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QUEM ESTÁ GANHANDO A GUERRA NO IRÃ?

27 de março de 20261h21min
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Nesta live, vamos acompanhar as atualizações mais importantes da guerra do Irã em tempo real. O conflito entrou em uma fase ainda mais sensível, com o Estreito de Ormuz no centro da crise, novas trocas de ataques entre Irã e Israel, pressão crescente sobre o fluxo global de petróleo e sinais de que a guerra já está afetando todo o Golfo. Israel afirmou ter matado o comandante da marinha da Guarda Revolucionária ligado ao bloqueio de Ormuz, enquanto os mercados seguem atentos ao risco de interrupção prolongada na principal rota energética do planeta.Também vamos analisar a frente diplomática: Donald Trump voltou a pressionar Teerã por um acordo, enquanto autoridades americanas trabalham para viabilizar novas conversas indiretas. Ao mesmo tempo, a escalada regional continua, com destroços de um míssil interceptado matando duas pessoas em Abu Dhabi, num sinal claro de que os efeitos da guerra já ultrapassam o campo de batalha imediato entre Irã e Israel.Na transmissão de hoje, eu vou explicar o que aconteceu nas últimas horas, o que mudou no equilíbrio militar, por que Ormuz virou o ponto mais perigoso do conflito e quais podem ser os próximos passos dos Estados Unidos, de Israel e do regime iraniano.

Participantes neste episódio1
D

Desconhecido Desconhecido

HostJornalista
Assuntos5
  • Conflito Irã-EUAEstreito de Ormuz · Donald Trump e a NASA · Israel e Irã · Guarda Revolucionária · Cidadania Europeia
  • Efeito em Cadeia de Derivados do PetróleoMercados de petróleo · Indústria do petróleo
  • Estratégia MilitarOperações militares dos EUA · Drones e mísseis
  • Negociações Diplomáticas FalhasAcordos com o Irã · Pressão dos EUA
  • Impacto Regional FuturoGuerra civil no Irã · Impacto nos países do Golfo
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E aí

Tá? Não é boa. Então, eu quero primeiro explicar para vocês... Mas estava ou não estava? Estão ou não estão? Ouviram o que eu falei? Tudo? Mas ouviram tudo o que eu falei ou não? Ah, tá. Então, nós estamos chegando na quarta semana da guerra.

E a quarta semana parece que talvez seja a última semana, os últimos dias da guerra. O Trump indicou isso nos acontecimentos e nas falas de hoje. E, além disso, Israel também mudou um pouco a sua estratégia, o que indica que talvez o Trump realmente está querendo acabar com a guerra.

Hoje eu vou contar para vocês aqui quais são os últimos acontecimentos e, claro, analisar todo o resto que está acontecendo. Bom, eu acho que a primeira coisa que a gente tem que...

O que eu quero explicar para vocês é quais são as possibilidades aqui de desfecho. E, basicamente, acho que tem três. A primeira delas é o Trump decidir encerrar, declarar a vitória, disse que alcançou seus objetivos, destruiu tudo que podia.

Obliterou o programa nuclear iraniano, acabou com a marinha, com os mísseis, etc. Tudo que existia foi para o saco, então ele alcançou o seu objetivo. Ele não disse que ele queria derrubar o regime e vai declarar vitória. O segundo jeito dessa guerra acabar...

ele negociar com o Irã, ele diz que está negociando, e nessa negociação a gente ter algum desfecho do tipo, ah, o Irã concordou em não fazer isso e aquilo, e então acabou a guerra. Essa é a segunda opção. A terceira opção é não acabar a guerra agora, e ele estender ela mais um pouco...

talvez mais duas semanas, e nessas duas semanas ele dá andamento para essa mobilização final que ele está fazendo, que são soldados americanos que estão indo para a região nos navios anfíbios e o 82nd Airborne Division.

que é a divisão de paraquedistas, que são essa divisão especial americana que, em 18 horas, pode estar em qualquer lugar do mundo para desembarcar de prontidão. Então, por volta de 2 mil soldados só dessa divisão estão indo. Aí tem os outros, o navio Trípoli, que é um navio anfíbio, tem mais 2.500 Marines, aí tem mais alguns outros...

a caminho, tudo isso vai. Estamos falando aí de uns 5 mil soldados, 6 mil. Esses 6 mil soldados fariam alguma operação militar antes de acabar com a guerra. E essas operações estão focadas naquilo que eu estou falando para vocês há semanas, que é a ilha Karg.

A ilha onde sai 90% da exportação de petróleo iraniana, que é essa ilha aqui no topo. Essa ilhinha aqui, bem perto já do Iraque, lá em cima. Mas aqui dá para ver melhor. Vamos ver de perto a ilha. Como vocês podem ver aqui, vários depósitos de petróleo, toda a infraestrutura de petróleo.

A rua aqui se chama... Ah, dá para ver ali? É... Oil Boulevard. Aí aqui tem o aeroporto. Ó. O aeroporto de carga.

E essa é a ilha, 20 mil pessoas moram nela, a maioria das pessoas trabalham na indústria do petróleo, todos os portos aqui, esse porto serve para abastecer os navios de petróleo, que transportam o petróleo, e isso daqui é a fonte de sobrevivência, de alimentação para o...

Para a economia iraniana, que o cinema está temporariamente fechado. Não sei se é temporariamente de agora ou de antes, mas o fato é que a ideia seria os Estados Unidos tomar essa ilha. Como vocês podem ver, ela não está tão perto assim da costa iraniana, mas perto o suficiente para ser um grande problema, perto o suficiente para...

para uma operação como essa. E, claro, os Estados Unidos não vão parar, eu já falei isso em algumas oportunidades, não sei se as pessoas assistiram os podcasts todos que eu tive aí nessas últimas semanas, mas os Estados Unidos não vão estacionar um navio aqui e desembarcar as tropas, não é assim que acontece.

Os Estados Unidos não vai trazer um navio anfíbio de grande porte para perto, tão exposto ao ataque iraniano. Os navios americanos estão bem longe dessa história. A ilha está aqui, né? Então, os navios estão fora.

aqui do Estreito. Então, nessa região, o porta-aviões, o Lincoln, está por ali. E, para fazer essa operação, você vai ter que mandar essas tropas por avião, helicópteros. E essa seria uma das ideias. Só para vocês terem uma noção, o Trump fala disso desde 1988.

Em 88, ele cita essa ilha e ele tinha vontade de capturar essa ilha. Na época, na guerra Irã-Iraque, o estreito já estava sofrendo problemas e aí o Trump, como um empresário, nada a ver com a política, nem sonhava claramente que seria presidente dos Estados Unidos, mas ele já tinha uma obsessão com a ilha e já falou que ele queria capturar a ilha para ele. Não dá para descartar que isso continua no imaginário do Trump e que ele...

está agindo de alguma maneira pensando nisso. Qual é o objetivo, qual é a estratégia disso? A ideia aqui é, se eu tenho a torneira do petróleo iraniano, eu forço o regime a ceder. Eu já comentei com vocês que eu não acho que o regime é suscetível a esse tipo de pressão. Porque ele está em guerra, ele está destruindo tudo. Israel destruiu uma das suas instalações de gás.

Isso não fez o regime recuar, ao contrário, o que o regime fez? Escalou. Quando Israel destruiu essa indústria produtora de gás do Irã, o Irã retaliou no Catar, destruindo o maior campo de gás do mundo, e não inteiro, uma parte, aliás, uma destruição que não termina agora, mas vai demorar de três a cinco anos para voltar à produção normal. Então...

O Irã não recuou quando foi pressionado naquilo que tira a sua receita. Ao contrário, ele escalou. Não me parece que tomar a ilha Karg, onde sai todo o petróleo do Irã, vai fazer o Irã recuar.

