MPA#04 - Gestão Financeira e Tecnológica no Agronegócio
Neste episódio do Movidos pelo Agro, Paulo Ozaki conversa com Adriano Araújo sobre gestão financeira no agronegócio, risco, crédito, barter, governança e tecnologia aplicada à tomada de decisão. A conversa mostra como fluxo de caixa, planejamento de cenários, comercialização e organização de dados se tornaram decisivos para a sustentabilidade das empresas e propriedades rurais. Um episódio especialmente útil para quem atua no agro e quer entender, de forma prática, como transformar informação em estratégia para enfrentar volatilidade, ganhar eficiência e tomar decisões melhores no campo.
PARCEIRO DESTE EPISÓDIO
Este episódio foi trazido até você pela Agro Amazônia! A Agro Amazônia é uma empresa referência no agronegócio brasileiro, atuando com soluções completas para o produtor rural, incluindo insumos agrícolas, nutrição vegetal, proteção de cultivos e suporte técnico especializado. Com forte presença no campo, a empresa combina tecnologia, conhecimento agronômico e proximidade com o produtor para impulsionar produtividade e sustentabilidade nas lavouras.
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FICHA TÉCNICA
Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidado: Adriano Araújo
Edição: Will Oliveira
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Paulo Ozaki
Adriano Araújo
- Agronegócio e EconomiaTrava de custo para o produtor · Gestão de risco de base · Operação com CPR de primeiro grau · Redução de inadimplência · Impacto do frete no barter
- Desafios do AgronegócioRisco de preço de commodity · Risco de câmbio · Risco de frete · Risco de liquidez financeira · Impacto da taxa de juros · Seca e queda de produtividade
- Inteligência artificial no agroAutomação de processo · Inteligência Artificial · Data lake · Análise preditiva · Recuperação de Créditos Tributários e Previdenciários
- Governança corporativa e institucionalAuditoria J-Sox · Gestão de políticas e processos · Solidez financeira · Diferencial competitivo
- Crédit Agricole· NegociosNecessidade de capital de terceiros · Análise de crédito · Tecnologia em análise de crédito · Política de crédito restritiva · CPR (Cédula de Produto Rural) · Alienação fiduciária
Então, o tempo de lançamento diminui aí de 30 a 40 minutos, considerando que lançamentos são feitos nas filiais e no corporativo, para 40 segundos. Então, o ganho de eficiência é fantástico. Então, estamos trabalhando nessa frente de automação de processo e a gente tem sido muito bem-sucedido com isso.
No agro, para você poder plantar, você precisa de dinheiro e de água, chuva. Se não tiver nenhum dos dois, você está lascado.
A gente sempre segue à risca os nossos processos, as nossas políticas. A gente garante sempre a melhor gestão financeira e garante para os nossos clientes que tudo que a gente se comprometeu a fazer com eles, a gente vai fazer.
E aí, pessoal, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao podcast Movidos pelo Agro, que é uma parceria do Agro por exemplo, AgroAmazônia, que há 43 anos está ao lado do produtor rural oferecendo soluções completas para impulsionar a produtividade no campo. E nesse episódio estamos aqui com Adriano Araújo, diretor financeiro e ESG aqui na AgroAmazônia. Cara, muito obrigado por estar aqui com a gente, seja super bem-vindo ao podcast aqui, cara.
Obrigado, Paulo, eu agradeço o convite. Para mim é um prazer participar com você desse podcast.
Legal, tem muita coisa aqui para a gente trocar ideia, né, cara? Vários tópicos aqui, vai ser bacana, né, meu?
Show, vai ser sim.
E, cara, para a gente começar aqui a resenha, teria como você contar um pouquinho da sua história aí para a gente?
Perfeito. Bom, minha história no agro começa muito cedo. Eu, no segundo ano de faculdade, eu já me identificava bastante com o agro e eu comecei a fazer um estágio numa grande empresa em Rondonópolis. Eu fazia administração e trabalhei nessa empresa por 15 anos e meio e acabei mudando para Cuiabá junto com essa empresa. E há 2 anos e meio eu recebi a proposta para vir para a AgroAmazônia. Me identifiquei muito com a cultura da empresa, com o modelo de trabalho, com o mercado, com a liderança da empresa, com os acionistas da Sumitomo Corporation.
Então, para mim, foi uma decisão de carreira que fez todo sentido na época e estou há 2 anos e meio na Agromazônia.
Legal. E você já veio direto para a parte do financeiro e tudo mais, né? Sempre foi nessa linha assim.
Exatamente. Bom, minha carreira toda sempre foi focada em finanças.
Né?
Eu fiz administração ao longo da carreira, eu fiz, fui para Londres, fiz uma pós-graduação em finanças também, e sempre tentando linkar os produtos financeiros do mercado, vários produtos diferentes, exóticos, e trazendo para o agro de forma simples, que é o que a gente tenta, tento fazer essa conexão de trazer simplicidade para a parte financeira dentro do agronegócio, né? E linkar e fazer como que eu posso conectar esses mercados, o mercado financeiro com o agro, de forma que venha a trazer resultado.
E aí vem o Programa Amazônia. Hoje comigo tem 9 áreas, entre finanças, controladoria, contabilidade, jurídico, tributário, temos TI também, várias áreas comigo que eu tento fazer sempre essa conexão de como as áreas corporativas de finanças podem ajudar no negócio.
