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URGENTE - GUERRA ESCALA E ENGLOBA TODO O ORIENTE MÉDIO

06 de março de 20261h37min
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A guerra entre Irã e EUA/Israel caminha para completar uma semana. A destruição já é sem precedentes no Oriente Médio, com armas iranianas atingindo mais de 10 países e com o Irã sendo bombardeado com todas as forças. As implicações econômicas da guerra começam também a aparecer, com os mercados assustados e o preço do petróleo nas alturas.O que pode acontecer daqui pra frente? Essa guerra pode se tornar algo maior? Qual a previsão dela acabar?

Assuntos15
  • Relacoes EUA-IraDestruição do programa nuclear iraniano · Destruição da marinha iraniana · Destruição do programa de mísseis balísticos · Possível mudança de regime · Duração estratégica da guerra
  • Capacidade Militar IraMunições de ataque americanas · Munições de defesa antiaérea · Stocks limitados de baterias antiaéreas · Custo econômico vs. efetividade · Corrida de reabastecimento logístico
  • DronesDrone suicida Shahed · Custo-benefício dos drones vs. defesa antiaérea · Produção em massa iraniana · Efetividade contra países do Golfo · Vulnerabilidade dos céus regionais
  • Geopolítica de Trump, Xi e PutinCritérios para classificar uma III Guerra Mundial · Envolvimento de superpotências · Confronto direto entre EUA e China · Taiwan como gatilho potencial · Instabilidade global crescente
  • Impacto na Disponibilidade de Defesa Aérea GlobalDemanda por baterias antiaéreas em múltiplas regiões · Necessidade da Ucrânia contra Rússia · Proteção de Taiwan, Japão, Coreia do Sul · Vulnerabilidade potencial na Ásia · Capacidade de produção limitada da Lockheed Martin
  • Possíveis Cenários de Desfecho do ConflitoMudança de regime total · Mudança de postura do regime (modelo Venezuela) · Destruição seletiva de capacidades militares · Pressão econômica através do petróleo · Incerteza sobre objetivos finais americanos
  • Estreito de OrmuzIlha exportadora de petróleo iraniano · 80% das exportações por tubulações · Possível operação especial americana · Modelo Venezuela como precedente · Alavancagem econômica contra o Irã
  • Importância da Ucrânia em Guerra de DronesExperiência de 4 anos com drones Shahed · Desenvolvimento de defesas baratas e inovadoras · Conhecimento tácito sobre combate aéreo · Relevância estratégica global · Potencial transferência de tecnologia
  • Estrutura Descentralizada de Comando IranianoOperações sem cadeia centralizada de comando · Autonomia de comandantes locais · Planilhas de coordenadas para alvos · Resiliência contra destruição de centros de controle · Risco aumentado de erros operacionais
  • Dinâmica de Consumo de Munições na GuerraCorrida de quem acaba primeiro com munição · Lançadores de mísseis como recurso crítico · Custos de reabastecimento logístico · Pressão sobre stocks existentes · Impacto na duração da guerra
  • Interdependência Econômica China-Irã90% do petróleo iraniano vendido para China · Desproporção de importância comercial · China investe mais nos Emirados e Arábia Saudita · Vulnerabilidade do Irã versus estabilidade da China · Alternativas energéticas da China (Rota da Seda)
  • Capacidades coligações regionaisRelutância dos países do Golfo em entrar na guerra · Preocupações com retaliação iraniana · Entrada simbólica da Europa · Limitações de munição da França · Coordenação militar fraca dos aliados regionais
  • Inteligência ArtificialProcessamento de dados de inteligência · Seleção de alvos com IA · Operações da Unidade 8200 · Coordenação de 200 aviões · Diferencial tático americano-israelense
  • Vulnerabilidades Potenciais de Terceiros no ConflitoEntrada da Turquia protegendo via defesa aérea · Ataques iranianos contra Turquia · Possível expansão para Líbano com Hezbollah · Iêmen e os Houthis · Ataques terroristas potenciais globais
  • Rotas EnergéticasReconstrução da Rota da Seda · Oleodutos e gasodutos da Ásia Central · Conexões com a Rússia por terra · Redução de dependência do Estreito de Malaca · Estratégia de segurança energética chinesa
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Olá, pessoal. Tudo bem? Estão me ouvindo bem? Vamos para mais uma live para atualizarmos o que está acontecendo na guerra. Na verdade, esclarecer muitas coisas que eu estou escutando tantos comentários. Aparentemente, as pessoas ainda não estão entendendo direito o que se trata, o que está acontecendo. Eu gostaria de começar, talvez, com a pergunta mais importante, que é...

Isso daqui é o início da terceira guerra? Porque eu abri uma caixinha de perguntas lá no Instagram e, assim, acho que 90% das perguntas são iguais. E as perguntas são variações dessa pergunta. Começou a terceira guerra? Vai explodir a terceira guerra? Já estamos na terceira guerra? O mundo vai acabar? E, assim, vocês sabem, eu já expliquei quem assiste com atenção que eu falo, já ouviu eu explicando isso dezenas de vezes,

mas eu vou continuar explicando porque, aparentemente, não está adiantando. A maioria das pessoas não está absorvendo, não está entendendo exatamente o que é a Terceira Guerra Mundial. E por que isso não é a Terceira Guerra? Porque nós estamos lidando com um conflito isolado, regional, que não envolve as grandes potências. Para ser guerra mundial, tem que envolver o mundo inteiro. Quem é o mundo inteiro? Qualquer país? Não, são os grandes países.

Quais são os grandes países? Rússia, China, Índia, Japão, União Europeia. E assim, a guerra não pode ser localizada num único lugar. Ah, tá bom, mas o que a gente quer dizer é se dali vai se espalhar. Não, também não vai se espalhar, porque esses três maiores, Índia, Rússia e China, não estão nem aí para o que está acontecendo. Não é uma prioridade, não é do interesse, não vão despender.

não vão focar em nada disso. Isso não vai acontecer. Então, não é a Terceira Guerra. A Terceira Guerra só começa quando nós tivermos um confronto direto entre duas superpotências, seja os Estados Unidos com a Rússia, seja a China com os Estados Unidos. Por isso que quando eu falo que o gatilho para a Terceira Guerra é o que acontece em Taiwan,

em Taiwan, aí sim nós vamos nos deparar com um cenário potencial de terceira guerra. Óbvio que se o mundo inteiro está em completa paz absoluta e calmaria, e aí acontece esse movimento só dos Estados Unidos com a China, talvez as condições não estejam colocadas para uma terceira guerra mesmo assim. O ponto é que o mundo já não está nesse lugar de calmaria, o mundo está num lugar de bastante instabilidade, insegurança, incerteza.

com o movimento da segunda maior potência, que é a China, falei disso inclusive no Vilela, no Inteligência, que ele ficou me perguntando, ah, mas começou a Terceira Guerra. E aí eu disse, olha, a Terceira Guerra começa quando a segunda maior potência do mundo faz o movimento militar. E aí a primeira maior potência tem que se posicionar. Ou ela fica calada, e se ela ficar calada é um sinal verde, é um consentimento, é uma aceitação de que a China chegou

para ocupar um espaço maior do que ela tem, ou se ela confronta, aí é um confronto direto entre a maior potência e a segunda maior potência. Claramente, esse é um cenário potencial de guerra mundial e, no caso, terceira guerra mundial. Tendo tudo dito isso, não significa que a guerra no Oriente Médio agora não é mais um elemento na equação de instabilidade global.

É mais um passo que nós avançamos para próximos do precipício, porque o mundo já está cheio de problemas, de desordem, todo mundo se armando, todo mundo se mobilizando, guerras se normalizando. E aí vem mais um conflito neste cenário, neste contexto. Então, isso traz mais um grau de instabilidade para o sistema.

Isso destrói ainda mais a ordem internacional que eu tenho dito. Para vocês que já não existe, se não tem ordem, não faz sentido sequer falar em direito internacional de uma forma chocada. Nossa, mas que absurdo, como aconteceu isso? Faz sentido falarmos em direito internacional do ponto de vista normativo, ideal, ordenado.

Fosse assim, gostaríamos que caminhássemos para esse lugar. O ideal seria que tivéssemos essa ordem. Aí sim, seria muito melhor normatizarmos as coisas desse jeito. Faz sentido, mas é uma conversa mais abstrata, mais distante da realidade, mais idealizada e mais utópica a cada dia mais.

estar aqui sobre o nosso parceiro e patrocinador da live de hoje, que é a Insider. Inclusive, estou com a minha camisa, não só as camisetas, vocês já devem ter ouvido falar, ou já ouviram muito eu falando das camisetas da Insider, que é a Tech T-shirt, mas ela tem outras roupas. E essa camisa, particularmente, tem sido tecnológico muito agradável. Então, dá uma olhada aí no QR Code aqui na live, no link,

Usem o meu cupom, que é o ROC, o H-O-C, para você ter os descontos. E eu tenho certeza que vocês vão gostar de todos esses produtos que a Insider tem. Vamos dar continuidade aqui. Antes de eu entrar mais a fundo na análise, deixa eu pedir para vocês darem like. Dá like. Já estamos com 6 mil pessoas. 6 mil likes, pelo menos, temos que ter aqui, pessoal. Deem like no vídeo, na live, agora.

e segue agora. Vou continuar falando, você vai continuar me ouvindo, você consegue seguir. Vamos lá. O que eu quero recuperar aqui, analisar novamente, é a discussão dos objetivos americanos. E aí, eu preciso ressaltar que o Trump sinalizou uma coisa inicialmente sobre a duração da guerra. Então, ele falou que a guerra ia durar por volta de uma semana, talvez mais. Depois, ele falou que a guerra sempre,

foi planejada para durar de quatro a cinco semanas. Em alguns momentos, ele disse que ela pode durar o tempo necessário. A fala da duração da guerra tem a ver com a guerra. Dependendo de qual é o objetivo que os Estados Unidos têm, certas durações de guerra são impossíveis de serem alcançadas. Se o objetivo americano é derrubar o regime, e no começo houve uma indicação de que esse era o objetivo,

Você precisa de, sei lá, um tempo mais longo de guerra. Agora, depois, os Estados Unidos começaram a sinalizar que o objetivo talvez não fosse derrubar o regime. E se não é derrubar o regime, aí é uma outra história. Por que derrubar o regime é tão crítico? Porque esse é o objetivo mais difícil. Na história, você não consegue derrubar um regime só com ataques aéreos. E hoje, o que nós temos na guerra são só ataques aéreos. Não existe incursão terrestre.

