Episódios de Agro Resenha Podcast

Agro Supply #06 - No agro de alta performance, o detalhe virou resultado

28 de julho de 202637min
0:00 / 37:39

Neste episódio gravado durante o Agro Supply Summit, em Cuiabá, a conversa gira em torno de um ponto central para a competitividade do agro: como transformar máquinas, conectividade e dados em eficiência operacional real. O papo passa por suporte ao cliente, manutenção preditiva, capacitação de operadores, uso inteligente da tecnologia embarcada e o novo perfil das fazendas que trabalham sem entressafra. Um episódio para quem atua no agronegócio e quer entender como planejamento, informação e execução podem impactar produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

PARCEIRO DESTE EPISÓDIO

Este episódio é uma parceria com o Agro Supply Summit! O Agro Supply Summit é o maior evento da cadeia de suprimentos da agroindústria do Brasil, reunindo executivos, gestores, empresas e grandes players para discutir inovação, tecnologia, estratégia e competitividade no agro. Com foco em networking e conteúdo de alto nível, o evento conecta indústria, tecnologia e agronegócio para debater supply chain, eficiência operacional, gestão e o futuro da cadeia agroindustrial.

Agro Supply Summit: conexões estratégicas que movem o agro.

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FICHA TÉCNICA
Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidados: Thiago Cibim e Eduardo contato
Edição: Will Oliveira

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Participantes neste episódio3
E

Eduardo Contato

ConvidadoResponsável pelo suporte às contas estratégicas da John Deere
P

Paulo Ozaki

Participante
T

Thiago Cibim

ConvidadoResponsável pelas contas estratégicas da John Deere
Assuntos5
  • IA e a interpretação de dadosAgricultura de precisão · Análise preditiva · Operation Center · Inteligência artificial
  • Transformação do AgroEvolução da agricultura · Tecnificação do campo · Gestão e governança
  • Vendas: Talento vs. TécnicaTreinamento de operadores · Programa Inspirar Agro · Etimologia de Velhaco e Velho · Capital humano
  • Manutenção Reativa vs. PreditivaMonitoramento de máquinas · Prevenção de falhas · Rede de concessionárias
  • Estratégias de Negócios e InovaçãoParceria e ganho de resultado · Disrupção do modelo transacional · Planejamento conjunto
Transcrição52 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
POPaulo Ozaki

E aí, pessoa! Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda a esse episódio especial do Agro Resenha aqui no Agro Supply Summit, o maior evento da cadeia de suprimentos da agroindústria do Brasil, onde a gente vai conversar com várias pessoas. O objetivo aqui é discutir inovações, desafios, tendências e transformações da cadeia de suprimentos do agro nesse setor que é cada vez mais importante para a competitividade do nosso país. Então segura a onda aí e já vamos lá para o episódio, beleza?

?Voz B

Bom, nesse episódio estou aqui com Thiago Cibim e Eduardo Contato, ambos aí da John Deere. Muito obrigado por estar aqui com a gente, pessoal, e sejam super bem-vindos ao Agro Resenha Podcast. Vamos começar com o E, né? E vem antes de T, então vamos lá.

?Voz C

Conto, sou engenheiro agrônomo de formação, né? Formei em Jabuticabal há 23 anos, tô todo esse tempo no agro, né? Tive passagem por fazenda, fui cliente da John Deere, né? Tô na John Deere há 15 anos. A maior parte desse tempo estive trabalhando com suporte ao cliente, né? Fiquei 2 anos na área florestal também, conhecendo um pouco do negócio florestal. E atualmente eu sou responsável pelo suporte, as contas estratégicas da John Deere, legal, onde a gente trabalha muito próximo aos clientes, entendendo os desafios e propondo soluções para que eles sejam mais eficientes.

?Voz B

Como eu falei lá no início, né, batateiro também, né, cara? E você, Thiago, conta um pouquinho disso aí, cara.

?Voz D

Eu também sou engenheiro agrônomo, batateiro de formação ali da Unesp de Jabuticabal. Tô nesse período aí formado há quase 25 anos e nesse período todo dedicado ao agronegócio. No começo da minha carreira informal e há 20 anos trabalhando na John Deere. Onde eu tive a grata oportunidade de poder trabalhar em diversas áreas, né? Então comecei lá como um trainee numa área de colheita de cana-de-açúcar, quando ainda se cortava muita cana na mão, né?

