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O GRANDE PROBLEMA QUE NINGUÉM NOTOU NO ATENTADO CONTRA TRUMP

05 de maio de 202619min
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Na noite de 25 de abril, Cole Tomas Allen tentou romper o checkpoint do Washington Hilton com duas armas para atingir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Foi neutralizado antes de chegar ao alvo. É a terceira tentativa de assassinato contra Trump desde 2024 — no mesmo hotel em que John Hinckley baleou Reagan em 1981.Mas o atirador não é a história. O salão é.Pelo menos doze ocupantes da linha sucessória estavam ali dentro: o vice-presidente JD Vance, o Speaker Mike Johnson, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário da Guerra Pete Hegseth. O protocolo de "designated survivor" foi discutido antes do evento — e dispensado. Em poucos metros quadrados concentrava-se o presidente, o seu sucessor imediato e os nomes que já disputam, em silêncio, a herança política de 2028.

Participantes neste episódio1
D

Desconhecido Desconhecido

HostJornalista
Assuntos5
  • Atentado contra Donald TrumpCole Tomas Allen · Washington Hilton · Associação de Correspondentes da Casa Branca · John Hinckley · Ronald Reagan
  • Linha sucessória presidencial dos EUADesignated Survivor · JD Vance · Mike Johnson · Marco Rubio · Pete Hegseth · Irã
  • Violência política nas democraciasPolarização política · Extremismo e radicalismo · Geopolítica · Alemanha · AFD
  • Teorias da conspiração e violência políticaMovimento MAGA · Tucker Carlson · Candace Owen · Nick Fuentes
  • Protocolos de segurança e resgateServiço Secreto · Resgate de autoridades · Trauma
Transcrição49 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá pessoal, não posso deixar de comentar com vocês o atentado que aconteceu na última semana com o presidente Trump no jantar da imprensa, um evento anual. Primeira vez que o Trump participa ao longo...

contando o seu primeiro mandato e o segundo mandato. Então, é um evento importante que aconteceu mais uma tentativa de assassinato, a ele mais um atentado, mais um ato de violência contra o presidente, mas dessa vez a situação envolve uma série de outros membros do seu governo, autoridades. Isso traz uma discussão importante sobre a linha sucessória.

possíveis erros, possíveis problemas, reflexões e considerações aqui do que significa tudo isso, se o ataque fosse maior, vou falar desses assuntos no vídeo de hoje e, claro, também falar do que isso reflete nas democracias, porque...

Esse é um problema atual das democracias e tem um impacto direto na geopolítica, como eu sempre falo para vocês, porque se as democracias estão enfraquecidas, isso significa que as ditaduras podem se sobressair. Vamos fazer uma pausa antes de continuar no vídeo, pessoal, para falar do nosso parceiro e patrocinador, a Insider.

Eu estou sempre com a minha Tech T-shirt, as camisetas, mas eu já disse para vocês que a Insider tem várias outras roupas e eu estou usando aqui a minha camisa com tecido tecnológico. E olha como ela é agradável, como cai bem no corpo. As mesmas propriedades da Tech T-shirt, da camiseta, tem na camisa. E é uma camisa elegante, que serve para qualquer situação. Ao mesmo tempo, você está em um lugar não tão arrumado, com uma coisa mais leve, ela é muito leve, é muito agradável.

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Bom, vamos continuar então aqui com o vídeo. E aí, primeiro ponto importante que eu acho é a terceira tentativa de assassinato do Trump. E isso não é pouca coisa, né?

