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CESSAR-FOGO NO IRÃ? QUEM SAI VENCEDOR? VAI DURAR?

13 de abril de 202630min
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Em 7 de abril de 2026, após 40 dias de guerra, EUA e Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão. No papel, é o fim da escalada que levou o Oriente Médio à beira de um conflito global. Na prática, o acordo já nasceu rachado.Horas depois do anúncio, Israel executou a maior onda de ataques contra o Hezbollah desde o início da guerra: mais de 100 alvos atingidos em 10 minutos no Líbano. O Estreito de Hormuz, que deveria reabrir imediatamente, segue praticamente paralisado — centenas de petroleiros ancorados no Golfo Pérsico, esperando uma garantia que não vem. O parlamento iraniano já acusa os Estados Unidos de violar três pontos do plano de 10 itens apresentado por Teerã, e a questão do enriquecimento de urânio — o mesmo ponto que derrubou as negociações em fevereiro — continua sem solução.

Participantes neste episódio1
D

Desconhecido Desconhecido

HostJornalista
Assuntos1
  • Miséis Supersônicos do IranConsequências do cessar-fogo · Controle do Estreito de Hormuz · Demandas do Irã · Reação dos Estados Unidos · Impacto na geopolítica
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Oi pessoal, bom, temos um cessar-fogo, vou aqui nesse vídeo de agora explicar para vocês o que está acontecendo, realmente é bem surpreendente, tem muitas consequências e claro, antes de tudo, deixa eu deixar claro isso para vocês, isso é uma fotografia...

Do hoje, do agora, eu estou analisando as informações que existem nesse momento. Amanhã tudo pode mudar completamente. Ou porque o cessar-fogo foi descumprido, ou porque os dois resolveram voltar para a guerra. Eu vou tentar aqui desenhar cenários hipotéticos de desdobramentos para possíveis caminhos do que pode acontecer.

Óbvio, então assim, tem muita incerteza, tem muita coisa, mas eu vou analisar para vocês, se a gente for para um lugar, o que significa isso e o que acontece. Se a gente for para outro, o que significa e o que acontece.

Vou fazer uma pausa no vídeo para falar da Insider, o nosso patrocinador e parceiro aqui do canal. E eu quero falar da Tech T-Shirt, a camiseta que eu estou usando, que eu uso em todas as ocasiões, em todos os momentos, porque ela é muito versátil, serve para dormir, para treinar, para ficar em casa, para trabalhar, para sair à noite. É uma camiseta básica.

com tecido tecnológico que é muito leve, desamassa no corpo, anti-odor, tem um monte de propriedades, é muito agradável, tem muitas cores e não tem só isso. Aqui no site, vocês podem ver, tem masculino, tem feminino, tem cueca, tem meia, tem outros tipos de camiseta, camisa, bermuda, tem um monte de coisa. Vocês vão gostar. Se vocês não conhecem a Insider, eu realmente uso o tempo inteiro.

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Bom, então antes de eu analisar propriamente o cessar-fogo e o que está acontecendo, eu queria lembrar vocês que eu falei antes da guerra com todas as letras que os Estados Unidos queria a guerra, Israel queria a guerra e...

O Irã queria a guerra. Por que o Irã queria a guerra? A posição de barganha do Irã naquele momento era péssima. E a única coisa que poderia fazer o Irã estar num lugar melhor seria uma possível guerra. Que na guerra ele ia conseguir ganhar alguma alavancagem, alguma leverage, alguma vantagem que colocasse ele na mesa para uma negociação de um jeito melhor.

E é exatamente isso que aconteceu. Todo mundo, os três, Estados Unidos, Israel e o Irã, fizeram uma aposta. E a aposta foi o seguinte.

Vamos para a guerra, porque a gente não tem outras opções no status que nós estamos e quem sabe a guerra nos traz um cenário vantajoso melhor. Os três apostaram nisso. Claro, os Estados Unidos e Israel apostando nisso estão mais ou menos no mesmo lado, na mesma posição, estão muito próximos. Israel quer alguma coisa a mais do que os Estados Unidos estaria satisfeito, sem dúvida, mas no final das contas é mais ou menos o mesmo tipo de aposta.

