CaniveteCast #32 - O fertilizante mais subestimado da pecuária
Neste episódio do CaniveteCast, direto do Simpósio da Nutripura, a conversa com Giovanni Dalmaso gira em torno de um tema cada vez mais estratégico para a pecuária: como transformar resíduos do confinamento em adubo orgânico, produtividade e economia real dentro da fazenda. O papo mostra por que a compostagem deixou de ser apenas uma solução para passivo ambiental e passou a ser ferramenta de gestão, sustentabilidade e menor dependência de insumos externos. Um episódio prático para quem busca mais eficiência no sistema de produção, da pastagem à agricultura.
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PARCEIRO DESTE EPISÓDIO
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FICHA TÉCNICA
Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidado: Giovanni Dalmaso
Edição: Will Oliveira
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Giovanni Dalmaso
- Captação OrgânicaTransformação de resíduos em adubo orgânico·Captação Orgânica·Benefícios econômicos e ambientais
- Agricultura e propriedade rural· NegociosEconomia circular na fazenda·Autossustentabilidade e redução de insumos·Adubação orgânica gradativa
- Produção de Carnes· NegociosProdução sustentável e equilibrada·Tecnologia e maior capacidade produtiva·Produção de carne animal
- Desafios no modelo convencional de saneamentoPassivo ambiental e multas·Valorização da matéria-prima·Mão de obra e maquinário·Insumos e estruturantes
o animal precisa comer e a fonte de alimento dele vem da terra, né? Ele vai gerar a rouba na engorda, ele vai gerar o resíduo e o resíduo vai retornar para cadeia de produção. Então realmente é um ciclo vicioso. A gente tem casos de clientes nossos que fazem adubação de pastagem 100% orgânica, alta lotação, questões, né, da agricultura. A gente consegue em alguns casos aí 20, 30, 40%, dependendo da escala de economia na adubação convencional, né, fazendo ou a substituição ou uma formulação do orgânico junto com algum mineral, algum químico.
E aí, pessoal, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao Canivete Cast, o podcast da Nutripura Nutrição e Pastagem, que há mais de 24 anos vem garantindo produtividade, sustentabilidade e lucratividade no campo. E neste episódio aqui, diretamente do 12º Simpósio Nutripura, estamos aqui conversando. O Bolinha ali atrás fazendo um churrasco, fazendo a parte boa, né? Fazendo a parte boa. E tô aqui com Giovanni Dalmazo da JMF Compostagem.
Cara, muito obrigado por estar aqui com a gente, seja super bem-vindo ao Carnivete Cast.
Primeiramente, muito obrigado, né, pelo convite. É um prazer estar tanto no evento quanto falando com vocês. E vamos falar um pouquinho sobre o tema, né, que é o o principal do evento, né, fazendas produtivas, lucrativas e sustentáveis, que tem muito a ver, né, com o propósito da JMF. A JMF traz, né, para os nossos clientes e parceiros é justamente o propósito de ter uma fazenda mais produtiva, mais lucrativa e sustentável. Hoje a gente tem algumas dinâmicas e prestações de serviço que vão desde consultoria, né, a prestações de serviço, mão de obra, máquinas, inoculação biológica também e comercialização do produto final.
Então a gente desenvolve os projetos junto com os produtores para entender qual que é a fonte do resíduo que é gerado na propriedade dele, qual que vai ser a utilização e quais são as garantias que querem ser trabalhadas. Então é um trabalho muito em conjunto com o produtor, né? Nós não decidimos nada sozinhos. Primeiro fazemos, né, como eu falei, toda avaliação do que é gerado de resíduo. Hoje, o nosso maior nicho de atuação é o confinamento, porque tem um volume muito grande de animal, um resíduo, um volume muito grande de resíduo também gerado dentro dos confinamentos.
