SITUAÇÃO NO IRÃ FOI RESOLVIDA? A GUERRA VAI VOLTAR? ESTREITO DE ORMUZ FECHADO?
A guerra durou quarenta dias. O cessar-fogo está de pé. As negociações seguem. Parece que acabou.Não acabou.Os EUA e Israel tinham alguns objetivos no conflito, como desmantelar o programa nuclear iraniano, mudar o regime e reabrir o Estreito de Hormuz. Quarenta e oito dias depois, o regime sobreviveu, o programa nuclear continua em pé e o estreito — que estava aberto antes da guerra — só fechou porque a guerra começou.O Irã saiu militarmente enfraquecido, mas politicamente radicalizado. A liderança que emergiu do conflito é mais extrema do que a que existia antes. E enquanto diplomatas negociam no Paquistão, o cessar-fogo é usado para reposicionar peças no tabuleiro.Hoje na live, vou fazer um panorama completo do conflito: o que a guerra produziu, o que o cessar-fogo resolve — e o que ele deixa sem resposta.
Desconhecido Desconhecido
- Conflito Irã-EUACessar-fogo e negociações · Fechamento do Estreito de Hormuz · Impacto econômico da guerra · Estratégias dos EUA · Relações EUA-Irã
- Estratégias de bloqueioBloqueio naval dos EUA · Pedágio do Irã · Consequências do bloqueio
- Consequências econômicas das guerrasEfeitos na economia global · Possibilidade de terceira guerra mundial
- Relações InternacionaisApoio da China ao Irã · Impacto na Arábia Saudita · Reações da comunidade internacional
Vamos para mais uma live nossa para falar das atualizações da guerra. Claro, tem bastante coisa acontecendo, movimentos bem importantes, estamos chegando ao prazo final.
do deadline, o prazo que o Trump deu, são duas semanas de cessar fogo, não o Trump, mas os dois lados concordaram com duas semanas de cessar fogo. As negociações no Paquistão, o Paquistão está mediando isso, não avançaram. Quem está coordenando as negociações é o J.D. Vance, o vice-presidente, por razões que pretendo falar para vocês aqui hoje também.
E estamos chegando nesse momento decisivo. Estados Unidos fez uma movimentação bastante importante, que é um contrafechamento ao estreito. Voltou e respondeu ao que o Irã está fazendo na mesma moeda.
E isso soa um pouco contraditório para quem está acompanhando o desenrolar das coisas. Na verdade, os Estados Unidos exigiam que o Irã abrisse o estreito e o Irã não cumpriu com a sua parte no cessar-fogo, não abriu. E os Estados Unidos foram lá e fecharam. Isso pode parecer estranho. Muitas pessoas me perguntando, mas por que os Estados Unidos fechou se ele quer que abra? Isso não vai causar problemas? E óbvio que eu vou explicar isso no detalhe e a gente vai...
refletir aqui, ponderar sobre todas as possíveis consequências e estratégias por trás desse movimento americano. Eu...
Vamos todo mundo dar like, gente. Vou ficar pedindo para vocês darem like aqui no vídeo, na live, para a gente subir aí no algoritmo. Sei que vocês estão aí na hora do almoço, mas vocês almoçam e se atualizam do que está acontecendo no mundo.
Então, o que eu quero começar aqui, acho que é esse contramovimento, o fechamento americano. Acho que essa é a grande dúvida, por que os Estados Unidos fez isso. E, na verdade, tudo isso está fundamentado na ideia de que o Irã agora ganha dinheiro com o Estreito de Hormuz.
Porque o fechamento do Irã é um fechamento para os inimigos, ou para os rivais, ou para aqueles que não estão dispostos a pagar o pedágio. E o Irã tem cobrado um pedágio, se fala em um dólar por barril, se você tem um super cargueiro, super petroleiro que carrega dois milhões de barris. Então tem países ou empresas ou...
petroleiros pagando 2 milhões de dólares. E isso está dando um dinheiro para o Irã que ele não tinha. Além disso, claro, o Irã também pode continuar vendendo o seu petróleo. Então veja, o Irã durante a guerra vendeu mais petróleo do que sempre. Ele nunca vendeu tanto petróleo quanto ele vendeu na guerra.
E isso porque ele controlou ali o estreito e todas as suas embarcações vendiam. E claro, ele sabia que ele estava na guerra, então ele tentou otimizar as vendas para ganhar mais dinheiro. Então o Irã, de um lado, vendeu muito petróleo e de outro ele arrumou uma nova fonte de renda.
que são os pedágios. Vejam, isso não poderia ser melhor para o Irã, não poderia ser mais propício economicamente para o Irã. Além disso, uma outra coisa que o Irã fez, e na verdade isso é uma consequência da ideia de vender, não é que o Irã, quando ele vende o petróleo, já está vendido, mas ele embarcou o petróleo.
Então ele colocou o petróleo em navios e tirou os navios dali. Para vocês terem uma ideia, o Irã criou uma reserva de petróleos que estão em alto mar da ordem de 160 milhões de barris. Se o Irã está vendendo 2 milhões por dia,
A gente faz uma conta aí e basicamente o Irã conseguiria, ou tem um estoque em alto mar espalhado, não só aqui, mas espalhado pelo mundo, na ordem de dois meses e meio. Basicamente, o Irã tem um estoque para vender por dois meses e meio, uma vez, levando em consideração.
que o estreito está fechado agora pelos Estados Unidos para impedir que o Irã venda qualquer coisa. Então, o Irã vendeu muito, o Irã colocou petróleo espalhado pelo mundo e o Irã começou a cobrar um pedágio. Então, o Irã se preparou economicamente, a situação da guerra levou ele a uma condição econômica talvez melhor.
pergunta é, por que os Estados Unidos não fechou o estreito antes? E assim, não é fechar literalmente, mas por que os Estados Unidos não foi lá e impediu os navios do Irã de continuarem vendendo pro mundo? Ou simplesmente né?
ou simplesmente o Irã, ou simplesmente ele embarcar esse petróleo e deixar ele parado em navios fora da região. Porque os Estados Unidos estavam preocupados com o preço do barril do petróleo. Ao mesmo tempo que o Trump está travando uma guerra do ponto de vista militar, ele está tentando controlar as rédeas das consequências econômicas dessa guerra, que são altas, porque mexem diretamente na inflação.
