi criado junto com meu tio dentro, foram alunos e depois professores, né? Então eu sigo a carreira com muita paixão, com muito orgulho e satisfação de carregar essa parte do agronegócio, enfim. Então eu tenho 50 anos e carrego isso também desde o início, né? Então é isso, agrônomo, tenho mestre, sou mestre em nutrição animal e hoje trabalhamos aí como gestor da Silveira e estamos nessa jornada aí.

?Voz B

Bom demais, bom demais. Vocês não reparam não, hein, a turma tá passando aqui, tá tendo barulho, mas é isso aí mesmo, estamos no meio do evento, no meio da montagem, ao vivo e a cores, vai ser assim, né? Conta um pouquinho de você aí, Piora.

MPMaurício Piona

Bom, eu venho também de origem pecuária, né? Eu sou filho, neto de pecuarista, pecuarista, né? A gente tem essa paixão desde criança. Eu falo que minhas férias era ir pra fazenda, andar a cavalo, ver boi e estar no meio dos peões, né? E então, pra gente, eu falo que nunca trabalhei um dia na minha vida. Então, quando a gente para pra pensar em tudo que a gente faz, tudo que a gente pode estar junto, né? Tem muita coisa pra gente falar e muita coisa pra gente trabalhar pela pecuária. Quando a gente gosta, é fantástico.

?Voz B

Claro, claro, com certeza. Bom, dadas as devidas introduções aqui, eu vou direcionar a primeira pergunta, obviamente, pro senhor, né? Professor, antes, obviamente, da Silveira existir como empresa, né, como é hoje, tal, 40 anos, naquela época obviamente deve ter surgido alguma, algum estalo, alguma, alguma coisa que o senhor percebeu, né, que poderia ser melhorado, vamos dizer assim. Naquela época, qual que era o principal problema assim que a pecuária passava, vivia, que O que te incomodava assim?

ACAntônio Carlos Silveira

Bem, a gente— não vou dizer incomodava, porque eu não tinha uma posição de destaque em qualquer lugar na época, mas tinha sentimento, né? Isso tá adquirido no nosso caráter. E a consequência deste sentimento foi ver que sendo um professor ou matriculado como professor universitário, necessário. Eu não me conformava com a pecuária ainda gatinhando, engatinhando para tentar produzir um animal de qualidade. A zootecnia, principalmente a parte zootécnica da criação e produção de bois, deixava muito a desejar.

Essa era a maior agonia e ofensa do professor Passava na outra coisa da minha cabeça, que alguma coisa, alguma medida, eu seria quase que o responsável, o corresponsável para arrumar isso. Não podia passar. Encolho-me por tudo isso. E foi exatamente o que aconteceu. Fui à busca, e vou ser muito claro, e consegui.

?Voz B

É porque na época, né, Guilherme, assim, era A pecuária ainda estava engateando, como o professor falou, né? E precisava de fazer muita coisa, né, cara?

GSGuilherme Silveira

A gente, assim, foi um período, né, que a gente, eu ainda muito jovem, acompanhava tudo, as pesquisas e o trabalho dele, a incomodação dele, que realmente me motivou a querer fazer algo diferente. E nas conversas em casa sempre era muito comentado e falado que algo tinha que ser feito. Produzia-se 2 arrobas por hectare. Hoje nós estamos produzindo fazendas com 50, 60 arrobas por hectare. Então, o espaço e a janela que tinha. E na verdade, a pecuária naquele momento, a gente tava saindo de um Plano Real, começando um Plano Real na verdade, porque o Plano Real foi a hora que acabou muito com a especulação.

A pecuária era especulativa. Você tinha terra, acumulava terra e juntava boi, né? E ia precisar produzir, era deixar lá e depois você ia colher. Então, porque você tinha oportunidade de comprar, deixar especulando lá, e às vezes o boi no pasto deixava muito mais dinheiro que o dinheiro no banco. Ainda mais com a inflação que a gente tinha. E aquela disruptura naquele momento, se você quisesse manter na pecuária naquele momento, você tinha que já começar a fazer algo novo.

Então foi muito um sentimento que a gente viu que realmente nós tínhamos que produzir. E o desafio nosso era total, a gente não falava muito em quanto custava, ou quanto que, como que era, mas assim, tinha que produzir. Então a nossa mensagem naquele momento é obrigação, era produzir.

?Voz B

E é engraçado porque assim, hoje todo mundo tem um bife, pode, tem a condição de comer um bife em casa, né, cara? Na época não era assim, né, professor? Na época era mais difícil, né, para população ter acesso, né?

ACAntônio Carlos Silveira

Acesso muito mais difícil porque por conceito. Carne macia é de boi jovem, e a pecuária no momento, na ocasião, era abater animais com 4 anos ou mais, até 5. Consequentemente, com carne mais dura, difícil, e comprava-se no açougue na época, vou Filho, mamãe me falava, depois eu pus isso na cabeça: "Vai no açougue e compre carne de vaca para nós comermos." Vaca velha. Vaca velha. Vejam bem.

GSGuilherme Silveira

Saborosa, né?

ACAntônio Carlos Silveira

Vaca saborosa, vaca velha, gordura amarela. E isso era o nosso conceito que nós tínhamos. Agora, Vejam bem, como que um professor vai continuar repetindo isso?

?Voz B

Que vergonha, né? É porque isso mexe, né, com os brilhos, né, professor? Sim, você vê todo esse cenário acontecendo.

ACAntônio Carlos Silveira

Precisava de uma evolução.

?Voz B

Exatamente, exatamente. E a universidade tem papel fundamental nisso, né?

ACAntônio Carlos Silveira

Nós estamos para isso, nós fomos contratados para isso.

?Voz B

É isso aí.

ACAntônio Carlos Silveira

Isso doía.

?Voz B

Bom demais. E ali tinha na Luiz de Queiroz e depois em Botucatu também tinha essa, vamos dizer assim, essa predisposição a trabalhar com essa área, né, professor?

ACAntônio Carlos Silveira

Tinha. O Brasil tinha essa necessidade. A população exigia essa necessidade e a população exigia que se comesse proteína. Nós tínhamos e continuamos tendo fome de proteína animal, cada vez mais, cada vez mais. E o que que mata a fome de proteína animal? A carne vermelha, veja bem, oriunda da zootecnia, do boi produzido seja pasto, seja com ração, seja com suplementação, mas precisamos produzir bye boy mais novo. Esse foi o nosso objetivo.

?Voz B

Legal. E dentro desse processo, né, professor, a gente vai contar um pouco mais aprofundadamente depois a história do superprecoce. Foi nesse ambiente que surgiu, né, esse conceito, vamos dizer assim, né?

GSGuilherme Silveira

É, eu assim, eu contar um pouco minha visão nos bastidores ainda, entre ser universitário, para passar formado lá em Butucatu, acompanhei, né? E a gente viu que foi um movimento muito bem estruturado, com a liderança, como a gente vê, como um projeto de uma fazenda que tem que ser rentável para deixar dinheiro. O que teve naquele momento foi uma liderança forte do meu pai, que conseguiu juntar vários professores E vários alunos dentro desse propósito, que era fazer o superprecoce, que era fazer um animal disruptivo para conseguir quebrar paradigmas e produzir carne de qualidade.

Então tinha muito claro uma liderança, um grupo que seguia a liderança, e um propósito claro, com objetivo claro, um foco claro. Quando tem isso, consegue chegar alguma coisa. Então eu digo que foi o primeiro protocolo criado dentro da pecuária, foi super precoce. Nem foi utilizado às vezes na época por ser muito disruptivo, mas hoje cada vez mais está sendo utilizado. Mas essa disruptiva, essa disruptura que teve de ter um primeiro protocolo, de ter início, meio e fim, faz o que dá sucesso e dá resultado.