Irã. Não existe. Não estamos nem perto disso. Não tem mobilização americana para isso. Não tem apoio político, não tem apoio popular, não tem apoio ideológico, não tem proposta de governo do Trump, não tem estômago de ninguém, de lugar nenhum, de forma alguma. Isso não está na equação. Não tem como acontecer. O Trump indicou que pode se precisar, mas dificilmente isso vai acontecer.

As chances são muito pequenas porque se envolve um custo político, opinião pública, confronta com o passado recente de 20 anos dos Estados Unidos envolvido em guerras terrestres no Oriente Médio, que foram um grande fracasso do ponto de vista dos seus objetivos, do ponto de vista da vida de americanos, do ponto de vista financeiro, econômico, do ponto de vista político, geopolítico. Em todas as situações isso não deu certo.

O Obama chegou no poder falando que iriam acabar com essas guerras. O Trump não vai fazer isso. Colocar uma operação especial num movimento pequeno para fazer uma coisa ou outra, aí sim. Aí pode acontecer, mas ainda assim está muito distante do que a gente pode imaginar como um possível movimento americano. Então, quais são os objetivos?

americanos. Destruir o programa nuclear, destruir a marinha americana, inclusive, agora, nesse momento, até mostrar para vocês aqui, a marinha americana afundou... Nossa, fui demais. Fui para o lado errado. Está aqui. Sri Lanka. Afundou um navio iraniano que estava aqui. E o navio foi afundado porque parte do objetivo americano é destruir a marinha americana. E está sendo destruída.

estava aqui, né? Estava meio longe da costa iraniana, do Estreito de Hormuz. Vejam. Ele estava ali exatamente porque ele estava fugindo. Um submarino americano afundou ele. Então, os Estados Unidos estão caminhando a passos largos e não precisarão de muitos dias para destruir com a marinha americana. Vai destruir com a marinha inteira. Pequenas embarcações devem sobrar, que são lanchas rápidas, botes,

inclusive são bem relevantes e importantes para o fechamento do Estreito de Hormuz. É uma forma assimétrica de fazer um combate naval que o Irã tem. E óbvio que essas lanchas não precisam ficar ali na água, no porto, expostas. Elas estão guardadas, escondidas em lugares que eles podem manter um arsenal, uma quantidade desses equipamentos. E com isso eles...

Vão ter alguma capacidade de retaliação. Bom, destruir o programa nuclear, os bombardeios americanos e israelenses continuam e isso está avançando. O terceiro, o outro objetivo é destruir o programa de mísseis. E isso também está sendo feito. Esse talvez é mais difícil de contabilizar, porque os mísseis estão escondidos, uma série de coisas. E o quarto, que é a mudança do regime, é o mais complicado de todos.

Que é onde que... Como que você faz isso? Você precisa derrubar todos os cabeças. E a primeira operação da guerra já conseguiu matar o líder supremo, que foi uma operação de muito sucesso. Depois eu vou fazer um vídeo com todos os detalhes, mas algo para vocês saberem do que aconteceu, o Israel conseguiu penetrar dentro das câmeras, o sistema de semáforos e de câmeras de segurança de Teherã há muitos anos. Para vocês terem uma ideia,

Há mais de 20 anos, o primeiro-ministro de Israel disse para a unidade 8200, que é uma unidade super especial de inteligência israelense, que lida com hackers, vigilância eletrônica, inteligência artificial e um monte de habilidades de monitoramento que permitem eles conectar com vários desses equipamentos.

que há a rede de segurança editerânico, e aí eles assistiam todas as câmeras. Eles estão há muito tempo monitorando, eles sabiam onde era o palácio, a residência do líder supremo, e aí eles pegam as câmeras do lado e eles ficavam vigiando quais eram os carros que estavam sempre ali, que eram os carros dos seguranças. E aí eles descobriam quais eram esses seguranças, monitoravam eles e criavam um mapeamento da vida,

dia onde ele morava, quanto tempo ele levava do trabalho para a casa do líder supremo, quais eram os hábitos dele, como explorar alguma vulnerabilidade, por exemplo, do tipo, sei lá, ele deve alguma coisa, tem algo que eu posso chantageá-lo. Isso é um mapeamento completo da vida de todo mundo que estava envolvido.

bunker, à noite ele dormia no bunker e de dia ele saiu e foi fazer uma reunião com vários outros oficiais do alto escalão. E aí um agente da CIA local que estava ali, passou a informação para Israel que ele tinha saído, que ele estava ali, Israel então iniciou um grande ataque, duas horas, quase duas horas antes da hora que a primeira bomba caiu na casa dele, os aviões israelenses, mais de 200 aviões decolaram,

de Israel para voar até Terã. Terã, essa viagem é longa, demora, mas eles foram muito bem sucedidos, conseguiram fazer isso. Bom, o que mais que precisa ser feito para derrubar o regime? Não adianta só matar o líder supremo, Israel está atacando várias outras frentes, várias outras figuras importantes, acertou o prédio ali do Conselho de Especialistas, que são aqueles 88 clérigos religiosos que escolhem

o líder supremo, que eu falei para vocês da outra vez, e continua assassinando outras figuras. Mas isso talvez não seja suficiente, até porque o regime iraniano está funcionando. Tem um conselho de três pessoas, um conselho que mantém hoje o controle do país. Existe uma discussão se é ele que manda. Para fora, na fachada oficialmente, talvez seja. Talvez quem já está dando as cartas é o Conselho de Segurança.

se cogita que o próprio Ayatollah, depois da guerra do ano passado com Israel, já não estava mais mandando, ele já estava, esse conselho de segurança já estava dando as cartas no dia a dia, e ele já estava mais como uma figura simbólica, talvez até por isso que ele cogitou se arriscar e aí se colocar como um mártir, não se preocupar que ele iria morrer, e esse é um movimento que é bem coerente até,

com a ideologia que ele pregava e tudo que ele trouxe para o terrorismo internacional, que é o suicídio fundamentalista que nasce ou renasce no mundo depois com a chegada dos chiítas no Líbano, nos anos 80. Esse é o primeiro grande ataque suicida que a gente assiste e vem dessa ideologia chiíta iraniana, que no Irã é mais radical, mais estridente.

Bom, o que os Estados Unidos e Israel precisam fazer? Eles precisam, basicamente, ter um apoio terrestre, um apoio de uma ofensiva terrestre para derrubar o regime. E a maneira de fazer isso é fazer as pessoas se rebelarem. Só que as pessoas, para se rebelarem, elas precisam estar armadas. E não pode estar acontecendo um ataque, um bombardeio, na hora que elas estiverem ali pensando em, sei lá,

em resistir, se revoltar, sair às ruas. Como que os Estados Unidos ou Israel podem fazer isso? Dar armas para a população, o que gera um monte de receios e preocupações, porque é um problema. Pessoas não querem armar um país desse tamanho e criar uma guerra civil no Iraque, no Afeganistão, na Líbia. Todos tiveram guerra civil na Síria. Todos os lugares onde se faz isso acabam em guerra civil.

Elas não são constituídas de uma identidade única. Eles são países multiétnicos, multirreligiosos, com divisões secretárias e que são mantidos unidos na base da força. E essa força faz com que eles estão artificialmente colocados ali. E, uma vez que você dá espaço e dá armas, o caminho natural é que eles se separem. Então, esse é um receio, é um perigo.

parece que estão caminhando nessa direção com notícias novas e uma conversa que o Trump teve ontem com os curdos do Irã. Deixa eu voltar aqui para o mapa. Quantas pessoas nós estamos aí? Quase 15 mil pessoas. Deixem like, pessoal. Não esqueçam de dar like aqui na live. Aqui, Iraque, aqui no norte do Iraque nós temos os curdos, aqui nessa região da Síria temos os curdos, a Turquia.

Aqui também tem curdos e aqui no Irã também tem curdos. Então, o que acontece? Os curdos é o maior povo do mundo apátrida, sem nação. E os curdos do Irã, o Trump teve uma conversa com as lideranças dos curdos iranianos e Israel e os Estados Unidos estão arrumando meios de armá-los. E eles vão, então, iniciar uma revolta armada popular.

Tem algumas preocupações, além da preocupação de virar uma guerra civil, fragmentar o país que vários países árabes não gostariam, até mesmo aqueles que estão sendo atacados pelo Irã, mas tem outras preocupações que é um caos generalizado e tem preocupações de geopolíticas locais. Por exemplo, os curdos do Iraque, eles não querem ser vistos pelo Irã como alguém que estão ajudando

a derrubar o governo iraniano. Eles não querem se envolver, eles querem ficar neutros. E os curdos da Turquia também podem acabar se envolvendo. Como que a Turquia vai ver esse movimento dos curdos? Ela não vai gostar. O Iraque também não vai gostar. A Síria também não vai gostar. Tudo isso causa outros problemas, porque fortalece os curdos. E os curdos, a existência deles, não é um problema só do Irã. É um problema desses outros quatro países.

