ISRAEL: O ALIADO MAIS FORTE DOS ESTADOS UNIDOS
Uma coisa chama muita atenção na recente guerra entre Irã e EUA/Israel. Os israelenses não são meros aliados figurativos dos americanos, eles lutam quase em pé de igualdade com a grande potência hegemônica do mundo. Como Israel, mesmo sendo um pequeno país numa região volátil e hostil consegue ser um aliado tão poderoso dos EUA?
- Conflito Irã-EUAParceria em pé de igualdade · Responsabilidades divididas · Comparação com outros aliados americanos · Evolução do status de Israel
- Aviacao MilitarDoutrina de domínio do espaço aéreo · Destruição de defesas antiaéreas iranianas · Comparação com força aérea russa · F-35 e plataformas de quinta geração · Coordenação e operações complexas
- Relacoes EUA-IraColeta de inteligência · Infiltração de espiões · Hacking de câmeras e celulares · Operação coordenada com EUA · Confirmação de localização do alvo
- Inteligencia IsraelenseOperações de infiltração · Hacking cibernético · Espionagem em território iraniano · Integração com operações militares · Capacidade de sigilo
- Independência Política e InstitucionalPlano de não receber ajuda militar americana · Autonomia estratégica · Desenvolvimento de sistemas próprios · Posição de negociação melhorada · Próximos 10 anos sem ajuda
- Tecnologia EmpresarialDesenvolvimento de sistemas de defesa · Inteligência artificial · Computação quântica · Exportação de equipamento de defesa · Terceiro maior fornecedor para Índia
- Economia IsraelensePIB trilionário · PIB per capita · Comparação com países europeus · Mercado financeiro · Independência financeira
- Defesa Aerea IraBaterias S-300 · Operações de infiltração · Drones e mísseis de origem israelense · Comprometimento da defesa aérea · Controle do espaço aéreo iraniano
- Atitude e ComportamentoApatia dos países do Golfo · Vulnerabilidade percebida · Comparação com Europa · Falta de disposição para guerra · Novas alianças
- Capacidade Militar IraCoreia do Sul · Taiwan · Japão · Ucrânia · Europa · Não testados em combate real
- Assassinatos de Líderes Hamas e HezbollahEliminação de lideranças · Operações de inteligência · Impacto nas organizações · Êxito operacional
- Número de aviões em operações de combate200+ aviões israelenses · 266 aviões em operação anterior · 350 aviões russos · Incapacidade europeia de coordenar operações · Escala de operações
- Geopolítica de Trump, Xi e PutinAfastamento democrático de Israel · Base democrata crítica · Movimento MAGA · Mudança de ventos políticos · Questões transacionais do Trump
- Conflito EUA-IrãImpacto nas prioridades militares · Ponto de inflexão · Mobilização israelense · Resposta militar · Contexto para operações posteriores
- Queda de Assad SiriaQueda do regime Assad · Destruição de armas químicas · Operações subsequentes · Controle de armamentos · Segurança regional
A guerra no Oriente Médio dos Estados Unidos e Israel contra o Irã está impactando uma série de áreas, da economia, energia, petróleo, países árabes, geopolítica da região, discussões sobre a terceira guerra mundial, discussões sobre como que o eixo das ditaduras vai se posicionar, política interna americana, enfim, tem uma série de repercussões em vários segmentos, em várias áreas diferentes.