Esse é um sinal claro, evidente de que a violência política está presente nas democracias. Eu tenho dito isso inúmeras vezes, falei disso na minha palestra no TEDx de Portugal e identifico, inclusive, que esse fenômeno está ligado com fenômenos no passado, antes da Primeira Guerra Mundial e antes da Segunda Guerra Mundial. Violência política, ela é crítica...

como um termômetro que nos indica para onde a política está indo, qual é o nível de extremismo, de radicalismo de uma sociedade, qual é a aceitação e normalização da violência para lidar com questões políticas. Imagina, se a gente aceita normalizar a violência dentro da nação,

O que dirá para fora? Porque dentro da nação, supostamente, nós estamos lidando com a mesma família, somos o mesmo povo, a mesma história, tem laços que nos unem, temos interesses comuns, que é o bem-estar, o crescimento e a prosperidade de todos nós. É muito fácil você se voltar contra o inimigo externo.

inclusive para unificar a nação, imagina-se internamente esse é o status da coisa, é violência, é uso da força, quer dizer que nós estamos indo para um lugar ruim, quer dizer que nós vivemos momentos de instabilidade, eu identifico esse sim como um dos grandes fatores de instabilidade gerais do mundo e da geopolítica, claro que ele não afeta todos os lugares, porque é uma boa parte do mundo.

A maior parte do mundo é composto por ditaduras que não sofrem desse mal. Mas, para as democracias, a violência política é crítica, e eu também comentei isso já em outras oportunidades, que ela é o último estágio da polarização. A polarização começa com discussões...

discursos acalorados, onde os dois lados se separam, um impasse legislativo onde nada se aprova, brigas e narrativas em grande escala nas mídias. E a última etapa dessa polarização é claro que é.

a violência, onde os grupos políticos se armam e se preparam e normalizam ou acham aceitável você usar a violência. Inclusive, esse é um belo de um termômetro, perguntar para as pessoas, você acha que é justificável? E uma pesquisa nos Estados Unidos, nessa linha, perguntou para os americanos, você acha justificável o uso da violência para conquistar um objetivo político?

E vejam que surpreendente, um quarto da população americana diz que sim. Algumas pesquisas falam que 9% ou 3% numa outra estariam dispostos a pessoalmente participarem do uso da violência para resolver os problemas do país. A violência política está presente. Mais um incidente em outros estudos mostram que 2025... Quando tiver oραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραραρα

Foi o primeiro ano depois de muitas décadas onde a violência política na esquerda passa a violência política no espectro da direita, político. Então, isso é um indício de que a violência veio para chegar. Isso não é um fenômeno só americano. Isso está acontecendo na Alemanha. Nós temos vários membros...

partidários ou afiliados ao AFD atacando políticos de outros partidos e os próprios políticos do AFD, que é o partido de extrema-direita da Alemanha, também sendo atacados, ou seja, não é só se esse é o de extrema-direita, mas tem gente extrema do outro lado que também ataca eles. E esse é um sinal bastante preocupante.

Então, o Trump, no final, o evento, o episódio, não foi tão grave assim, porque...

O atirador foi contido logo na entrada, um ataque mais amador, diríamos assim. Mas aí nós temos outras preocupações e considerações e a primeira delas é a noção de que estavam todos ali reunidos. Quando a gente olha para o passado e o Kennedy foi baleado e aí o seu vice-presidente também não estava numa condição de saúde.

estava com um problema, todo mundo ficou preocupado, porque simultaneamente duas pessoas na linha de sucessão nessa condição, os Estados Unidos ao longo dos anos foi aperfeiçoando esse processo de manter o governo funcionando em qualquer condição. O ápice dessa história é a Guerra Fria, com a possibilidade de você ter uma destruição massiva e matar os...

praticamente todo mundo do governo, e aí se criou uma série de bunkers e abrigos secretos para colocar o Congresso inteiro, para colocar membros do gabinete da presidência, que seria o equivalente aos ministros, e assim por diante. Óbvio que isso não é mais praticado da mesma maneira, mas as regras da linha de sucessão existem, e as regras são claras. Primeiro nós temos o vice-presidente, depois...

A gente tem o speaker da House, o Mike Johnson, no caso, que ele é o equivalente ao presidente da Câmara dos Deputados. E depois nós temos um senador, que é o senador mais antigo.