Isso que a gente tem que levar para as nossas fazendas. Depois disso veio outros sistemas de produção consagrados que vão se adequando à realidade de cada momento. Depois veio o 777, Também outro protocolo que deu certo, porque tinha início, meio e fim, tinha os pontos claros onde chegar, né? E o problema do boi, né, Maurício, a gente comenta muito isso, o problema do boi é que ele não é perecível. Vocês serão por data para sair, não tem prazo de validade.

A gente até brinca, o boi não tem que ter marca da chegada, tem que ter a marca do dia da saída, porque se fizer isso, você vai tirar o boi na hora certa e vai fazer o processo de trás para frente para chegar lá.

MPMaurício Piona

Bacana. E quando a gente para para pensar numa coisa importante, todos esses protocolos, tudo isso, os americanos já fazem há muito tempo, né? Tanto é que por quanto tempo eles não foram os maiores produtores de carne bovina, né? E quando a gente muda essa chave, começa a intensificar a pecuária, aí o Brasil começa a produzir mais. E aí a gente consegue produzir mais, melhor, e consegue atingir os números hoje que a gente é, passando até inclusive os Estados Unidos, né? Com essas ferramentas.

ACAntônio Carlos Silveira

É com esta metodologia e com esta intenção que nós criamos, nós fizemos o nosso legado, seja com os alunos, seja com nossa equipe, todos eles partindo com o mesmo objetivo, união entre faculdades. Unimos Botucatu com outras faculdades, seja com a Luiza de Queiroz, seja em Jabuticabal, Tira a sunga, tá certo? Nós conseguimos fazer com muito sucesso este boi que hoje nós denominamos boi que deixa dinheiro, mas essa história precisa ser mais contada.

Mas, tá certo? Na verdade, conseguimos. E se nós fôssemos fazer tudo de novo, nós faríamos a mesma coisa. Fizemos com muito gosto, com muito trabalho, com muita dificuldade, não só. E quando nós falamos em Superprecoce, Sistema Superprecoce, eu sempre digo: Superprecoce não fui eu quem fiz, foi a minha equipe que fez, foi meus alunos e meu legado quem fez. Um teria que assumir a liderança, Isso é escolhido, votado. Nem lembro como eu fui escolhido.

Acho que até foi meio assim na eleição comprada, mas conseguimos chegar ao topo. Para alguém tem que levar termo. E para isso tem uma história.

?Voz B

Legal, muito bom. E a gente contou aí brevemente essa história. E agora eu queria trazer aqui para nossa conversa É como que— porque uma coisa é a gente estar dentro da universidade estudando e fazendo todo o processo da pesquisa, né? E outra coisa é a gente chegar e aplicar isso como uma empresa de consultoria, como é o caso da Silveira hoje. Como, quando que acontece essa virada de chave? Quando que a gente fala: "Não, a gente precisa deixar de ser só pesquisa pura, simples, mas como um negócio mais amplo." Aí acho que vou puxar essa responsabilidade para um momento que eu vejo que foi de muita—

GSGuilherme Silveira

difícil tomar a decisão. Que nem foi falado anteriormente, meu avô professor, meu pai professor, meu tio professor, eu tinha 99,9% de ser professor, né? E aquilo lá me incomodava, porque eu via tanta pesquisa e tanta luta de levar conhecimento para o campo, e tanta barreira e paradigma sendo difícil de ser quebrado. Meu pai fez tantas palestras junto com os outros professores em lugares que a gente chegava, contratado para fazer uma palestra, para levar conhecimento, a plateia inteira virava de costas, não queria escutar, porque a gente estava mexendo com pecuaristas tradicionais, conservadores, que não saíam para a DECTA, a mudança de tecnologia, inclusive alguns outros professores de outros lugares, porque essa mudança era muito difícil, era uma quebra cultural.

Então, eu senti naquele momento, e eu vejo que aí tem um dedo do meu pai muito forte, Porque para ele também era mais fácil fazer eu virar professor. A gente estava tudo dentro daquele ambiente. E meu pai me deu a mão e falou assim: "Vai, vai e vamos para o Mato Grosso, vamos para o Mato Grosso do Sul, que lá está o lugar". Num momento em que isso não tinha. A gente chegou aqui no Mato Grosso em 2000, 2005, falando para não capar boi.

Todos os discursos nossos eram para convencer que não podia capar boi. Não estamos nem falando de supra-precoce. Então assim, a gente viveu de uma desruptura dentro da pecuária muito grande. Eu senti obrigação por ter todos esses conhecimentos, essas tecnologias, e fazer a extensão. Então a gente se abdicou de estar dentro da universidade, permanecer em Botucatu, permanecer em Piracicaba, para vir atrás de um objetivo, de um sonho, de fazer a pecuária ser rentável e fazer o Brasil produzir.

?Voz B

Legal.

ACAntônio Carlos Silveira

Minutinho só. Para isto, as mudanças começam no ponto que as pesquisas tornam fruto, começam a dar certo, tá? E daí o entusiasmo correu pela veia de todos aqueles que tinham o mesmo interesse e mesma visão. Nos consideraram às vezes até um visionário, né? Porque baixaram o boi. De 4, 5 anos de idade para um boi de máximo 15 meses de idade, tá, é uma distância muito grande. Uma carne dura e mastigável para uma carne mole que podia até criança chupar o suco, é uma coisa muito diferente e muito importante.

Então foi uma luta bastante dura, bastante árdua. Fomos muito criticados, mas nós vencemos isso com a nossa equipe. E agora eu peço até ajuda do Maurício, que nós começamos, que nós começamos então criar uma sustentação, tá certo? Para que esse processo fosse adequado, realizado e comportasse dentro de nosso país, aonde no momento O Centro-Oeste brasileiro era só cerrado e mato. Veja o que foi transformado. Quanto vale hoje uma terra em Mato Grosso, seja do Sul ou seja o Mato Grosso MT?

Gente, aí nós somos o maior produtor de grãos do mundo. E a carne também. Já é um produto de primeira qualidade. Não digo tanto, mas em quantidade e qualidade, ao propósito agora da nossa Silveira Consultoria e Gestão.

GSGuilherme Silveira

Eu vou pegar só um gancho. Uma das tomadas de decisões, o pai Zé usava sempre uma frase: onde o grão tá, o boi vai atrás. Então foi um momento de transição que assim, havia a expansão da agricultura aqui para o estado. Eu falei assim, nós temos que ir atrás, porque se o grão tá lá O boi vai ter que ir atrás, né? Porque essa desruptura do suprecoce, obviamente, começou a sair só o animal com sal mineral do pasto. Você tinha que suplementar para corrigir a deficiência do pasto.

Então tinha que ter o grão, que a gente chama de verde-amarelo, é pasto, mas com grão para você potencializar e adiantar o sistema produtivo. Então eles sempre usavam essa frase, e a gente foi um dos motivos aí que ajudou a gente de vir para cá. Exatamente.

?Voz B

Aí aqui vocês encontraram esse cabelo.

GSGuilherme Silveira

Aí nós Ele adotou um filho japonês para a mistura.

ACAntônio Carlos Silveira

Heterose funciona muito bem, muito bem. Mas o meu é essa, por heterose sempre os filhos são superiores à média dos pais, por definição. Então eu e o Guilherme como os pais e o Maurício como filho superior a nós.

MPMaurício Piona

Nossa, olha a responsabilidade, meu Deus do céu.

ACAntônio Carlos Silveira

É uma honestidade que a gente fala e precisamos desse apoio. E esta trinca que vai indo ainda, durando, tô durando terra mais, sabe? Eu tenho passado por rejuvenescimentos, psiquiatras, para não acabar essa trinca. Vamos ver até onde vai, mas já tem um substituto, nós já temos que, vamos entrar esse assunto também, que é a nossa sucessão.