que não estamos dando a devida atenção e não estou enxergando análises mais aprofundadas sobre isso e eu acho que vale a pena, porque é de extrema importância. Eu me refiro à maneira como Israel está saindo fortalecida como uma potência militar, o papel que Israel está tendo nessa história toda e como que isso mexe nas relações entre Estados Unidos e Israel, entre a região como um todo e até
na distribuição de poder numa escala maior na geopolítica do mundo. E eu quero comparar essas ações da guerra e a maneira como Israel está lutando com outras potências para a gente entender o que está acontecendo aqui, o que está em jogo. Eu acho que esse assunto é bastante relevante porque ele está colocado dentro de um contexto onde nós temos uma discussão permanente sobre a capacidade
a cidade europeia de se defender, o Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Ucrânia e de repente Israel aparece lutando uma guerra para mais de dois anos já e os impactos disso tudo, as transformações que envolvem esse período todo, marcam uma grande mudança que nós temos que prestar bastante atenção e entender e esse é o tema
do vídeo de hoje. Deixa eu fazer uma pausa no vídeo para falar da Insider, o nosso patrocinador e parceiro aqui do canal, e eu quero falar da Tech T-Shirts, a camiseta que eu estou usando, que eu uso em todas as ocasiões, em todos os momentos, porque ela é muito versátil, serve para dormir, para treinar, para ficar em casa, para trabalhar, para sair à noite. É uma camiseta básica, com um tecido tecnológico que é muito leve, desamassa no corpo,
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Sozinho. Os americanos sempre têm alguma grande coalizão, só que uma das características dessas coalizões americanas de combate é que a maioria dos seus aliados tem sempre um papel secundário. Eles estão ali como uma forma de suporte, a participação não é em termos iguais, é a coalizão comandada pelos americanos, liderada pelos americanos.
na frente e o resto na retaguarda, ajudando como pode, mas nunca em termos de igual para igual. E essa guerra tem uma diferença. Israel tem um nome específico para a guerra, os americanos têm outro, mas no fundo é uma guerra que está sendo travada com os dois lado a lado em termos iguais. E isso é uma grande novidade, não só para os Estados Unidos, como Israel,
e como a história de todos os aliados americanos, que desde a Segunda Guerra Mundial a gente não assistiu os americanos numa aliança tão bem estabelecida e em termos iguais, com responsabilidades divididas na mesma proporção. E dando então para os parceiros, no caso dessa guerra, o parceiro a um só, que é Israel, diretamente envolvido, um papel, um peso, uma importância, uma responsabilidade,
igual à responsabilidade americana. É óbvio que eu me refiro aqui a responsabilidades proporcionais. Israel não tem porta-aviões, não tem submarinos nucleares. Então nós estamos equiparando aqui dentro das realidades de cada um. Mas as responsabilidades e a atuação estão em termos iguais e isso é bastante interessante, gente, e retrata uma mudança estratégica, uma evolução da capacidade militar israelense.
Israel, há muito tempo, tem uma superioridade militar na região, sempre foi respeitado como uma força militar bastante efetiva, bem equipada, bem treinada, com tropas com moral bem alto, enfim, uma força militar de respeito no mundo no geral, que travou muitas guerras desde a sua fundação, cercada de inimigos o tempo inteiro em combate,
E Israel foi conquistando cada vez mais essa superioridade, essa expertise, essa relevância, esse poder militar e essa capacidade de lutar. E isso sempre foi respeitado pelo mundo. Mas nós chegamos num estado que Israel se deparou com ameaças muito grandiosas e, ao mesmo tempo, foi construindo essa capacidade e mantendo ela,
Então, se durante tantas guerras desde a sua fundação, depois da Segunda Guerra, no final da Segunda Guerra, e aí todas as guerras, guerras de seis dias, guerra de Yom Kippur, guerra da independência, guerra no Líbano, intifadas, etc., Israel foi se aperfeiçoando, isso não foi decaindo. Ao contrário, o ataque do Hamas em outubro de 2023 elevou Israel para uma outra condição.