E o Trump disse ontem que ele vai demitir o Powell, que é o presidente do Fed, se ele permitir ou se ele quiser continuar como um membro do conselho do Fed, dos governadores do Fed. E isso mostra o quanto o Trump está incomodado, já estava incomodado antes, mas continua incomodado com a política de juros. E a política de juros claramente é influenciada.
pela inflação. Então, se o Trump quer forçar o Banco Central a baixar os juros por razões políticas, isso vai ser impossível de acontecer se a inflação está mais alta. E a inflação, sim, está mais alta, ficou mais alta depois de seis semanas de guerra. Esses dados foram publicados nos Estados Unidos e no Brasil, inclusive, e em muitos lugares do mundo.
porque o preço do petróleo, da energia, impacta em uma série de coisas. Então, aí está um indício das limitações que o Trump tem, as limitações econômicas. Eu estava explicando que ele não bloqueou os navios iranianos desde o começo, porque ele estava evitando que o choque econômico fosse muito alto.
Então, o Trump está o tempo inteiro, desde que iniciou a guerra, mandando um recado para o mercado. A guerra vai ser curta, a guerra vai acabar. E, ao mesmo tempo, tentando trazer medidas em outras frentes que não exacerbem o problema. Dentre elas, não vou bloquear os navios iranianos, porque senão ele iria retirar mais 2 milhões de barris de petróleo do mercado, que é o que o Irã exporta.
Mais ou menos, já falei isso para vocês, todo mundo já sabe, são 20 milhões de barris que passam pelo estreito. Desses 20 milhões, se estima que 13 milhões foram retirados do mercado, porque tem uns outros 7 milhões que estão passando pelos...
Os oleodutos que transferem uma parte da produção da Arábia Saudita para o Mar Vermelho ou dos Emirados para Oman, para o outro lado. Então a gente tem 7 milhões que ainda estão fluindo de alguma maneira, mas 13 milhões estão fora do mercado. Se você acrescentar mais dois do Irã, são 15 milhões.
O governo Trump não quis fazer isso, o Trump não quis colocar mais essa pressão. Outras coisas que ele fez. Ele liberou a própria venda do petróleo iraniano e russo sancionado que já estava em alto mar. E para aliviar a pressão do mercado.
Vejam, então o Trump está conduzindo uma operação militar, uma guerra, e ao mesmo tempo ele está tentando segurar as consequências econômicas dessa guerra. Todas as ações que ele tem feito são medidas nesse equilíbrio. E as manifestações públicas do Trump também vão nessa linha.
Ele tenta parar, ele tenta dar recados para o mercado, ele faz pronunciamentos que dizem a guerra vai acabar, não, eu vou fazer isso, aí depois ele recua. Tudo para ir tentando controlar o comportamento do mercado. Ele não quer perder a rédea econômica.
E sim, isso é bastante importante nessa situação, porque ele foi para a guerra sem uma grande aprovação popular, sem consultar ninguém, sem aprovação do Congresso, está próximo dos midterms, que são as eleições do Congresso americano intermediárias.
Então tem uma série de pressões com o Trump. O seu movimento MAGA está brigando com ele, mas está certo que a parte que está brigando com ele são aqueles mega radicais de Tucker Carlson, Candace Owens, e o Trump mesmo decidiu expulsá-los do MAGA, está brigando com eles.
Mas é mais uma pressãozinha e a mídia que não gosta do Trump está dando muito espaço, muita vazão e plataforma para essas figuras e dizendo, olha, o próprio movimento do Trump é contra o Trump nessa guerra. Mas o fato é que a opinião pública americana não está satisfeita porque ela não foi...
instruída, vendida, não foi envolvida na guerra. E não só americana, mas do resto do mundo como um todo. Na Europa, a opinião pública europeia está muito anti-Trump. Tanto que a Meloni
que é uma mega aliada do Trump, está virando as costas. A Itália está negando que os Estados Unidos usem as bases italianas para fazer reabastecimento ou decolar aviões de ataque da Itália para a guerra no Irã.
E é curioso ver ela fazendo isso. E ela está fazendo isso porque ela tem que sobreviver politicamente e ela está lendo o cenário. Então, o Trump não está num lugar fácil. Qualquer coisa a mais que ele tentar fazer ou qualquer consequência a mais da guerra na parte econômica, ele vai ter um problema e por isso que ele está tentando controlar. Por isso que ele não foi para cima dos navios iranianos até então.
Só que agora chegou num impasse. O que a guerra, ou a forma como os Estados Unidos se apresentou para a guerra, ele tinha alguns objetivos. Eu já citei aqui para vocês na primeira live da guerra, eram basicamente três objetivos, um quarto talvez...
não dito, mas existente, que era derrubar o regime, como não foi dito, não foi estabelecido propriamente, não dá para dizer que esse era um objetivo, mas todo mundo sabe que se conseguisse fazer isso, seria melhor ainda, e algumas partes da operação visaram fazer isso.
Mas os objetivos têm que mudar, porque a guerra está mudando. E como o Irã conseguiu fechar o estreito, o objetivo de abrir o estreito não era um objetivo. E passou a ser. E como passou a ser, o Trump está lidando com uma outra realidade. E aí, então, agora ele decidiu que ele vai interditar os navios iranianos. Ou, melhor, ele não só vai interditar os iranianos, como ele vai interditar qualquer navio.
que faça uma parada em porto iraniano. O que significa isso? Quem parou no porto quer dizer que está pagando pedágio para o Irã. Não importa de qual país seja, você será interditado, será bloqueado pela marinha americana. E a vantagem é que os Estados Unidos não precisam fazer o bloqueio no estreito. Os Estados Unidos estão fazendo esse bloqueio fora.
numa região mais distante, mais isolada, onde ele pode simplesmente estar mais seguro, longe do alcance dos mísseis, dos drones, artilharia, ou o que for, dos barquinhos iranianos de ataque. Isso coloca os Estados Unidos numa posição mais segura e podendo interditar, bloquear esses navios.
Parece que os Estados Unidos já fez isso com alguns, muitos outros que iam atravessar viram que o bloqueio estava colocado, deram meia volta e desistiram, mas também a gente tem notícias de navios que pararam em portos iranianos e passaram. E aí começa um pouco da discussão mais técnica de como vai ser a operacionalização desse bloqueio por parte dos Estados Unidos. Porque o que está em jogo?
Em jogo você, de repente, pegar um navio chinês, bandeira chinesa, sediado em Hong Kong, e você vai ter que entrar dentro do navio, embarcar no navio com soldados americanos. Qual vai ser a resposta da China para isso? Não, a China não vai entrar em guerra com os Estados Unidos por isso, gente. Não, isso não vai começar a terceira guerra mundial, mas a China pode querer retaliar.
Depois que o Trump obrigou o Panamá a vender os portos que a China administrava do canal, a China tem retaliado com todos os navios...
que tem bandeira e estão registrados no Panamá. E existe uma regra na navegação internacional, que os navios hoje trabalham com uma ideia de livre registro. O navio é americano, ele foi construído na Coreia do Sul, aí ele vai se registrar e vai estar sediado no Panamá. Por quê?
porque o Panamá oferece os melhores incentivos fiscais, as melhores questões tributárias. E isso só aconteceu no mundo, essa permissão de você não ter o navio do seu país registrado no seu próprio lugar, porque a livre navegação se tornou uma realidade sólida, consolidada e dada.
