Episódios de Agro Resenha Podcast

ARP#444 - O erro que faz boas tecnologias morrerem na lavoura

14 de junho de 202634min
0:00 / 34:10

Neste episódio do Agro Resenha, a conversa gira em torno de um ponto decisivo para a inovação no agronegócio: tecnologia só tem valor quando resolve uma dor real no campo. Falamos sobre agricultura de precisão, aplicação localizada, economia de insumos, fusão de empresas, empreendedorismo no agro e os desafios de transformar boas ideias em soluções que geram ROI para o produtor. Um episódio para quem atua com gestão, tecnologia, máquinas, insumos e quer entender como conectar inovação, operação e resultado dentro da fazenda.

PARCEIROS DESTE EPISÓDIO

Este episódio foi gravado diretamente de uma das maiores feiras agrícolas do Brasil, a AGRISHOW em Ribeirão Preto/SP, em uma parceria do Agro Resenha com o Grupo Piccin.

O Grupo Piccin, que hoje contempla o foco de trabalho em equipamentos, componentes e inovação, começou com o trabalho de um homem, Santo Piccin. Com a evolução da agricultura, os desafios se tornaram mais complexos, exigindo a utilização de implementos agrícolas mais eficientes.

Grupo Piccin: excelente em produzir o melhor para o campo.

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Este episódio também foi trazido até você pela SCADIAgro! A SCADIAgro trabalha diariamente com o compromisso de garantir aos produtores rurais as informações que tornem a gestão econômica e fiscal de suas propriedades mais sustentável e eficiente. Com mais de 30 anos no mercado, a empresa desenvolve soluções de gestão para produtores rurais espalhados pelo Brasil através de seu software.

SCADIAgro: Simplificando a Gestão para o Produtor Rural

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E por fim, esse episódio também tem apoio da Nutripura Nutrição e Pastagem! A Nutripura, que tem como base valores como honestidade, qualidade e inovação nos produtos e excelência no atendimento, atua há mais de 20 anos no segmento pecuário, oferecendo os melhores produtos e serviços aos pecuaristas. Fique ligado nos artigos que saem no Blog Canivete e no podcast CaniveteCast! Com certeza é o melhor conteúdo sobre pecuária que você irá encontrar na internet.

Nutripura: O produto certo, na hora certa.

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FICHA TÉCNICA
Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidado: Franz Pavlu
Edição: Will Oliveira

 

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Participantes neste episódio1
F

Franz Pavlu

ConvidadoCEO da Zayt Ag
Assuntos6
  • Produção agrícola em Mogi das CruzesResolução de dores reais do produtor · Aplicação localizada de insumos · Manejo de nematóides · Tecnologia Weed It · Otimização de aplicações
  • Cenário Econômico DesafiadorCrise de insumos (fertilizantes, diesel) · Oportunidades em otimização de uso · Economia de herbicidas e nematicidas · Retorno financeiro da tecnologia · Descapitalização do produtor rural
  • Recomendações para EmpreendedoresBusca por mentoria e experiência · Humildade e aprendizado contínuo · Resiliência e otimismo · Propósito no negócio
  • Inovação na AgriculturaDificuldade de implantação de projetos · Importância do know-how técnico · Impacto da aplicação incorreta de produtos · Custo de desenvolvimento de moléculas · Retorno sobre investimento (ROI)
  • Esquerdomachismo EmpreendedorismoFormação acadêmica e início de carreira · Experiência familiar em negócios · Desenvolvimento de startups no agro · Fusão de empresas (Drop e SmartSense) · Zayt Ag
  • Produção e MercadoTransição da academia para o mercado · Importância do conhecimento prático · Acesso à informação sobre empreendedorismo · Responsabilidade social corporativa
Transcrição109 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Se você ouve o Agro Resenha Podcast, a sua opinião é fundamental para a gente. A gente criou uma pesquisa rápida, leva menos de 3 minutos para você responder, para entender o que que tá funcionando e o que que a gente pode melhorar. O link tá na descrição do episódio, bem lá embaixo, pode ir que tá lá. Dessa força aí para a gente, cara. Responder essa pesquisa é uma forma direta de ajudar o Agro Resenha evoluir, beleza? Agora bora para o episódio.

E aí, pessoa, tudo beleza? Tamo começando mais um episódio aqui do Agro Resenha. E como você já bem viu, nós estamos gravando diretamente da Agri Show esse ano, cara. E quem viabilizou a nossa vinda para cá foi o Grupo Piscim. O Grupo Piscim tá mais de 60 anos nesse mercado trabalhando com inovação e tecnologia voltada para preparo de solo e também distribuição de fertilizantes, enfim, cara. Então se você quiser conhecer um pouquinho mais sobre os produtos que a Piscim oferece, é só acessar www.piscim.com.br.

E quem também tá com a gente nessa temporada é a Escadiagro, cara. Escadiagro tem mais de 35 anos aí trabalhando com software voltado para produtores rurais. Então se você quiser entender melhor os seus custos de produção, entender melhor os seus números, cara, entre em contato com o pessoal da Escadiagro. É só chegar em www.escadiagro.com.br e conversar lá com o pessoal, que vai ser muito legal. Beleza? E quem também tá com a gente nessa temporada é a Nutripura Nutrição e Pastagem, que há mais de 24 anos vem trazendo soluções e tecnologias para produtores rurais, para pecuaristas que querem aumentar sua produtividade, lucratividade e sustentabilidade.

