DIOGO E TULIO LEMOS - FAZENDA NOVA FRONTEIRA
Neste episódio final da segunda temporada do Brasil que Produz, mergulhamos na estratégia da Fazenda Nova Fronteira, liderada pelos irmãos Túlio e Diogo Lemos. Localizada em uma região estratégica de intersecção entre Acre, Rondônia e Amazonas, a propriedade é um modelo de como a pecuária de recria e engorda pode atingir altos índices de desfrute enquanto preserva 80% de sua área original.
Abordamos temas fundamentais como o uso de tecnologia de identificação individual do rebanho, a implementação de projetos de crédito de carbono (REDD+) certificados internacionalmente e a gestão de pessoas que atravessa gerações. Um episódio indispensável para quem busca entender o agro como um negócio de precisão que equilibra rentabilidade econômica com impacto socioambiental positivo.
PARCEIROS DESTE EPISÓDIO
Este episódio foi trazido até você pela Silveira Consultoria! A Silveira é uma consultoria especializada em gestão e inovação no agronegócio, oferecendo serviços como consultoria produtiva, coleta de dados e apoio à tomada de decisões. A empresa apoia produtores com soluções práticas para melhorar eficiência e resultados na pecuária, integrando tecnologia e conhecimento do setor.
Silveira Consultoria: Inovação na pecuária por gerações.
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Este episódio também foi trazido até você pela Estância Bahia Leilões! Estância Bahia Leilões conecta pecuaristas a oportunidades de negócios seguros e rentáveis na compra e venda de gado, por meio de leilões presenciais, virtuais e plataformas digitais. A empresa oferece transparência, tecnologia e dados de mercado, facilitando decisões e gerando melhor valor para o rebanho dos produtores.
Estância Bahia Leilões: Inovando a pecuária, inspirando gerações.
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Este episódio também foi trazido até você pela Inbra! A Inbra Nutrição Animal desenvolve soluções e aditivos nutricionais com tecnologia para melhorar a produção de proteína animal de forma saudável e sustentável. Seus produtos auxiliam pecuaristas a aumentar eficiência, desempenho e conversão alimentar, oferecendo inovação técnica e resultados comprovados no campo, em diferentes sistemas produtivos.
Inbra: Tecnologia exclusiva, resultados que transformam.
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FICHA TÉCNICA
Apresentação: Gabriel Martins e Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidados: Diogo Lemos e Tulio Lemos
Edição: W. Filmes
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- História da Fazenda Nova FronteiraMigração familiar para o Acre na década de 70 · Aquisição da área em 1993 · Preservação ambiental e produção agropecuária · Desafios de manter a área preservada · Transição da agricultura para pecuária
- Sistema Produtivo da Fazenda Nova FronteiraFoco em recria e engorda de gado · Compra de gado na região · Aptidão da fazenda para recria e engorda · Melhoramento genético do rebanho · Legado da agricultura nas pastagens
- Cultura OrganizacionalCondições de trabalho adequadas e estrutura · Recompensa e reconhecimento dos colaboradores · Ouvir e atender às dores dos colaboradores · Gestão compartilhada e transparência com a equipe · Autonomia e poder de decisão para líderes de setor · Baixo turnover e qualificação da equipe · Família Lemos e a história de Sidão e Carlão
- Inovação na AgriculturaImplantação do sistema de gestão individual do rebanho · Uso de chip e brinco para dupla identificação · Controle de protocolo sanitário e plano nutricional · Identificação de gargalos na compra de gado · Uso de indicadores para aferição de desempenho · Monitoramento por câmeras e drones
- Desafios e Aprendizados na PecuáriaDesafios comerciais na compra e venda de gado · Programação de produção e planejamento de receitas · Escalonamento da produção para fluxo de caixa contínuo · Uso de dívida saudável para alavancagem do negócio · Manejo em períodos de seca na Amazônia
- Créditos de CarbonoProjeto Rio Madeira e conservação de florestas · Geração de créditos de carbono (REDD+) · Certificação pela VERRA (VCU, VCS, CCB) · Fundo socioambiental para projetos na comunidade · Apoio a escolas e projetos esportivos · Projeto de coletores de castanhas · Parceria com a Embrapa para inventário de castanheiras · Produção agropecuária integrada e controlada · Equilíbrio como princípio da sustentabilidade · Diferença entre emissão de carbono e exploração de madeira · Tipos de créditos de carbono (RED, agrocarbono, reflorestamento)
Um desafio do pecuarista hoje é manter a pecuária em pé e sustentável para as futuras gerações.
Quer dizer, a propriedade privada, se tiver consciência e tiver ações bem feitas e direcionadas, ela é o lugar onde a floresta está mais protegida. Às vezes um gado igualzinho, mesmo o lote, numa determinada invernada, ele tem um desempenho, na outra ele tem outro. Qual que é o problema? O problema está naquele pasto. O que é? Tem que achar.
Tem a soja para colher, está chovendo, será que amanhã vai chover? Não vai? Vai ter caminhão para carregar a soja, a máquina não vai quebrar, o operador não vai ficar doente. A dívida saudável ajuda o negócio a crescer. O recurso de investimento, o recurso programado, ele alavanca o seu negócio.
O sujeito tem que se sentir parte do negócio, porque de fato ele é parte do negócio. Mas ele tem que se sentir, não basta ele ser e não se sentir.
E aí, pessoa? Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao Brasil que Produz, que é uma série itinerante e fascinante que integra o Agro Resenha Podcast e tem como principal missão, finalidade destacar e valorizar histórias inspiradoras de produtores rurais Brasil afora. Estamos aqui finalizando a segunda temporada, gaúcho. Como é que você está, meu velho?
Ah, cara, eu tô feliz, hein? Hoje eu falei que, pela conversa que a gente já sabia do pessoal aqui, que ia ser a cereja do bolo, mas olha... Vai ser mais do que a cereja do bolo. Nossa senhora, hein? E, bom, pra gente começar aqui, cara, a gente tá...
na Fazenda Nova Fronteira, que aqui é uma intersecção de vários estados. Amazonas, Rondônia, Acre, tão perto da Bolívia também. Com Túlio Lemos e Diogo Lemos. Muito obrigado por nos receber aqui. Sejam super bem-vindos ao Brasil que Produz. Aí vocês decidem, mais velho, mais novo.
Por hoje é demais, velho. Boa tarde, muito obrigado. Nós é que agradecemos. Estamos muito felizes com a presença de vocês aqui. Para demonstrar um pouco do trabalho que a gente desenvolve aí na Fazenda. E o que o Brasil tem para mostrar aí dentro do agronegócio. Muito bom. E aí, Túlio? Pessoal, é uma satisfação enorme recebê-los aqui na Fazenda. Paulo, Gabriel.
A equipe da retaguarda aí também. Até a tua boa aí. E estamos aí para bater um papo aí. É uma tarde gostosa. E estamos aí à disposição para conversar com vocês, esclarecer nosso trabalho, mostrar um pouco do que a gente tem feito.
Bom demais, bom demais. Muito bem. A gente está aqui na Fazenda Nova Fronteira muito por conta que a Fazenda Nova Fronteira ganhou o prêmio de sustentabilidade lá no Boi que Deixa Dinheiro. E como você bem sabe, essa segunda temporada, ela só foi possível a gente estar aqui no décimo episódio por causa da nossa parceria com a Silveira Consultoria. A Silveira Consultoria que tem 40 anos, que vem há 40 anos transformando resultados.
por meio de gestão estratégica, inovação e boas práticas na pecuária, sempre com foco em eficiência, sustentabilidade e decisões baseadas em dados. A Silveira apoia produtores a elevar performance e rentabilidade em todos os estágios da fazenda. E quem está com a gente aqui também nessa segunda temporada é a Estância Bahia, que oferece mais de 30 anos de expertise em comercialização de bovinos selecionados, conectando produtores a oportunidades de negócio com qualidade e com confiança.
com uma rede de serviços de comercialização pecuária que impulsiona a cria, recria e engorda no mercado. E a Imbra, tecnologia para nutrição saudável, também está com a gente e seu trabalho une inovação, sustentabilidade e saúde para elevar os padrões produtivos em diversas espécies com soluções que promovem eficiência, bem-estar animal, contribuindo para resultados consistentes em toda a cadeia produtiva e da cadeia de produção animal.
Beleza? Então já fica o nosso agradecimento aí às três empresas que acreditaram nesse projeto aqui, que está finalizando, infelizmente, nesse episódio. Mas temos uma boa história pra contar e a gente sempre começa aqui, Túlio, Diogo, contando um pouquinho da história de vocês. A gente já soube um pouquinho ao longo da visita e tudo mais, o pessoal tá vendo um monte de imagens. Mas eu queria que vocês contassem um pouquinho da história de cada um de vocês e também a história aqui da Fazenda. Fique à vontade.
Então, nós somos de Franca, interior de São Paulo, a nossa família, a família Lemos. Já na região de Franca, sempre trabalhamos também com agronegócio. E na década de 70, o nosso pai, o Nilo Lemos, que já faleceu em 2014, ele veio para a região.
para poder investir em...
novas áreas e tinha as oportunidades de negócio naquela época. E junto com muitas pessoas da região, do estado de São Paulo, do sul do país, que vieram para a região, ele foi um dos pioneiros que vieram desbravar essa fronteira, essa nova fronteira.
agropecuária, que é o norte do Brasil. E na época, na década de 70, ele veio, comprou uma propriedade no Acre, no estado do Acre, na região de Sena Madureira, ficou lá por um tempo, depois vendeu essa propriedade, comprou uma outra propriedade na região de Chapuri, também no interior do Acre.
Essa área foi até desapropriada na época da criação da Reserva Ambiental Chico Mendes. E depois dessa desapropriação é que nós viemos para cá, para a nova fronteira. Foi no ano de 1993 que nós adquirimos essa área. Essa fazenda era do grupo do Banco Real.
do doutor Aloysio Farias, que era, na época, o dono do Banco Real, e a fazenda foi adquirida deles, do Grupo Real. E, a partir de então, nós iniciamos o trabalho aqui nessa fazenda.
Desde a década de 90. E é uma área com uma grande extensão de florestas. Então, nós temos hoje mais de 80% da área em preservação. E sempre, desde aquela época, a gente tinha esse princípio de manter.
as áreas preservadas e conciliar, fazer essa conciliação entre produção, com a criação de gado e a preservação ambiental.
E isso foi muito desafiador, porque durante todo esse tempo, você com uma área de mais de 25 mil hectares, com mais de 80% de área de reserva legal, você produzir em 20% e arcar com ônus...
de preservar e deter a posse, o domínio e a saúde do empreendimento é muito difícil. O ônus é muito caro. Então sempre foi um desafio. O perímetro da fazenda hoje dá mais de 100 quilômetros de área para você percorrer, para proteger, ver se tem algum problema.
invasão, alguma outra coisa. Então sempre foi muito oneroso para a fazenda manter todo o experimento, toda essa área de reserva legal preservada e com o domínio total da área, sem ter conflitos ou problemas possessórios.
E isso aí foi evoluindo, evoluindo, e hoje estamos aí com a fazenda seguindo esse modelo de produção sustentável e agregando formas de agregar, proteger essa floresta dentro de...
com projetos que agregam até na rentabilidade e benefício socioambiental para a região. Nós vamos depois falar mais sobre isso.
É, e assim, quem está nos assistindo já deve ter visto alguma coisa por aí, né? Mas quem está escutando isso em podcast, depois vai lá no YouTube também para olhar, porque a gente está dentro da floresta amazônica, né? Tem uma parte da floresta amazônica aqui e a Fazenda Nova Fronteira, ela tem isso e já teve até agricultura aqui, né, Túlio?
Já, nós fizemos agricultura por sete anos, plantio de arroz, de milho, de soja, e por questão até de logística e operacional, nós optamos em fixar na pecuária, na atividade da pecuária.
Eu queria trazer também um ponto, você falou assim, meu pai veio para cá na década de... Veio para cá, né? Foi mais ou menos em que época? Foi na década de 70 ali que ele veio para cá. Cara, como que era esse ambiente aqui na década de 70, né? Hoje a gente está aqui, passa um asfalto, muito bom aqui na frente da fazenda, mas eu imagino que quando seu pai veio para cá, não tinha muita facilidade aqui não, né?
