FIM DE KHAMENEI E GUERRA NO ORIENTE MÉDIO
ESTAMOS PRESENCIANDO A HISTÓRIA SENDO FEITADurante a madrugada, uma coalizão de EUA e Israel atacou o Irã. Não com um ataque limitado contra certas instalações, mas um ataque total com a clara finalidade de derrubar o regime iraniano. Caso tenha sucesso, esse deve virar um dos acontecimentos mais importantes do século.
- Conflito EUA-IrãMobilização militar americana · Objetivos do ataque · Destruição de instalações nucleares · Ataques a mísseis balísticos · Timing e coordenação · Diferença do ataque anterior
- Colapso de impérios e regimesEstrutura de poder · Guarda Revolucionária · Transição de teocracia para ditadura militar · Possibilidade de mudança · Legitimidade do novo regime
- Relacoes EUA-IraConfirmação da morte · Impacto simbólico · Significado para o regime · Transição de liderança · Lideranças eliminadas
- Estrategia EUAImpedir arma nuclear iraniana · Derrubar o regime · Destruir mísseis balísticos · Mobilização da população iraniana · Transição política
- Islamismo XiitaObjetivos americanos · Capacidade de reconstrução · Importância estratégica · Enriquecimento de urânio · Inspections e verificação
- Estreito de OrmuzImportância geopolítica · Fluxo de petróleo mundial · Possibilidade de bloqueio · Impacto econômico · Capacidade do Irã de interditar
- Mediação InternacionalPreço do petróleo · Operações de voo canceladas · Impacto no turismo · Seguros de navegação · Economia dos países do Golfo
- Ataque Assembleia IraBases americanas na região · Países atingidos · Motivações do Irã · Pressão política interna · Reações dos países árabes
- Sistema CONSTAT InteligenciaCapacidade de penetração israelense · Informações de localização · Coordenação com EUA · Efetividade das operações · Morte de líderes militares
- Terceira Guerra MundialProcesso inevitável · Transição da ordem internacional · Gatilho possível · Inteligência artificial como ameaça · Taiwan como ponto crítico
- Porta-aviões Gerald FordCaracterísticas técnicas · Problemas operacionais · Tempo em operação prolongado · Sistema de banheiros · Papel defensivo
- Geopolítica de Trump, Xi e PutinCrítica ao ataque · Relação com EUA · Ideologia externa brasileira · Aproximação com ditaduras · Posicionamento do Lula
- Mercados PreditivosPlataforma brasileira · Contratos sobre eventos · Agregação de informações · Diferença de apostas · Promoção de lançamento
E aí, pessoal? E agora? Me ouvem? Sim? Não? Primeira coisa tem que ser se vocês estão me ouvindo. Aguardando aí. Todo mundo me ouvindo. Funcionando. Perfeitamente. Agora a gente pode falar do que importa. Que é talvez uma das guerras mais importantes desse século. Um evento histórico gigantesco. O que o Irã representa? E essas mudanças não são pequenas.
Bom, o ataque aconteceu ontem. Israel e os Estados Unidos juntos atacaram o Irã. A gente estava esperando isso já há algumas semanas. Falando disso, já falei isso nas semanas anteriores, nos últimos dias também. E o mais importante até agora dessa história é não só o tamanho da mobilização americana, mas a forma como o Irã retaliou, está retaliando. Isso indica que o Irã está disposto a escalar, não está preocupado.
com as consequências, e nós estamos num conflito diferente. Esse não é um ataque pontual, dois dias, um bombardeio, não é uma coisa única que vai acontecer e parou. É um conflito maior e ele deve levar à queda do regime. Derrubar o regime não é simples, vou falar disso ao longo da conversa aqui hoje, da live hoje, mas é o que está em jogo, não só pelo pronunciamento do Trump,
a postura do Irã e todo o ativo, a quantidade e a mobilização militar americana na região. E agora, enfim, com os ataques chegando a outros países, vai ter uma pressão política para que se faça alguma coisa, enfim, ter uma legitimidade, uma justificativa por parte dos Estados Unidos em ir mais forte, ir mais a fundo, até conseguir o seu objetivo.
só dar alguns recados básicos e aí a gente vai mergulhar de vez em tudo o que está acontecendo. O primeiro deles é que quem quiser fazer pergunta, estiver no Rock Academy, só vou responder as perguntas do pessoal do Rock Academy, então se você está no Rock Academy, faça a pergunta, se não, dá uma olhada, baixa o meu aplicativo, o Rock Academy tem na Google, Apple, e aí você tem acesso a um monte de cursos, um monte de coisas. E depois que nós temos um parceiro e um patrocinador
novo para essa live. Na verdade, é um lançamento de alguma coisa que vocês vão gostar demais. Tem muito a ver. Todas as coisas que eu já falei, esse parceiro é o que está mais alinhado com o que nós fazemos aqui. Notícia, informação, conhecimento, entender o mundo. Vocês vão gostar demais. Vou guardar. Daqui a pouco eu explico melhor para vocês do que eu estou falando. E tem promoções também, coisas especiais.
para vocês conhecerem de perto e entenderem. Vamos ao começo. Estava dizendo aqui que esse é um evento histórico, e é histórico porque envolve a queda e a derrubada do regime iraniano. O regime iraniano que chega no poder, a Revolução Islâmica, em 1979. São muitos anos levando uma ideologia, um modelo, um tipo de política
Isso é implementado em um país tão gigante quanto o Irã. 92 milhões de habitantes, é um país imenso, é uma civilização milenar, um império antigo. O Irã não é o Iraque, não são países menores, não é a Síria. Nós estamos falando de uma outra dimensão de coisa.
menos conseguiu ocupar um espaço na região que talvez nenhum outro país tenha ocupado. A gente não assistiu nenhuma ascensão regional tão forte quanto o Irã. Então, desestabilizar, derrubar, trocar o regime, acabar com o projeto iraniano na região é uma mudança drástica e abre uma série de oportunidades e também tem uma série de riscos.
de todos eles, as oportunidades e os riscos. Vamos focar aqui no ataque e óbvio que o ataque nasceu já com alguns objetivos, esses objetivos foram colocados pelo pronunciamento do Trump depois que começaram os ataques e o Trump já trouxe que o primeiro objetivo é impedir que o Irã venha a ter uma bomba atômica. Ah, mas Roque, os Estados Unidos já não tinham
obliterado, essa é a palavra que o Trump usou para descrever o ataque do ano passado contra instalações nucleares iranianas. A gente não tem completa e total certeza do estrago. O estrago foi feito, certamente, as instalações nucleares iranianas foram abaladas e afetadas, mas a gente não tem uma comprovação, uma certeza absoluta que o programa nuclear iraniano foi obliterado.
supor, vamos dar o benefício da dúvida ao Trump e acreditar que sim, foi destruído. Bom, você destrói o programa e você começa a reconstruir de novo. Ah, vai reconstruir do mesmo jeito? Não, talvez não. Você vai demorar mais tempo porque você perdeu equipamento, você perdeu centrífuga, você perdeu uma série de coisas. O fato é que se for verdade ou não, ou se o Trump tiver sido bem sucedido no ataque do ano passado ou não, o Irã
sempre poderá continuar construindo. Inclusive, um consenso de todo mundo é que, depois de atacado, isso não fez o Irã se desmotivar a ter uma bomba atômica. Ao contrário, o Irã simplesmente teve certeza absoluta que ele teria que ter uma bomba atômica. O que é um raciocínio lógico. Se você está buscando ter um programa nuclear,
ter a bomba e ser atacado, mas o ataque não é um ataque devastador, que derruba o regime, que destrói tudo. É um ataque que destrói algumas instalações nucleares. O que você deduz? Bom, isso daqui eu não estou correndo risco de vida. Eu, regime, o regime iraniano, os líderes pensam, bom, tá bom, o que eles vão fazer contra a gente atacar de novo as nossas instalações? Mais do que nunca a gente precisa ter uma bomba atômica. Então, o ataque do ano passado americano e israelense,
ele não mudou o racional, a lógica, o objetivo iraniano de ter uma bomba atômica. Por isso que o Irã continuará e continuava e continua perseguindo esse objetivo. O que até aí está dentro da lógica do projeto iraniano desde sempre. O que de repente o Irã iria mudar de ideia? Ah não, o Irã pode mudar de ideia se os Estados Unidos acabar com todas as sanções, o mundo abraçar o Irã.
regime e tal, existem algumas condições que a gente consegue imaginar isso acontecendo. O fato é que nesse contexto, com esse regime no poder, o tipo de ataque que foi feito, o tempo que eles já estão gastando de dinheiro para construir esse programa nuclear, o ataque do ano passado, do meio do ano passado, não é suficiente para fazer o Irã desistir. Então, mesmo que o ataque tenha sido bem sucedido operacionalmente, o Irã voltou a trabalhar
em pró da sua bomba atômica. E o objetivo desta vez, segundo o Trump, é impedir que isso aconteça para o futuro. Para impedir que isso aconteça, a única maneira real, sólida, de ter certeza que isso vai dar certo, é derrubando o regime. E aí a gente passa para o segundo objetivo declarado ali na fala do Trump. Estou discutindo aqui com vocês quais são os objetivos americanos. O que os Estados Unidos estão indo fazer,
no Irã, o que ele quer fazer e por que ele quer fazer essas coisas. Então, o segundo objetivo é derrubar o regime. Derrubar o regime resolve uma série de problemas. Por quê? Porque o regime iraniano é um rival, um adversário, o regime iraniano financia um monte de terrorismo, o regime iraniano tem um monte de milícias, tem o eixo da resistência que está debilitado depois de tudo que Israel fez depois do ataque do Hamas, dia 7 de outubro, e Israel obteve
muitas vitórias contra Hezbollah, o regime na Síria caiu, os Houthis também foram bem prejudicados e danificados, milícias no Iraque enfraquecidas, o Irã ficou na defensiva, na retaguarda, tendo que lidar com os problemas no seu próprio país contra ataques diretos contra suas instalações, assassinatos e mortes contra suas lideranças. Então, o Irã deixou de prestar atenção nesses outros aliados,
e focou mais nisso. Mas o Irã conseguiu criar uma rede de influência com tentáculos em vários lugares. Além disso, o Irã é uma parte do grupo de países que eu chamo de eixo das ditaduras, que são Rússia, China, Coreia do Norte, Irã. Venezuela está se desconectando, se desligando desse eixo, porque com a intervenção americana, com a captura do Maduro, o regime da Venezuela não mudou,
e a presença americana em volta da Venezuela e a pressão e a retirada do Maduro estão fazendo o governo da Venezuela recalcular a sua relação com esses outros países. Inclusive, as pressões dos Estados Unidos é que a Venezuela se afaste por completo de todos eles. Agora, o Irã não. Ele ainda está próximo de Rússia, China e Coreia do Norte.
tenho explicado isso para vocês numa escala menor. E numa escala menor porque no ano passado a gente não assistiu nem a Rússia, nem a China e nem a Coreia do Norte indo salvar o Irã do ataque americano-israelense. E hoje, ou a partir de agora, também não veremos isso. Tem que mudar alguma coisa radicalmente no mundo para isso acontecer. Mas ainda assim é parte desse grupo,
grupo de países que quer redesenhar a ordem internacional. São países revisionistas, ditatoriais, que têm objetivos incomuns e que têm se ajudado em graus diferentes. Na hora do Vamos Ver é outra história, como está ficando claro, como ficou claro com Venezuela. Primeiro ficou claro com o Irã, depois com Venezuela. E agora vai ficar claro de novo com o Irã. Mas, enfim, tirar o regime,
ajuda os Estados Unidos a lidar com um inimigo que pode se transformar por completo. E eu tenho dito isso em outros cenários. Se o Xi Jinping morre hoje, ou se o Putin morre, ou se tem um golpe na Rússia, provavelmente a guerra na Ucrânia é interrompida. Não vai ter continuidade. Os deadlines da China com Taiwan também provavelmente mudariam se o Xi Jinping não estiver no poder.
