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OS ENXAMES DE DRONES QUE VÃO MUDAR A GUERRA

07 de abril de 202616min
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Drones já mudaram a guerra. Mas o que acontece quando eles param de precisar de gente para voar?Na Ucrânia, empresas estão desenvolvendo enxames de drones que se coordenam entre si, escolhem alvos sozinhos e atacam em sequência — tudo com um único operador. Neste vídeo, eu explico como essa tecnologia funciona, de onde vem a inspiração (spoiler: da natureza), quais empresas estão na frente dessa corrida e por que isso pode mudar completamente a dinâmica de qualquer campo de batalha.Do míssil britânico Brimstone aos sistemas ucranianos Pasika e Nemyx, passando pelo programa americano Swarm Forge: o futuro da guerra autônoma já começou.Se inscreva no canal e ative o sininho para não perder nenhum vídeo do HOC.

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HostJornalista
Assuntos1
  • DronesGuerra na Ucrânia · Tecnologia de drones · Inteligência artificial · Míssil Brimstone · Sistema PASCHA
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Os drones, eles se tornaram uma arma padrão nas guerras hoje em dia. Os pequenos quadricópteros, hoje eles causam a maioria das baixas no campo de batalha da Ucrânia. E nas últimas semanas, o Irã lançou milhares de drones maiores sobre cidades, bases aéreas e instalações petrolíferas no Oriente Médio.

Mas apesar de todo esse potencial destrutivo, eles ainda exigem muita gente para operá-los. A menos que um drone siga uma rota pré-programada, até mesmo os menores, eles podem precisar de até 6 pessoas para serem operados. Seria muito mais eficiente inverter essa proporção, né? Ou seja...

Se uma única pessoa pudesse controlar vários drones ao mesmo tempo e, melhor ainda, se cada drone pudesse coordenar com seus vizinhos para atingir um único algo. Esse sonho de muitos dos operadores de drones, né? O pesadelo.

dependendo do lado da guerra que você tiver, está cada vez mais perto de se tornar realidade, gente. Enxames de drone, eles estão rapidamente evoluindo e sendo colocados em teste, principalmente na guerra da Ucrânia. A inspiração por trás dessas máquinas mortíferas vem dos enxames de animais, como os bandos de pássaros no céu, ou cardumes de peixes.

em que o movimento do grupo não é dirigido por um cérebro central, nem pré-programado em cada criatura, mas ele acaba emergindo de um conjunto simples de regras, seguido por todos os membros desse enxame, ou desse cardume, no caso.

Vou fazer uma pausa no vídeo para falar da Insider, o nosso patrocinador e parceiro aqui do canal. E eu quero falar da Tech T-Shirt, a camiseta que eu estou usando, que eu uso em todas as ocasiões, em todos os momentos, porque ela é muito versátil, serve para dormir, para treinar, para ficar em casa, para trabalhar, para sair à noite. É uma camiseta básica.

com tecido tecnológico que é muito leve, desamassa no corpo, o anti-odor, tem um monte de propriedades, é muito agradável, tem muitas cores e não tem só isso. Aqui no site, vocês podem ver, tem masculino, tem feminino, tem cueca, tem meia, tem outros tipos de camiseta, camisa, bermuda.

Tem um monte de coisa, vocês vão gostar. Se vocês não conhecem a Insider, eu realmente uso o tempo inteiro. Estou viajando, quando estou trabalhando, estou treinando. É uma camiseta muito prática e não tem só a camiseta e também tem o feminino. Se ainda quiser dar presentes, tem um monte de opções. Então dá uma olhada aqui no site, não esquece de usar o meu cupom ROCK.

H-O-C, você vai ter descontos na sua compra. É isso. Testa Insider, se você não conhece, tenho certeza que você vai gostar. Vamos voltar para o vídeo. E no mundo militar, isso significaria que o enxame, ele poderia ser controlado por um comandante de uma missão que analisaria as informações de inteligência e iria decidir quais alvos atacar.

Os enxames existem em vários níveis de sofisticação. Os enxames mais simples têm algum tipo de mecanismo de mira diferenciada para garantir que todas as armas não ataquem ao mesmo alvo. E uma versão disso existe no míssel antitanque britânico Brindstone, que ele entrou em serviço há mais de 20 anos. E ele pode ser lançado em levas.

com o primeiro míssil que ataca um alvo de maior prioridade, aí o segundo, um próximo alvo mais prioritário e assim por diante. Então, é uma sequência de ataques e cada um vai em um lugar. O drone de ataque russo, por exemplo, o V2U, ele é usado de uma maneira parecida. Cada aparelho tem as asas pintadas de uma cor diferente. Um drone vermelho, por exemplo, pode ser designado para atacar o alvo de maior prioridade.