?Voz B

É isso aí, muito bom. E cara, um ponto que eu acho que pode ser interessante a gente trazer, porque assim, na vinda para cá, né, passar a aplicar os conhecimentos, né, toda a metodologia, os protocolos e tal, como que foi esse início, especialmente aqui em Mato Grosso, né, no início dos anos 2000? Pode até não parecer muito tempo atrás, mas já tem mais de 20 anos, né, cara? Então não deve ter sido tão simples assim também, né, Guilherme?

GSGuilherme Silveira

É, eu acho que a gente passou 10 anos aí nessa jornada de 2000, assim, só para pôr uma ordem cronológica, né, a gente passou uns 10 anos muito pregando. Eu falo que a gente foi um peregrinador, a gente foi de lugar em lugar. Meu pai acredito que fez mais de 100 palestras em todo o estado, né, trabalhando e levando conhecimento, né? Então, acho que foi assim, convencendo algumas coisas que tinham que ser mudadas, né? E obviamente que as coisas vão evoluindo e mudando, e as pessoas e a sucessão que foi acontecendo foi rompendo.

Então, eu vejo hoje, a partir de 2010, né? Acho que é um marco de 2010 a 2015, é um marco nosso da Silveira, porque a gente começou assim: "Cara, beleza, agora estão fazendo as fazendas produzirem mais." Principalmente aquelas fazendas que a gente tava mais dentro. Elas já tavam com um nível de produção legal. E a comida era muito barata aqui dentro do estado. A gente tinha milho de R$10 em algum momento, casquinha de soja R$90, caroço de algodão a R$150.

Então a gente conseguia produzir barato. E a partir de 2010, 2012, 2015, que foi o momento até que o Maurício adentrou dentro da Silveira, a gente começou a ter um outro olhar. Acho que o Maurício poderia até ir complementando, que não adiantava só a gente produzir mais, a gente fazia, e é uma preocupação que a gente tinha muito com uma visão muito mais de gestão, tinha que sobrar dinheiro, porque o milho já era R$30, já era R$40, chegou a R$80. Então assim, será que isso até quando produzir era suficiente, né, Maurício?

MPMaurício Piona

Eu vejo até às vezes por um outro prisma, né? Enquanto tava tendo toda essa pesquisa e esse, vamos falar assim, avanço tecnológico na parte de nutrição e produção, eu tava na cadeira de pecuarista junto com meu avô, né? E quando a gente, eu sou do interior de Araçatuba, de São Paulo, de Araçatuba, e eu lembro quando a gente vinha, saía de lá e vinha para cá, e a gente tinha propriedade também no interior de São Paulo. E falar em suplementação era, não existia isso, né?

Então era nem sal mineral, né? É suplementação mineral, né? Então isso foi, foi etapas que foram sendo criadas para melhorar e otimizar toda essa parte de produção, né? E tanto é que eu lembro a primeira vez que a gente a gente veio para o Mato Grosso, uma das primeiras vezes que eu vim, né, já tendo discernimento das coisas, que a grande tecnologia era trabalhar com proteinado, por exemplo, na época da seca, né. Então era super arrojado trabalhar com proteinado na época da seca, quando a gente trabalhava até com mineral ou mineral ureado, né.

Então a gente vê que isso foi modulando. E depois, quando eu tive a oportunidade de— é graciado, né— de trabalhar junto com Guilherme, com o Professor Silveira, e da onde muito, muito, muito do meu conhecimento amadureceu. A gente vê que o como que a pecuária mudou, né? Eu falo que em 2008, por aí, quando a gente começou, a gente teve possibilidade de começar a fazer visitas mais voltadas para parte de produção e nutrição, a gente às vezes chegava numa fazenda para falar de um suplemento do 03.

Naquela época o 01 já acontecia e tal, mas um 03, por exemplo, ou até você trabalhar com um semi na época, né, que hoje virou o chip, Mas a gente era muito, às vezes, indagado e a turma desconfiava muito de tecnologia, achava que a gente tava ali naquele momento só querendo empurrar um produto ou fazer alguma coisa diferente, né? E depois o pessoal começou a ver o tanto que era importante não só a gente ter aquele animal dentro da fazenda, mas a gente conseguir fazer o quê?

Produzir arrobas por hectare com margem, né? Que aí entra depois lá na frente a gente, na nossa inquietude, né, e inovando, a gente viu que não era só produzir, mas a gente tinha que produzir e entregar alguns números, né, para que o pecuarista realmente ele tivesse segurança de que ele tava no caminho correto, né. E aí, dentro desse prisma, a gente abrangeu um pouco mais na parte de consultoria. E a gente já tinha todo, eu vou falar aqui, no nosso DNA a gente já tinha toda a parte de produção, os desafios, depois que o professor vai falar no capítulo do superprecoce.

Mas a gente Tinha aqueles desafios, mas a gente tinha que ter um pouco a mais, um pouco além, né? E eu lembro até hoje, no momento, eu com o Guilherme tomando um tereré na sacada de casa. E aí eu falei assim: Gui, a gente tem que entregar um pouco mais, porque quando a gente faz um custo hoje, a gente faz um custo de Arroba Produzido. Beleza, é ótimo e é muita informação comparado com quem não tem nada, mas era nutricional, né?

Era o custo de Arroba Produzido nutricional. Eu falei assim: e tem muitos outros custos, investimentos, despesas, desembolso que vão muito além disso, né? Né? Então, se a gente pode fazer um custo de arroz produzido interessante, mas se o desembolso geral, global da fazenda não tiver casado com aquilo que realmente a fazenda tá vivendo naquele momento, pode ser que essa fazenda tá indo para um caminho que não seja tão bom, né?

E aí foi quando a gente foi provocado, a gente se provocou a procurar alguma coisa diferente, né, Guilherme?

GSGuilherme Silveira

A gente chega naquilo lá: que adianta produzir 80 sacos de soja e tá custando 75 ou 80? Então assim, na pecuária, mesma coisa. Mas adianta produzir 50 arroz por hectare, mas quanto tá sobrando? Então você tem que ter uma mescla do até o ponto ótimo onde você pode ir, né? E isso eu acho que foi uma grande dificuldade que a gente ia dar uma hora. Isso assim, vamos fazer um MBA para fazer gestão, administração rural. Cara, vai demorar uns 10 anos para a gente ficar bom, né?

Vamos pensar em algo que a gente— porque é complexo, porque a pecuária é multifatorial e plurianual. É difícil fazer o fechamento de uma fazenda. Como você encerra um ciclo, começa outro? Uma agricultura, 90, 120, 180 dias, se fechou o ciclo, gastou, produziu, beleza, fecha as contas. E na pecuária?

MPMaurício Piona

E aí que foi, a gente foi, e uma das grandes dificuldades da pecuária até hoje, eu acredito assim, lógico, tem todos os desafios produtivos de sazonalidade, muita coisa, mas é uma das coisas que a gente fala, o boi pode chegar a R$450, R$500, mas se você chegar às vezes para um pecuarista perguntar qual que é o custo de arroba produzida que ele tem, o desembolso que ele tem, ele não sabe. Então, a roupa pode chegar aonde for, ele às vezes não vai estar satisfeito porque ele não sabe o que vai estar acontecendo.

E foi nessa oportunidade que a gente, acho que foi o momento certo, Deus sempre é muito bom, né? Foi com essas duas pessoas na minha vida e depois em outro momento importante também trouxe a metodologia do Instituto Integra, do Antônio Schacher, que trouxe essa visão gerencial pra gente. Então, a gente tinha a visão produtiva no nosso DNA e depois no nosso sangue começou a correr a gestão.

GSGuilherme Silveira

Que vem todo um know-how muito usado.

MPMaurício Piona

Que vem toda a história do Antônio, né, com fazenda também. Ele conta uma história muito bacana que naquela época o professor dava consultoria numa fazenda que eles trabalhavam, o pai dele, alguma coisa nesse sentido, e ele já tinha esse conhecimento, né. A história vai antes do Antônio ainda, né, professor.