Na verdade, ele pode sim escalar, e ele disse que vai escalar. Se isso acontecer, ele falou que ele vai atacar as plantas de desalinização de toda a região. Já falei para vocês, tem mais de 450 plantas de desalinização no Oriente Médio inteiro. É dali que as pessoas têm água potável, uma tecnologia que foi ficando mais barata, e eles têm muita energia, muita capacidade de alimentar.

esse tipo de usina de dessalinização, mas eles ficariam sem água. E contei para vocês também que em 2008 tem um relatório.

Deu a embaixada americana na Arábia Saudita que vazou naqueles vazamentos do Wikileaks e lá dizia que Riyadh, que é a capital da Arábia Saudita, não aguenta uma semana, vai ter que ser evacuada inteira se não tiver água, porque tem um grande aquoduto de quase 500 quilômetros de extensão que traz a água aqui. E se bobear...

Acho que está bem por aqui, assim, esse aquoduto, né? Quer dizer, essa planta de dessalinização e ela traz a água aqui para Riad. Então, não só atacando a planta, mas, de repente, atacando o aquoduto. E, com isso, eles não teriam água. Isso seria uma ultra escalada por parte do Irã. Não só isso, o Irã pode realmente começar...

a atacar ainda mais as instalações de petróleo, os campos, os portos, os oleodutos e tudo mais. Não me parece que isso fará o Irã olhar para a guerra de um outro jeito. Além disso, todos os soldados americanos que estiverem aqui na CARG...

serão um alvo muito fácil, porque não é só chegar lá e tomar a ilha, você vai ter que ficar protegendo a ilha. E se o Irã resolver bombardear a ilha, ah, mas aí vai destruir as suas instalações. É, vai, mas talvez vale mais matar 2 mil, 3 mil marines.

do que manter essas instalações. E óbvio que o Irã vai arrumar outras maneiras de conseguir vender o seu petróleo de outros jeitos. Afinal de contas, todos esses países sancionados, quebrados, destruídos, apodrecidos, corrompidos, ditatoriais, sempre arrumam um jeito de continuar sobrevivendo. Olha a Venezuela, olha a Coreia do Norte, olha a Rússia, olha...

O Irã, então, essas armas econômicas não funcionam nesse tipo de ditadura. Não acho que isso vai ter o efeito do Irã recuar. Outra parte dessa ação, não é só a Carg Island, mas se fala dessas outras ilhas aqui.

Tem um monte de pequenas ilhas aqui. É o estreito, literalmente. E eu já vou aproveitar e explicar para vocês por que é tão difícil de abrir o estreito, e o que acontece com o estreito. Uma boa parte dessa água aqui, da navegação mais próxima da terra, dos territórios aqui, da península e tal, é muito rasa. Então, não tem como.

esses navios circularem num espaço muito grande. As linhas de trânsito são muito bem definidas. Ou seja, é um espaço menor de trânsito. Isso significa que é mais fácil de você fechar, literalmente, a passagem. Além disso, todo o território aqui... Vou ver se eu der um zoom maior, vocês vão conseguir perceber. Mas o Irã é um grande território montanhoso. E...

E é uma costa toda não uniforme, cheia de entradas. Isso facilita, por exemplo, você esconder um botezinho aqui e vir e atacar. E dominar a costa não é fácil, porque você está lidando direto com uma cadeia de montanhas. E isso protege, né? Isso é um high ground.

Uma terra, um terreno elevado que te dá uma posição tática, militar favorável. O Império Iraniano, como eu já contei aqui para vocês e tem no vídeo aqui no canal, na geopolítica do Irã.

Ele é uma grande fortaleza, então não é fácil você penetrar dentro dele, é um território todo montanhoso, próximo, não vai ser uma costa muito simples. Tem essa grande ilha aqui, mas essa está muito próxima, ó.

do território, do Irã, mais fácil para o Irã atacar. Além de tudo isso que eu estou falando, tem os mísseis e drones. Então, se torna uma operação bem complicada conseguir abrir o estreito. E aí tem um ponto muito interessante que pouca gente tem falado, enfim, tem debatido, mas...

O Irã, até agora, encontraram 12 minas marítimas, aquáticas, jogadas aqui no estreito. E essas minas impedem dos navios circularem. Então, uma das funções que teriam que ser feitas é você limpar todo esse território, limpar essa passagem.

E para fazer isso, você precisa ter navios específicos, que são mineswapping ou minekeepers, que são navios que ou detectam minas ou navios que detectam e destroem.

E os Estados Unidos tinham 12 desses navios que foram construídos especialmente para isso. E ele destruiu alguns deles, outros ele vendeu. E em alguns anos ele parou de ter esses navios. Então, os Estados Unidos não têm navios que detectam e destroem minas. Navios especializados, específicos para isso. O que os Estados Unidos acabaram fazendo foi...

adaptar navios costeiros para que esses navios, então, servissem essa função. Mas eles não são construídos com o mesmo casco, com o mesmo tipo de motor. O casco de um navio desses especializado em Minas, ele é feito...

de fibra, porque o metal, o ferro, pode acionar as minas, o motor é mais silencioso, ele tem uma série de sensores a mais. E os Estados Unidos não têm mais esses navios. Ele tem outros tipos de navio que servem essa função. Agora, os europeus têm esses navios...

De sobra. Inclusive, parte desses 12 que os americanos tinham, alguns eles destruíram, venderam, virou carcaça e tal, desmontaram. Outros eles venderam para países como a Grécia, como o Egito e outros tantos. Mas os europeus têm por volta de 150 navios desses.

E os europeus não querem ir lá ajudar, não querem participar. Mas isso é uma discussão que daqui a pouco eu falo disso. Mas o fato é que os Estados Unidos têm uma dificuldade militar de limpar isso daqui. Vocês teram uma ideia? Na guerra, quando o... Vou voltar aqui para o Kuwait, né?

E o Kuwait está aqui. Quando o Saddam Hussein invadiu o Kuwait, ele temia que os americanos fizessem uma invasão anfíbia e chegassem aqui. Então ele minou todo o estreito e os americanos... O estreito não, né? O acesso da costa aqui do Golfo Pérsico. E os americanos levaram 51 dias.

para retirar todas as minas. E foi bem difícil. Naquela época, os Estados Unidos tinham esses navios especializados nisso. Em vários outros momentos da história, em outras guerras, a colocação dessas minas dificultou muito o acesso.

O Irã ainda não recorreu a isso totalmente, mas eu estou contando aqui para vocês todas as questões. Então, primeiro o drone, depois a dificuldade da costa, depois o quanto é estreito a passagem, depois a profundidade, depois as montanhas. Então, se os Estados Unidos vier aqui e capturar essas outras pequenas ilhas, que eu estava falando da carga, mas uma das ideias é que os Marines capturem essas pequenas ilhas.

não necessariamente isso vai evitar ou impedir que o Irã continue fechando o estreito. Então, essa operação militar que pode vir, a gente não sabe se vai vir ou não, ela ainda é dúbia, a utilidade dela é duvidosa e a efetividade dela, não sei se tem algo valioso.

Pode ter um valor psicológico, de percepção, de narrativa, falar que os Estados Unidos conseguiam fazer mais alguma coisa ou conquistou mais um território, mostrou, vou lá e pego o que eu quero e depois, óbvio, vai ter que sair dali porque não vai ficar ali lutando e controlando aquilo por tanto tempo.

Deixa eu fazer uma pausa aqui para... Já estamos com 5 mil. Pessoal, deem like aqui no vídeo. Aproveita agora, não esquece, dá like. E quem não segue, está assistindo, siga o canal, por favor. Nos ajuda bastante. E compartilhem depois com os seus amigos. Vou aproveitar para falar um pouco do nosso parceiro e patrocinador.

que é a Você Europeu, que é uma empresa especializada na obtenção de cidadania, visto, tudo para a Europa. Claro, não estamos falando de todos os países, mas de Portugal, Espanha e Itália. E vocês estão acompanhando as mudanças de regras e leis, e a coisa está se fechando, o cerco está fechando ali na Europa com a imigração.