Então o início da mecanização de colheita de cana, que foi super interessante. E tive oportunidade de passar pela área de construção também da John Deere, florestal, e voltando para agrícola muito ligado na área de pós-venda e agora, mais recentemente, responsável pelas contas estratégicas, mais ligado à parte comercial, né? Então, junto com a minha equipe, a gente procura levar as soluções, né, para os nossos clientes aí, muito mais do que transacionar o equipamento, mas é estabelecer uma parceria com entrega de valor e capturar esse valor forma de produtividade. Essa é um pouco da nossa história aí.

?Voz B

Muito bom, muito bom. É isso aí. E dentro desse processo, até acho que um pouco do que você trouxe ali, Thiago, a gente teve um— além do crescimento em si, isso exige uma profissionalização de quem tá no meio, né? Seja tanto dos produtores como das empresas também, né, cara? Como que vocês têm trabalhado o perfil? Como que vocês têm visto o principal perfil desses produtores? Em termos de profissionalização, gestão também assim?

?Voz D

Nós temos notado uma evolução muito, muito rápida, né? Eu acho que nós partimos de uma agricultura, não sei se eu posso dizer isso, mas uma agricultura convencional para uma agricultura extremamente tecnificada, né? Então, com investimento em tecnologia, em sementes, híbridos, fertilizantes, defensivos da melhor qualidade, né? Eu acho que o próximo passo é como é que a gente traz toda essa tecnologia que entregou essa produtividade ao longo do tempo para dar o próximo salto na eficiência operacional, né?

Como é que a gente garante? Porque se a gente olhar na cadeia da soja, 60% do custo tá dentro de sementes, fertilizantes e químicos, né? E para nós da John Deere isso é muito interessante Porque tudo isso passa de alguma forma por equipamento, né? Como é que o nosso desafio diário, né, é como fazer essa tecnologia toda, que não é barata, passar da melhor forma possível para ser mais eficiente, mais eficaz possível na aplicação, que o produto final é grão, proteína, né?

E o equipamento acaba sendo um meio importante, mas ele é um meio da operação. Então essa é a visão que a gente tem, e o setor tem respondido de uma maneira muito, muito satisfatória a essa introdução da tecnologia nos equipamentos. A questão da conectividade e adoção disso tá sendo interessante. Então, respondendo a tua pergunta, a evolução tem sido rápida, muito também por conta da gente precisa vencer a dificuldade do dia a dia, mas Mas, e do nosso lado, a gente tem percebido que essa evolução realmente tem agregado muito para todo mundo, né?

E eu só trazer um dado interessante: isso é tão verdade que a John Deere trouxe e inaugurou há pouquinho mais de, pouquinho mais de um ano aí, o primeiro centro de desenvolvimento de tecnologia, né, no Hemisfério Sul da história da John Deere. Então foram alguns milhões de dólares investidos ali em Indaiatuba, aonde o desenvolvimento do equipamento hoje saiu do meio-oeste americano e tá aqui no Brasil para agricultura regional nossa, com o Brasil sendo o carro-chefe.

?Voz B

A gente falou muito em outros episódios também dessa necessidade, né, cara, da gente tá perto. Eu vi um episódio de um cara uma vez que ele falou o seguinte, que ele é médico, né, E você precisa sentir o hálito do cliente, do paciente. E é mais ou menos isso, né? Você precisa pisar o pé no barro e entender de fato ali, porque esse cara, dentro desse crescimento, né, Darcy, a exigência desse produtor também aumentou, né, em relação ao que era 20, 30 anos atrás, né, cara?

O que que mudou no perfil do cliente nesses últimos anos? E o que que ele espera hoje de uma empresa como a de vocês assim, da John Deere, cara?

?Voz C

O que mudou principalmente, né, as operações foram crescendo, né, automaticamente a maneira da gente trabalhar veio evoluindo, né. Então a maneira que a gente fazia agricultura 20 anos atrás não é mais presente. Então a gente vê uma profissionalização muito forte, né, em dois sentidos, tanto da execução do trabalho no campo como também dos processos internos de governança dos clientes. Né? E o que que a gente espera hoje, né? Que a gente apoie eles a serem mais eficientes e a extraírem o máximo do potencial dos equipamentos, né?

E para isso a gente vem com diversas estratégias, né? Então a tecnologia vem apoiar nesse sentido de maneira muito forte, mas junto com a tecnologia vem também toda uma estratégia de capacitação do usuário para a gente extrair o máximo dessa tecnologia, né? Então a gente tem iniciativas junto à rede de de concessionárias muito focada em como que eu desenvolvo e ajudo o produtor, né, o empresário a extrair o máximo dos equipamentos e fazer o melhor uso da tecnologia.