GSGuilherme Silveira

Na verdade, a história do pai do Antônio, que ele adotou o subprecoce como uma ferramenta que ele achava que era necessário para a fazenda deles para romper e fazer uma disruptura. Então o pai dele foi uma das primeiras pessoas a começar a fazer o sistema de suco precoce dentro da propriedade. Então juntou uma correlação de produção lá de trás com a junção da parte de gestão de números e realmente por um foco de ser realmente empreendedor com números na mão, né?

?Voz B

Legal, legal. E tem uma coisa bem interessante nessa escalada da pecuária, né? Porque assim, a gente pega a pecuária de 30, 40 anos atrás, era uma velocidade, né? Você pega a pecuária de hoje, ela é outra velocidade, completamente diferente. A gente ainda tem fazendas que estão trabalhando naquela velocidade, como a gente já tem fazendas até que ultrapassam muitas vezes a velocidade máxima, né? Então assim, tem muito espaço para crescer.

Eu acho que dentro desse contexto também, que tem muito o que você comentou, né, Maurício, que é o conceito do boi que deixa dinheiro, né? Eu acho que se vocês conseguirem trazer para gente, traz o conceito do porquê, né? Assim, a gente fala boi que deixa dinheiro, mas acho que é legal contar o conceito de tudo isso aí.

MPMaurício Piona

Perfeito. Eu acho uma coisa importante, até um gancho, Paulo, aproveitando que você falou, é a pecuária, ela é uma atividade familiar, né? E como toda atividade familiar, a gente tem que tomar cuidado para a gente não colocar às vezes a consultoria do Guilherme, a consultoria do Professor Silveiro, a consultoria do Maurício dentro do negócio. Porque aí você vai estar passando por cima das pessoas que estão dentro daquele negócio, né?

Então quando a gente pensa na metodologia e até no próprio Boi que Deixa Dinheiro, eu acredito que a gente não tá buscando fazer um Ctrl+C, Ctrl+V de uma fazenda para outra, né? É a gente realmente tentar entender o momento que aquela fazenda tá, que aquela família tá, que aquele negócio está, E com as ferramentas produtivas e gerenciais, a gente conseguir entender ela e fazer uma calibragem, vamos falar assim, de um ponto A até um ponto B, C e D, qual que é o potencial produtivo que esse negócio realmente tem, né?

E trabalhar uma coisa super Faria Leimer, né, que é uma taxa de atratividade, né? Então você, qual que é a taxa de atratividade que eu vou ter dentro desse negócio pecuário, né? Por exemplo, se a gente, através da metodologia do Integra também, do Antônio, Falar assim, ah, quantos reais que eu vou ter por hectare, ou quanto vai ser o resultado sobre meu patrimônio terra, ou quanto vai ser o meu resultado sobre o que vale o meu rebanho, né?

Então, através de indicadores muito potentes financeiros e produtivos, a gente trazer esse viés para o pecuarista, né, e trazer segurança. Eu falo que quem contrata uma consultoria é igual contratar um advogado, né? Você só vai contratar um advogado ou uma consultoria quando você tem confiança, e Não adianta a gente falar de produção se a gente não trazer número, né? E número com visão futura, com visão estratégica, pensando onde aquela fazenda tá e como a gente pode potencializar o resultado dela.

?Voz B

Legal.

GSGuilherme Silveira

Eu vejo que a metodologia Boitia que deixa dinheiro, na verdade, é uma extensão da metodologia Silveira que começou com meu pai há 40 anos, com toda essa disrupção, enfim. E a gente foi cada vez mais evoluindo a metodologia, sempre pensando em inovação. Acho que a inovação é o nosso cerne. Isso aí meu pai sempre falou desde que eu era pequeno. Se a gente não chegar, que boi que chega antes bebe água limpa. Então a gente sempre tem que estar trazendo inovação.

Então por isso que a gente é muito, muito, isso tá dentro de nós e da nossa equipe, muito, como vou usar a palavra, não são um estigado.

MPMaurício Piona

Acho que é legal. Esses dias eu tava voltando com o professor, não lembro onde a gente tava, a gente tava fazendo o Brasil que Produz. Até pessoal pode seguir depois aí, né, vai ser bem bacana. É, então assim, a gente tava no, voltando do Brasil que Produz, e aí o professor tava do meu lado e ele tava quieto assim, né. E eu perguntei, você tá bem, né? Eu falei, não tô bem, tal. Falei, mas que que o senhor tá quieto, né? Aí ele falou assim, não, eu tô pensando aqui qual que vai ser nossa próxima inovação, porque eu preciso fazer uma estratégia de alguma coisa para vocês, porque do jeito que a gente tá, a gente não pode ficar.

Então a gente já tem que criar uma coisa nova um vínculo novo, uma parceria nova, porque eu tô inquieto, porque a gente já tá muito tempo nesse, nessa, desse jeito que a gente tava, sabe? Então é uma coisa que o Guilherme fala, eu vejo que é uma coisa que não é só da boca para fora. O professor instiga muita gente, às vezes a gente tá ali numa zona de conforto, ele falou: não, vamos pedalar por aqui, acelera, porque atrás vem gente, né? Então isso é uma coisa muito bacana.

?Voz B

E a inovação é sobre isso, né? Você resolver problemas que muitas vezes nem são enxergados como problemas hoje. Então você tá sempre com um passo à frente para a hora que chegar de fato o problema você já tá preparado.

ACAntônio Carlos Silveira

Sempre olhar para frente. Isso, exato. Sempre olhar para frente. Esse é o segredo da vida.

GSGuilherme Silveira

E a metodologia vive mudando, ela não para, né? Então a gente continua nesse mesmo processo. Então a gente trabalhou muito com produção inicialmente, colocando, só fazendo uma retrospectiva, né? Trazendo todos os conhecimentos da universidade, todos os protocolos que foram criados lá atrás. Trazendo para o campo, depois a parte de gestão, que a gente fala que sem número na mão a gente não toma as melhores decisões. E o número na mão obviamente é importante para a gente olhar para trás e traçar o planejamento futuro.

Então hoje o nosso trabalho grande, a grande entrega da Silveira Consultoria hoje é entregar um planejamento bem feito, que você sabe quanto você vai faturar, quanto você vai ganhar e a margem que você quer. Porque pecuária é uma fazenda sempre fazendo, sempre você vai gastar mais do que você vai sobrar. É igual em casa, se você não pôr regras, objetivos, limites, e o que nós vamos fazer? Você vai gastar mais do que você ganha.

E aí fala que vira uma fazenda para-bens ou uma fazenda dos sonhos, mas não é aqui nesse dinheiro.

MPMaurício Piona

E uma coisa que eu acredito que é fundamental dentro disso aí que o Guilherme falou, acho que é importante assim, ó, a gente pode fazer um planejamento, né, mas do jeito que o mercado tá, né, e com aumento de exportações, tudo, cada vez mais a gente tá mais susceptível a políticas externas, a várias coisas, né. Então quando a gente faz um planejamento, uma coisa que é importante, por exemplo, a gente consegue ter uma visão futura.

Mas eu lembro em 2023 para 24, quando o boi tava 320, 340, né, quase o valor que o boi tá chegando agora, e mil era 50, 40 reais, né. E aí chegou um momento que de uma hora para outra mil estourou, foi para 90, boi veio para 180, 200 reais. E naquele ano a gente teve um grande desafio, né, que era a gente reestruturar os planejamentos que a gente já tinha feito para o boi deixar dinheiro. Porque você fazer um planejamento e você ter um roteiro não significa que aquilo lá vai acontecer a ferro e fogo, porque hoje cada vez mais a gente está exposto ao mercado, né.

Então eu vejo que uma das grandes entregas nossas, além do planejamento, é esse monitoramento assertivo e assíduo, né, tanto com base técnica produtiva quanto com base gerencial, para fazer com que, vamos falar assim, não chega no final de uma safra assim, puta, Paulo, ó, não deu dinheiro, né? Então assim, às vezes a gente conseguir, antigamente, lembra, a gente vinha de São Paulo para o Mato Grosso, tinha o Guia 4 Rodas, que era um monte de folha, né?