Se você sabe que você tem antepassados, você tem vontade de ter uma cidadania europeia, você tem vontade de morar fora, essa é a hora de você não perder o seu direito antes que seja tarde demais, porque as leis, as regras estão mudando. Ainda tem discussões, mesmo na Itália, que parece que já tinha fechado, tem uma decisão nova no judiciário.

Mas se você tem essa vontade, esse sonho, e tem ou acha que você tem os seus antepassados, ou você tem algum direito, algum caminho, aproveita, porque depois vai ficar mais difícil. O clima político está mostrando que...

Nós estamos indo nessa direção. Você Europeu é uma empresa muito séria. A quantidade de gente que veio aqui do canal em busca da sua cidadania, do seu passaporte europeu, centenas de pessoas já fizeram o seu processo ali com eles. Todo mundo super satisfeito. São muito especialistas, vão te dar um atendimento direcionado.

de montar um grupo no WhatsApp, te respondem na hora, o tempo inteiro, acompanhando o que está acontecendo. E estão fazendo uma promoção aí, falando que quem fechar agora, você consegue que os seus documentos, eles vão acelerar os documentos, vão mandar esses documentos via aérea e eles vão cobrir esses custos. Então, aproveitem aí e dê uma olhada na Você Europeu.

Eu estava aqui explicando exatamente o que os Estados Unidos, então, podem fazer. Expliquei esse último movimento militar do Trump, né? Sei lá, mandar tropas para conquistar algum outro território, que a gente não sabe qual seria a utilidade disso.

Não me parece que isso faz sentido, mas o Trump funciona muito na parte psicológica ou simbólica, ou ele quer dizer que ele obteve vitórias, ainda mais se desde 1988 ele tem essa obsessão com a ilha. Talvez ele vá lá, vai colocar uma bandeira americana por dois, três dias e depois vai falar que fez um acordo, vai se retirar, falar que a guerra acabou, que o Irã aceitou abrir o estreito.

O ponto é que o desfecho da guerra, vamos imaginar que a guerra acabe, e aí estamos no hipotético agora, porque estamos lidando com essa informação dos últimos dois dias, que é o Trump estendendo o prazo, é Israel mudando seus alvos, Israel está parando de atacar o regime para destruir, deteriorar as capacidades industriais iranianas até então.

Israel estava mais focado na guarda revolucionária, nos Bacides, que é a milícia interna, na polícia, e os Estados Unidos destruindo indústria e alvos militares. Agora Israel vai parar de tentar derrubar o regime.

Está claro que eles não vão conseguir derrubar o regime somente com ataques aéreos. Precisa de tropas ou precisa de uma rebelião ou revolução interna. Revolução interna, se vier de minorias étnicas diferentes, pode causar uma guerra civil. Não que Israel não gostaria, talvez. Para Israel, o mais importante é que o regime caia. Se ele cair numa guerra civil...

Tudo bem, Israel não vai achar ruim, mas os países do Golfo, todos os outros países daqui, não gostariam de ter o Irã em guerra civil.

O Paquistão não gostaria de ter o Irã em guerra civil. A Turquia não gostaria. Por quê? Se a gente tiver uma guerra civil no Irã, provavelmente os curdos do Irã, que são 10% da população, vão começar a ficar mais autônomos. Isso vai incomodar a Turquia, porque a Turquia vai estar preocupada com seus curdos.

começa a se juntar com os curdos do Irã. E aí os curdos do Iraque talvez também se juntem com os curdos do Irã. Então a Turquia iria intervir, interferir para impedir isso. E não quer onda de refugiados na sua fronteira. A Turquia faz fronteira com o Irã. E o Paquistão também não quer que os balutes, que a etnia que está aqui perto da sua fronteira... Dá um zoom maior aqui para aparecer o Paquistão.

que os balutes criem estabilidades. Então, o Paquistão também não vai querer. E assim por diante. Nem a Arábia Saudita, nem os Emirados, ninguém quer uma guerra civil. Nem os Estados Unidos. E é muito difícil de você controlar um país desse tamanho, com 40% da população que não são persas.

de uma revolução dessa não virar uma guerra civil. E aí o Irã se tornar um Estado colapsado e nós vamos ter o surgimento de um monte de grupos fundamentalistas. O resbolado do Irã, o Al-Qaeda vai invadir aqui, o Estado Islâmico vai montar um mini califado aqui. Aí nunca mais você...

Aí nunca mais o Estreito e o Golfo funcionam, ninguém mais passa. Você vai ter um monte de routis espalhados aqui na costa iraniana e para você resolver isso, você vai precisar de uma intervenção militar imensa, gigante. Então, ninguém está indo por esse caminho. Se não tem esse caminho, armar a população também não é uma solução, porque eventualmente pode chegar nesse mesmo lugar. O regime teria que cair.

porque eles estão enfraquecidos o suficiente e a população volta para as ruas de novo. Mas na última tentativa morreram por volta de 30 mil pessoas. Os números variam, mas o número é grande. As pessoas já estão dispostas a tentar confrontar tudo isso de novo?

Isso não quer dizer, gente, que daqui a um mês o regime não possa cair sozinho, mas hoje ele não caiu. E, na verdade, possibilidades do que levariam esse regime à queda, como a transição de poder do Comeine, foi mais fácil todo mundo se unir e...

Ficar, enfim, preso num só, num líder, todos juntos com esse líder, que é o filho do Khamenei. Agora, quem que sai ganhando aqui nessa guerra? Olha, como eu já disse para vocês antes, o Irã perde um monte, mas ganha um monte.

Os Estados Unidos ganham alguma coisa e perdem outras. Os países do Golfo...

Olha, esses, eu diria que eles só perderam. Quase nada do que aconteceu deixa eles numa posição favorável. Israel ganhou talvez alguma coisa temporária, mas também não resolveu o problema se o regime não cair. Se o regime continuar, já falei para vocês, tenho repetido isso, o regime vai ser obcecado para obter uma bomba atômica.

Vai ficar dia e noite perseguindo isso de uma maneira diferente de como perseguiu até agora. Ele vai reconstruir todo o seu arsenal. Ele vai fabricar mais um monte de drones. E ele tem um teste, ele sabe como fazer isso, porque ele testou e viu o que aconteceu. Basta atacar todos os países vizinhos.

que está tudo bem, basta ameaçar fechar o estreito e lançar alguns drones e afundar uns dois cargueiros aí, uns dois navios petroleiros, acabou. Então, o Irã sai numa posição de barganha...

muito melhor do que ele entrou. Antes da guerra, eu falei para vocês que o Irã queria a guerra. E a minha explicação foi, o Irã quer a guerra porque na posição que ele está hoje, ele não tem poder de barganha. Antes da guerra, ele não tinha poder de barganha. Hoje, depois da guerra, ele tem poder de barganha. O Irã queria a guerra, os Estados Unidos queriam a guerra, Israel queriam a guerra. Os três fizeram uma aposta.

o Irã saiu numa posição de barganha favorecida até então. E isso é relevante demais. O mais importante de tudo para mim é a capacidade de fechar o Estreito de Hormuz. Então, se o Trump estava sendo bem sucedido em simplesmente fazer um cerco ao eixo das ditaduras...

eliminando Hamas, atacando o Irã na primeira vez, mudando o equilíbrio aqui de poder na Venezuela. Ele estava deixando a Rússia e a China numa posição com menos aliados.

E agora, eu não acho que isso aconteceu. Inclusive, eu acredito que se a Rússia fizer um movimento em algum dos bálticos aqui, seja a Lituânia, como eu já falei para vocês, em 2026, e a China ensaiar alguma coisa em Taiwan, os dois podem ligar para o Irã e falar, fecha o estreito.