E a mesma coisa, ou seja, acontece com o Irã. Uma vez que os yatolás e esse regime não estejam no poder, e eu falo yatolás e não estou só querendo dizer os clérigos, não só os religiosos, mas a guarda revolucionária também. E esse é um outro ponto que daqui a pouco eu falo dele. Mas o fato é que o Irã, sem esse regime no poder, ele vai ser um Irã diferente. Ele vai ter que recomeçar, ele vai ter que lidar com problemas reais,
conquistar a legitimidade da sua população, a legitimidade em relação ao mundo, isso significa uma posição de barganha mais fragilizada e ele vai ter que agradar o resto do mundo, agradar a sua população e isso vai demandar que ele esqueça, deixe de lado projetos expansionistas ambiciosos de poder ou dominar o país, reprimir a população, um novo regime, um novo governo no Irã,
vai ter que recomeçar diferente. Mesmo que ele não seja exatamente o mais democrático, ele vai ser muito mais suave. Numa escala menor, nós estamos assistindo isso na Venezuela. O regime na Venezuela que está no poder, a Rodrigues, está disposto a negociar coisas que o regime anterior não estava. Por quê? Porque a posição de barganha mudou. Sem os iatolás e a guarda revolucionária no poder,
Tudo vai mudar dentro do Irã. Então, essa é a parte do objetivo americano. O terceiro objetivo americano, o primeiro é impedir que o Irã tenha uma bomba atômica. O segundo é derrubar o regime. E o terceiro é destruir os mísseis balísticos e a capacidade do Irã construir isso. Os mísseis balísticos são também um projeto muito associado com o da bomba atômica e muito conectado com o regime.
esse projeto. Então, os Estados Unidos vai destruir instalações nucleares, vai destruir, tentar, né? Isso é o objetivo. Tentar destruir os estoques de mísseis iranianos e, por fim, vai fazer de tudo para abalar o regime para que ele caia. Como que a gente sabe que os Estados Unidos realmente quer isso? Não só a fala do Trump, mas outros comentários ali do Trump indicam
E esse é um objetivo bem firme, bem sólido, porque ele convocou a população iraniana para ir para as ruas, ele convocou a população iraniana a lutar pela sua liberdade. Como eu disse no Instagram, ali no Reels recentemente, ele não mandou a população sair para protestar agora, ele mandou a população se proteger, porque agora é a hora do ataque. Agora a coisa vai pegar fogo. Ele falou, muitas bombas vão cair aí, se protejam.
vão para os seus abrigos e depois é a chance de vocês lutarem. E os Estados Unidos estará com vocês. Mas no primeiro ataque que aconteceu ano passado, no meio do ano, quando Israel atacou e os Estados Unidos vieram junto depois, todo mundo cogitou que pudesse derrubar o regime. Não tem como você derrubar um regime de fora, só de fora. Ataques aéreos externos não derrubam um regime. Precisa ter uma mobilização,
interna, uma reação interna. Seja uma milícia, seja um grupo, seja uma parte do exército, sejam as pessoas, sei lá. E isso faltou no ataque do ano passado, do meio do ano passado. E depois, a gente assistiu agora no começo do ano, muitos protestos e uma repressão violenta do regime iraniano. E agora, então, esse foi talvez um outro gatilho que incentivou o Trump e os
Estados Unidos a falarem, a gente pode complementar essa situação atacando o Irã, porque agora a situação política está diferente. As pessoas estão dispostas a protestar e lutar contra o regime. Claro que houve um massacre ali, muita gente morreu e os protestos declinaram, eles recuaram. E foi justamente quando eles recuaram
que agora vem a Operação Militar Americana. Então, as coisas estão mais ou menos casadas. Eles são parte de uma mesma situação. Enfim, esses assuntos estão conectados. Pessoal, fazer um parênteses. Dá like aqui no vídeo. E deve ter muita gente que está assistindo a live que não segue o canal. Então, é a hora de você seguir. Aproveita e siga o canal. Então, tá.
Então, esses são os três objetivos americanos. Ah, mas... Assim, eu nem quero entrar nessa discussão. Ah, Estados Unidos pode ou não fazer isso. Acho que eu já falei tanto desse assunto na Venezuela. Depois eu até volto, se vocês quiserem. Mas essa é uma discussão, eu entendo que totalmente translocada, dado o contexto e a realidade do mundo que a gente vive hoje. Ninguém, ninguém, não é os Estados Unidos, não é a Rússia, não é a China,
não é a Venezuela, não é o Irã, não é Israel. Ninguém no mundo está obedecendo nada. Ninguém. Simplesmente é Ruanda invadindo o Congo. É o Azerbaijão atacando a Armênia. O mundo faz tempo que não funciona ou não opera mais dentro dessas regras. Se é que algum dia operou, também já falei sobre isso várias vezes, direito internacional,
algo muito frágil, e em momentos de instabilidade, de competição, de rivalidade, ele se torna mais frágil ainda. Em momentos de transição da ordem internacional, que é o que nós estamos começando a viver há algum tempo já, alguns anos, mas que nós estamos cada dia chegando mais perto dessa possível transição, vulgo, em outras palavras, uma grande guerra, um grande conflito mundial. Essas transições de ordem internacional não acontecem na paz,
com caos, com desordem, com colapso, com guerra, com pandemia, com quebras econômicas. Então, nós estamos chegando perto desse momento. É óbvio que o direito internacional não vai funcionar. Já era. Essa não é uma discussão atual. Não cabe, não tem contexto. Já passamos desse ponto. E, repito, não passamos desse ponto porque os Estados Unidos fazem o que querem. Ou a Rússia faz o que querem. Ou a China faz o que querem. Todo mundo está fazendo o que querem.
Então, nós temos que lidar com essa realidade. Bom, eu quero falar agora da resposta. Primeiro dos ataques, quais foram os alvos iniciais? E um dos primeiros alvos foi o palácio, a casa, a residência oficial do Yatollah, o líder supremo. E esse é um ataque de decapitação, um ataque de cortar a cabeça do regime. No caso, é o Yatollah.
Vários rumores que estão circulando de que ele foi atingido, que ele foi morto. A gente não tem essa confirmação oficial. Existem rumores que vêm de Israel. No outro ataque que Israel fez junto com os Estados Unidos, a gente também tinha rumores sobre morte de oficiais. Demorou para se consolidar. Israel inicialmente já tinha dito, já vinham de Israel algumas dessas fontes
tinha acontecido e se concretizou, se materializou. Então, não dá para a gente descartar que isso realmente já tenha acontecido, mas eu nem acho que isso é o mais importante. Por que digo isso? Primeiro porque o Yatollah está numa situação já no fim da vida dele. 86 anos, debilitado, todo mundo já estava preocupado, se falava muito na transição,
quem seria o próximo líder supremo. Então, ele, claro, exerce um poder, mas não é ele a figura dele, ele é uma figura simbólica, tem muita importância, não me entendam errado, muita importância se ele realmente tivesse sido eliminado, abala demais o regime, mas isso não consolida ou não determina o fim do regime iraniano. Por quê? Porque a guarda revolucionária é o tentáculo armado,
se é o pilar de sustentação, um líder com 86 anos, isolado, debilitado, em saúde, tudo isso tira a capacidade dele de exercer esse poder. Tem muitas outras figuras que estão exercendo esse poder. Vai ter um abalo simbólico e isso vai motivar, por exemplo, a população a entender e achar que a hora de acabar com esse projeto dessa Revolução Islâmica chegou.
tem um impacto muito grande. No sentido prático de quem governa o Irã, para mim, não é o mais relevante. O mais relevante é a gente começar a assistir mortes ou ataques e problemas contra a Guarda Revolucionária. E tem uma outra notícia correndo também, que o ministro da Defesa e o chefe, o líder da Guarda Revolucionária teriam sido eliminados também. Se confirmada, eu acho essa
essa informação, essa notícia, bastante relevante para a gente medir o nível de sustentação do regime. E aqui estamos pensando, quando o regime cai? O que precisa acontecer para o regime cair? O regime é composto de um monte de gente, mas um monte e um monte. Estamos falando de milhões de pessoas, literalmente. Vai dar para eliminar, matar milhões de pessoas? Não, isso não precisa acontecer.
os grandes líderes forem todos eliminados, a capacidade de coordenação desse regime, a capacidade dele comandar o resto da hierarquia, começa a ser debilitada. E aí, então, abre espaço para que o regime caia. Mas, nesse momento, você tem que ter um grupo também organizado. E quem é que vai surgir nesse grupo? Não pode surgir uma figura totalmente de fora. Lembre-se que não tem oposição,
Não tem nada organizado dentro do Irã. Tem pessoas insatisfeitas. Agora, as instituições, a polícia, o serviço de inteligência, a guarda revolucionária, o exército, o judiciário, todo mundo que está ali é cooptado. Alguns desses teriam que desertar, os melhorzinhos teriam que, de repente, tomar a liderança e falar vamos resolver tudo. Não sei, não é uma saída.
muito sólida, muito simples, não é um caminho muito estável. Claro, existe a discussão de uma figura externa. O Shah reza a palavra que foi o monarca, o herdeiro do trono, que não mora no Irã. É uma figura que apareceu, o nome dele apareceu em certos protestos durante os últimos meses de protesto, mas não é alguém unânime.
ele não tem uma rede interna, mesmo que ele chegue no país, como é que ele consolida, se garante no poder? Precisa ter uma grande mobilização popular que dê legitimidade para um movimento desse, para que as outras figuras que são autoridades, que têm armas, esse é um ponto fundamental dessa história, fiquem do lado de uma transição ordenada. Mas, enfim, tem muita coisa para acontecer para a gente se aprofundar,
e chegar nessa discussão. Essa é uma discussão maior, é uma discussão de o que vai ser o futuro do Irã. A gente precisa entender como a guerra ainda vai se desenrolar. O que está ficando claro é que, a menos que tenha um colapso do regime, a guerra não deve ser um episódio tão curto. Não é um ataque pontual de um, dois dias e parou, acabou. Se os Estados Unidos voltou, mobilizou tudo isso, se Israel entrou junto,
esses países do lado foram atacados, agora é a hora de uma vez por todas de resolver o problema. Não dá para iniciar esse problema, pode acontecer. Trump muda de ideia, vocês sabem bem, a qualquer momento, mas não faz sentido do ponto de vista operacional, lógico, estratégico, você ter mobilizado tudo isso, causado tudo isso, chegado até aqui,
e agora não finalizar o serviço, não finalizar o objetivo, não finalizar o que você veio fazer. Claro que não necessariamente, como eu estava dizendo, você consegue fazer isso só com ataques aéreos, mas eu acho que nós estamos caminhando para a guerra tomar um outro rumo pelo comportamento do Irã e a maneira como o Irã reagiu. O Irã mostrou que está disposto a escalar e está escalando,
E o próximo passo da escalada, que é o mais preocupante para o mundo no geral, é a questão do Estreito de Hormuz, por onde passa um quinto do petróleo do mundo. E ali nós estamos falando de muita coisa. Acho que seria legal a gente colocar o mapa aqui para eu mostrar para vocês. Pessoal, não esqueçam, deem like no vídeo e sigam o canal quem não segue. Eu preciso voltar para essa daqui.