Não, não tinha. Ele veio para cá em 76. Eu sou nascido em 75, o Túlio é de 77. Então foi na época complicada para ele, inclusive, de formação de família e tudo. Minha irmã é um pouco mais velha, estava com 3 ou 4 anos.
de idade, mulher e filho pequeno e tudo, então não é brinquedo não, a pessoa sair da região do estado de São Paulo e vir desbravar isso daqui, na época existia uma política, até política pública de integração da Amazônia, então houve um incentivo.
muito grande, não digo incentivo financeiro, mas um estímulo, propaganda que se fazia na época para a preocupação da Amazônia e tudo, foi bem no meio do chamado regime militar. O governador do Acre, na época, também fez um empenho muito grande para trazer investimentos para cá. É tanto que o Acre...
Hoje aqui nós estamos na região fronteiriça de Rondônia, Acre e Amazonas, mas meu pai inicialmente veio para o Acre. E o Acre é um estado que pulou outros, foi um sertão que pulou o sertão, coisa que nunca acontece.
por conta desse estímulo que teve essa propaganda, que teve por parte do governo local, do governo federal e do governo local. Então é uma história atípica de um sertão que pulou outro sertão, lá que começou primeiro que a Rondônia. Então não era brinquedo, tinha voo comercial na época, mas mesmo assim meu pai contava que quando ele veio para cá o asfalto ia até Cuiabá, de Cuiabá para cá são 2 mil quilômetros.
Pois é, a gente estava comentando até, eu não sei se foi hoje ou se foi ontem, porque a gente acabou saindo duas vezes, mas eu lembro de a gente falar sobre a gente ter demorado dois dias para chegar aqui, e eu acho que foi vocês que comentaram sobre demorar até 15 dias.
De Cuiabá pra cá. Em 15 dias, assim, sem ponto de pouso direito, sem combustível. Então a pessoa tinha que vir carregar de galão de gasolina e diesel, o que fosse, rede pra poder dormir onde precisasse dormir, pelego, bacheiro, tudo isso era era necessário ter no galo de briga, a bagagem pra poder chegar aqui.
É bem interessante, inclusive, o que tu falou do Acre e tal. Quando a gente entra na fazenda aqui, olhando pelo Google Maps e colocando aquela função do satélite, a estrada entre a rodovia e aqui a sede,
a divisão entre Rondônia e Amazonas está bem no meio dessa estrada, cara, então é muito interessante assim, né, porque eu nunca tive um lugar que chegava num lugar e ele estava em lugares diferentes, porque nós estamos agora, nesse momento nós estamos sentados dentro do estado do Amazonas a 200 metros ali na estrada já é Rondônia
E a menos do que isso, se for a pé, já entra no estado de Rondônia a 100 metros daqui. Acho que no meio da estrada ali já é... A própria BR, ela entra e sai na Rondônia. Ela pula para o Amazonas, desce para a Rondônia. O traçado da BR vai passando de um estado para o outro. Um ponto interessante para complementar essa questão da história da vinda para o Acre.
Porque na época, não só nossa família, mas como outros que vieram, vieram para fazer a pecuária. E a pecuária aqui era incipiente, não existia, não tinha gado, não tinha nada. Então o rebanho foi criado com gado trazido de fora, trazido do sul-sudeste, principalmente do sudeste, que era o gado zebuíno.
E qual que era a preocupação dos pecuaristas da região? Você vai trazer o gado em caminhões, um frete longe, distante. Então nós temos que levar o que tem de melhor no Brasil para lá. Se eu for botar 20 vacas num caminhão, que sejam as melhores vacas.
Então isso incentivou o pessoal a trazer gado de qualidade. A base do gado do Acre, formado desde a década de 70, 80, foi com base em formação de gado de alta genética na época.
Então o pessoal ia para a região de Uberaba, Triângulo Mineiro, aquela região que tinha o bolo do Zebu, comprava o que tinha de bom no mercado e trouxe para fazer base. Nessa época também vieram grandes pecuaristas renomados, importantes no Nelore, como o seu Rubico de Carvalho, Lúcio Costa.
Então isso aí contribuiu muito para que o rebanho do Acre tivesse uma base genética superior e isso reflete até os dias de hoje, que o gado do Acre, de modo geral, é um gado...
Muito bom. E aproveitando esse gancho aí, depois a gente pode até voltar um pouquinho, mas já explica assim, como que a fazenda se posiciona hoje? Como é que funciona o sistema produtivo de vocês? Vocês têm genética, vocês têm cria, recria? Explica um pouco como é que vocês estão posicionados hoje nesse sentido aí. Hoje a fazenda Nova Fronteira foca mais na recria e engorda.
Então nós temos uma parte do plantel que é de cria, são vacas nelores, vacas de alto padrão genético, mas em quantidade que eu chamo de ciclo incompleto. Nós temos a cria.
mas a recria e engorda é bem maior, proporcionalmente, do que os bezerros produzidos na própria fazenda. Então, a gente compra muito gado na região. Um dos fatores que a gente optou por isso era a aptidão da nossa fazenda, que fica na entrada, vamos dizer, na porta de entrada do estado do Acre, com logística boa de compra e de venda de gado.
Isso facilita a parte comercial e também pela grande oferta de gado de qualidade que tem produzido pelos produtores da região. Então se tem gente produzindo bezerro bom, se você tem a oferta desse bezerro para você recriar e engordar, vamos explorar essa...
essa fatia de mercado e partir para isso, recria e engorda. Até com o apoio da própria Silveira, que nos dá consultoria há 10 anos e fazendo conta para lá e para cá, nós optamos por fortalecer mais a recria e engorda.
E ao longo, aqui foi em 1990 e quanto que vocês viram? 93. 93. De 93 para cá, nós estamos falando de 33 anos, 33 safras, vamos dizer assim. Ao longo desse tempo, quais foram os principais momentos de virada da fazenda? O que foi acontecendo ao longo desses 33 anos que fez com que ela chegasse como ela está hoje?
Os pontos de virada, a fazenda já, quando foi adquirida do Grupo Real, ela já era uma fazenda, era um projeto de produção deles. Então, já tinha um projeto instalado. Então, nós já pegamos, vamos dizer, meio caminho andado. E aí já tinha uma base de rebanho boa, na época que nós também veio junto com a aquisição da propriedade.
E nós continuamos desenvolvendo esse trabalho de cria, recria e engorda. Teve momentos em que a gente aumentou a cria por questões de mercado, mas depois, com o passar do tempo, nós fomos alinhando, afinando mais para o lado da recria e engorda.
você vai conhecendo a fazenda, conhecendo a aptidão, cada retiro nosso, nós temos cinco retiros na fazenda, cada retiro tem uma aptidão diferente, tem um comportamento vegetativo e de suporte forrageiro diferente. Então você vai conhecendo e adaptando a produção na forma melhor e sempre fazendo conta.
Sempre com a calculadora e fazendo conta. Teve uma época que a gente trabalhou com genética também, produzia touro para vender. Então esse trabalho de pulverização de genética na região, nós também contribuímos de alguma forma com isso, embora tenha outros produtores com mais empenho nisso do que a gente, mas a gente participou disso também, depois a gente se afastou. Mas isso é o que o Túlio falou, todo esse trabalho feito,
Por quem trabalhou com genética, dentre eles nós, serviu para pulverizar a qualidade genética em toda a esfera produtiva. Tanto o grande como o pequeno, o médio, todo mundo aqui na região tem gado de qualidade genética boa por conta disso.
E engraçado, a gente estava mais cedo que tinha um rapaz numa empresa aqui, né? Ele falou, ah, eu quando era menino, 14, 15 anos, eu vinha nos leilões aqui, né? Era leilão de touro. Era leilão de touro. Que legal. O pessoal ainda falava, leilão arca de Noé, vendia de tudo, carneiro, cachorro.
Doce de leite, queijo de búfalo, tudo era vendido, comercializado do leite. Então, e falando em genética, né, cara? E como é importante esse trabalho também que quem fornece para vocês faz, porque a gente vê a qualidade que tem, a gente viu hoje aqui, né? A qualidade dos bichos, né?
E isso a gente passou em outros episódios aí, os episódios que antecederam esse aqui, de produtores que trabalham majoritariamente com genético. E é onde prepara para que aqui tenha um êxito. Hoje você tem condição de escolher...
Que ramo da pecuária você vai trabalhar por conta disso. Hoje a gente optar por recria e engorda, concentrar os nossos esforços em recria e engorda, a gente tem essa condição graças a essa semente que foi plantada lá atrás. Então nós estamos colhendo o que se plantou num passado não tão próximo, desde o começo da pecuária aqui na região. Então isso foi sendo...
plantado e hoje a gente está colhendo. Não só nós, mas todo mundo que está aqui. E eu não perguntei, nem ontem eu perguntei qual é a formação de vocês? Os dois são formados em direito.
advogados. Por incrível que pareça. Mas, sério? Que interessante. Os dois com OAB válidas. Tem que aprender a falar a língua da turma, né? Exatamente. O que é interessante é o conhecimento. Claro, não tem nada a ver o cara ser formado direito e saber tudo sobre a atividade que é dele. Mas eles têm um domínio da atividade que até agora até fiquei bem.
Mas essa questão do domínio, isso é uma questão de família. A gente é de família de pecuaristas de gerações. Então, isso está até no DNA da gente. Então, o direito, no caso, vem complementar alguma falha que a gente tivesse, mas a genética nossa é da pecuária. É tanto que você perguntou o negócio da lavoura, por que a gente...
Se for perguntar por que vocês começaram e depois saíram da lavoura, uma questão é a logística, que o Túlio falou, mas outra coisa é a aptidão, não da fazenda, a aptidão nossa. A nossa aptidão é a pecuária.
A fazenda tem aptidão agrícola, mas nós não temos tanto assim. Ontem eu estava conversando com o Túlio e a gente estava falando sobre isso. Eu falei que a agricultura dá uma acelerada na dinâmica da fazenda. E a pecuária já é um negócio que você consegue ter um pouco mais de calma para fazer as coisas. E a agricultura junto com a pecuária deve ser meio...
A agricultura foi muito importante para nós. Tudo que vocês viram hoje, a qualidade das pastagens, das forragens, tem o mérito do... Legado da agricultura. Legado do giro da lavoura que passou por aqui.
Então, o melhoramento das terras, o calcário que ficou lá, a adubação, o melhoramento do solo, o legado que deixou a agricultura, a gente está colhendo ele.
E melhoramento nosso também, de gestão, de administração, tecnificação da gestão. A agricultura contribuiu muito. A gente teve que aprender coisas que o pecuarista, de um modo geral, não conhece. Exatamente. Sim. A agricultura nos ensinou muito. Você...
Hoje a gente tem a pecuária com óleos de agricultura. Então, qual é a nossa visão? O pasto que está brotando aí, ele tem que ser colhido. Sim. Em vez de colher o grão, colher a soja, colher o milho, a coletadeira agora é a boca do boi.
Então, hoje, vocês estão vendo aqui, é uma lavoura de capim. Essa é a nossa visão de negócio sobre a pecuária, que também faz parte do legado que a agricultura nos ensinou. E assim, do início lá, desde que vocês chegaram aqui, sem falar, não tem como falar do pai de vocês, porque ele não está aqui para falar, mas de vocês.
Quais foram os maiores desafios que vocês enfrentaram na atividade? Ponto de vista técnico, por exemplo. Os maiores desafios no ponto de vista técnico são vários.
e bem distribuídos, bem distintos, vamos dizer assim. Parte de mercado. Hoje nós temos uma tranquilidade comercial, porque se estabeleceu tanto a parte de fornecedores, a gente já tem uma carteira de fornecedores boas, e tanto para a venda do gado. Hoje nós temos opções de frigoríficos para fazer o abate, comercializar o gado.
Mas para chegar até aqui, passamos por desafio. Você não ter dificuldade de comprar o bezerro, você ter dificuldade de vender o boi, ter o boi e não ter para quem vender. Então, essa questão comercial, ela impactou bastante no curso desse... no andamento dos anos que se passaram.
Mas hoje, graças a Deus, essa é uma parte que está bem estabilizada e tranquila. Tem as variações de mercado, as oscilações. A gente tem que estar de olho no mercado, mas você não ter para quem vender é muito difícil também. Você passar por essa fase, nós já passamos por isso. E tem a questão também de programação de produção e planejamento de receitas.