E aí os Estados Unidos vai ter um problema, porque ele vai ter que lidar com dois movimentos militares de duas grandes potências, e o Irã, que não é uma grande potência, mas tem uma arma muito poderosa, que é fechar o estreito. E o que a gente assistiu é que o estreito foi fechado e o mundo inteiro não se mobilizou para abrir o estreito.

Os europeus não fizeram nada, os países do Golfo não fizeram nada. E agora os países do Golfo estão desesperados, falando para os Estados Unidos não terminar a guerra sem derrubar o regime iraniano. Só que agora, talvez, é tarde demais. Eles tinham que ter chegado a essa conclusão na primeira semana da guerra.

agora eles vão ser reféns do Irã por um bom tempo. Então, isso daqui muda bastante o tabuleiro. O que acontece é que o mundo fica mais tenso, mais instável e mais inseguro.

Porque você tem comprovadamente 20% do petróleo, uma parte do gás, os fertilizantes do mundo, todos na mão do movimento de um país do eixo das ditaduras. E os Estados Unidos não conseguiu abrir o estreito sozinho.

Os europeus não apareceram, e eu falei para vocês que os europeus têm mais de 160 navios desse tipo, de 150 a 170, e não quiseram entrar na guerra, não quiseram ajudar os Estados Unidos.

Pessoal, nós estamos aqui com 7 mil pessoas. Dêem like no vídeo e segue o canal. Quem não segue ainda, não esquece, dá like no vídeo para a gente distribuir essa live mais.

Então, o que os europeus estão sonhando? Estão abandonando os Estados Unidos, ok, o Trump foi lá, ameaçou de invadir a Groenlândia, esse não foi um movimento acertado por parte do Trump, não foi uma coisa inteligente de se fazer. Mas os europeus retaliarem dessa maneira não é uma boa.

depois apareceu alguns países aí, Canadá Japão, Coreia do Sul Alemanha dizendo que não, que estão à disposição

Mas apareceram tarde, não mostraram, assim, não se mobilizaram para fazer o que tem que fazer. A OTAN não quis vir ajudar os Estados Unidos, disse que é uma aliança defensiva. O líder na Finlândia falou que ajudaria, que a OTAN poderia ajudar se...

Ele deu uma de Trump. Se os Estados Unidos garantir que não vai fazer nenhum acordo desfavorável à Ucrânia. Foi inteligente. Ele falou a linguagem do Trump, mas óbvio que ele tem que convencer o resto dos europeus. Os europeus estão sentidos e ressentidos. E isso vai criar um problema muito grande para os Estados Unidos e para o mundo, para esse equilíbrio de forças todo. Porque...

Até então, o Irã era só um país em decadência, enfraquecido. Mas agora ele comprovou que ele tem uma arma. Não importa se ele está forte ou não está forte, não é sobre isso. Não é quanto do regime foi destruído, e o regime foi destruído.

Mas é que ele tem uma ferramenta muito simples, muito pequena. Os países do Golfo vão ter que se armar até os dentes se não quiserem baixar a cabeça para o Irã. E estão dispostos a usar a força. Agora, não sei como isso vai acontecer. Não quiseram usar enquanto estava toda a marinha americana, os porta-aviões americanos aí do lado. Imagina depois sozinhos.

dificilmente vão fazer alguma coisa. Isso dá um poder muito grande. A aposta que eu falei que Israel, Irã e os Estados Unidos fizeram é que cada um ia conseguir uma posição de barganha melhor. Os Estados Unidos e Israel acharam que...

eliminando os cabeças, o regime iria cair. Mas o Irã se preparou para isso, ele descentralizou as suas forças e deu autonomia com estoque de armas, com alvos pré-definidos e com liberdade e autonomia para cada um desses comandos, separados e espalhados pelo país inteiro, pudessem agir sozinhos.

Então, a ideia de você quebrar a hierarquia de comando e controle, que foi uma das estratégias adotadas pelos Estados Unidos e Israel nessa guerra, não funcionou com o Irã, porque ele se preparou para isso. Outro fator que fez toda a diferença é a história dos drones baratos, dos tais, dos Shaheds, que são os mesmos drones que deram a vantagem para a Rússia contra a Ucrânia.

E aí um outro erro foi cometido lá atrás, que eu também já falei e repito aqui, que é não ter dado valor devido ao que a Ucrânia está fazendo pelo mundo moderno, pelo mundo livre, pelo mundo democrático.

que é simplesmente lutar uma guerra contra inimigos muito mais fortes, sem a ajuda, sem os recursos necessários. Ninguém prestou atenção e extraiu da Ucrânia o que deveria. Ainda dá tempo de fazer isso, mas a gente não está enxergando, além da Ucrânia ter mandado seus 200 especialistas para ajudar isso.

Os países do Golfo, a gente não está enxergando os Estados Unidos olhando para a Ucrânia. Talvez os países do Golfo, que têm muito dinheiro, vão lá na Ucrânia e financiar o desenvolvimento dessas armas. Alguma coisa dali poderia até sair. Certamente a Ucrânia está sonhando ou esperando isso.

Isso pode provocar algum tipo de problema com a Rússia. Não sei quantos países estão preocupados com a Rússia. Na verdade, a Rússia é um concorrente deles na produção de petróleo, não é um cliente. Talvez não seja um problema eles financiarem nada na Ucrânia. Ou eles mesmos acharem que podem desenvolver essa tecnologia sozinhos.

O fato é que outros lugares do mundo também estão sofrendo demais, os países da Ásia, Taiwan, Japão, Coreia do Sul, 80% do petróleo que eles precisam vem, passa pelo Estreito de Hormuz. Esses países estão em apuros. Para vocês terem uma ideia, a indústria de chips na Coreia do Sul está sendo impactada pelo racionamento, pelo custo do petróleo, a dificuldade deles terem esse petróleo.

E a China não está nem aí. Tem uma reserva de petróleo, de um estoque estratégico, de 1,4 bilhão de barris.

São 20 milhões de barris que passam por aqui. 20, gente. Por dia, né? 20 milhões de barris. O mundo produz, sei lá, 100 milhões de barris por dia.

A China tem um estoque de 1,4. Por isso que ela está tranquila. Ela prefere ver os Estados Unidos se afundando, prefere ver o laboratório, o experimento do que é essa guerra. A Rússia também feliz da vida porque o preço do petróleo aumentou, porque o Trump liberou as sanções contra o petróleo russo que está em alto mar e assim por diante.

Então, o cenário aqui, no tabuleiro maior do mundo, não é positivo, porque se apresentou uma vulnerabilidade muito grande. Isso não quer dizer que os Estados Unidos não mostrou força, o Trump mostrou que ele pode agir, que ele não está preocupado com a opinião pública. Ele mostrou uma série de outras coisas positivas.

para os Estados Unidos, deu um monte de recado, a gente tem a maior força militar, a gente tem capacidades que ninguém tem, a gente mobiliza, eu vou para a guerra, eu não estou nem aí com a opinião pública, todas essas coisas ele mostrou, e realmente são reais. Trump não se preocupou muito, ele fez o que ele achou que tinha que fazer. Israel ajudou, estava do lado também.

mostrou e fez uma mobilização gigantesca, como eu já contei para vocês.

E tudo isso é positivo, mas não resolve. O regime vai estar no poder. A não ser que daqui um, dois, três meses a população saia às ruas e como o regime está mais fraco, ele não consiga resistir. Pode ser. Existem diferentes caminhos para o Irã. Um deles é o Irã se tornar...

uma espécie de Rússia, e aí surge um Putin da vida, que é um líder forte, nacionalista, ressentido, que quer resgatar a importância, o papel do país, com uma ideologia não...

não religiosa, não teocrática, nenhuma ideologia igual existia na época da União Soviética. Aliás, o Irã talvez muito parecido, passa por um momento muito parecido com a União Soviética. A diferença aqui é que...