E a gente pode conseguir observar, talvez, os resultados dessa capacidade militar de hoje que está sendo demonstrada dentro da guerra do Irã, voltando 20 anos para trás, quando o primeiro-ministro Ariel Sharon deu um comando para o Mossad de que, apesar das capacidades desenvolvidas pelo Serviço de Inteligência Israelense em lidar com os inimigos locais mais imediatos, estava na hora de começar a prestar atenção em um inimigo maior
deveriam estar preparados para lutar contra esse inimigo e, óbvio, que ele se referia ao Irã. Desde então, nós estamos falando de um projeto por volta de 25 anos, um quarto do século, Israel vem se preparando, vem se treinando, vem se infiltrando dentro desse inimigo que é o Irã. E esse projeto vem ganhando força e etapas vão sendo cumpridas
esse momento e executasse a operação mais impressionante dessa história, que é eliminar o líder supremo de um país tão grande que está a mais de 1.600 quilômetros de distância de Israel, com uma população de pelo menos nove vezes maior do que Israel. Irã tem 92 milhões de habitantes de Israel, em volta de 10 milhões. Então, vocês imaginam a diferença, Israel executar uma operação dessa,
numa guerra inicial e o primeiro ataque é um ataque de decapitação capaz de matar um líder supremo. Essa operação é a culminação, o ápice desse projeto de duas décadas, pelo menos, de preparação e treinamento, que não nasceu ali há duas décadas atrás, mas começa muito antes, com esse histórico de guerras que Israel enfrentou sempre na região e com seus vizinhos.
Logo da história, Israel tem uma característica geográfica que cria uma essência geopolítica ou diretrizes geopolíticas para o país, que eu explico bem no vídeo aqui no canal, que é a geopolítica de Israel, que é o que a gente chama de profundidade estratégica ou profundidade territorial. Israel é um país que não tem profundidade territorial, é muito estreito,
do West Bank, da Cisjordânia até o mar, é muito curta. Se Israel tiver que enfrentar uma guerra terrestre, tem pouco espaço para recuar. E isso coloca Israel numa posição de extrema desvantagem, por isso essa preocupação tão grande com a Cisjordânia. Se acontecer com a Cisjordânia, por exemplo, o que acontece com Gaza, ela ser ocupada e dominada por um grupo terrorista cheio de mísseis e foguetes e drones, Israel vai estar numa situação,
muito perigosa, correndo risco de existência. Essa característica geográfica da falta de profundidade territorial pelo território ser estreito de uma fronteira até o mar, cria uma condição de defesa necessária, que é a capacidade de você fazer ataques preventivos. Eu explico isso mais detalhado no vídeo que eu estou sugerindo para vocês assistirem, que é a geopolítica de Israel.
israelenses, duas delas, na verdade, estão muito atreladas com essa realidade geográfica, que são a força aérea e o serviço de inteligência. O que surge dessa situação geográfica é essa necessidade de ataque preventivo, de você ter liberdade de ação e de você conseguir se movimentar rápido, porque se as suas forças terrestres, se o teu território, ele é curto e você rapidamente pode ser colocado numa
de recuo e você não tem muita retaguarda, muito espaço porque você cairia no mar, Israel precisa ter mobilidade numa outra área e essa mobilidade pode dar essa capacidade preventiva de atacar quando o inimigo começa a se movimentar em direção a Israel e isso vem especificamente na capacidade de você ter inteligência, ler os movimentos do inimigo antes que eles aconteçam e na sequência você ter uma força que consegue se movimentar acima das
do terreno físico terrestre, e essa força é a força aérea israelense. Para vocês terem uma ideia, talvez um jeito de comparar isso é com o país que tem mais profundidade territorial do mundo, e eu me refiro, obviamente, à Rússia. Para você entender isso melhor também, sugiro para você assistir o vídeo da geopolítica da Rússia, se você não assistiu. Então, a Rússia tem um território imenso, extenso, muito vasto, a profundidade territorial é gigantesca,
esteve ligada com a ideia de você recuar, recuar e deixar o inimigo entrar dentro do seu território. Israel não pode deixar o inimigo entrar dentro do seu território. Israel precisa combater o inimigo antes de ele chegar na sua fronteira, porque se ele chegar na sua fronteira, o espaço de retaguarda para recuo ou manobra é muito pequeno. E como que Israel vai fazer isso se vai ter que invadir o território do inimigo? Não. E aí entra a força aérea.