Legal. Cara, isso é muito muito importante, né? Porque assim, quando a gente fala agro, pô, é um universo, né, cara? É um negócio super complexo e tal. E a gente precisa, né, de ter outros tipos de conhecimento que entra para agregar dentro desse processo, né? Igual uma empresa como a AgroAmazônia, que tem diversas áreas, vários produtos, né, várias culturas atendidas, vários estados até inclusive. Poxa, a gente tem que trazer essas soluções de maneira que a empresa prospere e também o produtor lá no fim da linha.
Perfeito, perfeito. E cada dia mais, Paulo, o mercado agro tem passado por momentos difíceis. 2023 foi bastante difícil, 2024 também. E cada vez mais uma gestão integrada comercial, marketing, financeiro, TI, jurídico, crédito, cada vez mais essa gestão integrada é fundamental para a gente conseguir entregar um resultado. Como eu falei, a gente tem um acionista que é a Sumitomo Corporation, uma empresa japonesa que é muito exigente em termos de governança e gestão.
Ah não, japonês é exigente?
Bastante.
Legal.
Bastante. Então, tentando conectar e também trazer soluções para os nossos clientes aliado à parte financeira também.
Claro, claro. Não, super importante. E aí, cara, entrando já um pouco nos tópicos que a gente Seria interessante tocar. A gente fala muito sobre risco, né? A gente vem vivendo no Brasil, não só aqui em Mato Grosso muitas vezes, mas sei lá, pega Rio Grande do Sul, né? Pega outros estados. Trabalhar num setor, eu sei que você gosta, mas trabalhar num setor assim não é agradável, né? Você tem que estar sempre olhando ali, cara. Quais são os principais riscos que você entende hoje no agro que impactam o negócio?
Perfeito. Bom, eu tô há 18 anos nesse mercado, é um mercado fantástico, mas que tem diversos riscos, né, que a gente precisa mensurar, mitigar e criar estratégias de como gerir esses riscos, né. Então temos dentro do agro, né, risco de preço de commodity, câmbio, frete, beizes, Tem vários riscos que a gente tem que tentar, risco de liquidez financeira, risco de caixa, que esse, por sinal, tem sido o maior problema dos últimos 2 anos, eu diria.
A gestão financeira, gestão de fluxo de caixa. Exato. Se você pegar aí, Paulo, 2020, 2021, o preço da soja...
Aquilo ali foi um cisne negro.
Exatamente, cisne negro, que bateu ali R$170, R$180, dependendo da região do Mato Grosso. Com uma taxa de juros média de 4% ao ano, com uma produtividade alta. Então, muitos produtores acharam que aquilo era um negócio que iria se manter. Então, teve uma série de investimentos, aquisição de terra, aumento de maquinário, compra de armazéns, construção de armazéns, enfim, que para aquele cenário seria legal. Só que o que aconteceu depois?
O juro foi de 4%. Para 15%. A produtividade caiu, 23%, 24% ali teve uma seca, 15% de queda de produtividade. Tem regiões que foi maior e o fluxo de caixa do produtor apertou drasticamente.
E ele super alavancado, né, cara?
Super alavancado. Teve, tem caso, a gente olha crédito, né, o time de crédito tá comigo aqui também. Tem casos que a gente olha, infelizmente, se a gente olha o fluxo de caixa do do produtor, a gente tem uma análise que a gente faz de crédito, que a gente estava vendo um caso específico que se ele produzisse tudo, ele produzia soja, milho, algodão, se produzisse tudo 100% com alta produtividade, ele teria uma receita média ali de uns R$50 milhões.
O custo da dívida dele, que é o custo do serviço da dívida, só os juros, era R$70 milhões. Então chegou um momento que ele precisaria tomar empréstimo do mercado para pagar juros.
Nossa, ainda não.
Então, essa gestão de fluxo de caixa é fundamental e também trabalhar com planejamento de cenários. Olha, eu tenho esse fluxo de caixa, se o preço oscilar de R$180 para R$100, hoje estão falando do mercado a R$102, dependendo da região, o que vai acontecer com o meu fluxo de caixa? Então, isso acabou... Pegando muito o produtor, infelizmente, no contrapé. E são pessoas que são ótimas na produção, mas eu diria que faltou uma gestão de fluxo de caixa e também de comercialização. Conseguir comercializar o grão, travar. Então isso pegou, infelizmente.
É, cara. E de alguma maneira vocês precisam que o produtor também tenha essa visão, porque imagino que para uma empresa como a Agromazone não deve ser simples gerir tudo isso aqui, né? Mas para o produtor também, né? Ele precisa ter esse caminho até para ajudar ele a tomar boas decisões, né? Porque no fim do dia a gente olha dados e transforma esses dados em informação para poder tomar decisões mais acertadas, né? Que se tivesse as informações na mão não tinha tomado aquelas decisões lá atrás, né, cara? Então tem que estar sempre olhando para isso com um olhar muito crítico.
Perfeito. A gestão de uma fazenda, de uma produção, tem que ser uma gestão olhando não só a produtividade, a produção, que é extremamente importante, mas olhando os outros fatores de risco do seu negócio e mitigando ele. E tem sido difícil. Hoje você olhar o Mato Grosso, está, se eu não me engano, com o menor índice de desemprego do Brasil. Então você tem uma carência de profissionais no mercado e profissionais de finanças também, que são as pessoas que vão ajudar esses produtores, também está um pouco difícil no mercado.
