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CaniveteCast #31 - Pasto, grão e genética: o novo equilíbrio da pecuária

23 de julho de 202619min
0:00 / 19:04

Neste episódio do CaniveteCast, Paulo Ozaki conversa com Antônio Rezende sobre a transformação da pecuária brasileira a partir de quem viveu essa mudança por dentro: da cria em capim nativo no Pantanal ao uso estratégico de pasto, grão, genética, manejo rotacionado e tecnologia na fazenda. A conversa mostra como produtividade, precocidade e eficiência passaram a definir o negócio, sem perder de vista a realidade econômica do campo. Um episódio valioso para quem atua no agro e quer entender, na prática, como gestão, nutrição e decisão técnica moldam a carne e a pecuária do futuro.

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PARCEIRO DESTE EPISÓDIO

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FICHA TÉCNICA

Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidado: Antônio Rezende
Edição: Will Oliveira

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Participantes neste episódio1
A

Antônio Rezende

ConvidadoPecuarista
Assuntos5
  • Produção de CarnesCarne de alta qualidade · Pasto com complementação de grão · Melhora no sabor e aproveitamento · Carne de animal
  • Fabricação de caças no BrasilCria em capim nativo no Pantanal · Uso estratégico de pasto e grão · Melhoria da genética e produtividade · Aceleração do ciclo de produção
  • Integração Lavoura-PecuáriaRevolução das braquiárias · Divisão e manejo de pastagens · Integração lavoura-pecuária · Tecnologia e genética · Projeto Conect
  • Genética e força naturalGrupo Ponto de Açúcar · Genética e força natural · Produção de touros rústicos e eficientes · Leilões de touros
  • Avô circense e tradições familiaresFamília Rezende · Compra de fazenda no Pantanal em 1956 · Transição do café para pecuária
Transcrição31 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
ARAntônio Rezende

30 anos atrás, a nossa carne fora picanha, o resto era dura. Você fala, a carne argentina. A nossa carne melhorou enormemente de qualidade.

?Voz B

A gente até comentei com o Luciano, comentei com o Roberto também, o quanto o ciclo, né, assim, a ideia, a narrativa que foi construída ali foi se encaixando um, se encaixando no outro, né.

ARAntônio Rezende

E a gente tá no projeto do Conect de vocês, que é muito bom, nos ajuda muito a coordenar a pastagem, a melhor utilização dessa pastagem, o melhor aproveitamento da pastagem, rotacionar, caber mais gado e produzir mais. Então é muito bem feito, isso avançou muito. Primeiro era só terras do Pantanal com capim nativo para fazer cria. Você vê que esse gado saía do Pantanal, marchava 3 meses para chegar em São Paulo, em Presidente Prudente, onde se fazia recria, engorda, aqueles primeiros frigoríficos.

?Voz B

E aí, pessoal, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao Canivete Cast, o podcast da Nutripura Nutrição e Pastagem, que há mais de 24 anos vem garantindo produtividade, sustentabilidade e lucratividade no campo. E nesse episódio estou aqui com o senhor Antônio Carlos Rezende, né, que é pecuarista, cliente da Nutripura. Muito obrigado por estar aqui com a gente, seja super bem-vindo ao Canivete Cast, Antônio.

ARAntônio Rezende

Eu que agradeço, muito obrigado, é um prazer estar aqui com vocês.

?Voz B

Isso aí, estamos aqui diretamente do 12º Simpósio, as palestras estão rodando aqui atrás, eu tô caçando a turma aqui, pegando no laço, porque as palestras estão boas, né? E é difícil até tirar a turma do—

ARAntônio Rezende

Muito boas, o simpósio está muito bom, tudo muito bom mesmo.

?Voz B

É isso aí. E, Seu Antônio, pra gente começar aqui a nossa conversa, queria entender um pouquinho mais da sua história, que você contasse um pouquinho das histórias pra gente.

ARAntônio Rezende

Bom, minha história, eu tô com 65 anos, sabe, minha família é uma história que se liga muito à pecuária do Mato Grosso. Nós começamos a pecuária comprando a primeira, meu pai com os irmãos dele comprou uma primeira fazenda que foi no Pantanal em 56, uma fazenda bastante grande que era uma Seismaria de 60 e poucos mil hectares entre 5 irmãos. E depois plantava um café também, mas o café com a geada de 74 passaram focar mais aqui na pecuária mato-grossense.