Os ayatollahs não permitiram um reformista chegar no poder, que era um Gorbachev da vida, que fez a União Soviética implodir de dentro, porque ele permitiu que essas reformas começassem a acontecer. O regime iraniano não permitiu isso, então a gente não assistiu. Mesmo assim, pode surgir uma figura no meio desse caos, dessa vulnerabilidade, dessa fraqueza interna. Essa figura seria um líder nacionalista, tipo um Putin.

com um novo discurso e um líder centralizador. Óbvio que eu estou me referindo a alguém da guarda revolucionária. Então, seria um outro regime, seria um Irã parecido com a Rússia do Putin. Um outro caminho para o Irã seguir seria o caminho da Coreia do Norte.

E aí você dobrar a aposta no isolamento, na ideologia, no regime fortalecido, fechado, como o regime da Coreia do Norte. E do mesmo jeito que o regime da Coreia do Norte, você tem uma dinastia estabelecida pela família. E aí morre o pai, o avô, o filho e assim por diante, que é o que está acontecendo.

e o que vai continuar acontecendo na Coreia do Norte. Nós já temos uma indicação que o Irã pode estar indo nesse caminho. Por quê? Simplesmente...

Escolheram o filho do Khomeini. Khomeini, o Muttaba, ele é o filho. Isso mostra esse elemento hereditário, dinastia. Então, por um lado, e ele é um linha dura, e os outros linhaduras é que ficaram do lado dele, talvez o Irã possa estar caminhando para uma direção de Coreia do Norte.

Ainda mais isolado, um país mais isolado ainda. E a terceira opção seria o Irã virar um Paquistão. E o que é isso? Você vai ter não uma figura como um Putin, mas os militares no geral.

tomarem o país e governarem o país na força, ainda assim uma ditadura instável, com outras forças ali tentando coexistir, esse seria um outro caminho. Um quarto caminho é o Irã seguir o modelo chinês antes do Xi Jinping, que é uma transição ideológica que a Revolução...

que a Revolução Chinesa não deixou, depois da queda do Mao, o país ir para um caminho e o Partido Comunista criou um grupo ali que governava o país. Então, o Irã abandonar o seu preciosismo ideológico, do mesmo jeito que a China, depois do Mao, abandona essa posição,

e adota uma postura mais pragmática, principalmente com o Deng, do ponto de vista econômico, com alguma abertura econômica, e a legitimidade ideológica do partido passa a ser o resultado econômico. É mais difícil do Irã adotar essa postura, primeiro porque o Irã não tem o tamanho da população...

que não tem o tamanho da população que a China tem, não tem as vantagens competitivas que a China tinha. Então, o Miliano talvez não consiga adotar isso e a população não vai respeitar um regime só porque não é uma única figura, não é o Mao, não é o Ayatollah, não é o Mao Tse-Tung, comparando com a China.

A população não vai aceitar isso se o Irã não conseguir entregar resultado econômico muito rápido, como a China conseguiu. Então, esse modelo também parece improvável. E o último modelo de todos é que, caso realmente...

o Irã se torna uma democracia. Esse é o menos provável, porque não tem cultura democrática, e nós temos um histórico de muito tempo de Revolução Islâmica, antes uma monarquia controladora, centralizadora, nada perto de uma democracia.

Então, essas são as possibilidades para o Irã, dependendo se o regime cair ou esse regime que está aí, qual o caminho que ele vai seguir? Um caminho mais Rússia ou um caminho mais Coreia do Norte? Um caminho mais China também existe, mas menos provável. O caminho Paquistão tem que ter alguma mudança já no regime.

tem que ter uma outra força militar aí que vai ocupar esse espaço, não a guarda propriamente dita, não a guarda revolucionária, mas os militares no geral. Bom, quero falar aqui para vocês um pouco, vamos ver como é que estão os mercados de previsão.

E estou me referindo a VoxFi, claro, que é o primeiro grande mercado de previsão brasileiro. E aí a primeira dos temas importantes é essa ilha de Cargue.

não vai estar mais sobre controle iraniano até 30 de abril. E 7% das pessoas acham que sim, ou seja, ela não vai estar mais sobre o controle. E 94% acham que não. Então, os contratos mostram que as pessoas...

Os especialistas não acreditam que a ilha será tomada. A gente assistiu nos últimos dias, pouco antes do pronunciamento do Trump, uma movimentação de compras de contratos de petróleo, um valor de 500 milhões de dólares, uma operação gigantesca. E claro que...

Quem fez essa operação sabia o que o Trump ia tuitar e alguém de lá de dentro. Então, esse é um jeito também da gente medir se alguém tem alguma informação, vai aparecer nos contratos, vai aparecer dentro dos mercados de previsão. Então, esse é um dos contratos aí. Deixa eu mostrar aqui.

Outros, um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã até 31 de março. E aí também 7%. 94%? Esse daqui acho que não está.

Certo. Bom, deve ser 93, né? O cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã até 31 de março. E as forças dos Estados Unidos vão entrar no Irã até 31 de março. 16% acha que sim. Mais gente acha que sim.

para as forças americanas entrarem no território iraniano do que tomar a ilha Karg. Então, é isso. Todas dão 101.

Mudança de liderança no Irã até 31 de dezembro. 47% acha que vai ter uma mudança de liderança até lá. É um número bem alto, até 31 de dezembro. Ou seja, mesmo que depois que a guerra acabe, as pessoas ainda estão apostando ou acreditando que alguma coisa vai acontecer. Claro que 31 de dezembro está muito longe. Talvez muita gente aqui está achando que a guerra vai durar tudo isso e que o Irã não vai resistir até lá.

Essa é uma previsão mais longa, mais difícil da gente entender, porque tem muita coisa para acontecer até dezembro. E óbvio que então os valores desses contratos vão mudar e as porcentagens também. O regime irianiano vai cair até 30 de junho. E aí 23% acha que sim, já é um número maior. Mais pessoas, 78% acha que não.

E outro país vai atacar o Irã até 31 de março. Os países do Golfo, como eu falei, estão cogitando e falando que eles podem atacar. Só que só 9% acredita que isso vai acontecer, 92% acha que não. Então, as probabilidades são bem baixas. E o Trump vai anunciar o fim das operações militares contra o Irã até 31 de março. 31 de março é daqui cinco dias, gente.

Só 8% acha que isso pode acontecer. Esse é um contrato interessante. 93% acha que não. Os outros aqui não são mais sobre a guerra, né? O cessar fogo e os Estados Unidos vão comprar a Groenlândia, está em 16,85%. É isso. Então, quem quiser se interessar mais, dá uma olhada aqui nas possibilidades do que vai acontecer no mundo.

Vem conhecer a Voxify. Oi? Pessoal, deem like no vídeo. Não esqueçam, dá like aqui na live. E segue o canal. Quem não segue ainda, segue o canal. Quantas pessoas nós temos agora? 7 mil. Muito bem. Vamos para as perguntas.

O pessoal que está fazendo pergunta são os membros do Rock Academy. Para quem não conhece, o Rock Academy é o meu aplicativo, minha plataforma educacional. Você tem cursos diversos, vários professores. Aliás, várias novidades. Nós vamos trazer agora outros temas além da geopolítica, da política internacional. Em breve vai ter novidades. Se você não está no Rock Academy, baixa o aplicativo na loja da Apple ou Google.

Lá você tem um monte de cursos, um monte de aulas especiais e o Bunker do Rock, que é um feed de notícias em tempo real que a gente alimenta diariamente, a todo momento, com todas as informações de tudo que está acontecendo. Vem conhecer o Rock Academy para você conseguir navegar nesse mundo turbulento que a gente vive. A Sara pergunta, como funciona o sistema do governo iraniano? O Zayatolaz...