E o Irã não. O Irã fazia uma aposta do outro lado. E aí nós passamos, assistimos cinco semanas de guerra e o que aconteceu? Simplesmente o Irã sai numa posição, se as coisas continuarem como elas estão hoje, muito melhor do que ele entrou e numa posição de barganha mais fortalecida.

Vocês lembram que o Trump fez um ultimato, né, dizendo que ele iria dizimar, destruir a civilização e tal, e todo mundo ia morrer se o Irã não abrisse o estreito?

E aí quando faltavam poucas horas para ele ter que cumprir a sua ameaça, simplesmente apareceu um acordo, um cessar-fogo. E aí o cessar-fogo diz que o Irã vai abrir, mas diz que não vai abrir. E assim, a história até agora é cheia de incertezas.

de notícias contraditórias, de informações contraditórias. Existe um plano proposto pelos Estados Unidos com 15 pontos. O Irã propôs outros 10 pontos e, basicamente, o Paquistão fez uma mediação e eles conversaram, os dois lados dos Estados Unidos e o Irã, conversaram cada um sobre os seus pontos. Mas existem as bases das conversas. E o que a gente já assistiu depois de um dia inteiro de cessar fogo sendo feio.

Foi que o Irã não abriu o estreito, que o Irã continua cobrando um pedágio para os países, para os navios que ele quer pagarem para ele. Outros continuam sem poder passar e o número de navios que acabou passando foram poucos.

Além disso, o Irã continuou atacando os países do Golfo e Israel. Existem duas explicações para esses ataques, depois eu falo do estreito, porque essa parte do estreito é a mais grave de todas e as consequências dela são imensas. Na questão dos ataques.

Uma possível explicação é que o Irã simplesmente está rindo do cessar fogo, não vai cumprir nada, não está nem aí, e não está preocupado em descumprir, porque percebeu que os Estados Unidos talvez não querem continuar com a guerra. Essa é uma possível interpretação. Outra é que como o Irã desenhou todo um sistema onde os países, os países não, os seus comandos ali, as divisões,

do exército estavam operando sozinhas, ou seja, eles estão trancados dentro de bunkers com seus lançadores, com seus mísseis, com as suas planilhas de alvos e isolados, sem comunicação, porque a comunicação acabaria levando Israel a conseguir eliminá-los. Então, esse foi o jeito que o Irã se organizou para continuar a guerra, mesmo perdendo a cadeia de comando.

Então ele deu autonomia para cada comando e divisão continuar lutando do jeito que quer, como quer, dentro das diretrizes que já tinham sido dadas. E essa é a segunda possível explicação para o que está acontecendo para o Irã continuar atacando.

E aí, o que acontece? Se for isso, esses comandos, eles sequer sabem que tem um cessar-fogo. Eles sequer sabem o que foi combinado e vai demorar um tempo até que a informação chegue a todos eles se realmente o Irã está todo desconectado com medo de ser eliminado.

Então, aí não é necessariamente que o Irã está só zombando do acordo, descumprindo, sem medo de retaliação, mas é uma consequência da incapacidade do Irã desestruturado de dar uma ordem e todo mundo seguir essa ordem.

Agora, vamos entender o que os Estados Unidos supostamente conquistou até aqui. Ele destruiu uma boa parte da infraestrutura militar iraniana, destruiu praticamente a marinha inteira, destruiu metade do arsenal de mísseis do Irã, destruiu uma boa parte dos drones, mas todas essas coisas podem ser reconstruídas.

E na verdade, não é que o Irã ficou, apesar de ter perdido o estoque, ficou sem munição. O Irã não ficou sem mísseis nem sem drones. E ele consegue fabricar mais drones e mísseis a qualquer momento. O regime está debilitado? Foi abalado? Foi. Mas o regime continua.

No poder. Ah, quem é o líder supremo? Ah, ele está ferido, ele está machucado, ele está em coma, ele está escondido. Tá bom, mas todos os assassinatos de todos os líderes, ou todos os cabeças, não só do líder supremo, mas todas as outras figuras importantes, não fez o regime colapsar. Se o regime continua no poder, e uma boa parte da destruição causada pode ser reconstruída, e o regime...

conquistou um meio de obter novos lucros, mais receita e mais dinheiro, que é o tal do pedágio a ser cobrado para os navios que passam pelo estreito.