Se a força aérea israelense tem esse papel, a força aérea russa não tem esse papel.
sempre usaram a sua força aérea de uma forma como algo defensivo internamente e não necessariamente como uma força de ataque ofensiva. E essa diferença de doutrina para a força aérea está explicando uma boa parte do sucesso israelense na guerra contra o Irã. E isso vem porque se Israel então entende que a força aérea tem esse papel,
Massivo foi feito na Força Aérea, sempre. Desde a aquisição dos caças americanos F-35, que são os caças de quinta geração mais modernos do mundo, a melhor plataforma aérea de guerra, de combate aéreo. E os israelenses gastaram muito dinheiro, com a ajuda dos americanos, claro, para ter esse equipamento, mas treinaram em cima desse equipamento, usaram ele e deram um papel e uma relevância importante. Israel sempre colocou a sua Força Aérea num lugar de destaque.
num lugar crítico, num lugar que busca ter superioridade aérea. Israel sempre trabalhou com essa doutrina militar, tem que ser superior aérea. O que é ser superior aéreo, pessoal? Superior aéreo é você dominar o espaço aéreo, você ter a superioridade, a supremacia do espaço do inimigo. E você só alcança isso destruindo as defesas aéreas do inimigo,
você corre risco em cada operação que você vai fazer. Então a doutrina israelense, que é idêntica à doutrina americana nesse quesito, a primeira função, missão da força aérea israelense é destruir a capacidade de defesa aérea do inimigo. E essa capacidade está colocada nos aviões do inimigo, está colocada nas baterias antiaéreas do inimigo, nos mísseis do inimigo.
com esse primeiro objetivo. Então sempre a força aérea israelense vai lá e estabelece um controle do espaço aéreo. E aí daí pra frente, então, você vai ter essa superioridade que fica trabalhando a seu favor. E isso foi alcançado de muitas maneiras por Israel, não ao longo desse conflito imediato, dessa guerra dos Estados Unidos contra o Irã, mas isso começa em 1924, no primeiro ataque israelense, e depois acontece de novo na guerra de 12 dias,
em junho do ano passado, em 25, onde Israel realmente conquista uma superioridade, um domínio aéreo do espaço aéreo iraniano. E as baterias aéreas destruídas, então, o caminho estava aberto para essa nova ofensiva agora desse ano, de uma forma muito mais bem sucedida. Se a Operação de 25 teve inicialmente o foco de ter o controle do espaço aéreo iraniano,
e isso só foi possível pela maneira como Israel conseguiu destruir as baterias aéreas iranianas, e não da forma como todos podem estar imaginando, que é a forma convencional os aviões entrarem e simplesmente destruírem. Israel conseguiu usar a inteligência junto com isso, infiltrou então comandos e espiões com mísseis e drones para dentro do Irã.
de ataque de dentro do seu próprio território, muito parecida com a operação ucraniana de inteligência que abateu aqueles bombardeios russos, que os drones estavam escondidos dentro da Rússia, num vagão ali, num depósito do lado da base, e eles decolaram todos remotamente e entraram, já estavam dentro do espaço aéreo, já estavam muito próximos e não conseguiram, então, nesse momento, serem protegidos.
A mesma coisa Israel fez com o Irã em 2025. E aí, nessa guerra, a capacidade de defesa aérea iraniana já estava muito mais comprometida e por isso que então Israel consegue vir para o ataque inicial da guerra, que é um ataque de decapitação. E aí a história desse ataque, já contei aí nas lives e em outras oportunidades e podcasts, mas vou repetir aqui para quem não ouviu.
do líder supremo e toda a liderança de comando iraniana há bastante tempo. E isso envolve desde a capacidade de hackear o sistema de câmeras da cidade de Teheran até hackear celulares de todos os envolvidos, detectar o movimento desses celulares e também hackear as antenas de celular dos seguranças que operavam, as antenas de celular que estavam próximas da residência do líder supremo.