Então, se você quiser conhecer um pouquinho mais dos produtos e principalmente dos serviços da Nutripura, Só acessar www.nutripura.com.br. Beleza? Agora vamos para o episódio dessa semana. Bom, e nessa semana estou aqui com o Franz Pavlo. Eu já fiz a colinha antes aqui, que é CEO da Zayt Ag. Cara, muito obrigado por você estar aqui com a gente e seja super bem-vindo ao Agro Resenha Podcast.

?Voz B

Obrigado você pelo convite, é um prazer estar aqui compartilhando um pouco da nossa vida, da nossa experiência com você. Vai ser um prazer a gente fazer um bate-papo hoje.

?Voz A

É isso aí. Ano passado ou retrasado, eu entrevistei o Marcos aqui, aí tive a grata surpresa de ver que vocês se juntaram recentemente.

?Voz B

É, fiquei sabendo até que o Marcos era da sua turma, da mesma sala, super legal. E o Marcos tem uma história longa também, a gente se conhece há bastante tempo e o ano passado a gente fez uma fusão, que foi bem bacana para o futuro da nossa empresa.

?Voz A

Muito bom, muito bom. E para você que está aí ouvindo, já sabe, aqui no AgroResenha a porteira não tem tramela para quem busca se informar sobre assuntos ligados ao agronegócio. Então não sai daí que você já viu esse bate-papo aqui, vai ser muito legal. Firma o gorro porque nós já já estamos de volta. E muito bem, estamos aqui de volta com França e França para a gente começar essa resenha aqui, cara, conta um pouquinho da sua história aí pra gente, de onde você veio, o que que você fez, fala aí pra nós, cara.

?Voz B

Ah, legal. Sou o Fran, sou engenheiro agrônomo, eu me formei na UFSCar, uma universidade muito voltada pra parte de cana-de-açúcar, então uma baita base em cana-de-açúcar, né? Depois eu fiz meu mestrado na ESALQ com o professor Molim.

?Voz A

Eu acho que eu vi o professor Molim ontem passando.

?Voz B

Ele tava ontem, ele passou lá no stand, show, né? Ele formou muita gente boa lá, a gente tava até conversando com isso, tanto de gente que ele formou e de certa maneira A Zait hoje tem muito do que ele nos ensinou, né? Todo mundo participou do laboratório dele. Molinha é sensacional o que ele fez para agricultura de precisão no Brasil, né?

?Voz A

Legal, legal. Não, mas conta aí, termina de contar essa história.

?Voz B

E aí eu fiz minha graduação na UFSCar, depois eu fiz meu mestrado na ESALQ na parte de máquinas, muito focado na parte de agricultura de precisão. Nesse meio tempo eu sempre fiz, sempre trabalhei com agricultura de precisão desde a minha iniciação científica. Tive bolsa FAESP, PIBIC, sempre contato com a agricultura de precisão. No começo, na graduação, era muito mais a base mesmo da agricultura de precisão, trabalhando com geostatística, entendendo a parte de variabilidade espacial, que é a base, né?

A geostatística é a base da agricultura de precisão, que é o que proporciona a gente fazer manejos diferenciados na área, né? Aí depois do meu mestrado eu já tava trabalhando também numa empresa, foi a primeira empresa a desenvolver equipamentos para agricultura de precisão no Brasil. Eu fui sócio dessa empresa, ela começou como uma startup no Brasil e ela ficou— eu fiquei 11 anos nessa empresa, né? Quando eu cheguei lá tinha 2 funcionários, 1 produto.

E eu fiquei por 11 anos, desenvolvemos mais de 50 produtos. E ela foi bem pioneira na parte de controladores, toda a parte de controle de máquinas e equipamentos para agricultura de precisão, manejo de taxa variada. Isso foi avançando, né? E aí chegou um ponto que eu falei, putz, eu acho que a gente precisa entregar algo a mais, né? Só fornecer equipamento não é o que eu quero. E aí comecei a desenvolver algo mais robusto, né?

Porque eu via que a gente desenvolvia equipamento, mas sempre faltava alguma coisa pra gente realmente conseguir levar o projeto pro campo. E aí veio a ideia de eu criar a Drop. Então, a Drop foi a primeira empresa que eu fundei sozinho, comecei como um funcionário. E ano passado completou 10 anos de empresa. E a Drop, ela veio justamente pra pegar um gap do mercado, porque a gente via que muita gente queria fazer agricultura de precisão, queria implantar projetos, mas poucos conseguiam.

Então, lá atrás, quando eu fundei a Drop, eu comecei com uma consultoria. E eu fazia consultoria pra grandes empresas, pra grandes multinacionais que queriam... O pessoal nem sabia o que era agricultura de precisão, né?

?Voz A

Isso foi que ano?

?Voz B

Cara, na verdade... Eu comecei nessa primeira empresa em 2007. A gente vinha para Agri Show, expunha, o pessoal olhava, falava: o que que é agricultura de precisão? O que que é isso? O que que faz? O pessoal nem sabia, nem conhecia o termo agricultura de precisão. Então a gente pegou bem o início ali e a gente participou até da formação de muitos profissionais de agricultura de precisão, treinando, capacitando. E aí eu fundei a Drop.