Então a AgroAmazônia tem se posicionado cada vez mais como uma empresa que ajuda o cliente até na gestão financeira. Vários clientes nossos, a gente tem falado, tem mostrado qual é o melhor caminho, tem conectado eles financiadores, bancos e fundos da Faria Lima para tentar fazer essa conexão e ajudar eles a se desenvolverem, porque para nós o sucesso do nosso cliente é o nosso sucesso. Então a gente quer que o produtor tenha o negócio dele na mão e consiga ter essa gestão integrada mesmo em anos difíceis. Então esse é um desafio.
Legal. Cara, a gente até conversava antes aqui dos desbravadores que vieram para o Mato Grosso e tal, 40, 50, 60 anos atrás. A AgroAmazônia já é uma jovem senhora de 43 anos. O que, na sua visão, diferencia um produtor ou uma empresa que consegue sobreviver nesse ambiente? O que você acha que é o principal? O que diferencia essas propriedades?
Perfeito. Eu acho que, falar um pouco da AgroAmazônia primeiro, acho que a questão da cultura da AgroAmazônia é uma coisa extraordinária. Uma cultura integrada, que todos os colaboradores que entram mantêm a cultura da empresa, é fantástico. Dito isso, você tem que, como eu falei, tem que ter essa gestão integrada do negócio, ter o negócio na sua mão, trabalhar com um cenário otimista, um cenário provável e um cenário pessimista, e montar o seu fluxo de caixa com base nesses cenários e olhar e falar, olha, mesmo num cenário pessimista, eu consigo sobreviver, pelo menos.
Porque o que tem pegado, acho que é fantástico as histórias. Sempre quando eu vou visitar nossos clientes no interior, eu converso com eles e eu acho lindas as histórias. É fantástico o quanto eles foram empreendedores. O Mato Grosso é hoje o que é graças ao empreendedorismo dos produtores. Isso não tem... Não temos dúvida em relação a isso. Porém, acho que cada vez mais o mercado está ficando mais difícil. Então, além do empreendedorismo, da gestão da produção, eu acho que tem que começar uma gestão de negócio e tratar como se fosse uma grande organização corporativa, com processos, com gestão de risco, com controles.
Então, acho que isso é o que diferencia. Tem vários. Eu dei esse exemplo desse cliente que teve esse problema financeiro, de caixa, mas tem vários clientes que estão super bem. Tem caras que estão comprando esses outros porque eles se planejaram. Tem clientes nossos que eles falam, olha, eu já passei por anos assim e eu me prometi que eu nunca mais passaria por isso. Então essas pessoas, esses produtores são os caras que estão bem e tocam uma gestão integrada do negócio, né?
Produção, financeiro, controladoria, e consegue ter o negócio na mão. Acho que esse é o mais importante.
Bacana. E tem esse outro aspecto que acho que integra junto com isso aí, que agora também está vindo ali às vezes a terceira geração, quarta geração, que já está chegando com um olhar diferente. Então essa turma pode trazer inclusive essa visão. Eu conversava com vários produtores agora recentemente, eu falava para você, cara, muitos dos filhos deles já não é mais agrônomo, gosta de ir para fazenda, cresceu lá, Mas já tá vindo com uma visão diferente. Eu acho que isso aí pode auxiliar muito também nesse processo, né, cara?
Pode, pode. Geralmente eles vêm com essa visão de finanças e também de tecnologia. Exatamente. Tecnologia tanto aplicada à produção agrícola, mas na gestão dos fluxos, dos processos, né? Eu acho que isso é primordial nesse momento. Se conseguir fazer essa transição com o conhecimento que o produtor tem do negócio dele, da produção, com o o novo conhecimento que vem do filho que foi estudar fora, ou em São Paulo, foi para os Estados Unidos, para qualquer lugar, e traz isso e conecta isso junto sem perder as raízes, a essência do negócio, aí é fantástico assim. E tem histórias lindas que eu vejo que cada vez mais vai ser um sucesso.
Sem dúvida, sem dúvida, cara. Bom, e você trouxe o gancho perfeito aí, cara, que é que tecnologia, a questão da tecnologia, né? Você falava ali atrás o quão importante a gente começar a integrar dados e informações e tal, né? Porque tá aí, a inteligência artificial chegou, mas se não tiver dado bom ali para ela trabalhar, ela serve de praticamente nada, né, cara? Como que vocês estão estruturando e olhando também essa parte da tecnologia, enfim?
Perfeito. Hoje, dentro do meu time, uma das áreas que mais está recebendo investimento é a área de tecnologia, né? Pessoas, a gente trouxe pessoas sêniores para trabalhar nessa área, E está investindo muito em desenvolvimento de duas frentes. Uma é automação de processo. Vou dar um exemplo para você. Hoje a gente processa na Agromazônia por ano 170 mil notas fiscais de entrada de produtos, de serviços, de N fatores. E essas notas são processadas tanto na filial como aqui no corporativo.
E tem nota que é tão complexa que são feitos lançamentos duas vezes por causa do risco tributário. Se tiver um erro no lançamento, isso gera uma carga de trabalho absurda. Então a gente desenvolveu, já está em produção, uma tecnologia para ter o lançamento automático. O nosso robô vai no sistema do governo, baixa a nota e deixa pré-lançada no sistema para no momento que a mercadoria chega, a pessoa da filial só dá entrada física e a fiscal já acontece de forma automática.