Isso é uma catástrofe sem tamanho para os Estados Unidos. Óbvio, repito, supondo que as coisas ficarão como estão, supondo que o regime não vai cair daqui dois meses, quando parar a guerra de vez e a população se rebelar e não tiver uma insurgência interna, supondo que nada aconteça com o regime.

supondo que Israel não decida ir para a guerra, supondo que os Estados Unidos não queiram continuar a guerra, supondo que os países do Golfo aceitem tudo isso, tem um monte de suposições e premissas por trás dessa condição, se o regime iraniano permanece no poder com a capacidade de fechar o Estreito de Hormuz, pronto.

O Irã sai com uma arma que ele não tinha e essa arma vai permitir que o Irã persiga as outras armas que os Estados Unidos e Israel obtiveram um sucesso ou cumpriram seu objetivo parcialmente.

Então, nesse caso, o Irã sai muito bem, apesar de todas as outras derrotas pontuais, enfraquecimentos, perdas táticas ou militares. Ele sai com uma vantagem estratégica, com a possibilidade de uma vantagem estratégica fenomenal. E assim, quero ler para vocês, gente, aqui cada um dos 10 pontos do que o Irã exige.

E óbvio, se esses pontos forem todos aceitos, acabou, né? Aí é uma guerra onde o Irã saiu de uma posição de nada, nenhuma força, nenhuma vantagem para barganhar ou negociar para um lugar de extremo poder de barganho. E a primeira das exigências do Irã são dez pontos, né? A garantia de não agressão. O que ele quer dizer com isso?

Nem os Estados Unidos, nem Israel e nem ninguém mais pode atacar o Irã. Está proibido um acordo que garanta que ninguém mais vai atacar o Irã. E o Irã quer, inclusive, que a Rússia e a China sejam fiadores ou garantidores dessa história. Nem a Rússia e a China se voluntariaram para isso.

Essa parte nem está em jogo, mas é uma demanda, uma exigência, assim, extremamente exagerada. Israel certamente não vai aceitar isso e quem prometer isso dificilmente vai cumprir. Mas é uma exigência do Irã. O segundo é, o Irã vai continuar, essas são as demandas do Irã, controlar o Estreito de Hormuz.

Essa é a mais grave de todas. E ele vai controlar desse jeito, cobrando esses pedágios. Isso não existia. E essa é uma consequência muito grande. Não é só pela vulnerabilidade que isso causa no mundo, mas tem uma percepção de força dos Estados Unidos.

que é muito abalada. Os Estados Unidos controlam os mares do mundo, a navegação mundial. E o slogan da marinha americana é Second to None, segundo para ninguém. Ou seja, sou o primeiro e o segundo maior marinha. Claro, marinha chinesa já tem mais embarcações que a americana, mas em qualidade, sofisticação e capacidade de potência, a marinha chinesa não é uma marinha global.

é uma marinha regional, não é uma Blue Ocean Navy, como a gente diz. Então, os Estados Unidos, até hoje, parte da sua força veio dar essa capacidade de controlar os mares e garantir que a navegação pelo mundo, por onde passa o comércio mundial, por onde a economia do mundo funciona, as artérias de logística do mundo estão em andamento.

foram protegidas pelos americanos. Se de repente os Estados Unidos entram numa guerra e o resultado dessa guerra é que uma dessas grandes artérias logísticas do mundo são impedidas de funcionar porque um país decide que ele vai tomar posse daquela artéria e começar a cobrar por aquilo, criando um canal artificial que não existia,

Então, os Estados Unidos aparenta uma fraqueza muito maior. Perdeu a capacidade e habilidade de dominar e abrir e permitir que a navegação permaneça livre no mundo.

E isso faz toda a diferença. Então, nesse sentido, os Estados Unidos sairiam muito enfraquecidos, a percepção de força americana sai abalada. E não importa quantos porta-aviões os Estados Unidos têm, o que importa é uma...

Algo que não acontecia, passou a acontecer. Um país consegue estrangular a navegação do mundo, no lugar mais importante de todos, o lugar onde o mundo inteiro deveria estar mobilizado para ir fazer alguma coisa. Imagina o recado que isso manda para o mundo. Todos os outros pequenos...

rotas, pequenas rotas, pequenos estreitos, pequenas passagens, pequenos mares litorâneos de alguma nação serão alvo de projetos da nação que acha que ela pode fazer alguma coisa naquele lugar. Isso é de uma instabilidade para o mundo, isso é acelerar o processo todo de destruição da ordem internacional, de insegurança.

de incerteza, numa velocidade imensa, imensa. A gente abre um novo capítulo da geopolítica no mundo, a gente acelera cinco anos para frente e a gente se aproxima demais de um cenário onde você começa a abrir muito espaço para confrontos muito maiores de várias nações, inclusive desafiando a nação americana.