?Voz B

Sim.

MPMaurício Piona

Hoje eu pego lá, boto o GPS, e o GPS às vezes manda eu vir para o Campo Grande, eu mando eu vir por Goiás, enfim, porque às vezes tem um acidente, e eu tipo reestruturo isso muito rápido. E dentro do agronegócio, na pecuária, a gente precisa ter essas tomadas de decisão muito claras.

GSGuilherme Silveira

Porque nós temos ciclo da pecuária, né? Todo mundo pode esquecer, o ciclo da pecuária acontece geralmente ali da oferta e da procura. Então a gente tem que ter muitos números na mão, que nem o Maurício citou, acho que é importante nessa virada de ciclo que teve para baixo, porque virar para cima tudo é fácil, fica bonito. E quando é o contrário? Então assim, se você tem um plano de voo traçado, Antes de subir o avião, tem uma nuvem de gelo que você vai bater nela.

Você tem que desviar, ter estratégias. Pra fazer isso, tem que ter número na mão. Então a gente pega algumas fazendas nossas que não perderam dinheiro nessa atividade nesse ano. Cara, foi sensacional, porque a hora que você pega 10 anos de fazenda, um é uma foto, um é um ano, é um filme. São 10 anos, tem que ganhar dinheiro nos 10 anos, não em um. Ou não só quando sobe, mas quando um perde também, você tem que manter. Então você pega as fazendas com a média de 10 anos Esse ano foi que os clientes nossos que estavam com o número na mão não tiveram lucro, mas tiveram muito lucro no outro ciclo. Então você pega 10 anos, são fazendas boas ganhadoras de dinheiro.

MPMaurício Piona

Nosso maior desafio é tentar fazer uma fazenda à prova de ciclo, né? Sim, porque ganhar, por exemplo, dinheiro na hora que o ciclo tá bom é relativamente fácil, mas a hora que o ciclo cai, como quando tá bom, todo mundo quer entrar, né?

GSGuilherme Silveira

O que que vai acontecer? Vai cair o ciclo, vai inverter o ciclo.

ACAntônio Carlos Silveira

É enxergando Vendo, veja bem a facilidade que eu tenho. Eu tenho muita sorte, eu tenho muita sorte na vida. Deus me acompanha desde meu nascimento. Tive mini-Egipte quando era pequenininho, tô aqui até hoje com 83 anos. Me ajudou demais. O meu pai me orienta. Depois, a família vem em segundo lugar, porque a família tem que estar dentro do negócio, ela tem que estar envolvida no negócio, que isso vem facilitar depois a gestão familiar.

Precisa gostar, como meu filho gostou, como eu iniciei e gostei, como Maurício gostou, porque nós temos o prazer, a satisfação de fazer sempre o melhor, portanto, inovar. Inovar. E o país nosso tem tudo para inovar. Eu vou dizer um dado aqui para vocês: a FAO solicita que nas próximas décadas nós temos que aumentar a nossa produtividade, senão o mundo vai morrer de fome. Então é obrigado todos os países produtores de carne Aumentar sua produção no mínimo em 10% para cobrir a fome não resolve, mas cobre momentaneamente.

Mas pede para que o Brasil produza 20% a mais, porque nós temos acima dos outros terra, cidade, clima, água e tecnificação que os outros nem sempre possui esse tripe. De pé e somado a tecnificação.

GSGuilherme Silveira

E gente que quer trabalhar e gosta de trabalhar, né?

ACAntônio Carlos Silveira

Gosta de trabalhar, que tem o intuito e que tem a inovação que nós temos. Com isso, com isso, veja bem, nós temos sabe quanto de terra que pode ser usada, que está encostada, o que está ultrapassada, esgotada? Nós temos 62 milhões de hectares. Enquanto que os outros, terra que pode pôr bovino, que pode pôr boi para comer capim, tá sem derrubar uma árvore. Então nós temos que fazer tudo isso pensando na sustentabilidade. Então a Silveira pensa em tudo.

A Silveira tá inovando, a Silveira vai inovar, a Silveira já vai soltar outra E inovação, porque nós vamos até o fim, nós vamos acompanhar o país produzindo mais e melhor e fazendo o que estamos sentindo a grande necessidade dessa vontade de trabalhar. O primeiro é comer proteína, que eu tô falando, comer proteína animal, que aumenta a capacidade da criança crescer, desenvolver, desenvolvimento físico, mental, capacidade de trabalhar.

Aprender. Veja bem, veja bem, isso é que a proteína animal— vamos conversar diferente, vamos produzir mais e melhor, com sustentabilidade e com a função e com a finalidade de ajudar o mundo, os nossos companheiros, os nossos parceiros, os nossos irmãos a conviverem junto, comendo o nosso alimento, comendo a nossa Proteína e nossa energia dos grãos da agricultura. Veja bem, então não é uma conversa fiada. Nós pensamos no futuro do país e sucessão se faz com amizade, com coerência, veja bem, com participação, sabe?

Isso nós temos na nossa, no nosso DNA. Veja o trato que o Maurício dá para os filhos. O Antônio, filho dele, vocês vão ver no simpósio, de chapéu, já com espora, já subindo em moto. Quantos anos tem?

MPMaurício Piona

6 anos.

ACAntônio Carlos Silveira

O meu neto é a mesma coisa, chapelão. E assim, veja bem, nós vamos produzir mais. Eles são entusiastas também. É isso que o país precisa. Então eu vejo bem, é Graças a Deus, eu fui adotado, adotado por Jesus, depois pela família, tá? Por conhecimento, porque nós obrigamos os nossos técnicos todos aprenderem mais, não param de ter cursos, ter especialização, porque eles têm que nos representar acima das necessidades, não é isso?

E com isso ganhar dinheiro. É o boi deixando dinheiro. Além do coração, como Maurício fala, tem que ter dinheiro no bolso.

?Voz B

É isso aí. Muito bom.

ACAntônio Carlos Silveira

Então, Guilherme, complemente.

?Voz B

Eu acho que o senhor me deu um gancho bem interessante, porque quando a gente fala de inovação, a inovação, quando você aplica novas tecnologias e tal, Normalmente a gente, ao fazer isso, a gente aumenta produtividade, aumenta lucratividade, mas a consequência disso é a gente prolongar o tempo de vida daquela empresa, daquela propriedade, enfim, né. E aí entra uma outra parte que é interessante, porque fazendas que duram muito tempo, né, elas têm diferenças geracionais dentro dela, né.

E eu acho que esse é um ponto interessante que dá para a gente trocar ideia, que é o seguinte: Gente, o que que, o que, como que esse, essa metodologia do Boi que Deixa Dinheiro, enfim, todo esse trabalho que vocês estão fazendo também ajuda nessa transição geracional assim?

MPMaurício Piona

Eu acredito que é uma inovação que o professor falou, né, que a gente tem trabalhado muito nos últimos 2, 3 anos, que é realmente a gente entender o momento que essa fazenda tem, né. A pecuária, o agronegócio, ele tá em transição, em sucessão familiar, né. E lembrando que sucessão não é substituição, né? Então é a gente saber que a gente vai ter diferenças, a gente vai ter perfis diferentes e complementares, mas que eles podem estar unidos em cima de um mesmo viés.

Tanto é que dentro do evento agora a gente vai ter uma das palestras do Gustavo Cerbasi, que é Famílias Inteligentes Enriquecem Juntas, né? Então se a gente trazer isso naquele momento em que aquele agronegócio está acontecendo, aquela dentro da pecuária, da agricultura, a gente entender como a gente pode ser mais assertivo, né? E quando eu falar assertivo, é uma coisa que eu falo assim, às vezes em determinado momento o pecuarista ele tem muita coisa dentro da cabeça, mas tá dentro só da cabeça dele.

