Episódios de Agro Resenha Podcast

Agro Supply #05 - O que a indústria ainda não entendeu sobre o agro

22 de julho de 202624min
0:00 / 24:28

Neste episódio gravado no Agro Supply Summit, em Cuiabá, Paulo Ozaki conversa com Amanda Matos sobre manutenção, disponibilidade de máquinas, planejamento de peças e os desafios técnicos do agro brasileiro. A conversa mostra por que produtividade começa com disponibilidade, como o ambiente severo do campo exige soluções mais robustas e de que forma dados, capacitação e proximidade com o cliente ajudam a reduzir paradas e perdas. Um episódio útil para quem atua com operações, suprimentos, mecanização, pós-venda e gestão no agronegócio.

 

PARCEIRO DESTE EPISÓDIO

Este episódio é uma parceria com o Agro Supply Summit!
O Agro Supply Summit é o maior evento da cadeia de suprimentos da agroindústria do Brasil, reunindo executivos, gestores, empresas e grandes players para discutir inovação, tecnologia, estratégia e competitividade no agro. Com foco em networking e conteúdo de alto nível, o evento conecta indústria, tecnologia e agronegócio para debater supply chain, eficiência operacional, gestão e o futuro da cadeia agroindustrial.

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FICHA TÉCNICA

Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidado: Amanda Matos
Edição: Will Oliveira

 

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Participantes neste episódio2
P

Paulo Ozaki

Host
A

Amanda Matos

ConvidadoVendas
Assuntos4
  • Multiplicacao dos paes e peixesPlanejamento de manutenção preditiva · Gestão de dados e conectividade · Impacto econômico de máquinas paradas · Sazonalidade e custos no agro
  • Desafios do AgronegócioCondições de trabalho no Brasil · Desenvolvimento de produtos robustos · Testes e validações de componentes · Mali
  • Agrocristianismo no BrasilGigantismo do Mato Grosso · Setor Agropecuário · Tecnologia e inovação no campo · Sucessão familiar no agro
  • Descompasso entre infraestrutura e produção agrícolaTreinamentos e certificações Mali · Parcerias Estrategicas · Atração de novas gerações · Metal Leve
Transcrição41 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

E aí, pessoa! Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda a esse episódio especial do Agro Resenha aqui no Agro Supply Summit, o maior evento da cadeia de suprimentos da agroindústria do Brasil, onde a gente vai conversar com várias pessoas. O objetivo aqui é discutir inovações, desafios, tendências e transformações da cadeia de suprimentos do agro nesse setor que é cada vez mais importante para a competitividade do nosso país. Então segura a onda aí e já vamos lá para o episódio, beleza?

?Voz B

Muito bem, então começando mais um episódio aqui com Amanda Matos da Mahle. Amanda, muito obrigado por estar aqui com a gente, seja super bem-vinda ao Agro Resenha Podcast.

AMAmanda Matos

Obrigada, eu que agradeço o convite, muito importante tá compartilhando aqui informações.

?Voz B

Muito obrigada, pegamos vocês no laço aí, né, cara?

AMAmanda Matos

Pessoal ficou meio com medo, né?

?Voz B

Tá difícil de arranjar alguém da Mali para trocar uma ideia aqui, né? Muito bom. E Amanda, fala o seguinte, cara, conta um pouquinho da sua história aí para gente, que que a Mali faz, então, o que que você faz na Mali também? Mas conta um pouco dessa história para nós, tá?

AMAmanda Matos

Contar um pouco de mim, né? Eu sou formada em engenharia mecânica, então a minha experiência sempre foi na engenharia. Trabalhei na Camis 4 anos, trabalhei na GCO, na ACO, por 7 anos, sempre instalação de motores e desenvolvimento, validação em máquinas agrícolas. Então minha paixão pelo agro começou nesse, nessa trajetória, e eu consegui uma uma transição de carreira da engenharia em si para o aftermarket na Mali, que foi uma oportunidade muito legal.