Antes da gente ter essa regra de que você podia registrar um navio em qualquer lugar do mundo, isso não acontecia, porque todo mundo sabia que precisava que o seu país defendesse o seu navio, a sua propriedade. Então, se você era um navio americano, você ia registrar ele com a bandeira americana. Porque se tivesse algum problema, o governo do seu país ia defender a sua propriedade. Só que nós chegamos num estágio, depois da Segunda Guerra, onde a livre navegação passou a se tornar algo dado. E aí
consolidado, a ponto de que se abriu esse espaço para buscar saídas econômicas melhores, ou seja, pagar menos imposto, questões de menos burocracia, facilidades melhores. E aí isso abre um outro problema, porque os navios têm bandeira de um lugar, mas eles são de outro, e a maioria dos navios estão registrados em países muito pequenos.
muito pobres e que não vão lá defender. Mas esse é só um detalhe aqui, um parênteses para vocês entenderem.
um pouco do funcionamento e principalmente, um pouco do funcionamento da navegação internacional mercante e principalmente a relevância e o peso que a ideia de livre navegação tem para o mundo. E esse é um indício que demonstra exatamente a força da livre navegação. E por que eu estou trazendo esse ponto? Porque é exatamente isso que está em jogo nessa guerra.
A questão mais importante da guerra, hoje, é o fechamento do Estreito de Hormuz. Mais até do que o programa nuclear iraniano. Porque o programa nuclear iraniano não é algo imediato. Mas a tal da bomba atômica do Irã se tornou a capacidade dele fechar o Estreito.
E isso fere um dos pilares do império e da força americana, que é o controle dos mares, como eu já falei para vocês em um outro vídeo, e também fere um dos princípios ou um dos pilares que deu essa capilaridade, essa potência para a globalização, para a economia mundial, para o comércio internacional. O comércio internacional não vai ser o mesmo se a livre navegação não existir.
Ok, temos tarifas, protecionismo, OMC fracassando, mas ainda assim o comércio internacional depende muito dessas rotas logísticas em pleno funcionamento. E nós temos alguns episódios que estão abalando esse fundamento do comércio internacional, da economia mundial.
Um deles é agora o Estreito de Hormuz, mais grave, mas antes disso, o surgimento da frota clandestina da Rússia e do Irã. A frota clandestina desafia as regras internacionais de navegação, todos esses princípios que regem essa estrutura, essa infraestrutura que rege o funcionamento do mundo.
Pessoal, não esquece de dar like na live aqui, para a gente subir aqui a relevância. Quem não deu like, por favor, dê um like aí. Então, os Estados Unidos estão fazendo um bloqueio.
E isso é uma novidade. Claro que a grande pergunta, algumas perguntas, não é uma só, mas algumas das perguntas importantes. Os Estados Unidos vai levar o bloqueio a sério? E aí eu já expliquei para vocês que tem alguns navios que passaram. Aí tem uma outra discussão. Mas ele vai parar todo mundo? Países importantes e poderosos também? Ele vai parar os navios chineses?
Tem que parar. Nessa abordagem de quando ele embarcar dentro do navio, o chinês vai obedecer o que ele falou? Se não vai obedecer, a regra e a ordem é colocar soldados americanos dentro do navio para comandar o navio e levar o navio para outro lugar. Vai ser feito isso com o navio da China? São situações bem delicadas e difíceis.
o Departamento do Estado americano, que é o equivalente ao Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores, a diplomacia americana, quando parar um navio chinês, vai ter que entrar em ação e conduzir isso e não deixar simplesmente que essa situação seja...
tocada ou organizada somente pelas forças militares americanas, porque você pode criar um incidente. E o incidente pode ser desde retaliação imediata ou uma crise maior com a China. Os Estados Unidos não quer isso, até porque o Trump está em uma viagem em breve para a China.
e está tentando resolver outras questões com a China. Não quer provocar, então vai ser delicado e talvez não seja tão funcional, porque imagina se todos os navios iranianos ou chineses que foram pegar o petróleo iraniano passarem. Quer dizer que o bloqueio vai continuar deixando o Irã numa posição confortável.
Aí tem os navios iranianos. Esses são mais fáceis e realmente não tem porque os Estados Unidos ter nenhum problema. Os Estados Unidos vai ter que abordar todos eles, embarcar no navio, capturar o navio e prender. Aí uma discussão ou um questionamento é para onde os Estados Unidos vão levar esse navio. E uma possível...
solução é aqui pra Diego Garcia, aquela base americana no meio do Índico, é uma base bem grande, com porto profundo, dá pros Estados Unidos colocar uma tripulação a bordo, conduzir o navio e levar. Isso já aconteceu no caso da Venezuela, lembram que tinha um navio da Venezuela que tava...
ele saiu da Venezuela, fugiu do bloqueio naval americano e começou a navegar o Atlântico inteiro. Ele só foi capturado aqui perto da Islândia, da Escócia. E os navios americanos foram perseguindo eles. No meio do caminho ele mudou de nome, mudou a bandeira, o registro dele. Diz que era um navio russo. A marinha russa chegou para protegê-lo.
Mesmo assim, as embarcações militares da Guarda Costeira Americana fizeram a abordagem e os russos se afastaram quando os navios americanos chegaram perto e abandonaram o tal do navio. Mas houve um movimento militar da Rússia para tentar proteger o navio. E esse navio foi capturado e a tripulação americana embarcou e trouxe o navio e ele está nos Estados Unidos nesse momento.
existe um precedente, isso tem sido feito, não vejo nenhum problema para os Estados Unidos fazer isso com as embarcações iranianas. Com as embarcações chinesas pode ser um pouco mais complicado, mais delicado, e isso deixa um furo no tal do bloqueio naval americano, ou do bloqueio ao estreito.
O que mais? Então, por que os Estados Unidos estão fazendo isso? Para tirar o pedágio, a capacidade de pedágio do Irã, para estrangular as receitas que o Irã tem. Então, o pedágio é a novidade. E isso abala o livre comércio, a livre navegação no mundo e o fundamento da hegemonia americana.
A segunda coisa é que o Irã ganha dinheiro com isso, um dinheiro novo. E, por fim, você estrangular a economia iraniana nas outras questões que o Irã já dependia do petróleo para sobreviver. E ainda mais, o Irã também depende de alimentos e outras coisas que chegam de fora, inclusive gasolina e diesel.
porque o Irã não tem a capacidade de refino de tudo que ele consome. Então, apesar dele ser um grande produtor de petróleo e controlar o acesso do estreito, do maior trânsito, da maior rota de navegação energética do mundo, ele ainda assim não tem a gasolina e o diesel que ele precisa. Então, isso precisa vir de outros lugares. Se os Estados Unidos fechar o acesso, o Irã não recebe gasolina, não recebe comida, não recebe uma série de coisas.