Então, a partir dos anos 70, também cresceu muito na pecuária, comprando outras fazendas, investindo. E eu comecei, eu nasci em 61, eu nos anos 80 comecei a trabalhar com meu pai e aprender a trabalhar isso. Então, o que eu poderia dizer, que deu para ver o grande avanço que houve na pecuária e o processo todo de Mato Grosso. Quer dizer, nós temos várias etapas. A primeira etapa era de abertura de terras, de terras novas, Primeiro era só terras de Pantanal com capim nativo para fazer cria.

Você vê que esse gado saía do Pantanal, marchava 3 meses para chegar em São Paulo, no Presidente Prudente, onde você fazia recria, engorda, aqueles primeiros frigoríficos. Depois teve um segundo grande avanço e você tinha fazenda só em terra de cultura porque era ou era pasto nativo ou era terra que só tinham os colonhões, né, os pânicos, alguns poucos pânicos. E aí veio as grandes revoluções. A primeira grande revolução foi a revolução das braquiárias.

As braquiárias mudaram completamente o estado. Nós saímos plantando braquiária em vários lugares, a produção aumentou, a quantidade aumentou. Aí veio a questão da produtividade, começar a dividir mais pasto, picar mais, ajeitar mais. E ao longo desses anos todos mudou muito a genética, mudou muito as ferramentas, todas as genéticas. Então nós temos uma genética melhor, uma produção melhor, uma condição de pastagem melhor. Então somos mais eficientes, tanto que a gente saía com um boi de quase 4 anos com 19 arrobas e nós estamos fazendo um boi de 20 meses com 22 arrobas.

Então realmente isso mudou. A vaca que enxertava com 3 anos agora enxerta com 14, 13, 14, 15 meses. Então todo esse processo acelerou muito, é o que eu acho muito, muito bom e muito positivo.

?Voz B

E pelo que o senhor comentou, então a A veia da pecuária tá na família há décadas, né? E o que que mais te dá satisfação assim de estar no dia a dia também, né, da pecuária e tudo mais?

ARAntônio Rezende

Primeiro que a gente de fato tem uma concretude, a gente de fato põe a mão no que você tá produzindo. Você vê de fato a vaca parindo, você vê de fato o bezerro crescendo, você vê o boi engordando. Isso é ser concreto, não é só um número no painel. Outros instrumentos. Você tem que tratar margens, tem que ter planilhas, tem que ter lucro, mas é muito concreto a melhora. A melhora em genética, quando você vê um bezerro teu que era de 30 anos atrás, o que é hoje, o quanto evoluiu, o quanto evoluiu a capacidade da vaca. Então isso tudo é muito, muito gratificante.

?Voz B

Legal. É, e assim, outra, um outro ponto também que eu achei interessante, porque assim, comprar terra no Pantanal na década de 50 Hoje é difícil. Na década de 50, eu nem imagino como seria, né? Onde que foi o estalo assim para—

ARAntônio Rezende

Eu acredito que ofertaram para eles, era uma terra que na época era barata, relativamente barata. E como tinha café no Paraná e tinha essa fazenda de engorda em Presidente Epitácio, Prudente, naquela região, aconteceu o quê? Fizeram para lá para fazer cria. Era o capim nativo, você soltava no campo E isso ia bem. Lógico que a produtividade da época era baixa, lotação baixa, e isso foi ao longo do tempo enriquecendo, crescendo, modificando, e na verdade profissionalizando, né?

Hoje a pecuária é muito mais profissional do que ela era, mais produtiva, mais eficiente, e isso tudo faz com que a gente possa produzir muito mais dentro da mesma área.

?Voz B

O senhor comentou aí vários pontos históricos aí de virada da pecuária, né? E vamos dizer que nos últimos 30 anos aí a pecuária saiu de um patamar, né? E hoje nós estamos, o que nós estamos vendo aqui, né, no evento, vimos no dia de campo ali, né, Santo Antônio? O que que mais mudou na sua forma de produzir, de gerir o negócio nesses últimos anos assim?

ARAntônio Rezende

Eu acho assim, a economia mudou, o mundo mudou. Eu brinco muito que tem uma foto que eles mostram Nova York pertinho de 1900, é 1895. Em 1895 só tinha uma foto, só tem carruagem na 5ª Avenida em Nova York. Em 1904, 8 anos depois, você só tem carro. Então ou você se adapta ou você se adapta. Então acho que nós estamos agora no segundo fenômeno, que é a inclusão do grão nesse processo. Então nós temos que aproveitar o melhor que a gente puder essa mescla do grão com o crescimento do capim.