E isso, então, Israel estava preparada para bloquear os sinais ou dar sinal de ocupado quando alguém ligasse para qualquer um desse aparato de segurança. Então ela ia inutilizar a capacidade de comunicação de todos aqueles que protegiam o líder supremo ao redor. Então a combinação dessas operações de inteligência, de eletrônica, de sinais, de infiltração,
tecnológica, foi fundamental para que Israel começasse a coletar muitos dados, juntasse tudo isso num grande algoritmo que cruzava todos esses dados para saber onde estaria o líder supremo naquele dia. E aí, operando junto com o serviço de inteligência americano, a CIA, que tinha um espião em solo, que estava ali na rua, que confirmou para os israelenses, sim, o líder supremo está aqui. Então, a Israel recebe,
essa informação, a confirmação de que tudo estava acontecendo como deveria ser e dar início ao ataque. Os aviões decolam de Israel às sete da manhã, o ataque acontece às nove da manhã em plena luz do dia, um movimento surpresa que visava pegar o líder supremo desprevenido, até porque ele dormia no bunker à noite e de dia ele resolveu sair para fazer essa reunião com o ministro da defesa, o chefe da guarda revolucionária, com uma série de outras figuras importantes.
decapitação do líder máximo de um país é um ataque muito sério que ele não pode fracassar, porque se ele fracassar ele pode dar um recado de incapacidade e ele unificar o país em torno daquele líder. A gente assistiu isso, o movimento da Rússia no começo da guerra contra a Ucrânia, tentando decapitar ou eliminar o Zelensky e no final o Zelensky se torna uma figura extremamente importante para
para a guerra, e aí então os ucranianos ganharam alguma confiança nessa situação toda, e isso servia para o líder supremo também. Então Israel precisa ter certeza que aquilo ia dar certo, e uma operação como essa envolvia a autorização de dois comandantes separados, que não estavam em contato um com o outro, para verificar se as informações todas batiam, quem estava no lugar, se tudo aquilo estava correto, e aí sim,
só depois que duas partes separadas tivessem processado todas as informações e dessem o ok, o ataque era permitido ou liberado e foi um ataque de extremo sucesso. O líder supremo é uma figura bastante relevante para o Irã, para o mundo, e a eliminação dele no começo da guerra, e começar com isso, é mais uma demonstração dessa capacidade militar israelense.
num contexto ainda de uma sequência de ações que foram crescendo, crescendo até chegar nesse momento. Israel usou nessa operação específica mais de 200 aviões. Na outra operação, em 2025, no meio do ano, na outra guerra, foram mais de 260 aviões. Para vocês entenderem um pouco de comparação aqui, quando a Rússia decidiu atacar a Ucrânia,
com 350 aviões e a Rússia é uma das maiores potências militares do mundo, tem mais bombas atômicas que os Estados Unidos, 350 aviões, Israel com 260. Eu já comentei isso, mas os europeus não conseguem colocar 200, 250 aviões juntos voando. Eles não têm capacidade de coordenar isso, não têm capacidade de botar para funcionar uma operação como essa.