E a partir disso a gente começa a fazer os trabalhos e desenvolver o projeto com os materiais que o produtor vai ter. Lógico que a gente não fica limitado a essas condições. Hoje a gente atende frigorífico, usina de cana-de-açúcar, Todo ambiente que tem uma geração de resíduo orgânico, ele tá suscetível, né, tem condições de fazer a compostagem. No nosso caso aqui, como a gente trabalha em larga escala, né, a gente tá no berço da produção agrícola do país, toda a maioria, né, das nossas produções são destinadas ou para pastagem ou para agricultura.
Então tem alguns casos, né, que o pessoal faz os materiais também para venda em mercado paletizado, ensacado, né, pessoal que trabalha com hortifruti, viveiro. Mas no nosso caso aqui, o que mais agrega para o produtor é justamente pegar esse resíduo que ele já tem de uma forma, entre aspas, gratuita. Eu falo gratuita porque o produtor ele não faz conta de quanto custa para ele gerar o resíduo, ele faz conta para gerar arroba, né.
Então o produto final, o insumo, ele acaba ele acaba, entre aspas, vindo de graça para o produtor. E aí a gente entra, né, com toda essa consultoria, com a parte técnica. Hoje a gente tem o prazer de ter no nosso time da JMF a Kátia e o irmão Assir Beltrame, né, que são nossos diretores técnicos, trabalham com compostagem há mais de 30 anos.
Já entrevistei eles no Canivete Cast uns anos atrás.
E hoje a gente tem o prazer de ter eles junto com a gente, né, montando esses trabalhos, dando o melhor posicionamento possível para o produtor.
E hoje você já contou aí um monte de coisa, cara, mas eu queria saber um pouco mais de você, cara. Hoje, como que você não é um sotaque mato-grossense, né, cara?
Eu sou lá da região do Bolinha lá.
Então, cara, conta um pouquinho aí de você também, cara.
Bom, meu nome é Giovanni Dalmazo, né, sou gaúcho, já estou no Mato Grosso há 20 anos, vim com meus pais quando era pequeno e tenho familiares aqui no Mato Grosso também que vieram antes, vieram depois. E vim vendo uma família também de agricultor. Meu avô lá no Rio Grande do Sul plantava arroz, plantava soja, e tá meio enraizado, né, a questão do agro na minha família. E vim para cá criança pequena ainda, com 10 anos, e fui aprendendo, né, e conhecendo todas essas possibilidades que a gente tem, né, na nossa região, no nosso estado.
E na época, né, faculdade e tudo mais, comecei a trabalhar. Inclusive, um dos meus primeiros empregos foi na Fundação Mato Grosso em Rondonópolis, e comecei a me aproximar ainda mais da agricultura. Aí depois disso, né, comecei a estudar agronomia e tudo mais, e sempre a partir daí não saí mais da agropecuária. Então até assim Voltando um pouco para a história da JMF, a JMF é relativamente uma empresa nova. A gente tem 3 anos e pouquinho, né, de abertura.
Estamos indo para o 4º ano de atuação agora. E antes, e antes da JMF, eu não, não nem imaginava as possibilidades que você teria de você trabalhar com isso. Hoje o nosso, nosso diretor-geral, o dono da empresa, o Jota Almeida, ele é produtor, agricultor, pecuarista. Ele é um amigo meu de longa data também, me chamou para essa, para esse desafio aí de construir, né, a empresa, atender os clientes, que até então na época era para uma demanda interna, né.
Tinham empresas que atendiam eles na época e deixaram de atender por motivos, né, de logística e tudo mais. Eram empresas de fora do estado. E aí surgiu uma demanda interna, e nisso ele criou a JMF, que você tomou uma escala comercial, né? Hoje a gente tem, a gente tem atendimento e projetos sendo montados em 7 estados. Então a partir daí começou, né, a minha história com mais com a pecuária, porque eu vinha da área agrícola. Então assim, e assim, é uma infinidade de possibilidades, né? E a gente tá aí trabalhando para atender o produtor cada vez melhor.
