Elogio em público, crítica no privado" é sabedoria corporativa ou fuga de conflito?
Elogio em público, crítica no privado: sabedoria corporativa ou fuga de conflito? Salomão acha que seu time deveria aguentar ser cobrado na frente de todos. Abramo discorda — em partes. Shapoca ficou traumatizado com elogio e conta por quê.
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Abramo
Chapoca
Salomão
- Elogio em público vs. privadoSabedoria corporativa · Fuga de conflito · Humilhação · Feedback · Maturidade da equipe · Cobrança respeitosa
- A arte de dar feedbackEscolha do tom e fórum · Habilidade corporativa · Feedback sanduíche · Feedback direto com exemplos · Feedback sobre atitude, não sobre a pessoa
- Recomendações de conteúdoO futuro do trabalho na era da IA · Freakonomics · Guerra Irã-EUA
Fala aí você, ouvindo a gente do outro lado, esse é o Bingo Corporativo, eu sou o Abramo. Eu sou o Chapoca. E eu sou o Salomão.
E antes de eu começar o episódio dessa semana, que foi uma sugestão do Salomão, eu quero te contar, Chapoca, no ar aqui, a sugestão que o Salomão me deu antes de você entrar. Porque o Salomão, nós dois entramos antes. Isso foi verdade. Nós dois entramos antes. Aí, conta, Salomão, o que você sugeriu pra gente fazer no Chapoca? Só que as pessoas entenderam, porque a gente tem 43 anos, vocês entenderam como é que a gente faz. Vai, conta. Eu falei o seguinte, a gente tava discutindo...
E eu falei, o Chapoca vai entrar, vão começar a falar com uma voz mais fina e fala que é problema de áudio do Chapoca. Que o microfone, que o fone do Chapoca está com problema. Se a gente não rir, ele vai acreditar.
cara, então foi isso eu gostei da ideia insistir, a gente não fez por causa do Abramo e você teria caído você fez viu e você falou, tá com algum problema no áudio é o meu 43 44 esse ano
Salomão já fez, 24 anos. Quarta-feira de noite. Tá bom. Você tá vendo, hein? Senhores, mas eu queria começar porque o Salomão deu uma sugestão hoje, que é um tema conhecido como uma boa prática corporativa. E é isso que a gente vai discutir hoje, se é uma boa prática corporativa de verdade, ou se é balela, que é...
Elogio, você faz como, Chapoca? Elogio, você faz... É só que você tá mudo. Tá vendo? Ó a cagada. Tá vendo? Elogio. Defeito fala na cara e elogio também.
Elogio em público E crítica no privado Crítica no privado Você concorda comigo? Que essa é uma das noções corporativas Mais consolidadas, concorda? É Da nossa geração em diante Pra caramba Assim Que saco isso, né?
Eu vou explicar ainda. Eu vou explicar ainda. Mas, gente... Cara... Você tá no mundo, Salomão. Pelo amor de Deus. Eu acho o seguinte. Vamos lá. Vocês querem falar? Já gerou polêmica, beleza. Agora eu vou me explicar. Humilhação não faz nem público nem no privado.
Só para deixar claro. Feedback que você dá uma culachada na pessoa, não faz nem em público, nem no privado. Mas eu acredito que as equipes, elas têm que ter maturidade e liberdade para se cobrarem. Isso vale para pares, gestores e a pessoa do seu time te cobrar.
vale para todas as linhas. E você cobrar alguém de um prazo, você cobrar alguém de alguma coisa, você dar um toque em alguns aspectos de forma respeitosa, eu acho que é válido em qualquer lugar. Não é você chamar a galera, galera, tem um comunicado aqui, vou dar um feedback aqui para o Chapoca, Chapoca não entregou no prazo, não é isso.
Mas, por exemplo, você tá numa reunião com 10 pessoas, o Chapoca foi entregar uma coisa pro prazo. Você vira e fala assim, pô, Chapoca, cara, a gente tava contando com você. Olha o prazo, a equipe toda tá parada por isso. Toma cuidado com isso da próxima vez. Eu não acho que tem problema. Eu acho que o time tem que ter maturidade pra isso. E não é qualquer time que tem.