Mas é um caminho, ninguém tinha falado disso até agora. O Trump conversou com ele ontem, com as lideranças dos curdos, e parece que estão começando a planejar um armamento para isso. Uma outra coisa que eles estão fazendo, Israel está fazendo, é atacar as forças de segurança. Atacar delegacias, centros de comando policiais, as milícias internas.

Ato de segurança iraniano de conter protestos e manifestações. Só abalar as polícias não dá certo se não tiver gente em terra armada resistindo. Mas parece que eles estão trabalhando nas duas pontas. Eu diria, assim, que talvez a tendência é que os Estados Unidos estão mais cautelosos na mudança de regime, estão indo com mais calma, mas Israel quer a mudança de regime. Então, algumas das ações de Israel são mais direcionadas para a mudança de regime.

Os Estados Unidos dão sinais dúbios. O Trump liga para o líder dos curdos, mas, ao mesmo tempo, ele não fala explicitamente que ele quer mudar o regime. E, dentro dos Estados Unidos, o Rubio e outros ficam explicando para constituintes, para o Congresso e para uma série de pessoas, stakeholders da democracia americana, que os Estados Unidos não estão tentando mudar o regime. E isso é o ponto-chave aqui.

e não está tentando mudar o regime, então ele tem que falar uma coisa, mas ao mesmo tempo o Trump vai lá e faz um movimento que é ligar para os curdos e dizer que está apoiando eles e que está armando eles. É um movimento muito sólido de derrubada do regime. Os movimentos de Israel são inconfundíveis. Israel está fazendo tudo o que pode para derrubar o regime. Israel sozinha consegue? Não. Israel consegue fazer isso sem autorização americana? Também não.

de armar os kurdos sozinha, não vai poder fazer isso se os Estados Unidos não tiver aceitado, certo? Israel não vai comprar uma briga desse tamanho maior do que pode segurar se o Trump, pelo menos nos bastidores, falar para Israel, tá bom, faz você, eu vou falar que eu não quero fazer isso, mas eu estou deixando você fazer para a discussão interna da política doméstica americana, eu fico seguro. Então, essa é uma possível interpretação ou análise do que a

gente está enxergando ali. Eu quero falar um pouco agora de um outro elemento da guerra, que é quanto tempo vai durar a guerra. E claro que parte dessa resposta tem a ver com o que eu acabei de explicar para vocês. Depende qual é o objetivo. Se o objetivo é derrubar o regime, aí então a guerra tem que durar mais tempo, porque você precisa de mais tempo para destruir a capacidade do regime em se manter no poder. Se o regime, se não é derrubar o regime,

a guerra pode ser bem mais curta e ela pode acabar em alguns dias. Não é impensável isso. De novo, a gente não sabe para onde os Estados Unidos querem ir com a história. Muita gente me perguntou, mas o Trump está perdido e ele não tem objetivo? A maneira como ele está se comportando parece que sim, mas eu não acho que seja isso. Eu acho que ele está querendo contar com a oportunidade, com as possibilidades.

Então, ele não sabe qual vai ser o nível de resistência que o Irã vai ter na guerra. Ele achava que o Irã podia retaliar com um foguetinho e, de repente, entrar em parafuso, as pessoas saírem na rua e o regime colapsar. Ninguém consegue medir o grau de resistência dessa história. Então, ele dá um passo e vê o que acontece. E aí ele se questiona, né? Ele fala, pô, bom, não aconteceu o que eu queria.

ele fica reavaliando. Dou o próximo passo? Então, não é que ele não saiba o que ele quer. Ele está dando passos cautelosos e comedidos e está sentindo as reações. As reações do mercado financeiro, da economia, do petróleo, dos aliados, do mundo, dos americanos, do andamento da guerra, do Irã, dos países do Golfo. Cada passo que ele dá, ele vê a reação. Aí ele para, calcula,

analisa o que está acontecendo e chega a uma conclusão. Acho que dá para continuar isso daqui. Não é uma resistência tão grave. Isso daqui não está gerando consequências tão problemáticas. Eu vou dar o próximo passo. Ele dá o próximo passo e assim ele vai. E ele fica dando esses passos e com isso ele vai tateando. Ele está esperando que num desses passos a coisa arrebente para o lado dele. O que é arrebente para o lado dele? O Irã colapse. Ele está contando com isso.

passos isso acontece, ele tem que recalcular e tomar uma nova decisão. Vou continuar avançando ou vou começar a recuar? Vou tirar o pé. É isso, basicamente, que está acontecendo. Tem um fator prático e crítico que determina o quanto que a guerra vai durar, o quanto que ela pode andar, que é a quantidade de munição de todos os envolvidos nessa história. Pode parecer uma coisa básica,

Eu falei disso ontem lá no Instagram, as pessoas estavam me perguntando, a França vai entrar, vai mandar um porta-aviões. E eu respondi, tá bom, não faz diferença nenhuma, porque quantos aviões os franceses vão decolar para atacar o Irã? Quantas sortes, quantas levas de ataques serão feitas? Poucas. Por quê? Porque a França não tem munição para sustentar uma operação dessa, não tem capacidade,

não tem equipamentos para sustentar isso no longo prazo. Então, ela vai ali com suporte e tal, mas ela não vai ficar fazendo milhões de decolagens, de caças e milhões de bombardeios. Ela vai fazer bombardeios pontuais, exatamente porque ela não tem munição. Isso aconteceu na Líbia há muito tempo atrás, quando a intervenção veio com os ingleses, os franceses. Em uma semana, eles já não tinham mais munição. Só que isso vai acontecer com todo mundo.

E aí tem dois tipos de munição. São as munições de defesa, as baterias antiaéreas e as munições de ataque. As munições de ataque não estão sendo um problema imediato e tão crítico para os Estados Unidos. Podem vir a ser se a guerra durar quatro a cinco semanas. Aí os Estados Unidos vão precisar reestabelecer os estoques. E não é que não tenha. Tem, vai ter que buscar.

vai ter que começar a mobilizar mais gente, a guerra está continuando. Então, os Estados Unidos têm que estar preparados para um outro movimento de mobilização militar para dar sequência na guerra. As munições de defesa, e eu estou falando agora do lado de Israel e dos Estados Unidos e dos países do Golfo, depois eu vou falar do lado do Irã. Então, para o ataque israelense e americano, munições para o ataque, as coisas ainda estão em ordem.

E esses equipamentos não estão colocados ali. Eles vão ter que vir, restabelecer os estoques das munições. Vamos falar da defesa, que esse é um ponto muito importante. Todas essas baterias antiaéreas que estão sendo usadas para abater tudo que já foi lançado de míssel balístico e drone. Para vocês terem uma ideia, os números de ontem no Emirados Árabes eram por volta de 700 drones só.

tinha lançado. Mísseis balísticos estavam em 180. E os Emirados foi o país, junto com Israel, que recebeu o maior número de ataques. Para você interceptar um míssel balístico, que foram 180, você precisa lançar duas a três baterias antiaéreas. E essas baterias são bem sofisticadas, caras e raras. São extremamente eficazes. Por quê? A gente sabe,

disso, pelo Iron Dome, pelo sistema de defesa israelense, que foi desenvolvido junto com os americanos e tal, e é o que protege Israel de Hezbollah, de Hamas, de tudo que Israel enfrenta há muito tempo. E aí o mundo inteiro agora precisa dessas baterias. Quem? A Ucrânia, para lidar com a Rússia. Claro que eu já vou explicar isso, a Ucrânia aprendeu, teve que se readaptar porque não tinha o estoque suficiente e também

a questão econômica, o economics, a discussão econômica do uso desse equipamento versus as armas mais novas que estão sendo usadas é um problema. Por quê? O Irã passou a construir esses drones que são muito baratos. Os Shaheds são drones muito baratos, de 20 a 30 mil dólares. E ele consegue produzir em massa,

São esses os drones que o Irã forneceu para a Rússia usar contra a Ucrânia. E aí a Ucrânia se deparou com esse problema antes de todo mundo. Por quê? Porque a Ucrânia teve que lidar com isso. Ou ela disparava um Patriot, que é esse míssil dessa bateria antiaérea americana cara, sofisticada, ou ela precisava... Ou ela tinha que arrumar uma outra solução. E aí a Ucrânia começou a inovar e começou a criar outros mecanismos para lidar com esse problema.

A Ucrânia precisa disso, o Japão precisa disso, a Coreia do Sul precisa disso, Taiwan precisa desse equipamento, a Europa precisa desse equipamento, Israel precisa desse equipamento. Todos os países do Golfo precisam desse equipamento, todos, todos eles. Isso significa que você tem um estoque limitado desse armamento para entregar para a defesa desses países. Tem a imagem aí do Shahed? Põe aí só para eu mostrar para as pessoas. Esse daqui é o Shahed, gente.