Tô trabalhando em vendas agora, mas muito conectado com a engenharia para poder fazer o desenvolvimento de expansão de portfólio. Então tem aprendido muito com isso. Então na Mali meu papel é desenvolver novos produtos para atender o segmento agro, pela minha experiência que eu tenho já na bagagem aí com essas máquinas. Então tô desenvolvendo e ajudando o pessoal lá a fazer esse projeto estratégico para expandir o portfólio e atender melhor os canais de vendas para o segmento fora de estrada.

?Voz B

Legal. E é interessante isso que você falou, né? Que assim, você trabalhou ali na parte de instalação de motores, enfim, toda essa parte mais É, como é que eu vou dizer, do conhecimento da engenharia mecânica mesmo aplicado ali, técnico, né? E eu acho que isso aí de alguma maneira te ajuda bastante hoje nesse outro olhar que você tem que dar, porque assim, você sabe quais são os gargalos e dificuldades que existe numa indústria, né, cara?

Então poder ter essas duas visões, eu acho que é um negócio bem interessante assim, né?

AMAmanda Matos

Sim, com certeza. Eu até tinha um pouco de receio de mudar, de fazer essa transição, mas sem querer foi um planejamento, porque eu tendo a bagagem técnica vai me ajudar, tá me ajudando muito. Então eu tenho uma linguagem melhor para falar com os clientes, eu sei qual que é a dor, né, para uma validação de um filtro, para uma validação de um radiador, dos componentes de desgaste de componente de motor. Então eu entendo um pouco da dor deles, entendeu?

Então, e esse cenário do agro é muito agressivo, né? É muito, as condições são muito severas. Então a gente tem que estar sempre colocando o nosso produto nas maiores testes possíveis para poder atender esse cliente da melhor forma. Então isso tem me ajudado muito até para falar com eles, abordar numa reunião. Isso me ajuda a ter confiabilidade com eles, entendeu?

?Voz B

Que no agro é uma coisa super importante, ainda mais, né, trabalhando nessa área mais de vendas ali, né? Ter essa confiança do produtor é sem dúvidas um passo super importante, né? Legal. E, Amanda, deixa eu te perguntar, a gente tá, o agro você comentou, né? A gente tem situações ali que uma estrada, né, não te fornece, a não ser as estradas do Mato Grosso de 30 anos atrás. Mas a gente sabe que qualquer a gente tem ali algumas operações importantes na agricultura, que é plantio, né, colheita, que são períodos assim que é um caos na fazenda, né?

E qualquer coisinha parada ali vai ter um impacto econômico importante, né, no final ali daquele processo. Como que vocês trabalham, ou como que o produtor deveria pensar até na disponibilidade de ter mesmo essas Enfim, peças, enfim, tudo que vocês trabalham aí.

AMAmanda Matos

Produtividade começa com disponibilidade. Então, se você tiver um, aquele ditado, né, quem tem dois tem um, né? Então eu acredito que o planejamento hoje para fazer manutenção preditiva tem que ser, tá sendo levado muito mais a sério. Não, você não espera falhar uma peça para você trocar. Então ele já tem aquele histórico, né? E a gestão de dados tem ajudado muito até com a conectividade de IA, né? As máquinas hoje têm muita tecnologia.

A gente viu hoje, ontem, nas palestras que tem alerta de sinal antes de, antecipando a falha. Então hoje é necessário fazer esse acompanhamento, essa análise de dados para você ter um planejamento de manutenção, você ter o seu estoque principal, que se caso acontecer alguma coisa imprevista, né, que acontece, ele ter o suporte para fazer a troca de peça, para manter a máquina rodando. Então isso a gente ajuda em questão de disponibilidade.

As principais máquinas, a gente tem um mapeamento da frota para entender quais são as principais demandas, né. Então a Malino não quer só entregar peça, a gente quer entregar a solução para o cliente. Então a gente tem ali todos os componentes necessários para a manutenção daquela máquina, desde componentes de motores, filtros, alternador, motor de partida. Então a máquina como um todo, a gente tem todos os componentes para poder fazer a manutenção, radiadores. Então a gente tem toda essa solução.

?Voz B

E tem um ponto dentro disso aí, você falou do planejamento, né, essa questão de você ter disponibilidade desses componentes ali, especialmente em períodos críticos, igual a gente comentou, né? O que que costuma sair mais caro quando isso não é feito?