Eu vou fazer o papel do Chapoca. Eu acho que depende. Eu acho que depende muito. Porque, ó, primeira coisa, cada vez mais, quanto mais velho eu fico e mais tempo no mercado corporativo eu fico, mais eu consolido a minha ideia de que no mundo corporativo a escolha do tom de falar e do fórum é a sabedoria mais plena que você pode ter.
Então, assim, você saber como se comportar em cada fórum é uma habilidade corporativa muito importante, cara.
porque ela te garante que você vai conseguir fazer as suas ideias serem ou não implementadas, serem acatadas ou não, sua opinião ser respeitada ou não, ser antagonizado ou não. Então, você saber a hora de falar, de calar, cara, isso é uma arte, eu acho, no ambiente corporativo. E eu acho cada vez mais que é um negócio que tem muito valor. E eu acho que a mesma coisa vale para esse caso aqui, cara. Então, sim.
Eu entendo no conceito, Salomão, que você disse que as pessoas têm que ter maturidade para poder aceitar uma crítica de um problema real em público. Eu tendo a concordar com isso. Mas eu acho que às vezes não é sábio.
Entendeu? Acho que às vezes não é sábio. É que virou mimimi, cara. Esse é o problema. Ai, me cobrou na frente das pessoas. Cara, não, gente. Todo mundo adulto, vamos falar de boa. Mais uma vez, tem formas e formas de se cobrar. Ok? Isso tudo bem. Mas as pessoas têm que ter maturidade. As pessoas começaram a não aceitar serem cobradas, cara.
Tem gente que fica incomodada com cobrança. No individual também. Agora, você está falando a verdade sobre isso, não quer dizer que você tem a razão do resto, mas isso é verdade. Eu concordo. Numa mistura das coisas. Isso é mais natural. Cobrança, feedback, respeitoso. Eu repito sempre, porque daqui a pouco vão falar, o Salomão falou que pode cobrar todo mundo e vir escolachado. Não é isso.
cobrança respeitosa em qualquer ambiente, eu acho que ela é natural. O compromisso com o resultado tem que ser de todo time. E só existe compromisso com o resultado se um puder cobrar o outro. Isso varia de acordo com o nível? A maturidade, sim. A cobrança, não. A aceitabilidade, sim. A cobrança, não. Explica melhor. Quando você está numa mesa com vários diretores de empresa, teoricamente, e um está cobrando o outro,
numa reunião de borde de uma empresa, cara, já é mais natural. Muitas vezes, quando não tem politicagem, ah, falou de mim, me diminuiu para o meu gestor porque eu não entreguei o projeto, que tem isso também. Mas quando tem maturidade entre o time e o time está bem alinhado, é mais comum. Quando é um time mais júnior, as pessoas ficam mais melindrosas com isso.
Pois é, e aí o seu comportamento como líder tem que mudar? De cobrança? O que muda? Por que eu estou te perguntando isso? Estou perguntando uma boa, para poder entender. Porque assim, eu já estive em fóruns de reunião de diretoria, em que toda segunda-feira era...
porradaria pra todo lado, mas porradaria respeitosa, entendeu? Era respeitosa? Era, era. Assim, as pessoas se cobravam porque tava todo mundo ali de uma forma muito clara, todo mundo olhando pro bem da empresa e olhando pro mesmo lado. Então, assim, tinha cobrança entre áreas.
Mas era uma cobrança saudável, sabe? Na medida do possível. Nunca vi problema com relação a isso. Mas quando você vai para níveis mais júnior, cara, se você fizesse alguma coisa parecida no mesmo tipo de fórum, nossa senhora, era no serviço contrário que você estava fazendo. Agora eis a questão.
É o gestor que tem que pegar mais leve ou é o time que tem que amadurecer?