Então o tempo de lançamento Diminui aí de 30 a 40 minutos, considerando que lançamentos são feitos nas filiais, no corporativo, para 40 segundos. Então, o ganho de eficiência é fantástico. Então, estamos trabalhando nessa frente de automação de processo e a gente tem sido muito bem-sucedido com isso. E uma outra questão que a gente tem trabalhado é criando a nossa própria inteligência artificial. Legal. O que a gente tem feito?
A gente já temos a tecnologia, a gente está criando a nossa base de dados. Então vou dar um exemplo para você, crédito, que é um negócio que gera muita dúvida, como é que funciona uma CPR, uma alienação fiduciária. As pessoas que entram novas na filial precisam entender como funciona isso. Então a gente está criando um repositório, um banco de dados de informação de crédito com todos os treinamentos que a gente tem feito. Aqui na Agromazônia, todos os documentos, política de crédito, e vai ter uma inteligência artificial que quando a pessoa da filial pedir alguma informação, a IA vai responder.
Como é que funciona a emissão de uma CPR? Como é que eu faço? Vem a mensagem. Se a pessoa ficou na dúvida, a IA vai perguntar assim: Você quer um vídeo explicativo? Quando a pessoa falar assim: Quero, vai aparecer alguém aqui do corporativo dando um vídeo de 2 minutos. A gente sabe que o nível de retenção de atenção é baixo no mundo. Então, o vídeo de hoje não é só uma pessoa: Você faz assim uma CPR e o processo é assim, assim e assim.
Você quer entender como é que faz uma alienação fiduciária? Sim. Quer um vídeo? Sim. Então, nesse momento, a gente está trabalhando o nosso banco de dados, criando, fazendo os vídeos para quando as pessoas das filiais precisarem da informação, a gente tem a informação atualizada. O próximo passo, isso eu dei exemplo para crédito, mas para todas as áreas vai ser assim, porque tem muita interação. Entre corporativo e filial. E toda vez que alguém vem aqui na minha sala falar alguma coisa, abre o computador, eu vejo no Teams 45 mensagens.
Então eu falo, é muito, não dá. A gente está com 66 filiais que a gente atende hoje aqui. Então é complicado a gestão do tempo. Então a primeira IA vai ser disso. E a segunda, a gente vai começar a colocar nesse data lake, que é o banco de dados, todas as informações da organização. Todas, números, vendas, tudo. E o que a gente vai treinar a nossa IA é para fazer o cenário forecasting, o planejamento de cenário futuro do negócio, a projeção de fluxo de caixa, a projeção do que cada gerente de negócio ou diretor de negócio aqui precisa comprar.
Porque imagina, a gente trabalha com mais de 5 mil produtos para 66 filiais que são vendidos aí para 25, 30 mil clientes diferentes. Então, o que a gente compra para qual filial? Como é que faz essa análise? Então, eu vou pegar...
Sempre é da cabeça do cara, normalmente.
Não é fácil, né? Exatamente. Então, a nossa ideia é, eu tendo essa base de dados histórica, eu coloco o histórico como foi do passado, coloco a nossa projeção futura com o time de vendas, nossa IA vai falar assim, time de compras, vocês têm que comprar mais ou menos esses produtos desses fornecedores para essa filial, porque é o que a gente está indicando de projeção de vendas, e a gente vai começar a testar a assertividade da IA.
Depois, o próximo passo é eu olhando aqui da minha sala, digitando e falar, eu quero saber qual é a projeção de fluxo de caixa dos próximos 2, 3 anos. Qual é a projeção da DRE, do resultado nosso dos próximos anos, conforme está no mercado? E aí você vai linkando, deixando cada vez mais completo o nosso IA, olhando projeção de produção de grãos no mundo, projeção de preço de grãos, clima, e vai deixando a coisa mais robusta para a gente conseguir ser mais assertivo na tomada de decisão.
Ah, cara, isso é muito legal, porque assim, isso ensina várias coisas. Vocês estão fazendo esse processo aqui dentro, mas você falou, temos inteligência artificial aqui, aquilo outro. Mas tem todo um trabalho de estruturação de banco de dados, você falou do data lake, que não é um negócio tão simples de fazer assim, porque um cara lança uma nota de um jeito ali em Comodoro, outro lança a nota de um jeito lá em Primavera. Até o que está lá escrito.
Então assim, tem todo um trabalho prévio que precisa ser feito e que mostra muito o que você comentou ali atrás. O produtor também, ele precisa começar a ter as informações na mão para poder, porque se vocês desse tamanho conseguem fazer, o produtor também consegue, com os dados deles, informação dele. Basta tê-los e estruturar.
Exatamente. E o que é importante, Paulo, é a gente começar.
É isso, exatamente.
O primeiro passo é o mais difícil. Depois, e aí construir esse data lake não é fácil. A gente na AgroAmazônia tem 12 sistemas satélites. Quando eu falo sistema satélite, são sistemas que estão conectados por algum API, alguma coisa no nosso ERP. Então conectar tudo isso numa base única de dados não é fácil. Depois que você conectou, Você já tem a tecnologia para pescar os dados nessa piscina de dados, aí você começa a ensinar a inteligência artificial e ela vai aprendendo e vai evoluindo.
Então, depois que começa, a gente tem o pontapé inicial, vamos colocar assim, você começa a ver resultado, é fantástico, é impressionante. E depois não para mais. Só que o que eu falo para todo mundo que eu converso, produtores, outras empresas, eu falo: Comecem, não fique de fora. No começo dá um trabalho, mas vai ser a longo prazo, vai ter um retorno exponencial. Então é bem bacana.