AMAmanda Matos

A máquina parada, a máquina parada. E daí tem um tempo, né? Daí você vai atrás da disponibilidade de peça, que daí o pessoal cobra até mais caro porque vê a urgência da pessoa. Aí tem um serviço, e geralmente, vamos dar um exemplo de uma rede precisa refazer o motor, aí você vai atrás das peças para fazer esse motor, tem que entender a disponibilidade da retífica para poder fazer esse serviço. Então tudo fica mais caro. Então é importante você entender a sazonalidade ali, né?

Quando que você consegue parar uma máquina? Eu sei que cada vez tá ficando mais difícil você ter, né? Por exemplo, esse ano que é muito, tá sendo tudo muito justo, é custos muito controlados, a margem tá muito baixa. Então o produtor cada vez ele vai segurando mais investimento em novas máquinas, investimentos em novas peças para poder fazer manutenção. Ele tá cada vez mais conservador, mas o planejamento para poder trocar as peças que são imprescindíveis, como filtro, para não afetar o motor, é super necessário.

Então isso, acho que isso ele continua fazendo muito bem, e a gente precisa estar preparado para atender eles na hora necessária.

?Voz B

É interessante você falar isso, né? Tem um amigo que ele trabalha na parte de gestão, né? Tem software e tal. Ele comentou um case muito interessante em relação a isso. Ele falou assim que teve uma determinada colheita, uma colhedora quebrou uma correia. Quebrou a correia, não tem o que fazer, tem que buscar na cidade agora, era um sábado. Então o cara foi na cidade, buscou a correia no sábado e tal, foram trocar a correia só na quarta-feira.

Então quer dizer, ele pagou muito mais caro, teve que fazer um deslocamento desnecessário, sendo que o negócio não foi trocado na rapidez que exigiram que fosse.

AMAmanda Matos

Então quer dizer, são tudo coisas, né, que se tivesse uma correia a mais ali, uma revisão ali na máquina, visse que, ah, olha, tá desgastada, tá com risco de falhar essa correia, vamos trocar. Isso Você pensa assim, ah, mas não tem, aguenta mais um pouquinho. Mas e o risco de você correr e ficar esse todo esse tempo parado? Então acho que vale a pena fazer essa manutenção preventiva, fazer essa revisão. Geralmente as montadoras têm, né, um manual ali que indica.

E hoje esses grandes grupos já têm a própria checklist de revisão de máquinas, eles têm muito histórico, então eles sabem o que estão fazendo. Então a gente tá aprendendo com eles ali o que que eles precisam para poder atender eles da melhor forma.

?Voz B

Legal, bacana. E a gente comentou ali atrás, né, desse ambiente mais hostil que o agro tem, né, que são as máquinas que ficam fora da estrada, que vocês falam, né. O que que, do ponto de vista técnico, acho que você tem essa, esse conhecimento assim, o que que torna esse ambiente tão diferente em termos de manutenção quando comparado, por exemplo, a veículos que andam em estrada, coisa assim?

AMAmanda Matos

Até o Na palestra ontem, o Zezão comentou, né, tudo que for validado aqui no Brasil roda em qualquer outro país que vai se dar bem, porque aqui realmente as condições são muito severas. Até as grandes montadoras estão trazendo centros tecnológicos aqui para o Brasil para poder fazer os desenvolvimentos aqui, porque aqui realmente a gente trabalha 24 horas por dia na lavoura e puxa muito mais as máquinas. As condições são sempre mais severas porque realmente aqui é trabalhado, porque realmente o desgaste e horas rodadas é maior do que lá fora.

Então realmente é necessário fazer testes muito mais severos antes de lançar um produto. Então quando você vai fazer um desenvolvimento, você tem que entender o material que você vai aplicar, quais os testes que você vai rodar pensando em simulações do campo. Então você tem que conhecer a máquina, as aplicações, para você poder desenvolver um produto. Então acho que quem tiver próximo do cliente, entendendo cada vez mais para que serve as máquinas, vai ser muito mais assertivo nos novos produtos.