Como eu ser mais eficiente, né, aplicando quantidades exatas, o produto exato no lugar exato, na quantidade exata, né, para a gente ser mais eficiente. Porque no fim do dia eu acho que esse é o grande diferencial, né, A gente tem que ser cada vez mais eficiente, né, e voltado para rentabilidade no fim do dia, né. E isso a gente consegue tendo o quê? Máquina com boa disponibilidade, máquina performando ao 100%, né, e a tecnologia ajudando a gente a ser mais eficiente, facilitar as questões de automatização e regulagem para a gente se ter menos perda, ter mais qualidade, ter mais eficiência operacional. Eu acho que é muito nesse caminho que nós estamos caminhando agora.

?Voz B

Legal. E eu lembro, cara, você falando dessa questão de eficiência, né, utilização dessa— porque assim, hoje você entra num equipamento, né, dirigir um trator há 20 anos atrás e entrar numa máquina hoje, bicho, eu não sei nem ligar aquele negócio, né, cara. Tem um monte de funcionalidades, muitos sensores, enfim. Tem uma infinidade de informações que aquele equipamento ele é capaz de transmitir, né, para um tomador de decisão.

E eu lembro que a gente fez um estudo muito tempo atrás, acho que foi 2013 mais ou menos, 2012, 2013, aqui em Mato Grosso, que a gente entrevistou vários produtores, né, na época ali no IMEA, perguntando para eles quem que usava agricultura de precisão, quem fazia agricultura de precisão e tal. Ah, você usa mapa de fertilidade? 75% dos caras já usava mapa de fertilidade naquela época, mas menos de 10% usava o mapa de colheita.

Quer dizer, o cara fez todo um trabalho, né, de coletar o solo, grid, papapá, para fazer aquele mapa bonitinho lá, mas não olhou o resultado que aquilo ali deu para ele, né. Isso imagino que ainda deva ser algo que aconteça, né. Mas como que vocês estão vendo toda essa, como estão ajudando na verdade, né, produtor, com todas essas informações que ele tem, que muitas vezes Ele não utiliza na plenitude ali, cara.

?Voz D

Algumas etapas, né, do processo. Então, partindo aí do georreferenciamento, que eu acho que o primeiro grande motor dessa evolução foi o piloto automático, né? Então, quando nós paramos de usar a espuma nos pulverizadores, paramos de usar os marcadores de linha nas plantadeiras, né, e começamos a ter o direcionamento via satélite, isso aí começou a mudar como a gente faz agricultura, né? Então ganhando eficiência, produtividade, enfim, né?

Conforto operador, que é super importante, né? O segundo gap que a gente dá o próximo salto era justamente a capacidade e a evolução tecnológica do sensoriamento dos equipamentos. Então é um pouco técnico isso, mas você tinha um sistema elétrico que não comportava o volume de informação que você precisava processar para poder ter acuracidade. Então eu acho que esse foi um entrave, apesar de se ter mapas de produtividade na época, né, a acuracidade, porque ela era uma média de uma área grande, você não tinha, né, capacidade de processamento de dados dentro do equipamento.

O terceiro, e é isso, foi sendo corrigido com a evolução evolução tecnológica dos equipamentos, né? Eu acho que o outro ponto é a questão da conectividade. Então eu tinha um mapa de produtividade disponível, só que muitas vezes ele era carregado 2, 3 dias depois do que tinha acontecido. Então era muito mais, muito mais um atestado de óbito do que, né, um exame, um exame médico antecipado proativo, né? E isso se resolve quando a gente tem com a rede 4G que se espalhou, principalmente aqui no Mato Grosso, de uma maneira muito rápida, por iniciativa privada e etc.

Mas isso se resolve a hora que a gente traz a internet para dentro do equipamento. E aí o equipamento para de ser um equipamento que opera e ele passa a ser uma fonte de informação. E aí o jogo muda, né? Porque aí eu tenho o dado sendo coletado desde o preparo de solo até a colheita por metro e não mais por hectare. Então aí eu consigo produzir informação que traz a cereja do bolo, que é o ponto que você quis chegar. Então se tudo que eu fiz até aqui, né, que tá no meu controle, se o que não tá no meu controle colaborou, como é que eu tirei no final, e praticamente em tempo real.

Então, e nós vamos chegar num nível, num espaço muito curto de tempo, que nós não vamos mais ter que olhar para saber o que vamos fazer. Nós vamos perguntar qual é a melhor saída para aquela operação que eu preciso realizar naquele momento. E todo esse pacote tecnológico junto com a inteligência artificial que tá se desenvolvendo muito rápido e machine learning e tudo isso, né, vai dar condição para o produtor ter opções do que ele fazer naquele momento específico, cruzando dados que estão disponíveis aí de clima, de solo, de resultados anteriores de colheita e assim por diante.