Se esse bloqueio for bem feito, realmente sólido, rígido e nada passar, vai chegar uma hora que a situação para o Irã pode ficar difícil. Mas nós temos que tomar cuidado com essa análise. Por quê, pessoal?
O Irã está sob sanções econômicas há 40 anos. 40. Isso significa que pressão econômica no Irã é uma coisa comum. Ele está acostumado. E essas sanções, ele arrumou jeitos de burlá-las. Por exemplo, existe sanção contra o petróleo iraniano. E o Irã criou uma frota clandestina. Países compram clandestinamente. A China é o principal comprador. 90% de tudo que o Irã vende é...
É para a China. Então, não é que sanção e bloqueio naval vai impedir o Irã. O Irã vai arrumar outros meios de vender. Uma das maneiras é, de repente, ele vender via Paquistão. Ele tem fronteira com o Paquistão. Então, ele contrabandeia e recebe por terra. Ah, de repente, os alimentos chegam no Paquistão e são vendidos via terra para o Irã.
O Irã vai direto comprar no Paquistão e o Paquistão começa a comprar mais. Não é tão simples assim achar que o bloqueio vai acabar com a sobrevivência iraniana, com a economia iraniana. Existe sim uma pressão maior na economia do Irã, mas não dá para a gente achar que isso é uma bala de prata ou está resolvido o problema e o Irã vai sucumbir.
O que está realmente acontecendo, e falei disso outro dia num vídeo bem curto no Instagram e aqui no YouTube, é um teste de resistência econômico. Quem vai sucumbir primeiro? De um lado, o Irã tem dois meses e meio de petróleo em alto mar para vender e, do outro, a economia mundial.
O Irã aguenta do jeito que ele está, dois meses e meio, tecnicamente. Sem os outros mecanismos que eu acabei de descrever. Comprar por terra, do Paquistão, de outros, arrumar alimento que vem de algum outro lugar e assim por diante. A economia do mundo aguenta dois meses e meio?
Parece que não. Se o Trump em seis semanas de guerra acabou recuando, se depois de seis semanas de guerra a inflação já subiu nos Estados Unidos, se o preço da gasolina subiu nos postos americanos com duas semanas de guerra,
Se o Trump ontem subiu o tom contra o atual presidente do Fed porque ele não baixa os juros, tudo isso são indícios de que a situação política e econômica para o Trump não tem dois meses e meio.
E aí, essa é a aposta que os Estados Unidos estão fazendo. Me parece que se o Irã não se rendeu pela via militar, achar que o Irã vai se render pela via econômica é uma expectativa muito otimista.
Otimista, além da conta, gente, porque o Irã está acostumado com isso. E não é só o Irã. Todas as ditaduras estão acostumadas. A Coreia do Norte não construiu a bomba atômica deles quando a economia estava bombando. Construíram sob sanções, apertados, as pessoas passando fome. Regimes ditatoriais... ...é...
Desastre econômico não faz eles colapsarem ou mudarem de ideia. Olhem a Venezuela. 26 anos, 25 anos de colapso econômico e o regime do Maduro e do Chaves permaneceram no poder.
Os projetos continuaram os mesmos. Olha a Rússia, todo mundo apostando. Não, a situação econômica da Rússia vai ser difícil, ela não vai continuar a guerra com a Ucrânia. Nada disso acontece. Irã, Coreia do Norte, Rússia e Venezuela, todos seguiram o curso dos seus projetos. Não me parece que essa aposta vai dar certo. Esse bloqueio tem que ser feito de uma forma muito, muito...
séria. Tem uma outra coisa que vai acontecer se o bloqueio for levado muito a sério, que é a capacidade do Irã escoar a sua produção. Porque assim, o Irã produz e aí se ele não embarca esse petróleo no navio, ele tem que estocar em algum lugar. Se ele não tem, ou se ele tem uma capacidade de estoque muito grande, tudo bem que não vai ser embarcado no navio.
E essa é uma outra coisa que provavelmente Estados Unidos está contando. Vamos impedir que o Irã consiga embarcar esses navios. Não adianta embarcar o petróleo no navio e aí o navio não conseguir sair do estreito ou ser interditado, ser capturado. Se isso acontecer, aí o Irã não vai ter mais como colocar petróleo no navio. E se ele não tiver isso...
ele vai ter que estocar quanto estoque o Irã tem ou quanto depósito ou espaço de estoque ele tem para guardar. Vai chegar uma hora que vai atingir o limite e o Irã vai ter que desligar os seus poços de exploração, de perfuração.
Isso já aconteceu no Iraque, isso está acontecendo no Kuwait, e isso tem uma consequência muito grande. Porque, geologicamente falando, os custos, quando você desliga um poço, não é só religar de novo. Então você estraga o poço. E aí a indústria de petróleo iraniana vai ser comprometida.
Mas, prestem atenção, quando a indústria de petróleo iraniana é comprometida, o mundo também é comprometido, porque você retira do mercado mais barris de petróleo e a pressão econômica sobre a economia mundial aumenta. Vejam, então, o que está em jogo aqui. Cada vez que você gera uma dor para o Irã, você também está gerando uma dor para a economia do mundo.
E esta guerra se tornou uma competição de quem aguenta mais tempo a dor. E os dois lados estão apostando que o outro vai desistir antes porque a dor é alta demais. Tem uma diferença muito grande. Tanto os Estados Unidos ou outros países democráticos respondem a opinião pública.
O Irã, a Rússia, a China não respondem. E para eles é muito mais fácil lidar. A população iraniana está sofrendo mais? É, está. E daí? E daí nada, né? Eles não vão fazer nada. O máximo que eles podem fazer é protestar.
e encarar o regime armado, como a gente já assistiu antes. Então, aquilo que eu falei, que ditaduras não são impactadas do mesmo jeito que democracias por problemas econômicos. Isso faz toda a diferença no estágio atual da guerra. Bom, pessoal, não esqueçam de dar like. Deixa eu fazer uma pausa aqui para falar do nosso parceiro e patrocinador, a Você Europeu, que é...
uma empresa especializada em ajudar você a conseguir o seu visto, cidadania, passaporte europeu. Principalmente por Itália, Portugal e Espanha. Vocês estão acompanhando aí que as regras de migração estão mudando rapidamente em muitos lugares, inclusive nesses três países.
Então, prestem atenção, se você tem essa vontade, esse sonho, se você quer ter uma segunda cidadania, algo estratégico, talvez no mundo de hoje instável, você poder se movimentar e morar em outro lugar, a gente não sabe o que vai acontecer. Se você quer ter essa opção e, de repente, os seus antepassados, a sua família, você tem esse direito, porque você tem essa conexão.