Vamos mudar de câmera. Aqui. Esse é o Shahed. Não, vamos primeiro desse. Aqui você tem a propulsão e tal. Aqui na frente você tem o explosivo. Ele é um drone suicida. É isso que ele é. E ele é muito barato. Talvez os iranianos começaram a desenvolver isso. Lá atrás, não sei quem vai lembrar disso, mas a CIA tinha uns drones stealth que pareciam o B-2, aquele caça americano bombardeio, uma versão miniatura, que são drones de vigilância. E teve uma época que se cogitava,

iria ter uma guerra no Irã. Isso em 2010, acho, 13, sei lá. Os iranianos conseguiram hackear e derrubar um desses drones... Reaper, isso. Um desses drones americanos da CIA. E aí, ele é muito parecido. Isso daqui é como se fosse uma mini versão daquele. Então, talvez daí que eles acabaram desenvolvendo a tecnologia. E o Irã, recentemente, mostrou túneis e túneis

subterrâneos com esses drones, um estoque gigantesco. Isso daqui é muito barato e causa um estrago imenso. Só no Emirados, foi lançado mais de 700. Em Israel, ele já não tem o mesmo efeito, porque para ele chegar em Israel, a distância é tão grande que Israel consegue localizar antecipadamente, decola avião, lança outros mísseis, porque ele voa numa velocidade mais baixa, tem outros mecanismos para se defender.

não estão sendo tão efetivos contra Israel. Mas contra os países do Golfo, que estão do lado, estão sendo muito efetivos. Eu disse para vocês, em termos de bateria antiaérea, os países do Golfo precisam lançar três para abater um. Se o Irã lançou 180, vocês imaginam, só no Emirados. Aí tem Catar, tem Bahrein, tem Arábia Saudita, tem Kuwait. Kuwait, inclusive, gastou parte desse equipamento abatendo avião americano. Três aviões americanos foram abatidos

Fogo amigo, errado, mas é a mesma munição. Esses estoques estão acabando. E a hora que acabarem, o espaço aéreo, os céus, as cidades de todos esses países estarão completamente vulneráveis. Os Estados Unidos vão ter que trazer mais desses equipamentos para proteger todo mundo. Porque se não tiver essa proteção, eles vão ser os primeiros a dizer,

vamos encerrar a guerra agora, porque eu não vou ser alvo sem proteção. Só que o custo, o diferencial é muito grande. Como eu comentei com vocês, se você tiver que usar esse equipamento para bater os drones também, aí começa a ficar inviável. Não tem esse equipamento no mundo. E tem uma discussão importante acontecendo agora, que para os Estados Unidos manter a guerra por mais tempo e proteger todos os aliados da região que são alvos do Irã, ele vai ter que retirar esses equipamentos e estoques da Ásia,

de extrema importância para proteger Taiwan, Japão, Coreia do Sul. Então, se criaria uma vulnerabilidade de defesa aérea nesses outros países, o que é convidativo para o movimento militar chinês. Repito, não é por isso que a China vai atacar Taiwan agora, não é. A China precisa estar preparada, não adianta só ter a janela de oportunidade.

para fazer uma operação dessa, pode ser a maior janela de oportunidade do mundo. Vai ser um fracasso. Em primeiro lugar, a decisão chinesa passa por estou preparado para fazer a operação. Ah, surgiu a oportunidade? Aí está tudo bem. E existe quase que um consenso de todo mundo que a China ainda não está pronta. Pode ser que ela fique pronta em seis meses, em dez meses, em dois anos?

Mas é cedo demais acreditar que ela está pronta hoje. Então, neste momento, nessa atual situação, não dá para achar que a China vai usar o fato de uma diminuição de estoque de bateria antiaérea de defesa, antiaérea dos países da Ásia, para fazer um movimento em Taiwan. Essa consequência não chega ali. Esse pulo, essa cambalhota não acontece. Mas sim, cria uma vulnerabilidade.

O ponto é que essa vulnerabilidade não é resolvida em um mês, porque os Estados Unidos não têm capacidade de produzir isso na velocidade que precisa. Discussões com um novo contrato forçando a Lockheed Martin, que é a empresa que produz esse míssil, para aumentar a produção. A produção é pequena e ela teria que aumentar a produção, mas estamos falando que esse aumento de produção é num espaço de sete anos.

boa essa história, já estamos em outro mundo, outra dimensão, já vai ser outro planeta. Então, os Estados Unidos têm um problema com isso. E se os Estados Unidos têm um problema com esse armamento, o mundo inteiro tem um problema com esse armamento. Essa é uma das maiores armas de defesa do mundo na atualidade, ainda mais quando a gente vive na era da guerra aérea, da guerra tecnológica, da guerra por drones. É nesse sentido que a Ucrânia ganha uma importância, uma dimensão

gigantesca, porque a Ucrânia está travando uma guerra, quatro anos, com essa realidade. E ela está criando métodos baratos, simples, rápidos e mais fáceis de abater esse tipo de drone como o Shahed que eu mostrei para vocês. Para vocês terem uma ideia, esse drone, antes de eu explicar isso, deixa eu pedir para todo mundo aqui, nós estamos com 23 mil pessoas ao vivo. Deem like, gente. Quem está assistindo, dá like aqui.

na live, estou explicando os desdobramentos da guerra, muita gente chegou depois, eu expliquei quais são os objetivos americanos e israelenses, não são exatamente os mesmos, não está claro quais são todos os objetivos, expliquei também que para você conquistar, dependendo do objetivo, você precisa de uma guerra de uma duração X e você precisa fazer ações Y, e algumas dessas ações, surpreendentemente, parece que começaram a aparecer, e se não aparecerem, não dá para alcançar

parte desses objetivos, um deles, o principal aqui em discussão, é a mudança do regime. Deem like no vídeo, quem não segue, siga o canal. Não esquece de dar like na live e isso ajuda a mais gente a assistir, enfim, e ajuda o canal. Bom, o que eu estava explicando aqui para vocês? A Ucrânia tem uma relevância muito grande nessa história. Esses drones que o Irã criou, o Shahed, ele é tão importante,

que os americanos também capturaram o drone. Se os iranianos talvez tenham capturado um drone americano e criado esse modelo barato e efetivo, que os russos agora não compram mais do Irã, os russos imitaram e começaram a fabricar o próprio deles, também que é uma cópia do Irã, os Estados Unidos fez a mesma coisa. Olha que ironia. Chama Lucas. Lucas é um acronym, é uma abreviação.

de uma palavra que é low cost, low flying, sei lá. Esse é o Lucas? Esse daqui é o Lucas, ó. Esse é o americano. É a mesma coisa, né? E ele foi criado pelos americanos e foi a primeira vez que ele foi usado em combate agora, que é um drone suicida e está sendo usado contra o Irã. Os Estados Unidos, Israel, os países do Golfo, o Japão, Taiwan, a Coreia do Sul, a Europa...

precisam desenvolver mecanismos militares de defesa aérea barato, simples, de produção em massa, descartável, que é o que o Irã, a Rússia, a Ucrânia e outros países estão desenvolvendo. A guerra do futuro precisa desse equipamento. Eu estou explicando tudo isso para dizer para vocês que quanto tempo vai durar a guerra? Um dos fatores, além do objetivo da guerra que vai determinar,

quanto tempo a guerra vai durar. Outro fator que determina quanto tempo a guerra vai durar é a quantidade e o estoque de munição de todos os lados. Expliquei, então, o estoque de munição americano e israelense do ponto de vista de ataque e expliquei agora o estoque de munição do ponto de vista de defesa. Vocês vão me perguntar, Roque, qual que é o estoque dessas baterias antiaéreas israelenses, dos Emirados Árabes, do Catar, da Arábia Saudita?

Ninguém revela isso, porque se eu sei isso ou se todo mundo sabe isso, o Irã sabe isso. E se o Irã sabe isso, ele consegue fazer uma conta e ele se esforça para produzir mais ou ele usa suas armas de um jeito para chegar o momento que vai ter acabado os estoques de todos. Então, esta guerra hoje também é uma guerra contra uma corrida, uma competição de quem acaba primeiro com a munição.

do outro. A estratégia dos Estados Unidos e de Israel é, já que as armas de defesa estão sendo consumidas rapidamente, elas custam muito caro em comparação com os drones de ataque baratos iranianos, o missile balístico custa mais caro, mas o drone está sendo mais efetivo. O missile balístico é maior, é mais rápido, as armas de defesa antiaéreas são mais efetivas. Com os drones, não são. Aliás, os seis soldados americanos

que morreram no Kuwait, eles foram atingidos por um drone desses. Eles estavam protegidos com paredes de concreto, mas por cima estava aberto. Era um lugar, um porto logístico de equipamentos americanos. E o drone veio por cima, burlou as defesas aéreas, entrou, explodiu e matou seis soldados americanos. O objetivo de Israel e dos Estados Unidos, portanto, é destruir o maior número desses lances,

Lançadores dos mísseis, os mísseis, o estoque de mísseis e os drones. Israel diz que já destruiu 50% dos lançadores. Ninguém tem o mesmo número de lançadores para o mesmo número de mísseis. Você tem uma arma e o cartucho com a munição. Você não tem o mesmo número de armas e o mesmo número de munição. Você só precisa de uma arma, só precisa de um lançador. E aí você tem um monte de mísseis para serem lançados. Você destruindo o lançador, você não consegue lançar os mísseis.

lançadores o Irã tiver, menor vai ser a capacidade dele atacar os outros países. Então, é uma corrida. Quem consegue destruir antes o arsenal do outro? Israel e Estados Unidos estão correndo no ataque e o Irã está correndo tentando extinguir os mísseis de defesa dos seus inimigos. Não é muito simples quem vai ganhar, porque os lançadores estão escondidos e o Irã criou um sistema descentralizado de resistência.

miraniano, a cadeia de comando e controle, que é um dos alvos sempre numa guerra, o que é comando e controle? É o cara que dá a ordem, a central de transmissão, de informação. Como é que eu sei quem que eu tenho que atacar? Que horas que eu tenho que atacar? Quando eu posso atacar? Você tem que ter uma cadeia de controle e comando, que é o comando, o quartel, o topo que dá as ordens.