?Voz B

Dado é o que não falta, né, velho.

?Voz D

Esse é o ponto. Eu acho que o grande diferencial, que o próximo salto, né, da fazenda, vamos falar assim, é a gente operar com esses dados. Então o dado de qualidade tá vindo porque ele sai do sistema da máquina, não tem intervenção de ninguém ali, e ele chega em tempo real dentro do— e nós estamos, já temos a ferramenta do Operation Center, que é um grande É um grande sistema operacional, né, que conecta várias coisas ali. E a partir desse momento a gente consegue utilizar esses dados de uma maneira muito mais assertiva e muito mais precisa, né.

?Voz C

Legal. E a gente movimenta, né, de um sistema quando a gente tinha no passado, né, que eu coletava o dado, trazia para o escritório, processava para ter informação. Queira ou não, era um modelo reativo, né. E agora com conectividade muito impulsionada também por essa conectividade via satélite, a gente tá começando a ver uma mudança muito forte de eu sair de um sistema reativo para um sistema preditivo. Sim, né? Então, com monitoramento de máquina, algumas coisas a gente já consegue falar antes dela acontecer, principalmente a hora que eu olho parâmetros de máquina, de comportamento, né, probabilidade de falha.

Hoje a gente já tem condição de, monitorando certos componentes, né, automaticamente o cliente recebeu um aviso, fala: olha, checa esse ponto. Porque quando essas condições acontecem, a gente vê que pode ter uma falha no futuro. Então a gente vai mudando de um modelo reativo para um modelo mais proativo e preditivo, vamos dizer assim, né. Isso aumenta eficiência, né. Isso serve para dados de máquina também, para dados de performance, né.

Um outro ponto que a gente tá olhando também são esquemas os temas de utilização de tecnologia, né? Quantos por cento do tempo eu tô realmente utilizando a tecnologia que tá embarcada no equipamento, né? Então hoje, com a conectividade, a gente consegue ver em tempo real, né? E tomar ações de correção para que a gente realmente seja eficiente. E essa ação pode ser desde uma intervenção até uma orientação para o time de campo, ou um acompanhamento e capacitação do operador na ponta.

Então assim, a gente vai ficando com o sistema cada vez mais controlado, né? E a gente cada vez mais com a mão no volante para poder atuar nas alavancas corretas que tem um impacto significativo na produção e na rentabilidade.

?Voz D

Sim, você ia comentar alguma coisa aí? Eu ia só dizer que tudo isso que o Eduardo trouxe, ele traz uma previsibilidade para o processo que hoje ele ele é pequeno, né? Quando a gente é muito reativo, você tá sempre pronto para resolver, né? Mas aí, quando você bota uma previsibilidade, já tem. Vamos lá, se a gente fosse separar o que a gente controla e não controla no sistema de produção, você tem 50% que você tá com a mão no volante só, os outros 50 não tá na sua mão, né?

Preço das coisas não estão, o clima não tá, e assim por diante. Mas essa parte que você tá, a hora que você aumenta a possibilidade de você prever o que vai acontecer, Cara, é um outro nível de gestão, outro nível de planejamento. Então, eu acho que a gente consegue ter um nível de eficácia nas operações muito maior do que a gente tem. Eu acho que esse é o grande futuro, sabe, que nós vamos ver daqui para frente.

?Voz B

E é interessante esse ponto que você falou, porque nós estamos aqui no evento de cadeia de suprimentos, né? Então, quer dizer, se você consegue ter análises preditivas, né, consegue antecipar determinados problemas, todo esse processo que nós estamos discutindo aqui ele tende a mudar, né, cara. Não tem como continuar da mesma forma que tava antes, né. E o jogo de vocês também muda, né, porque até, sei lá, 50 anos atrás pode ser que vocês fossem uma indústria de máquina, né.

Mas hoje vocês, óbvio, tem a indústria de máquina, mas tem um monte de outros serviços que estão ali Isso muda o relacionamento até com o cliente, a maneira como eles vão utilizar as informações de vocês, né?

?Voz D

Exato. Acho que esse é um ponto importante porque é uma disrupção do modelo de negócio, né? Ele sai do modelo transacional de compra e venda e passa no modelo de parceria efetiva, de ganho de resultado através do desempenho, né? E isso muda para todo mundo, muda para nós, Que o approach da nossa equipe, ele é muito mais de um implementador de um projeto do que de um homem de vendas, né? E o approach do próprio parceiro na outra ponta, que quando a gente tá num evento desse de suprimentos, ele não pode estar desconectado com a ponta, com o usuário, porque essa informação do usuário precisa compor o processo de aquisição, né?