E tudo isso vai ajudar no que você comentou lá atrás, porque gestão financeira hoje, talvez, na minha humilde opinião, seja um grande, talvez seja um dos principais calcanhares de Aquiles do sistema, do nosso agronegócio como um todo. Trabalhei muito tempo com levantamento de custo de produção, sabe, fazendo os custos de produção lá da CNA e tal, pecuária de corte, pecuária de leite, agricultura. E a gente percebe, cara, a grande maioria dos produtores não tem uma gestão de custo, pelo menos, né, ali certinho.
E tudo isso que você tá comentando vai auxiliar muito nesse processo de gestão financeira também, né, cara?
Muito. E às vezes Às vezes as pessoas podem pensar, mas o investimento é muito alto. Só que o importante é analisar quanto tá ficando na mesa por não ter uma gestão integrada, certo? Quanto você tá pagando de custo? Tem casos de clientes que deixam exposto o câmbio, né, o câmbio tá oscilando. Mas não, tem ano que eu ganho, tem ano que eu perco. Então o meu ponto é, por que não fazer essa gestão estruturada? Tem um investimento inicial, mas o retorno, como eu falei, é exponencial. Então faz todo sentido.
Até comentava com o pessoal aqui antes da gente gravar que inteligência artificial, pelo menos no meu negócio aqui, aumentou a minha produtividade uns 400%.
Sem dúvida.
Imagina o quanto que não... Meu Deus do céu.
Hoje não dá. Eu não consigo mais seguir um negócio sem ter a base de dados na mão funcionando.
De 40 minutos para 40 segundos é impressionante.
E sabe o que é interessante? A gente estava testando, E às vezes dava um erro por algum motivo. A gente ia lá, ensinava a IA, ela nunca mais erra depois de ensinado aquele erro. Eu falei para o pessoal, olha, em 2 a 3 meses depois que ensinar todas as probabilidades de erro, ela já sabe tudo e ela vai seguir.
Só vai vir aquele erro que é totalmente fora, que aí você gasta o tempo para corrigir.
Exatamente. Legal, cara. Então eu penso que assim, A tecnologia está aí para ajudar a gente, a gente precisa extrair tudo o que a gente consegue dela.
E mais do que isso, vocês estão resolvendo um problema interno que vai impactar diretamente lá na frente, tanto com fornecedores como para os clientes, porque tempo hoje é grana. A gente vê o quanto isso pode ajudar nesse processo.
O nosso objetivo principal é prestar um excelente serviço para os nossos clientes. E se a gente tem uma empresa ágil que consegue ter uma resposta rápida, eu consigo ser mais assertivo para o cliente e prestar um melhor serviço para ele. Então isso que fecha.
E cara, dentro desse aspecto da gestão financeira, acho que seria bem legal você com toda a sua experiência e tal, até para trazer um pouco de conhecimento ali, quais são os erros financeiros mais comuns que as empresas do agro cometem?
É, essa aí, como eu comentei, você tem 2 horas, você poderia falar, daria para falar sem dúvida. Assim, bom, vamos lá. Eu acho que, como eu comentei, gestão de fluxo de caixa. Vamos pegar um erro que aconteceu em 2020, 21. O mercado financeiro tava em lua de mel com agro. Então a Faria Lima, mercado de capitais, vinham para o Mato Grosso, para o interior, era muito recurso lá. E tem muito produtor que estava pegando independente, sem fazer conta.
E o retorno e a possibilidade de como é que eu vou ter o retorno sobre esse investimento? Então, eu diria que o primeiro é a gestão do fluxo de caixa e junto com a alocação de capital. Se você está pegando um capital e colocando num ativo, vou construir um armazém, Qual é o retorno desse investimento? Qual é o payback? Faz sentido? Não faz sentido? Então você tem que ter uma conta muito profunda sobre isso. Então eu diria que esses dois são os principais, gestão de fluxo de caixa e também a gestão da alocação de capital.
Legal, legal. Importante, né, cara? E cara, puxando um outro assunto que você trouxe lá atrás, da parte de crédito, Hoje, crédito... Eu tenho um amigo que fala que no agro, para você poder plantar, você precisa de dinheiro e de água, chuva. Se não tiver nenhum dos dois, você está lascado. Como que vocês hoje estão olhando para essa questão? Você falou que crédito também está dentro do seu escopo ali, porque hoje existem várias tecnologias, está cada vez mais entrando a parte das questões paramétricas e tal, para você fazer análise, não sei o quê.
Como que vocês estão avaliando hoje esse... Esse processo de concessão de crédito?
Perfeito. Bom, crédito hoje, vamos olhar, dar um exemplo da safra de soja Mato Grosso, se eu não me engano ano passado, mais ou menos precisou de 10 bi de dólares para rodar a safra, dos quais 20% era recurso próprio do produtor. Então ele precisa de 80% de capital de terceiros. Capital de terceiro vai ser fornecedores com venda a prazo, distribuidores como AgroAmazônia, Bancos, fundos. Então hoje o agronegócio precisa de crédito para rodar, principalmente soja e outras culturas.