Aí, eu consegui. Então, olha aqui. Eu estou perguntando aí na enquete, pessoal, para vocês, se vocês acham que vai ou não fechar o Estreito de Hormuz. Quero saber a opinião de vocês. Eu postei uns vídeos no Instagram, e vocês devem ter assistido esses vídeos. Tem um vídeo que é uma explosão na base americana no Bahrein, que é a base onde está a quinta frota americana. Então, é uma mega base.
aqui no Bahrein. O Catar também foi atacado. Os Emirados Árabes também foram atacados. E a Arábia Saudita, que está aqui, o Haiti e o Iraque também. Então, além de Israel. São vários países atacados. Esse daqui é o Estreito de Hormuz. Um quinto do petróleo do mundo passa por aqui. Por que o petróleo passa por aqui? Simplesmente porque você tem todos esses produtores.
Bahrein, Emirados Árabes, Kuwait, vou botar aqui o Kuwait e o Iraque. Então, o petróleo sai, navega aqui e tem que cruzar ali. Nós estamos falando de por volta de 18 milhões de barris, 18 milhões de barris. Então, não precisa... Aqui, põe nessa aqui para o mundo conseguir ver o mapa.
Isso. São 18 milhões de barris que vão passar ali pelo estreito. E o estreito, vejam, é esse pedaço aqui. Então, você consegue fechar. Você não precisa fazer um bloqueio e interditar. Não é fechar, quando eu falo fechar, quando todo mundo fala fechar, não é interditar isso daqui. Você começa a fazer ataques. Então, você começa com pequenos botes, lanchas, atacar embarcações que estão passando por aí. Pronto. Nenhuma embarcação mais vai tentar passar.
O custo do seguro de navegação no meio de mísseis atingindo hotéis. Hotel no Emirado dos Árabes em Dubai foi atingido no Qatar, Bahrein. Você tem ataques iranianos contra alvos civis. Imagina os navios, que é onde eles têm realmente leverage, alavancagem. Então o Irã precisa fazer poucas operações aqui para conseguir fechar. E é claro, né?
Isso vai provocar que os Estados Unidos tenham uma reação ainda maior, porque não é do interesse americano que o preço do petróleo suba demais. Vai subir porque o receio é quanto tempo vai demorar para reabrir, quanto tempo isso vai estar seguro. Uma das coisas que o Trump falou é que ele vai destruir a marinha iraniana. Claramente o objetivo de destruir a marinha é impedir que o Irã possa continuar ameaçando isso.
confronto aqui na Val. Isso vai interditar, vai atrapalhar o fluxo de petróleo. E isso vai causar algum abalo no preço. O ponto é que isso é uma medida, não é definitivo. Basta o Irã virar e falar assim, não, parei, parei de tentar fechar, parei de atacar. E aí a coisa volta ao normal. Então, aqui a gente pode ver que é uma
que ela pode ser recuada a qualquer momento. Claro que talvez os navios não vão no dia seguinte começar a navegar só porque o Irã falou. Vai ter que ter alguma garantia, alguma confiança de que isso está seguro. Mas a ideia é que essa retaliação iraniana não é a pior de todas, gente, do ponto de vista do impacto econômico no petróleo. Não é. Tem um cenário ou alguns cenários piores
esses para o preço do barril do petróleo, do que o fechamento. Imagina se o Irã decidir destruir e atacar instalações de petróleo e de energia em todos esses países. Porque, por enquanto, ele jogou míssil em hotel. E se ele resolver explodir refinarias nos Emirados, no Kuwait, na Arábia Saudita, no Iraque, se ele resolver fazer isso, aí a destruição é muito maior.
porque você explodiu, você vai ter que reconstruir, vai levar muito mais tempo. Tudo isso vai criar um problema maior. Então, enfim, vamos voltar aqui, que eu quero mostrar aqui Oman. Um lugar que não foi atacado pelo Irã foi Oman, que é esse país que está aqui na saída do Golfo Pérsico.
atacado porque Oman tem uma posição neutra, inclusive era quem estava mediando as conversas, as negociações entre o Irã e os Estados Unidos. Então, Oman está intacta. Já esses outros países todos, além de terem bases americanas, e essa é uma pergunta importante, por que o Irã está atacando esses outros países? São duas justificativas. A primeira é
Bom, esses países têm bases, são aliados dos Estados Unidos. Uma forma de retaliar é atacando eles. E supostamente ele deveria atacar somente as bases americanas e não outras coisas. Mas é claro que é guerra, então nem tudo é controlado e a gente nem sabe se isso é proposital. Se os ataques realmente aos outros países como Emirados, Bahrein, Kuwait, Catar,
porém, ataques propositais, aí o Irã está fazendo isso para criar um pânico e forçar com que esses países coloquem pressão nos Estados Unidos para que a guerra não continue. Entende? Então, eles querem, vão fazer uma pressão e vão falar, olha, Estados Unidos para porque ele está atacando a gente, vai destruir a nossa economia, o nosso país. Que loucura, eu não sou parte dessa guerra.
Trump ameaçou fazer essa primeira ofensiva alguns meses ou dois meses, um mês atrás, os países árabes do Golfo, todos foram contra e disseram você não pode usar as nossas bases, o nosso território para fazer esses ataques. Para o Irã, essa distinção não existe. Ah não, você tem uma base ali americana, mas você não deixou o avião decolar da sua base, você não deixou o avião decolar do Catar para... O Catar, por um acaso, é a sede do Comando Central
Então, a sede da quinta frota americana está no Bahrein e o Qatar é a sede do Comando Central, que é uma das divisões dos comandos americanos que dividem o mundo em vários comandos, áreas ou territórios. E o Comando Central, que cuida do Oriente Médio, está sediado no Qatar. Isso quer dizer que para o Irã não faz diferença. Ah, não, não deixou o avião decolar daqui do Bahrein, o míssil não foi lançado do Bahrein contra o meu país, o meu território.
Para o Irã, basta você ter a base e você ser um aliado que já é suficiente. E isso pode fazer os países árabes fazer uma pressão para acabar o conflito, mas pode também forçar eles a ter que tomar lado. E dessa vez, sair de cima do muro e dizer, olha, não, você tem base aqui, mas não pode usar a base, eu vou participar da guerra. Arábia Saudita, todos eles podem querer realmente entrar. Não tomaram essa decisão explícita,
mas pode ser que eles já decidam permitir ataques diretos dos países aqui. Muitos dos aviões americanos, dessa vez, ficaram em Israel, não é tão próximo do Irã, e ficaram em Israel porque esses países aqui não permitiram que os ataques viessem daqui. Um outro lugar que tem base americana é a Jordânia, a Síria também,
presença americana. Então, nenhum deles aceitou. E agora eles vão ter que tomar uma decisão. Nós vamos assistir isso nas próximas horas. Isso é parte da discussão de como ela vai acontecer e como que... Estou ouvindo aqui umas outras. O Irã disse que ele matou 201 pessoas até agora. Bom, então, assim, nós estamos nesse impasse aqui, entender como que o Irã vai continuar retaliando.
comentei também no meu vídeo curto ali que eu coloquei aqui, eu coloquei no YouTube, no Shorts e no Reels lá no Instagram, que o Irã, ele usou por volta de 500 mísseis, drones contra Israel na guerra no meio do ano passado. E agora ele restabeleceu seus estoques e ele tem milhares de mísseis e drones. Então, ele tem capacidade de munição pra levar essa retaliação por mais tempo, bem mais tempo.
O fato aqui é que agora ele precisa decidir o que vai fazer. Quanto mais o Irã continuar escalando, maior vai ser a justificativa e a necessidade dos Estados Unidos também resolverem essa situação de uma vez por todas e escalarem do mesmo jeito. Antes da guerra, existia uma discussão de que se o Irã queria fazer um acordo ou não com os americanos.
era que o Irã, no fundo, ele não queria um acordo, ele queria a guerra. Por quê? Porque simplesmente ele não acreditava que os Estados Unidos tinham boa fé na vontade de fazer um acordo e, no final das contas, as exigências que os americanos fariam para o Irã naquele momento de negociação eram exigências maximalistas.
Zero enriquecimento. Essa era uma exigência americana. Zero enriquecimento por parte do Irã. O Irã, pô, zero enriquecimento eu vou dar. Eu quero poder enriquecer. No argumento iraniano para fins pacíficos e civis para gerar energia. Mas eu quero enriquecer. Esse é um direito meu e eu não quero abrir mão. Os Estados Unidos já viravam e falavam assim, olha, nós não confiamos em você, você tem um programa nuclear escondido, não dá para você enriquecer. Você não pode enriquecer nada.
não tinha muito espaço, a posição de barganha iraniana era muito ruim. E os Estados Unidos iam querer mecanismos de verificação muito sólidos. E o Irã sabia que não ia poder entregar esses mecanismos, porque, no fundo, o Irã tem outro objetivo, que é, sim, ter uma bomba atômica. Então, para o Irã, a guerra talvez trouxesse uma situação melhor. Por que melhor?
os países árabes, por exemplo, falando não quero guerra, fechou meu espaço aéreo. O quanto que as economias hoje dos países do Golfo são grandes hubs de logística, de transporte. As maiores companhias aéreas do mundo estão todas localizadas aqui. Estamos falando de Emirates, Qatar, El Haddad. Todas essas companhias, elas partem do mundo inteiro desses países. Então, são grandes pontos de conexão.
com o planeta. São pontos logísticos também, você tem áreas financeiras, você transformou, os países do Golfo se transformaram em polos cosmopolitas de conexão entre o Ocidente e o Oriente, exatamente para eles estarem colocados meio que no meio, dependendo do ângulo ou do ponto de vista onde a gente olha do mundo. E a economia desses países vai parar. O Oriente Médio está parado agora. Os voos estão
cancelados, as pessoas estão com medo, recebi várias mensagens aqui de um monte de gente que está na região, brasileiros que estão no Qatar, estão no Emirados, muita gente me mandando mensagem, me mandando vídeos, contando coisas, perguntando com medo, o que eu faço, para onde eu vou, sai, eu vou para o Uman, tem todo tipo de situação de gente que está lá. Então vocês imaginam o efeito que isso tem nesses países. E o Irã está contando que aí eles colocam em pressão.
se tiver que ter uma negociação, um cessar-fogo, aí a posição de barganha do Irã melhora. Então, existe um lugar ou uma lógica que o Irã entende que faz sentido a guerra. E, claramente, os dois entendiam isso e por isso que nós estamos nesse lugar. E isso ficou agora mais claro, para mim, pelo menos está evidente. O Irã realmente também queria a guerra. Dado a resposta
que o Irã está tendo é um sinal. Por que eu falo isso? Porque nós podemos comparar com as outras ações militares americanas e israelenses. Então, quando o Trump, no seu primeiro mandato, ele matou o Soleimani, que era o líder da guarda revolucionária, ele simplesmente, o Irã retalhou como? Ah, o Irã foi lá e jogou um míssil telegrafado
combinado, numa base, avisando. Isso não era uma retaliação de verdade. Pra quê? Pra dar um save face, virar e falar assim, olha, tá bom, uma saída honrosa, já retaliei, mas olha como foi minha retaliação, não quero continuar. Isso aconteceu diversas vezes entre Israel e Irã. No ano passado, no começo, no meio do ano, no outro ano, todos os confrontos que a gente assistiu nos últimos dois anos, depois do ataque do Hamas,
outubro, entre Israel e Irã, a desescalada, a rampa de descida da escalada foi desse jeito. Foi exatamente os dois ali agindo dessa forma. Os dois sinalizando, os dois lados sinalizando que queriam acabar o conflito. Como é que você sinaliza isso? Você não escala. Você simplesmente faz um ataque simbólico, um ataque coreografado, você manda recado. Você não ataca dez, cinco outros, seis outros países. Você não faz isso.