Então, esse ponto é o mais crítico de todos. E dificilmente o Irã vai abdicar dele. Não tem porque o Irã virar e falar assim, tá bom, eu não vou mais cobrar. Se os Estados Unidos, que é a maior potência do mundo, não conseguiu me impedir de cobrar esse pedágio, quem é que vai me impedir?

Os países do Golfo não fazem nada. Israel não vai fazer sozinho, sem autorização dos Estados Unidos. Os europeus estão pagando. A França está pagando 2 milhões de dólares por navio. Esse é o nível da realidade do que nós estamos vendo. Eu vou fazer um outro vídeo explicando só o que significa para a OTAN toda essa história. Não só o que a França está fazendo, mas o que os países europeus fizeram nessa guerra.

as consequências que isso vai ter para a OTAN, para a existência da OTAN, e óbvio, para a Rússia, e óbvio, o impacto em tudo isso no eixo das ditaduras, porque essas coisas são efeitos dominó que vão mexendo em todas as peças no tabuleiro.

Então, se isso acontecer, claramente, nem os Estados Unidos pode abrir, ninguém mais vai poder, o Irã não tem por que não cobrar esse pedágio e começar a ganhar uma fortuna. Uma fortuna que servirá para o Irã reconstruir o seu arsenal. Inclusive, um dos pontos que eu vou falar daqui a pouco é que o Irã quer que os Estados Unidos, vou adiantar esse ponto, que é o Irã quer que os Estados Unidos paguem pela destruição causada pela guerra.

E a negociação está indo na direção seguinte, não, de repente então deixa o Irã usar esse dinheiro do pedágio para reconstruir o seu país. Se o Irã começar a cobrar o pedágio, o Irã nunca mais vai parar de cobrar o pedágio. Isso quer dizer que o Irã dominou a rota mais importante de navegação, de transporte, de logística, de energia do mundo.

E isso é fazer o mundo ter uma arma apontada para as vontades do Irã. Isso é a geopolítica tendo um impacto gigantesco em absolutamente tudo sobre petróleo, fertilizante, gás natural e uma série de outras coisas. E alimentos no mundo, porque...

O Oriente Médio depende tanto de alimento de fora que se não chegar a comida ali, você tem crises. Eu tenho que lembrar vocês que a Primavera Árabe aconteceu por causa do preço do aumento da comida. Então, você imagina o nível do que isso pode impactar nos países da região e você ter várias outras Primaveras Árabes e Primaveras Árabes levaram a guerras civis que levaram a...

crises de refugiados que levaram a mudanças políticas ideológicas dentro da Europa e dos Estados Unidos. Essas coisas elas não são uma coisa só, mas um monte de consequências aqui. E aí, mais uma...

O terceiro ponto aqui, então já falei o terceiro, seria o quarto, o Irã quer o direito dele enriquecer o urânio. Simples assim. Exatamente o que os Estados Unidos não querem é que o Irã possa enriquecer o urânio. O que foi dito é que nessa negociação desses pontos o Irã citou e falou não, não, não, nesse ponto tá bom, eu vou ceder um pouco agora.

Mas esse é o ponto que ele pede, são pontos antagônicos. A zona de acordo desses dois lados, dos Estados Unidos para o Irã, é muito distante, a não ser que os Estados Unidos estejam dispostos a entregar tudo que o Irã quer. Não acredito que será assim, mas vejam, estou mostrando para vocês os pontos que já existiam antes e só foram trazidos de novo.

Quarto ou quinto ponto aqui, o Irã quer que os Estados Unidos acabem com todas as sanções primárias.