Legal. E hoje é assim, ó, você comentou ali atrás, né, um pouco sobre como, o porquê, né, de entrar nesse negócio de compostagem. Lembro muito bem quando tá na escola, fiz agronomia também, falava-se muito de compostagem, mas eu acho que na época provavelmente não deveria ter metade das máquinas que tem hoje para você poder fazer uma compostagem em larga escala como a gente tá vendo aí, né, cara. Dentro dos produtores assim, o que que vocês enxergam, enxergavam com bastante clareza que era um problema para eles.
Assim, a gente tem algumas questões relacionadas aos resíduos, né, principalmente a questão do passivo ambiental. A gente sabe que alguns casos o produtor deixa para se preocupar com isso quando realmente chega a multa, né, quando o negócio aperta. Mas além disso, não só na solução do passivo ambiental, a gente tá trazendo lucro. Para dentro da empresa, né? Que que a gente viu mais de maior dificuldade, em alguns casos às vezes acontece também, é o produtor saber o real valor da matéria-prima que ele tem na mão.
Então a gente conhece e passa por alguns casos que o produtor ainda tá no início do processo, que antigamente o esterco era só um problema, depois ele começou a jogar o esterco in natura, E ele ainda não virou essa chave, né, de compostar esse material, beneficiar esse material e transformar ele realmente no adubo orgânico. Eu falo isso porque assim, se a gente pegar as análises químicas, por exemplo, de um esterco e de um material, de um composto orgânico, pode ser que ela mantenha as mesmas garantias químicas, né?
Porém, num eu tenho um nutriente insolúvel e em outro eu tenho um nutriente solúvel. As questões também de pragas, doenças que vem junto com esses resíduos, a gente consegue eliminar na parte fermentativa, no processo, o próprio aumento da biodiversidade desse material, questões de granulometria, né, para o material processado. Então assim, é uma infinidade de questões que o produtor ainda tá começando a olhar, pelo menos aqui no Mato Grosso, tá começando a olhar agora para isso, né.
A gente vai para outros estados, São Paulo, Minas, Goiás, o pessoal já tem uma cultura mais abrangente em relação a utilização desses materiais, tanto que o valor agregado é muito maior do que a gente vê aqui no Mato Grosso. Mas quando a gente fala para o produtor, né, que além dele sanar um passivo ambiental, ele tá tendo lucro, tá tendo vantagem com isso na reestruturação de solo dele, na solubilidade de nutriente— a gente agora tá no meio de uma crise, né, mundial de guerra, já tem clientes sofrendo, né, com a falta de insumos no mercado.
E a gente traz essas possibilidades justamente para o produtor ele ser autossustentável, ele ter a capacidade de não depender, o menos possível, de insumos externos. Então hoje o que a gente vê de maior dificuldade é ainda o produtor entender tecnicamente qual que é a grande vantagem de você trabalhar com composto orgânico, né, esse beneficiamento desse resíduo. Mas depois que ele conhece, entende tecnicamente, né, todas as vantagens, é um caminho sem volta.
Legal, legal. E cara, você comentou lá no início também que, bom, quando você chega no produtor, né, vocês prestam quase como uma consultoria para ele para entender como fazer aquele processo ali dentro da propriedade, né? Mas conta para a gente assim, ó, como de fato é na prática esse processo e como que ele funciona, né, dentro da fazenda ali?
Sim, é igual eu comentei, a gente tem algumas classes de atendimento atendimento, que vai desde consultoria até o modelo que a gente limpa o confinamento, faz o processamento e tudo mais. Antigamente, no início da empresa, a gente começou como uma prestadora de serviço mesmo. Nós tínhamos as máquinas, tinha equipe, ia lá e prestava o serviço para o produtor. Só que até para atender melhor e a gente ter mais abrangência no que a gente faz e conhecimento, a gente começou a escalar outros tipos de atendimento, né?
Conseguimos desenvolver em parceria com uma empresa, um biológico específico para compostagem, né, um pum enzimático, para a gente ter não só o aceleramento desse tempo de maturação, mas também aumentar a biodiversidade desse material. A gente também começou a qualificar a mão de obra, porque vamos pegar um exemplo de um produtor que vai dar o último giro dele lá do confinamento final do ano e ele quer o material para soja. Como é que ele vai fazer isso aí, né?