E no nosso negócio, mais ou menos 80% são vendas com crédito, que a gente dá prazo para o produtor pagar, prazo safra. A gente buscou, eu falei que eu estou investindo, o maior foco meu hoje está na área de tecnologia, Um ano atrás, se você estivesse aqui, eu falaria crédito. E foi crédito. A gente mudou todos os nossos processos de crédito, reforçamos o time, montamos uma área jurídica aqui própria, a gente não tinha, temos um gerente jurídico agora, trocamos o sistema.
Agora a gente tem um sistema integrado. Antes, como funcionava? Eu tinha um sistema e eu precisava de uns 5 ou 6 sistemas para ficar puxando informação. Dívida do Banco Central, sistemas, processos judiciais, N sistemas. Hoje é um sistema único, onde você imputa o CNPJ ou CPF do produtor, já vem toda a base de dados dele automática. Já vem o endividamento dele do Banco Central, se ele assinou autorização para a gente buscar o endividamento no Banco Central, vem automático.
Declaração de Imposto de Renda, que a gente pegava dele antes, o time das filiais precisavam digitar todos os dados. O negócio, imagina. Hoje você pega o PDF, você sobe, o sistema já lê de forma automática. A gente ganhou, a gente fez umas medidas aí, 4 vezes de produtividade na análise de crédito, com uma assertividade muito maior. E também a gente revisou nossa política, a gente revisou, como todo o mercado fez, a gente revisou, a gente deixou uma política mais restritiva, é natural o momento que a gente está passando, mas é uma área que hoje o nível de informação que a gente tem de crédito é impressionante.
Produtores. Tem caso que a gente tem mais dados que os clientes, a gente mostra para eles, olha, para ajudar também, a ideia é ajudar. Então, para a gente hoje, a gente está bastante satisfeito com o nosso sistema de crédito. Eu fui convidado pela Sumitomo para ir no Arizona para fazer uma apresentação de como a Agromazônia fez essa mudança no perfil de crédito, sistema, processos, políticas e tudo mais. E tinha lá várias empresas da Sumitomo Corporation americanas, E eles ficaram bastante impressionados.
Então, acho que a gente está no caminho certo. Temos um belo trabalho a fazer ainda, tem muita coisa a desenvolver, mas a gente está bastante satisfeito hoje com o nosso modelo atual de crédito.
Legal, cara, porque o difícil talvez seja só explicar o Brasil para os gringos.
Isso é verdade, não é fácil.
Não é fácil, porque imagina o tanto de variáveis que a gente tem para lidar. Na concessão do crédito, cara. Você vê, poxa, aquele Sidney que a gente comentou lá atrás, o tanto que isso, o reflexo dele tá vindo muitas vezes agora, né? Exato, 4, 5 anos depois, né, cara? Então é muito complexo e a tecnologia vem para ajudar nisso aí, né?
Exatamente, exatamente, lidar com essa complexidade aí.
Muito mais. E, cara, outra coisa que eu queria ver contigo é sobre o barter, né? Porque você comentou ali, até a época que eu trabalhei no EMEA, A gente fazia lá a parte de... Isso que você comentou, 20% era do produtor e tal. E cada vez mais o bar teria crescendo, dependendo do ano ele cresce, diminui e tal, mas o que é certo é que os recursos públicos sempre vão diminuir. Você vê nas contas públicas, do jeito que a gente está vendo o andar da carruagem, a concessão de crédito de recurso público cada vez menor, entrando...
Barter, recurso privado, banco privado, enfim, né, cara? Como que vocês estruturam a parte do barter aqui na Agroamazônia, cara?
Perfeito. É outra área que a gente focou bastante, talvez 2 anos atrás, para estruturar um modelo de gestão bastante integrada. Tem 2 exemplos. Para o produtor, daqui a pouco eu falo da para a AgroAmazonas, mas para o produtor é excelente fazer barter, ele consegue travar o custo dele. E uma das coisas que alguns produtores também erraram a mão foi na gestão da comercialização, porque ele sempre tem a sensação que o preço vai continuar subindo.
Não, deixa. E aí fica feliz quando sobe e quando cai acaba vendendo. Alguns. E tem vários casos que os caras são bons, conseguem fazer uma gestão de comercialização. Por que não travar? Hoje, um pacote de média tecnologia, vamos colocar aí 30 sacos por hectare. Está bom, por que não travar o seu custo? Então, para o produtor é hedge, é trava do seu custo, ele paga os insumos na moeda dele, que é grãos, e excelente. Para dentro de casa é um processo um pouco complexo.
Então, estruturar uma mesa de barter é complexo, porque tem casos que eu faço back-to-back, que é eu compro do produtor e vendo para trading, Mas tem casos para a próxima safra, por exemplo, nem todas as trades estão dando preço. Então eu tenho que comprar do produtor, travo Chicago, travo o câmbio, tenho um risco de bases ali. Dentro do risco de bases entra frete, vários, prêmio do porto, etc. Então eu tenho que ter uma gestão de risco muito forte na estrutura de barter quando eu não faço back-to-back.
E nem sempre eu faço back-to-back. Então eu vou lá, travo Chicago, travo o câmbio, eventualmente quando As trading estão vindo para o mercado para dar preço, eu recompro Chicago e vendo para trading. Então, essa gestão de risco dentro de casa é fundamental para a gente fazer a gestão do risco do base. E para o produtor é excelente. E para nós também é muito bom, quando a gente faz o barter, a gente faz uma operação com CPR de primeiro grau física.