Corre atrás, dá uma olhada, procura você europeu, tem os links aqui na descrição do vídeo. E eles são super profissionais, te atendem direto no WhatsApp, já vão te dar as possibilidades. Mais de, por volta de 400 pessoas já que eu indiquei.
fizeram o seu processo, estão todas muito satisfeitas, todas andando em busca desse sonho, dessa vontade que vocês possam ter de morar fora, de ter uma cidadania europeia. Então, dá uma olhada na você, europeu, super sérios, eu recomendo. Quero falar de outras coisas aqui que são importantes.
Para a gente entender movimentos maiores, eu falei do navio chinês, de embarcar ou abordar o navio chinês, mas temos uma notícia de uma matéria investigativa do Financial Times que mostrou que o Irã estava usando um satélite espião chinês para localizar os alvos das bases americanas.
E quem vendeu esse satélite para o Irã é uma empresa chinesa. Uma empresa espacial que coloca satélites em órbita e ela vende os satélites uma vez que ele já está lá pronto, colocado na órbita. Os satélites iranianos são de uma qualidade inferior e eles têm que ter o seu sistema de operação em terra. E claro, um dos alvos iniciais da guerra de Israel é...
foi destruir essas bases de retransmissão, de recebimento dos dados dos satélites iranianos. E os quartéis generais, os prédios, tudo o que sustentava o departamento, a agência espacial iraniana. Mas esse satélite chinês...
A base não fica no Irã. Eles simplesmente passam os dados via internet de tudo que o dono do satélite que comprou pode ter acesso. A base do satélite fica localizada na China. É uma terceirização de algo que dá uma segurança e uma garantia de que não serão abatidos, destruídos.
E o Irã comprou isso por 36, 37 milhões de dólares. A China, a empresa chinesa, disse que isso foi comprado dentro da Rota da Seda, da nova Rota da Seda, e o Irã entrou em 2021, e que isso era parte de um programa e foi vendido para uso de agricultura.
Claro que não foi esse o uso, o Irã usou os satélites para fins militares. Isso mostra um pouco de algumas coisas que eu já falei para vocês em outras ocasiões. Primeiro que as empresas chinesas têm uma conexão com o governo da China. E na verdade o fundador dessa empresa foi um funcionário do governo da área de pesquisa que cuida...
da área espacial chinesa que está ligado ao exército chinês. Então, claro que não tem uma separação. Então não é uma empresa civil, é uma empresa que serve os interesses militares também da China e vendeu esse serviço para...
serviço militar ou para um país, para a área militar de um país. Esse duplo uso do elemento civil e militar é uma das grandes preocupações com a China. A China tem portos espalhados pelo mundo inteiro, supostamente são portos comerciais. Tem um vídeo aqui no canal que eu falo disso, os portos chineses.
mas eles podem claramente virar portos de bases militares para a China. Então, tudo que a China faz tem essa dupla conotação, duplo uso. Isso está sendo comprovado na questão da guerra do Irã. E mostra também que a China está disposta a aceitar e ajudar o Irã de uma forma muito sofisticada. Esses satélites que permitiram...
com uma visualização de mais qualidade, com uma distância de visão de até meio metro, permitiram com que o Irã identificasse todos os alvos das bases americanas que foram atingidas, seja em...
Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Emirados, em todos os lugares, o Irã usou esse satélite chinês. Então, a China está ajudando o Irã. Ela nega e ela usa essa fachada. Não, é uma empresa, é um contrato comercial, é uma questão civil. E para não admitir a culpa, mas nos bastidores...
por baixo do pano ela está ali ajudando, sim, está favorecendo o Irã indiretamente. Isso é bastante importante porque isso deu capacidade. Então, tanto a Rússia quanto a China estão dando essa capacidade de inteligência tecnológica para o Irã ganhar meios de atacar as forças americanas. E os grandes ataques que o Irã realizou...
Foram possíveis graças a essa ajuda. Aí tem a discussão também que o Trump não quer que aqueles lançadores de mísseis portáteis chineses sejam enviados para o Irã. Diz que isso não está acontecendo, mas tem notícias que sim, a China está enviando. Vale contextualizar que foram esse armamento que abateu o F-15 americano, que eu fiz o vídeo aqui no canal. Quem não assistiu, assista.
O vídeo é muito interessante do resgate dos dois pilotos americanos que caíram, que foi o F-15 abatido por um equipamento como esse. E esse equipamento é mais difícil dos Estados Unidos conseguirem estar seguros em qualquer operação. Ao mesmo tempo que tem o fechamento do estreito, nós estamos chegando nesse momento de saturação, parece que o Trump não tem mais estômago para a guerra.
Ele está enviando mais soldados, está chegando mais embarcações americanas. O Bush, o porta-aviões, o Aircraft, o Strike Group, que é o grupo de ataque com o porta-aviões Bush e todos os outros navios que acompanham ele, está chegando na região.
isso vai ser o terceiro porta-aviões, na verdade talvez o segundo, porque o Ford está ali estacionado em manutenção depois do incêndio, do que aconteceu durante a guerra, um incêndio que eu já comentei com vocês que a gente não sabe se foi fruto de um ataque ou não, o fato que eles ficaram mais de 15, 20 horas tentando apagar o incêndio dentro do porta-aviões, e ele está estacionado ali na Grécia ou na Croácia fazendo manutenção.
Então, o Trump está escalando. Talvez uma coisa que ele possa ainda fazer para mostrar a sua disposição e tentar fazer o Irã recuar é tomar a tal da ilha Karg, por onde embarca o petróleo iraniano. Isso criaria aquele problema que eu expliquei para vocês do Irã parar.
de embarcar o petróleo nos navios e aí ele tem que desligar os seus campos. Isso causaria um problema ainda maior. Mas, de novo, tudo isso é só pressão econômica. Até que ponto o Irã aguenta a pressão econômica? Não sei. Eu tenho que repetir aqui para vocês o que eu já falei, não sei se todo mundo lembra ou ouviu, mas se o desfecho da guerra for o Irã controlando o estreito e cobrando pedágio, não sei se todo mundo lembra ouviu.
Nós temos um problema gigantesco para os Estados Unidos, para Israel, para os países do Golfo, para o mundo livre, para o mundo ocidental, para o mundo democrático. Porque o eixo das ditaduras ganha muito mais força. O Irã tem o poder e é uma arma apontada para a torneira do petróleo do mundo e uma fonte de receita que ele não tinha. E se o regime está...
No poder, o regime vai gastar todo esse dinheiro para se armar, construir mais drones, construir mais mísseis e construir a sua bomba atômica de qualquer maneira. Ou seja, os sucessos obtidos com a guerra até então, eles serão muito temporários, ainda mais porque o Irã vai estar numa posição muito mais vantajosa se controlar o estreito.