Então, e tu entra na fazenda uma época dessa, não tem um operador que tá sem nada, sem fazer nada, né? Então a gente viu que uma grande defasagem também dos clientes era mão de obra, além das máquinas. Como tu mesmo comentou, a gente no início da empresa, quando foi pesquisar, né, sobre compostagem, a gente via estudos de 8, 10, 12 anos atrás falando sobre compostagem urbana. Nada muito nichado para agricultura. Então até para nós mesmos foi um aprendizado ao longo do caminho, né, de erros e acertos até a gente chegar na estrutura que a gente tá hoje.
Então junto a isso a gente consegue ceder para os clientes, além da consultoria, toda avaliação técnica, análises de solo, análise de material, tipos de resíduos que vão fazer parte da formulação do material, se vai enriquecer, se não vai, se vai trabalhar com uma dosagem mais alta. A gente tem toda essa avaliação técnica, montagem desse projeto, temos a mão de obra, né, que a gente tem nossos operadores treinados para ir lá na fazenda, ficam destinados só para aquilo, né, chegam lá no início do processo, só saem no final.
Temos as máquinas também, tanto para o produtor que quer nos contratar para fazer o serviço quanto para dimensionamento de equipamento para o projeto, né. Às vezes o pessoal quer comprar um equipamento, ele tem, sei lá, 10, 15, 20 mil toneladas lá, E ele ouviu falar que uma máquina de 2 metros de largura dá conta, né? Não é viável. Então até esse dimensionamento de projeto e produção a gente ajuda a fazer também. A gente tem alguns parceiros, né, em projetos de confinamento por questões de licenciamento e tudo mais, que eles nos contatam para a gente ajudar a dimensionar a área que vai ser colocado os resíduos, né?
Onde que é melhor fazer esse local. Então, de uma maneira bem completa, a gente consegue atender o cliente da forma que ele demandar. Hoje, o que o produtor também chama atenção muito do produtor também é a comercialização do serviço, né, do produto, aliás. Então assim, às vezes o produtor tem uma área, um boitel, por exemplo, tem uma área de silagem ali, 300 hectares, e ele tem 10 mil animais no confinamento. Então ele vai ter uma geração de resíduo muito maior do que a demanda dele.
Então nesses casos a gente entra fazendo a produção e o excedente a gente comercializa. Porque eu costumo falar que o produtor que ele tem a matéria-prima, ele já tem a faca e o queijo na mão, né? Porque hoje o mais difícil é conseguir a matéria-prima. Então de alguma forma a gente consegue atender o produtor e montar esse projeto em parceria aí.
Exato. Até essa era uma pergunta que eu queria fazer, porque assim, a gente, óbvio, estamos ali na fazenda pensando em confinamento, a gente tem um resíduo, né? Mas tem outros, outros materiais que precisam entrar nesse processo, até do ponto de vista técnico mesmo, né, para ter relações?
A gente tem cada tipo de resíduo, tem o seu incremento, né, pensando seja matéria orgânica, carbono, um estruturador. Às vezes, vamos dar um exemplo de um aviário que vem um resíduo muito, muito líquido, né, muito pastoso. A gente precisa de um estruturante para conseguir até processar esse material. Então, o que que a gente sempre faz? Lógico, tem produtores que ainda estão entendendo o processo e conhecendo, que o primeiro ano eles ficam meio receosos, né?
Não quero gastar muito com um projeto, eu quero ver primeiro se dá certo. Então eles costumam começar pelo esterco, né? Já é um passo, um passo importante, que ele tá saindo do esterco in natura e fazendo composto orgânico, mesmo que não seja o ideal, é um começo. Mas a gente sempre tenta, pelo menos nas fazendas que tem silo de armazenagem, tem a pré-limpeza do armazém, sempre tem um descarte desses resíduos. A própria dieta do animal também é silagem que acaba estragando no silo durante o ano.