Então, essa é a pergunta que eu te faço. Qual que é a diferença? Por que tem diferença? Porque é maturidade só? Eu não acho que é só maturidade. E na prática mesmo, eu não acho que quem está ouvindo a gente tem que chegar amanhã e falar assim, realmente ele tem razão, não tem dessa de ficar de mimimi não, vou cobrar. Não, você tem que conhecer seu time e se seu time não estiver maduro para isso, você tem que trabalhar seu time. É chato, é chato.
É complicado as pessoas não terem essa maturidade? É complicado, mas é a realidade de quase todo mundo. E é papel do gestor trabalhar o time, explicar isso, falar isso, ter uma zona de conforto, ter as pessoas confortáveis naquele lugar. Ponto. Mas, cara, no meu ponto de vista, eu acho, sim, que independente do grau de maturidade, as pessoas têm que abrir a cabeça para isso.
E não terem essa deura toda de, ai, me expôs. Cara, não é me expôs, cara. Gente, é trabalho, você tá falando de trabalho. Você não pode mais falar. Se a pessoa ficou de mandar um relatório no dia X e não manda, o que você tem que fazer?
peraí, levanta, chama a pessoa na sala, fala e volta. Aí a pessoa vai no café, vai pegar um café. Quando vai no café, encontra outra pessoa que fala, cara, eu perdi essa conta grande com o cliente. Aí você para o café, chama para a sua sala, fala, você não fez o acompanhamento do cliente.
volta. Aí você sai e está descendo para almoçar, encontra alguém no elevador. Aí a pessoa que fala no elevador fala, ah, eu perdi o horário e está o negócio. Você respira no elevador, sai do elevador, chama a pessoa para casa. Cara, você vai ficar o dia dando feedback na sua sala, cara. E a equipe vai ficar lenta porque você está dando feedback no particular de tudo. Deixa eu te perguntar. Você falou sobre cobrança. Existe diferença nesse assunto entre cobrança e crítica?
Ó, vamos lá. Você não vai dar o feedback formal da pessoa em público. Ponto. Final. Isso é indiscutível. Você pode sim fazer críticas. O que você chama de crítica? Crítica é... Ó, vou te dar dois exemplos. Salomão, você perdeu... A gente precisa que esse negócio seja feito no prazo. Isso já está atrasado há uma semana. Isso é uma cobrança.
Salomão, perdemos o cliente porque você foi negligente, você não fez isso, isso e isso, esse tipo de comportamento não é aceitável nessa empresa. Isso é uma cobrança. Vamos lá. Isso é uma crítica. A gente está evoluindo na discussão. E nem tudo é cravado em pedra. Nem a minha opinião, nem a de vocês. Você trouxe um ponto interessante que eu acho que vale refletir. É o seguinte.
Qual que é o limite, qual que é o limiar do que se pode criticar ou cobrar uma pessoa em público? Olha ele subindo no muro, Abram. Não estou subindo no muro, eu estou dizendo que você tem razão, em alguns pontos. Eu estou brincando, que eu sei. Que talvez a minha verdade não seja tão absoluta assim. E não é. O que eu estou dizendo é, sou sim a favor que as pessoas se cobrem, que as pessoas falem, que as pessoas interajam.
Porém, não é terra sem lei. Precisa ter um alinhamento. Não é lei de Gil. É, tem que ter um mínimo, né? Bom, eu acho sim. Eu não vou discordar amplamente do que o Solomão está dizendo, mas eu acho que...
Existe sabedoria em escolher o momento de criticar, especialmente em fóruns grandes. Quanto maior o fórum, mais evitar a crítica aberta você deve. Você tem uma prática, uma dica? Eu sei que para você é natural, mas assim...
Como é que você daria uma dica? Porque você é abrão, você é bom nisso. O que você daria de dica para a pessoa saber se é hora de falar e se não é hora de falar? Ou o ambiente de falar ou o ambiente de não falar?
Cara, eu acho assim, quanto mais liberdade e proximidade você tiver com as pessoas com quem você está na sala, eu acho que mais aberto você pode ser. Perfeito. Concordo mil por cento. Então, se você tem pares com quem você tem mais liberdade, cara, eu acho que você pode ser o mais honesto possível mesmo. Quanto menos proximidade você tiver, eu acho que mais cuidadoso você precisa ser.