Então, eu tenho a produção dele, em termos de risco de crédito diminui drasticamente. A inadimplência com barter era praticamente zero. Então, para a gente é uma área estratégica e vai continuar crescendo aqui dentro. Cada vez mais a gente vai fazer vendas em barter.
Eu percebo que o barter, você me corrija se eu estiver enganado, para o produtor acessar, o produtor também tem que ter um nível de olhar as informações e dados também para poder ir para esse momento, para essa modalidade. Na sua percepção, quais são os principais riscos que estão dentro desse processo que nem sempre são percebidos assim?
Eu diria que para o produtor, se a relação de troca para ele está vantajosa, a gente está olhando o próximo ano e tudo vai depender da produção, quanto que os Estados Unidos vai plantar. E pode ser que o preço do grão caia um pouquinho. Então hoje o mesmo pacote que está 30 sacos por hectare, daqui alguns meses pode custar 32, com os mesmos produtos. Então para ele, se a conta está fechando em 30 e faz sentido economicamente para ele, a gente sugere que trava para você zerar o seu risco.
Para o produtor eu vejo que você só tem a vantagem, porque se você está olhando o seu custo com base na sua produção, acabou. Agora para dentro de casa realmente é uma gestão de risco bem integrada para a gente ter o risco de— Vou dar um exemplo para você. Janeiro agora o frete subiu 15%. Para quem espera isso? Para trading e para a gente que deu o preço para o produtor lá atrás, a gente deu o preço, é aquele. Depois a gente tem que transportar esse grão que vai ficar 15% mais caro.
Então para a gente é um risco que a gente tem que mitigar ele de alguma forma. Tem várias ferramentas que a gente faz, mas para o produtor é excelente como ferramenta de comercialização, de compra de insumos.
Sim, sem dúvida. Ainda mais no cenário que se desenha.
Exatamente.
Sem dúvida é uma saída muito interessante.
Muito, muito.
E indo para um outro assunto que está dentro do seu escopo, você é o cara de 9 mãos fazendo um monte de coisa. Mas um ponto que a gente sempre vê no agro, muitas empresas crescem meio que descentralizadas, igual no modelo de vocês, que tem várias filiais, né? No início é mais fácil de controlar ali 10, 15 filiais, mas um negócio quando aumenta demais fica até difícil de você trabalhar, né, nesse, com as informações e tal. Nesse caso específico, que eu sei que você também tá nessa parte da controladoria e tal, né, cara, como que essa, essa, o papel dessa centralização de dados e informação é importante para profissionalização do setor assim?
Perfeito. Bom, controladoria para a gente é uma área fundamental para olhar, né, tudo que tá acontecendo e conectar os pontos, né. Eu tenho área de vendas, tem área de marketing, tem os estoques filial. A gente tem uma, vai inaugurar agora uma IBS em Patos de Minas, tem uma fábrica de fertilizantes em Imbiá. Então o que acontece é que a gente precisa conectar os pontos dentro de um controle de resultado, um controle de gestão de estoque, um controle de gestão de pedidos de vendas.
Então essa conexão é a controladoria que faz, junta todos esses pontos e traz os dados para a gente tomar as melhores decisões. Hoje ainda não estamos nesse nível que eu te falei que a gente quer chegar para a IA fazer tudo isso. Então hoje temos o time, temos a IA, Começando a ver a base de dados e trabalhando isso para a gente começar a antecipar o cenário. Mas essa área é fundamental para a gente ter a gestão do negócio na mão e antecipar potenciais problemas.
Então a gente antecipa e já cria o plano de ação. Se eu estou olhando agora que daqui a um ano eu vou ter algum problema, eu já crio um plano para evitar aquele problema, alguma coisa para mitigar esse risco.
Sim, sem dúvida. E aquela cultura que você comentou lá atrás, a Agromazônia já tem uma cultura muito bem estabelecida e cada vez mais uma cultura voltada para dados. Informação. Então é um setor extremamente importante dentro do negócio, né?
Perfeito, exatamente.
E cara, para a gente ir para os finalmentes aqui, né, uma coisa que a gente fala muito sobre governança, né? E quando você fala governança, tem, parece que a burocracia vem junto, né? Porque tem um monte de regra, um monte de coisa, conceitualmente, cara, Como você pode trazer para a gente, e você pode expandir isso também, porque a gente está vivendo também no agro, na produção, cada vez mais as fazendas olhando para governança também.
Como a governança em si pode se tornar um diferencial competitivo para vocês, para as empresas como um todo?
Perfeito. Bom, estando numa empresa que o acionista é japonês... Nós já falamos sobre isso. Exatamente. O nível de governança é extremamente alto na Agromazônia, que é muito positivo. A gente passa por um processo de auditoria chamado J-Sox, Japanese Sox, que é um processo extremamente minucioso. Ele olha todas as nossas políticas da Agromazônia e faz a validação se tudo que a gente tem que fazer, que está na política, se está sendo feito.
E está sendo feito com evidência. Então, se está lá na política que a controladoria precisa mostrar o resultado mensal para mim, não é falar, mostrei para o Adriano. Não, tem que mostrar com evidência e eu tenho que dar o de acordo naquele resultado. Coisas desse tipo, sim. Mas vai bem minucioso em todas as áreas, principalmente tecnologia, finanças, contabilidade e tributário, para garantir que todas as informações que a gente tem na nossa DRE, no nosso balanço patrimonial, são fidedignas.