Pessoal que produz algodão tem o capulho do algodão, né? Alguns desses insumos, eles, alguns que têm condições vão para dieta, e o descarte, né, a gente consegue utilizar como alguma fonte de incremento no processo. E junto a isso, além dos resíduos orgânicos, quando a gente tem uma alta demanda, né, nutricional Porque o que que a gente tenta fazer o produtor entender? Que o NPK que ele tá comprando lá, que ele tá procurando, não é o mais importante do processo, né?
A gente tá falando de microbiologia, de aumento de biodiversidade do material, estruturação de solo. Então o NPK que vai no composto orgânico é apenas um bônus. É importante? É importante, né? Mas o principal fator e o mais importante do material é justamente o que a gente não consegue encontrar no mercado convencional. Tu vai querer comprar uma matéria orgânica, onde é que tu compra? Faz manejo, né, para deixar uma matéria orgânica.
Agora, no composto, a gente, além dos nutrientes, né, químicos, a gente consegue também trazer outros parâmetros para que compensam, né, toda essa adubação orgânica.
Legal, legal. E aí você fala, não, em adubação, né, nós estamos falando aí praticamente de um ciclo fechado, né? A gente tem ali os resíduos dos animais, fazemos todo esse processo de compostagem ali dentro da fazenda mesmo, e esse negócio retorna para o sistema de produção ali como um adubo. Enfim, né, cara, conta um pouquinho dessa economia circular e como que isso pode ser benéfico dentro desse conceito que nós estamos construindo aqui dentro do simpósio.
É isso aí, é uma coisa que eu comento muito com o pessoal, que é um ciclo vicioso, né? Porque vamos pegar o exemplo novamente do confinamento. O animal precisa comer e a fonte de alimento dele vem da terra, né? Ele vai gerar rouba na engorda, ele vai gerar o resíduo, e o resíduo vai retornar para cadeia de produção. Então realmente é um ciclo vicioso. A gente tem casos de clientes nossos que fazem adubação de pastagem 100% orgânica, alta lotação, questões, né, da agricultura.
A gente consegue em alguns casos aí 20%, 30%, 40%, dependendo da escala de economia na adubação convencional, né, fazendo ou a substituição ou uma formulação do orgânico junto com algum mineral, algum químico. Então assim, é aquilo que eu tava comentando no início, não é só um resultado de um passivo ambiental solucionado, né, não é só a questão ambiental que tá em jogo. É realmente colocar dinheiro no bolso do produtor, é ter uma economia maior na cadeia de produção, e isso retorna, né?
A gente tem alguns casos que eu sempre costumo falar, que o adubo orgânico, ele é uma adubação gradativa. Eu não vou chegar no produtor, falar que ele vai usar o adubo orgânico e no primeiro ano ele vai colher 10 sacos a mais, né?
Porque nem como fazer isso, nem como.
Mas o que que a gente vê, né, numa escala de produção gradativa? Quanto mais usa, mais tu diminui a dose tanto de adubação orgânica quanto da adubação química, porque eu tô tendo uma reestruturação do solo. E isso diretamente impacta no bolso do produtor, né? Menos insumos externos, menos compra, menos dependência de mercado. E assim, é igual eu falei, do produtor, depois que ele entende o propósito, entende a parte técnica do material, é impossível ele dar um passo para trás de novo.
Sim, sim, muito importante, né, cara. E a gente vê aí sobre todos os, o conceito, né, que tá sendo construído aqui, sem dúvida esse, esse ciclo aí, né, porque fala-se muito sobre o confinamento e o quão danoso talvez ele seja para o meio ambiente, né. De fato, a gente tem ali uma alta densidade de animais e tal, e tudo isso acarreta questões e problemas que vão acontecer ali, além dos problemas ambientais mesmo relacionados à lei, né, cara.
Então isso vem como uma ferramenta para você não só evitar isso, mas muito mais, né, cara? Trazer rentabilidade para o sistema ali, que é muito importante, né?