?Voz B

Não, sem dúvida, sem dúvida. E acho que o Zezão teve aqui também ontem, né, no podcast. Ele falou justamente isso assim, cara, O nosso trabalho aqui, no caso dele, né, ajudar a indústria a desenvolver, porque a gente tem uma condição tão particular em relação— você vai nos Estados Unidos, pô, passa asfalto na beira da estrada do cara, né, que você anda 200 km sem estrada. Então é tudo muito diferente, né. Então a gente tem que trazer esse olhar mais apurado para condição da região, né?

AMAmanda Matos

Sim, é. E a gente aqui, a Mali, tem um centro tecnológico muito grande em Jundiaí, é o segundo maior da América Latina, que faz em parceria com as montadoras, com os desenvolvimentos de tecnologia, para realmente que a gente tá próxima, que a gente conhece como que funciona, né? Então a gente tá realmente investindo nisso, desenvolvendo os produtos escutando mais a voz do cliente. E agora a Mali é bem consolidada na parte de linha leve, linha pesada.

E agora aqui no Brasil, na parte de aftermarket, a gente tá cada vez aproximando mais o relacionamento.

?Voz B

Legal, bacana. E, Amanda, deixa eu falar assim, ó, a gente, uma coisa que eu percebi, eu trabalhei em fazenda, né, e o mecânico era o rei. Tudo tava na cabeça dele, o que que tinha que ter, o que que não tinha que ter e tal. E você falou logo antes ali sobre essa questão da inteligência artificial. Enfim, na verdade não digo nem inteligência artificial, mas a estruturação dos dados, as informações para você tomar boas decisões, né?

No passado não muito distante, quem determinava o que que tinha que trocar ou não, que tinha que comprar ou não, era a cabeça do mecânico que conhecia as máquinas que estavam ali no processo. Em algum momento isso tende a mudar, né? Eu acredito que já está mudando. Como que vocês têm visto essa, essa inteligência também por trás das informações? Como vocês podem também de alguma maneira ajudar os produtores nesse processo assim de profissionalização dessa parte?

AMAmanda Matos

Com certeza, a Mali tem cada vez mais investido nas pessoas, né? Então a gente tem técnicos, suporte técnico em toda a região do Brasil. Então cada regional tem um técnico dedicado que faz essas visitas até para homologação de produtos, né? A gente faz homologação de filtros nos grandes grupos, porque, e até treinamentos dedicados. A gente tem um programa para linha pesada que chama Luva Azul. Então os mecânicos são certificados com o programa Mali.

Então é muito legal esse trabalho. A gente tem também alguns programas e parcerias com o Senai. Em São Paulo a gente tem o Senai do Ipiranga lá, que a gente tem uma sala, e até o final do ano já tá completa os treinamentos. Toda semana tem uma turma lá que vai fazer treinamento e vai ter a certificação Mali com os técnicos da Mali, passando todos os detalhes de componentes de motores, todas as funções que são básicas do motor, que é necessário ter o conhecimento, especial que tá no dia a dia, né?

E inclusive eu tô conversando aqui com o pessoal daqui do Mato Grosso para poder fazer alguma parceria com o SENAI daqui, mais focado para parte da manutenção de motores de máquinas agrícolas, que realmente é severo, é diferente. Então a gente precisa estar mais próximo aqui, e até para estar próximo das novas gerações, né? As novas gerações estão vindo aí e a gente tem que estar próximo. Hoje a Mali é conhecida, muito consolidado, né, como antiga Metal Leve.

Os mais antigos é a Metal Leve, é a melhor melhor componente que tem, são os melhores anéis de pistão. Então assim, a gente quer passar isso para nova geração que tá vindo, né? Então eles, eles tendo interesse com a mecânica, com a manutenção, conhecer a nossa marca que tá sempre no mercado. A gente tá, porque por mais que a gente tem inteligência artificial, gestão de dados, opinião das pessoas ainda é importante, né? Esse senso crítico das pessoas ainda é importante.

Então tá próximo da marca, está próxima deles, passando conhecimento de geração para geração, faz, influencia na decisão final de escolher a gente, porque a gente tá ali sempre para disponibilizar solução e conhecimento.