E é isso que o Irã está fazendo. Então, está claro que o Irã também estava apostando que um conflito fosse melhor para ele. Tem uma outra coisa que o Irã também aposta, que é muito interessante, pouca gente fala sobre isso. A leitura do regime iraniano foi que na guerra do ano passado, no meio do ano, a população não se voltou contra o regime. E é plausível de acontecer isso.
tem um inimigo externo, as pessoas se unem. Isso é comum, porque o inimigo externo é diferente, não é iraniano. Ah, o regime é terrível para nós iranianos. Mas ainda somos iranianos. Contra quem? Ah, contra os israelenses, contra os americanos. Então, aqui no Brasil a gente está brigando. Mas se a Argentina começa a atacar o Brasil, bom, a gente deixa a nossa briga de lado e se une. E isso é um pouco do que o Irã aposta, que uma guerra maior,
contra Israel e contra os Estados Unidos, vai fazer a população se unir em pró da identidade iraniana, da nação iraniana, do país, contra o inimigo externo. Então, na lógica iraniana, a guerra faz sentido. E, claro, na lógica israelense, americana, também. Então, isso daqui não é uma guerra simplesmente
de reação, de defesa ou de problema, mas talvez uma guerra de consenso velado. Os dois lados querem guerrear, queriam guerrear, acham que a guerra é o melhor caminho para lidar com os problemas que têm colocados na mesa. Não é que eles querem guerrear por esporte, eles querem guerrear porque têm problemas, têm ameaças, têm riscos, têm situações reais graves que precisam ser tratadas.
posto e dado o que a gente está assistindo agora, fica claro que o Irã também queria fazer isso. Oi? Não se esqueçam de dar like, pessoal. Você já deu seu like? Dá o like. Tem um monte de gente que está chegando aí depois. Estamos com quantos? 25 mil? 25 mil pessoas ao vivo. Deem like aqui na live. Estamos falando do que está acontecendo agora. É um dos conflitos mais importantes desse século. Pode mudar o Oriente Médio.
demais. É muito relevante toda essa história e ela é uma continuação de um processo que nós estamos assistindo nos últimos anos. Primeiro o Irã se consolidando como uma superpotência regional, com um projeto bastante expansionista, com um ápice de sucesso. O Irã saiu, estava ali contido e aí ele conquista ou domina ou passa a influenciar totalmente o que acontece no Iraque.
depois da invasão americana, como isso passa a influenciar o Iraque depois da invasão americana na Segunda Guerra do Iraque em 2003, porque com a derrubada do Saddam Hussein, a maioria da população do Iraque é xiita, só que o Saddam Hussein era sunita. Então vocês imaginam, a composição étnica do Iraque estava invertida. Uma minoria dominava a maioria.
e a maioria é xiita. Só que os iranianos são xiitas. Então, o Irã sempre teve um problema. Ele não podia influenciar um país que era dominado por uma minoria anti-Irã. Porque, lembram, nós tivemos uma guerra, dez anos de guerra quase, entre o Iraque e o Irã. Saddam Hussein contra o Irã. Nos anos 80, essa guerra. E isso teve um impacto no Iraque.
derrubam o Saddam Hussein, aí então a maioria da população passa a ser chiita. E se eles são chiitas, eles naturalmente se alinham com o Irã. Então o Irã, depois de 2003, ganha um novo território. E que eu já expliquei isso pra vocês em diversas ocasiões, pra quem assistiu o vídeo que tem aqui no canal, que é a geopolítica do Irã. Se você não assistiu, você tem que assistir. Depois que terminar a live, você tem que assistir esse vídeo. Geopolítica do Irã. Tem geopolítica de Israel também.
Dois vídeos bem importantes para vocês entenderem a região. Tem também a geopolítica da Turquia. Três países bem relevantes. Na geopolítica do Irã, eu explico que, historicamente, o Império Persa, a civilização persa, só se torna um império quando eles conquistam e dominam um território adjacente ao seu, que é a Mesopotâmia, que é o Iraque. Por quê? O Irã é uma grande montanha, uma fortaleza montanhosa,
Então isso deu uma proteção ao longo da história para o Irã, mas também impede eles de saírem da fortaleza para projetar poder para fora. Como que o Irã conseguiu se tornar um império se ele está aprisionado dentro da sua própria fortaleza? Ele precisa conquistar esse território. Qual? Mesopotâmia. Isso daqui é uma plataforma de lançamento militar, uma plataforma de projeção, de extensão do território iraniano para ele projetar poder.
no resto da região. Se ele não tem a presença, o acesso, o controle, a tranquilidade com o Iraque, ele não consegue fazer isso bem. Quando o Saddam Hussein é derrubado, o que acontece? O Irã passa, então, a ter esse território disponível. E aí ele cria uma conexão terrestre entre a Síria e o seu país. A Síria já tinha uma proximidade com o Irã, o regime do Bashar al-Assad,
já era próximo do Irã, mas aí ganha ainda mais proximidade. E se você tem uma linha terrestre, uma conexão terrestre que conecta o Irã ao Iraque, à Síria, você consegue chegar no Líbano, onde está o Hezbollah, que também é uma milícia, um grupo terrorista xiita. Então, vejam, o Irã chega num ápice de potência. E essa potência vai mais longe ainda. Por quê?
um outro grupo aqui no Iêmen, aqui embaixo. E aí esse grupo está localizado na saída do Mar Vermelho, no chifre da África, e o Mar Vermelho se conecta com o canal de Suez. Além disso, o Irã consegue também ter uma influência sobre Hamas, e o Hamas já está dentro de Israel. Então, vejam, o Irã atinge um sucesso regional, geopolítico,
inimaginável. E aí ele está tão grande, tão forte, que ele parte para movimentos mais ousados. E o grande movimento, ou que desencadeia essa derrocada do Irã, esse processo de aperto que o Irã está passando, vem com o ataque do Hamas contra Israel. Aí Israel é surpreendida e precisa reagir. Quando Israel reage, a reação não vem só contra o Hamas,
vem contra o projeto iraniano, porque o projeto iraniano estava muito bem sucedido. E aí a história toda começa a virar de um jeito diferente, porque Israel começa a obter resultados contra o Hamas, explode o Hezbollah literalmente com os pagers no Líbano e ataca. E, aliás, ontem Israel fez algumas operações também aqui no sul do Líbano, atacando posições do Hezbollah para impedir ou para sinalizar para o Hezbollah. Não se meta na guerra, não venha defender,
o seu patrão, o Irã, porque você vai sofrer mais baixas ainda. E aí, então, Israel obtém vitórias contra o Hamas, contra o Hezbollah. O regime na Síria cai. Israel também consegue uma posição mais vantajosa aqui. Israel parte pela primeira vez para um confronto direto contra o Irã. Ataques diretos contra o Irã. E esses confrontos a gente assistiu no ano passado e no ano anterior.
e aí o Irã começa a ser abalado. E começa a ficar claro que o Irã está em uma posição cada vez mais fraca. E com isso o Trump olha para o cenário e as suas vitórias. Na política externa o Trump está conquistando várias vitórias. A primeira deles foi contra o Hamas ou a favor de Israel. Fazer o Hamas entregar os reféns e conseguir um cessar fogo. E um projeto ambicioso de mudar a Gaza. Isso é uma outra discussão mais complicada.
E o Trump obteve uma vitória inimaginável, impensável contra o Hamas. E conseguiu isso porque ele botou pressão em todos os países árabes, criou uma grande coalizão, trouxe Turquia, trouxe Catar, trouxe todo mundo, pressionou todo mundo, pressionou Israel também. E falou, olha, tem que acabar. E aí a coisa foi perdendo. O foco já não é mais Gaza. E o cerco foi fechando. E aí vem o ataque israelense. Quando o ataque israelense é bem sucedido,
Israel consegue eliminar uma série de figuras do alto escalão do regime e está talvez pronta para derrubar o regime, o Trump fala, não, derrubar o regime não, calma. Isso não, não deixou Israel derrubar o regime, mas entrou no ataque junto. E quando o Trump entra nesse ataque, é um ataque que o terreno já estava preparado. O Trump só vem com seus bombardeiros mais sofisticados e joga algumas bombas e volta. Acabou, então, um ataque limpo, seguro,
e os Estados Unidos participam. Então, mais uma vitória. E aí, depois, a operação que a gente assistiu no começo desse ano, que é a captura do Maduro, que é muito mais mirabolante, muito mais ousada e bem-sucedida de novo. Então, na cabeça do Trump, bom, o Irã está fraco, o Irã está nas cordas, está acuado, é melhor eu resolver esse problema de uma vez por todas. Eu já fiz outros três movimentos internacionais muito bem-sucedidos,
não? Então, o Trump tem uma convicção e talvez dê certo mesmo. Claro, a operação é mais ambiciosa, é maior, tem dois porta-aviões. Um deles está aqui, que é o Gerald Ford, que é o porta-aviões que é o maior do mundo. Eu comentei com vocês, postei aqui falando que o Gerald Ford está com problema nos banheiros. São 650 banheiros dentro do porta-aviões. É o porta-aviões maior e mais caro do mundo. Custou 13 bilhões de dólares, gente, para ser
E são 650, por volta de 650 banheiros, e a tripulação por volta de 5 mil militares. E o sistema desses banheiros é um sistema a vácuo que foi trazido de cruzeiros turísticos, que é um sistema tecnológico e moderno, e que foi pela primeira vez implementado numa embarcação militar.
uma manutenção. E claro, um cruzeiro não é igual um porta-aviões, uma máquina de guerra dessas. E os porta-aviões americanos, eles têm um prazo de operação. Eles são enviados para missões e combates em alto mar por seis meses. E esse é um prazo necessário para você fazer as manutenções na máquina, no equipamento, no porta-aviões e para as pessoas que estão lá dentro, vivendo lá dentro.