E a Drop veio justamente, comecei a fazer bastante consultoria para essas multinacionais, porque elas tinham os produtos e elas não sabiam como implantar agricultura de precisão no portfólio. Primeira consultoria que eu fiz foi para uma empresa de fertilizante e eles queriam colocar agricultura de precisão no portfólio. Eles estavam com o projeto já desenhado e eles falaram, não, nós vamos passar a vender NPK. Só que para uma formuladora vender NPK é horrível, né?

A margem deles sobre a tonelada vai lá para baixo. Eu falei, bom, acho que vocês não estão no caminho Certo para o que vocês precisam, né? Como que vocês pensam em acoplar isso com o formulado? E aí a gente fez um baita de um trabalho, isso ganhou uma atração, a gente desenhou um projeto lindo, só que na hora de implantar a gente sempre tinha dificuldade, a gente não conseguia fazer a implantação porque tinha muito gap no processo.

E aí a Drop ela veio justamente para tirar esse gap. A gente ia desde diagnosticar a dor, o problema que tinha, até fazer os algoritmos, os mapas e as máquinas que faziam as aplicações de acordo com a necessidade do produto que eu tinha. E isso foram 10 anos de empresa. A Drop saiu sozinha. Até o ano passado a gente era em 56 pessoas no time. E mais recentemente a gente fez o processo de fusão, que daí a gente juntou com a Zyte. A gente juntou com a SmartSense, dando origem à Zyte, tá?

?Voz A

Legal, cara. E, cara, vamos voltar um pouquinho ali, porque é o seguinte, né? Você, logo quando saiu da universidade e tal, você foi trabalhar numa empresa e sempre com agricultura de precisão. Esse sempre foi o seu o que você gostou de fazer, enfim, né? E qual que foi o momento assim, cara, que você falou, poxa, porque você ser funcionário é uma coisa, você ser dono do negócio é outro, sabe? Como que foi esse processo? Porque a gente como agrônomo, a gente não aprende a ser empresário, né, cara? Como que foi esse processo de aprender a ser um empresário?

?Voz B

Vamos dizer assim, essa pergunta é bem legal e eu acho que faz parte da minha história, né? Eu não comecei a ser empresário ali. Eu tenho uma história de empreendedor muito antes.

?Voz A

Eu venho de uma família... Tá vendo? Sempre tem, tem que puxar a língua da turma.

?Voz B

É, eu venho de uma família que tem um negócio em Campinas e é uma empresa que foi fundada em 1919. Então a empresa já tem 107 anos esse ano e foi meu bisavô que fundou.

?Voz A

É mesmo?

?Voz B

E eu comecei a trabalhar lá com 11 anos de idade.

?Voz A

Olha aí.

?Voz B

E dos 11 aos 15 eu trabalhava lá todo dia. Eu estudei, estudava de manhã e trabalhava lá à tarde. E ali eu já comecei a entender um pouco de negócio, né? Como atender um cliente, como fazer uma venda. E eu fazia venda de produto, como fazer uma venda. E fiquei até os 15 anos. Aí nos 15 anos eu fui estudar numa escola particular, eu virei monitor de manhã para ganhar bolsa para estudar à tarde, porque eu queria passar numa boa faculdade, né?

Numa faculdade pública federal, né? Então tive esses 3 anos monitor de manhã, sempre trabalhando, né, ganhando meu próprio dinheiro, ganhando bolsa para poder estudar numa escola particular. E aí depois eu passei na universidade, aí chegou na universidade, falei, bom, beleza, né, faculdade integral, como que eu vou fazer para me manter, né? Lógico que eu tinha uma família que me dava uma condição muito boa de vida, mas eu fui atrás, né?

Então assim, a primeira bolsa que eu peguei foi um projeto que eu escrevi. Então eu falo assim, eu sempre tive buscando algo a mais, né? Então assim, empreendedorismo começou lá de trás, na verdade.

?Voz A

É, cara, porque isso é uma coisa interessante, porque às vezes o cara olha para você hoje, né, Fala assim, poxa, o cara tá lá, é CEO, não sei o que tem. Mas pô, todo mundo que já passou nesse microfone aqui teve que comer capim também, né, cara? Eu acho que esse é um ponto importante até para você entender o seu colaborador e tudo mais, né, cara?

?Voz B

A gente come capim até hoje, né?

?Voz A

Nunca parou.

?Voz B

Os desafios só vão mudando e vão aumentando de tamanho, né? Mas é isso que é o legal, né? E essa veia empreendedora é que nos faz buscar algo mais, né?

?Voz A

Legal, legal. E cara, você comentou ali, né, da fundação da Drop, que ela vinha para ocupar uma lacuna, né? Qual era, dentro desse processo, qual era o principal, a principal dor assim? Como que vocês resolviam isso assim, cara?

?Voz B

Então, quando eu comecei o processo de consultoria, a gente via que a gente desenhava o projeto E no PowerPoint, no Excel, tudo ficava lindo. Chegava na hora de executar, a gente nunca conseguia. Por quê? Ou porque eu não tinha uma máquina, ou porque eu não tinha alguém que ia lá e treinava o cliente. E a Drop veio justamente para ocupar essa lacuna, para pegar um problema e resolver ele de ponta a ponta. A gente via sempre muitas empresas tentando fazer, vender produto aplicado, mas nunca conseguia porque não tinha o know-how da coisa.