Porque eu acho que essa é uma medida boa de escolher. O que o gestor tem que fazer? Que 99% não fazem. Criar esse vínculo entre o time.
Quando você tem uma equipe concisa, trabalha o nível de confiança dentro do time. Que aí fica mais natural, cara. Fica de boa. Não deixa o time, não. Trabalha. Trabalha o relacionamento das pessoas. Trabalha a complicidade com as pessoas. Trabalha um poder cobrar o outro. Entendeu? Que é uma dica ótima, que a gente já deu aqui umas 495 vezes, os cinco desafios das equipes.
É isso, cara. A gente está falando exatamente a mesma coisa. Quais são os desafios das equipes? É exatamente isso. Como você trabalha confiança, como você trabalha um poder cobrar o outro, como você trabalha isso ser natural. É isso, cara. Mas é que é sério mesmo. Dá uma dica. Dá um exemplo. Essa é a dica. Vamos lá. O livro que a gente já citou aqui algumas vezes, ele fala o seguinte.
Que um time que quando as pessoas confiam umas nas outras, elas se comprometem umas com as outras. Quando elas se comprometem umas com as outras, elas têm naturalidade na cobrança entre elas. Beleza, a lógica está clara. Isso serve para pares, mas serve para gestores. Se você trabalhou todos esses pontos, você vai estar numa reunião.
com seu par, seus gestores e seu time, e quando alguma coisa não sair conforme o combinado ou planejado, uma pessoa vai ter liberdade para a outra de falar abertamente e fazer uma cobrança, falar, poxa, poca, cara, você ficou de mandar isso na data de ontem, você não mandou, e você está prejudicando todo o fluxo, eu queria que você tivesse atenção nisso e finalizasse até amanhã, combinado? Ponto. Para algumas pessoas isso é o fim do mundo, cara.
Tem gente que vai chorar no banheiro. Para outras pessoas, cara, beleza, ponto. Pessoal, desculpem, errei nisso, nisso, nisso. Vou aprimorar para fazer isso, isso, isso. Ou estou com essa dificuldade, vocês podem me ajudar de alguma forma, é isso. Vamos para outra coisa? Vamos para o elogio? Elogio em público. É bom ou é ruim? É ótimo.
Eu acho sensacional. Muito, muito bom e muito necessário. Da mesma forma que eu acho as cobranças. É natural. E, tem gente que fica constrangida com elogio em público. Vocês já viram isso? Eu fico. Eu já falei isso aqui. Uma vez eu fiquei traumatizado. Olha isso, cara. Traumatizado com uma chefe que eu tive no início de carreira, que eu fui pra ela pedir um feedback de um trabalho.
Eu, com frequência, eu levava o trabalho pra ela. Eu perguntava, olha, é isso aqui? É do jeito que você tá querendo? Eu me seguro. Eu tava ali aprendendo e tentando fazer o negócio acontecer. Eu era temporário. Eu não era efetivado. Então, eu tava ali tentando acertar. Tava levando pra ela. Aí teve um dia que ela virou pra mim e falou o seguinte. Se é movida, é elogio.
aquilo fez o efeito contrário em mim, cara. Toda vez que alguém me elogiava, eu repulsava. Eu falava, não, não, não é isso que eu quero, não. Eu tô querendo saber onde é que tá o problema. Aí eu comecei a sair de grosso. Tá vendo, cara? Mas isso é bem comum, cara. Por incrível que eu pense. Olha que mundo que a gente tá, cara. Você não pode criticar em público. Você não pode elogiar em público.