Ele tem um cargo simbólico de presidência do Senado, mas ele tem um título de presidente, é um cargo simbólico. Essa figura, ele é o senador mais antigo do partido que detém a maioria no Senado. E no caso é um senador de Iowa, de 92 anos, que por um acaso não estava no dia do episódio ali. Então a gente talvez possa chamá-lo de...

Designated Survivor, eu vou falar disso também, que tem a série, mas é um termo conhecido dentro dos Estados Unidos, onde o presidente escolhe alguém para não romper a linha de sucessão ou para não acabar com a continuidade do governo.

E isso não foi escolhido pelo presidente, ele só não estava lá, esse senador, não estava presente no evento. E aí depois você vem com os membros do governo, os ministros ou secretários, no caso, equivalentes. Secretários que são equivalentes a ministros para nós, que é o gabinete inteiro do presidente. E o primeiro, que seria...

o quarto na linha sucessória é o Rubio, porque o secretário de Estado é o órgão mais antigo do governo americano. E aí, dali para frente, todos vão sendo, depois vem o Scott Besant, depois vem...

o secretário do departamento de defesa e assim por diante. O último de todos da lista é o do Homeland Security, porque foi o último secretariado, o último ministério a ser criado. Então, você tem essa linha sucessória. A grande discussão importante desse evento é que estavam quase que todos ali colocados no mesmo lugar.

E isso cria um risco enorme para a continuidade do governo americano. Imagina se não fosse um atirador, mas fosse um grupo, uma milícia, um comando iraniano da guarda revolucionária, uma espécie de Estado Islâmico, um grupo da Al-Qaeda, com vários desses ataques que já fizeram para o mundo, não contra diretamente autoridades, mas contra a população civil. Imagina se eu entrasse em...

quinze, vinte homens armados ali com coletes suicidas, com bombas, e se explodissem, e conseguissem explodir o prédio inteiro, o hotel inteiro, o Hilton, onde aconteceu o evento, e acabassem com todo mundo que estava ali dentro, a linha sucessória.

seria eliminada, então basicamente isso seria um problema bem grave para o governo americano, todo mundo está discutindo isso, como que esse evento permitiu que estivessem todos ali reunidos, esse evento nem é classificado como um grande evento de segurança nacional, existe isso no establishment americano também, para você escolher.

eventos especiais, eventos especiais tem outro nível de segurança, o espaço aéreo é fechado, monitorado, as agências de inteligência, você tem busca e preocupação com questões químicas, biológicas. Esse evento, por não ser organizado pela Casa Branca, mas ser organizado pela associação de imprensa,

não estava, não tinha esse status de preocupação e aí algumas coisas não foram coordenadas talvez da melhor maneira possível mas obviamente está todo mundo debatendo e pensando que não se pode colocar todo o gabinete todas as autoridades, congresso, câmara, senado, todo mundo junto num lugar só porque isso é muito arriscado e ainda mais se tratando...

dos Estados Unidos estarem em guerra com o Irã. E o Irã, uma das suas grandes armas, ou talvez a maior arma, é a guerra simétrica, o uso de organizações terroristas, de milícias. O Irã mesmo já tentou matar o presidente Trump, já programou um atentado contra ele. Então, assim, não poderia...

ter acontecido isso, colocado todo mundo ali, essa foi uma discussão bem importante e válida para a gente pensar sobre o acontecido. E aí tem outras curiosidades, e algumas delas que tocam em teorias da conspiração, dizer que o Trump que armou tudo isso porque a popularidade dele está baixa. Basicamente, isso é aquele tipo de teoria que quando...

não é com alguém do lado que você gosta ou defende, você aceita, mas quando falam isso do seu lado, do seu lado político, me refiro, você é contra. Então, a história da facada no Bolsonaro, os outros atentados do Trump, agora tem até gente...

da direita, aquela franja do movimento MAGA, aquela direita ultra-radical dentro do MAGA, os Tucker Carlson, os da vida, a Candace Owen e Nick Fuentes, essa turminha aí tem dito que o atentado, aquele que...

a bala acertou a orelha, de raspão a orelha do Trump, ele foi planejado pelo próprio Trump, porque eles basicamente se tornaram anti-Trump, anti-maga, mas então não é só a esquerda que defende essas ideias e teorias conspiratórias, a direita também tem isso, e óbvio esse não é um campo que eu entro, não acredito nisso, inclusive tem um dado interessante.