Houve épocas que a gente tinha as receitas concentradas tudo numa época só. Se você tivesse a infelicidade de o gado ficar pronto numa época que o mercado não estava bom, você ficava sujeito para o seu negócio inteiro, sujeito àquela...
variação negativa de mercado, hoje a gente tem uma escala de produção que nos permite ter boi pronto praticamente o ano todo a gente tem boi saindo. Então isso, de certa forma, dá uma protegida também, porque você tem gado pronto na baixa, mas tem na alta, então você faz uma média, fica um negócio mais estabilizado. Na média você consegue. Exatamente, você consegue manter uma média boa.
Esse sistema de produção que a gente tem hoje, que é fracionar a produção, escalonar, então nós temos praticamente todo mês saigado gordo da fazenda. E com isso você dilui o risco.
Você não fica tão preocupado e refém do preço. Se o preço está bom, você vende. Se o preço está ruim, você vende também. Aí nós adotamos o conceito da média. Qual o valor médio daquela safra? Então, o valor médio de compra foi X, o valor médio de venda foi X.
Adota esse sistema de trabalhar com média. Aí você não sofre. A gente usa pontualmente ferramentas de trava, o uso da bolsa de valores e tudo. Mas se você tem esse sistema de distribuição de venda, fluxo de venda de gado contínuo, você automaticamente está se protegendo. Sim. Você se protege de baixa e de alta, porque você dilui.
e não tu não vai conseguir fazer vender tudo no melhor preço né exatamente acertar no olho da mosca né voando né voando então assim não tem o Antônio da Luz que fala muito isso porque tu tem que tentar fazer uma média boa exatamente isso na reposição também o efeito automático que você os boi que você vendeu você compra
Você vendeu caro, você compra um bezerro mais caro, mas está tudo bem. Se você vendeu mais barato e compra numa época mais barata, automaticamente o bezerro está mais barato. Vai estar mais barato também. Então, está tudo certo.
E você tem que ver também, nem sempre vender barato é de todo ruim, porque você tem outros fatores envolvendo custo financeiro. Então, às vezes, você vender um gado na baixa, mas deixar de pagar juros, não é uma coisa tão ruim assim. Então, esse modelo de escalonamento, de ter uma produção constante e você acompanhando as oscilações, tendo altas e baixas,
Você faz isso, se protege. Você se protege do risco do preço muito baixo e se protege do custo financeiro também. O efeito disso reflete na regularidade de fluxo de caixa. O pecuarista que adota esse formato...
Ele tem entrada de recurso, fluxo financeiro o ano todo. Então, se você concentra muito, o risco aumenta. E você, às vezes, fica com mais dificuldade de fluxo de caixa. Então, se você consegue se programar o ano inteiro, você já faz melhores compras de insumos, de várias coisas.
baseado no seu fluxo de caixa. Hoje, com o sistema que a gente usa, a parte de gestão e o apoio de gestão que nós temos até, da consultoria, isso nos ajuda a você ter um fluxo de caixa, uma previsão de fluxo de caixa para os próximos dois anos.
Então isso aí é uma tranquilidade muito grande. Eu ia falar exatamente isso, porque assim, outro fator que é super importante dentro desse planejamento é só se desditar na cama e dormir tranquilo, né? Exatamente. Porque aí a preocupação, ela existe, ela vai sempre existir de fazer as coisas bem, mas nada como uma noite de sono tranquila no sentido de, poxa, a gente está seguindo o planejamento, né?
Nada paga o custo de uma ursa. Voltando na agricultura, isso também reflete no porquê não continuar com a agricultura. É a chamada noite-sona. Tem uma soja para colher, está chovendo, será que amanhã vai chover? Não vai? Vai ter caminhão para...
para carregar a soja, a máquina não vai quebrar, o operador não vai ficar doente, tem tudo. E o clima aqui, o clima de chuva e sol e tal, vocês têm um desafio grande com isso aqui, né? Falou que chove 2 mil e... É de 2,200 a 2,5 anual. Pois é. Aí, cara, imagina, na hora que tu vai colher, o negócio começa a chover, quando vê...
né, B.O. E é isso aí realmente. São noites de sono perdidas. As janelas de colheita são pequenas, isso envolve você ter maquinário em excesso, você tem que ter maquinário disponível para colher muito de uma vez só, então tudo isso é custo.
E tu falou do custo financeiro, né? E ter esses números ajuda também, assim, ter essa mentalidade, esse jeito de pensar, ajuda também na hora de investimento, né? Porque eu vejo muito produtor que não usa capital próprio pra tudo. Só que, cara, depende, né?
Como um bom agrônomo? Depende, porque se você tem uma taxa de juros melhor lá, é o custo financeiro. Você tem uma taxa melhor para investimento e você pode pegar o seu dinheiro e ter um retorno maior em algum outro investimento, não quer dizer que é ruim ter dívida.
Por causa, justamente com essa visão aí do custo financeiro. A dívida saudável ajuda o negócio a crescer. O recurso de investimento, o recurso programado, ele alavanca o seu negócio.
E tem momento do mercado, o momento que o mercado está ruim, é a hora boa de pegar dinheiro emprestado. Sim. O momento do mercado está bom, é a hora de pagar a conta. Então, você conseguindo ter esse controle de aproveitar esses momentos, a alavancagem financeira ajuda muito.
Uma outra pergunta que eu queria trazer, porque assim, a gente estava rodando os pastos mais cedo, e aí eu fiz exatamente essa pergunta, como que era que chovia aqui e tal, e aí vocês comentaram que aqui, a gente que está mais acostumado com o sistema, por exemplo, eu estou mais acostumado com o sistema de Mato Grosso, lá a gente tem uma época de chuva, uma época de seca um pouco maior.
E aqui já não, aqui tem uma época de chuva, chuva muito intensa, que até atrapalha e tal. Conta para mim, porque assim, muita gente pode ter curiosidade para entender um pouquinho mais como funciona o manejo até de sistemas aqui na Amazônia, como que funciona isso aí.
Aqui na nossa região especificamente, nós temos aí essa chuva de 2 a 2,5 milímetros por ano. Ela é bem concentrada de outubro a março, começo de abril. Agora nós estamos no final do regime de chuvas.
Mas o maio e o junho ainda chovem um pouco, suficiente para manter as pastagens em boas condições. Aí o desafio nosso é julho, agosto e setembro. No final de setembro já começam a dar as primeiras chuvas.
Mas é muito raro você passar esse período de três meses, que a gente chama de período crítico, sem ter chuva. Sempre tem alguma chuva pontual que dá um suspiro, um respiro. E a própria umidade das florestas da região também ajuda.
O orvalho, o matutino, isso tudo ajuda na vegetação. Então a seca nossa aqui, existe seca? Existe, mas ela não se compara às secas do centro-oeste, do sudeste, que são bem mais críticas.
Mas a gente adota protocolos de seca, com uso nutricional e sanitário de algumas ferramentas para poder suprir a deficiência que causa nesse período. Mas não é...
Aqui a gente não tem as linguagens que se usam muito lá embaixo, fazer o sequestro do bezerro. Sim, a gente escutou isso. Ou você guarda a comida para o inverno, ou se o gado vai passar fome. Aqui não chega a esse ponto. Mas também não faz você abrir mão de uso de ferramentas mais leves para...
Poder subir a ladeira, não perder o ritmo na subida que você pegou no embalo da ladeira, vamos dizer. A gente estava lá na Santo Hernani essa semana, o oitavo episódio foi lá com a Santo Hernani, e lá eles tinham um barracão até o teto de feno.
E aí, quando a gente rodou, tinha uma pastagem assim, eu perguntei, o que é isso aqui? Aí ele falou, isso aí a gente vai colher para virar feno. Aí aquele feno que estava lá é o já dessa próxima seca e aquele que estava plantado já é da seca do ano que vem.
É, nessas fazendas existe todo um trabalho, uma preocupação de criar uma forma de alimentar o gado, porque a comida acaba literalmente. Aqui não, aqui a gente só complementa.
Então, nós somos adeptos do uso da nutrição, do proteinado, de uma ração. Tanto é que vocês viram aí o uso de... A nossa nutrição é toda com produto...
o mineral proteinado, temos a tip da terminação, só que nossa tip é uma tip mais light do que você vê. Lá nessas regiões o pessoal usa terminação com 10 quilos, até mais, de ração substitutiva.
Que supri toda a necessidade do animal. Aqui não, aqui ela só complementa. A gente nunca trabalha para nunca faltar a forragem. Então essa nutrição, essa ração, ela vem só para suprir as deficiências da qualidade do capim que perde na época da seca.
É, e eu queria tocar um assunto aqui também, dentro desses desafios que a gente viu aí hoje, quando a gente rodou com vocês, que é um desafio que vocês lidam com maestria, né? Que é o desafio de gestão de pessoas. A gente rodou aí com vocês e, cara, é...
Fala um pouco para nós aí, qual é o jeito de vocês pensarem isso? Por que tem esse pessoal tão engajado? O pessoal deve estar vendo imagens agora, né Paulo? Pessoal, desde as meninas que nos serviram o café hoje, o almoço, o pessoal lá do Curral, como vocês pensam lidar com gente e funciona tão bem?
Eu acho que primeiramente é dar condição de trabalho adequado para a pessoa. A gente, na hora que a gente estava visitando lá, não sei quem de vocês que falou da estrutura, que estrutura bem feita e tal. Quer dizer, a gente tem a estrutura mínima necessária.
para uma atividade pecuária, mas tudo muito bem feito. Então você tem condição de trabalho, a pessoa trabalha com gosto e sem dificuldade, você vê, você tem um curral, você vai trabalhar um gado, o curral que a porteira corre, que o rolamento funciona, isso tudo, e é coisa que...
que ajuda, facilita e a pessoa que está trabalhando, ela se sente atendida, porque ela quer prestar um bom serviço. A verdade é essa. O trabalhador quer prestar um bom serviço e muitas vezes ele não consegue, aí ele desanima.
E outra coisa é você ter recompensa, não só financeira, mas de reconhecimento, de tudo, de dar a devida atenção ao colaborador e tudo isso. Eu acho importante.
Nós temos uma política de ouvir muito as dores do colaborador e tentar, na medida do possível, suprir essas questões. Então, a gente procura ter uma base, um suporte, ferramentas de trabalho adequadas para fazer um bom trabalho.
Então, as nossas tropas de serviço da pecuária são tropas boas. As instalações, infraestrutura, infraestrutura da própria fazenda, com cercas de boa qualidade, corredores que ajudam no manejo para levar e trazer o gado.
Isso tudo ajuda. Currais, nós temos cinco currais de manejo distribuídos na fazenda, todos completos com cobertura, troncos, bretes, balanças eletrônicas. Então, facilita. A gente busca dar condições para que o trabalho flua e ajudar no resultado do...
Então o pessoal trabalha tranquilo. Não tem... Ah, o gado não veio porque a cerca estava ruim, misturou, entreverou, entrou no mato. Ah, o gado está... Perdemos o controle daquele lote porque misturou, entreverou. Hoje a gente não vê isso aí. Quando acontece, às vezes é algum...
É atípico, né? Normalmente as coisas fluem bem. E aí faz com que o resultado chegue de forma mais clara. E essa gestão compartilhada que a gente faz também tem ajudado muito.
ter transparência com a equipe das metas, dos objetivos da fazenda, do que a gente faz, o porquê que a gente faz as coisas, o porquê que adotou tal sistema de gestão, sistema de controle.
Há três anos atrás começamos com controle individual de gado, o rebanho hoje é todo chipado. Então tem... Só que tudo isso para você implantar, você tem que ter transparência e clareza e mostrar o porquê, para aquilo não virar...
Descer goela abaixo da pessoa, a pessoa entender o que está fazendo. E outra, e ouvi-los e acatar aquilo que aproveita das ideias deles, porque ninguém é dono da verdade. E o pessoal tem boas ideias e a gente procura aplicar as ideias boas que eles dão, sugestões e tudo. Então a gente tem que ter esse trabalho de filtragem.
que é compatível ou não com a forma de produzir, mas dá esse espaço e essa credibilidade para as ideias dele. O nosso turnover é muito baixo. Ajudar na qualificação também, ouvir da autonomia.
para o pessoal. Aqui todos os líderes de setores, tem os capatazes de cada setor, cada um tem sua autonomia, ele tem poder de decisão. Nível de responsabilidade, eles têm as responsabilidades, eles sabem das responsabilidades que têm.
E apoio, não deixá-los na mão. Isso é um fator importante. Se você dá a vara na hora de pescar, você puxar a vara, deixar o cara na mão, aí isso é ruim. Então você tem que saber administrar isso aí. Retaguarda, né?