Existe outro argumento que controlar o estreito ou Estados Unidos fechar o estreito vai enfraquecer o Irã pelo lado econômico. Mas é o que eu disse para vocês. Nós temos que entender se o Irã responde à pressão econômica. Não me parece que ele responde. Se eu tivesse que apostar, eu diria que o Irã não responde a pressões econômicas.
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Então, gente, o que nós estamos se desenhando aqui? Uma nova rodada de negociação. O Trump, eu falei para vocês no começo da live que eu ia falar disso também, que é por que o Paquistão e por que o J.D. Vance. O Trump mandou o J.D. Vance para negociar.
E o Jade Vance, ele representa um grupo dentro do MAGA, o Make America Great Again, que é um grupo bem radical, composto por Tucker Carlson, essas figuras aí que eu já citei.
E o Vance é o líder deles. Só que o Vance é o vice-presidente. Esse grupinho, ele tá de fora, então eles até têm algum espaço pra criticar e bater no Trump. O Vance não pode fazer isso. Então o Vance finge que não tem ligação com eles, mas todo mundo sabe que ele tem. E ele fica quieto, e ele tá quieto. Mas ele é contra a guerra.
e ele é contra a guerra, e essas outras vozes que são apoiadores do Vance estão batendo no Trump loucamente a ponto do Trump fazer um post xingando todos eles e dizendo que eles não têm QI, não são inteligentes, são fracassados, e que não representam e não estão mais no movimento magra que o Trump expulsou eles.
E claro, e aí então fica a percepção. O Vence vai sair dessa com a imagem limpa?
E o Trump virou e pensou assim, bom, então o Vance está tentando se distanciar, dizendo que ele não gosta da guerra, que ele não tem nada a ver com isso. Ele não está me criticando abertamente, mas ele está se distanciando, se protegendo e quem sabe alimentando essa outra turma de influenciadores mais radicais a baterem no Trump. O Trump falou, bom, primeiro eu vou brigar com esses influenciadores, eu vou expulsar eles do movimento. Depois...
Eu vou colocar o Trump, o Vance, também nessa história. E aí ele mandou o Vance. Tá bom, Vance, você que vai negociar com o Irã. Já que você é contra a guerra, você é a favor da paz, vamos ver se você consegue trazer a paz para a gente. Mas só tem uma coisa.
tem coisas que a gente não abre mão. Porque os Estados Unidos não é bobo e não vai aceitar qualquer coisa. Então não dá pra virar e falar que o Irã vai poder enriquecer urânio e construir bomba atômica. E não vai dar pra o Irã fazer isso e aquilo e deu as condições. E aí o Vance foi lá.
Só que aí tem um ponto interessante, o Irã também disse que só negociaria com o Vance, porque ele sabe que o Vance é contra a guerra, ele sabe dessa divisão interna que está surgindo no movimento do MAGA.
E aí o Vance foi lá, negociou e teve que aparecer em público e falar não tem acordo com o Irã. O Irã não quer fazer acordo. E se não tem acordo, o Vance tem que dizer bom, você é um frouxo ou você vai responder quando não tem acordo. Você também... Então o Vance está sendo colocado.
dentro da discussão sobre a guerra. Isso é uma jogada política inteligente por parte do Trump, para não deixar o Vance surfar uma onda de imunidade crítica ao Trump, posteriormente falar, não, eu não tinha nada a ver com aquilo. Não, não, você tinha a ver, você que foi lá negociar e não conseguiu fazer acordo nenhum. Então como é que você é contra a guerra se você acabou de dizer que tem que acabar com a guerra?
E não teve acordo. O que você vai fazer, então? Então colocou o Vance numa situação difícil e mandou recado para o resto do movimento maga que quer criticar o Trump. Além disso, ele também mandou o Vance para ir apoiar o Orbán, na Hungria, que perdeu a eleição. Então mais uma imagem de derrota ou de fracasso do Vance. Se esse é um problema para o Trump, vai ser um problema para o Vance também, não vai sair imune. Até então era sempre o Trump e o Rubio.
E o Vance estava meio de lado. Enquanto as coisas estavam dando certo, o Vance perdia os benefícios. Mas se as coisas dão errado, o Vance se dava bem. Mas aí o Trump falou, não, não. Então, vem aqui. Agora você também vai dividir o prejuízo comigo. Então, essa é uma das razões. E está obrigando o Vance a se posicionar. Publicamente. Se colocar num lugar que depois, no futuro, vai ser difícil dele dar um cavalo de pau.
Por fim, por que o Paquistão? E aí o Paquistão é um aliado da Arábia Saudita, já contei para vocês, tem um acordo nuclear até, se a Arábia Saudita precisar de uma bomba atômica, o Paquistão vai fornecer, a Arábia Saudita ajudou o Paquistão a construir a bomba dando dinheiro, petróleo, na época que o Paquistão estava construindo a bomba e foi sancionado. Então, como é que o...
O Paquistão está ajudando ou querendo mediar com o Irã e indo contra a Arábia Saudita. É que do outro lado, mais importante do que a Arábia Saudita, é a China. E a China é um grande aliado do Paquistão por causa da Índia. E isso é óbvio. Aqui, Paquistão, do lado da Índia e faz fronteira com a China. E a região ali do norte, onde a China tem disputas com a Índia, é a...
O aliado que o Paquistão usa para sobreviver à Índia é a China. E a China está por trás ali tentando resolver alguma coisa. Uma das ideias que a gente pode talvez levar em consideração é que eventualmente a China vai querer que o problema do estreito seja resolvido.
E se os Estados Unidos fecharam o estreito, a China também vai começar a sofrer as consequências. Eu já falei para vocês que a China tem uma reserva de 1,4 bilhões de barris. É a maior reserva do mundo. Isso equivale a 120 dias do fornecimento chinês.
120 dias é bastante tempo, são quatro meses. A guerra está em seis semanas, estamos na sétima, indo para sabe-se lá o quê, mas a China ainda tem espaço para aguentar. Mas ela não vai aguentar para sempre. Então vai chegar uma hora que a China também vai querer reabrir e talvez ela possa fazer pressão no Irã para reabrir.
E essa é uma outra aposta que os Estados Unidos estão fazendo. Mas para isso acontecer, o petróleo iraniano não pode chegar na China. Claro que se o Irã está fechando o estreito do petróleo da Arábia Saudita, então o petróleo saudita que vai para a China não está chegando.
E a China compra mais petróleo da Arábia Saudita do que do Irã. Por volta de 11% do petróleo que a China compra vem do Irã. Mas 14% vem da Arábia Saudita. E o petróleo saudita não está passando porque o Irã não quer.