E às vezes ele naquela perturbação do dia a dia, ele chega em casa e fala que boi é um negócio ruim, pecuária é um negócio ruim, fazendo só dá trabalho, não dá dinheiro, né? E se a gente realmente não traz esse número à tona ele não vê o tanto que é bom e ele também não vai trazer esse feeling dele para dentro do negócio, né? Então a gente fala que quando a gente verbaliza, a gente também traz muito do universo que a gente tá verbalizando para dentro da gente, né?

Então é uma das inovações que a gente tem trabalhado muito, né, em parceria também com o nosso outro Antônio, Antônio Medeiros, da Sata, agora a gente tem trabalhado, que é a parte de pessoas, né? Então a gente tentar entender o momento que aquela fazenda tá, a gente fazer um diagnóstico da porteira para dentro. Quando eu falo diagnóstico da porteira para dentro É do cerne familiar, porque a equipe ela é espelho da liderança, né?

Então seja o proprietário, seja o gestor, o gerente, né, que tá ali naquele momento. Então a equipe ela é cerne daquela diretoria. E aí a gente entender da porteira para dentro como que isso é visto, se a gente tem, por exemplo, regras claras, se a gente tem preparação, né? Porque não é só porque é filho que vai virar parte daquilo lá, né? A gente vê muitas empresas que conseguem ficar durante muito tempo dentro da daquela atividade, não só no agro, mas na parte empresarial, que essas pessoas se prepararam para aquilo lá, se prepararam para aquele momento, né?

Então, como o professor falou, a gente pega o Vitão, a gente pega o Antônio, a gente pega o próprio Leonardo, que tá com um mês agora, como que a gente começa a preparar ele para aquilo, mas que também não seja uma obrigação, né? É que nem eu falo, eu gostaria que, mas não quero obrigar que, né? Então isso a gente tem que ter, da condição para né. Agora, se não for da vontade de Deus, a gente tem que ir. A gente entender esse momento que a pecuária tá da porteira para dentro é importante, porque o que que eu vejo?

Grande parte dos projetos que não tem uma visão clara, a culpa não é da equipe, né. Às vezes a gente chega dentro de uma fazenda, e não é raro, e eu falo assim: beleza, quantos bois que a gente tem que abater esse ano, né? Qual que é a nossa taxa de abate? Que que você tá aqui para fazer? Ah, eu tô aqui só para trocar o gado de pasto, curar o umbigo do bezerro, né. Então, porque às vezes a gente não tem processos tão claros lá dentro.

Então, dentro dessa parte de pessoas, que eu acredito que é um— entra aí, entra no tripé da metodologia, né?

GSGuilherme Silveira

É, isso é uma metodologia que hoje a gente tá muito focado.

MPMaurício Piona

O que que a gente tá buscando? É a gente entender os processos, as pessoas, né? Porque planilha de Excel aceita tudo, apresentação de PowerPoint aceita tudo, e a hora que eu vou vender o projeto, a coisa é mais linda. E aí eu chego pro cliente, chego lá e falo assim, ó, vai acontecer isso, isso, isso. Mas aí, quando eu implanto, a hora que eu volto depois de 60, 90 dias na fazenda, Não aconteceu nada porque eu não tinha uma liderança forte, que não tinha clareza às vezes do que ele realmente queria, ou porque a equipe não tinha comprado o que precisava ser feito, né?

Então a gente vê que a parte de comunicação, a parte de direcionamento, de quadro de gestão à vista, uma análise 360 da equipe, né? A gente tem trabalhado muito isso, né, sobre o organograma, né? Quem que é responsável por quê? Então fazer gestão, né, tanto da parte de produção quanto da parte de indicadores financeiros precisa de gente calibrada para isso, né? E aí é uma coisa interessante que a gente fala que a Silveira saiu da educação e vai estar voltando para onde, Gui?

GSGuilherme Silveira

Cada vez mais para educação novamente. A gente tá fazendo ciclo inverso. Nós começamos aí há 40 anos atrás querendo produzir, produzir, porque a gente tinha que produzir para sobreviver. Fomos para gestão, então muito forte na questão de pessoas, muito forte nessa questão de cultura, porque não adianta nada a gente querer pôr processo se a cultura da fazenda não tá pronta, foi como o Maurício falou agora há pouco. E a cultura, só tem uma forma de ter cultura, é do patriarca, é de cima para baixo, é da pessoa lá de cima da liderança para baixo.

Você não põe cultura de baixo para cima. Então se a gente cada vez mais não tiver claro essa liderança e essa comunicação, por isso que o trabalho grande hoje da Silveira é isso, conversar com patriarca, tentar trabalhar como que nós vamos fazer essa comunicação Porque a gente fala que para ter legado, toda fazenda tem história, mas não necessariamente ela tem legado. Legado quando ela fez uma história, construiu uma história e preparou para continuar a história.

Aí você tem legado, né? Então é isso que a gente tem que construir dentro das fazendas. E o momento que a pecuária vive hoje é o momento do meu pai, que tem 80 anos, da minha geração que tem 50, e do nosso filho que está com 20, 30. E tá acontecendo isso para todo mundo. E como todo mundo tá se organizando, preparando para isso? Por isso que a nossa metodologia evoluiu para esse tripé. Então a gente trabalha em cima disso, é o grande trabalho da Silveira hoje, para conseguir ajudar essas famílias a continuarem dentro da atividade ganhando dinheiro.

MPMaurício Piona

E eu queria contribuir com uma coisa que eu acredito que é importante, né? Eu vejo assim, nós somos uma empresa familiar, né? Eu sou o filho adotado, né? E o que acontece dentro disso aí tudo que eu vejo? É, muitas das coisas que a gente coloca e tenta colocar dentro das fazendas é aquilo que a gente vê necessidade dentro do nosso próprio negócio, né? Então, algum tempo atrás, a gente nem se perguntasse pra gente qual que era o fluxo de caixa da Silveira, que que é isso, né?

Então a gente começou a, quando a gente começa a ter uma visão de fluxo de caixa, né, então eu sei o que que é custo, que que é investimento, né? Quando a gente começa a ter uma visão um pouco maior e trazer outras pessoas para dentro do nosso negócio a gente começa a ter uma visão diferente, né? E o nosso desafio como empresa familiar era manter o cerne do professor, né? Então assim, ó, hoje nós somos em mais de 20 técnicos rodando no Brasil aí, em praticamente 13, 14 estados, né?

E como que eu vou garantir que o A, B, o C, o D vai estar propagando isso lá na frente, né? Porque levando a cultura, a gente não cria às vezes um método com processo que assim, não, eu Eu acho que o método e o processo, ele nunca vai estar pronto, né? Ele vai estar sendo sempre se recalibrando, né? Então eu acredito que quando a gente trabalha isso, a gente trabalha que a cultura, que é o que a gente tanto fala dentro das fazendas, é aquilo que a gente vai fazer mesmo quando a gente não tá sendo observado.

Porque eu sentar nessa mesa aqui e fazer uma coisa que eu falo que é legal, é legal, mas e quando ninguém tá me olhando, né? Será que eu vou fazer aquilo que o professor preconiza, né? Então se a gente não trabalha muito isso dentro da nossa empresa, como que eu vou trabalhar isso dentro da da propriedade dos nossos clientes, dos nossos parceiros. Então essa parte de educação veio de uma necessidade que a gente viu que tinha nas fazendas, mas a gente também sentiu essa necessidade.

Então a gente experimentou dentro de casa, na Silveira, a gente viu como isso impactou não só na gente, mas na nossa equipe. A gente falou assim, cara, a gente precisa fazer isso dentro das fazendas. E aí a gente começou a estruturar toda essa mudança e essa nova inovação para essa parte de pessoas.

?Voz B

É o que os americanos chamam de walk the talk, né? É, fazer o que você preconiza, né? Você precisa estar ali fazendo.