O Ayatollah que toma as decisões políticas, qual o papel da Guarda Revolucionária? Ela tem um papel político ou econômico? A Guarda tem um papel militar e econômico. Mas, claro, por ela ter uma influência militar e econômica, ela tem um papel político. Mas quem divide o poder, basicamente, é o Ayatollah.

o líder supremo, não todos os outros areatolados, eu já expliquei isso em uma outra live, que daria para dividir o regime iraniano em três facções. A guarda revolucionária, o líder supremo e os outros do regime, que é um monte de outras pessoas.

E todos esses outros ficaram excluídos do poder ultimamente. Ou não puderam participar de eleições, ou não puderam ser escolhidos como candidatos, ou são monitorados, ou não podem falar na imprensa, ou têm prisão domiciliar, uma série de coisas.

porque o líder supremo se juntou com a Guarda Revolucionária, deu muito poder para a Guarda Revolucionária econômico e militar, e a Guarda Revolucionária protege ele, faz tudo o que ele quer, e ele persegue todos os outros membros do regime. Esses membros do regime talvez estariam dispostos ou suscetíveis.

a abrir, mudar, transformar um pouco o regime, mas eles foram colocados de lado. Nessa transição, agora, todo mundo cogitou que esse terceiro grupo pudesse ganhar alguma força, já que é uma transição, é uma oportunidade. Mas, como a transição aconteceu no meio de uma guerra, depois da morte, da eliminação desse líder pelo inimigo...

Aí todos se juntaram e foram naquele que tem mais força, ou que estão mais organizados entre si e acabaram apoiando eles. Então, essa é a resposta, Sara. Fernando Kenzo Ikeda pergunta, Boa noite, professor. Até que ponto a capacidade de estoque da IEA pode realmente proteger os países membros?

de crises súbitas no petróleo, como o que está acontecendo no Oriente Médio e nos mercados.

Os estoques no mundo não são grandes o suficiente para lidar com isso. Inclusive, o estoque americano está cada dia menor. Os Estados Unidos não têm reestabelecido, reabastecido o seu estoque. E isso deixa o mundo mais vulnerável. Ninguém mais tem grandes estoques. Só a China está construindo esse estoque monumental que eu expliquei para vocês. Então, o petróleo continuará sendo uma crise, mas...

Se a gente comparar tudo o que aconteceu agora com o que aconteceu na guerra da Ucrânia, o preço do petróleo não chegou nem perto. Bateu no máximo 110 na guerra da Ucrânia. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, bateu 140 e só 5 milhões de barris foram retirados do mercado. Dessa vez nós estamos falando de 20 milhões por dia durante 4 semanas. E o preço não passou de 110.

Então, ainda existe muito fornecimento de petróleo no mundo, e por isso que a gente tem o preço desse jeito, por isso que a gente não tivemos uma crise muito maior. Os Estados Unidos é alto o suficiente, e o preço do barril alto também faz outros campos se tornarem viáveis. Muitos campos de X-TU nos Estados Unidos, que não valem a pena ser explorado com barril a 70,

Mas 110 vale a pena. Então, a gente tem que levar em conta também que essa lei da oferta e da demanda abre espaço para novos petróleos entrarem no abastecimento. Óbvio que tem um outro impacto separado, que é na inflação, em tudo que o petróleo afeta nos preços de todas as mercadorias no mundo.

O Leonardo pergunta, boa noite, a não ser que ele esteja, sei lá. Ah, mandou mais cedo, tá. Então, bom dia, boa noite, Leonardo. Nesse estágio da guerra, já é possível concluir que os Estados Unidos subestimaram a capacidade bélica, disposição e resiliência do Irã, bem como os efeitos colaterais dos ataques aos aliados no Golfo?

não se subestimaram, toda guerra é uma aposta e você tem que estar disposto a aguentar, é um choque de resiliência, de forças e aqueles que aguentam mais. E os Estados Unidos aguentou, mas o Irã aguentou muito. E, na verdade, acho que a parte...

que os Estados Unidos não pensou direito, é que e se o Irã levar até as últimas consequências de fechar o estreito? Eu não acho que o ataque aos países do Golfo é a parte que mais causou dano aos Estados Unidos, mas o ataque do Irã ao estreito e à indústria do petróleo na região...

Isso os Estados Unidos tinham que ter pensado num cenário mais destrutivo, mais perigoso, mais difícil. E como que ele iria lidar com essa situação? Talvez tenha envolvido os europeus antes, mas aí isso já requer que o Trump tivesse mudado de comportamento lá atrás, em relação à Groenlândia.

Tem tantas coisas que teriam que ter sido feitas diferentes. Por isso que quando eu vou contando aqui para vocês cada uma dessas peças, desse quebra-cabeça, e ele vai ficando mais tumultuado, mais confuso, o problema não termina aqui. Tem muita gente que não entende de política internacional e vira e fala assim, ah, está tudo bem, depois faz as pazes com os europeus.

Não, esses efeitos são todos acumulativos, gente, porque eles lidam com questões de segurança nacional, de estratégia, de sobrevivência de cada nação. Os europeus hoje têm que pensar duas vezes se eles vão depender militarmente dos Estados Unidos ou não. Eles têm que pensar duas vezes o que eles vão ceder para os Estados Unidos para depois serem punidos.

Isso não se esquece, não se apaga, isso não é uma brincadeira, uma novela. Muita gente acha que isso daqui pode fazer o que quiser, que está tudo bem. Não, não é assim. Por isso que as pessoas não entendem a consequência e as conexões todas geopolíticas. Essas coisas vão se acumulando, elas vão criando efeitos colaterais, elas vão causando uma série de...

problemas. Eu acho que eu nem diria que foi a capacidade bélica, mas eu diria que foi a resiliência e a resiliência iraniana e a capacidade de proteger ou reestabelecer o funcionamento dessas coisas. Como que esses países todos do Golfo

não estavam preparados para proteger as suas instalações de petróleo. E vejam, não me entendam errado, a taxa de acerto dos mísseis ou das baterias antiaéreas é de 90% em todos os lugares. Ou seja, 90% de tudo que o Irã lançou foi abatido.

90 é altíssimo. Mas, se tratando de alvos tão estratégicos e tão sensíveis, eles jamais poderiam ser construídos do jeito que foram. Esses países são ingênuos.

são vulneráveis, não sabem com o que eles estão lidando, nunca tiveram que enfrentar um problema desse, não têm os equipamentos militares suficientes, tiveram que ter construído essas coisas subterrâneas também, do mesmo jeito que o Irã construiu metade do seu, ou mais da metade, ou quase todo o seu aparato militar é subterrâneo em cidades subterrâneas, cidades mísseis, em bunkers espalhados pelo país.

A Arabia Saudita, Emirados, Qatar, todos teriam que fazer isso. Acharam que bastava ter essa política de ficar em cima do muro, que isso seria suficiente. Então, essa é a minha leitura. A Magna pergunta, num cenário em que os conflitos prolongados parecem mais estratégicos do que decisivos, até que ponto a guerra deixa de ser?

um meio para a vitória militar e passa a ser um instrumento de reconfiguração do equilíbrio de poder internacional. Eu não acho que...

A guerra é um meio para a vitória militar. Nenhuma vitória militar é uma vitória somente militar. Todas as guerras têm objetivos políticos e todos os objetivos militares são objetivos políticos. Não existe essa separação. Então, na verdade...

Uma vitória militar é uma vitória política e vitórias políticas são parte de um jogo de longo prazo. Algumas vitórias militares são pequenas o suficiente para não ter repercussões políticas maiores.