Então é um jogo intricado, é um emaranhado de coisas acontecendo e todas essas coisas é um teste de quem aguenta primeiro. Eu já disse para vocês que a China está feliz da vida com a guerra e ela não está preocupada com as razões econômicas nesse momento. Óbvio que talvez uma hora, se a gente tiver quatro meses de guerra, a China vai começar a ter que se preocupar.
Mas também vai ser difícil da China virar para o Irã e falar assim, não cobre mais pedágio. Será que a China tem essa influência? E para a China faz diferença o Irã cobrar pedágio ou não, desde que não seja para os navios chineses? Vejam, a coisa vai tomando uma forma ruim para os Estados Unidos. E Israel nessa história? Israel está quieta, está esperando os Estados Unidos se posicionar.
O fato é que se os Estados Unidos deixar a situação ficar desse jeito com o Irã ganhando dinheiro do estreito, aí Israel vai chegar um momento e vai falar, isso não pode acontecer porque o Irã vai ter a bomba atômica.
E a gente volta para o problema de antes. Só que, dessa vez, o Irã pode fechar o estreito sempre, usar essa arma e dizer se Israel me atacar, eu vou fechar o estreito. E aí as administrações ou os governos americanos podem falar para Israel não quero que se ataque porque eu não quero que feche o estreito, eu não quero problemas com inflação, com petróleo. E vale repetir aqui para todo mundo, os Estados Unidos não têm um problema de abastecimento, gente.
Estados Unidos é autossuficiente, não está faltando petróleo. Mas como o petróleo é uma commodity comercializada globalmente, a mudança do preço em um lugar afeta o preço em outro. Os produtores americanos sabem que o petróleo está mais caro, então eles não vão vender mais barato para os americanos e perder dinheiro, se eles podem vender mais caro para o resto do mundo. Então eles vão ter que aumentar o preço também para os americanos. Uma commodity global.
Quando muda o preço, afeta o preço em todo lugar, não importa que você seja autossuficiente. Claro que ter um problema de preço não é a mesma coisa que ter um problema de abastecimento. Os países europeus vão começar a ter um problema de abastecimento, já estão começando com a gasolina da aviação. Então eles vão ter um problema de abastecimento e de preço. A Ásia já tem um problema de abastecimento e preço. Vários países estão sofrendo, a Austrália está sofrendo.
E é impressionante como esses países não se mobilizam e não vão lá participar da operação. Esse é o nível da geopolítica hoje. Repito, não adianta olhar pela ótica econômica. A ótica econômica diz, ah, ninguém vai aceitar perder dinheiro. Está todo mundo perdendo dinheiro e ninguém está fazendo nada. E não está fazendo por razões geopolíticas. A Europa não está fazendo porque brigou com o Trump, está brigando com o Trump, pela Groenlandia e por outros movimentos geopolíticos.
Os outros não estão fazendo porque não tem força militar, não tem capacidade, não tem como fazer. E isso mostra um pouco da geopolítica. E todos estão tentando se proteger, se resguardar para as ameaças regionais.
Eu não sei se eu já disse isso para vocês, mas o cenário que a gente tem, e eu sempre repito isso em todos os lugares, aqui no canal, em outros podcasts, em todas as vezes que eu falo, todo mundo me pergunta se nós estamos caminhando para uma terceira guerra, e a minha resposta é sim, é uma questão de tempo, e se esse tempo era talvez 5 a 10 anos, se a guerra no Oriente Médio terminar com o Irã,
controlando o estreito, cobrando pedágio,
Podem ter certeza que a gente antecipou esses 5 a 10 anos de confronto global para um, dois anos. Realmente, se a guerra terminar desse jeito, a gente não sabe se ela vai terminar desse jeito, a gente não sabe se o Trump vai fazer operação terrestre depois de amanhã, a gente não sabe se ele vai capturar a ilha, a gente não sabe se o Irã vai responder à pressão econômica, a gente não sabe se os Estados Unidos vai estar dispostos a aguentar um tranco econômico maior.
Tem um monte de coisas que estão se desenrolando. Mas o fato é, se ela acabar do jeito que ela está com o Irã cobrando o pedágio do estreito, podem escrever aí. Nós antecipamos o problema de 5 ou 10 anos de uma terceira guerra mundial. Trouxemos ele para perto para...
Um, dois, três anos. O nível de instabilidade que isso gera no mundo e na movimentação do eixo das ditaduras em relação aos Estados Unidos e ao Ocidente é, assim, drástico. Drástico, gente.
Vamos olhar aqui para um gráfico da Voxfine, do mercado de previsão, para a gente entender o que os mercados, o que a inteligência coletiva...
que é a inteligência das massas. Uma pessoa sozinha tem uma capacidade, mil pessoas têm outra, centenas de milhares de pessoas têm outras capacidades de previsão, porque cada um traz consigo uma informação, um conhecimento, um palpite. Quando você agrega tudo isso...
que na verdade isso é um mercado de previsão, mercados de previsão são mercados de agregação de informação. Todo mercado, por si só, é um mercado de agregação de informação. Mas o de previsão, como lida com eventos, coisas que vão acontecer, você está agregando a informação sobre o que vai acontecer no mundo.
E esse é um belíssimo indicador para a gente entender o que está acontecendo. Essa aqui é a plataforma, a VoxFaz já está funcionando, com os contratos e tal. E aqui o que a gente tem? O contrato sobre o evento. Qual é o evento? O Trump anuncia o fim das operações militares contra o Irã até 30 do 4.
Ou seja, o Trump vai acabar a guerra até o dia 30 do 4? E o contrato é sobre esse evento e a pergunta é sim ou não? Sim, ele vai fazer isso até 30 do 4 e a gente consegue ver de acordo aqui na tabela conforme vai mudando. O sim estava em 38 no dia 9 de abril. E aqui no dia...
9 de abril mais cedo ele estava em 56. Quando deve ter aberto o contrato aqui. Vamos ver aqui nesse ponto. Dia 11 de abril estava em 50... Não, sobe mais um pouquinho. Vamos para cá. Aí. Dia 11 de abril às 6 da tarde estava em 54% das pessoas achando que sim. Aí...
No dia 12 de abril, ele caiu para 25% e tem oscilado. Essas oscilações indicam as notícias novas, coisas estão acontecendo. Ah, mandou um porta-aviões novo. Ah, não, brigou com o presidente do Fed, como eu citei. Claro que se ele está brigando com o presidente do Fed, talvez ele tenha menos tolerância econômica para continuar a guerra.
E aí, então, as chances dele acabar mudam. Então, esses episódios todos vão mudando aqui. Hoje está em 36% os contratos para o sim. Sim, até o dia 30 do 4 acaba. Essa é uma métrica interessante. Claro, quem tem o seu palpite, a sua informação, pode ir lá e entrar num contrato de sim ou não, dependendo do que você acredita que vai acontecer.