É, e um negócio que tu falou aí, que na verdade não foi falado, é que a gente conversou ontem sobre isso também, eu acho que tem uma coisa que, não que seja ruim o camarada morar na fazenda.
Mas ele sair do trabalho e ir para casa, sair de casa para vir para o trabalho, é um negócio diferente. Quem trabalhou em home office na pandemia sabe disso. O cara teve que ficar trancado em casa, não sei o quê. Depois, quando liberou, o pessoal parecia que nunca mais ia voltar para casa.
E aqui vocês têm também uma dádiva de estar a quantos quilômetros aqui da cidade? 15 km. 15 km da cidade. De manhã a gente acordou aqui. Ah, isso é uma coisa boa, né? Dormiu aqui. Dormimos aqui na fazenda, galera. Nossa, bom pra caramba. Aí acordamos 6 horas da manhã, galera chegando de motinho pra trabalhar. Aí no final do dia vai pra casa. Tem o quê? Uma, duas famílias que moram aqui na fazenda? Nós temos duas famílias que moram na fazenda. O restante da equipe toda... E aí
Ou mora em Nova Califórnia, que é o distrito aqui próximo, ou mora em sítios próximos, em casas próprias. Então, a necessidade de ter casas para alojamento do pessoal dentro da fazenda ficou mínima. Hoje a gente tem um pouco essa preocupação.
Tem muitos que tem uma terrinha própria e mora lá. E esse é o negócio de mudar de áreas. Você sair, se afastar do trabalho e ter alguma forma de... É a história do dono da farmácia que mora em cima da farmácia. Ele não tem sossego. Aí que tá. O cara não tem sossego. E vocês têm um trabalho tão bom com as pessoas que a prova disso é que a gente estava... Ainda postei um story hoje ali e mostrei o Sidão.
E o Sidão, ele se aposentou e ele está aqui na volta. A história do Sidão e da família dele dá um episódio completo. Porque é muito interessante. Aqui na fazenda trabalha três gerações de uma família. O Sidão, que tem 78 anos, vai fazer 78 anos agora.
e ele trabalha com a família já há quase 40 anos, há mais de 40 anos. O filho dele, o Carlão, é o nosso gerente também da fazenda, trabalha com a gente também há praticamente 20, quase 30 anos.
E agora tem o filho do Carlão, que também trabalha na equipe de pecuária. E agora recente tem o neto do Sidão, o Júnior, sobrinho do Carlão, que é veterinário e ele hoje é líder nosso aqui na questão pecuária, no controle nutricional, controle de rebanho, na parte de gestão interna do gado.
Então é a família inteira que está aqui. O Sidão teve momentos que ele saiu e voltou da família, mas o primeiro registro na carteira do Sidão, que foi o meu pai que assinou, salvo engano é de 79. O ano que eu nasci. Eu tinha 4 anos. 46 anos. Você não pegou a gente no colo. Você não tinha acabado de chegar. É.
A gente tinha propriedade lá em São Paulo, o Sidão era de lá. O Sidão já trabalhava lá. O Sidão é conterrâneo nosso, lá de França. Então ele trabalhou com o nosso pai lá. Ele veio para cá, acho que foi em 95. 97. 97.
O pessoal já deve ter visto aí nas imagens, pelo menos o Carlão e o Júnior, porque eles acompanharam a nossa jornada, rodaram, e dá para ver que os caras veem o negócio como se fosse deles. Isso é que é massa. Esse negócio que você falou, o sujeito tem que se sentir parte do negócio, porque de fato ele é parte do negócio, mas ele tem que se sentir, não basta ele ser e não se sentir.
É, e fazer da forma como vocês fazem, que tu falou assim, não adianta empurrar a goela abaixo. Por quê? Porque ninguém gosta de fazer nada sem saber o porquê que tá fazendo aquilo.
E aí quando tu dá transparência, né? E tem esse modelo de gestão de gente, o cara sabe por que ele tá fazendo, aí ele vai fazer. E aí ele sabe até o resultado que é esperado daquilo ali, né? E o Sidão hoje, ele mora aqui, ele tá aqui conosco por opção, porque ele tem a fazenda dele aqui, 7 quilômetros daqui da fazenda, ele tem a área dele, tem o gado dele, tem o negócio dele.
Mas ele, tanto nós como ele, faz questão de ficar aqui. Pessoal, a gente contou muito sobre as histórias e tal, e alguns desafios que foram tendo ao longo desse tempo. Quais foram os principais erros que vocês cometeram aqui e que trouxeram algum aprendizado no dia a dia de vocês?
Agora reconhecer os erros é uma dificuldade maior que tem. Eu digo que nós tivemos um erro na época, era considerado um erro,
que hoje depois passou a ser um acerto, que era no início do projeto Nova Fronteira, lá atrás a própria legislação dava suporte para você abrir mais áreas. Então hoje a gente tem mais de 80% da área em floresta. Antes da mudança da lei, a gente ainda tinha condição de abrir mais um pouco.
E por opção, nós não exercemos esse direito, vamos dizer assim. E isso hoje é um erro da época que todo mundo falava, por que vocês não abrem mais? Aproveita. Aproveita o momento, agora está bom de...
Está saindo licença, aquelas coisas. Que a verdade é que a gente ainda tem área aqui que, pela lei, a gente ainda poderia suprimir de floresta, mas a gente não quer. E todos os projetos de conversão de áreas feitos a seu tempo foram feitos todos com licenciamento, dentro das regras, dentro dos padrões exigidos.
Então, na época, esse era um erro. Podemos dizer que, a seu tempo, foi um erro. Mas isso hoje é um acerto, porque o mercado, as circunstâncias, a mudança de comportamento da população... Consumidor mesmo. Consumidor, isso está... Está jogando a favor. Está jogando, exatamente.
Hoje a fazenda é considerada uma fazenda sustentável, recebemos premiação com relação a isso. Hoje a gente tem a fazenda vista, reconhecida como uma fazenda sustentável, talvez graças a um erro do passado que não foi.
que virou acerto. Aí você tem que ver a questão de necessidade. Hoje você tem condições, a gente tem condições técnicas e tudo, de crescer para dentro da fazenda, não precisar expandir área, crescer para fora. Então você tem formas de ir intensificando a produção e essa história de olhar para o pasto como uma lavoura, tudo isso é...
É coisa que a gente acaba que até dá conta de usar o que tem, né? Não tem por que pensar em abrir a área e tudo mais. Nós sempre tivemos uma visão simplista do negócio. Sempre fazer o simples bem feito. Então é mais fácil você fazer um arroz com feijão bem feito, com um bifezinho ali, do que ficar inventando receitas que às vezes queima no forno, né?
Então, essa teoria aí da simplicidade de fazer o básico bem feito sempre contribuiu para o sucesso aí da jornada da fazenda. Esse básico bem feito aparece toda hora.
Porque o básico normalmente não é bem feito na grande maioria. Exato, exato. E aí fazer o básico muitas vezes parece que é algo fora da linha. E aqui você percebe que além do básico tem muitas outras coisas. Então você acaba levando a régua do básico, que é o que acho que a gente precisa fazer.
É porque hoje a fazenda, você tem que ver ela do lado de dentro da porteira e fora da porteira. Então você tem questão de produção, são vários detalhes que contam. Se cuidar do rebanho, cuidar da nutrição, cuidar da pastagem, cuidar do manejo, pessoas, equipamentos. E tem a parte comercial.
E hoje é difícil. Se você começa a inventar demais as coisas, às vezes você se perde e não faz o básico bem feito. Essa questão mesmo da cria-recria-engorda, você focar em recria-engorda...
É mais fácil você ter uma equipe focada na recria e engorda do que na cria e recria e engorda. É menos checklist, vamos dizer assim. E vai ter que ter uma equipe muito multidisciplinar. E às vezes, por exemplo, a gente lá no Leopoldo. Seu Leopoldo, do episódio 2.
Ele tem uma fazenda para cria, né? E aí as pessoas são especialistas. Exato. Ele tem pessoas especialistas em cria e pessoas especialistas... Inclusive, às vezes, o cara levanta a mão e fala...
eu gostaria. Eu quero trabalhar na CRI. Ele leva o cara pra lá. Porque tipo assim, o cara quer estar lá, né? Então, é mais ou menos isso aí. Quando a gente fala que a gente tá concentrou em recria e engorda, não quer dizer que a CRI não seja boa. Sim.
Mas você tem que ter especialidade nela e tem que focar naquilo e fazer bem feito. Então, essa ideia de quem quer ter as duas coisas, fazer e separar de equipes distintas e tudo, você evita das pessoas se perderem. Quer dizer, quem faz tudo não faz nada. Diminui a chance de erros, vamos dizer assim. Sim.
E tem a parte também de gestão de regularidade. Você tem que ter uma equipe boa de suporte, manter a sua documentação em dia, a questão de cadastros, INCRA, CCR, CAR, questão ambiental. Então, isso tudo exige um conhecimento do proprietário e uma dedicação. Isso, hoje em dia, toma muito tempo.
do proprietário rural se administrar burocracias.
Ainda mais na região de vocês? Exatamente. Você tem que estar de olho nas questões ambientais, você tem que se manter regular ambientalmente. Se você não estiver regular, você pode ter um impedimento comercial e assim por diante. Então, é aquele termo de complice. Hoje em dia, você tem que ter um complice do seu negócio. E fazenda não é diferente disso.
que se dedicar também ter uma frente de trabalho nessa parte de retaguarda burocrática. Sem dúvida. E, Túlio, também, Diogo, ao longo desse tempo, vocês foram falando em várias coisas que foram acontecendo. Trouxemos a agricultura, depois nós saímos.
Dentro da história da fazenda, quais foram as principais tecnologias que vocês implantaram aqui e que impactaram de passo? Poxa, essa tecnologia aqui fez o nosso negócio dar uma guinada. O que foram as principais ao longo desse tempo? Pode ser desde o início que mais impactou aqui no jeito de tocar a propriedade.
Hoje eu posso dizer com certeza que a virada de chave do nosso negócio hoje foi no controle do rebanho, principalmente na implantação do sistema de gestão individual.
do animal. Então você tem o gado chipado, controle de chip e brinco, isso é uma dupla identificação, porque se perder o chip, tem o brinco para poder não perder o histórico do controle do animal. Então a gente vai para três anos de controle individual na fazenda.
E isso aí mudou completamente o jogo da fazenda. Você consegue ter outra visão do negócio. Então você consegue identificar onde estão os gargalos.
Então você, tendo o controle desde o dia que o animal chega, você faz o check-in dele, a identificação, faz o protocolo sanitário, faz toda a pesagem e plano nutricional à parte.
O gado, desde a entrada, já passa por uma parte, por categoria, por peso. E você ter esse controle individual facilita no acompanhamento do desenvolvimento do gado.
Então, nós já conseguimos nesse período aí eliminar, achar gargalos de compra, o que está puxando o negócio para trás, aquele gado. Esse tipo de gado eu não vou comprar porque esse gado não vai desenvolver. Eu ia fazer essa pergunta. Isso aí todo mundo sabe que tem, mas ninguém sabe achar onde está o defeito.
É só tendo a individualidade. O meu GMD da fazenda é X, eu preciso melhorar, não sei o quê, mas você não sabe qual o parafuso apertar para você regular isso. A única forma que tem de você achar, aferir isso, é com o controle individual. Você começa a ter relatório por categoria, por era, por faixa etária, por nutrição.
Por origem, fornecedor. Pois é. Porque você sabe até o gado de quem que é bom. Exato. Esse aqui eu posso até pagar um pouco mais, afinal ele vai me dar mais resultado. Nós já fazemos isso. Tem gado de fornecedor aí que a gente é mais flexível em preço, faz força para comprar. Quando você não consegue selecionar na compra, você seleciona depois que entra aqui e descarta aquele animal que não serve.
Então é aquela história, quando você tem aspectos do negócio, o aspecto do negócio cujas suas ações não influenciam, não tem como ter muita influência, você acaba tendo que ir na média, que é o caso do mercado. Agora naquilo dentro do negócio que a sua ação é diretamente, que influencia diretamente o resultado, naquilo você tem que nivelar por cima.
Então, quando você puxa a sua régua para cima, não adianta você ter uma coisa puxando para trás que aquilo ali vai te prejudicar o seu negócio. Então, a rentabilidade do negócio, a gente tem que focar os esforços da gente naquilo que a gente consegue mudar. E está nesse ponto aí.