Para que a gente faça. Foi mencionado hoje cedo na palestra, super interessante aqui, de que eu trouxe um saving de R$16 milhões para uma operação quando eu comprei, e quando eu comecei a usar eu trouxe um prejuízo de R$90 milhões. Quer dizer, eu fiz muito bem o meu trabalho de trazer o saving, né, mas eu esqueci variáveis que na hora que eu precisei executar com aquilo que eu comprei não teve produtividade, né? Então eu acho que é isso, eu acho que a gente tem que ter essa visão. E mudou o jogo, você tem toda razão.

?Voz C

E essa massa de dados transformada em informação muda também a maneira que a gente planeja, sem dúvida, as coisas, né? Do jeito que a gente planeja entre safra, da maneira que eu planejo suporte para safra, né? Como que eu faço minha preparação de materiais, como que eu faço meu planejamento de compra. E aí eu acho que Parte do papel do time é trabalhar muito próximo aos clientes, né, em como que a gente vai entendendo as diferenças de cada operação, né, e ajustando esse planejamento.

E passa a ser uma relação de parceria, né, de como que a gente planeja juntos e entende o cenário futuro, como a gente melhor suporta, como que a gente caminha juntos e avança no sentido de ser cada vez mais eficiente mesmo, a palavra, né?

?Voz B

É isso. E gera um negócio que, em especial no agro, acredito, acho que em todas na verdade, né? Mas no agro tem uma questão que é a confiança, né, de como você faz esse trabalho em parceria com o cliente, o produtor ali no caso, e aquilo ali de fato vai gerar essa eficiência que você comentou, né, Eduardo? Então assim, esse processo de estar junto, de estar perto, ele é imprescindível dentro do do que vocês estão comentando aí, né, cara?

?Voz C

Sim, é fundamental, né? E o concessionário tem esse papel também muito forte aqui no Mato Grosso, né? Então, com a cobertura de lojas nos principais locais e com times dedicados que analisam essas coisas também, né, seja do lado de dados, né, através do Centro de Soluções Conectadas, como também através do time de aftermarket, a ideia é que a gente consiga abordar o mercado inteiro com esse olhar de parceria, como que eu trato, como que eu trago dados que agregam e te ajudam no planejamento, né?

E no fim do dia a gente quer ser um parceiro estratégico, né, que habilita uma maior eficiência.

?Voz B

E um ponto que a gente, que dentro desse episódio aqui que eu acho que seria legal a gente trazer, né, assim, nossa, a experiência que vocês têm nesse processo todo, ele, pô, é uma grande companhia, né, uma multinacional super conhecida e tal. E o evento que ele tem muito esse processo também, essa ideia de como através de troca de experiências entre os setores de compras, suprimentos das empresas, a gente possa crescer, né? O que que vocês como empresa, né, como John Deere, de alguma maneira podem ajudar também o produtor hoje, cara?

Porque a gente pega aqui produtores pequenos, médios ou grandes, tem diferentes níveis de gestão, diferentes níveis de implementação de processos que uma empresa como a de vocês poderia, pode, né, ajudar muito esses produtores. Como que vocês têm visto e como vocês têm ajudado eles também nesse processo de profissionalização?

?Voz D

O que a gente tem feito é, primeiro, eu acho que não dá para falar isso sem voltar a falar da rede de concessionários, né? Então teve um movimento muito interessante de aquisições e fusões entre grupos de concessionárias para que eles tenham um porte para poder estar perto do cliente, né? E quando isso acontece, a gente também eleva o nível dos profissionais da concessionária. Então a John Deere por si só não opera sozinha, né?

Então, e aí essa é uma parte do teu ponto, né? Como é que a gente traz isso para— a partir do momento que eu estou mais próximo, eu habilito conversas com mais gente. Então a capilaridade é importante para que a gente chegue no pequeno, no médio, no grande, no super grande. E para nós isso não tem diferença nenhuma. Então a rede de concessionário robusta ajuda a gente a trazer os exemplos tanto da gestão da própria rede de concessionários como a gestão da Diondir de processos e tudo para dentro das fazendas, né?

Esse é um ponto. O outro ponto é o foco em a gente trazer solução amigável, então de fácil utilização. Então por mais que a hora que você entra na cabine do equipamento aquilo parece uma espaçonave, ela é muito intuitiva, né? E a partir desse momento você democratiza a utilização da tecnologia, né? E isso é muito importante também porque faz diferença para todo mundo, independente do tamanho. E o terceiro ponto é um pouco do que o Eduardo trouxe na questão da capacitação.