na Venezuela durou mais de seis meses. Esse porta-velo já está operando há oito meses. E agora que ele veio para cá, ele está desse lado, e o fato dele estar aqui mais distante é porque ele está operando na retaguarda como uma plataforma de defesa. A quem? Aos países todos árabes e principalmente Israel. Então, ele está posicionado aqui,
Ou seja, se o Irã tentar atacar Israel, ele está quase que atacando um porta-aviões americano. E também o porta-aviões é uma máquina de guerra com uma capacidade de combate imensa. Então essa capacidade está estacionada do lado de Israel para ajudar a defender Israel, ajudar a defender o espaço aéreo de Israel dos ataques iranianos. Porque na última guerra, uma boa parte das baterias,
dos mísseis que protegem Israel com o seu sistema, com o seu escudo de defesa todo, foi esgotada ou foi diminuída. Os americanos enviaram mais, mas a gente não sabe quanto tempo vai durar a guerra. Então, talvez não tenha. Então, a melhor opção ou uma opção para dar garantia e segurança foi estacionar o Ford aqui, o porta-aviões aqui. Esse que está com o problema no banheiro. E a história do banheiro é para mostrar para vocês
que esse porta-aviões, as pessoas, os marinheiros, eles estão exauridos. Provavelmente, agora que iniciou essa guerra, está se falando que esse porta-aviões vai ficar 11 meses em operação. Isso seria o recorde da Marinha Americana numa embarcação em operação em alto mar. Claro, tem um monte de gente lá dentro que está insatisfeita, está cansada, e isso atrapalha a capacidade
Quando os americanos atacaram o Iêmen, aqui, os Houtis, você tinha um outro porta-aviões americano que já estava há oito meses em operação, que era o Truman. E os americanos perderam caças nessa operação. E uma análise apurada, feita, do porquê esses aviões foram perdidos, abatidos, veio da alta intensidade e do cansaço
das operações. Então, um porta-aviões ficar tanto
tempo operando, traz problema. Por essa razão, provavelmente, que o Ford está na retaguarda e não na linha de frente. A linha de frente está aqui com o Lincoln. Ele está estacionado aqui, no Índico. Então, você tem esse primeiro para atacar. E, claro, você tem vários outros navios americanos aqui. Você tem submarinos, você tem todas as bases americanas que eu citei, nos Emirados Árabes, no Bahrein, no Catar.
Kuwait, Arábia Saudita, Jordânia, até Turquia. E tem a ilha também, Diego Garcia, que está por aqui. Não vou conseguir identificar porque ela é muito pequena. Mas é uma ilha onde pousam os aviões, os bombardeios grandes americanos. Então, os Estados Unidos trouxeram um grande contingente. São dois porta-aviões estacionados para essa operação. Isso aconteceu depois do ataque do 7 de outubro. Na Guerra do Golfo,
A de 2003 que eu expliquei para vocês, para vocês terem uma ideia, que foi a maior mobilização, mas aí houve uma intervenção militar terrestre, boots on the ground, soldados invadiram o Iraque, aí os Estados Unidos tinham enviado cinco porta-aviões. Mas a quantidade de aviões que estão para essa guerra nesse momento é muito substancial, é a maior em décadas,
tamanho do que aconteceu em 2003. Em termos de porta-aviões, não. Cinco contra dois, claro. Os Estados Unidos nem tem cinco porta-aviões operando normalmente. Os Estados Unidos tem, num total, onze porta-aviões. E, simultaneamente, em operação no mundo, deployed, são três. Ah, o que acontece com os outros oito? Estão em manutenção, estão passando por treinamento. As pessoas, os militares, precisam treinar.
constantemente, e essas máquinas precisam ir para manutenção. Uma curiosidade, o problema do vácuo no banheiro é que quebra um dos banheiros, e aí todos os banheiros daquela seção e região, porque estão interconectados a esse sistema vácuo, quebram também. Então, a equipe de manutenção do porta-aviões parece que trabalha 19, 20 horas por dia tentando consertar os banheiros o tempo todo. O sistema ideal para lidar com isso é um sistema de limpeza
químicos que são jogados na tubulação. Só que isso custa 400 mil dólares e só pode ser feito quando o porta-aviões está na sua base. Por isso que a manutenção é necessária. Essa é uma curiosidade aqui da operação. Oi? Bom, o Netenharro acabou de sair aqui com a notícia dizendo que... O Netenharro veio ao público e disse que nós temos sinais
de que o Khamenei is no longer, não existe mais, ou não está vivo. Isso não é uma confirmação da morte dele, mas se o Netanyahu está falando isso, é porque provavelmente o líder supremo realmente morreu, foi eliminado. Isso tem uma importância, assim, como eu falei para vocês, imensa,
da teocracia iraniana. Ele é o símbolo da revolução islâmica. Desde que a revolução foi implementada em 79, nós só tivemos dois líderes supremos, dois yatolás. O Kameini e o Khamenei. Então, são só esses dois e se ele foi morto nessa idade avançada, nós estamos chegando perto do fim do regime iraniano.
Claro que, o que eu disse, isso não significa que o regime caiu, porque até nos últimos anos o regime iraniano está deixando de ser um regime teocrático para se tornar uma ditadura militar. Ao longo dos anos, para o Khamenei se consolidar no poder, ele começou a trocar acesso e poder com a guarda revolucionária.
ele começou a desconfiar de todos os seus parceiros e líderes, tanto que vários outros e atolás, líderes religiosos dos clérigos, estão presos, ou estão monitorados, estão vigiados, estão proibidos de falar em público, uma série de coisas. Então, existe uma consolidação do poder em torno de uma única figura religiosa, claro, ele tem a sua polícia religiosa, ele tem uma série de coisas, a ideologia religiosa continua,
mas isso só é possível porque ele se associou, se aliou aos militares da guarda revolucionária, não o exército. O Irã tem duas forças militares, tem um exército, só que o exército sucateado, um fraco, e a guarda revolucionária. E o próprio nome já diz. Por que tem essas duas forças militares? Porque a guarda revolucionária não está ali para proteger o país, ela está para proteger a revolução, o regime.
ela é uma força militar de segurança mais forte do que o exército. E ela é assim porque ela quer proteger o regime, ela nasceu com essa função. Então, o Irã já não é tanto uma teocracia, ele é uma teocracia no papel, mas o grupo de poder que controla a economia, que controla o programa nuclear, controla até as atividades ilícitas dentro do país, é a guarda revolucionária.
de álcool. Quem é que vende o álcool contrabandeado, o álcool proibido? A guarda revolucionária. Então, a guarda revolucionária ela proíbe e ela lucra na economia normal, formal, na indústria do petróleo, nas outras atividades normais, na construção, mas ela também lucra na economia ilegal, na economia informal. Então, ela tem um domínio econômico, um domínio do uso da força. Ela é uma figura central nessa história.
Muitos líderes da guarda revolucionária, figuras importantes têm que ser eliminadas para aí o resto dos soldados olharem e falarem, bom, não adianta a gente resistir, é melhor a gente ter imunidade, que esse é um outro ponto. O Trump ofereceu imunidade total àqueles que entregarem as armas. Ou seja, vocês não vão ser condenados, presos, culpados por tudo que vocês fizeram desde 1979 até hoje,
ainda estão vivos, claro, mas todos que participaram desse regime. Bom, gente, eu quero fazer uma pausa aqui. Oi? Dá like antes, deem like aqui no vídeo e sigam o canal, você já segue, você não segue. Eu quero fazer uma pausa para falar agora do nosso novo parceiro e eu falei para vocês que é uma novidade e é uma coisa muito interessante, muito à frente, que poucos países do mundo estão
experimentando, lidando com esse tipo de tecnologia e agora chegou no Brasil. Esse parceiro, nosso novo parceiro, nós estamos fazendo um lançamento aqui. Ele não está totalmente operacional, mas eu vou convidar vocês a se inscreverem, conhecerem. Eu estou falando de uma plataforma de um mercado de previsão. Isso se chama VoxFi. E a VoxFi é um mercado de previsão.
de previsão, em inglês, são os prediction markets. Talvez vocês tenham ouvido falar disso. São mercados onde você consegue comercializar, negociar contratos sobre eventos do que está acontecendo no mundo. Eu perguntei aqui pra vocês, na live, se vocês acham que iria ou não fechar o Estreito de Hormuz, esse tipo de coisa. Se tinha um palpite, se achava que Israel e os Estados Unidos iriam atacar o Irã,
Você achava que era só os Estados Unidos? Você tinha certeza que era os Estados Unidos e Israel? Agora, com a VoxFi, que é o primeiro mercado de previsão nacional brasileiro que está sendo lançado. Nós estamos lançando aqui em primeira mão para vocês, gente. A plataforma não está totalmente operacional, mas nós estamos fazendo aqui uma abertura para vocês conhecerem e entenderem o que é. E se você tinha um palpite, se você...
fazer uma leitura do cenário, do que vai acontecer no mundo, agora você pode transformar isso em resultado econômico. Você pode comprar contratos, você pode negociar a sua percepção da realidade. E isso é muito interessante, te ajuda a se proteger de eventos que podem te trazer problemas, trazer problemas para o seu negócio, para a sua indústria, para o seu setor, trazer impactos ou problemas
problemas para a sua viagem. Tem uma série de situações que você pode imaginar que você prever o que acontecer e comprar um contrato dessa previsão te faz estar protegido. Eu estou falando aqui de um mercado real, como uma bolsa, como um mercado derivativo. O que é um mercado derivativo? De compra de dólar futuro, de soja futuro, de commodities futuro. O ponto é que aqui não são empresas
commodities, nós estamos falando de eventos, informações, notícia, e está aqui, essa daqui é a página, essa daqui não é a plataforma, gente, isso daqui é uma página que nós estamos fazendo um lançamento, estamos lançando no Brasil, isso já existe nos Estados Unidos, talvez alguns de vocês já conheçam, já tenham ouvido falar, muitos imaginam que não, nós estamos lançando aqui no Brasil um mercado de previsões
E aí você pode comprar os contratos e funciona aqui. Por exemplo, aqui colocamos uma simulação de um dos contratos para vocês trazerem as opiniões, os palpites de vocês. O Raminei vai deixar de ser o líder supremo do Irã até dia 31 de março? E aí 97%, sim ou não? Os eventos só podem ser sim ou não, gente. Então é um evento binário.
pergunta, ela vai acontecer sim ou não? 97% acredita que vai. É, e é óbvio que o preço desse contrato, essa realidade acabou de mudar, porque o Netanyahu, que é o líder de Israel, que todo mundo sabe, que é o primeiro-ministro, uma autoridade, uma figura, Israel tem capacidades de inteligência, fez um monte de operações, matou líder do Hamas, do Hezbollah, líder iraniano, matou um monte de gente,
e se ele está dizendo que o líder do Iran não está mais aí, nós estamos muito próximos dessa realidade. E olha que interessante, o mercado de previsão funciona de acordo com as informações, com a notícia, com a realidade. Então, não existe aqui uma distorção do preço desses contratos. Isso não tem nada a ver, gente, nada.