ACAntônio Carlos Silveira

Eu acho que nós conseguimos colocar todo mais ou menos o alicerce, a estrutura da Silveira Consultoria. Eu quero só lembrar que nós criamos o SUP Precoce, nós produzimos o SUP Precoce com nossa equipe e praticamente nós não fizemos o protocolo do Superprecoce, porque eu não acho necessário no momento. Mas eu quero só lembrar que nós temos um livro recém-publicado que fala todo o projeto do Superprecoce, e a Silveira tem a disponibilidade de entrar em contato com a Silveira, que vocês conseguem, quem queira ver a origem, a formação, a produção, os aditivos utilizados, enfim.

GSGuilherme Silveira

Nós vamos conversar no próximo episódio, né, Paulo?

ACAntônio Carlos Silveira

Mas eu tô dizendo isso agora porque para quem não tiver possibilidade de continuar nos ouvindo, nossos podcasts, tá certo, nós temos essa alternativa.

GSGuilherme Silveira

Eu queria só finalizar, acho que a ideia do boi deixa dinheiro, o raciocínio como estava trazendo, que na verdade a gente enxergou nessa evolução, que é uma constante evolução a metodologia, que na verdade você ganhar dinheiro e você participou de todo o Paulo, do Brasil, que produz com a gente, das 10 fazendas que nós trabalhamos. E todas as fazendas têm o mesmo perfil, que elas são ganhadoras de dinheiro e fazem algo diferente.

Ele tem esse tripé muito bem claro e desenvolvido dentro da fazenda. E então a gente vê que para você ganhar dinheiro dentro da atividade, você tem uma jornada. E essa jornada não é de dia para outro, que se você é uma fazenda top rentável, uma fazenda ganhadora de dinheiro, é uma construção que começa com esse tripé que a gente vai implantando e treinando e preparando as famílias desde a parte da cultura, de seção, para aí depois você colocar processo.

E assim, a cereja do bolo é colocar a técnica certa para deixar você mais ganhar dinheiro, para resolver aquele problema e ajustar sua produção. É um resumo do que a gente entende que é uma pecuária de futuro, uma pecuária rentável, e que realmente a gente consiga aplicar essa jornada dentro das fazendas e elas ganharem dinheiro.

?Voz B

Acho que esse é o grande trabalho, né, Legal, cara. E só para a gente ir para os finalmentes aqui, uma coisa que você comentou ali atrás que eu achei legal, que é assim, começou a Silveira, começou como uma parte de educação, né, passando pela produção, gestão e tal, e normalmente vai voltando para educação. Não lembro quem foi que falou isso, mas dizem que no futuro todas as empresas serão empresas de tecnologia e educação. No futuro é isso que vai acontecer.

E nós estamos aqui, vocês estão vendo barulheira e tal, é normal, nós estamos no meio da montagem, nós não estamos indo no dia do evento. E nós estamos aqui montando o evento Boi Que Deixa Dinheiro, que já tá na 4ª edição. Então esse podcast, alguns episódios vão ser gravados aqui durante o evento. Isso nada mais é do que um grande evento de educação, né, cara? Conta um pouco quando que saiu, porque assim, tem 4 anos. Então, se tem, se a Silvia tem 40, são os últimos 4 ali, né, que a gente tá fazendo esse, o evento aqui. Por que que ele saiu de lá e veio para cá, para um lugar como esse assim?

GSGuilherme Silveira

Eu vou começar, o Maurício continua aí. Eu sinto que foi um momento importante que a gente começou a deixar claro para gente também, que não era tão pouco antes, A gente começou a implantar cultura, começar a deixar claro o propósito e os valores da empresa. Nesse momento, nós começamos a olhar assim: "Cara, nós temos que estar claro pra gente." Isso ajudou a gente a dar um norte de como conduzir internamente. E a gente tem a obrigação, como sempre que partiu da educação com meu pai, de querer levar conhecimento para dentro, para os alunos, depois para mestrado e depois para o Brasil, levando conhecimento.

É o momento de a gente ajudar as fazendas, que é o propósito da Silveira Consultoria: uma agropecuária rentável por gerações. E dentro desse propósito, a gente tem que fazer algo, a gente ficar só guardando para gente ou por uma placa bonita lá na Silveira com propósito e valor. Na verdade, a gente tem que pôr na prática. E aí vem a ideia do evento e um monte de iniciativas, né, Bruce, que a gente tá tendo para começar.

MPMaurício Piona

E na verdade, o "break the shigera" é uma jornada, e o Guilherme já falou, né? Então Não é o evento. Sim, o evento é importante porque ele marca o ano. A gente quis muito fazer o evento no início do ano porque ele já começa a afiar o machado para o ano que a gente tá entrando, né? Então, através dessa iniciativa da Silveira, com parceiros importantes e importantíssimos, né, que fazem isso também tudo acontecer, porque ninguém faz nada sozinho, a gente consegue trazer esse conhecimento.

E quando a gente pensa no evento, é um evento que a gente fala só quais são as maiores dores, uma das maiores necessidades que a gente tá passando dentro dos nossos clientes, né? Então a gente chega para nossa equipe, ou pontualmente para alguns clientes, fala: só, o que que você acha que é importante nesse período a gente ver ou entender que é um desafio na pecuária, né, nesse momento que você tá vendo? E a gente começa a pegar essas ideias, e aí a gente traz ela para dentro da metodologia e fala: só, como que eu vou fazer jornada dentro do evento, né?

Então a gente fala muito de liderança, né, de propósito, de valor, de visão de futuro, de mercado, né? Então a gente sabe que o mercado influencia diretamente dentro do nosso negócio. Então, como que a gente pode fazer com que essa jornada, né, e uma palestra se conecte com a outra, mostrando o que que o boi pode fazer para deixar dinheiro para aquele momento? Igual o Guilherme falou, pecuária não é foto, pecuária é filme, né?

Então, para a foto deste ano, que vai ser o filme dos 10 anos que a gente quer viver, quais são as iniciativas que a gente tem que ter? E o Boi que Deixa Dinheiro traz isso, acompanhado de algumas iniciativas que são os workshops que a gente vai estar trazendo, né? Então a parte de educação, então a gente tem workshop de gestão, workshop de produção, workshop de pessoas para complementar todo esse conhecimento. A gente fala que palestra ela é pílula de conhecimento.

GSGuilherme Silveira

O evento é trazer a pílula do que a gente acha que é incomodar. E depois a gente tem iniciativas durante o ano, que até a ideia do próprio podcast junto com o Cagor Resenha é para começar a detalhar um pouco mais a jornada. E os workshops vêm para públicos que estão mais interessados em fazer grupos grupos, tanto dos workshops de pessoas, de processo de gestão, de técnicas produtivas, também grupos de mentoria, né? A gente fez, que nem o ano passado, um grupo de mentoria em Santa Catarina.

Inclusive, o grupo inteiro tá vindo para o evento, fica chegando hoje. Então assim, é levar conhecimento, né? Isso, como a gente pode ajudar realmente dentro do nosso propósito, a gente ajudar as famílias ficarem dentro da atividade, ganhar dinheiro, né, Maurício? Acho que esse é o propósito. E acompanha a gente aí, que nós vamos ter vários workshops esse ano. Em alguns estados do Brasil. E tamo, tamo nessa empreita, voltar para educação, com professor ainda nos auxiliando.

ACAntônio Carlos Silveira

Potencializar o produtor, dar conhecimento para que eles procurem as informações corretas. E a Silveira é um polo que está sempre de sobreaviso, está sempre à busca de novidades. Ela é uma inovadora.

MPMaurício Piona

Agricultura.

ACAntônio Carlos Silveira

Então nós estamos à disposição, disposição mais do país nosso. Nós pensamos e acreditamos no país.

?Voz B

Muito bom, muito bom. Agora assim, ó, a derradeira mesmo para a gente acabar aqui esse daqui: qual que é o legado que vocês querem deixar para pecuária brasileira? Essa é mais difícil de todas.