Então Hoje nós temos um centro de treinamento e um departamento de treinamento muito robusto, né? Espelho disso também nos nossos concessionários, com instrutores certificados e especialistas em aplicação, e parcerias, né, com instituições muito consolidadas de ensino, como Senai, por exemplo, para que a gente possa ter braço e alcançar. Ontem nós estávamos conversando aqui E alguma coisa nos últimos 3 anos, só aqui no Mato Grosso, alguma coisa na casa entre capacitação de clientes e por programas de clientes e da John Deere, né, através da rede concessionária, quase 2.000 pessoas foram capacitadas.

?Voz B

E, cara, é louco isso aí, né, porque assim, a gente roda, roda, roda, né, fala de tecnologia, fala de IA, fala de informação, pá pá pá, mas gente, eu acho que para mim foi um dos uma das coisas interessantes aqui de gravar, porque assim, cara, os dados estão aí, as informações estão aí, existe uma maturidade que o produtor precisa adquirir para poder melhorar seus processos de gestão, mas gente, cara, gente é um negócio que não tem jeito, a gente vai continuar precisando deles e precisamos treinar essa turma, né?

?Voz C

Correto, acho que gente vai sempre ser fundamental.

?Voz D

Né?

?Voz C

A tecnologia vai vir para ajudar as pessoas trabalharem de maneira mais inteligente, mais baseadas em dados, com menos esforço muitas vezes, né? Mas ainda a tomada de decisão ela vai ser humana, né? Então quando a gente olha essa jornada de adoção de tecnologia, né, às vezes a gente fala, ó, tem equipamento autônomo sendo testado, né? Mas ainda a gente vê que vai ter o capital humano, vai ser muito presente no campo. E a estratégia de capacitação é fundamental, né?

Então, como o Thiago mencionou, né, a gente tem alguns programas que são bem interessantes e focados nesse sentido, né? Então, dentro da rede concessionária, a gente tem o que a gente chama de instrutor certificado pela fábrica. E é uma pessoa que passa por um currículo super rígido junto ao time de fábrica para a gente garantir que ele tenha condição de fazer o treinamento de maneira adequada ao cliente, né? Dentro da estrutura do Centro de Soluções Conectadas, nós temos as pessoas que trabalham com análise de monitoramento de máquina, análise de dados, também sendo capacitadas através do time de fábrica para poder realmente transferir esse conhecimento e ajudar o cliente a capacitar seu time e extrair o máximo da informação, né?

E aí tem um outro desafio, que é o desafio quando a gente olha para o mercado todo, que é como que a gente traz profissional jovem para o agro, né? Eu acho que essa é um pouco— ontem a gente tava conversando com o pessoal do Senai aqui, né? E um pouco como que a gente captura talento para trabalhar no agro, né? E aí nós estamos com uma iniciativa muito interessante, né? E o Mato Grosso também muito presente nessa iniciativa, que é o programa que a gente chama Inspirar Agro, que é um programa onde a gente está buscando trazer jovens, né, no ensino médio, aonde eles passam por um programa de 18 meses e saem capacitados para atuar especificamente no agro, numa parceria e num currículo desenvolvido de maneira conjunta entre a John Deere e o Senai.

É um programa de expressão nacional, mas é uma das alternativas, né, que a gente tá trabalhando para fomentar novos talentos para o agronegócio brasileiro.

?Voz B

Eu tenho uma ideia, hein, cara, para um deputado.

?Voz D

Vamos conversar, são muito bem-vindos, porque o desafio é muito grande. Acho que temos que ter opção, temos que ter opção, cara.

?Voz B

E é muito legal assim, eu tive a oportunidade de vir na inauguração do, da parte de treinamentos da John Deere ali na Senai em Várzea Grande, né? Eu acho que foi uns 3 ou 4 anos atrás, mais ou menos, né? E acho que até o Gustavo Bonato tava aqui e tal. Rodrigo, Rodrigo. Então assim, é legal, né, cara, ver essa, esse, porque assim, o agro tá aqui e eu sempre brinco todo mundo que assim, Mato Grosso é uma grande fazendona, né, cara?

Porque nós somos grande para caramba e tem menos habitante que um bairro de São Paulo, né, cara? Então assim, a gente precisa atrair gente mesmo, de fato, né? Eu falo para todo mundo assim, toda vez que eu vou para São Paulo, que eu pego um Uber lá, eu começo a perguntar para o cara, cara, o que que ele faz? Porra, por que que você não vai para o Mato Grosso, né? Não, cara, lá, porra, se você for fazer qualquer coisa lá e você fizer bem feito, cara, você vai prosperar, porque tem oportunidade, né?