Um dos critérios ou fatores que colabora com a violência política é a crença em teorias conspiratórias. Pesquisas e estudos mostraram que quanto mais a população acredita em teorias conspiratórias, maior são as chances desta parte que acredita nisso em dizer...

ou aceitar que violência possa ser um caminho para resolver as suas desavenças políticas ou alcançar certos objetivos políticos. Vejam, então, se você gosta de teoria da conspiração, cuidado que você pode estar em breve mergulhado numa lama onde você acredita que a única maneira de resolver as desavenças políticas.

é na base do uso da força. E aí, óbvio que nós estamos falando de um estado de guerra, e guerras não trazem estabilidade, mas só instabilidade. Então, nem entro nessa parte, isso nem é relevante falar de...

das teorias da conspiração, se foi ou não. O atentado foi real. A gente vive um momento de instabilidade no mundo, onde a violência política é parte da polarização, é parte do momento que a gente assiste teorias conspiratórias, de narrativas extremistas. É o fenômeno completo. Então, está aí, está dado, está aí acontecido com frequência. Já são três contra o Trump.

Felizmente, nada mais sério aconteceu. Tem algumas outras observações, vale a reflexão, do ponto de vista de crítica ou entendimento, mas quando a gente assiste o vídeo, o J.D. Vance é retirado rapidamente e o Trump nem tanto. O Trump jamais critica ninguém dos serviços secretos em público, ele tem um respeito, uma...

dívida, uma gratidão, afinal de contas, a vida dele já foi salva e ele sabe que aquelas pessoas estão ali dispostas a dar a vida delas para salvar a dele, então ele jamais critica ninguém do serviço secreto em público, ele é muito...

cauteloso, atencioso, enaltece o trabalho deles, mas talvez valha observar as críticas do que possa ser melhorado nesse episódio. Uma das coisas que aconteceu é que demoraram para retirar ele dali e tiraram o Jade Vance mais rápido. Outro detalhe interessante é que...

Nessas situações, você não vai salvar todo mundo, você vai salvar só aquela figura que é a autoridade. Ah, mas eu estou com a minha esposa aqui. Bom, a sua esposa não é importante, nós não temos gente suficiente, nós não vamos conseguir resgatar todo mundo. A esposa do presidente é outra história, mas o secretário Kennedy... Bom, o sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano sano

o secretário da saúde, a esposa dele foi deixada para trás e ele tentando, pedindo para voltar e pegar ela. Várias esposas foram deixadas para trás ou vários familiares foram deixados para trás. Essa é a realidade do que acontece numa situação como essa. Tem, por fim, também a esposa do Charlie Kirk, que estava lá.

Óbvio, ela não é uma autoridade, não foi defendida, protegida, resgatada, mas imagina o trauma para ela que teve o marido morto exatamente por esse tipo de ação de violência política. É isso, essa discussão é interessante, se a gente tem um mundo cada vez mais violento politicamente, a polarização aumentando, cada vez mais uma preocupação para essa linha sucessória, como ela vai funcionar, não reunir tantas autoridades num lugar só. Óbvio, ela vai funcionar.

e discutir o que pode se melhorar na segurança de eventos como esse. Ok, no final deu tudo certo, era uma pessoa sozinha, mas esses planos e esses atentados podem ser muito mais sofisticados. Então fica aqui as minhas observações e reflexões sobre esse assunto.

Espero que vocês tenham gostado. Não esquece de dar like no vídeo, gente. Segue o canal, ative o sininho, compartilhe com seus amigos. Até mais.

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