É difícil uma empresa que trabalha com produto conseguir ir até aplicação, porque ela não tem o domínio de máquina, de equipamento, de hardware, de algoritmos. Ela não conhece isso. E a Drop, ela veio para pegar esses problemas, né, desde diagnosticar, às vezes junto com o cliente, entender qual que era a dor dele, e até aplicação. Porque muitas vezes muitos produtos, eles morrem porque eles são mal aplicados. A gente vê indústria de química gastando milhões para desenvolver uma molécula e às vezes vai fazer uma aplicação e o produto morre no campo porque ele não é bem aplicado.

E a gente começou a olhar melhor para isso e puxar isso junto com as empresas, né. Um exemplo, teve uma empresa que ela tinha um produto que ela tratava semente, mas esse produto causava uma fita na semente e o produto tava morto. E aí, conversando, entendendo, a gente falou, pô, por que que a gente não aplica ele no suco? Será que ele vai dar fita? E começamos a testar isso. Esse produto era muito caro, ele não era— ele, para o tratamento de semente era legal, mas para o suco, como tinha que tratar toda a área, ele ia ficar muito caro.

A gente falou, peraí, e se a gente pegar o trabalho que eu fiz lá no meu mestrado, que a gente conseguia diagnosticar praga em cana e criar um algoritmo para eu tentar ver aonde tá essa praga e aplicar só de maneira localizada. Então esse foi o primeiro grande projeto da Drop, né, fazendo manejo localizado de nematóide. Aí isso pegou uma molécula que tava praticamente morta no mercado e deu uma sobrevida de mais vários anos. Você imagina o custo para uma multinacional de matar um produto porque não tinha uma maneira correta de fazer uma aplicação.

E é bem nesse gap que a Drop entrou lá atrás, né, em 2015 a gente começou a fazer isso.

?Voz A

E é interessante, né, cara, que o problema, a grande parte dos problemas não diz respeito, óbvio tem, né, mas grande parte dos problemas não diz respeito à tecnologia em si, né, seja a tecnologia da semente, seja a tecnologia do produto, seja a tecnologia em si, né, de como fazer. E sempre tem o processo, o processo lá na fazenda que às vezes pega para o cara ter o melhor desempenho ali, né, cara.

?Voz B

E muita gente peca aí, né, a gente pode ter excelentes produtos, mas se ele não for bem aplicado não adianta nada, né. Você pega manejo de esfenóforos, a gente gasta milhões fazendo amostragem de esfenóforos. A gente consegue ver que tá onde tem a praga, e na hora que vai fazer uma aplicação, às vezes no cortador de soqueira entope um bico, 33% da sua área vai ficar sem aplicação do produto. E pior, você vai cortar a cana, vai ter ali, vai atrair mais praga e vai prejudicar em vez de melhorar, né?

E é muito nisso que a gente foca. Exemplo, hoje na Zait a gente tem um produto que a gente monitora se tá caindo produto ou não na linha. E se não tiver caindo produto, não precisa mais parar a máquina, ele automaticamente já liga um segundo produto. Então é nisso que a gente vai, a gente entende a real dor do campo para trazer a solução.

?Voz A

Sim, é, isso é legal, né? Porque, por exemplo, às vezes o cara que tá fazendo aplicação, ele não tá, não tem como ele monitorar tudo, né? Óbvio que é a função dele, mas existe sempre uma pessoa ali para que precisa fazer o processo bem feito, né, cara? Não tem jeito, né?

?Voz B

Eu costumo falar muito isso também, todo mundo fala muito em tecnologia, a máquina tem que ter tecnologia, mas ela só tem tecnologia se ela for aplicada no campo, né? A tecnologia ela não tem valor se ela não for aplicada no campo. Então assim, a Zayt hoje, nós até pela nossa escola, né, minha, do Marcos, do Rodrigo, do Mateus, que são nossos sócios, é sempre foi olhar primeiro o campo. Qual que é a dor que acontece no campo? O que que a gente precisa resolver?

E a gente sempre faz um caminho contrário de muita startup, né? A gente já não é mais uma startup, mas as startups normalmente desenvolvem um produto e muitas vezes depois vão tentar colocar ele no campo. A gente já trabalha completamente diferente. Qual que é a dor do campo? Vamos fazer um produto que resolva esse problema. E acho que isso é um dos grandes sucessos nosso hoje, né?

?Voz A

Mas sem dúvida, sem dúvida, qualquer, qualquer solução para produtor rural tem que ter horas de botina, né, que a gente fala. Quer dizer, você tem que ir para o campo, tem que entender como que aquele negócio vai impactar direto na lucratividade ou na operação do cara, né?

?Voz B

É isso aí, é isso aí que a gente faz, esse é o nosso foco. Ser mais, usar mais inteligência para otimizar as aplicações, para trazer maior rentabilidade para o produtor. Essa é nossa, essa é nossa, é o que a gente busca. Legal.

?Voz A

E o França, a gente agora nesse momento, né, nós estamos gravando aqui na Agri Show, né, no estande da Piscinha aqui. E nesse momento a gente tem uma economia, né, fertilizante subindo, diesel subindo, enfim. E aí quando, quando o calo aperta e a turma começa a pensar em soluções para tentar diminuir isso aí, né? Porque assim, a gente fala de fertilidade, a gente fala de plantio, né, de semente, genética, enfim. Mas até pouco tempo atrás a gente não falava muito sobre tecnologia de aplicação, né, cara?

Assim, como que você vê o impacto de tecnologias como a de vocês que estão entrando, que já estão no mercado há algum tempo, no sistema de produção agrícola assim?