Nesse tabuleiro maior, todas essas situações que eu descrevi aqui, elas não são só questões militares. Elas têm impactos políticos e geopolíticos bastante relevantes, por sinal. O David, se a guerra se estender por dois ou quatro meses a mais do que o previsto, esse pode ser considerado o pior erro geopolítico dos Estados Unidos no século XXI? Olha...

Hoje eu já nem acho que esse seria um erro. Para você realmente eliminar a ameaça, a guerra teria que durar o tempo necessário para derrubar o regime. Acho que deixar o regime no poder é um erro. E vai ter complicações no futuro. Então, os Estados Unidos poderia e deveria ficar mais tempo. Ah, mas o custo do barril do petróleo é bom.

Essa é a consequência deste problema. O problema maior vai ser um Irã com bomba atômica. Se o Irã, só com um drone de 30 mil dólares, destrói o Golfo, o mercado de energia inteiro, imagina um Irã com bomba atômica.

Vocês não têm ideia o que é isso. O Irã com bomba atômica, depois dessa guerra, vai querer dar uma bomba atômica para o Hezbollah, para os Houtis. Ele vai distribuir bomba atômica para todas as suas proxies, para todas as suas milícias da região.

E aí eu quero ver o que o mundo vai fazer, o que os europeus vão fazer, o que a Arábia Saudita vai fazer, o que os Emirados, todos os países, a Turquia, até quem não é inimigo do Irã vai ter um problema gigantesco. Os países não se deram conta qual é a relevância dessa história.

Realmente é um novo capítulo, é uma nova esfera da dimensão da ameaça terrorista fundamentalista internacional. É um ressurgimento se o Irã tiver uma bomba atômica.

E se o regime continuar no poder, ele vai obsessivamente, loucamente, atrás dessa bomba, mais do que nunca, com maior velocidade, com mais afinco, com tudo que puder. E os sauditas, e os Emirados, e o Qatar, deviam todos estar mandando soldados agora para dentro do Irã, para evitar que isso acontecesse.

E até a Turquia devia estar torcendo para que isso não acontecesse, porque a hora que a Turquia tiver que lidar com as milícias xiitas em posse de bomba atômica, quero ver como é que a Turquia vai controlar a Síria, quero ver como é que ela vai lidar com todo o resto. É simplesmente pegar o Oriente Médio e...

acender assim, não é um barril de pólvora, é um barril de nuclear, é isso. Então, o mundo vai ficar numa situação bem complicada, se o regime iraniano permanecer no poder e ele conseguir continuar o seu caminho para onde ele estava indo.

Óbvio, ele pode cair, repito, e esse cenário que eu estou descrevendo não existe. Ele pode enfraquecer o suficiente e acabar fazendo algum tipo de acordo ou não conseguir recuperar a construção desse projeto. E aí não é esse cenário que eu estou dizendo. Agora, se essas duas coisas que eu estou dizendo acontecerem...

aí o mundo tem um problema monstruoso. Monstruoso. E todos os países da região e os países europeus também. Porque, segundo os mísseis, segundo o que aconteceu em Diego Garcia, que eu já contei aqui para vocês, vai estar aqui. Nossa. Não sei se eu vou conseguir achar aqui.

Ah, está aqui. Está mais perto de...

Não. Bom, sei lá, tá mais ou menos por aqui assim. Diego Garcia está 4 mil quilômetros de distância do Irã. 4 mil quilômetros é a mesma coisa que daqui até Paris, do que daqui até Berlim, do que daqui até Londres. Só isso, gente. Então...

Os europeus não querem saber do problema, mas o problema pode visitá-los. O Ricardo. Professor Roque, se você tivesse que aconselhar a administração Trump e Israel sobre como derrubar o regime iraniano, qual estratégia você aconselharia? Olha, derrubar o regime precisa de tropas. E...

convencer e aconselhar os Estados Unidos a colocarem tropas dentro do Irã é o que tem que ser feito, mas é impossível de ser feito. Então, eu não vejo muita saída. Realmente, é parecido com a história do que aconteceu depois da guerra da...

da Ucrânia. Os Estados Unidos tinham três opções, já expliquei isso para vocês em outras ocasiões. Um, mandar soldados para defender a Ucrânia. Isso seria uma catástrofe, porque seria a terceira guerra mundial, porque ia ter soldados...

Americanos lutando contra soldados russos, duas potências atômicas. A segunda opção era não fazer nada, uma catástrofe também, porque você ia falar, nossa, Estados Unidos não faz nada, então abre o tapete vermelho para a Rússia conquistar a Europa inteira.

E a terceira opção não era a opção ideal, mas era melhor do que não fazer nada e melhor do que começar a terceira guerra mundial, que eram as sanções econômicas contra a Rússia. Foi o que os Estados Unidos fez. O dilema era mais ou menos esse agora. Não fazer nada, isso seria um grande problema, porque o Irã estava em vias de conquistar a bomba.

Dois, é fazer alguma coisa que não seja enviar soldados, que foi o que foi feito. E três, fazer com força total enviando soldados.

Não dava para fazer o nada e nem o enviar aos soldados. Estados Unidos tentou fazer o meio termo. E o meio termo alcançou o resultado meio termo. Mas a aposta era, e se essa ação meio termo alcançar o resultado completo? Essa era a aposta. E não deu certo. Por enquanto, mas não deu certo. Não fazer nada era pior.

Fazer completo não tinha como.

Então, estamos nessa. Por isso que o mundo é tão difícil e tão complicado. Não tem uma resposta certa sempre fácil. Senão não existia todos esses dilemas, essas confusões, esses confrontos, essas instabilidades, essas inseguranças. É um grande jogo de xadrez, gente. Você não tem, você não consegue fazer tudo do jeito que você quer. Por isso que a teoria da conspiração é tão banal, é tão ridículo.

Porque claramente, a teoria da conspiração diz que uma pessoa vai lá e ela domina o mundo inteiro e faz tudo o que ela quer.

Não dá para ser mais distante disso. Não dá para ser mais longe, mais fora da realidade, mais fantasioso, mais sonhático, mais bobo. Isso é infantil. Pior que história para criança. Não existe. O mundo não funciona assim. Estados Unidos tem três opções, no caso. Estamos aqui reduzindo cada uma dessas opções. Se desdobram milhões de questões complicadíssimas. Israel também.

O Irã também, isso não é só do lado dos Estados Unidos, do lado do Irã também, o Irã cometeu um monte de erro. O projeto iraniano era a tática salame para construir a bomba. O Irã devia ter escondido o tempo inteiro.

Ele devia ter feito que nem a Coreia do Norte, ele não adotou a estratégia da Coreia do Norte. Certamente agora ele vai tentar corrigir. O Irã também usou as milícias que serviam de dissuasão, de força de dissuasão, de contra-ataque, de defesa, para um projeto ofensivo expansionista de dominar a região inteira.

E aí ele começou a perder força, porque Israel teve que contra-atacar. E aí começou a debilitar o Hamas, debilitar o Hezbollah, caiu o Assad na Síria, atacaram os rotistas, porque os rotistas estão quietinhos.

Percebe? É muito difícil. Por isso que isso daqui não é um... Geopolítica não dá para ser explicada em post no Instagram de cinco páginas com textos maravilhosos, com frases de quatro palavras, ponto final.

Vou te contar o que acontece no mundo. A China não aceitou. Os Estados Unidos abaixou a cabeça, que são esses posts que têm a mesma musiquinha, inclusive, de fundo. Geopolítica não é assim. São milhões de coisas, camadas, conectadas.

Basicamente, eu entendi a estratégia dos Estados Unidos e de Israel e, dadas as opções que estavam na mesa, eu diria, vai nessa. Não fazer nada não é uma opção. Fazer direito, fazer 100%, eu sei que não dá. Então, eu diria, aposta. Só que o que eu diria agora é, estejam prontos para voltar lá. Porque vai precisar. E, se precisar, vocês vão ter que ir de novo.