com bet, nada a ver. Isso daqui é um mercado onde o preço é definido pela probabilidade do acontecimento. E qual é a probabilidade? Ela muda de acordo com o quê? Com as informações de todo mundo. Não é informação só da notícia, é a informação de todas as pessoas que têm algum conhecimento. Então, todo mundo que acredita numa coisa de verdade vai lá e investe naquilo, compra um contrato. E aí, 3% acha que não,
Oi? Isso. Então, gente, essa daqui é a página. Eu vou deixar um link aqui com QR Code. Tem o link na descrição também. Tem uma promoção. Como não está funcionando totalmente, nós estamos fazendo uma promoção especial para vocês. Seu primeiro lançamento, primeiro momento que se fala disso no Brasil. E vocês vão ser aqui privilegiados. As primeiras quantas? As primeiras mil pessoas, gente.
que entrarem, se cadastrarem. É, tem 21 mil pessoas agora na live, né? Então, as primeiras mil pessoas que entrarem, elas vão ganhar o dobro do depósito. Se você comprar um contrato de R$10,00, é, se você colocar R$10,00 aqui no contrato do sim ou do não, você vai ganhar o dobro. Você vai ganhar mais R$10,00. Se você colocar R$100,00, a plataforma
máximo 50. Se você colocar 50, a plataforma vai te colocar mais 50 reais. Só para os primeiros mil. Então, você tem a capacidade agora de investir, de prever, de entender e colocar a sua compreensão do mundo para teste e para resultado econômico. Então, aproveitem, se inscrevam. Tem outros três contratos, não sei se
Então, aqui é a explicação. Explorar os mercados. E aí, vamos lá, né? O Irã fecha o Estreito de Hormuz até 31 de março? 50% acha que sim, 50% acha que não. As forças dos Estados Unidos estarão no Irã até 31 de março? 66% acha que não e 35% acha que sim. Deixa eu explicar um ponto interessante aqui para vocês, gente. Isso daqui não é igual pesquisa de opinião pública, tá? Isso daqui é uma ferramenta de previsão.
Por quê? Porque você agrega informações de todo mundo. E não é uma opinião qualquer. Se você está disposto a investir ou negociar um contrato disso, é porque você realmente acredita naquilo que você está falando. Se eu virar para você e falar, o que você acha? Dar uma opinião qualquer é diferente de você colocar isso num contrato. A hora que você coloca num contrato, você só fala aquilo, você só acredita naquilo.
tem uma convicção, você tem um embasamento. Então, é uma plataforma muito transparente que funciona na base de análise, de conhecimento, de informação. E tudo que vocês acompanham aqui no canal comigo é fundamental para você conseguir participar de um mercado como esse. Porque você tem informação real, você tem análise aprofundada, você tem reflexão.
baseado em conhecimento, em lógica, em informação, em reflexão. E não, ah, é chute, eu acho, não é isso. Isso daqui é uma coisa séria, foi criado esse tipo de mercado no mundo para você lidar com eventos grandes que têm impactos gigantescos, gigantescos, essa guerra pode ter um impacto gigantesco, todos os eventos podem ser, você consegue prever eventos, e prever eventos tem um valor econômico gigantesco,
gigante. Ainda mais quando a gente vive na era da informação. Informação tem valor. E aqui a gente consegue tangibilizar e ter clareza desse valor. E não é porque, ah, é a opinião. Isso daqui não é opinião. Não é pergunta qualquer não, gente. Isso não é, quando fala 35%, esse 35% vale muito mais do que eu fazer uma enquete no meu Instagram e as pessoas responderem. As pessoas respondem qualquer coisa. Se eu estiver errado, dane-se. Na hora que você tem um
que você colocou investimento ali, você não fala qualquer coisa. Então, esse 35% é muito mais sólido. Óbvio que isso daqui está suscetível a mudar de acordo com as notícias mudando. Por isso que estar conectado, estar informado tem um valor. E tem um valor ainda mais para você se proteger de eventos, para você usar o seu conhecimento com um resultado econômico. A plataforma é fantástica. Tem outras aqui, né?
cessar fogo entre a Rússia e a Ucrânia até 30 de junho? Sim, 18, 83. Os Estados Unidos comprarão a Groenlândia em 2026? 18% diz que sim, 83 não. E aí, claro, Donald Trump vai ganhar o Nobel da Paz, aí tem os assuntos outros normais, que não são os assuntos de política internacional, o Neymar vai para a Copa ou não, tem um monte de coisa. Mas aqui está uma demonstração, essa não é a plataforma,
é muito legal. Eu tenho experimentado há algum tempo já. Está muito bem feita. Então, eu convido vocês para entrarem. Usem o meu cupom ROC. Escreve ali ROC. Você vai ganhar um bônus de 100% do que você colocar. Até R$50. Se você colocou R$50, você vai ganhar mais R$50 nas operações que você fizer dentro da plataforma. Isso daqui, gente,
está gigantesco nos Estados Unidos e pelo mundo. E esse é o primeiro mercado de previsão do Brasil muito sério. E isso daqui é totalmente diferente das outras coisas que vocês já ouviram falar por aí. Então, entra aqui, o link, QR Code, está tudo aí na página. Lembra, os mil primeiros. Corre lá, se inscreve e ganha essa promoção. Quando a plataforma começar a funcionar, você vai conseguir usar esse dinheiro.
pra comprar os contratos no que você acha que vai acontecer no mundo. Deixa eu falar aqui um pouco do eixo das ditaduras. Bom, vamos pra aquela ali. Eixo das ditaduras, gente, o que o pessoal quer saber? Ah, tá. O eixo das ditaduras vai ajudar o Irã, né? E aí todo mundo já deve estar nessa história. Eu esqueço que toda vez que tem uma guerra, todo mundo já começa, pronto, acabou, é o fim do mundo, é a terceira guerra mundial. Vocês sabem que eu falo muito, explicitamente,
Quem falou isso? Segundo a Reuters, o governo de Israel disse que encontrou o corpo do Khamenei e ele está morto. Então, vamos levar isso como fato ali, pronto. Agora, se a gente voltasse ali para o mercado, estaria 100%. E se for comprovado, e claro, esses contratos têm regras de como verificar a comprovação, por exemplo, 100% o pagamento é efetuado porque o evento aconteceu.
Então, se o evento não acontece, é zero, e se o evento acontece, é um. E a gente estava em 97, agora se o evento aconteceu, então é um. Então, uma notícia nova, uma informação nova mudou o mercado e, nesse caso, esse contrato seria ou será encerrado, porque ele foi realidade. Bom, então é uma realidade? Agora a pergunta começa a ser quem assume o poder no Irã.
poder nesse momento. A situação está bem ruim para o Irã. Não para o Irã, né? Na verdade, para o Irã, a situação está esperançosa. Nunca esteve tão esperançosa. A situação está muito ruim para o regime iraniano. A guarda revolucionária está acuada, cercada e provavelmente Israel está com os alvos selecionados, sabe onde eles estão, tem inteligência,
Essa não é uma operação simples de apenas bombardear um lugar, existia uma inteligência prévia para acertar isso. Durante meses se falou que o Kamenei estava dentro de um bunker, por razões óbvias, escondido, e como que ele não estava no bunker dessa vez, e se ele estava no bunker e mesmo assim foi morto, quer dizer que Israel tinha informações, sabia onde ele estava, conseguiu fazer uma operação bem sucedida,
bem sucedido, tudo isso mostra que o Kaminei, então, que o regime iraniano está comprometido. Existe uma outra possibilidade aqui, dado essa confirmação do primeiro dia de ataque que o Kaminei foi morto e o sucesso, são possibilidades, gente. Nós não sabemos, as coisas estão se desdobrando, nós não temos todas as informações, mas existe uma possibilidade aqui,
talvez até de uma negociação com o resto do regime, nos mesmos moldes do que foi feito na Venezuela. Tirou-se o Maduro, o regime permaneceu, mas aí o regime permaneceu com a seguinte ideia de que ele iria cooperar. Não acho que o Irã é igual à Venezuela, isso não é fácil de ser feito da mesma forma. Por quê? Porque a guarda revolucionária é muito mais ideológica.
tão ideológico. A Rodrigues, por exemplo, é uma pessoa menos ideológica, ela é mais pragmática, ela tem mais medo, a guarda revolucionária é mais radical, é uma guarda militar, é uma força militar. Então, talvez tenha que limpar muito mais gente da guarda revolucionária para que se sobre alguns e não tenha um colapso total do governo e do país, que esse é um receio gigante dos Estados Unidos e dos países árabes.
eles não gostariam de ver o Irã desgovernado, sem ninguém no poder, porque isso provocaria uma série de movimentos separatistas. Deixa eu voltar aqui para essa tela grande. O Irã, ele não é composto somente de persas. Então, os persas é um grupo étnico dentro do país. Você tem aqui, no norte, na fronteira com o Azerbaijão, uma concentração imensa de Azeris.
são o povo étnico do Azerbaijão. Na verdade, 25%, 20% da população do Irã é de Azeri. O próprio Khamenei, o Khamenei, ele é Azeri, ele não é persa. Aí você tem os balutes, aí você tem os árabes, tem árabes iranianos, aí você tem os curdos também aqui, você tem
Tsunzo, você tem uma série de grupos étnicos colocados e espalhados pelo país. Isso significa que um Irã desgovernado, colapsando, provocaria uma grande separação e uma ruptura da nação. E aí vários outros grupos iam se separar e querer se juntar. O sonho do Azerbaijão é recriar o grande Azerbaijão. Esses 20% aqui que estão no Irã, 25%, se juntarem com o Azerbaijão e virarem um único Azerbaijão.
O sonho dos curdos é se juntar com os curdos do Iraque, da Síria e da Turquia, que é o maior povo apátrida. É o maior povo que não tem Estado. Eles se juntarem e formarem um Estado. Existe um receio muito grande que o Irã siga o caminho do Iraque. Claro, é diferente. O Iraque é um Estado artificial, reconstruído depois. Basta ver a fronteira aqui, tudo reta. O Irã não. O Irã é uma civilização milenar.
ele tem uma história, ele tem essa cola identitária, mas é uma cola identitária também construída na modernidade na base de muita repressão. Primeiro o Shah, a monarquia, reprimia para manter todo mundo unido, para não ter separação. Depois a República Islâmica faz a mesma coisa. Na guerra com o Iraque, aí tudo bem.
idade iraniana se consolidou, mas depois terminou a guerra e eles começaram a brigar de novo. E dada a repressão toda que tem no país, muitos desses não querem mais ficar ali, querem sair, querem ir para outros lugares, querem ser autônomos, querem ter autodeterminação, se governar. Então tem essa preocupação de que o Irã não colapse. Por essa lógica, não necessariamente os Estados Unidos podem ir de uma forma inconsequente para a derrubada do regime.
E certamente algum tipo de canal e negociação está aberto nesse momento para falar. E aí? Se vocês aceitarem uma transição, se vocês abdicarem de tudo que a gente quer, talvez a gente não continue os ataques. Óbvio que para Israel é diferente. Uma guarda revolucionária vai continuar sendo um inimigo de Israel. E Israel está na vizinhança, faz parte da mesma região, está perto, tem todo um...
uma problemática maior. Embora, para os Estados Unidos, talvez não seja interessante ir até a última consequência. O fato é que o fim do Kaminei é o fim dos Yatolás. Então, basicamente, nesse momento, a teocracia iraniana está falindo, colapsando. O que está sobrando é uma ditadura militar controlada e comandada pela Guarda Revolucionária.