?Voz B

É, falando até um pouco sobre cenário e como isso impacta na nossa tecnologia, né? A gente tá num cenário de caos perfeito, né? Acho que é a pior crise eu desde que eu me formei, acho que a pior crise que a gente tem, principalmente nesse setor de máquinas, que é o setor que a gente atua direto. Porém, a gente tem muita oportunidade, né? Hoje a gente desenvolve muitas soluções que ela vem para otimizar a aplicação do produto, e a gente às vezes vai na contramão.

Tanto que as nossas empresas, tanto a Smart, que era, quanto a Drop, a gente vinha de anos de crescimento mesmo num cenário de crise, porque a gente foca muito na otimização, né, do uso do insumo. É fazer mais com menos. Exemplo: qual produtor não quer aplicar um nematicida apenas em 10%, 15%, 20% da área ao invés de aplicar em área total? É esse tipo de produto que a Zayt entrega hoje. Mas a gente vai desde o diagnóstico do problema, determinar onde eu tenho um nematóide, a gente faz a máquina para aplicar o produto só onde precisa.

Então a gente vai um pouco na contramão da crise, né? Que produtor que não quer economizar? Pega a tecnologia Weed It, é um sensor que a gente importa da Holanda e ele detecta a planta daninha e a gente faz aplicação só onde tem a planta daninha. A gente tem cases reais com mais de 95% de economia de herbicida na área. Então são produtos que se pagam muitas vezes no primeiro ano. No primeiro ano a gente consegue ter um retorno.

A gente tem um programa hoje de manejo de nematóide. Pega uma área de 1000 hectares, um tratamento de um produto premium hoje, um nematicida premium, vai custar de R$200 a R$500 por hectare. A gente consegue com o nosso sistema aplicar esse produto em 20% da área e ter um bom, manter o nematóide abaixo do nível de dano econômico. Qual produtor que não quer ter uma tecnologia dessa? O retorno vem no primeiro ano, né? E depois ele ainda vai colher o resultado por mais 5, 10 anos, 15, 10 anos, que é o tempo da vida útil de uma máquina dele, né?

Então a gente vai muito na contramão da crise. Para a gente falar que é bom não é, porque o produtor está descapitalizado. O desafio da venda é maior, mas a gente precisa ser muito mais técnico, muito mais assertivo. Mas a oportunidade existe.

?Voz A

É, e normalmente é quando o calo aperta, né? Porque igual comentei, por exemplo, em momentos como esse que a gente vai começar a pensar, poxa, se eu tivesse começado 2 ou 3 anos atrás, hoje eu ia estar melhor, né? Menos ruim, vamos dizer assim, né? Mas, cara, um ponto interessante nesse processo que assim, você falou, nós começamos como uma consultoria, né? E consultoria por si só ele não é um negócio que escala, né? E aí você fala, não, mas a gente começou com uma startup.

E aí o agro sempre tem essa questão, né? A gente quis sempre fazer várias startups ali, mas a gente sabe que não dá para escalar tão rápido assim, né, cara? Existe uma dicotomia dentro desse processo das agtechs assim, né? Não sei se você enxerga isso também, cara.

?Voz B

Existe. Eu sempre falei isso, né? Teve um boom de startup. A gente pega em Piracicaba mesmo, que você acompanha bastante, você veio de lá. O último censo de startup tinha mais de 500 startups no Brasil focada no agro. E agora é um momento difícil, né? Agora eu acho que vai dar uma selecionada naquelas que realmente conseguiram entregar algo que gere valor para o campo, né? A gente tá justamente nesse momento.

?Voz A

É isso aí, porque no fim do dia até a tecnologia tem que gerar um ROI, né? Ela tem que ter um retorno no investimento do produtor, né? Em termos de números assim, o que que vocês têm para mostrar? Porque, pô, uma economia de 90% em aplicação de herbicida, ou até mesmo nematicida, né, 70%, 80% de economia ali, isso dá um impacto gigantesco. Falou, pô, a gente consegue pagar a tecnologia em um ano, né? Qual que é o processo que você falou?

A gente precisa ser até mais técnico em momentos difíceis como esse. Como que vocês estão trabalhando a equipe também, né? Porque isso A gente não tem tantos profissionais assim no nível altíssimo para chegar e começar fazendo.

?Voz B

A mão de obra é sempre um desafio, desde a fábrica para produção de uma máquina até equipe de vendas, né? Hoje a gente tem um portfólio de produto muito robusto e o que a gente vem fazendo é investindo muito tempo em treinamento da equipe, né? A equipe tem que ser técnica. Pega anos difíceis como esse, o produtor não compra mais daquele jeito que ele abre a mão, vamos fazer, vamos testar. Você tem que provar que a tecnologia vai ter um ROI, que ele vai pagar o investimento.

?Voz A

E cada vez mais vai ser assim, né?

?Voz B

Cada vez mais ele tem que ter valor. E aqueles que conseguirem mostrar esse valor agora com certeza vão perpetuar no mercado. Então é isso que a gente vem fazendo. A gente tá com uma equipe grande de vendas posicionada no Brasil inteiro e muito treinamento com a equipe. É isso que a gente tá focando bastante.

?Voz A

Bacana, cara. Você comentou ali, né, que vocês entram em todo o processo, desde o diagnóstico ali até o produto, o produto que vai aplicar lá na frente, né, cara? E agora, a Drop e a Smart, me perdoa se eu estiver falando coisa errada, elas eram concorrentes ou elas se complementavam assim?