E aí fica todo mundo perdido, não sabe quando agir, um pode inclusive atacar o outro, uma falha na cadeia de controle e comando cria, por exemplo, o fogo amigo do Kuwait atacando os castas americanos, os aviões americanos. Então um dos alvos está sendo esse, só que o Irã se preparou e ele criou um sistema descentralizado de operações.

as suas planilhas ali, com as coordenadas do que eles têm que atacar, e eles estão operando sozinhos. Como assim sozinhos? Eles não precisam receber a ordem. Quando você achar que está seguro, sai, põe o lançador ali e começa a lançar. Sua missão é lançar, sua função é lançar 15, 20, 100, 50 por dia. E é isso que está acontecendo. Então, por isso que mesmo com os ataques, os iranianos estão trabalhando e funcionando.

Ah, mas isso é perfeito, então. Não, não é. Porque se eles não estão conversando direito, tem um monte de coisas que começam a mudar no cenário e eles vão errando. Primeiro que os inimigos podem estar identificando a posição deles. E ele não está recebendo a informação de alguém, olha, essa sua posição já foi comprometida. E, eventualmente, Israel e Estados Unidos esperam ele aparecer de novo para fazer o próximo lançamento e explodem, destroem aquele equipamento. E uma série de outros erros.

viu a discussão do hospital ou da escola, que foi o próprio Irã, foi uma própria míssil iraniano que atingiu a escola. Isso acontece porque a cadeia de comando e controle está fragilizada, está enfraquecida. Mais erros vão começar a acontecer cada vez mais. Então, não é lindo e maravilhoso essa solução da cadeia descentralizada, cada um operando por conta própria. É um jeito de permanecer e continuar na guerra funcionando.

Aliás, essa discussão é igualzinha à discussão do Hamas em Gaza. Claro, o Hamas é ainda mais rudimentar, mas também, quando ele atacou o hospital, foi um míssil do Hamas que atingiu o hospital. É a mesma lógica aqui. E, claro, estamos numa guerra, todo mundo vai errar, estamos vendo o erro do Kuwait abatendo os aviões americanos. Então, é assim que o Irã está se desdobrando para permanecer,

ali, ou para, enfim, resistir de alguma maneira. Eu quero... Então, essa questão da munição é fundamental, ela é um dos pontos-chave, está todo mundo tentando decifrar quanto... Se fala que o Irã tem 2.000 a 2.500 mísseis balísticos de longo alcance, longo alcance são os que vão chegar em Israel, mas os de médio e curto alcance, que não afetam

talvez não se tenha uma inteligência tão apurada de quanto que o Irã tenha. E ele não gasta esses com o Israel. Ele gasta com quem? Exatamente com todos esses outros países aqui nas proximidades. Inclusive, agora, a gente teve pela primeira vez a OTAN abatendo um míssil balístico, o sistema de defesa da OTAN abateu um míssil balístico iraniano que estava indo em direção à Turquia. É a primeira vez que a OTAN entra na guerra.

para proteger a Turquia. E aí, quando eu falo que a OTAN entrou na guerra, aí todo mundo já começa, ah, então pronto, Terceira Guerra Mundial. Não, a Turquia faz parte da OTAN, a OTAN é os Estados Unidos, gente. Então, o equipamento americano, a tecnologia americana, um aliado americano. Um ponto importante aqui é o Irã atacar a Turquia. Isso é uma provocação extra.

na guerra. A Turquia não permitiu que os americanos usassem bases em seu território para atacar o Irã. A Turquia tem uma rivalidade com o Irã, mas nada no ponto de querer comprar uma guerra com o Irã. É mais um movimento do Irã para forçar mais um país a reclamar e falar para os Estados Unidos, vamos parar com a guerra? Porque eu não estou afim. Então, esse é um ponto importante. Eu quero falar da sucessão do líder

regime e com uma outra opção que o Trump tenha se ele não conseguir mudar um regime e esse é um outro caminho talvez que possa aparecer. Existem dados ou notícias que o Mojitaba, que é o filho do líder supremo, primeiro ninguém sabia se ele estava vivo ou não e aparentemente o líder supremo estava com a sua família ali, mas não com o seu filho,

que esses canais de informação iranianos têm dito que o Conselho de Especialistas elegeu ou escolheu ele para ser o novo líder supremo. Essa informação não foi confirmada oficialmente pela imprensa oficial iraniana. Então, a gente não está dizendo que já está certo, mas as chances são grandes.

Inclusive, os mercados de previsão estão mostrando isso e a probabilidade dele ser o líder supremo está aumentando e isso faz com que seja um indício de que realmente estamos muito próximo de uma declaração oficial do regime iraniano e aí sim de que nós temos um novo líder supremo. O que isso significa?

tem aqui o... Ah, não? Ah, esse não. Tá bom. É, tem uma discussão se vai cair. Não, se ele vai cair. Ah, tá. Não, mas essa é uma outra discussão, se o regime iraniano vai cair ou não. Bom, mas vamos voltar para o líder supremo. E aí, o líder supremo, ele é um alvo. Certamente, ele é um alvo nesse momento. Então, por isso que talvez o governo ainda não oficializou que ele foi o escolhido. Porque na hora que ele for escolhido, não que Israel não esteja nesse momento também,

indo atrás, esse é o Mojitaba, que é o filho do Khamenei, que foi o Ayatollah, que foi morto por Israel. Então ele supostamente ou possivelmente será o próximo líder supremo. Se eles declararem oficialmente que ele é o líder supremo, a intensificação por parte de Israel para eliminá-lo será grande. Israel certamente já está procurando ele nesse momento.

Mas vai aumentar ainda mais. E, óbvio, se ele for escolhido, ele não está em um lugar acessível. Ele já deve estar em bunkers muito bem protegidos. Vai ser mais difícil. Aliás, essa foi a lógica por trás da Operação Israelense. O primeiro ataque da guerra tinha que ser feito contra o alvo do líder supremo.

só se ele quisesse ser absolutamente, totalmente inconsequente, totalmente um mártir e, mesmo assim, com a guerra iniciada, não ficar trancado dentro do bunker. Então, antes de começar, dava um espaço para ele se arriscar a mais. E o primeiro ataque tinha que ser contra ele, foi isso que aconteceu e por isso que deu certo. Agora, a guerra já está acontecendo há alguns dias, é claro que o filho dele já está mais protegido.

Porque tem uma ilha aqui, de onde sai toda a exportação do petróleo iraniano, e é um porto que chega a 80% de toda a exportação que o Irã coloca para o mundo, chega nesse porto, nessa ilha, por tubulações. E uma possível solução, um possível caminho para o Trump, que aí seria uma saída meio Venezuela.

parte do projeto todo de capturar o Maduro, manter outro regime e exercer influência e fazer com que um regime que antes era anti-americano começar a colaborar e ajudar os Estados Unidos, acontece porque os Estados Unidos cercou a Venezuela e controla o fluxo de petróleo, que é a fonte de renda mais importante para a Venezuela. Um país com uma economia sucateada,

uma ditadura, normalmente o que sobra é o recurso natural. O Irã é igual. Se o Trump conseguir controlar o fluxo de petróleo do Irã, ele talvez tenha uma janela de oportunidade de replicar a fórmula da Venezuela no Irã. E aí, com esse leverage, com essa alavancagem, com essa vantagem sobre o Irã, pode ser que partes do regime comecem a falar,

Bom, é melhor a gente cooperar, recuar um pouco. Não tem por que a gente permanecer no modelo anterior da revolução islâmica radical, principalmente se for a guarda revolucionária, que não é necessariamente religiosa, talvez um pouco mais pragmática, com mais interesses econômicos envolvidos e não interesses só religiosos, metafísicos, espirituais, ideológicos por trás.

mais econômicos, ela vai se deparar com uma situação onde ela está vulnerável. E aí ela esteja propícia a começar esse canal de comunicação com o Trump e mudar a postura do regime iraniano. Não é uma mudança de regime, mas é uma mudança de postura do regime. Exatamente o que está acontecendo na Venezuela, exatamente o caminho que a Venezuela está indo.

Talvez exista com os Estados Unidos e o Irã. Os Estados Unidos precisam capturar essa ilha que está próxima ao estreito, está no Golfo e dali que sai todo o petróleo que o Irã exporta, que é a fonte de sobrevivência e receita do país. Se os Estados Unidos, com uma operação especial, captura essa ilha, ele cria essa vantagem de barganha. Óbvio que isso é uma teoria.

de uma possível saída. A prática disso é essa operação ter que dar certo. Como é que essa operação? Capturar uma ilha e controlar o fluxo de petróleo iraniano. Como é que você captura essa ilha? Você vai ter que ter forças especiais dentro da ilha. Mas e se o Irã começar a bombardear a ilha? Bom, se ele bombardear a ilha, vai ter que poder defender esses soldados, esses navios americanos. Por outro lado, se o Irã bombardear, estragar ou destruir a ilha, ele vai destruir a sua instalação.

de petróleo. Então, talvez exista um espaço, um caminho que está sendo considerado pelo governo americano de achar uma saída onde ele conviva com o regime e ele crie incentivos ou condições para que o regime amoleça o seu anti-americanismo, dilua, enfraqueça esse anti-americanismo e comece uma nova etapa das relações Irã-Estados Unidos.

tem que se encaixar para isso dar certo, mas é um potencial caminho. Então, estou trazendo aqui para vocês. O que mais? Vamos abrir para perguntas. E quem pode fazer pergunta, pessoal, são os membros do Rock Academy. Para quem não conhece o Rock Academy, é o meu aplicativo e nele você consegue assistir cursos, aulas, tem vários professores. Tem o Bunker do Rock, que é um feed de notícias em tempo

real dentro do meu aplicativo, que você recebe as notícias já mastigadas, analisadas, resumo das notícias, quais são as notícias relevantes. Então, é uma central de informações, além da área de cursos e aulas, que você tem um monte de curso, a assinatura é anual, é super barato, é um aplicativo no celular, você consegue assistir tudo pelo celular, você está entendendo quanto que a geopolítica impacta o mundo nos negócios, na economia, nos setores.

empresas, comércio, dólar, commodity, agro, qualquer área que você está, é uma ferramenta para você estar informado, entender melhor para onde o mundo está caminhando, conseguir prever as coisas, certo? Você está informado, com conhecimento, assiste um curso do que é o Oriente Médio, do que é aquilo, como que acontece a geopolítica e tal. Então, dá uma olhada no Rock Academy. Bom, então, Alana pergunta o seguinte, professor, para os Estados Unidos mudar o regime do Irã,

precisa que aconteça dentro do país para que essa mudança ocorresse. Acho que eu falei um pouco isso. Precisa destruir as forças de segurança e precisa dar meios para que o resto da população consiga lutar contra as forças de segurança. E isso precisa de gente armada dentro do país. E aí tem o risco de uma guerra civil, de uma fragmentação da nação, uma guerra que pode não terminar.