E sem dúvida nós temos que enxergar cada projeto como ele é e o que que ele pode fazer. Então eu acho que o boi sempre comporta muito bem a recria engorda, muito bem o milho. Dá para intensificar muito. Surgiram várias ferramentas que a gente usa, por exemplo, ter rotacionado, ter aproveitado melhor o capim. A gente tá no projeto no Connect de vocês que é muito bom, nos ajuda muito a coordenar a pastagem, a melhor utilização dessa pastagem, o melhor aproveitamento da pastagem, o rotacionado caber mais gado e produzir mais.

Então é muito bem feito, isso avançou muito. Ferramenta de rotacionado, ferramenta de divisão de pasto, ferramenta de adubação. Hoje você tem a integração com lavoura lá em cima, então você tem capim-lavoura, você tem como é que você usa na nas águas, você tem que potencializar o resto do capim. E na cria também houve uma evolução muito grande, não tanto na lotação, mas na genética. A genética, acho que o criador tem que ter sempre em vista que a sua principal ferramenta é a vaca.

Se a principal ferramenta do recriador é o bezerro macho que ele vai comprar, o do criador é a vaca. E ele tem que ter uma vaca adequada ao seu processo de produção. Ou seja, ele tem que saber o que que ele vai fazer com essa vaca, o que que ele quer, como é que ele quer coordenar. Então nós temos uma preocupação muito grande, a gente mexe com genética, trabalha também com venda de touros, mas nós fazemos genética muito para nós.

Então qual é a nossa lógica? Eu tenho que ter um tripé, eu tenho que ter, eu tenho que estar lá montado em cima de 4 tentáculos muito fortes. Esse gado nosso tem que ser produtivo, desmamar bem, produzir bem. Ele tem que ser de fato rústico, porque para viver no Pantanal e na medícola ele tem que produzir naquela condição. Sim, ele tem que ser fértil, porque a vaca que não parir não te serve para nada. E quanto mais precoce, melhor.

A fêmea vai enxertar primeiro e o boi vai ter uma terminação mais rápida. Então, em cima desses 4 pilares, a gente sustenta nosso negócio e tem caminhado para frente. Tentar entender uma vaca que tenha muito equilíbrio, que enxerte. Nós estamos enxertando hoje, nós estamos afiando hoje muita novilha com 13, 14 meses, com uma lógica que eu acho muito interessante, que é diferente do que a maioria das pessoas pensam. E isso a Nutripura me ajudou um tempo também, conversando muito com Luciano, que é o seguinte: a minha lotação de pastos O meu momento crítico se dá na transição da seca para o começo da chuva.

Então, quando eu sequestro as minhas superprecoces, a conta não é só da prenhês dela. A conta é que quando eu sequestrei ela, sobrou mais espaço ou para pôr mais vaca, ou para as vacas poderem estar lá e o capim responder melhor. Então é uma somatória de mais quantidade de vacas parindo e com melhora de índice de reprodução destas vacas de concepção. Então essas duas coisas somam-se à preencher essa novilha precoce, e a preencher essa novilhinha também nos ajuda muito a identificar quem é mais precoce ou não.

Então essas coisas todas somadas, realmente você vai avançando para frente, e eu acho que tem nos ajudado muito.

?Voz B

Legal, muito bom. Bom, o senhor comentou aí, né, da Nutripura ajudando e tal, e nós estamos aqui no 12º simpósio. Queria entender assim, Pelo que eu soube, o senhor é rato de simpósio, né? Já tem muitos anos que vem aqui com a gente. O que mais te chama atenção assim, especialmente nesse aqui que nós estamos agora?

ARAntônio Rezende

Me chama atenção, em primeiro lugar, a parte do dia de campo, de você ver na prática aquilo que foi conversado, aquilo que foi proposto, os números de como é que se realiza. Então é quase que uma demonstração prática daquilo que está na teoria, que eu acho muito importante.

?Voz B

Até para você conseguir enxergar com os olhos, né?