?Voz B

Legal, bacana. É isso, é super importante. Se a gente tem visto cada vez mais, acho que talvez no Brasil, diferente de outros países, né, Estados Unidos, até mesmo Europa, o produtor ele é mais jovem, de certa maneira, né. E pelo que a gente tem percebido e pelas pesquisas e pelo movimento pela movimentação mesmo em si, as gerações mais novas estão tendo interesse maior em permanecer na atividade, porque existe sempre a escolha, né, dele querer ou não querer tocar a atividade posteriormente.

E as novas gerações, elas vêm e elas gostam de tecnologia, elas gostam de entender um pouco mais tecnicamente, mais profundamente essas tecnologias, né.

AMAmanda Matos

Tenho estudado muito sobre agro porque eu gosto, né, eu sou apaixonada por esse segmento, e tenho assistido muito podcast. Então essa transição de sucessão realmente tá tendo muito interesse dos mais novos e o pessoal tá trazendo a tecnologia. Às vezes o filho vai lá fora, estuda e volta com a bagagem cheia implementando tudo, todas as inovações, né? Então isso tem trago oportunidades para gente que também tá sempre trazendo tecnologia para estar próximo desse pessoal.

?Voz B

E até vindo para essa parte do evento mesmo em si, né? Bom, você veio de São Paulo para estar aqui conosco. No Agro Supply, né, Summit. O que que você tem visto aqui que te impressionou, que trouxe bons insights aí para o trabalho que vocês têm desenvolvido?

AMAmanda Matos

Tudo que é aqui no Mato Grosso é gigante, né, desde território, né, a localização é muito grande, o estado. Então todos os números que a gente fala é exagerado. Quando eles falam, ah, é pouco, é pouco, pouco deles já é muito. Então aqui tem contato com muitos, os principais produtores, né? Aqui eu consegui contato real assim, de uma maneira natural, com os principais produtores: o grupo da Bom Futuro, o grupo SLC Agrícola, o grupo Bom Jesus, conversando, a Grupo Amagi, conversando aqui no café, trocando cartões.

Perguntando. E assim, é muito mais natural fazer esse tipo de contato. Então foi muito importante esse evento, muito legal. Eu trouxe meu, a minha gestão, que não tá acostumada com essa parte de agro, e conhecer e realmente entender o potencial. Porque é diferente eu falar e do que tá aqui presente, né, próximo do pessoal. Então o pessoal ficou bem impressionado. Realmente o potencial é gigante, tem muito o que a gente fazer para estar próximo dessa, dessa galera.

?Voz B

E é interessante você falar isso, né? Porque às vezes a gente que tá fora do eixo aqui, né, as pessoas que estão fora do eixo, é difícil você imaginar o tamanho, né? Falava ontem aqui com o Zezão, né, igual você comentou, poxa, o Grupo Bom Futuro, sei lá, começou com 50 mil hectares, que já era um negócio grande, né?

AMAmanda Matos

Que para eles é pequeno, pequeno.

?Voz B

Alguns carros com 700 mil km. Quer dizer, a proporção e a dimensão é inimaginável para quem não tem noção nenhuma, né?

AMAmanda Matos

Isso é louco, isso aí é muito louco. Eles convidaram a gente para acompanhar a colheita de algodão. Eu tô ansiosíssima para ver porque deve ser uma coisa maravilhosa. Então o pessoal também já tá, já tá programando para a gente fazer esse evento porque realmente a gente vai, vai filmar E mostrar nas reuniões. A gente vai filmar e mostrar para matriz da Alemanha a potência que a gente tá desenvolvendo aqui no Brasil em contato com esse pessoal.

E realmente o pessoal tá tendo interesse. A matriz da Alemanha vai vir semana que vem lá na Mali para entender quais as boas práticas que o Brasil, Aftermarket, tá fazendo para fazer igual. Porque aqui a gente realmente, com agro, a gente sempre tá primeiro, né? Porque a gente tem os melhores do mundo, né? A gente alimenta o mundo. Então a gente tá desenvolvendo muita coisa junto aqui, né?