Você não vai fazer nada. E no particular, se fechar a porta, pode dar problema de compliance. E aí? O que você faz? O que você faz, Abraão? Me fala, Abraão. Chama o RH pra reunião de feedback, não é isso? Eu ouvi isso outro dia. A gente comentou isso aqui. Você falou, é. Eu assisti uma aula onde a orientação era, dependendo do feedback que você vai dar com o colaborador, coloca o RH na sala pra sua proteção. Olha isso, cara. Que mundo é esse, cara?
cara, vamos o Salomão hoje eu fiz um bingo binário e eu vou fazer pra vossa excelência eu achei que vocês fossem se comprometer mais vocês estão muito em cima do muro hoje peraí, deixa eu vamos lá, vamos ver se ficou bom esse negócio Salomão, corrigir no privado é respeito ou falta de transparência?
É respeito também. Não deixe de ser respeitoso por algum motivo. Feedback bom tem que ser direto ou cuidadoso? Direto e com exemplos práticos. E ruim.
Direto e sem exemplos práticos. Sem exemplos práticos? Feedback tem que ter exemplo. Tem que falar. Isso, por exemplo. Isso, isso, isso. Mesmo se for algo ruim. É ruim. Inclusive o bom também. Então. Quem nunca critica em público é um bom líder ou está evitando conflito? Nossa, você deu duas opções. Cara, eu acho que entre um e outro.
É um bom líder, pode ser um bom líder. E está evitando conflito também, os dois. É mais evitando conflito do que qualquer coisa. Eu não julgo isso por um bom ou mau líder, não, pelo feedback em público. Mas não dá, pode ser, tem gente que evita conflito mesmo.
Eu sei, fiquei em cima do muro. Falei nessa pergunta. O evitando conflito é inevitável. O bom líder pode ser que seja. É, exatamente. Exposição de erro em público. Ajuda o time ou só constrange que errou? Eu acho que de forma respeitosa ajuda o time.
De verdade. Elogia em público, motiva ou cria... É comparação tóxica. Como é que é? Elogia em público... Motiva ou cria comparação tóxica? Motiva, motiva. Se cria a comparação tóxica, o problema é quem se sentiu assim. Feedback duro, melhora a performance ou destrói a confiança? Depende de quem ouve. E hoje eu ouvi muito feedback duro e detonei depois.
Corrigir rápido é mais importante ou corrigir do jeito certo? É mais importante do jeito certo. Mas você conseguir do jeito certo e rápido é matador. Feedback é sobre a pessoa melhorar ou sobre o líder ser transparente?
É sobre a pessoa melhorar. Os dois, mas principalmente qual que é o objetivo do feedback? É a pessoa que tá recebendo. Ser sincero demais, coragem ou falta de inteligência emocional? A gente fez um episódio sobre isso. Depende. De uma série de fatores, depende. Depende do que? No que ser sincero. Pode ser tipo o mentiroso, né? O filme. Depende do que?
Feedback é mais sobre forma ou sobre conteúdo? Sobre conteúdo. Contando que você não passa do limite. Eu gostaria de ver. É muito mais sobre conteúdo, cara. Você acha? Muito mais. É muito mais importante, Abramo. Não, eu não tenho dúvida, tá? Não importa a forma. Se você não falar nada com nada, não interessa a forma.
Não interessa. Você pode levar um bolinho para a pessoa, um cupcake com uma velhinha que não... Entende? É o conteúdo. O modelo de feedback precisa ser padronizado na empresa, Silvio? Eu não acho, cara. Eu acho que tem algumas regras clássicas e importantes de feedback. Quais são? Não vou falar feedback sanduíche que isso é uma grande bobagem. Tá? Eu acho que...
Primeiro, exemplos. Primeiro explica o que é feedback sanduíche pra quem não conhece. Feedback sanduíche é você falar uma coisa boa, depois uma coisa ruim, depois outra coisa boa. Vocês já viram isso? Não, isso é um clássico. Eu sei, eu tô pedindo só pra você explicar. É um clássico, mas eu acho bobagem. Aprendi na Votorantim com 23 anos. Eu acho que o feedback...