mostra acima dos europeus. E não está lutando a guerra na retaguarda dos Estados Unidos. Israel tem contribuições para a guerra que os Estados Unidos não têm, uma penetração dos serviços de inteligência, uma capacidade eletrônica de ter hackeado uma série de informações iranianas, muitos espiões dentro do Irã, muita informação, muita pesquisa e
arriscando sua própria vida. Israel, os soldados israelenses estão lutando ali de igual para igual no fronte, não na retaguarda como os ingleses de repente lutaram a guerra do Afeganistão ou a guerra do Iraque, enfim, outras guerras. A capacidade israelense, o número de aviões, o número de ataques, o número de mísseis lançados por Israel não é comparável a nenhum outro aliado americano
dos Estados Unidos contra um inimigo. Nenhum europeu fez isso. O que eu estou querendo dizer é que Israel, a gente pode colocar Israel hoje como talvez a quarta, quinta maior força militar do mundo. Temos os Estados Unidos, tem a China, tem a Rússia, tem a Índia, e aí talvez facilmente você possa colocar Israel nesse lugar. E dependendo de algumas maneiras como a gente analisa tudo isso,
Força aérea israelense mostrou uma superioridade perante o inimigo do Irã, que a força aérea russa não esteve presente na guerra da Ucrânia. E por uma série de questões, primeiro a importância que os russos dão, e a doutrina que eles usam com a sua força aérea, não é de dominar o espaço aéreo, os ataques iniciais da força aérea russa contra a Ucrânia foram para decapitar o regime, mas você não decapita o regime com eficiência, ou não parte para uma segunda rodada,
e por uma superioridade maior se você não destruir a defesa aérea do país. E a Rússia não conseguiu fazer isso por completo, ela começou a fazer isso e por volta do nono dia da guerra os ucranianos já tinham se reorganizado e a sua defesa aérea estava intacta de novo e aí os russos então começam a cada vez menos retirar a presença da sua força aérea da guerra. Para vocês terem ideia, os russos não colocaram em combate os seus aviões,
de quinta geração, numa presença grande, mas colocaram muitos outros aviões e não foram capazes de obter esse sucesso contra a Ucrânia. E Israel obteve esse sucesso na guerra já do ano passado contra o Irã. Então, talvez a força aérea israelense hoje seja mais bem sucedida do que a indiana, certamente, do que a russa e, provavelmente, do que a chinesa.
capacidade operacional. Claro que a gente não viu a Força Aérea Chinesa em operação num teste desse. A gente viu a Força Aérea Russa em operação num teste desse, recentemente, na guerra da Ucrânia, e ela não obteve esse sucesso. E a Força Aérea Israelense tem cada vez mais alcançado resultados mais surpreendentes, e mais surpreendentes a ponto de estar no lugar e na posição que está.
de tarefas dentro dessa guerra com os Estados Unidos, são bem distribuídas. Os americanos estão cuidando da marinha iraniana, Israel está cuidando de uma parte de ataques a lideranças, Israel tem a inteligência, os Estados Unidos estão usando a sua capacidade espacial e cibernética, as suas baterias, mas Israel desenvolveu essas tecnologias junto com os Estados Unidos e está colocando a prova a teste.
temos algo muito relevante e dá para dizer com toda clareza e com toda a objetividade que hoje Israel é o maior e o mais forte aliado militar dos Estados Unidos. Nenhum outro aliado americano tem a capacidade militar que Israel tem. Isso está comprovado com a guerra de hoje, com a guerra do ano passado, com a guerra de 24, com os resultados que Israel obteve com o assassinato do líder do Hezbollah,
com o assassinato do líder do Hamas, com os ataques aos Houthis, com a queda do Assad e as operações subsequentes dentro da Síria para destruir o resto dos armamentos e armas químicas que existiam dentro da Síria. Então, a movimentação israelense, depois do outubro de 2023, mostra que Israel é o parceiro militar americano mais confiável e mais capaz. Do outro lado, nós temos Coreia do Sul,
Taiwan, Japão, todos eles nem testados em combate, de verdade. Os europeus, com todos os problemas que eu tenho falado para vocês e todo mundo está acompanhando, desde o gasto em defesa até a falta de soldados, a falta da população disposta a servir e uma série de outros problemas.
aliado com capacidade de projetar poder para fora, porque primeiro trava uma guerra interna e depois não está envolvida em outras questões, é um aliado duvidoso, Estados Unidos às vezes trata, diz que vai abandonar a Ucrânia, mas é um aliado também de respeito, mas não tem uma força aérea nas proporções, dimensões, capacidades que Israel tem.
E nós temos uma série de coisas aí acontecendo, dado essas mudanças, que Israel está planejando não depender mais da ajuda militar americana. E isso está vindo porque tem uma mudança política. Os democratas se afastaram um pouco de Israel, a base democrata, e hoje você tem uma ruptura dentro do movimento MAGA, tem um lado mais extremista,
na direita americana também, que está se mostrando anti-Israel. E os ventos estão mudando, apesar de Israel militarmente ser um ativo para os Estados Unidos, ser um parceiro, um aliado muito forte, no campo político muita coisa está sendo abalada para Israel. E esse movimento está preparando Israel para uma mudança, uma guinada estratégica.