Então nós estamos fazendo uma transição final de regime, como eu estava explicando para vocês, isso já vinha acontecendo nos últimos tempos, de uma forma faseada, já estava dado isso, pela forma como o Kaminei se posicionou, o que ele trocou, o que ele ofereceu para a Guarda Revolucionária em troca de proteção, em troca de se consolidar no poder, em troca da paranoia toda com o Ocidente, com inimigos estéticos,
que é um DNA do regime islâmico iraniano. Uma paranoia com atores externos, com uma tentativa de derrubá-los. Isso é bastante importante. Mas eu estava... Eu ia falar, então, do eixo das ditaduras. Se o eixo das ditaduras vai ou não ajudar o Irã. E eu diria que não.
Eu gravei um vídeo sobre isso recente, explicando o que eles fizeram na Venezuela, como não fizeram nada na Venezuela e por que não fizeram. Porque assim, pessoal, a Rússia, ela está aqui preocupada com a Ucrânia. Ela mobilizou o país, ela está numa guerra gigante contra a Ucrânia. O foco da Rússia é a Ucrânia. Ela está perdendo soldados, ela está perdendo dinheiro, ela está perdendo munição. Ela começou isso daqui e ela tem que obter esse resultado.
para a Rússia do que a base na Síria, tanto que a Rússia abandonou a Síria. Abandonou não, a base está lá, mas abandonou o Assad. Quando viu que o Assad ia cair, ele não mandou tropas para salvar o Assad. Por quê? Não tem condição. Falou para o Assad, bom, você pode vir morar aqui se quiser, mas eu não vou mais te ajudar, não dá mais. Isso não dá para ser o meu problema. A Rússia abandonou a Armênia quando o Azerbaijão foi atacar a Armênia.
a Rússia abandonou a Venezuela quando foi atacada. Isso significa que a Rússia tem outras prioridades, outros focos. Ah, é importante ter um eixo de aliados? É. Mas o que é a prioridade número um para a Rússia? A Ucrânia, a Europa, não é o Oriente Médio. E a China? A China menos ainda, né? A China está preocupada com Taiwan. Está aqui. Ela está preocupada com Taiwan. É Taiwan que interessa.
Ela está se preparando para isso. Aliás, temos poucos meses até o prazo do Xi Jinping, que é, a partir de 2027, o exército chinês tem que estar pronto para tomar Taiwan à força, se necessário. Estamos em 26, já entrando em março, terceiro mês de 26. Então, é o momento que a China está mais focada e dedicada, onde a tensão com os Estados Unidos está no ponto mais alto da sua história, de todos, com questões de moeda, de comércio,
Inércio, financeiras, várias outras frentes estão abertas de confronto com os Estados Unidos. A corrida tecnológica da inteligência artificial. Taiwan, a China, menos ainda, porque a China não faz isso em lugar nenhum. A China tem uma postura muito mais distante. Claro, a China é que compra todo o petróleo do Irã. O Irã vende por volta de 1,5 milhão de barris de petróleo. Tudo que ele exporta vai só para a China.
Ultimamente até parou de comprar do Irã. Então, parou não. Está diminuindo e comprando mais da Rússia. Mas é aí que está. A China pode comprar de outros. Ah, então ela não vai comprar mais da Venezuela. A Venezuela não produz nem um milhão de barris por dia mais. De tão sucateada que estava. O Irã é um e meio. A China não vai vir resgatar o Irã. Nada vai acontecer isso daqui. Não vai virar a terceira guerra mundial. Não vai.
Não é esse o ponto da Terceira Guerra Mundial. E, repito, eu sempre explico para vocês que sim, nós estamos caminhando para a Terceira Guerra Mundial e eu acredito ser algo inevitável. A não ser que a gente tenha alguma outra coisa muito maior que impeça a Terceira Guerra Mundial, como o domínio das máquinas sobre a humanidade, que é uma super inteligência e aí aqueles cenários de exterminador do futuro,
coisas do tipo, caso contrário, nós estamos sim caminhando para a Terceira Guerra Mundial. Mas isso é um processo e as peças estão sendo posicionadas para isso. Mas isso não vai acontecer, isso não acontece num gatilho, nós não chegamos nesse ponto ainda. Esse gatilho não é o ataque contra o Irã. Esse gatilho pode ser o ataque da China à Taiwan. Esse sim pode ser o gatilho.
cerco a Taiwan naval, começar a posicionar ativos navais, embarcações militares próximos de Taiwan, aí nós vamos estar aqui, vou estar aqui fazendo uma live para vocês, e aí quando vocês me perguntarem, ah, Roque, nós estamos chegando perto da Terceira Guerra Mundial, aí a minha resposta vai ser, sim, estamos próximos. Mas aqui, não. Esse confronto não é com a China, a China e a Rússia, por mais que
próximos do Irã, o regime iraniano é o mais distante dos dois, é o mais estranho, é o mais diferente, uma teocracia religiosa islâmica. Tanto a China quanto a Rússia têm problemas com o Islã nos seus territórios, no seu país, com forças de resistência, fundamentalismo, ou não, ou só o domínio. A relação não é tão simples assim. Existe um alinhamento ditatorial, ideológico,
no sentido de ser uma potência revisionista e se ajudarem, mas se ajudar diante da guerra, dessa máquina de guerra americana? Não. E aí o Trump acerta. Ele erra em ser muito leve com o Putin, com o Xi Jinping. Não é que ele erra, mas ele dá espaço para os dois que não deveria. Muito mais até com o Putin.
mais duras e tal. Mas ele não é nem um pouco leniente com as outras peças mais fracas, como Irã, Venezuela, Hamas, até Coreia do Norte, que anda quieta ultimamente. Mas essa é a relação com o eixo das ditaduras. Vamos abrir para umas perguntas? Só lembrar para todos, pessoal, as perguntas vêm do Rock Academy.
o meu aplicativo. O que tem no meu aplicativo? Cursos aprofundados. Se você acha que tem bastante conteúdo aqui, tem vídeos incríveis, você gosta do que você assiste aqui, então imagina o que você pode encontrar no Rock Academy. É mais conteúdo, muito mais aprofundado. Não sou o único professor, tem outros professores e tem uma sessão, uma área do Rock Academy que se chama Bunker do Rock. E o que tem no Bunker do Rock? Um feed de notícias em tempo real
tudo o que está acontecendo no mundo. Ou seja, você quer acompanhar tudo o que está acontecendo? Então, você tem que ir para o Rock Academy. Você quer estudar? Você quer fazer curso? Você quer entender a geopolítica? Você já percebeu que a geopolítica está determinando para onde vai a economia, para onde vão as finanças, para onde vai o comércio internacional, para onde vai a tecnologia? Vocês estão assistindo o que está acontecendo com a disputa do Claude, da Antropic,
Isso é o centro, o cerne da discussão de geopolítica e inteligência artificial. Todos esses assuntos mais aprofundados vão te ajudar a ter informação relevante, vão te ajudar a ler o mundo melhor, inclusive até para você participar de um mercado de previsões como a VoxFi, que é o nosso parceiro que está sendo lançado aqui, como eu comentei com vocês e apresentei, e falei da oportunidade única. Então, quem ainda não foi lá, volta lá,
e se inscreve que você vai ganhar a oportunidade de ter o seu investimento dobrado ali. Deixa eu ver aqui a primeira pergunta. O André Gustavo pergunta o seguinte, professor, os ataques podem se estender até quando? Boa pergunta, André. São dois fatores que eu estou olhando para responder essa pergunta. O primeiro é a intensidade,
da retaliação do Irã e até agora a intensidade dada mostra que o conflito pode se estender não por dias, mas talvez semanas. Mas não adianta só o Irã ser capaz de fazer isso no primeiro, segundo, terceiro dia, se logo no primeiro dia o líder supremo já é morto, já foi morto. Então tem um outro elemento a ser considerado que é simplesmente a capacidade do regime iraniano se manter de pé.
Inisse as operações, basicamente, eu diria, israelenses, óbvio, junto com a força americana. E essa é a efetividade dessa ação até agora. O que está combinado aqui desde o começo, que foi diferente da outra vez. Da outra vez, Israel foi sozinho e começou a fazer tudo. E aí, no final, os Estados Unidos entrou. Dessa vez, os dois vieram juntos desde o começo. Israel está trazendo os seus ativos de inteligência, os seus ativos de informação,
de penetração dentro do regime iraniano e usando a força e a potência da máquina de guerra americana. Essa combinação é muito efetiva, dado que no primeiro dia de ataque o líder supremo foi morto. Se isso continuar nessa atuada, a guerra não deve durar muitos dias também. Mas isso a gente tem que ver se os próximos alvos que mantêm o regime de pé vão conseguir sobreviver. Eu diria que esses são os dois fatores. Vamos falar aí, vamos chutar.
Isso é um chute, porque cada notícia nova vai mudando, mas vamos falando aí, vai de uma semana a três semanas, mais alguns dias talvez, se não for uma semana quanto, mais dois, três dias, se nos próximos ataques começar a morrer muita gente da guarda revolucionária, a gente começar a ver pessoas saindo às ruas, aí eu acho que a guerra encerra. O Igor Cabrera Marques pergunta,
Então, acho que eu comentei isso, Igor. Eles têm duas opções. Ou eles vão pressionar os Estados Unidos para acabar a guerra, que eles estão com medo, ou eles vão ter que tomar lado. E, para eles, só faz sentido tomar lado se o regime iraniano for cair. Agora que foi confirmada a morte do Yatollah, eu diria que eles estão mais inclinados a tomar lado e querer que o regime acabe de uma vez por todas. Acho que isso seria o melhor.
Eu sei que eles tenham muito temor do Irã colapsar e virar uma grande guerra civil, um grande tumulto. Isso seria algo que resistiria a eles. O Jonathan Frade pergunta, professor, em junho e julho tem a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Se essa guerra durar até lá, o Irã não poderá usar ataque terrorista nos territórios dos Estados Unidos? Olha, eu não acho que dura até lá. É muito tempo isso. Não vejo isso acontecendo.
que é fácil hoje fazer ataques terroristas dentro do território americano. Os americanos, isso aconteceu quando eles foram pegos de surpresa. Claro, a gente teve vários outros ataques pontuais, menores, lobos solitários da vida, isso pode ter, mas eu não acho que isso é tão disruptivo e a Copa do Mundo vai ter uma segurança bem grande. Não vejo isso como um problema ou algo possível. A Claudinha Zani pergunta,
você enxerga a possibilidade do herdeiro do trono, o Palavi, ser acolhido para retomar as rédeas. Existe essa possibilidade, Cláudia. Eu não descarto ela. Eu não acho que ele é uma figura com muita legitimidade no geral, porque ele está fora, mas a gente tem que lembrar que o líder supremo, quando deu o golpe e iniciou a revolução, ele também não estava lá.