?Voz B

Por incrível que pareça, a gente não era concorrente.

?Voz A

Porque você fala de aplicação localizada e tal, né?

?Voz B

Mas iríamos ser. E eu conheço o Marcos, o Marcos já trabalhou comigo, conheço o Marcos há mais de quase 18 anos, naquela primeira empresa que eu fui sócio, o Marcos trabalhou comigo, ele trabalhava no meu time, né? Então conhecia muito ele, a gente sempre conversando todo ano, O primeiro cliente, quando a gente começou a trabalhar de maneira independente, eu como consultor e ele como consultor, a gente fez uma consultoria junto em 2015. É um fato muito curioso, né?

?Voz A

É legal isso aí.

?Voz B

A vida conta histórias e as coisas não acontecem por acaso. Então, o primeiro cliente nosso foi junto. A gente saiu, começou a fazer consultoria. Eu falei, pô, Marcos, eu tenho um cliente aqui, até amiga nossa até hoje, que ela precisava fazer um ensaio. Eu falei, putz, vamos pôr agricultura de precisão nisso. O Marcos, eu sabia que era um cara excelente para isso. Vamos fazer junto? Vamos. A gente pegou esse cliente, entregou um baita de um projeto.

Depois seguimos caminhos diferentes, mas sempre se conversando. E na Agri Show do ano passado, faz exatamente um ano, eu sentei com o Marcos, eu falei: o que que você tá fazendo? Ah, eu tô fazendo isso, isso e isso. Pô, tô vendo que você tá fazendo isso, eu também tô precisando fazer isso. Falei: pô, por que que a gente vai duplicar? Se os grandes se juntam, quem somos nós pequenos para não se juntar? Você vê todas as multis fazendo fusão, mas a startup normalmente, empresas menores, menores, elas não têm maturidade para isso.

E eu sempre provoquei, inclusive o Marcos, falei, cara, vamos conversar melhor, porque eu acho que a gente tem dois vendedores no mesmo lugar. Eu tenho uma equipe, daqui a pouco você vai precisar ter uma fábrica, eu já tenho uma fábrica estabelecida, né? E aí a gente falou, não, vamos conversar. Apertamos a mão na Agri Show do ano passado, e aí começamos um processo e fizemos um— foi muito tranquilo nossa fusão, né? Até pelo conhecimento, pela confiança que tinha.

Em um ano estamos aqui, né? Em menos de um ano a gente já fez a fusão. Faz exatos 5 meses agora que a gente realmente oficializou no contrato social a fusão das empresas.

?Voz A

Que legal, cara, que legal! E é interessante porque assim, você falou assim, a gente começou como startup. Startup de fato, né, cara? No início é difícil você ter maturidade como empresa, né? Porque muitas vezes que você é uma empresa pequena, você tem pouca gente, pouca gente para fazer um monte de coisa. Né? E você não consegue ter todos os processos e controles da maneira como uma grande multinacional tem, né? Mas isso também, de alguma maneira, é uma vantagem competitiva, né, cara?

?Voz B

É uma vantagem, mas existe o ego também, né? Muitas startups não crescem porque ela morre no ego do fundador.

?Voz A

Exato.

?Voz B

Fala: não, eu tenho uma tecnologia que é disruptiva. O que que é disruptivo hoje em dia?

?Voz A

É verdade.

?Voz B

Com o nível que a gente tem hoje, capacidade de desenvolvimento, e arrebentando em todos os segmentos, o que que é disruptivo hoje em dia? Né? O que a gente tem de diferente é conhecimento de causa. É isso que a gente tem que ser muito bom e é o que a gente faz hoje, né?

?Voz A

E aí conversa com a história de vocês, né? Porque vocês estavam no campo lá 15 anos atrás fazendo as coisas acontecerem.

?Voz B

A gente amassou muito barro, né?

?Voz A

Não, legal, cara. E como que vocês fizeram essa integração? Agora me explica como que, como que vocês vão trabalhar hoje assim depois dessa fusão há 5 meses lá, já tá oficializado. Como que vocês estão se estruturando assim para para trabalhar.

?Voz B

É, as empresas, elas já tinham uma maneira de trabalho muito parecida, né, sempre procurando ser mais inteligente para otimizar aplicação de insumos no campo. E a gente não perdeu esse DNA, né. A gente cresceu muito como empresa, só que é o que a gente fala, a gente quer crescer, mas a gente tem que ser rápido. Então a gente tem que ser grande, mas a gente tem que ser rápido como uma startup. Então a gente não pode perder esse DNA.

Isso foi uma das premissas que a gente colocou desde a primeira conversa, que foi isso que nos trouxe até aqui, né. A gente sempre foi muito mais rápido do que os grandes. Mas a gente não pode se tornar grande e ficar devagar, né? Então a gente tá se estruturando para continuar sendo muito rápido. Em 5 meses de fusão, a gente já trouxe 7 lançamentos para AgriShow, e não são produtos simples, é um, são produtos hoje que a gente compete de igual para igual com as principais empresas de tecnologia do mundo.

Então assim, a gente tem essa agilidade, a gente não quer perder essa agilidade, e nós vamos entregar produtos que entreguem valor para o campo, tecnologia que traga valor para o campo, que senão não adianta nada.