E a gente precisa mostrar isso de fato para as pessoas, independente de onde elas estão. Que existem oportunidades muito boas, né, cara, nesse nosso setor, em especial aí no segmento que vocês trabalham, né, cara.

?Voz D

E para essa turma jovem, é como a gente transforma isso, né? Porque é quebrar aquele paradigma de que é longe, de que é pesado, de que é sujo, de que, né? Porque efetivamente é, nós estamos trabalhando no campo. Né? Mas hoje, com o advento da tecnologia, a gente executa muita tarefa com muito menos esforço, né? Então hoje você tem acesso a atualizações de equipamento de maneira remota, assim como a gente atualiza o celular. Hoje você atualiza um software de um equipamento, entendeu?

Então assim, eu acho que é isso, É isso, a mão de obra sempre vai ser muito demandada, os perfis vão mudando ao longo do tempo, com certeza, né? Mas é um desafio que a gente não pode perder o foco, né? Precisa manter isso sempre dentro dos nossos 4 ou 5 itens de planejamento estratégico, que pessoas são muito e vão ser muito importantes por muito tempo.

?Voz B

E, cara, aí para a gente ir para os finalmentes aqui já, né, para terminar nosso papo aqui, como que vocês estão enxergando aí os próximos 5, 10 anos, cara? Porque, porra, beleza, nós demoramos, sei lá, 50 anos para chegar no jeito que nós estamos hoje aqui, mas parece que mês que vem, né, pode mudar tudo e revolucionar toda a parada aí do jeito que tá caminhando, novas tecnologias, inteligência artificial e tudo mais, né? Que que vocês estão enxergando para o futuro aí nesse médio prazo, vamos dizer assim, né, curto, médio prazo, 5, 10 anos assim? Pode começar.

?Voz D

O que eu vejo é que não vai ficar mais fácil, né? São ciclos, né, de bonança e tempestade, bonança e tempestade. E tá tudo bem, isso é normal, sabemos lidar com isso. Esse eu acho que é o primeiro ponto. O segundo ponto é que Comparando com esporte, mas não quero fazer com a Copa porque a Copa tá aí, vamos pegar um esporte de alto desempenho. O agronegócio, ele é na terceira casa, é o milésimo de segundo que vai fazer a diferença, né?

A gente não consegue mais ganhar minutos de distância do oponente. Então, e para isso, o futuro, na minha visão e na visão da John Deere, ele passa por interpretação e tomada de decisão baseada nesses dados que estão sendo gerados a todo momento. Foco na excelência operacional, né? Então não temos espaço para desperdício mais, vamos usar o insumo da melhor maneira possível. E a tomada de decisão mais rápida. Não temos, porque hoje você pega agricultura, principalmente aqui do Mato Grosso, você não tem entre-safra nas fazendas mais, acabou.

Você trabalha 12 meses, você ficava de barriga pro ar, né, velho? Não, acabou. Todo dia tem alguma coisa acontecendo.

?Voz B

Ainda inventaram de colocar os boi no meio ainda.

?Voz D

Isso, exato. 3 safras, né? Uma de soja, milho, algodão e o boi. Não dá tempo mais de você esperar o que vai acontecer para tomar a decisão, né? E ficou claro para nós nesses 2 dias que nós estamos aqui no evento É que quem conseguir, a partir dessa depuração desses dados, antecipar as decisões que ele vai tomar, vai conseguir fazer melhor negócio lá na frente.

?Voz B

Sem dúvida. E na sua visão aí?

?Voz C

Na minha visão, acho que nos próximos 5, 10 anos nós vamos ver uma aceleração de novas tecnologias vindo, né? Que você falou, nós demoramos 50 anos para chegar até aqui, né? Mas a gente já viu uma aceleração nos últimos 10 de uma transformação muito grande. E para os próximos 10 nós vamos ver uma transformação ainda maior, né, com análise mais inteligente de dados, com a gente gerando mais insights para tomada de decisão, né. E eu vejo que esse vai ser o caminho, né.

E reforçando o que o Thiago disse, decisão baseada em dados, eficiência operacional, né, a gente sendo super eficiente no uso de recurso, principalmente quando a gente fala em insumos, diesel, que tá totalmente ligado à sustentabilidade, que tá totalmente ligado à sustentabilidade, e melhor qualidade de planejamento. Quem tiver um planejamento baseado em dados, né, com a tomada de decisão correta, vai poder estar na frente e tomar melhores decisões.