Você consegue fazer ajustes finos, que o sucesso ou o insucesso da fazenda está muito ligado a processos. É o pasto bom, é o ponto de entrada e de saída do animal, o manejo, a apartação, é a aguada, é o coxo de sal, se o coxo tem quantidade suficiente, se está no local certo, se está no local errado.
Então, o que faz o desempenho piorar no manejo?
Às vezes não é uma coisa só. É um pouquinho disso, um pouquinho daquilo. Às vezes um gado igualzinho, mesmo o lote, numa determinada invernada ele tem um desempenho, no outro ele tem outro. Qual que é o problema? Então o problema está naquele pasto. O que é? Tem que achar. Ah, é a água, é não sei o quê. Tem que achar. E sem esses... Porque daí é uma questão muito de indicador, né? Se tu não tem indicador... Tchau.
Você tem que ter a base para você fazer o... É número, né? A ferição. O negócio vai pesar um animal, antes de iniciar a pesar, você tem que aferir a balança. Se ela está zerada. Quando você começa a pesar o boi com a balança desregulada, você não chega a lugar nenhum. E a fazenda é isso. Você tem que estar sempre aferindo ela.
Aí você vai consertando os detalhes. Então você ganha 50 gramas de GMD porque você melhorou o lugar do costiçal. O algado melhorou 30 gramas de GMD ali porque você melhorou a chegada na aguada. Então são os detalhes que vão fazendo a diferença.
E aí eu vou te dizer que isso não tá nem aqui no roteiro, mas o que acontece? Nós tava voltando aqui da nossa primeira rodada aqui, pra ir lá pros módulos lá, e tu falou um negócio que tu escutou do Miguel Cavalcante.
Sim. Que é tu conseguir dar o zoom out ali, a visão distal mesmo do negócio, né? Porque se tu tá lá aferindo a balança, não sei o que, vocês enfiados no processo, não tô dizendo que o cara não pode participar. Eu acho que tu até em algum momento participa e tal pra entender como é que tá funcionando, mas pra isso tu tem o Carlão, tem o Júnior, tem o Sidão, não sei o que, que é os caras que tu treinou eles pra isso, com a tua visão do negócio. Agora...
Não adianta nada tu estar lá enfiado no meio, porque daí tu não vai conseguir estrategicamente olhar pra isso, né? Tipo, tu falou em processo, e processo, cara, cara, processo é assim, ó, é um negócio que é como o Diogo falou, é o que tá na tua mão. Isso é uma das coisas que tá na tua mão. Só que pra tu ver que um processo tá errado, tu não pode estar enfiado dentro do processo. Tu tem que estar fora dele, né? Aí se vocês estão enfiados lá, vocês não vão olhar o processo acontecendo.
E aí é onde é disso aí, né? Você não vê. Às vezes muita coisa passa e você nem viu o que passou, porque você está concentrado em outras coisas. Às vezes você tem que olhar mais o macro e formar a sua equipe, deixar o pessoal treinado para fazer o beabá da fazenda. Eu quero aproveitar esse gancho, porque até quando você dá esse zoom out, você começa a ver várias outras oportunidades.
Um dos motivos, até inclusive, de nós estarmos aqui, fazermos esse esforço de estar aqui, é justamente pelo prêmio de sustentabilidade que vocês ganharam lá no Boi que Deixa Dinheiro. E aí nós vamos saber mais a fundo o que era esse negócio. Tem um monte de coisa acontecendo. Se vocês estivessem lá enfurnado no meio das coisas no internacional, vocês não iam enxergar.
Conta para a gente como é o projeto de vocês de sustentabilidade aqui. Tem toda uma questão dos créditos de carbono e tal. Acho que é um negócio super bacana para a turma entender e saber como vocês fizeram isso também.
Exato. A Fazenda Nova Fronteira hoje faz parte do projeto Rio Madeira, um projeto de conservação de florestas e geração de créditos de carbono. Então é um projeto que, além da Fazenda Nova Fronteira, ainda tem dois grupos regionais, a Fazenda Santa Carme.
E o grupo Rovema, de Porto Velho, que eles também fazem parte do projeto Rio Madeira. E a Fazenda Nova Fronteira, ela participa com 35% do total da área do projeto. E a gente chama de projeto agrupado. E dentro desse projeto, todos os parceiros...
possuem as características básicas de adaptabilidade, de pré-requisito para se ter esse projeto de crédito de carbono, que é ter as áreas de reserva preservadas nas suas proporções legais atuais.
Todas as áreas do projeto possuem esse percentual de reserva legal existente e regular, de forma regular.
Na verdade, a fazenda sempre foi sustentável. Nós já conversamos antes aqui sobre o erro de não abrir mais a fazenda, manter as áreas de floresta. Isso fez com que a gente se tornasse apto a ter o projeto de carbono. Senão a gente não teria os pré-requisitos básicos para ser contemplados com o projeto de crédito de carbono.
Então, o que é o projeto de crédito de carbono RED? É um projeto de conservação que você deixa de emitir, evita a emissão do carbono na atmosfera por não estar explorando aquela área com o corte raso.
Então, você preservar a área numa região em que, estatisticamente, os índices de desmatamento, tanto regulares como irregulares, são acima da média, e você ter na sua propriedade, inserida nesse contexto de uma região de alto índice de desmatamento,
você está deixando de fazer parte dessa estatística. Então, você está contribuindo para aquela região ser mais preservada. Então, isso gera o crédito de desmatamento RED, que é de conservação e evitar que aquela área seja desmatada.
E o nosso projeto é certificado pela VERRA, que é a mais conceituada certificadora hoje no mundo. Ela é norte-americana, tem mais credibilidade hoje no mercado.
Nós temos duas certificações, a VCU, que é o crédito de carbono, a VCS, que é o crédito de carbono por si só, que emite, quantifica, dentro da sua metodologia própria, a quantidade de carbono que está sendo gerado.
E também tem a certificação CCB, que é o social carbon, que é o benefício socioambiental que esse projeto está trazendo para a região que ele está inserido. Então, dentro do projeto de crédito de carbono existe esse projeto paralelo, que é um projeto socioambiental.
O projeto Rio Madeira criou um fundo socioambiental com gestão própria auditada, que gere parte dos recursos, hoje 10% dos recursos que são auferidos da venda de crédito de carbono, eles vão para o fundo.
E esse fundo gere, administra esses trabalhos socioambientais. O que são esses trabalhos socioambientais? Vai desde auxílio a escolas, tem escolas na região que são beneficiadas pelo projeto, tem a escola Flor de Cupuaçu, a escola da Vila Bunã, a Vila da Penha,
que essas escolas, o projeto, ele apoia na infraestrutura, dando melhores condições de aprendizado para os alunos.
Também apoia em cursos e palestras de questões socioambientais, de conscientização ambiental para essas crianças. Infraestrutura de internet, que é deficitária, então o projeto incentivou já com computadores, internet para essas escolas.
e visa ensinar, mostrar para a nova geração que está vindo que existe essa condição de você produzir de forma consciente e sustentável. Agregar produção.
com a sustentabilidade. Então esse é um foco de ensinamento que o projeto socioambiental busca inserir nessas comunidades, através das crianças que estão estudando nessas escolas.
E tem a questão de esportes. Hoje a gente apoia o projeto Rio Madeira, apoia o projeto Guerreiros da Natureza, que é um grupo de crianças também da região que participam de... É uma escola de karatê rural.
que incentiva as crianças na inserção do esporte, conscientização, tudo, através do Karatê. As criançadas aí já ganharam o prêmio, medalha. Pois é, eu estava falando antes que eles ganharam o ano passado, né? Ganharam o estadual de Rondônia, a turma do Guerreiros da Natureza. Molecada fera. Cerveja bem.
Nós estamos inseridos numa região que tem terra boa, que tem acesso, que tem clima, que tem aptidão produtiva. Então você manter uma floresta em pé numa região dessa, você sofre uma pressão muito grande de produtiva, de desmatamento e tudo mais.
Se você implanta um projeto desse, tanto a parte pecuária, que você tem uma fazenda, que queira ou não, a nossa propriedade é considerada uma propriedade grande no entorno. Aqui a região tem propriedades grandes, pequenas, médias, de todo tamanho. Mas você tem uma propriedade grande.
e aí essa propriedade começa a trabalhar de forma a anular essa pressão, de fazer uma pressão contrária, todo mundo sabe que isso tem um benefício, mas esse benefício muitas vezes não é sensível. Ele é distante das pessoas e não é sensível pelas pessoas. Então, se você não gera uma forma de trazer um benefício sensível, a comunidade não abraça.
então essa questão social é muito importante por isso porque você consegue mostrar fazer as pessoas sentirem o benefício do projeto e abraçarem o projeto e tomarem aquilo como algo bom
Então, quando a pessoa tem lá apoio técnico na cooperativa de produção agroflorestal, que a gente faz esse apoio, apoio de desenvolvimento da escola, da condição para esporte, tudo isso que o Túlio falou, são coisas que a comunidade sente, percebe.
e a comunidade começa a olhar com bons olhos e ajudar o projeto a ter sucesso. Então não adianta você ter tudo isso e as pessoas não se sentirem envolvidas e beneficiadas com isso, porque elas vão puxar para trás.
Não existe um assistencialismo sem fundamento. Todo projeto socioambiental tem uma função. Toda ajuda, toda a parceria feita no socioambiental, ela não é só assistencialista. Um bolso eu vou te dar para você comer e sem... Não, ela tem um objetivo que é da conscientização.
de fazer as pessoas abraçarem a causa, fazer as pessoas entenderem o porquê que existe o projeto, conscientizar, mudar a cabeça das pessoas, trazer benefício real, não só financeiro, mas real, que fique registrado na...
E não é um negócio de benefício para as futuras gerações. Os seus netos vão ter benefício. O cara está com fome agora. Os problemas sociais que o Brasil enfrenta são atuais. Então a gente precisa, de alguma forma, atender isso ou suprir essas deficiências na medida das nossas possibilidades. Mas o projeto, dentro da capacidade dele, ele precisa gerar esse benefício próximo. Próximo e sensível.
as pessoas que vivem no entorno. E dentro desse projeto socioambiental, tem um especificamente dentro da Fazenda Nova Fronteira, que é o projeto dos coletores de castanhas. É isso que eu ia tocar nesse assunto agora. Gosto muito. Esse projeto são as pessoas da região, estão inseridas no grupo, todos catalogados, registrados pelo projeto.
para se fazer as coletas anuais, a coleta da castanha no período de safra, que é de outubro, novembro, até janeiro, fevereiro. Então, toda a renda auferida pela coleta das castanhas dentro da mata é revertido para os coletores. O projeto apoia a infraestrutura.
em apoio logístico, pontos de apoio dentro da área de exploração. Estamos desenvolvendo melhorias para conduzir a melhoria comercial e até mesmo no futuro criar uma...
vigilância contra o uso de trabalho infantil, proteção de saúde do trabalhador, fornecimento de equipamento de proteção individual, tudo isso se envolve. E é uma coisa que ninguém está pegando a castanha, colhendo, descascando e entregando pronta para a pessoa. Depende do trabalho dela. Para ter a castanha, ela precisa entrar na mata e colher a castanha, seguindo as regras de saúde do trabalho, higiene do trabalho.
Mas ela depende da participação do trabalho dela. Então não é um assistencialismo. É uma facilitação. E garantia de que ali ele tem onde colher o produto dele e está lá e está protegido. Porque naquela floresta, aquela árvore nunca, a não ser naturalmente, mas ela nunca vai cair.
E o projeto oferece assistência técnica. Hoje nós temos uma parceria firmada com a Embrapa. A Embrapa faz cursos, faz treinamento no pessoal, qualificação, questão de conhecimento técnico das castanhas, quais os melhores frutos para serem colhidos, se vale a pena, se não vale.
Foi feito também um inventário pela Embrapa, um inventário de toda a área de floresta da fazenda, para poder mapear, inventariar todas as árvores produzindo as castanheiras. Foi identificado 30 mil castanheiras aptas para produção dentro da floresta. É muita árvore.
Se aqueles coletores passassem a vida inteira, eles não iam ir todas, né? É tecnicamente, humanamente impossível. Mas tem potencial, né? Tem potencial. Esse trabalho da Embrapa, ele otimiza a colheita. Então, a pessoa entra nas estradas que eles falam, que são triheiros dentro da mata, chegam debaixo da árvore, colhem aquele fruto que caiu, vai juntando e formando.