?Voz A

Né? Sem dúvida. E cara, hoje olhando assim para trás, assim, dentro desse processo, né, não só da construção da empresa, porque a Drop ela foi fundada em 2015, nós estamos falando de 10 anos, né, do ano passado, 10 anos, né, para fazer essa outra movimentação agora.

?Voz B

Quer dizer, já não é mais um garoto, né, já tem cabelo branco igual eu, já nevou aqui.

?Voz A

Como O que que foi o principal aprendizado, cara, assim, como empresário, empreendedor e tal, que você teve assim ao longo desse tempo?

?Voz B

É clichê falar isso, mas ser empreendedor não é fácil, né? É uma montanha russa, né, de emoções, de desafios. No Brasil tem que ter muita resiliência, mas é muito gratificante, né? A hora que você vê o que a gente tem, a hora que você chega no Magri Show, você olha aquele stand com todas as suas tecnologias expostas e que você fala, putz, eu tô construindo isso, eu tô contribuindo para produzir mais alimento de maneira muito mais sustentável.

A gente vai muito na sustentabilidade, menos introdução de agroquímico no campo, sendo muito mais eficiente, otimizando. Então tem um propósito, né? Não é só um negócio, né? O que a gente faz hoje tem propósito, né? Olha o que a gente entrega para o mundo, né? Muito legal isso.

?Voz A

É, ontem, ontem eu tava conversando aqui com Felipe Antonelli, tem uma história bem parecida até com a sua, ser um pouco mais novo, mas tem uma história legal também. E a gente falava muito sobre como, como hoje, né, você fez mestrado e doutorado? Não, só mestrado, né?

?Voz B

Vou fazer o doutorado ainda, eu acho.

?Voz A

Com certeza, com certeza. Mas assim, se você olhasse 10, 15 anos atrás, o cara que fazia mestrado, doutorado, ele não era o cara que ia fundar uma empresa ou que ia para o mercado. Normalmente ele ia ser pesquisador, professor, qualquer coisa nesse sentido, né, cara? Como que academia te ajudou também nesse processo? Porque eu vejo cada vez mais gente da academia indo para o mercado, fundando empresa, né? Tem potencial, tem gente para isso, né, cara?

?Voz B

Não, tem gente. Eu fiz o caminho um pouco diferente. Primeiro eu fui para o mercado e depois eu fui para academia para buscar mais conhecimento. Tem muita gente que primeiro vai para academia e depois você entra para o mercado. São caminhos diferentes. Eu acho que você conhecer o mercado, entender, é importante para depois você ter um negócio, né? Eu aprendi muito, eu tive algumas escolas na minha vida que para ter um negócio me ajudaram muito.

Mas hoje a informação tá muito mais fácil, né? Até hoje a gente tem muito mais informação de como ser empreendedor, né? A gente vê hoje podcasts, a gente vê pessoas falando de empreendedorismo, coisa que há 15 anos atrás não tinha.

?Voz A

Eu não lembro de alguém falando essa palavra.

?Voz B

Não existia. Ninguém me ensinou o que era ser empreendedor. Eu fui porque eu queria ter um negócio, entendeu?

?Voz A

Queria ser o dono da firma, né?

?Voz B

E a vida foi levando para isso, né? A vida vai te levando, né? A vida vai traçando os caminhos e vai, as coisas vão acontecendo. E quando eu comecei, eu falei, putz, acho que eu não quero ser grande. Aí contratei uma pessoa Aí 10, aí 15, aí 50. Hoje a gente já está em 150.

?Voz A

Caraca, velho. Então assim, é uma responsabilidade muito grande.

?Voz B

É uma responsabilidade grande, porque não são 150, são quase 500 vidas, porque todo mundo tem família. Então a responsabilidade só aumenta e os desafios só aumentam.

?Voz A

E hoje onde que é o principal mercado de vocês?

?Voz B

A gente atua Brasil inteiro. Hoje a gente tem um portfólio de produto que vai do Rio Grande do Sul, Tocantins, Pará. A gente tem produto para diferentes tecnologias. A gente tem produto com ticket de R$3.000, R$4.000 até R$2 milhões, tá? Então a gente pega uma gama muito grande aí de produtos com diferentes tecnologias que entregam valor produtor lá no campo.

?Voz A

E tem muito espaço para crescer ainda, né, cara?

?Voz B

Tem muita coisa para se fazer. O Brasil é maravilhoso, né? Não existe um país como esse. O tanto de oportunidade que a gente tem aqui, eu acho que é difícil ter em outro lugar do mundo. Brasil ainda tem muita oportunidade, no agro mais ainda, né?

?Voz A

Exatamente. E o França, para a gente ir para os finalmentes aqui, cara, vai ter gente que vai estar escutando a gente aqui agora, vai ser, ou vai ser produtor, vai ser um profissional aí que tá, que tá rodando, né? Porque tem muita gente que escuta no carro ali enquanto tá viajando. Se você tivesse que dar um conselho, cara, para quem tá desenvolvendo tecnologias igual você desenvolveu há 11 anos atrás ali na Drop, né, como uma consultoria, depois foi desenvolvendo vários produtos e tudo mais. Qual que seria o conselho que você daria assim para essa turma, cara?

?Voz B

Quem tá começando, procure alguém com experiência para te aconselhar, talvez um mentor. Eu não tive isso e foi doloroso o caminho, né? Se eu tivesse um mentor, alguém que me ajudasse a errar menos, seria excelente. Talvez eu teria crescido mais rápido. Então quer ganhar tempo? Procura alguém que tem experiência, que já passou por aquilo, para te aconselhar. Para te dar um caminho, né? Tem muita gente que já passou por muita coisa, né?