E ele chegou e governou o país. Talvez o herdeiro da monarquia seja uma opção de alguém que vai ser uma figura para fazer uma transição. Ele tem dito que esse é o objetivo dele. E acho que faz sentido. Ele está fora, foi criado fora, tem uma outra visão de mundo, não tem a estrutura pronta para um projeto de poder.
dele. Se ele fizer isso, eu não acho que isso seria ruim para o Irã. Tem uma figura ali que organiza e fala, não, tá bom, esse cara tem uma história de legitimidade, mas é temporário. Porque se ele falar que ele vai ficar, aí vai criar vários outros grupos de resistência a ele, porque a história da monarquia não é uma história positiva também. Ok, o Irã estava modernizado, estava se abrindo, mas tinha muita repressão interna, tinha muito controle, tinha muita coisa acontecendo
O Kaiser Jr. diz o seguinte, professor, o senhor acha que com a queda desse regime iraniano, outro ainda pior pode assumir? Olha, pior seria a guarda revolucionária, mas eu não acho que nem os Estados Unidos nem Israel vão deixar isso tão fácil para a guarda revolucionária e aí eu não vejo nada de tão pior. Aí qualquer coisa que venha de ruim é menos ruim do que a teocracia islâmica e a guarda revolucionária.
aqui o Diogo, professor, por tudo que o Mossad fez desde a aniquilação ao Hezbollah até as ações clandestinas em outros países que nós conhecemos, não podemos dizer que o Mossad pode estar por trás da captura do Maduro? Na verdade, não, porque isso não é um assunto para o Mossad, entendeu? Assim, ok, Israel tinha interesse que a Venezuela não tivesse a presença do Hezbollah ali na Venezuela,
Tinha. A guarda revolucionária estava no Irã? Sim. Israel pode ter algum tipo de presença ou de informação de ativos, de inteligência, de assets colocados na América do Sul? Pode, mas a América do Sul não é o lugar que Israel direciona a maior parte dos seus recursos, porque, óbvio, Israel lida com ameaças muito mais perigosas,
em muitos outros lugares. E as pessoas se esquecem que Israel é um país muito pequeno, com recurso e um orçamento muito limitado e que tem operações e ações muito efetivas. O que isso significa? Significa que Israel não tem como direcionar recurso para ser tão efetivo em tantos lugares do mundo. Agora, tem que ser ultra efetivo com o Hamas. Por exemplo, já não foi no 7 de outubro. Tem que ser ultra efetivo com a Síria.
Foi. Tem que ser ultra efetivo com o Hezbollah. Foi. Tem que ser ultra efetivo com o Irã. Foi. Então, Israel está preocupado em direcionar os seus recursos escassos e a sua mão de obra escassa. É um país pequeno, com uma população pequena, com um número de agentes pequeno proporcional ao país e que tem que escolher onde que vai se infiltrar, onde que vai colocar, onde que vai direcionar esses recursos e essas pessoas. Os inimigos imediatos, diretos da sua região. E esses inimigos são muito sérios.
Então, Israel está direcionando seus recursos para isso e não para o Maduro, que não é um problema de Israel. Está muito longe de Israel. Isso é um problema para o Brasil, né? O Brasil deveria ter a abinha ali. O Shigeio Isotani. Acho que eu falei certo. Depois você me corrige se eu estiver errado, Shigeio. Qual a posição do Brasil em relação a esse ataque? Eu vi algumas notícias dizendo que o governo brasileiro repudiou os ataques.
relação com os Estados Unidos e Israel, o Brasil tem essa tendência, esse apreso a eixo das ditaduras. O Brasil tem se aproximado diplomaticamente cada vez mais. É uma política externa ideológica. O Brasil quer estar do lado do Irã, do Hamas, da China, da Rússia e quer estar contra o Ocidente. Isso já custou, em 2025, sanções, tarifácio e uma crise
e diplomática política com os Estados Unidos. Parece que o Brasil aprendeu, Trump e o Lula se reaproximaram, foram colocados próximos, saiu dali alguns acordos, e o Lula baixou o tom. Mas não é que ele nunca mais vai falar nada, porque nem tem como ele fazer isso para a sua base, para o seu posicionamento político, ideológico. E a gente assistiu isso na Operação do Maduro. No primeiro dia, o Lula fez um comentário,
criticando a operação americana, mas depois também se calou, não falou muito mais. O Lula fez um comentário, o governo brasileiro comentou o assunto, criticou o ataque americano e israelense e defendeu o Irã. Qual é a intensidade que vai se falar disso, não sabemos. Acho que o dado que aconteceu na Venezuela, como o Lula tem respondido, acho que ele está entendendo que não dá para ficar
provocando os Estados Unidos, ainda mais agora que o Brasil está com a possibilidade de resolver, ainda mais no eleitoral, não sei, depende do que ele lê, do que as pesquisas, do que as estratégias do PT dizem, como que ele pode se posicionar e que tipo de problema ele pode causar. Eu acho que causar problema agora com os Estados Unidos pode manchar a imagem do que ele quer vender na sua reeleição. Então, acho que foi uma crítica pontual, a gente já sabe qual é a posição do governo do PT,
PT e do Lula em relação ao eixo das ditaduras, em relação aos Estados Unidos, em relação ao mundo ocidental. O Brasil, apesar de ser um país ocidental e democrático, parece que detesta o Ocidente e as democracias e trai a sua própria essência, seu próprio DNA. Mas eu não acho que vai ser como era o Lula em 24, o dia inteiro, só falando contra o dólar, ou até partes de 25, até o Trump
impor o tarifácio, as sanções e as outras crises. Acho que a coisa... Ele baixou um pouco a bola. Tá bom. O Amiv. Amiv. Pergunta o seguinte. Com a morte do líder supremo, o Irã vai retaliar? Deveria, mas a retaliação é mais do mesmo, né? É continuar lançando mísseis contra todo mundo, é fechar o estreito de Hormuz cada vez mais e continuar fazendo tudo o que ele pode. Mas eles também estão na defensiva.
Estão recuando. Por quê? Porque tem ataque vindo toda hora de todos os lados. Então é um bom indicador. A gente vê que tipo de resposta o Irã continuará dando ou dará a morte ou a notícia confirmada da morte do líder supremo. Mas estamos vivendo história, né, gente? O Kaminei está no poder.
anos, né? E a Revolução Islâmica é desde 79. O regime do Maduro e do Chaves foram 26 anos no poder. Tem coisas muito relevantes acontecendo no mundo e eu falei recentemente sobre várias das mudanças. Com a perda de poder do Irã, o Oriente Médio vai ter uma reconfiguração. E se não existe
o projeto iraniano, e vamos voltar aqui para o mapa para todo mundo. Se não existe o projeto iraniano, a gente está vendo se formar outro tipo de aliança. Fiz um vídeo sobre isso, mas vou comentar aqui com vocês. Ainda não publiquei esse vídeo. Antes de acontecer o ataque, anteontem, o Modi, o primeiro-ministro da Índia, estava em Israel. E o Modi é a primeira vez que um líder indiano
visita Israel. A Índia não tinha relações diplomáticas com Israel e era muito próxima da causa palestina. Com a chegada do Modi no poder, isso começou a mudar. E com o ataque do Hamas contra Israel, o Modi se aproximou ainda mais de Israel, se solidarizou. Por quê? A Índia lida com a ameaça fundamentalista islâmica do Paquistão. Os terroristas paquistaneses atacam a Índia. E nós tivemos uma guerra.
são potências atômicas, quase um conflito nuclear. O Trump disse que ele que resolveu, que trouxe a paz. Não foi ele que resolveu. Essa é uma jogada de marketing. Ele está resolvendo outras coisas. Sim, ele está resolvendo algumas coisas. Outras ele não está e ele fala que ele resolveu. A gente tem que entender o que é narrativa, discurso político e o que é realidade. Hamas, o que ele fez com o Hamas é realidade. Ah, ele que resolveu a guerra entre a Índia e o Paquistão? Não. Os dois resolveram recuar. Os dois tem bom batom.
que eles não querem começar uma guerra nuclear. Mas, enfim, então a Índia veio aqui para Israel. E aí, então, Israel está muito próximo da Índia. E Israel também está próximo da Etiópia e da Somália e Alândia. Somália e Alândia aqui, esse pedaço do chifre da África, que é uma extensão da Somália, que se declarou um país independente. Israel foi o primeiro a reconhecer. E, claro, tem alguns países que não estão gostando disso. A Arábia Saudita não está gostando disso. A Turquia,
A Turquia apoia a Somália, não está gostando disso. Então, o que eu estou falando aqui? Tem uma reconfiguração acontecendo no Oriente Médio. Então, são dois novos blocos que estão surgindo. De um lado, você tem um bloco que tem a Grécia, aliada de Israel, e lidando com problemas com a Turquia. A Grécia e a Turquia são arqui-inimigos, rivais. Então, a Grécia está junto com Israel para lidar com a Turquia. A Turquia está se tornando, ou querendo ser,
o inimigo número um de Israel depois do Irã, e agora com o Irã indo para esse lugar cada vez mais fraco, a Turquia pode substituir esse lugar do Irã. A Arábia Saudita, que estava bem pragmática, que parecia que estava se aproximando de Israel com o Acordo de Abraão, era a peça central, a peça mais importante do Acordo de Abraão, não veio o Acordo de Abraão. A Arábia Saudita não entrou nele. E poucos hoje acreditam que o acordo vai sair com a Arábia Saudita. Então a Arábia Saudita também não está gostando,
Desse grupo aí, ela tem outros interesses aqui na África, no Sudão do Sul, Etiópia, Sudão, Iêmen. E do outro lado, você tem o Emirados, que sempre teve debaixo do guarda-chuva da Arábia Saudita e que assinou o Acordo de Abraão com Israel. Então, o Emirados está mais próximo do Israel. Então, vamos lá. Grécia, Israel, Emirados, Índia, estão formando um eixo, uma aliança.
está sendo formada com Turquia, Arábia Saudita, Paquistão e o Egito numa escala menor. E esses países estão brigando pela influência dentro da Síria. A Síria vai tomar que cara? Ela vai estar do lado de quem? E a Etiópia? E o Sudão? E a Somália? E o Afeganistão nessa história? Então, já está se desenhando uma outra coisa com o vácuo da importância.
da relevância do Irã. O Oriente Médio sempre vai estar altamente geopolitizado, mas essa mudança do Irã pode significar muita coisa para a região num curto prazo bem relevante. A gente tem que acompanhar ainda o que vai acontecer, que o regime para de pé, ser um líder supremo, quais são os próximos passos. O confronto continua, nós estamos no meio de uma guerra,
mobilização americana gigantesca, operações bem-sucedidas, vários outros países sendo atacados. A guerra não vai, a não ser que o regime colapse mesmo, mas é uma guerra que está tomando uma proporção maior do que todas as coisas que a gente assistiu nos últimos dois anos no Oriente Médio. Eu tenho um monte de outras perguntas aqui, mas não vai dar para fazer todas, obviamente. Acho que a gente já está aí há duas horas.
live? Duas horas de live, é... Estamos com quantas pessoas agora? 17 mil pessoas, acho que a gente bateu 26 mil pessoas, né? Quero lembrar vocês, gente, do nosso novo parceiro, que nós estamos lançando aqui no Brasil a primeira plataforma de um mercado de previsões. Voxify, e nesse pré-lançamento especial, você consegue usar o seu conhecimento, as suas informações pra...
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acontecendo e trazendo para vocês.