Tem os momentos dos feedbacks, né? Tem até o feedback na hora da demissão. O feedback normal é com exemplos. Você acertou nisso, nisso, nisso, por exemplo, esse dia, esse dia, esse dia. Você precisa melhorar nisso, nisso, nisso, por exemplo, esse dia, esse dia, esse dia. Outra coisa, você não dá feedback do que você acha da pessoa. Você dá feedback da atitude da pessoa. Então, você não vira e fala assim, ah, eu te acho uma pessoa muito para baixo.
Eu acho uma pessoa que não trabalha em equipe. Isso é vago. Você tem que virar e falar o seguinte, eu acho que você é uma pessoa que às vezes tem, pior que a pô, que às vezes tem problema de trabalho em equipe, porque nesse projeto aconteceu isso, isso, isso, isso. Em outro projeto, e assim, quando for uma coisa mais delicada, o ideal é que você não fale um caso só, você dê vários exemplos.
Mas dá o exemplo. Quando a pessoa visualiza, é muito mais simples. Certo. Salomão, isso não é um conselho. Mas vocês não vão se comprometer mais? Vocês vão falar o que vocês acham? Eu não quero me comprometer com você, não. Você dá o feedback na frente de todo mundo ou você só na sala?
Ah, cara, depende. Quando eu acho que tá num ambiente que, tipo, é de boa fazer, eu faço em público. Então você concorda comigo? Concordo em partes. Boa parte das vezes, quando o ambiente é propício e o time é maduro, é isso. Só que quantas vezes o ambiente é propício e o time é maduro?
É essa que é... Seu time tá preparado? No geral tá. Você preparou seu time? O meu tá. Isso é problema pra você? Não é. Não, mas olha só. Às vezes você tá num fórum, tipo, porra, de alta liderança, sacou? E você tem um cara que você sabe que é meio melindroso. Cara, eu não vou expor o cara. Entendeu? Eu sei como é que o cara é. Eu sei como é que ele vai levar. Eu sei que o efeito não é o que eu preciso.
Então eu prefiro que termine a reunião. Eu vou chamar o cara e falo pessoalmente, porque eu sei como é que o cara é. Então, assim, eu acho que isso é ideal. Não, mas algumas pessoas são assim, cara. E, assim, o que eu vou fazer? Não tem jeito.
Sabe um negócio interessante? Eu estou provocando você sobre se é diferente por nível e etc. Se é comentário, se é cobrança ou se é crítica e tal. Eu acho que tem um aspecto cultural da companhia que influencia muito nisso, sabe? Eu falo porque eu sou a mesma pessoa.
mas eu passei por empresas diferentes e a minha forma de lidar com esse assunto foi mudando à medida em que eu passei pelas empresas, sabe? O ambiente também ajuda a moldar, a cultura também ajuda a moldar. Então, exemplo, quando eu estava no varejo...
era um negócio muito mais aberto, escrachado, na lata e boa, sabe? O ambiente era mais propício para isso. Em outros ambientes, tinha uma preocupação. E não estou dizendo que está certo ou que está errado, estou falando mais de características.
No tempo que eu estive na Hot Bart, por exemplo, existe uma preocupação genuína, muito grande da empresa sobre o comportamento e a forma de tratar, a forma de lidar, a forma de dar esse feedback para as pessoas, a forma como as pessoas vão receber. Tem um zelo muito grande com esse tipo de assunto. Talvez até pelo tipo de geração, pelo tipo de gente que trabalha, que está acostumada a lidar numa startup desse perfil.
Eu era a mesma pessoa, mas em fóruns até similares, eu precisei me adaptar também de acordo com a cultura da empresa. Acho que é um elemento que influencia também. Salomão, sai do muro e faz o seu... Isso não é um conselho? Vamos lá.
Isso não é um conselho. Tem que falar isso não é um conselho no começo, né? Eu aprendi com o Chapoca, né? Porque o Chapoca sempre fala e eu começo a falar também. É. Vamos lá. Isso não é um conselho. Tem que dar feedback em público. Afinal, um erro compartilhado é um aprendizado coletivo. Vai, Chapoca, o senhor.