Nunca mais. Acho que ficou claro um pouco do que eu já expliquei. Magna, diante da crescente influência regional do Irã por meio de aliados e grupos armados, por que os países do Oriente Médio não formam uma coalizão unificada para conter essa expansão? Por que os países do Oriente Médio estão meio que em cima do muro, não sabem bem o que querem fazer?

entrar numa guerra contra o Irã. Não queriam nem que os Estados Unidos atacassem, não queriam nem que os Estados Unidos usassem as bases deles como ataque. Depois de serem tão atacados pelo Irã, eles estão mudando de ideia. Mas, eles mudarem de ideia também não é uma grande transformação. Porque, assim, o problema não é que falta gente pra lutar. E não é que os Estados Unidos e Israel são inferiores ao Irã. Muito ao contrário.

são extremamente superiores. Não tem comparação o poder de fogo. Adicionar mais alguns aviõezinhos dos Emirados, ou do Catar, ou da Arábia Saudita, não vai mudar o equilíbrio de forças, não vai transformar a guerra. Ok, ganha um corpo, uma força política maior, porque está todo mundo junto, mas eles já estão juntos, indiretamente ou até mais diretamente. A entrada desses países na guerra,

em si, não transforma a guerra completamente. E eles são países mais tímidos, lentos, meio devagar, meio em cima do muro, não sabe, não são da guerra. Se eu entrar, será que a retaliação iraniana não vai ser muito maior? Em vez de lançar 700 drones, será que o Irano vai lançar 2 mil drones contra o meu território? Os Emirados estão pensando, né? Então, eles estão,

Estão de olho, mas eles estão mudando de lado. Eles já estão aceitando que, de alguma maneira, eles têm que participar. Mas, na prática, não faz tanta diferença a existência dessa coalizão maior. Fernando, até que ponto a Turquia utiliza crises envolvendo o Irã e as monarquias do Golfo para reforçar sua estratégia de autonomia estratégica frente ao Ocidente e ao OTAN?

para se qualificar, se posicionar e ocupar um espaço de potência regional do que fazer o filme com o Ocidente e com a OTAN. Primeiro porque ela está marginal na história. Os países do Golfo são muito mais importantes para os Estados Unidos hoje do que a OTAN nesta guerra, nesse contexto, nessa disputa com o Irã. Estão mais próximos, são mais ativos, têm mais dinheiro, têm mais disposição.

Se a gente falar do Estado Islâmico, a Turquia é mais relevante, mais importante. Mas eu não acho que essa situação toda cacifa a Turquia para ser mais importante para a OTAN ou para o Ocidente. Cacifa a Turquia para ocupar um vácuo de poder que o Irã está deixando, que a Arábia Saudita não está se impondo, não está se apresentando, falando, não, não, espera aí, gente, vamos reunir todos os países do Golfo, vamos lá, acabou.

ou nós vamos entrar na guerra contra o Irã e nós queremos derrubar o regime. Maravilha, a Saudita não está fazendo isso. E aí esses países, quanto mais pacatos eles ficam, mais abre espaço para a Turquia se mostrar como um líder da região, que já tentou fazer nos últimos anos. Sugiro para quem não assistiu aqui no meu canal, tem dois vídeos de Turquia, você precisa assistir se você quer entender a Turquia. Um deles é a Geopolítica da Turquia e o outro é uma série que se chama Geopolítica 4D.

tem o 4D da Turquia, porque a Turquia é um país com uma presença e uma importância para muitos lugares. Você colocou aqui corretamente OTAN, Ocidente, Estados Unidos, Oriente Médio, Rússia, China. A Turquia está realmente no centro do mundo e ela tem um papel geopolítico bem relevante. Então, entender a Turquia, sugiro vocês assistirem esses dois vídeos.

O André pergunta o seguinte, será que olhando pelo lado positivo a guerra da Ucrânia e agora Irã pode ser um teste dos armamentos e organização dos Estados Unidos e OTAN, olhando para um futuro combate contra a China? Você está certo, André? Eu sempre disse que Estados Unidos entra em guerra, não é porque é só, é porque é imperialista, que se você quiser ter uma força militar decente, testada, treinada, capaz, viável, efetiva,

Você precisa praticar. E praticar não é exercíciozinho. Praticar é ir para a guerra. A diferença do que todo mundo discute sobre a capacidade militar americana e chinesa é exatamente essa. O quanto os Estados Unidos estão envolvidos em combates militares sempre. E isso mantém a sua capacidade, a sua organização, a sua disciplina, a sua efetividade em evolução.

Israel se tornou a potência militar que se tornou. Porque teve que lutar, porque luta muito, não porque quer, mas porque treina, porque participa, porque luta. E quanto mais luta, mais capacitado você está. E aí vai se desenvolvendo. Então, a realidade do entorno geopolítico de Israel faz Israel se tornar essa superpotência militar.

disso, porque o maior aliado militar americano no mundo hoje é Israel. O mais poderoso, o mais potente, o mais capacitado é Israel. Israel decolou 200 aviões coordenadamente para atacar o Irã. 200 caças. A Europa inteira não consegue fazer isso. A Europa não consegue coordenar um ataque deste tamanho. Ah, ela tem os aviões? Ela até tem. Ela tem combustível, ela tem piloto pronto,

tem munição, ela consegue combinar com todo mundo, vamos decolar 200 aviões? Não consegue. Israel faz isso, quase que basicamente sua força aérea inteira decolou para atacar o Irã. E não é a primeira, nós assistimos isso em 25, na guerra de 12 dias em junho do ano passado, nós assistimos em 24, Israel também está começando a entrar em outros tipos de operações maiores. Irã está longe, né?

Sempre bom lembrar isso daqui. O Irã está longe de Israel. Tipo, antigamente, Israel lidava com o Egito aqui, com Jordânia, com Síria, com o Líbano ainda lida. Aliás, está lidando agora. Israel começou a fazer ataques no sul do Líbano. Agora, lidar com o Irã é outra história. É bem diferente. Então, treinar, guerrear, prepara todos eles para a guerra.

moderna, mas Estados Unidos e Israel de muitas maneiras também, eles estão atrás da Ucrânia nessa guerra tecnológica de drones. E nesse sentido, a Rússia está avançando bastante, mais do que China, mais do que os americanos. Por isso que é tão importante apoiar a Ucrânia, extrair os ensinamentos, extrair o conhecimento, tudo que está acontecendo ali. O Gilmar pergunta, professor, uma questão hipotética em termos de estoque e capacidade militar. A União Europeia teria

para uma intervenção como essa, por quanto tempo? Não teria estoques, a França vai mandar o porta-aviões, a França está fazendo todo um show militar, dizendo que está abrindo o seu guarda-chuva nuclear, vai começar a não dizer onde estão as suas armas nucleares, porque ela vai ser o provedor da estrutura nuclear europeia, está tentando fazer um movimento para que a OTAN, para que os países da Europa,

não dependam militarmente dos americanos. Isso é um movimento de longo prazo difícil, mas, ainda assim, não adianta ter as ogivas nucleares e conseguir, muito menos, não tem capacidade para proteger a Europa inteira, não tem estrutura que os americanos têm. Ainda assim, ela não consegue fazer isso sozinha e, muito menos, ir para uma outra guerra no Oriente Médio,

se eles forem, é simbólico, é coordenação, é força, dizer estou aqui, é apoio moral para a guerra. Deixa eu falar da Insider, gente, não se esqueçam, nosso patrocinador, parceiro de longuíssima data, a Insider está sempre com a gente aqui, não importa qual é o assunto, qual é a situação, a Insider apoia essa informação, esse conhecimento que a gente traz sobre o que está acontecendo no mundo,

Para vocês, dá uma olhada no site. Eu estou com a minha camisa, com esse tecido tecnológico que é muito agradável, mas tem um monte de outras roupas. Use o meu cupom ROCHOC. Pergunta do Bruno. Professor, existe a possibilidade do acionamento de acordos de proteção entre os países a levar uma situação como o da Primeira Guerra, dragando países para o conflito? Acordos de proteção só tem entre a OTAN aqui.