É, a gente tem essa narrativa criada para o produtor, né, que ele é o maior inimigo do meio ambiente. Mas a gente sabe na prática, quem vive realmente no campo, acompanha os processos, vive da agricultura e da pecuária, sabe realmente o que que se passa atrás dos bastidores, né? Então assim, é como o próprio Luciano falou na palestra dele, que se o produtor não tiver o cuidado com o meio ambiente, até a cadeia dele de produção não é boa, né?
A gente, ele perde produção com isso, né? A gente tem essa questão do boi, que o pessoal fala que o peido do boi, né, peido do boi tá acabando com o mundo e tudo mais. Mas a gente, nós somos o país que mais preserva no mundo, né? Em relação à cadeia de produção. E sempre alinhar a parte de produção com o meio ambiente é muito importante. A gente tem isso como propósito também, é da reestruturação de solo, trazer um ambiente para produção muito mais sustentável, biologicamente equilibrado, para que a gente sabe que isso, além da questão do meio ambiente, ele dá uma produtividade né, acima do que já vem sendo feito há muitos anos. Então são coisas que andam em conjunto, não tem como separar isso.
E cara, a gente tá aqui vendo um monte de palestra, né, cara, falando da carne do futuro, movimento acontecendo aqui, né, cara. Para você, para a gente fechar, né, a nossa conversa aqui, acho que foi muito legal conhecer um pouquinho do trabalho de vocês e todo o processo que tá sendo realizado, né, cara. Mas para você, o que, como você define a carne do futuro?
Olha, pessoalmente, né, como gaúcho, né, dá para dizer que eu gosto um pouco de carne, mas eu vejo até acompanhando muito as palestras que assim, a carne do futuro é justamente isso, é ter uma produção, é ter uma maior capacidade produtiva, né, com meio ambiente equilibrado, sempre respeitando as condições, né, de escala que a gente trabalha. E a gente vê muito influência da tecnologia nisso, né? Que é cada vez, como o próprio Luciano falou também, a gente tá produzindo mais com menos área.
Então algum resultado do que vem sendo feito tá acontecendo. E assim, eu desejo que a carne do futuro seja cada vez mais carne animal mesmo. Exatamente.
Muito bom, cara. Muito obrigado, viu, meu, você ter batido esse papo aqui. Eu que agradeço, trazendo um pouco desse conteúdo aí, né, cara? Tenho certeza que quem ouviu entendeu um pouquinho mais, né? E vocês estão com uma operação aqui em super, em larga escala, vamos dizer assim, né, cara? Isso é um negócio importante porque com o crescimento, né, dos confinamentos e de resíduos, enfim, como um todo, vamos precisar do trabalho de vocês aí, né, cara? Obrigado e parabéns pelo trabalho.
Obrigado, eu que agradeço. Precisando, a gente tá à disposição, trocar uma ideia, tirar as dúvidas, montar os projetos. Então aí para atender o pessoal que Precisa.
Legal. E como que quem tá aqui pode falar, encontrar vocês aí e tal?
Então a gente tem, né, as mídias sociais, né, porque hoje empresa sem mídia social não sobrevive. É compostagem.jmf no Instagram, tá? Lá vai ter o nosso contato, pessoal da área comercial. Como que conhece nosso trabalho? A gente tem nosso site também, jmfcompostagem.com.br. Todas as informações estão lá. Contato, o que que a gente realiza. Então, precisando, o pessoal pode entrar em contato com a gente por lá.
Perfeito, muito bom, muito bom. E para você que ouviu ou está assistindo esse episódio até agora, eu tenho certeza que você viu o valor nessa conversa aqui. Então considere compartilhar esse episódio com alguém que vai se beneficiar desse conteúdo. O Canivete Cast cresce na medida que você participa com a gente desse processo. Então siga o Canivete Cast em todos os agregadores de podcast e acompanhe também os episódios no YouTube do Agro Resenha e da Nutripura.
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Eu que agradeço, brigadão.
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