São exatas e que a gente segue à risca a política. Então é um processo que demora mais de um ano nesse processo de auditoria que a Sumitomo faz com a gente, que claro que dá um belo trabalho. A gente está buscando formas de otimizar isso com tecnologia, mas que garante a sustentabilidade do negócio, garante a solidez da AgroAmazônia.
Legal, cara. É super importante. Empresas que o japonês já tem essa cultura arraigada ali, né, cara? E trazer cada vez mais essas coisas boas para nossa cultura é muito importante, porque imagina uma empresa brasileira com uma governança estruturada, ela tem todo potencial para crescer também, né?
Muito assim. E se você olhar a Agromazônia hoje, a solidez financeira dela é Claro, temos assumido a Omo Corporation, mas a solidez financeira como um todo é fantástica. Teve outras empresas do setor que estão passando por dificuldade, mas para a gente, a gente sempre segue à risca os nossos processos, as nossas políticas, a gente garante sempre a melhor gestão financeira e garante para os nossos clientes que tudo que a gente se comprometeu a fazer com eles, a gente vai fazer.
Então, a gente vai entregar o produto, a gente vai continuar no mercado e vai continuar forte. Então isso traz bastante solidez. Eu, quando falo com os bancos, Faria Lima também, a gente vê como a Agromazônia é tratada em relação ao mercado, é muito diferente. Até a nossa nota de crédito está acima do rating do Brasil, porque a gente é visto também como uma empresa japonesa. Então a solidez financeira nossa é fantástica.
Legal, cara, muito bom. E para o futuro aí, cara, se você pudesse trazer para a gente O que você está enxergando mais para frente? Você já deu vários insights para nós, mas o que você está enxergando para o futuro?
Olha, no futuro a gente se vê como uma empresa extremamente eficiente, usando o máximo de tecnologia possível, focando nos nossos clientes, nas necessidades dos nossos clientes. A gente quer chegar a um ponto de também ajudar os nossos clientes com processos, com gestão financeira, com gestão ESG, com gestão jurídica. Se a gente está aqui do lado dos nossos clientes, a gente está identificando que precisamos ajudar eles de alguma forma, a gente já tem uma série de trabalhos na ponta com os nossos engenheiros agrônomos dando consultoria para os produtores, ajudando a plantar, a produzir.
Eu quero expandir, eu penso em expandir a AgroAmazônia como uma empresa de excelência que ajuda os clientes a serem excelentes na gestão, não só na produção agrícola, mas na gestão como um todo. Então, eu tenho esse desejo particular de também poder contribuir com os nossos clientes nessa área tão importante, que é a gestão financeira, a gestão dos números, a gestão integrada do negócio.
Legal. Extremamente necessário, como a gente já comentou aqui ao longo do episódio, isso é condição para que eles consigam até prosperar para o futuro e as próximas gerações.
Sem dúvida.
Legal. Bom, cara, muito obrigado, Adriano, por você ter nos recebido aqui na sua sala. Fizemos uma bagunça aqui, né, cara? Tiramos monitor e colocamos não sei o quê e tal, um monte de câmera aí, cara. Mas muito obrigado por você ter recebido a gente aqui também e trazido aí um monte de conteúdo bacana para nós, cara. Muito obrigado e parabéns aí pelo seu trabalho.
Obrigado, Paulo. Agradeço muito a você, Agro Resenha. Acho que é fantástico essa oportunidade. Espero ter outras também.
Não, com certeza teremos muito mais outras, cara. E como que quem tá escutando a gente aqui agora pode acompanhar o seu trabalho, cara?
Olha, eu acabo, tenho, né, brinquedinho, eu sou pouco atuante nas redes aí, para ser sincero, não dá muito tempo, né? Mas eu tô aqui, tô aqui em Cuiabá, né? Se alguém quiser fazer uma visita aqui na Agromazônia, recebo de portas abertas.
Legal, muito bom, muito bom. E para você que ouviu ou está assistindo esse episódio aqui até agora, tem certeza que você viu valor nessa conversa com Adriano aqui, cara. Então considere compartilhar esse episódio com alguém que vai se beneficiar desse conteúdo. O Movidos pelo Agro, que é o podcast aqui da Agromazônia em parceria com Agro Resenha, ele só cresce quando você participa junto com a gente desse processo. Siga a gente lá no Spotify, em todos os agregadores de podcast, e também no nosso canal do YouTube.
E com certeza vai estar no YouTube também da AgroAmazônia. Eu olhei aqui porque dá para você confirmar, tá certo? E esse episódio, como eu já comentei no início, ele chegou até você por conta da AgroAmazônia, que há 43 anos está ao lado aí do produtor rural, sempre oferecendo soluções completas em insumos, tecnologia e serviço para impulsionar a produtividade no campo. Sempre com foco em resultado, sustentabilidade e proximidade com quem produz, tá certo?
Para você saber um pouquinho mais sobre tudo que a AgroAmazônia tá fazendo, é só acessar o site, o www.agroamazônia.com. Só você olhar aqui, ó, esse site bonitão aqui, a gente colocou aqui para deixar bem, bem à vista. E ou siga a @agroamazônia nas redes sociais aí, tá certo? Mais uma vez, Adriano, obrigado, cara, você ter recebido a gente aqui. Eu sempre finalizo os episódios do Agro Resenha com uma frase muito sabedoria, viu, cara? Se chover, não precisa molhar a horta não, tá bom? Obrigado, cara.
Valeu.
Agro Amazônia
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