10 anos, Israel não vai receber nenhuma ajuda militar mais dos Estados Unidos. Para vocês terem uma ideia, Israel recebe por volta de 3,8 bilhões de dólares por ano. Tem vezes que isso chegou a representar 14%, essa ajuda americana chegou a representar 14% do orçamento de defesa israelense. Em momentos de mais estresse, mais tensão, como depois do ataque do Hamas,
em outubro de 23, esse número chega a 35%, na média fica por volta de 20, 20 e poucos por cento, e essa é uma contribuição alta, ao longo da história, desde a fundação de Israel até hoje, se você ajustar toda a ajuda que os Estados Unidos já deu, nós estamos falando de 300 bilhões de dólares, provavelmente é a maior ajuda que os Estados Unidos já deu para qualquer país, tirando reconstrução da Europa e coisas dessa natureza,
mais ajuda ao longo dos anos, Israel é o país que mais recebe. E quando Israel diz que não vai precisar mais de ajuda, é porque Israel se sente confiante e percebe que já está em um outro patamar de força. Isso não vem só com os resultados militares, mas vem também com os resultados econômicos. A economia de Israel está chegando a um PIB de 1 trilhão de dólares, em um país muito pequeno, e o PIB per capita israelense hoje já está em 64%.
mil dólares, isso faz Israel ter um PIB per capita maior do que a Alemanha, maior do que Bélgica e muitos outros países europeus. Então, não é algo de se desconsiderar. A economia israelense vai muito bem, o mercado financeiro israelense não para de crescer, dados os avanços em tecnologia, a indústria de defesa israelense também não para de crescer. Comentei com vocês que Israel
O maior cliente de Israel hoje é a Índia e Israel já é o terceiro maior fornecedor de contratos de defesa, o equipamento de defesa para a Índia, atrás da Rússia e da França. Então a tecnologia, a transformação do ambiente de negócio em Israel está fazendo Israel se tornar um país extremamente relevante economicamente. Você tem gente do mundo inteiro tentando fazer negócios com Israel em inteligência artificial, computação quântica.
traz uma vantagem de recursos e essa mudança estratégica de não depender mais dos Estados Unidos vai dar ainda mais autonomia e uma posição de barganha melhor para Israel para ter que lidar com uma política talvez que não esteja tão alinhada, ainda mais numa era onde o discurso do Trump é bem transacional, quanto que eu estou dando para você de dinheiro e quanto que você me dá em troca. Nada melhor do que Israel ser autossuficiente militarmente, desenvolver
a seus próprios sistemas de defesa e ser uma força realmente sólida na região que os Estados Unidos vão olhar e falar, bom, não é que eu preciso ajudar, mas eu preciso que esse aliado continue existindo. Se todo o discurso do Trump, pessoal, é sobre uma crítica aos europeus não gastarem com defesa, uma crítica aos europeus não ajudarem,
seja os aliados no Golfo ou na Ásia, a darem mais dinheiro para os Estados Unidos ou até mesmo desenvolverem a sua capacidade de defesa, Israel não só mostra na prática que consegue, como agora vira e fala assim, olha, eu nem quero mais a sua ajuda, eu quero caminhar com as minhas próprias pernas. Esse é um tipo de aliado que vai ser fundamental num confronto maior, quando os Estados Unidos tiver que enfrentar.