E todo mundo sempre disse isso. Destruir o programa iraniano vai precisar cortar a grama de novo, porque a grama vai crescer. E é isso. Então, nós assistimos a confronto entre Israel e o Irã em 2024, por outras razões, e em 2025 já foi um ataque às instalações. E aí, em 2026, nós estamos aqui de novo.

Talvez em 27 nós vamos estar aqui de novo, ou no final de 26, não sei. A Renata pergunta o seguinte, o que os dados sugerem sobre a eficácia real da estratégia de dissuasão dos Estados Unidos? Estados Unidos e Israel, né? Contra o Irã ao longo das últimas semanas. O que que revelam sobre a estratégia de dissuasão?

Olha, eu não acho que, do ponto de vista dissoasório, os Estados Unidos foi mal. E nem Israel. Porque eles mostraram que quando um adversário está a ponto de conseguir o que ele quer, e algo muito poderoso, eles vão agir. Se ficasse parado e ficasse com medo que o Biden...

que o Obama, que até o Bush, e assim, não estou falando isso para criticar o Bush, porque realmente não dava para o Bush inventar uma terceira guerra, né? Porque ele já tinha entrado no Afeganistão, legitimamente, porque precisava, por causa da Al-Qaeda do 11 de setembro, e aí ele entrou no Iraque, que não precisava, que foi um grande erro, de um jeito gigantesco.

E aí ele já estava totalmente desgastado, né? Oito anos, duas guerras, como é que ele ia entrar no Irã? Então não dava para o Bush fazer isso. Mas o Obama, o Biden e o primeiro mandato do Trump, eles tinham que ter pensado em fazer isso e não fizeram. E aí eu diria que a capacidade de sua azória americana ficou mais fraca.

O Trump agir deixa a capacidade de sua azora americana mais forte, mesmo sem ele conseguir exatamente tudo o que ele quer. Mas é porque a pergunta sua é sobre a capacidade de dissuasão. E a capacidade de dissuasão tem a ver com a capacidade de você agir. Dissuasão é uma coisa muito psicológica. Tem a ver com percepção e tem a ver com capacidade de mostrar força.

E claramente o Trump é o presidente, depois do Bush, que mostra e demonstra a maior capacidade de ação de todos. Disparado. Isso não tem como criticar o Trump. Pode ser feito da forma...

não mais elaborada, não mais bem preparada, não mais bem pensada, no sentido de não vou brigar com os meus aliados, eu preciso comunicar isso para a população. Tem um monte de coisa que ele não se preocupa com a forma, sempre. Mas ele está agindo, eu diria, como ninguém.

E isso deixa os Estados Unidos e o mundo olhando de uma forma... Pois esse cara está disposto a fazer alguma coisa. E isso faz toda a diferença para a capacidade de suas horas, como a Renata pergunta aqui. Antes de eu ir para a próxima pergunta, pessoal, quero lembrar vocês da Você Europeu.

que é uma empresa especializada em te ajudar a você realizar o seu sonho de morar na Europa, de ter passaporte, cidadania europeia, se você tem antepassados, parentes, alguém na família, se você acha que você já ouviu falar e sabe que você pode ter isso,

Corre, aproveita porque o mundo está mudando, as regras estão mudando dentro da Europa e esse direito você pode deixar ele passar e ter um outro passaporte, uma outra cidadania. É sempre um plano B, é sempre uma alternativa a mais para você se movimentar pelo mundo com mais flexibilidade. Além, claro, da experiência fantástica que é morar fora, mora e fora, uma das coisas mais transformadoras que existem na vida.

Então, se não conhece você europeu, dá uma olhada aqui nos links, eu recomendo. O Vitor, existe alguma possibilidade dos estoques enriquecidos de urânio já estarem nas mãos de grupos rebeldes terroristas não totalmente controlados pelo regime iraniano? Olha, essa é uma boa pergunta, Vitor. Não dá para a gente saber se o Irã tem o controle total desse estoque. A gente não sabe nem se ele consegue acessar esse estoque.

Mas assim, entenda uma coisa, não é uma pedra ali, é uma caixa cheia de urânio. Esse urânio está na forma de gás. Então o transporte disso não é uma coisa simples. Mas também não é impossível, dada essa descentralização que eu falei, esse regime enfraquecido, semicolapsado, que até o Irã já falou, em vez da gente perder esse material...

Manda para lá, para a fronteira da Síria, para aguardar com o Hezbollah, sei lá. Não é impossível isso, gente. Realmente, a gente pode estar no andar dessa história e não vamos saber ainda.

É isso, pessoal. Quero falar aqui antes da gente encerrar do Rock Academy, que vieram essas perguntas incríveis, né? E por que as perguntas são incríveis? Mas o pessoal está muito mais aprofundado. Tem um monte de curso ali, um debate de alto nível, como vocês perceberam. Todo mundo está ali com o mesmo...

propósito, mesmo intuito, quer aprender, custo é muito baixo, gente, uma assinatura anual, a quantidade de cursos que você vai ter acesso, de aulas exclusivas, e o bunker, pô, você vai ler quantos jornais, você não sabe se a notícia é real ou não, quanta gente vem aqui...

Vai, Roque, você não vai comentar, estou esperando você para ter certeza se o que está falando é real. Vocês já conhecem o trabalho, já sabem o quanto a gente leva isso a sério, se preocupa com a informação, entender as análises. Quando acontece alguma coisa que a gente sabe que tem um boato, eu falo, olha, isso daqui não está comprovado, ou muitas vezes nem falo sobre o assunto ainda. Então, você imagina que você tem um feed de notícias em tempo real, que é o bunker do Roque, que está dentro?

do aplicativo, que é o Rock Academy, e lá você consegue receber o tempo inteiro, em tempo real, tudo que está acontecendo no mundo já mastigado, digerido. E tem um monte de curso novo vindo aí. Então, os planos são a partir de R$19,90 por ano, gente.

Não, por mês, é o total, 19 vezes 12. E, pô, muito barato, vai, 19 reais por mês, nem se for no bar ali na esquina, você gasta 19 reais, você fica perdendo tempo e gastando dinheiro com tantas outras coisas, só girando ali o Instagram ou o YouTube sem um conteúdo, você tem um monte de curso, tem até o curso do meu livro, Inteligência do Carisma.

que é uma ferramenta fundamental para você atuar na sua profissão, todas as áreas que você estiver atuando, saber se colocar, se comunicar, falar. Então, tem muita coisa legal ali. Esse é um dos pacotes ali do Rock Academy.

Bom, pessoal, é isso. Espero que vocês tenham gostado. Não esqueçam, deem like. Quem não deu like, dá like de novo aí. E segue o canal. Segue o canal, ativa o sininho e compartilha com seus amigos. Até uma próxima. Estou acompanhando aqui e vou trazer novidades para vocês conforme o desenrolar da guerra avançar ou não.

Até mais. Boa noite. Pessoal, deixa eu mostrar para vocês aqui como funciona o meu aplicativo Rock Academy. Por aqui você vai entrar na sua própria jornada de evolução, os meus cursos e aulas exclusivas. Basta escolher entre os diversos disponíveis e trilhar o seu caminho de aprendizagem. Dentro de cada curso, você vai ter várias aulas que te farão entender mais sobre você, os outros e o mundo ao nosso redor. No Rock Academy, você também vai ter acesso ao Panker.

um feed de notícias diário que, além de atualizar sobre os acontecimentos do mundo todo, te fornece análises mais profundas sobre os eventos globais. O Bunker também é uma plataforma de interação e network onde você pode deixar seu comentário e interagir com as outras pessoas que fazem parte da mesma jornada de evolução. E aí os comentários são produtivos, positivos, é uma troca de informação, de ideias, de insights, de percepções sobre o mundo. Então, se você quer melhorar a sua qualificação profissional.

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