Então, se normalmente ele vai em 10 árvores dentro desse percurso, a Embrapa, por cima, está mostrando para ele que nesse percurso ele podia usar 15, 20 árvores. Porque ele está passando do lado de uma árvore e ele não está vendo.
É, porque a gente teve aí, vocês estão vendo as imagens aí, é mata fechada, né, cara? É mata fechada, é floresta amazônia. Ou então, às vezes, ele está perdendo tempo numa árvore que não tem uma produção adequada, que o fruto não está, ela não tem o nível de maturação para produzir um fruto adequado. Então, às vezes, ele pular que ela ia na outra melhor, isso tudo é coisa que aumenta a produção dele. Quer dizer, o que a gente está fazendo na pecuária, ele tem que fazer lá na coleta da castanha dele.
O Japa falou ontem, a Embrapa fez o Waze da Castanha. É o Waze da Castanha. É o Waze da Castanha. Porque o cara vai chegar em todas as castanheiras. Qual o melhor percurso para me chegar no objetivo? Se é pela Avenida Paulista, se é pela Brigadeiro, onde é que vai ter menos trânsito?
E não perde o rumo aí, pessoal. Sim, é um episódio com pecuaristas isso aqui. E pecuaristas de outra prateleira. O cara rentabiliza a pecuária, produz entre 3.500 e 4.000 cabeças de gado por ano que vai para o mercado. Que desfrute. Que desfrute. Então, assim, é pecuária no 12, mas...
é possível e eles fazem com sustentabilidade dentro da Amazônia.
Esse é o grande mote do negócio. E casa com aquilo que a gente estava conversando ontem. Se vocês não olhassem para fora e entendessem que aquilo ali era uma oportunidade, a gente não está aqui na vida passeio. Tem um monte de coisa legal que a gente pode fazer pelo próximo. É o projeto você embarcar na oportunidade de um projeto de crédito de carbono.
É um cavalo que passa a riar de uma vez só. Se você não montar nele, você passou, acabou. É isso aí. E a verdade seja dita. Todas as ações que se fazem, ou que se podem fazer, para preservar o meio ambiente, o lugar em que a floresta está mais segura é aqui dentro.
ou em propriedades que têm a mesma forma de agir. Quer dizer, a propriedade privada, se tiver consciência e tiver ações bem feitas e direcionadas, ela é o lugar onde a floresta está mais protegida. Muito mais do que em parques públicos, ambientais, porque não tem como... O poder público não tem condição de...
ter um nível de vigilância, como a gente tem aqui. É por causa da extensão também. Então, se cada propriedade, se o Estado conseguisse que cada propriedade tivesse um benefício e a propriedade entrasse de cabeça, como vocês entraram, para proteger, cara...
A gente não teria aquelas imagens de helicóptero da Polícia Federal mostrando devastação e tal, e gente tirando madeira ilegal, porque aqui você, como tu falou, eu acho que não falou aqui, gravado, mas ou até falou o perímetro da fazenda é mais de 100 quilômetros. E vocês são responsáveis por aquilo ali. Ou seja, se der qualquer BO ali, o cara sair com uma castanheira dessa em cima de um caminhão,
A responsabilidade de quem? BO é teu. Se tiver um embargo comercial, quem vai sofrer ele sou eu. Quem vai sofrer é tu. Vocês viram hoje também aqui a equipe do projeto, uma caminhonete estruturada com internet. Starlink, com drone.
com drone, fazendo vistoria permanente. Nós temos um sistema também de satélite, de vigia, 24 horas de satélite, nas áreas do projeto, com monitoramento, qualquer tipo. Às vezes acende uma luzinha lá, aí eles mandam o ponto, identificam o ponto para a equipe de terra ir lá verificar o que houve. Às vezes é um vento que deu e coisas...
Normalmente é alarme falso, mas mostra o nível de vigilância e eficiência. Traz o alerta, gera alertas e gera pontos para você fazer a verificação. Então existe esse protocolo de vigia.
via satélite e monitoramento de campo terrestre, com equipe própria do projeto, gerida pelo próprio fundo que a gente tem, que é para poder fazer esse trabalho de proteção, de segurança das áreas. E não podemos deixar de contar aquela ordem de proporção.
porque nós estamos falando aqui essa área e essa área que nós estamos falando quer dizer, isso corresponde a 20 mil maracanãs esse é o número mais impactante na real porque assim, do grande público que está nos assistindo, escutando o maracanã é todo brasileiro já viu na TV então, meu amigo são 20 mil, não não é 20, é 20 mil maracanã
20 mil maracanãs preservados hoje pela nova fronteira. 130 parques de Ibirapuera. Quem é de São Paulo é 130 parques de Ibirapuera. Quem é do Rio? São cinco florestas da Tijuca. Ah!
Só que lá não tem castanheira, lá não tem açaí. O pessoal colhe açaí aí também? Colhe também. O próprio pessoal, os coletores, quando o mercado do açaí está viabilizando a coleta, eles entram e coletam também com o apoio do projeto.
É importante frisar, tudo isso já está falado, mas é importante frisar que ninguém está falando em impedir a produção agropecuária. É você ter uma produção agropecuária integrada e controlada.
A gente viu, se vocês fizerem mais, provavelmente vai aparecer a floresta aqui, o pasto aqui. Sim, tem. Então, essa produção precisa acontecer, a exploração agropecuária precisa acontecer, mas de forma...
controlada de forma sustentável, de forma integrada e para conviver uma coisa com a outra bem. De forma que você não tenha impactos negativos sociais, de miséria das populações que vivem aqui no entorno. Então, é importante deixar claro isso.
A gente defende a produção agropecuária e defende a proteção ambiental. Então não são coisas incompatíveis, é isso que eu quero dizer. São plenamente, perfeitamente compatíveis e uma defende a outra, uma protege a outra. E não só tu não defende isso, como tu está provando há quantos anos tem esse projeto aqui dentro.
O projeto hoje é certificado desde 2020. São seis anos de certificação. E a fazenda já tinha um DNA, digamos assim, de preservação desde sempre, porque se não fosse isso, aqueles requisitos básicos para você entrar no projeto que já não são tão básicos...
vocês não teriam entrado. Então, e a prova é que não é contra, é que é a favor. Só que o que a gente também sabe, e que é importante, é que o produtor, ele tenha também um ressarcimento, digamos assim, pelo trabalho dele. Nem relógio de trabalho de graça. Pô, tu tem que botar pilha no cara para ele funcionar.
Então eu acho legal isso aí. E antes da gente encerrar esse assunto da sustentabilidade, que a gente teve lá fazendo imagem dentro da floresta, eu estou inebriado desde hoje quando a gente passou lá. Pra mim, eu falei pra ti, te agradeci inclusive, porque foi uma experiência ímpar. Eu nunca imaginei que eu ia estar dentro da floresta amazônica.
falando do meu trabalho, que eu trabalho com produtores rurais há 25 anos e de tantas pessoas falar bobagem, eu nunca imaginei que eu ia estar ali na floresta amazônica falando sobre o produtor rural, que é o cara que eu atendo. Por causa dessa, parece que é uma... E é uma dicotomia que tem na cabeça das pessoas. Mas eu queria que tu explicasse, Tully, ontem tu explicou pra nós aqui...
Quais são os tipos de crédito de carbono que existem? O que vocês fazem é um, quais são os três? Dentro do agro, de áreas de agrícola...
Não urbanas, vamos dizer assim. Rurais. Rurais. São três tipos hoje. Que é o RED, que é a conservação, carbono evitado. Tem o agrocarbono, que é aquele produzido pela própria pastagem e pelo uso adequado do solo. De sequestro.
Esse sequestra o carbono, ele retém, ele gera. Você faz uma contabilidade de estoque, implanta algumas técnicas de manejo e no período de 5, 5 anos você faz a medição e aquilo gera um livro caixa, vamos dizer. Aí sempre o crédito positivo que gera, você converte... Sequestro face a emissões.
Nível de emissão e nível de sequestro. Aí você faz aquele balanço e... E sobra o crédito que você pode emitir e comercializar. Certo. Esse é mais complexo, é mais novo, as metodologias são mais novas.
E está se iniciando mais, tem menos projetos, não sei nem quantificar o que existe hoje já de projetos gerando crédito de carbono dessa natureza. Mas ele é bem mais complexo.
E tem o de reflorestamento, que é você pegar uma área degradada, fazer o reflorestamento e fazer as medições do crescimento vegetativo. Conforme vai crescendo, ele vai sequestrando. Vai medindo. Tudo isso existe as metodologias próprias para se apurar a quantidade de crédito de carbono.
E aí fora esses tem a de combustíveis, de biomassa, aí tem uma energia solar, existem várias frentes de possibilidades de geração de crédito de carbono. E é importante falar também, principalmente...
Quem tá assistindo é mais fácil, né? Porque, assim, a gente tava... A gente tava aqui de manhã. Já não sei mais. A gente tava aqui de manhã e eu tava falando das araras. Ah, tem araras? Ele falou, de vez em quando aparece. Mas esse, porque tinha um monte de papagaio aqui, né? E eles estavam batendo boca e não sei o quê, né?
Então assim, até papagaio fala, né? Não igual você, mas fala. Mas fala. Isso aí foi bom, hein? Tá que pariu. Mas assim, a gente vê as pessoas... Mas a sua fala tem conteúdo, a do papagaio. Não é sempre, Diogo, mas tem. Professor, muito obrigado. Mas o que acontece? As pessoas falam muita bobagem.
E aproveitando que a gente está nesse episódio aqui falando sobre sustentabilidade, falando sobre emissões e carbono. E tem uma câmera aqui apontada para nós.
A emissão não está ligada, pessoal, a cortar a árvore. Porque já aconteceu de uns tempos atrás, os caras ir lá e detonar uma plantação inteira de eucalipto da Suzano, se eu não me engano.
Vou nem falar a minha opinião a respeito dessas pessoas. Mas o que acontece? Isso aqui é uma mesa de madeira. O carbono está aí.
O carbono está aqui, criatura. O carbono está aqui sequestrado, ele está aqui paradinho. Só vai ter carbono na atmosfera emitido se eu pegar um palito de fósforo e tocar fogo nessa mesa agora. Eu não vou fazer isso, né? Até porque nós somos visitas. Exato. Mas assim, é bom esclarecer isso aí. Porque as pessoas às vezes ligam diretamente...
a exploração da madeira. E, cara, isso é normal. Faz casa de madeira, telhado, não sei o quê. Essa mesa bonitona aqui. O problema da emissão é a queima. Não é a extração de madeira. Que não é o caso aqui também. Mas eu achei oportuno falar porque ontem tu falou. Cara, realmente, a gente nunca explica isso. E tem um monte de gente que não sabe.
A própria floresta produz, porque ela produz biomassa morta, de folha, de galho, de árvore velha que morre, e isso decompõe, essa decomposição emite carbono, mas a própria floresta sequestra o carbono que ela gera. Então, onde se fala da estabilidade da floresta. Ela está todo o tempo se degenerando e se regenerando. Então, o mesmo carbono que ela emite, ela sequestra. Então, você chega no nível de estabilidade.
Agora, quando você causa essa retirada do carbono e deixa ele preso em algo, no móvel, por exemplo, é isso que você está falando. Você abre espaço para ter um sequestro de um carbono que não seria sequestrado e em substituição aquele que você tirou está preso e não vai voltar para a natureza tão cedo. Agora isso tudo...
está ligado ao que nós conversamos ontem, sobre sustentabilidade. O que é sustentabilidade? Boa! Muito boa, Túlio. Vai! O que é sustentabilidade? Às vezes a pessoa fala, fazenda sustentável, não sei o que é sustentável. Às vezes não sabe nem o que significa isso. A palavra está na moda, vou falar.
Na minha concepção, o jeito mais simples de entender sustentabilidade é equilíbrio. Tudo que é feito de forma equilibrada, medindo-se os prós, os contas e...
e mantendo aquele equilíbrio, torna-se sustentável. Então, o princípio da sustentabilidade é equilíbrio. É você usar, fazer uso das coisas, seja lá o que for, de forma equilibrada. Então, tudo que é demais faz mal. Hoje nós comemos um frango aí, caipira, na panela. Estava uma delícia. Você comer demais...
Vai fazer mal. Esse frango já não vai ser sustentável. A sêlha vai fazer mal. Então, tudo é isso. E no agronegócio é isso. O que é uma fazenda sustentável? Uma fazenda que faz as coisas de forma programada, equilibrada, planejada.
medindo e mitigando riscos e preocupada com os quatro cantos do negócio. Então, se você sustentar, você tem que se preocupar com a produção.