China, tiver que enfrentar Rússia, se isso acontecer, claro, numa guerra maior, mas é um aliado que não é que você carrega ele, mas descartá-lo será algo bastante difícil e complicado para acontecer. Então, eu queria trazer essa reflexão aqui para vocês, porque esse assunto é bem importante, nós estamos vendo a forma como Israel está ajudando,
no front do combate. Na primeira operação, em 1925, os Estados Unidos só veio com a cereja do bolo no final, depois que Israel tinha feito sozinho, Israel tinha feito tudo sozinha, tinha destruído as baterias antiaéreas, dominado o espaço aéreo, assassinado uma série de lideranças, inclusive lideranças dos comandos e divisões que lidam com os mísseis iranianos, e isso também deixou os iranianos perdidos,
naquela hora, além das baterias estarem sendo destruídas, líderes sendo assassinados, a cadeia de comando quebrada e Israel começando a bombardear as instalações nucleares, aí os Estados Unidos percebeu que estava tudo seguro e veio com os seus bombardeiros, os B-22, atravessando o mundo, voando por 30 horas direto para jogar bombas e sair e fazer a volta.
tudo estava preparado, foi tudo seguro, não só para os Estados Unidos, para Israel. Israel não perdeu nenhum avião, não foi abatido. E quando você compara isso com o confronto da Rússia com a Ucrânia, é uma situação bem diferente. Como eu disse, a gente não viu a China em operação, numa guerra lidando com baterias antiaéreas sofisticadas para estabelecer um controle do espaço aéreo.
Israel está mostrando uma coordenação, um nível de fazer isso sozinho, num país distante, muito grande, impressionante. E essa é uma novidade no equilíbrio de forças, não só do Oriente Médio, mas do mundo. Daqui para frente, cada vez mais, Israel vai ter um papel diferenciado, e não só militarmente, mas só está sendo possível essa transição final por causa da economia israelense.
Bom, acho que esse é um assunto diferente, um olhar diferente da guerra. É importante a gente deixar ele na equação, porque o Oriente Médio não vai deixar de ser o Oriente Médio, mesmo quando o Irã não estiver ali. Novas alianças vão ser formadas, vou falar disso num próximo vídeo em breve. E essas novas alianças vão colocar uma outra distribuição de poder e, naturalmente, a capacidade militar de Israel vai fazer diferença.
se organizar uma vez que isso fica consolidado. Os próprios países do Golfo agora perceberam e estão percebendo sua vulnerabilidade maior ainda e vão respeitar ainda mais essa capacidade de Israel. Nenhum deles, por mais que eles tenham muito dinheiro para comprar os mesmos aviões que Israel comprou, seria capaz de fazer uma operação como essa e nem agora que estão sendo atacados estão encarando um desafio desses.
E não é só sobre ter o dinheiro, sobre ter treinado, ter a capacidade e fazer direito, mas você ter a disposição. E isso faz muita diferença na capacidade de combate, porque você precisa ter treinado, você precisa ter experimentado, você precisa praticar. Nenhuma força militar consegue ser bem-sucedida se ela não está preparada para a guerra e ela só fica preparada indo para a guerra.
maiores, eles precisam ir para a guerra. E claramente eles não estão demonstrando que estão dispostos. Se o que está acontecendo com esses países não é suficiente de movê-los para irem para a guerra, eles não deixam de ser parecidos como os europeus. Se o que acontece na Ucrânia não mobilizou os europeus para se armarem, para irem para a guerra, para começarem a mudar a sua postura, sim, eu sei que estão mudando, mas num grau ainda muito lento, demorou muito tempo e talvez isso
cresceu muito mais pela rigidez e agressividade do Trump do que pela própria ameaça russa e o que está acontecendo na Ucrânia. E o que os países do Golfo mostram é que eles se comportam muito à la Europa e isso é bastante diferente que você ser uma força militar preparada para lutar e capacitada para enfrentar ameaças, inimigos e exercer poder, projetar poder.
isso que Israel tem feito desde que foi atacada. Fez isso no passado, pelas condições também de ataques e de inimigos, mas sempre respondendo. E não é isso que está acontecendo com os sauditas e com os outros. Então, tem um pouco dessa dinâmica importante para a gente entender esse outro lado da guerra com outras consequências e repercussões para o futuro. É isso aí, pessoal. Não esqueçam, dá like aqui no vídeo,
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