Então, dê uma olhada na VoxFi, se vocês não conhecem a VoxFi. Aqui tem vários outros contratos, essa é a página principal, todos os tipos de evento, não só de geopolítica, de outras coisas. O Elon Musk será um trilionário antes de 2027? 73% diz que sim. A gente sabe que isso é muito provável porque a SpaceX e a XAI e a XAI.
que é o X e a empresa dele de inteligência artificial, se fundiram e vão fazer o IPO, que é a oferta pública, e eles já submeteram a documentação. Então o IPO deve acontecer esse ano, e na hora que acontecesse vai ser a maior IPO da história do mundo. E é claro que o Elon Musk, que já tem centenas de bilhões,
vai chegar a ser um trilionário. Por isso que os dados mostram que a gente está muito perto disso. Temos perguntas? Vamos responder... Volta aí para o mapa. Vamos responder as perguntas do pessoal do Rock Academy, os membros do Rock Academy. Para quem não conhece o Rock Academy, o meu aplicativo, nele você tem cursos, aulas sobre vários assuntos, vários professores.
Você tem também o bunker do rock, que é um feed de notícias em tempo real que fica te alimentando com tudo que está acontecendo no mundo, já mastigado, digerido, resumido, com análises curtas, breves, sobre os assuntos que são verdade e não as fake news, e não as discussões que não fazem parte da realidade.
O Fernando Ikeda pergunta o seguinte. Bom dia, professor. Como a interação entre o Estreito de Bab el-Mandab e o Estreito de Hormuz influencia o comportamento estratégico da Arábia Saudita e sua relação com os Estados Unidos em cenários de escalada envolvendo o Irã, considerando a importância das rotas alternativas de exportação de petróleo para os mercados asiáticos pelo Mar Vermelho? Basicamente é assim, Fernando. Se os Houtis no Iêmen...
Coutis no IME fecharem o Babel Mandab e a Arábia Saudita. Está em uma posição muito difícil porque não só... Está muito claro aqui... Está dando um reflexo ali no mapa. Não sei se diminuiu um pouquinho. Não só você consegue passar por aqui... Mais um pouco. Mais claro um pouco.
você vai acabar com a alternativa que a Arábia Saudita tem de fugir do Estreito de Hormuz e essa alternativa está sendo super importante. Então o Irã não acionou os Houtis com força total, mas eles já atacaram Israel. Não tem muito o que a Arábia Saudita fazer. O que precisa ser resolvido são os Houtis. Quem é mais fácil de resolver? Os Houtis ou o Irã? Abriu o Estreito de Hormuz ou Bab el-Mandab?
É uma vulnerabilidade da Arábia Saudita. Por enquanto, os Houtis não entraram com força total. Não sabemos se eles vão entrar, mas o Irã deve estar guardando essa cartada, caso as coisas piorem.
Lembrar vocês da Você Europeu, gente, que é o nosso patrocinador. Se você tem essa vontade de morar fora, aproveita, corre, conversa com eles. Talvez você tenha esse direito, é um direito. Se os antepassados, sua família vieram desses lugares, as leis permitem que você tenha cidadania, passaporte e possa viver lá se você quiser, ou trabalhar.
A você europeu te ajuda a encontrar, a descobrir o caminho. Mas você tem que fazer isso logo, porque as leis estão mudando e está ficando mais difícil. A Claudinha, o Mojitaba Khamenei, manda no Irã hoje em dia? Ou é apenas um penduricalho do regime?
A gente não sabe de verdade, Claudinha, quem manda. Em muitas teses, o regime está estranho, parece que ele está ferido, gravemente ferido. Tem outras figuras que estão operando. Uma coisa que a gente sabe, existe uma descentralização muito grande.
Até porque quando o cessar-fogo foi assinado, o Irã continua atacando. E talvez ele não continue atacando porque ele estava violando o cessar-fogo. Talvez sim, a gente também não sabe. Mas talvez porque essa descentralização está em jogo. Então o regime iraniano é governado hoje por peças autônomas e independentes que estão dentro de bunkers escondidos debaixo da terra e assim por diante.
Então não dá para saber se é ele mesmo ou não. O que dá para talvez saber é que ele está ferido, que o regime está enfraquecido na sua capacidade de coordenação, estruturado, mas ele continua funcionando. O suficiente para manter uma guerra, para mandar uma delegação para negociar com o J.D. Vance, uma série de coisas que a gente está assistindo.
A Renata do Carmo, bom dia, Reni. Qual a nova dinâmica do estreito atualmente? Quais as forças e fraquezas dos países envolvidos? Como o satélite chinês pode ser usado no conflito? Ah, eu acho que eu já contei, Renata, do satélite. E a dinâmica é essa. É um cabo de guerra econômico. Quem desiste primeiro? Estados Unidos está fazendo uma aposta. Acho que os Estados Unidos não estão lendo direito como o Irã funciona. E isso pode ser um problema.
Mas isso não quer dizer que o Irã também não ache que a situação está fácil ou que está tranquilo. E o Irã pode acabar entendendo que é melhor ele se preservar, se reorganizar, se reconstruir.
Eu não estou vendo isso, não estou achando, acho que nós estamos lidando com um regime mais radical, mais fundamentalista, mais suicida, mais fanático, e um regime que está mostrando que está sempre disposto a escalar e está vendo que isso está dando certo com os Estados Unidos, dado as limitações que o Trump tem pela questão econômica e pelas eleições.
Bom, é isso, gente. Eu sei que já são 1h20, né? Todo mundo tem que voltar aí pro dia. Então a live hoje não vai se estender muito mais. Não esqueçam de dar like aqui na live, no vídeo. Sigam o canal se você não segue. Compartilhem com o seu amigo que quer a atualização da guerra. E liguem, ativem o sininho aí pra vocês receberem as notificações de vídeo novo.
Vou continuar atualizando vocês, próximos dias vão ser bem importantes para a gente entender o que está acontecendo. Vamos acompanhar de perto qual é a movimentação dos Estados Unidos e do Irã. Recuam, não recuam, nova rodada de negociação, diálogo ou a retomada da guerra é exatamente nesse momento que a gente está, momento bem importante e decisivo. Vou estar aqui com vocês, a gente vai se falando. Um abraço, até mais.
Pessoal, deixa eu mostrar para vocês aqui como funciona o meu aplicativo Rock Academy. Por aqui você vai entrar na sua própria jornada de evolução, os meus cursos e aulas exclusivas. Basta escolher entre os diversos disponíveis e trilhar o seu caminho de aprendizagem. Dentro de cada curso, você vai ter várias aulas que te farão entender mais sobre você, os outros e o mundo ao nosso redor. No Rock Academy, você também vai ter acesso ao Bunker.
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