E eu acho que isso você corta muito caminho. É ser humilde, né? Às vezes quando você tá começando um negócio, acha que você inventou algo novo que só você sabe. Calma, né? Tem gente com muito mais experiência que você. Não quer dizer que você não tenha algo que tenha valor para o mercado, mas às vezes trazer alguém que tem experiência, talvez até para te aconselhar mesmo. Tem muita gente boa hoje que faz mentoria e de graça, não cobra nada.

Eu ajudo muita gente que tá começando empresa, que pergunta o que que eu faço, como que é. Às vezes me desesperada, aconteceu isso, que como que você acha que eu faço? Desde um problema trabalhista, desde um problema de como estruturar uma empresa, de um problema tributário, como economizar imposto dentro das leis. Então assim, gente com experiência pode ajudar muito, né?

?Voz A

Sem dúvida, sem dúvida. É, você encurta demais o caminho.

?Voz B

Muito, muito.

?Voz A

Isso é muito louco, muito bom, cara. Franz, obrigado aí, viu, cara, por você ter topado bater esse papo aqui com a gente. Agradecer a Flávia, né, que fez a ponte aí entre nós aí, cara.

?Voz B

Excelente, né? Eu falei sobre ela antes, né, mas tem que deixar o agradecimento para ela. Ela faz um trabalho fantástico com a gente, sensacional.

?Voz A

Muito bom, cara. Isso aí, então parabéns pelo seu trabalho e por tudo que vocês estão construindo aí, cara.

?Voz B

Muito obrigado.

?Voz A

Manda um abraço para o Gollum.

?Voz B

Vou mandar, te espero lá no estande também para você conhecer nossa tecnologia.

?Voz A

Fechou, cara, muito bom. E como que quem tá escutando a gente aqui agora pode acompanhar o seu trabalho, trabalho da Zait também?

?Voz B

Segue a gente no Instagram, zait.ag. Nas redes sociais, site.agri também, já entra no nosso site. Pode me puxar no LinkedIn também, Frans Pavlu. Estamos à disposição para conversar.

?Voz A

Maravilha, maravilha. Agora, cara, a gente tem um último bloco aqui no Agro Resenha, que é o nosso glorioso quiz. Vamos nessa?

?Voz B

Vamos nessa.

?Voz A

Prometo ser que não tem pegadinha, cara.

?Voz B

Vou te fazer umas perguntas, você responde a primeira coisa que vier à cabeça. Beleza, beleza.

?Voz A

Frans Pavlu, qual que é sua música antiga predileta, cara?

?Voz B

Adios Paulistinha, remete ao meu pai.

?Voz A

Olha aí, que massa, bom demais! E qual que foi o lugar mais legal que você já visitou?

?Voz B

Puta, legal, alguns, mas vou falar o mais exótico: Camboja.

?Voz A

Camboja, caralho! Como é que foi essa viagem?

?Voz B

Muito legal, fiz um mochilão com a minha esposa pela Ásia. É um lugar super exótico, muito legal.

?Voz A

Que massa, cara! E na cozinha, qual que é a sua especialidade, meu?

?Voz B

Eu adoro cozinhar, viu?

?Voz A

Cozinho de tudo um pouco.

?Voz B

Aí tá, de vez em quando aparece uns MasterChef Não sou MasterChef, mas dá para o gasto. Ah não, em comparação, meus filhos adoram feijoada, então eu gosto de fazer uma boa feijoada para eles.

?Voz A

E cara, tem algum livro que impactou sua vida que você pode compartilhar com a gente, cara?

?Voz B

Alguns livros legais. Um que eu li recente, Mais Esperto Que o Diabo, mas traz bastante input ali, é bem legal, traz bastante coisa de como não deixar te atormentar de algumas maneiras, ser mais rápido nas decisões, né?

?Voz A

Sim, sim. Agora uma mais filosófica. Se você se encontrasse com o seu eu de 17 anos hoje, cara, qual que seria o melhor conselho que você se daria? Nossa, já tava trabalhando desde os 11, cara.

?Voz B

Continua traçando o caminho. É difícil essa pergunta, né? Segue o caminho, seja humilde, acredita no que você tá fazendo. Você tem que ser otimista, né? E vamos para cima.

?Voz A

É isso aí, cara. Franz, mais uma vez obrigado, cara. Obrigado aí, bom trabalho para você aqui na feira. E eu sempre finalizo meus episódios com uma frase de muita sabedoria, viu, cara? Que é o seguinte: se chover, não precisa molhar a horta não.

?Voz B

Isso aí, obrigado mais uma vez pelo convite. Precisando, estamos à disposição.

?Voz A

Tamo junto, valeu.

?Voz B

Obrigado, viu?

?Voz A

E esse foi o episódio dessa semana, cara. Então, se você curtiu de verdade esse episódio, considere compartilhar com alguém que vai se beneficiar desse conteúdo. O Agro Resenha cresce quando você participa com a gente nesse processo. Então siga o Agro Resenha em todos os agregadores de podcast: Spotify, Apple Podcast, Deezer, e também acompanha os episódios em vídeo no nosso canal do YouTube. Beleza? Siga também as nossas redes sociais, só buscar por @agroresenha em todas elas: Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube.

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