ARAntônio Rezende

Perfeitamente. E aqui é o complemento. Agora você vai vir dar umas palestras, repensar, reolhar, provavelmente coisas novas para estar no próximo simpósio daqui a 2 anos, no próximo Dia de Campo. Então acho que isso tudo é uma somatória e é muito bom.

?Voz B

Legal. E até aproveitando o gancho do Dia de Campo ali, né, a gente até comentei com Luciano, comentei com Roberto também, o quanto o ciclo, né, assim, a ideia, a narrativa que foi construída ali foi se encaixando um, se encaixando no outro, né. O que que o senhor viu ali de novo, né? E que você fala assim, poxa, esse negócio aqui seria um negócio interessante para a gente lá.

ARAntônio Rezende

De novo, exatamente como eu tô conversando muito com Luciano, também com o Roberto, eu sou muito bem assessorado pelo pessoal da Nutripura, o Laila e todo mundo. Então tudo isso eu já tinha conhecimento, já tinha andado. Então de novo, exatamente não, mas a gente vê a prática de fato de você conseguir fazer um bom casamento de aproveitamento de uma somatória de pasto e grão com muita eficiência econômica e produtiva. Então isso acho que foi muito legal.

E lógico, para mim fazer isso eu tenho que saber utilizar muito meu pasto, eu tenho que saber produzir a melhor silagem, eu tenho que saber fazer um bom gramo úmido, eu tenho que fazer isso tudo. Isso tudo tava lá demonstrado. Então eu acho que isso são todas as ferramentas, nós abrimos uma gama de ferramentas na pecuária que foram crescendo e que nos ajudam muito. Mas demandam cada vez mais esforço do pecuarista para que ele possa usar bem, que essas ferramentas são importantes, mas são detalhistas. Se você não cuidar os detalhes, você acaba que não produz o suficiente.

?Voz B

Exato, exato. E o senhor, pelo que eu assuntei por aí, gosta muito de tecnologia também, né? O senhor comentou do ConnectPass e tudo mais, né? E já tá na família, no sangue da família há décadas aí, a agricultura e a pecuária, né? O que que você tá enxergando para o futuro assim?

ARAntônio Rezende

Então, eu enxergo para o futuro, a gente acabou de assistir uma palestra do Mendonça de Barros, é muito difícil a gente enxergar para o futuro com uma guerra, com isso e com aquilo, mas eu sou muito otimista com a pecuária brasileira. Eu acho que não tem nenhum lugar do mundo que possa produzir tão bem quanto nós. Nós vamos ter uma pecuária no estado do Mato Grosso que eu acho que vai ser mais ligada a grão, mas um grão muito, de maneira usada de uma maneira muito inteligente.

Com aproveitamento de pasto, essa somatória de boa utilização de pasto. Nós temos umas coisas que são muito legais, que essa terceira, essa safrinha de milho para ser utilizada. Nós temos a safrinha de pasto depois da soja, com capim aí de altíssima qualidade. Então acho que toda recria foi muito bem e a cria tem mostrado avanços, só que Eu acho que vai ter que depender se no preço vai caber milho no trato dela para a gente poder intensificar muito mais a cria.

Porque se eu não puder pôr grão, ela tem uma limitação de intensificação. Ela já melhorou muito, nós temos uma lotação maior, tem uma produtividade maior, a novilha enxerta mais cedo, para um bezerro melhor. Isso tudo soma assim, mas ela não consegue produzir tantas arrobas a mais Se eu não couber na conta, o grão.

?Voz B

Muito bom então. E assim, ó, a gente tá aqui agora para a gente, por finalmente, São Antônio, falando-se muito sobre a carne do futuro, né? Tenho feito uma pergunta meio que geral para todo mundo que tá passando aqui pelo Canivete Cast, que assim, de tudo que o senhor ouviu, e também óbvio de tudo que você tem vivido dentro da pecuária, né, como que o senhor define a carne do futuro?

ARAntônio Rezende

Então eu defino que a carne do futuro é uma carne de alta qualidade de um boi que vai comer a pasto com complementação em grão. Ele não pode ser só grão. Na carne que aumentou barbaramente a qualidade. Nós, eu lembro que, putz, 30 anos atrás a nossa carne, fora picanha, o resto era dura. Sim, uma carne argentina. A nossa carne melhorou enormemente de qualidade com esses processos todos. Então eu acredito que você tem uma carne mais saborosa, com maior aproveitamento do boi.