?Voz B

E tá aqui em Mato Grosso é diferencial, né? Porque onde tá o maior parque de máquinas, onde tá o negócio acontecendo mesmo. Outros estados também são muito importantes. Eu acho que até o material discutido aqui não serve só para cá, né? Serve para outros estados também. Mas existe um potencial no agro que acredito que muitas empresas ainda não enxergaram.

AMAmanda Matos

Não, realmente. E a gente tá buscando, tá cada vez mais próximo para tirar o tempo perdido e usar o que a gente já tem de bom, né? Que a gente já faz um trabalho muito legal para as frotas on hold, né? E a gente quer replicar tudo que a gente já faz de bom para o fora de estrada. A gente já tá fazendo, né? E só ampliar. Igual a gente não colocar aqui um treinamento focado no Mato Grosso, que é muito grande, coisa que a gente já tem em São Paulo, já tem em Fortaleza, já tem em Belo Horizonte, trazer aqui para o Mato Grosso, né?

E aqui, por que não focado no agro? Porque realmente é o que é necessário, né? Tem que entender o que que a região precisa. E realmente precisa de desenvolver conhecimento, desenvolver mão de obra, que cada vez tá mais difícil, né, criar interesse nos jovens, né, com tecnologia, com máquinas, com manutenção mecânica. Então vai ser muito interessante esse trabalho.

?Voz B

Legal. Bom, Amanda, muito obrigado, viu, por você ter topado esse desafio, né, meio que de última hora, mas deu certo. Obrigado por você ter destinado um tempinho aí do seu dia para bater esse papo aqui com a gente. Muito bacana conhecer um pouco da sua história também, né? Mulheres trabalhando na mecânica, acredito que não são muitas, não, mas tem que, tem seu valor aí. Eu acho que é muito legal o trabalho que vocês têm desenvolvido. Parabéns aí pelo que vocês têm feito.

AMAmanda Matos

Muito obrigada.

?Voz B

E obrigado por você ter vindo aqui, né?

AMAmanda Matos

Claro, muito obrigada também. Eu agradeço o convite.

?Voz B

Agora já passou a vergonha do primeiro, já tá de boa, já pode fazer outros já, né? E como que quem tá ouvindo assistindo a gente aqui agora pode acompanhar o seu trabalho, trabalho da Mali também?

AMAmanda Matos

A Mali tem um Instagram que a gente é muito engajado, né, que é Mali Pra Valer. Pode acompanhar a gente lá, a gente tem bastante conteúdo que compartilha novidades, né, aonde a gente vai estar, os eventos. Então pode seguir a gente lá, Mali Pra Valer. E eu também tenho um Instagram que é Especialista Off-Road, que eu também compartilho um pouco sobre a minha opinião do trabalho que eu faço com a Mali lá.

?Voz B

Bacana, bacana. Vou seguir já, hein? Eu sempre finalizo meus episódios aqui, viu, Amanda, com a frase muito sabedoria, que a gente vai seguir aqui para o evento e tudo mais, com o seguinte: se chover, não precisa molhar a horta não, tá? Frase mais agro que essa você não vai ter.

AMAmanda Matos

Obrigada. Muito obrigada.

?Voz A

Muito bem então. E esse episódio aqui, como eu falei lá no início, é uma parceria do Agro Resenha com o Agro Supply Summit, o maior evento da cadeia de suprimentos da agroindústria do Brasil. O Agro Supply Summit acontece anualmente e tem como principal objetivo discutir inovações, desafios, tendências e transformações da cadeia de suprimentos do agro, tá bom? Para saber mais, é só acessar www.agrosupplysummit.com.br e siga o perfil do evento também no Instagram, o @agrosupplysummit.

Para você que quiser acompanhar todos os episódios aqui, cara, entra lá no nosso, em todos os agregadores de podcast que a gente tá lá, Spotify, Spotify, Deezer, todos eles, e também no nosso canal do YouTube, cara. Acompanhe também no nosso site, o www.agroresenha.com.br. E esse podcast, assim como vários outros podcasts, estão na nossa Rede Agro de Podcast, cara. Lá tem um monte de conteúdo bacana para você poder se informar.

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?Voz B

Valeu!

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