Eu acho que isso, a sustentabilidade no médio prazo, vai vir, vai vir desses pilares.

?Voz D

Legal. E reforçando, né, o compromisso da John Deere é esse. É tornar os nossos parceiros mais rentáveis, mais sustentáveis ao longo do tempo, né? E com isso, com possibilidade de aproveitar a oportunidade que a agricultura tropical traz para os próximos 30, 40, 50 anos. Vai sair daqui, não vai sair de outro lugar.

?Voz B

Muito bom. Bom, pessoal, muito obrigado, viu, por vocês terem dedicado aí um tempinho. Eu sei que o evento aqui tem bastante gente aí para conversar, bastante coisa para fazer, né, cara? Mas Agradeço aí demais a participação de vocês. Muito obrigado, viu, Thiago? Parabéns aí pelo seu trabalho, cara.

?Voz D

Obrigado, eu que agradeço a oportunidade. É uma situação, uma satisfação enorme poder estar aqui, né? E como eu disse, a gente sempre aprende muito, né? O campo é o maior professor que a gente pode ter, por isso nós precisamos estar nele.

?Voz B

Eduardo, mais uma vez, cara, obrigado aí por você ter participado aqui. Parabéns pelo seu trabalho aí também, cara.

?Voz C

Eu que agradeço, foi um prazer participar. Com você aqui desse bate-papo e do evento. Acho que tá sendo muito enriquecedor. E quando a gente começa a conversar com pessoas diferentes e olhar tudo que tá sendo feito no agro, a gente abre a nossa visão, né, e aprende muito. Então tá sendo uma satisfação esses 2 dias aqui com vocês.

?Voz B

Legal, obrigado. E, cara, conta pra gente como que quem tá escutando, assistindo a gente aqui agora, pode acompanhar o trabalho de vocês, da Jundir também.

?Voz D

Eu, o que nós temos muito forte, é uma presença muito forte nas redes sociais, né? Nem sei se dá tempo, pode parecer meio do tempo das cavernas, mas tem o website da John Deere, tá sempre atualizado, né? Mas ainda funciona, ainda funciona. Mas a gente tem tentado trazer de uma forma muito, muito fácil de se digerir todo esse movimento da John Deere em migrando do ferro, né, para tecnologia em forma de solução aplicável com viés de produtividade.

Então eu acho que é por aí. E nós estamos disponíveis, é muito fácil achar a gente, né, através das redes sociais aí, LinkedIn, Instagram, nós estamos lá, né.

?Voz B

Então eu já achei, já está aí, inclusive.

?Voz D

Fique à vontade, estamos disponíveis para conversar e é o que a gente gosta de fazer, acho que se relacionar É uma parte muito importante, muito prazerosa do nosso trabalho.

?Voz B

Muito bom.

?Voz C

Feito então, feito. Muito obrigado.

?Voz B

É isso aí, gente, muito obrigado. Ó, eu sempre finalizo aqui, viu, meus episódios aqui com a frase de sabedoria plena, viu, cara, que é assim: se chover, precisa molhar a horta. Vocês logram, vocês entendem.

?Voz D

Deixa com a nós. Valeu, valeu, valeu.

POPaulo Ozaki

Muito bem então. E esse episódio aqui, como eu falei lá no início, é uma parceria do Agro Resenha com o Agro Supply Summit. O maior evento da cadeia de suprimentos da agroindústria do Brasil. O Agro Supply Summit acontece anualmente e tem como principal objetivo discutir inovações, desafios, tendências e transformações da cadeia de suprimentos do agro, tá bom? Para saber mais, é só acessar www.agrosupplysummit.com.br e siga o perfil do evento também no Instagram, o @agrosupplysummit.

Para você que quiser acompanhar todos os episódios aqui, cara, entra lá no nosso, em todos os agregadores de podcast Spotify, Deezer, todos eles, e também no nosso canal do YouTube, cara. Acompanhe também no nosso site, o www.agroresenha.com.br. E esse podcast, assim como vários outros podcasts, estão na nossa Rede Agro de Podcast, cara. Lá tem um monte de conteúdo bacana para você poder se informar.

?Voz B

Beleza?

POPaulo Ozaki

Segue a gente também nas nossas redes sociais, só buscar por @agroresenha em todas elas: Instagram, Facebook, LinkedIn, YouTube. Entre no nosso canal do WhatsApp, cara, tem mais de 300 pessoas lá que acompanham o nosso conteúdo, os bastidores, onde nós estamos, enfim, dá para fazer um monte de coisa legal lá com a gente. Beleza? Valeu!

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