De todas as partes do boi. E nós vamos ter que ensinar o brasileiro cada vez mais a comer carne. E ainda vão ter essa maneira de fazer cortes diferentes. Mas eu sou muito otimista, realmente, com a carne do futuro. E a carne do futuro, sei com certeza, é animal.

?Voz B

A carne do futuro é animal. Muito bom, Santo Antônio. Muito obrigado, viu? Não quero segurá-lo por muito mais tempo aqui, afinal tá tudo tendo umas palestras ali. Mas obrigado pelo seu tempo, pela sua história aí. Parabéns.

ARAntônio Rezende

Eu que agradeço, muitíssimo obrigado.

?Voz B

Muito bom. Eu sei que tem os leilões, enfim, acontecem uma série de— se o senhor quiser contar para a gente como que a gente conhece um pouco mais do trabalho de vocês também.

ARAntônio Rezende

Podem entrar no Instagram do Grupo Resende. Nós hoje temos uma produção bastante grande de touros. Nós lá atrás selecionamos, que nós vamos melhorar, porque a amarração e a comparação na cria é muito mais difícil, é multifatorial. Exato. Você tem muitos fatores, tentar separar isso. Para mim, separar isso melhor, a solução foi entrar no programa. Então nós entramos no programa para valer, pusemos. Hoje em dia nós temos 10 mil vacas no programa Delta Gen, talvez um dos maiores produtores da Delta Gen.

Também fazemos o gado P.O. e comedição dos bezerros, comedição disso tudo, grupos de manejo para você separar o melhor possível o efeito ambiental do efeito genético, porque quem genético se transmite é o genético, o ambiental a gente cria e vai depender de cada situação e cada ano. Então a gente faz um trabalho de melhoramento genético muito forte para nossa realidade, para nós mesmos, e fruto disso passou a ser uma produção de animais de fato selecionados com claramente melhoradores.

E nós produzimos, viraram touros, se transforma em touros, são ceifados, e nós temos oferta de de 1.300, 1.500 touros por ano. Fazemos 4 leilões, 3 a 4 leilões. Nós vamos fazer agora um em Campo Grande em abril com 100 touros. Depois temos o nosso grande leilão de junho com 400 touros SEIP. Teremos um leilão de touros PO de 300 touros em agosto. E para terminar o ano, mais um leilão em outubro de 300 a 400 touros SEIP novamente.

São touros muito rústicos, muito eficientes, muito produtivos. Quem puder nos acompanhe É um processo bem feito, sério, bem trabalhado. E é um gado que tem que— nós estamos fazendo touro para nós mesmos. O maior comprador de touros do Grupo Resende é o Grupo Resende. Então eu compro, eu confio no que eu faço e compro a minha tese. E são touros que têm que produzir vacas eficientes, mas bezerros pesados, e que também respondam muito bem no confinamento, porque eu tenho ciclo completo.

Então eu tenho que ter esse equilíbrio para ter uma vaca que de fato responde, enxerte bem, e o macho que saia pesado com 20 e poucos meses e com 22 arrobas. Portanto, ele tem que ser pesado e precoce.

?Voz B

Exato, exato. Muito bom, muito bom, obrigado. E para você que ouviu ou está assistindo esse episódio até agora, eu tenho certeza que você viu valor nessa conversa que eu tive com o Antônio aqui. Então considere compartilhar esse episódio com alguém que vai se beneficiar desse conteúdo. O Canivete Cast, ele cresce na medida em que você participa com a gente desse processo. Então siga o Canivete Cast em qualquer agregador de podcast, também acompanhe os episódios no YouTube do Agro Resenha.

E da Nutripura. Então já segue a Nutripura também nas redes sociais, só buscar por @nutripura no Instagram, Facebook, LinkedIn e no YouTube, como eu falei. E visite o site da Nutripura, www.nutripura.com.br. Lá você vai encontrar todos os produtos e serviços oferecidos pela Nutripura, bem como uma série de conteúdos aí voltados para pecuária de corte, inclusive o Canivete Cast, tá certo? Seu Antônio, mais uma vez obrigado. Eu sempre finalizo meus episódios com uma frase de muita sabedoria, viu, Seu Antônio, que é para a gente levar para vida, que é o seguinte: Chovendo só molha a horta, não tá tudo organizado.

ARAntônio Rezende

Obrigado, prazer aqui com você, muito bom. Tamo junto, prazer.

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