Quais são as sanções primárias? Sanções diretas com qualquer empresa americana ou cidadão americano que fizer negócio com o Irã. Então nenhum americano, nenhuma empresa pode fazer negócio com o Irã. O Irã não quer mais que existam sanções. O Irã quer continuar com seu programa nuclear ou enriquecendo o urânio, mas não quer que seja mais sancionado. O sexto item na lista é o Irã quer que todas as sanções secundárias...

sejam levantadas, acabe as sanções secundárias. Sanções secundárias são para empresas ou pessoas estrangeiros que fazem negócio com o Irã, são sancionados nos Estados Unidos, então isso impede...

de outras grandes empresas fazerem negócio com o Irã, porque elas vão sofrer no mercado americano, nos Estados Unidos. E nenhuma empresa do mundo, nenhuma pessoa do mundo quer sofrer nos Estados Unidos ou não ter acesso ao mercado americano, ser sancionado. Então, aí o Irã exige isso também. O sétimo ponto...

é que todas as resoluções do Conselho de Segurança contra o Irã sejam terminadas, acabadas, erradicadas, apagadas, deletadas. É simplesmente assim, o Irã quer ser o país que não é criticado, condenado, ou nada, nenhuma resolução dizendo nada de errado contra ele. E aí a oitava é...

terminar todas as resoluções da Agência Atômica Internacional. A Agência Atômica Internacional faz exigências ao Irã, e o Irã não responde, não cumpre com as exigências da fiscalização do seu programa nuclear. E aí ela acaba...

colocando resoluções, dizendo, o Irã está descumprindo isso, está descumprindo aquilo. E essas resoluções da agência atômica são usadas como base para sanções, para uma série de coisas. Então não é só que ele quer que acabe com as punições, ele quer que acabe com a evidência que o acusa para que se chegue na punição. Ele quer deletar tudo o que ele fez até hoje.

O nono ponto é as reparações, que seriam o oitavo aqui, que eu já falei, então esse não conta. Esse é o ponto mais absurdo de todos. O Irã é que todas as tropas americanas abandonem o Oriente Médio, abandonem a região.

E óbvio que os Estados Unidos não vão fazer isso, mas o Irã quer isso, ele quer que simplesmente as bases americanas sejam fechadas. Mais do que nunca os Estados Unidos não podem fazer isso, dado o que já aconteceu com todos os países árabes, os países do Golfo, da região, e os Estados Unidos precisam ter uma presença ali para projetar poder, senão ele está entregando tudo.

para o Irã, absolutamente tudo. E por fim, ele exige que o cessar-fogo seja em todas as frentes da guerra, incluindo o Hezbollah, incluindo...

o que está acontecendo na guerra no Líbano do Hezbollah com Israel. E esse já foi um ponto de tensão, porque Israel disse que não iria deixar de lidar com o Hezbollah e o Irã falou, não, cessar fogo só vale se o Hezbollah estiver incluído. O vice-presidente americano, J.D. Vance, que é quem está coordenando, liderando a negociação, veio a público e falou, não, não, não, eu realmente acho que o Irã...

Houve um mal entendido. O Irã não entendeu bem o que foi dito. O Irã disse que entendeu claramente e que no combinado era que iria incluir. Só se o J.D. Vance foi lá e falou, não, tá bom, vai ser assim. E claro, quando chegaram para Israel, Israel falou, de jeito nenhum.

Eu não vou deixar os terroristas do Hezbollah me atacando porque o Irã falou que não aceita o cessar fogo. O J.D. Vance veio a público, deu uma entrevista e falou, não, o Irã entendeu errado, claro que não ia incluir o Hezbollah e o problema com Israel. Essa é uma outra...

reflito é uma outra história, não dá para o Irã querer entrar nisso. E se o Irã, aí o Jeito de Vênese quis falar grosso, e se o Irã quiser manter essa ideia ou bater o pé nisso, as consequências são do Irã e está tudo bem. Existe uma série de possibilidades, gente. O Trump pode estar ganhando tempo para mobilizar mais tropas. O Trump pode ter realmente chegado à conclusão e...

que não tem como ele sustentar a guerra do jeito que está, ou ele se prepara para uma invasão, ou ele não vai levar mais a lugar algum. O Trump fez uma ameaça exagerada, percebeu que ele passou do tom e resolveu recuar.

e depois ele vai tentar continuar com a guerra em outros termos. Assim, são infinitas as possibilidades do que a gente pode ler. O ponto central aqui do que eu quero deixar refletido com vocês é essa ideia. Se o Irã...

sair controlando o Estreito de Hormuz e ele controla hoje. E o ponto não é se ele sair controlando, ele já está controlando e os Estados Unidos não conseguiram reabrir e os europeus não quiseram participar e ninguém está nem aí para isso.