O meu é o seguinte, isso não é um conselho. Mas você até pode dar feedback ruim em público mesmo. É só você começar com a frase, eu vou falar isso aqui, mas é porque eu me importo com você. Porque aí vira um gesto de carinho. Boa. Eu concordo. Você concorda, Abrão? Não, você vai ver o tanto que eu concordo. O meu isso não é um conselho. Isso não é um conselho. Beleza?
Faça exatamente o que o Salomão mandou nesse episódio. Esse é o meu, isso não é um conselho de hoje. Você faz, cara, daí você quer ir de pau. Você não faz? Vocês vão chegar amanhã e o feedback vai comer solto. É. Tá bom. Aqui, vamos fazer o seguinte, fala para a audiência comentar aqui no Spotify e no Instagram. Com o feedback sincero do que elas acham.
maravilhoso pode dar o feedback em público não tem problema, tá vendo? e deixa registrado se for pra mim, põe em público se for no privado, puxa a foca entendeu? senhor, vocês tem PDI? tem
O meu PDI eu estou guardando, ele até já tem alguns dias, alguns episódios. E é um PDI que o Abramo daria. É o canal do JP no YouTube. Todos os vídeos até agora têm sido muito bons.
Mas eu queria destacar em especial o que ele fala sobre IA. Então ele fala o futuro do trabalho na era da IA. E por que eu achei interessante? Ele traz algumas perspectivas, algumas formas de pensar, especialmente sobre o futuro da IA, que eu não vi ninguém mais falando. Achei bem interessante, bem curioso. Óbvio, não seria pelo próprio perfil dele.
Não é aquela leitura rasa de que todo mundo fala e que todo mundo vê, sabe? Não é puxação de saco, porque nem precisaria. Mas o canal dele está com conteúdo muito legal, muito profundo.
E esse vídeo em especial, eu acho que por ser um assunto novo, é muito legal ver a forma como ele está enxergando e como faz muito sentido. Me fez pensar em algumas coisas bem interessantes sobre Iá também. Muito bem. Salomão. Cara, eu vou indicar um livro. Eu não sei se eu indiquei aqui, cara. Eu realmente não me lembro. Mas foi um dos livros mais interessantes que eu já li na minha vida, que é o Freakonomics.
que é muito interessante que é um cara foda em economia muito preparado que ele começa a explicar fenômenos culturais e fenômenos que acontecem em alguns países baseados em dados números e determinadas situações então vou dar um exemplo
ele começa a ver que a criminalidade nos Estados Unidos na década de 90, dos anos 2000, caiu absurdamente.
Aí ele começa a estudar e começa a tentar achar a explicação. Vou dar uns spoilers aqui, tá? Porque é bem interessante. Começa a estudar por que caiu, por que caiu. Aí viu, poxa, foi a televisão ganhando espaço, teve mais polícia na rua. Aí falou, mais polícia aumenta a criminalidade, porque pega mais bandido. E aí ele começou a pesquisar quais eram os estados que começou a cair, o que aconteceu. E aí ele descobriu que a lei do aborto...
foi aprovada em alguns estados americanos e começou a ser aprovada a partir daquele ano. E aí ele foi investigando e viu que mães que teriam filho em situação ruim não tiveram e essas crianças não viraram possíveis criminosas no futuro.
Então era esse nível, e obviamente ele vai apresentar-me com dados e fatos, e ele mostra vários casos, vários cases de fenômenos econômicos sociais que acontecem baseado nisso. Muito leve o livro, muito dinâmico, curioso, é um puta livro legal, fácil de ler, bacana, com um monte de informação, e faz a gente pensar em coisas que acontecem até na nossa sociedade no dia a dia. Eu recomendo bastante.
Eu vou sugerir o episódio do Flow com o com o Robinson Farinazo que é o cara do Arte da Guerra se você quer entender a guerra dos Estados Unidos e do Irã no atual momento, esse cara pra mim é o que eu vi mais interessante até agora falando sobre exército mesmo como opera, eu acho que é importante pra você se manter atualizado tá bom?
Até semana que vem, senhores. Tchau, Chapoc. Valeu. Tchau, Salomão. Até mais, pessoal.