Preocupar com o bem-estar animal, preocupar com o uso correto do solo, da propriedade, com a preservação das áreas que devem ser preservadas, da floresta, das nascentes, dos rios. E a parte principal que nós conversamos também, que é a gestão de pessoas. Você ter uma gestão de pessoas é equilibrada, é sustentável.
Então a gestão bem feita de pessoas dentro do negócio é um dos pontos do equilíbrio de sustentabilidade. Vamos dizer que é um dos elos principais dessa área. Eu vejo a palavra sustentabilidade, algo ser sustentável, é aquilo que é capaz de se sustentar, de se manter em pé por si só.
porque tem muita coisa aí que se chama de sustentável e que na verdade é sustentador. Uma coisa que precisa ser sustentada, ela não é sustentável. E a produção, a fazenda ser produtiva é o que deixa também o negócio sustentável. Porque se sustenta com receita, com produção, com receita.
Essa sustentabilidade em todos os aspectos. Ela tem que ser ambiental, social e outras coisas, e também economicamente sustentável. Afinal, não se pensa no verde estando no vermelho. Exatamente. São as coisas básicas do negócio que está rodando.
É, e tem um... Cara, a gente viu tanta coisa aqui dentro que eu vou recordando, né? Dentro desse tema aí, o Japa perguntou assim, água aqui é poço? Aí o Tudio falou, não, é uma mina d'água que tem ali, ó, ó.
Escuta essa. Tem uma mina d'água dentro da fazenda, coisa que muita gente não sabe, a maioria da população brasileira nem sabe o que é. Mas tem uma mina d'água aqui dentro da fazenda que é bombeia a água direto pras caixas. A água que a gente bebeu aqui, que a gente tá bebendo aqui hoje...
ela é natural, não precisa de tratamento, não sabe? Negócio, cara, aí pensa no tamanho da sustentabilidade. E outra, se tu tá só assistindo esse corte, porque isso que vai virar um corte sobre o que é sustentabilidade, não te confunde para o Túlio estar com esse chapéu aí e tal, e tu começar a julgar ele, porque os dois são advogados com OAB válida.
porque as vezes a pessoa esse cara com esse chapéu não velho, não julga o cara é advogado, os dois estão me chamando até de professor um é professor, advogado e professor foi só eu contar umas mentiras e virei professor bom, agora entrando pra uma outra parte aqui da nossa conversa quase indo pros finalmentes
A gente viu a mudança que foi acontecendo ao longo do tempo aqui e tal. Vocês já comentaram que são várias gerações da família que estão envolvidas com agronegócio, quarta, quinta, sexta geração, não sei.
E vocês estão aqui hoje tocando o negócio de vocês e tudo mais. Tem mais gente que vai vir aí pela frente, né? Tem os filhos, enfim, os netos que vão surgir. Mas como, na visão de vocês, como a gente pode engajar as próximas gerações para levar o negócio adiante? Tendo visto que o legado é um negócio muito forte aqui no Agus. Como vocês estão engajando as próximas gerações?
Eu vou, antes de passar para o Diogo, para ele discorrer sobre esse tema, eu vou só, é para inserir ele nesse assunto e antecipar um fato importante que a gente não falou, já subentende-se, mas não foi falado, que a nossa fazenda é uma fazenda familiar, um grupo familiar.
Então meu pai veio na época, toda essa história que nós já contamos aqui, com a minha mãe e os filhos.
E hoje a fazenda, os negócios, também outros negócios do grupo familiar, a gente mantém a sociedade familiar. Hoje os três irmãos são sócios do negócio. A minha mãe, que ainda é viva também, ela não está na ativa dos negócios, mas ela é a...
a mentora e matriarca da família, e a gente mantém essa sociedade familiar estruturada. Então tem todo um trabalho de estruturação dos negócios para os negócios funcionarem de forma saudável e bacana, de forma legal.
então o Diogo é bom para falar esse assunto mas eu só para poder mostrar dar essa ênfase que a Fazenda Nova Fronteira hoje sempre foi e acredito que será por muito tempo do grupo familiar dos três irmãos e da nossa mãe e da turminha que vem para a frente
É difícil falar disso, porque o futuro a Deus pertence. A gente também não tem nem bola de cristal e nem condição de interferir no livre-arbítrio dos filhos da gente. Eles têm liberdade para escolher o que querem. Mas a gente...
tenta dar formação e tudo, e tenta fazer com que os filhos criem um vínculo afetivo até com o negócio e tudo, e enxerguem no negócio uma possibilidade de futuro, de o que fazer da vida, né? O que eu vou ser quando crescer?
o jovem tem muitos sonhos, muitas visões, mas chega uma hora que a pessoa acaba enxergando naquilo que a família proporciona como sendo uma opção válida e esperamos que elas olhem isso como sendo a melhor opção.
Tudo depende também, as nossas filhas são meninas, eu tenho duas, o Tully tem uma, não sei se vão casar, com quem que vão casar, então isso é coisa que influencia. A gente não pode também ficar querendo conduzir demais isso, mas a gente espera, a gente gostaria que elas se envolvessem no negócio e os futuros cônjuges também se envolvessem no negócio.
Mas é coisa que a gente tem que esperar. Talvez a forma de inserção dos sucessores no negócio pode mudar tudo, vir de uma forma diferente do que é hoje. Na época dos nossos avós era de um jeito, na época dos pais era outro, hoje já mudou a forma de gerir, a forma de administrar, a forma de ver o negócio.
Tudo isso muda. Às vezes, daqui a uns anos, o jeito de administrar uma fazenda é olhando um visorzinho, coordenando os drones para fazer o manejo do gado, não sei o quê. É uma possibilidade, né? Você vê o Túlio. O Túlio, eu percebo nele que, desde sempre, ele teve a intenção de trabalhar aqui.
Desde pequeno, meu pai tinha os negócios aqui, tinha os negócios lá no estado de São Paulo, a gente morou lá, a gente frequentava o Acre, o Túlio, antes de entrar na faculdade, ele resolveu mudar para cá, fez o ensino médio aqui, e eu sempre querendo me focar nos estudos, me formei, quis advogar, montei escritório em São Paulo e tudo, então a gente trilhou caminhos diferentes, mas no fim...
Funilou pra cá. Porque você chega num momento da vida que você fala gente, eu tô remando contra a maré, tô perdendo tempo. Embora eu tivesse um futuro na advocacia em São Paulo e tudo, mas a gente começa...
ponderar as coisas e falar o que eu estou fazendo aqui. Então, eu acho que até Deus vai direcionando a gente no rumo que a gente tem que ir e as coisas acontecem. Hoje está todo mundo aqui junto, trabalhando. O que tu falou aí de criar memória afetiva, a gente até cria memória afetiva. Cara...
Eu já criei memória efetiva por esse lugar aqui. Então eu acredito que os filhos de vocês, a família, cara, vem pra cá, deve ser uma delícia, né? Todo mundo aqui, a estrutura aqui é fantástica. O quarto que a gente dormiu, pelo menos o que eu dormi, é melhor do que o quarto que eu dormi no hotel que a gente estava na noite anterior. Com certeza. Sabe? E nós pagamos...
uma barba lá pelo hotel e aqui, né? Então, vir pra cá, né? Correr boa e não sei o que e tal, e ainda ter essa estrutura gostosa, eu acho que é muito difícil, né? A pessoa não criar um vínculo. E como tu falou do negócio dos drones e tal, cara, vocês já têm hoje, né?
Tu tem esse, provavelmente vocês dois tem esse pensamento, que eu andei mais contigo, mas lá no curral, tá aí as imagens. Câmera.
Cara, o bagulho tá acontecendo lá, tu tá aonde tu estiver, tu tá no Japão, tu tá acompanhando. E uma outra coisa que eu acho que pode entrar na conta dessa galerinha que tá vindo aí, pra eles querem continuar esse negócio, é justamente o motivo de a gente estar aqui hoje. Que esse pessoal mais novo, eles têm um propósito muito grande no mundo.
É comum nessa galera mais nova. E vocês têm hoje aqui dentro um projeto que... Cheio de propósito, né? Só tem propósito nele, né, cara? Então... A gente como pai tem que evitar, tentar evitar ser turrão.
de bater de frente, não deixar, não, isso não dá certo. Tem que deixar os filhos terem ideia, pôr as ideias em prática, vamos ver como é que é. Então, porque eles precisam, a pessoa precisa sentir que está contribuindo, que está fazendo mudanças, que está fazendo as coisas acontecerem. Então, tudo tem seu momento.
A gente tem que se policiar para não ser esse pai, porque a gente fala de um negócio familiar, a gente tem que falar na paternidade. A gente tem que tomar cuidado para não ser esse pai que corta as asas demais. A gente tem que direcionar o voo e tal, mas não pode chegar aí.
podar demais, porque você tira a empolgação do jovem. E é o negócio que tu falou, tudo que é empurrado com ela abaixo, a pessoa tende a repelir. Aí já era. E o que vocês esperam deixar na fazenda, como legado? Porque tem a área, tem toda a parte física que nós vimos aqui, mas o que vocês esperam deixar como legado, além disso?
Eu acho que, sim, a gente não pode estar no mundo só para a gente.
O que a gente faz no mundo não pode ter como beneficiar só a gente. Então você fazer algo que surta efeito, que gere benefício para todo mundo que está no entorno, as pessoas que dependem da gente, é família, são os empregados, os vizinhos, isso tudo é o que eu acho que a gente tem que pensar. Você vê, quando a gente estava falando do negócio da genética, quando você...
Faz a genética, você conseguir espalhar essa genética e trazer esse benefício para o sujeito que tem lá meia dúzia de vaca, isso é algo positivo que você está contribuindo com o mundo. Então a gente tem que trabalhar pensando nisso, nós não podemos deixar de ter isso em mente. Que o fruto do meu trabalho, o fruto do seu trabalho, o fruto do nosso trabalho, não pode ser direcionado só para o nosso próprio benefício, ele tem que surtir efeito para os outros, porque senão não tem sentido.
O mundo não vai para frente. Por que o mundo evolui? Porque as pessoas vão embora e o mundo continua. Então, se você não deixar nada para trás...
Ninguém leva nada para dentro do caixão. É muito importante para o empreendimento, no caso nosso aqui, a fazenda, estar inserida em uma região que está prosperando. Então não adianta a fazenda prosperar em uma região que não está prosperando. Então o seu negócio contribuir para a...
A melhoria da região, do entorno, das pessoas que vivem, direto ou indiretamente, isso aí é um legado. Então, fazendas que conseguem, no caso, a aptidão regional aqui do agronegócio, vamos dizer que...
as fazendas da região conseguir proporcionar melhorias na região, tanto de infraestrutura como de formas de as pessoas terem qualidade de vida, isso aí é um legado. Com certeza. Se você não faz isso...
A única coisa que você vai colher é inveja, raiva, rancor. E não é bom.
Se for aquele pé de limão, está ali, se você quiser ir lá tomar um limão, a gente vai lá, colhe e faz uma limonada. Agora, e o outro que está lá passando na porta? Cadê o pé de limão do lado de fora da cerca, para a pessoa poder passar e também tomar uma limonada? É isso que a gente tem que fazer. O nosso limão tem que dar limonada, não é só para a gente, tem que dar limonada para os outros também. Muito bom.
Bom, a gente já vai fechar, né? Porque eu tranquilamente... Você tá de boa, né? Eu poderia ir... Poderia ficar três horas aqui brincando. Cara, tranquilo. Mas, né, a gente tem que terminar essa conversa. E pra terminar essa conversa, a gente sempre gosta de saber...
Quando vocês pensam que vocês são pecuaristas, o que dá mais satisfação pensar? O que dá mais alegria? O que enche o coração de vocês de alegria quando vocês pensam que vocês são pecuaristas, professor?
O rapaz que pergunta, me pôs no açaí a justa, mas é tudo. É você acordar cedo e sentir um cheiro de bosta de boi fresca no ar, vindo, você olhar para o passo que o boi está ali. Aí você olhar para aquele boi e ver que tem um monte de gente que vai comer daquele boi. Eu acho isso é... Você vê, a gente até mareja os olhos, né, de falar.
é isso, você ter raízes, de onde você vem, são coisas que a gente ajudou a construir, mas que a gente não começou, vem lá de trás, a gente tem que dar valor no que a gente tem, no que a gente fez, o que as outras gerações fizeram pela gente, o que a gente vai deixar para os outros.