Olha, assim, a gente está entrando num mundo bem diferente. Não importa quantos navios ou embarcações iranianas tenham sido afundadas, não importa quantos comandantes da Guarda Revolucionária foram mortos e não importa quantos mísseis foram destruídos.

Se o Irã sair com esse controle, o mundo está diferente. E podem ter certeza que isso é um recado assustador para a Rússia, para a China, para todos eles. O eixo das ditaduras unido vai...

acreditar que é possível fazer movimentos maiores. Essa guerra, desse jeito como ela está neste momento, congelada do jeito que ela está, não é impossível a gente achar que a Rússia faça um movimento ainda esse ano contra outro país da Europa. Ainda mais das consequências que nós teremos com a OTAN pela decisão dos europeus em dizer que não querem se meter nessa história. O Trump vai retaliar a OTAN.

E não é impossível ele simplesmente decidir ter uma postura totalmente diferente com alguns outros países europeus. E aí a Europa está numa situação muito ruim. Mas esse é um assunto para um outro vídeo. Então o que a gente tem agora é isso. A negociação vai continuar no Paquistão e essa negociação vai envolver...

os Estados Unidos e o Irã. Até então, todos os pontos que eu trouxe para vocês são pontos antigos, que já tiveram presentes em outras negociações, em outros acordos. Os Estados Unidos nunca concordou com muitos desses pontos.

algumas sanções foram retiradas secundárias, sanções primárias para serem retiradas tem que passar no Congresso americano, não vai passar, o Congresso não vai passar, dado tudo que o Irã faz de terrorismo, de violações de direitos humanos, de uma série de coisas.

Então nem dá para entregar isso, nem o Obama entregou isso para o Irã, não tem como entregar tudo isso que o Irã quer. É absurdo que está se falando disso. Claramente alguma coisa está acontecendo com o Trump que ele decidiu recuar demais e essa recuada manda um recado muito, muito perigoso.

para o eixo das ditaduras e para o Irã. Agora, os países do Golfo, nesse cenário de hoje, do jeito que está congelado, vão se armar loucamente, se preparar para o pior, porque o Irã será o dono

do Oriente Médio desse jeito. E Israel vai estar também numa posição muito complicada. Eventualmente, em algum momento, Israel vai agir, continuar agindo sozinho, quando os Estados Unidos se retirar dali de vez. Uma coisa é certa, gente. Essa história, ela não acabou aqui.

O cessar-fogo dura duas semanas, ele pode ser interrompido antes de duas semanas, ou ele pode virar um acordo de paz mesmo. E aí nós vamos ter que analisar quais são as bases, os termos desse acordo. Se forem algo perto do que a gente está assistindo hoje...

A história não acaba mais nem de perto, ao contrário, ela vai voltar muito mais forte, muito pior, muito mais complicada e o mundo vai para um lugar bem mais instável. Vamos continuar acompanhando, vamos ver o que vai acontecer nos próximos dias, vamos ver qual a resposta dos Estados Unidos, do Trump, a maneira como ele recuou, não condiz.

com todo o esforço e todo o gasto e tudo que ele já fez até agora. Talvez exatamente por ter feito muito, sem ter preparado o terreno direito, ele tenha chegado no seu ponto de saturação e essa vitória ou as conquistas dos objetivos que os americanos alcançaram até agora não são suficientes para resolver o problema, muito ao contrário.

simplesmente dão um respiro para o Irã e o Irã pode começar a se reorganizar de uma forma muito diferente do que fez até hoje, com muito mais influência dentro da região. Bom, espero que isso ajude a entender um pouco do que está acontecendo. O assunto está muito fresco, tem muita coisa acontecendo. Tudo isso que eu estou falando aqui para vocês em poucas horas ou dias pode ficar totalmente...

sem validade, porque a gente pode seguir para um caminho totalmente diferente e nada disso ter relevância. O importante é que os Estados Unidos podem voltar para a guerra. Vamos continuar acompanhando. É isso. Dá like no vídeo, gente. Não esquece de seguir o canal, compartilha com seus amigos e ativa o sininho para você receber notificação quando tiver vídeo novo. Até mais.

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