real, forte. E os países da OTAN estão de fora. Estados Unidos pode convocar a cláusula de proteção, mas não porque ele precisa dos europeus aqui. Precisa dos europeus se tiver um conflito com a Rússia. Porque aí o conflito está acontecendo no território europeu. Aí quem está presente ali são os europeus. Os europeus não estão no Oriente Médio, também tem que chegar lá do mesmo jeito que os americanos chegam. Tudo isso

não tem essa dimensão para virar uma guerra mundial. Só tem os europeus e os americanos com esse acordo. Os outros estão distantes, não tem nada a ver com nada acontecendo na Ásia, conflito no Oriente Médio. O Juan Manuel pergunta, professor, por que não usa a expertise ucraniana em derrubar esses drones? Porque ninguém está absorvendo, levando a sério o desafio da Ucrânia. O Trump fala que está gastando dinheiro com a Ucrânia.

do dinheiro. Essa guerra, depois dessa guerra, quando terminar essa guerra no Irã, essa vai ser uma das grandes discussões militares no mundo. Ou se começa a produzir drones baratos, a indústria de defesa americana, o Pentágono, Israel, os países do Golfo, vai ter uma corrida em direção a isso. E todo mundo vai bater na porta da Ucrânia e falar Ucrânia, conta pra gente qual é o segredo, como é que faz, qual é a tecnologia. E isso dá uma relevância pra Ucrânia. Importante pra ela

não há sobrevivendo. Mas vai ficar evidente, é insustentável você gastar mísseis que tem uma produção, sei lá, de centenas por ano, precisa de três para bater um, precisa lançar três para bater um, custa milhões de dólares contra um negócio que custa 20 mil dólares. Não tem, não existe isso. 20 mil dólares você produz interminável, produção massiva sem parar, como aquele estoque que eu mostrei naquela foto para vocês. Tem uma outra foto, depois tenta achar que são eles dentro

de uns túneis no subterrâneo, os iranianos. O Jonathan pergunta, professor, parece que o Irã lançou um míssil balístico em direção à Turquia e as defesas da OTAN interceptaram. Ah, eu falei disso. O Irã está usando a mesma estratégia da Rússia, que você já mencionou, descredibilizar a OTAN. Eu não acho que ele está pensando na OTAN, ele está pensando só em provocar mais gente do lado para ter mais gente falando para os Estados Unidos, pô, que guerra é essa? Termina essa guerra, não vou ficar lidando com isso daqui.

Porque ninguém quer entrar na guerra que acha que não é dele. E aí, então, eles vão fazer pressão para que os Estados Unidos acabe a guerra. E esse é o objetivo iraniano. Agora, existe um ponto bem importante, gente. Presta atenção nessa explicação aqui, porque ela é uma estratégia geopolítica complicada, uma equação complicada. Se os países, se os Estados Unidos e todo mundo viram e falam vamos acabar a guerra porque o Irã atacou todo mundo, você deu um presente para o Irã. Qual é?

sei como ameaçar todo mundo. Eu vou lançar um monte de drone, vou ameaçar todo mundo e todo mundo vai recuar. Então, você perdeu sua capacidade de suas horas. É, exatamente essa. Isso daqui é um túnel subterrâneo, um bunker, gente. Onde o Irã mostrou uma foto dos estoques dos seus drones. E olha quantos tem aí. Imagina quantos desses tem guardados, quantos que podem ser usados, enfim.

Então, é uma arma poderosa, barata, efetiva, que está causando um estrago. Então, eu estava explicando para vocês a discussão que é o seguinte. Ou você cede a ameaça iraniana e acaba com a guerra. Então, você mostra para o Irã qual é o seu calcanhar de Aquiles. Isso é um problema gigantesco. Ou você fala, não, eu não vou ceder. Só que aí você tem que estar disposto a entrar na guerra também.

Senão você também mostra que você não tem maneiras de retaliar ou de lidar com o problema. E entrar na guerra envolve todas as outras questões que eu comentei. Entrando numa outra guerra com outro país, o outro país vai estar ali sempre, vai ser seu vizinho, como é que você vai lidar com ele, se você não derrubar o regime. O Irã conseguiu criar um belo dilema para os aliados americanos e os países da região. O Rafael pergunta o seguinte,

Caindo o regime iraniano, qual a probabilidade do retorno do reino da Persa? Existem vários grupos políticos dentro do Irã, gente. Existem aqueles que são democráticos, que querem uma república secular, num modelo democrático. Existem aqueles que querem um regime forte, monárquico, e ser uma ditadura, uma espécie de ditadura, uma monarquia absolutista, porque não vai ser uma monarquia constitucional como é o Reino Unido. Não vai ser. Não é o Reino Unido.

O Reino Unido é uma monarquia constitucional, é uma democracia, uma forma de governo monárquica, parlamentar. O Irã, se for uma monarquia, está mais para uma monarquia absolutista, como a Arábia Saudita, como Emirados, como todos esses outros países, Jordânia, etc., e não como uma monarquia constitucional democrática. O modelo constitucional democrático para o Irã seria de uma república.

que é isso. Tem uma parcela que quer o regime monárquico e tem os religiosos e tem os outros todos que não querem nada disso, que querem independência, como os curdos, como os azeres e como um monte de gente. Não está claro qual vai ser. Vai ser uma disputa, por isso que tem possibilidade de ter guerra civil. Já falei para vocês que na própria Revolução Islâmica não se tinha certeza. Queriam derrubar o Shah, a monarquia, mas ninguém sabia qual ia ser o regime que ia ser implementado. Existiu uma luta

entre propostas, entre grupos, entre supostos regimes diferentes. E quem acabou levando, porque estava melhor organizado, era o regime islâmico, os islamistas. E agora existe alguma lembrança e organização em relação à monarquia. A democracia, o grupo democrático republicano, ele é o mais frágil de todos, com menos capacidade de coordenação e organização.

Se o regime cair, existe a possibilidade, sim, da persa. Relacionado a... Ah, essa é muito boa. Eu estava esquecendo, esse é um dos pontos mais importantes que eu tenho que explicar. Vamos lá. O Denis pergunta o seguinte, Denis Pascoal. Os ataques no Irã estão, de alguma forma, relacionados com o objetivo dos Estados Unidos de fraquecer a economia da China, bloqueando a venda de petróleo para a China? Eu nem sei se eu faço isso no mapa.

porque eu quero que vocês olhem e prestem bem atenção no que eu vou dizer. Tem uma infinidade de gente nas redes sociais falando sobre isso, influenciadores que têm que surfar todas as ondas que existem. Eu não surfo ondas do futebol e de vários outros assuntos, porque eu falo de um tipo de assunto, alguns tipos de assuntos relacionados dentro da minha área de estudo e competência. Mas dentro da rede social,

o influenciador fala de tudo, joga todos os esportes, divide todas as bolas, e aí eles precisam comentar a guerra. Então o que eles fazem? Eles leem uma notícia, aí eles leem uma outra, aí eles fazem uma análise deles, ou uma dedução, eles deduzem coisas e conectam essas várias coisas separadas que eles estão lendo. Mas como eles não têm o conhecimento sobre o assunto, eles não sabem ou não percebem

ou não estão nem aí, que eles não podem fazer essas conexões sem eles terem o conhecimento e o entendimento daquilo que está acontecendo ou daquilo como funcionam as coisas. Então vejam, ele lê uma notícia. 80%, 90% do petróleo iraniano vendido para o mundo vai para a China. A dedução que as pessoas já tiram disso é a China depende do petróleo chinês. Gente, isso não é um conceito só de você...

ter um conhecimento sobre geopolítica, sobre economia, sobre a indústria do petróleo. Isso é um conhecimento mais básico, sobre um princípio de relação comercial. Dizer que 90% do petróleo iraniano vai para a China não é a mesma coisa de dizer que a China depende do petróleo do Irã. Relações econômicas são relações de duas mãos.

uma dependência, deduzi que no outro lado existe uma dependência. Aliás, as pessoas chamam essa dependência mútua de interdependência. E todo mundo comete a seguinte falácia, olhar para uma relação econômica e pega uma parte da informação da relação econômica e deduz, não estou dizendo que é o caso do Denis, eu só estou endereçando esse ponto porque as afirmações dizendo isso são gigantescas.

fez uma pergunta e ele não afirmou. Mas as pessoas que estão aí estão afirmando uma coisa que não tem cabimento. Quando você olha uma relação comercial e você diz que um dos lados da relação tem status X, o Irã vende 90% do seu petróleo para a China, a conclusão que as pessoas tiram dessa fala é o Irã e a China têm uma interdependência no petróleo. Não é porque o Irã vende 90% para a China

Depende do Irã na mesma medida e proporção. Vejam, o maior cliente da indústria de defesa israelense é a Índia. Isso significa que Israel é o fornecedor mais importante para a Índia? Não. Para Israel, a Índia é o mais importante. Mas para a Índia, Israel só é o terceiro mais importante. Estão entendendo?

a ideia, na prática, de forma técnica, aprofundada, da noção de interdependência econômica. Interdependência pressupõe paridade, dependência mútua em termos iguais. O Irã vende 90% do seu petróleo exportado para a China. As pessoas deduzem. A China depende do petróleo do Irã. O Irã depende da China. A China não depende do Irã. Quantos por cento, esses 90% do Irã, representam

do que a China compra do mundo. Não é 90, né, gente? 12%. 12%. 90%, 12%. Essa é a disparidade. Essa é a disparidade de importância de um para o outro. A China é mega importante para o Irã. O Irã não é mega importante para a China. Entenderam? Entenderam a diferença? E aí tem uma infinidade de influencers fazendo o post. É, a guerra é porque os Estados Unidos,

quer acabar com o fornecimento de petróleo para a China. Não tem nada a ver. Você sabe de quem a China compra mais petróleo do que o Irã? A Arábia Saudita. Vocês sabem quanto dinheiro mais, além de comprar o petróleo, a China investe nos países da região? A China, vira aqui para o mapa, a China investe na Arábia Saudita e nos Emirados mais do que ela investe no Irã.