Mas a pecuária é gratificante. Se olhar um bezerro cair de dentro de uma vaca, é bonito. Você vê o bichinho mamando, você vê ele crescendo. A hora que você come um bife, você fala assim, esse boi aí viveu dentro da minha fazenda, feliz, sadio. Enquanto ele estava lá, ele teve uma qualidade. É tudo isso.
saber que aquele trabalho que você faz impacta na sociedade, no mundo. Faz o mundo um pouco melhor.
A pecuária tem muito a ver com história, com raízes. É difícil você ver uma fazenda, hoje um negócio de pecuária, que não esteja ligado a uma raiz, a uma tradição, a uma origem.
E você poder fazer parte de uma história dessa, que no nosso caso são várias gerações da família já que trabalha no agronegócio. E você está seguindo, mudando, melhorando, criando oportunidades, acompanhando a evolução das coisas.
podendo fazer parte e usufruir disso, né? Porque as coisas passam, o tempo muda, a tecnologia chega, o avanço chega, as necessidades da população vão mudando, vão chegando, e você está ali para poder ser parte disso, contribuir de alguma forma.
Então, a base da pecuária hoje, vamos dizer que é qual o principal propósito da pecuária hoje no mundo. É segurança alimentar, produzir alimento para a população. Então, essa seria a base. Nós estamos no meio disso. É um dos elos da produção, da se cria, suprir essa necessidade humana de se alimentar.
de ter segurança alimentar, um dos pontos é a pecuária na produção de uma proteína e produzir de forma equilibrada, sustentável, é o nosso legado, é o nosso propósito. Propósito e legado juntos, vamos dizer.
Você vê que o Brasil hoje desenvolveu muito as raças zebuínas que vieram, hoje a produção agropecuária é muito dependente do zebu, e você pensar que o trabalho que você faz é para não que tenha sido em vão o trabalho daqueles homens que foram lá na Índia de navio buscar gado lá, buscar gir, buscar nelório.
Então são pessoas muito destemidas, que a gente não pode simplesmente deixar morrer o que esses vão fazer. Tem que dar razão para as coisas terem acontecido. O desafio do pecuarista hoje é manter...
a pecuária em pé e sustentável para as futuras gerações. Aquela série famosa Yellowstone conta bem uma história de um setor da pecuária americana que teve os seus momentos de glória disso e daquilo e que, no fim, se acabou.
Então, no fim, o meu entendimento sobre a mensagem que Yellowstone deixou para quem assistiu foi essa, que é o começo, o meio e o fim da pecuária americana. Aquele sistema que existia lá em Montana, a família Dutton, aquilo...
se acabou, por vários motivos, mudança de costume, mudança de regras jurídicas, mudanças de problemas familiares. Então ela tem uma mensagem muito importante, até para quem está inserido no ramo da pecuária, porque aquilo mostra o que foi feito de errado e o que se pode fazer para evitar de Yellowstone acabar.
Então as pessoas, as famílias que estão na pecuária no Brasil hoje Estão na segunda ou terceira temporada de Yellowstone Ainda tem as temporadas para frente Para mudar a história, não deixar acontecer
E hoje existe muita coisa contra, muita pressão para mudar essa história da pecuária nossa. Então acho que um dos desafios de quem está inserido na pecuária do Brasil...
é mudar a percepção da pecuária e fazer ela ter um final feliz lá na frente. Ou não ter final. Perdurar. Perdurar. Esses dias eu fui no atacarejo, esse supermercado que tem grande aí, que é atacado e varejo.
E tem aquelas carnes que ficam no freezer ali, tudo amontoado. E eu passei, ele bati o olho num contrafilé, falei, eu vou levar essa carne. E comecei a mexer lá, aí escolhi três pedaços de contrafilé, assim, de um palma e meio, mais ou menos, cada um, e levei pra casa. Aí, acendi a churrasqueira, domingo, dois domingos isso.
assei essa carne, minha mulher comeu, as minhas meninas comeram, falei, pai, mas que carne boa, que carne macia. A minha mulher, eu não sei comprar carne, quando eu compro eu não acerto, não sei o quê. Aí eu fiquei pensando, gente, uma carne dessa disponível na gôndola do supermercado, isso aí é a gente que faz isso.
E aí a gente conhece, você bate o olho na carne, você sabe de onde ela vem, que raça que é, que idade que o animal tem, se é macho, se é fêmea, eu conheço. Aí eu fiquei pensando nisso, isso aqui, nós estamos aqui no Acre, num supermercado que todo mundo tem acesso e tem uma carne dessa, quer dizer, graças a quem? É nós que fazemos isso. A gente tem que tirar o chapéu pra nós. Temos.
finalizamos essa temporada com uma história fenomenal. Eu já vou começar. Não foi uma cereja no bolo, foi uma melancia. Foi uma melancia do bolo aqui, cara. Eu quero já de antemão, viu, o Túlio, o Diogo, agradecer. Não só por vocês terem nos recebido aqui, porque eu já entendi que a recepção, pra todos, é muito boa, né? Mas por vocês terem...
Tirar um tempo do dia de vocês para nos fazer conhecer isso aqui, vivenciar isso aqui. E mais do que isso, vocês abriram o coração de vocês aqui para mostrar, não só para nós, mas para todo mundo que está nos assistindo, nos ouvindo, o quão importante é isso que vocês estão fazendo aqui. Muito obrigado. Quero agradecer já do fundo do coração. Volto para casa agora, o 1.800 quilômetros para...
Muito feliz. E sabendo que essa jornada que a gente fez aqui até agora ela valeu a pena. Obrigado mesmo. Parabéns pelo trabalho de vocês. Nós aqui agradecemos e parabenizamos o trabalho de vocês. Um desafio também muito grande criar um projeto dessa natureza.
Fazer ele de forma sustentável, né? Tem para em pé, né? Não é para qualquer um, não. Então vocês...
E a gente agradece a oportunidade, porque assim, por que a gente aceitou participar disso? Não é para querer exibir o negócio da gente, se mostrar, vaidade, não é nada disso. É porque a gente vê isso aqui como uma oportunidade de dar um testemunho de vida, né? Testemunho do que a gente faz. Então é para servir para as pessoas verem onde é que as pessoas vivem, como é que as pessoas trabalham, como é que é a vida da gente.
E poder, se Deus quiser, até se espelhar. Mostrar para o Brasil que produz a nossa forma de produzir. Eu quero agradecer a vocês também. Chora não, Gaúcho. Eu estou naturalmente emocionado porque são dez episódios. E são...
20 dias na estrada, contando todos os dias. E, cara, fechar com esse episódio é emocionante mesmo, porque, para mim, particularmente, faz 25 anos que eu atendo Produtor Brown. E hoje, vocês deram muito sentido para o que eu faço.
O que eu vi aqui deu muito sentido para o que eu faço. Não que todos os outros produtores... Não é isso, é que... Tudo que a gente sofre, né?
Eu sei que o produtor sofre bastante, mas a gente que atende o produtor, a gente sofre também. A gente também sofre preconceito. Com certeza. Tu colocar um hashtag agro, o cara já te olha torto. Por causa de tudo que... Então a gente conseguir levar esse Brasil que produz.
pra tela da TV e pro mundo, enfim, e conseguia fazer as pessoas... E aí eu chegar aqui e ver tudo o que acontece aqui dá muito sentido ao que eu faço.
E eu ter sentido no que eu faço me deixa feliz e faz eu fazer mais disso. Então eu quero fazer mais 50 temporadas do Brasil que produz. Se Deus quiser. E espero que muitas pessoas tenham tirado várias lições deste episódio e dos outros nove que estão para trás. E eu queria agradecer vocês de coração. Muito obrigado.
E parabéns pelo que vocês fazem aqui. Continuem. Vocês é que estão de parabéns. Precisar da gente, precisar de mim, enfim. Ajudar a tirar da cabeça das pessoas essa impressão equivocada que muitas pessoas têm do produtor rural. É isso aí. Muito bom.
Fecha, japonês, senão vou fazer fiasco aqui. Eu sei que vocês têm também uma rede social aqui da Fazenda. Ah, verdade. Então, para quem quiser seguir o trabalho de vocês, como que quem está assistindo aqui agora pode fazer? Nós temos uma página da Fazenda, é arroba nova fazenda. Até não sei de cor, deixa eu pegar na colinha aqui.
Fazenda Underline Nova Fronteira no Instagram. Isso aí. Pode seguir lá. Galera, a hora que você estiver aí agora escutando, já vai lá no Instagram, já segue lá para acompanhar aqui o que está sendo feito. E quero já te chamar, cara.
Estamos finalizando o décimo episódio dessa segunda temporada, o último dos primeiros, enfim. O último décimo temporada. Tem muita coisa que vai vir pela frente ainda. Então, se você curtiu esse episódio, bem como todos os outros que vieram aqui...
que nos fizeram chegar até aqui. Então já compartilha esse episódio com alguém que vai se beneficiar desse conteúdo. O Brasil que Produz, ele cresce quando você participa com a gente desse processo. Então siga o Brasil que Produz em todos os agregadores de podcast. Acompanhe também no YouTube e no YouTube do Agro Resenha, que você também vai conseguir acompanhar por lá. Todos esses episódios estão disponíveis, como eu falei, no YouTube.
Para acompanhar todos os bastidores, tudo o que aconteceu no dia a dia aqui das gravações, segue a gente lá no nosso Instagram. Nessa segunda temporada a gente criou o perfil nosso no Instagram, então é só seguir lá, arroba br que produz. Você vai ter acesso a todos os cortes, enfim, uma série de conteúdos que a gente está fazendo especificamente para o Instagram.
E cara, esse episódio aqui, toda essa temporada, ela só foi possível porque a gente teve ótimos parceiros, como o Túlio falou, o negócio tem que ser sustentável. A gente teve ótimos parceiros que tiveram com a gente ao longo dessa temporada, a Silveira Consultoria, a gente esteve lá no evento, no Boi que Deixa Dinheiro. A primeira parte das gravações, elas aconteceram antes do evento, e essa segunda parte das gravações está acontecendo após o evento.
Então a gente já sabe que foi o Atulio que ganhou, que é a Fazenda Nova Fronteira, na verdade, que ganhou o prêmio de sustentabilidade. A Silveira está aí há 40 anos transformando resultados por meio de gestão estratégica, inovação e boas práticas na pecuária, sempre com foco em eficiência e sustentabilidade.
E decisões baseadas em dados, apoiando produtores a elevar sua performance e rentabilidade em todos os estágios da fazenda. Então, se você quiser conhecer um pouco mais do trabalho da Silveira, acompanhe as redes sociais dela, mas especialmente o site também, o www.silveirapecuaria.com.br.
Quem também está com a gente nessa temporada é a Estância Bahia, ele já tem mais de 30 anos de expertise em comercialização de bovinos selecionados, eles conectam produtores a oportunidade de negócio com qualidade, sempre com muita confiança, como uma rede de serviços de comercialização pecuária, que impulsiona a cria, recria, engorda aí no mercado. Então se você quiser acompanhar os leilões, conhecer um pouco mais do trabalho que o pessoal da Silveira faz lá, o Mauricião, o Guilherme, enfim, toda a família aí.
Tonhar, que está lá, é só acessar o site www.estanciabaia.com.br. E também a Imbra, tecnologia para nutrição saudável, que está com a gente nessa temporada. Seu trabalho une inovação, saúde e sustentabilidade para elevar padrões produtivos em diversas espécies, especialmente...
a pecuária de corte, com soluções que promovem eficiência e bem-estar animal, contribuindo para resultados consistentes em toda a cadeia produtiva. Então, se você quiser conhecer um pouco mais dos produtos da Imbra, é só acessar www.imbra.ind.br. Beleza?
Fabiozão, você não vai voltar os 1.800 quilômetros conosco? Não vou, mas acho que vou fazer algo muito parecido. A hipopéia vai ser grande. Vai ser. Graças a Deus. Rio Branco, Manaus, Manaus, Brasília, Brasília, Porto Alegre. O Tulhão já me deu a barbada. É o pior que eu fiz. Cara, obrigado por mais uma jornada.
Em vias aí de trazer a terceira também. A terceira, vai vir. A terceira, a quarta, a quinta. Isso não pode parar. É isso aí. Túlio, mais uma vez. Obrigado. Um abraço, Paulo. Gabriel, obrigado. Um abraço pra vocês. Um abraço pra equipe aí de retaguarda. Obrigado, cara. Um abraço.
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Clavê Consultoria