MPMaurício Piona

Essa não tava combinada.

?Voz B

Tudo que eu falo aqui é combinado.

MPMaurício Piona

Eu vou dar Pergunta belíssima essa, não tava combinado.

GSGuilherme Silveira

É assim, o parto a gente, dentro do propósito, né, que a gente tem, eu acho que realmente é a gente ajudar as famílias a perpetuarem dentro do negócio, as famílias poderem passar para os filhos, para os netos, o maior número de famílias continuar dentro da atividade. Porque o que que a gente observa cada vez mais? Que quem não tá se estruturando, se profissionalizando, tem grandes grupos profissionais chegando e adquirindo e comprando essas propriedades e a cada vez aumentando mais.

Acho que assim, acontece, mas a gente tem que ajudar a permanecer, porque assim, são muitas propriedades, são muitas famílias que vivem disso, e a gente, obrigação nossa, até social, fazer essas famílias estar dentro do negócio e ganhar dinheiro.

MPMaurício Piona

Eu queria contribuir um pouco para isso aí também. Eu venho de uma família de pecuária. Meu avô era pecuarista, meu pai pecuarista, os dois falecidos já, e eu antei uma pecuária. E ao longo dos anos, meu avô foi perdendo a força e o potencial financeiro que ele tinha dentro do negócio dele. E eu vejo que se ele tivesse encontrado o Professor Silveira e a Silveira Consultoria no grau de maturidade que a gente tem hoje, há 40 anos atrás, às vezes a gente não tinha diminuído o patrimônio à força que a gente teria de estar.

Então assim, eu, isso é uma coisa que eu puxo muito, que tá dentro do nosso propósito, é como a gente vai fazer para família da pecuária continuar com a pecuária, que ela vai ser mais ou menos rentável, isso é inerente ao processo que ela tá, o momento que ela tá vivendo, ou ciclo de pecuária, mas que ela não dê prejuízo e que ela não consuma o maior bem que um produtor pode deixar para os seus filhos. Que é a terra, né? Porque boi é estoque, né?

Então o boi entra, ele deixa o resultado dele, ele deixa o lucro, ele deixa— não, naquele determinado momento às vezes pode até dar um prejuízo menor, maior ou menor, mas boi é estoque. E o que a gente realmente pode deixar para nossa família é um pedaço de terra no mundo e no Brasil em nome deles, que ele possa fazer alguma coisa em cima daquilo lá.

?Voz B

Legal, muito bom.

ACAntônio Carlos Silveira

E eu, para terminar, eu vou só complementar a pergunta sua.

GSGuilherme Silveira

Essa mensagem é de olhar de 40 anos atrás e para daqui 40 anos.

?Voz B

Olha a responsabilidade dessa resposta!

ACAntônio Carlos Silveira

Eu queria dizer que acredito na percepção do mundo, da população mundial, dos órgãos que controlam a sobrevivência humana, de que o mundo não vai acabar tão fácil Porque o mundo tem condição de tratar seu habitante, tem que dar de comer, porque onde nós não tivermos comida e com a corrida que hoje tem em tudo, a tendência é exterminando. A tendência do homem não é tão benéfica, na minha opinião, é terminar, interromper e não a crescer.

Mas eu acredito no país, E para isso nós queremos monitorar os nossos produtores para que o Brasil seja realmente o que todo mundo espera, porque todo mundo espera que o Brasil seja fonte de alimento para o mundo, e nós devemos ser. Vamos cumprir esse papel. Eu tô, eu fico extremamente satisfeito e realizado Se o Brasil for mesmo o maior produtor de alimento para sobrevivência, porque nós não achamos país nenhum. Os Estados Unidos têm gelo, a Europa tem gelo, tá tudo no gelo, tá tudo no gelo.

Argentina não tem espaço, Uruguai não tem espaço, e assim nós vamos crescendo. Tem Austrália, mas não tem a nossa tecnologia. Então, onde nós vamos chegar? A ser o maior e não o somente maior, o melhor produtor de alimento e que vai garantir a sobrevivência do mundo. O Brasil não precisa pensar muito nos seus quesitos, no que tem, tá? O Brasil já tem, é só produzir, é só alimentar o "publictor" E o governo entender que sem agronegócio o Brasil não cresce, não desenvolve, larga de política, pensa primeiro na comida.

Eles falam: "O mundo, eu asseguro que quero dar comida, ninguém pode ter fome." É só isso que nós fazemos, ter fome. Nós não estamos fazendo nada de diferença, a não ser o nosso agronegócio. Queria que todo mundo seguisse o padrão do agronegócio.

MPMaurício Piona

Negócio brasileiro.

?Voz B

Muito bom, hein? Muito bom. Tem uns barulhinho aqui, mas não dá nada não, né, Piora?

MPMaurício Piona

Rapaz, aqui o Will é campeão, ele vai ajeitar isso aqui tudo.

?Voz B

Muito bom, muito bom. E para você que ouviu ou está assistindo esse episódio, você viu, né, cara? Baita conteúdo aqui. E quero agradecer demais o tempo que a gente passou aqui junto, né, para dar o pontapé inicial desse projeto bacana para caramba, contar essa história e mostrar um pouco do que a gente espera para o futuro. Então muito obrigado, parabéns, viu, pelo trabalho do senhor, do Guilherme, do Maurício.

ACAntônio Carlos Silveira

Contamos e continuamos contando sempre com a vossa ajuda. Você é fundamental na divulgação.

?Voz B

Olha o que faltava para nós. Vamos mexer o doce, né?

ACAntônio Carlos Silveira

Você deixou eu bonito.

?Voz B

Obrigado, viu, Guilherme, Maurício.

MPMaurício Piona

A gente agradece a oportunidade de poder falar aquilo que tá dentro dos nossos corações, né, de anatomologia. E pessoal, fica o convite para acompanhar a gente aí nos próximos capítulos, nos próximos episódios.

GSGuilherme Silveira

O próximo episódio vai ser sobre o sul precoce, né, Paulo?

?Voz B

Exatamente, vai ter um burburinho aí, vai ter muita gente aí, né, cara? Legal. E como que quem tá escutando aqui a gente agora pode acompanhar o trabalho aí de vocês?

GSGuilherme Silveira

Pode acompanhar a gente pelo Instagram, né, Silveira Underline Consultoria, onde a gente tá constantemente publicando todo o trabalho que a gente faz, fazendas que a gente atende, projetos diferenciados e os workshops.

?Voz B

Muito bom, muito bom.

ACAntônio Carlos Silveira

Beleza, muito obrigado.

?Voz B

Nós que agradecemos. E para você que ouviu, tá assistindo esse episódio, que até agora tem certeza que você viu valor em toda essa conversa que a gente teve, essa história aqui, então considere compartilhar esse episódio com alguém que vai se beneficiar conteúdo, que queira entender um pouquinho mais do trabalho aqui da Silveira. Então siga o Boi Que Deixa Dinheiro em todos os agregadores de podcast, tá certo? E esse podcast, como você sabe, é uma parceria aqui do Agro Resenha com a Silveira Consultoria, que como eu comentei lá no início, há 40 anos transforma resultados por meio de gestão estratégica, inovação e boas práticas na pecuária, sempre com foco em eficiência, sustentabilidade e decisões baseadas em dados.

Vocês viram aí que para tudo aqui tem informação ela tem sempre apoiado produtores aí a elevar sua performance e rentabilidade para que o boi possa deixar dinheiro, não é verdade? Então acesse www.silveirapecuaria.com.br para conhecer um pouquinho mais da Silveira, e também, como o Guilherme falou, @silveira_consultoria, @silveira_consultoria nas redes sociais aí para entender mais, tá certo? Só muito obrigado mais uma vez. Finalmente terminamos Terminamos esse episódio aqui com barulho e tudo mais, mas vai dar certo, uma hora vai dar bom. Valeu, obrigado!

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