saudita do que ela compra mais do Irã. Aí está uma outra explicação por que a China não vai entrar para defender o Irã. Se o Irã está atacando a Arábia Saudita e os Emirados, se a China tomar o lado do Irã, o que ela não vai fazer porque não é a prioridade do interesse dela, ela não vai entrar numa guerra que não é dela, ela não fez isso com outros aliados, com a Rússia, que é muito mais importante do que o Irã, ela tem outras prioridades, ela está preocupada com Taiwan, com outras coisas. Se ela não vai fazer nada disso, então,

Ela também não quer comprar uma briga com outro fornecedor de petróleo dela muito mais importante do que o Irã, que é a Arábia Saudita, e os Emirados, porque a China está investindo nesses dois países mais do que ela investe no Irã. Entenderam aqui? Os Estados Unidos atacar o Irã, ou resolver, ou o Irã parar de vender petróleo, afeta a China?

em algum grau. Mas a China tem várias outras alternativas. O que afeta mais a China é o que o Irã está fazendo. O que o Irã está fazendo, que é fechar o Estreito de Hormuz, porque ele está cortando o fluxo de petróleo no mundo. Isso afeta a China mais do que os Estados Unidos interromper o fluxo de petróleo iraniano. Não tem nada a ver. Os Estados Unidos não estão fazendo isso.

para acabar com o fornecimento de petróleo da China. Inclusive, os Estados Unidos estão conversando com a China, nesse momento, sobre os problemas causados pelo que o Irã está fazendo no Estreito de Hormuz, para reestabelecer o fluxo. Os Estados Unidos estão coordenando com a China, dizendo, olha, vou fazer isso. E a China, vamos voltar aqui para o mapa, que não é boba, porque ela não quer depender de um único lugar,

e não quer depender não só do estreito de Hormuz, esse pedaço aqui, que é um ponto de estrangulamento do fluxo do petróleo internacional, ela não quer depender principalmente desse outro aqui, estreito de Malacca. Qualquer estreito corta, estrangula, fecha commodities, matérias-primas e pontos cruciais e estratégicos para o fornecimento do que a China precisa. Então, o que a China fez para não depender disso?

reconstruiu a Rota da Seda, que é uma conexão por terra e não pelo mar, para acessar outras fontes de energia, desde países da Ásia Central e, principalmente, a Rússia. São vários oleodutos, gaseodutos, que correm da Rússia para a China, por aqui, por aqui. São vários outros que vêm dos países da Ásia Central,

Comenistão, Kirquistão, Tajiquistão, Uzbequistão, todos os cristões aqui. Tem outros que cortam o estreito de Malacca. Então, Mianmar, tem Bangladesh, tem um monte de outros meios aqui que a China achou. Fora o estoque que a China está construindo para se preparar para uma eventual guerra. Então, a China não está passando apuro nesse momento, gente.

Ela quer que tudo volte ao normal, ela não quer gastar o seu estoque, mas a China está em ordem. Ela não vai atrapalhar o sono e ela sair correndo e se mobilizar para ir lá salvar o Irã por causa dessa história. Não vai. E os Estados Unidos sabem disso e nada disso tem um efeito direto. E aí tem uma outra teoria, essa é mais alucinada ainda, que é dizer que então os Estados Unidos só atacou o Irã depois que ele garantiu o petróleo da Venezuela.

Mais uma vez, as pessoas não sabem quanto o petróleo a Venezuela produz. Menos de um milhão de barris, não é nada. O petróleo da Venezuela não serve. É um petróleo caro, difícil. Não vai substituir o petróleo do Irã. Não tem nada a ver. Pode existir um interesse no petróleo do Irã, pelo petróleo do Irã, abrir um novo mercado, fornecimento? Pode. Mas o motivo maior, muito maior do que o petróleo, é a questão geopolítica.

representa para a região, o programa nuclear iraniano, o eixo da resistência, as suas ambições, seus ataques. O Irã tem uma bomba atômica, o Irã está há 30, 40 anos atacando americanos em todos os lugares do mundo. Se o Irã tiver uma bomba atômica, ninguém no mundo tem segurança e garantia que ele não vai entregar uma bomba dessa para o Hezbollah. Não tem. Então, deixa eu ver se tem mais alguma aqui. Não, tem mais três. Tem mais uma do Amiv.

O que fazer com os milhões de iranianos que apoiam a teocracia? Bom, vão ser derrotados se a teocracia cair e vão ficar ali, né? Vivendo. O que fazer com os milhões de, sei lá, tem tantos grupos dentro de cada nação que querem o pior do país, né? Não vai ter muito o que fazer, eles vão ter que aceitar, eles vão estar sempre sabotando ou lutando ou ajudando grupos de religiosos e fanáticos.

O Marco pergunta, professor, quais as informações concretas temos do uso de IA nessa guerra? E sobre o declino da Antropic como fornecedora dos Estados Unidos? A pergunta da Antropic é muito complexa, envolve um monte de outras coisas, eu vou fazer um vídeo disso em algum outro momento, mas as informações sobre IA são bem interessantes.

Israel e os Estados Unidos estão usando muita inteligência artificial, inclusive a Antrópica foi usada nos ataques, na seleção dos alvos. Para Israel conseguir coordenar toda a coleta de informações de inteligência que foi necessária para matar o líder supremo, você precisava de algoritmos com inteligência artificial que processasse e combinasse todos esses dados. Chamada telefônica, localização do GPS, a imagem na câmera da placa do carro do fulano, do ciclano.

dados, processar eles e falar essa é a melhor hora e desse melhor jeito. Inteligência artificial está sendo bastante usada nessa guerra por Israel, pela unidade 8200 e não só, e pelos Estados Unidos também. Então, a gente está vendo esses resultados e a inteligência artificial foi usada na operação também contra a captura do Maduro. E essas capturas, essas operações estão sendo mega bem sucedidas quanto

isso é possível por causa da inteligência artificial, já é um diferencial. Depois de tantos anos, de tantos erros, tantos fracassos, né? Iraque, Afeganistão, retirada do Iraque, Líbia, um monte de coisa errada. Claro, são guerras inteiras, a inteligência artificial não vai resolver a guerra inteira, mas são missões muito bem feitas e ajuda da inteligência artificial pode ter sido um grande diferencial. O Denisley Magalhães pergunta o seguinte,

o Irã tem nas mãos. O que pode fazer que represente uma ameaça real para os Estados Unidos e Israel? Olha, pânico, medo, continuar aumentando o custo. O objetivo do Irã é aumentar o custo da guerra e trazer cada vez mais gente reclamando que não quer a guerra. Então, atacar o maior número de pessoas possíveis. Em última instância, o Irã tem como recurso perigoso o uso de uma bomba suja, que seria colocar material radioativo,

dentro de um míssel balístico para ele explodir. Isso não é uma bomba atômica, não vai gerar uma explosão nuclear, não vai ter uma reação atômica sendo desencadeada, mas é uma bomba suja, ela tem radioatividade dentro dela. O Irã pode fazer isso. Se ele fizer isso, pode ter certeza que aí a guerra não acaba enquanto não derrubar o regime. Então ele também está calculando isso.

coisa que o Irã pode fazer são ataques terroristas pelo mundo. E tem que ter a capacidade, tem que estar coordenado. O Hezbollah começou a atacar, os Houthis estão quietos, também não se mexeram, os Houthis poderiam causar um estrago ali no Bab el-Mandab. Deixa eu mostrar no mapa. Nossa, eu estava na Ásia, né? Então, aqui está o Estreito de Hormuz, aqui está o Bab el-Mandab e Iemen está aqui, os Houthis estão aqui dentro e essa passagem aqui que sai do canal de Suez,

mar vermelho, e aí sai para o Índico, no chifre da África, esse pedaço aqui, o Iêmen consegue causar problema. O Iêmen está quieto até agora. Agora, o Hezbollah no Líbano tem atacado Israel, e Israel está retaliando. Então, essas são as formas que o Irã pode causar de estrago. Mas, nada muito maior do que isso. Por isso que não é uma guerra com repercussões gigantescas.

outros países maiores. Quantas pessoas nós estamos? 22 mil pessoas. Vocês gostaram desse horário, né, gente? Não esqueçam de deixar o seu like, né? Coloca o like, segue o canal. Você já segue o canal? Não? Não segue, mas dá o like pra ajudar aqui. Se inscreve, ativa o sininho, compartilha depois essa live. Quem quiser entender as atualizações, fala com o seu amigo, tá todo mundo só falando desse assunto, né? Então, e quem

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H-O-C, rock. É isso, pessoal. Vou continuar acompanhando direto, postando. Vou estar em podcast essa semana toda. Fazer mais vídeos para vocês. Estou postando no meu Instagram, no Shorts, aqui no YouTube. Sigo no Instagram também, se você não segue. Uma coisa mais próxima, às vezes mais rápida. A gente tenta postar tudo no YouTube também, no Shorts. Mas, às vezes, alguma outra coisa ali vai lá que não tem aqui. Então, segue também no Insta. Não deu para responder.

todas as perguntas do Academy, pessoal, mas na próxima a gente escolhe outras. Tem um monte de perguntas aí, mas já são quase duas da tarde e eu sei que todo mundo tem que voltar aí para o dia a dia. Obrigado e até mais. Bom dia.