O laranja, o segundo alvo mais prioritário e assim sucessivamente. Se o segundo drone perceber que o primeiro errou o alvo, aí ele passa a assumir a tarefa de atacar o primeiro alvo. Mas se qualquer drone perder de vista o seu predecessor, aí corre o risco de furar a fila e arrastar os demais com ele.

causando uma grande confusão e perdendo eficiência no ataque. A gente tem um outro exemplo parecido no Oriente Médio. As forças de defesa de Israel usaram o primeiro enxame de drones em combate em Gaza em 2021 para localizar grupos do Hamas que lançavam foguetes. Embora ainda não seja claro como que eles operaram esses drones e como que eles se comunicavam entre si.

Mas, como eu falo sempre para vocês, a grande vanguarda desse tipo de tecnologia se encontra ainda na Ucrânia. Em fevereiro de 2025, o Mikhail Fedorov, que é hoje o ministro da defesa da Ucrânia, ele anunciou que uma dúzia de empresas ucranianas trabalhavam em chames de drones e que o primeiro sistema...

ele deveria já entrar em serviço até o final do ano, ou seja, o final de 2025. Vários fornecedores ucranianos já estão implementando sistemas de enxame em pequena escala. Por exemplo, a Sin Engineering, que é uma empresa sediada em Lviv, na Ucrânia.

Ela lançou um sistema chamado PASCHA, que em português PASCHA significa criação de abelhas. E esse sistema, ele cuida das comunicações, da navegação e da capacidade de planejar autonomamente uma rota de voo.

para drones kamikazes. E o pessoal que desenhou esse sistema, eles descrevem isso como um atalho para facilitar a vida dos operadores de drone. E o Pashka, ele permite que os drones encontrem sozinhos o caminho até uma área pré-definida e que eles fiquem orbitando ali nessa área e se comunicando entre si por rádio até que eles recebam a ordem e que eles recebem a ordem.

da central, para atacar os alvos identificados. E diversos dos operadores de drones ucranianos, eles têm afirmado que o Pashka tem sido altamente eficaz para deter os ataques russos em massa, que talvez fossem rápido demais para serem contidos com drones individuais.

Em outro exemplo, a Swarmer, que é uma empresa ucraniana também, ela teria conseguido o seu primeiro sucesso em setembro do ano passado com um mini enxame com um drone de reconhecimento e dois bombardeiros controlados por um único operador. E esses bombardeiros são aqueles drones que eu mostrei para vocês num documentário da Ucrânia, quando eu estive lá.

Eles lançam, soltam uma munição explosiva. Mas enfim, o operador acaba usando um drone de reconhecimento para localizar o alvo e os bombardeiros que atacam automaticamente.

E essa empresa tem dito que ela já testou em chames de até 25 drones. Imaginem, 25 coisas, como aquela que eu mostrei no documentário, voando contra você e controladas automaticamente. Realmente é uma guerra diferente, né? Um outro exemplo ainda vem da Fourth Law.

que é uma empresa ucraniana cujo nome faz referência às leis fictícias da robótica, do Asimov, do Isaac Asimov, e busca o que ele chama de autonomia massivamente escalável, usando inteligência artificial para permitir que um número muito grande de drones voem.

encontrem os alvos por conta própria. E essa empresa, ela vê como os próximos desafios, o bombardeio autônomo, a detecção e identificação de alvos, a navegação sem GPS e a decolagem em pousos autônomos. Um enxame de drones com o ESCAPAS, vai, de superar todos esses obstáculos.

ele claramente pode realizar uma missão inteira, ou seja, uma, duas pessoas resolvem tudo isso. E por mais impressionante que sejam os drones ucranianos, eles têm concorrência. A americana, inclusive, por exemplo, a empresa americana Altarion, ela já forneceu dezenas de milhares de kits de ataques SkyNode.

para a Ucrânia. Esses kits adicionam capacidade de inteligência artificial aos drones, no caso os ucranianos, e isso permite que eles tenham uma navegação autônoma, uma capacidade de travar em alvos, e também esse comportamento de enxame que eu estou falando para vocês. Em janeiro,

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos, ele divulgou um vídeo do seu programa que é o Swarm Forge. E nele tem vários drones kamikazes atingindo alvos numa sucessão rápida com a ajuda do software de enxame, que é o NIMIX, da Altarium, que roda no Sky Node, que eu acabei de citar para vocês. E o operador, ele só tem que selecionar o alvo...

E o software faz o resto. Esse Nimix, ele permite que os drones se comuniquem entre si para atacar os alvos em ordem de prioridade. Ou seja, o enxame é sincronizado de forma que, se um drone for abatido ou perdido,

o outro assume automaticamente o alvo dele, uma capacidade que já é usada fora de testes e na guerra, na realidade, na Ucrânia. Alguns analistas ucranianos sugerem que os enxames maduros...

de dezenas ou centenas de drones, eles ainda estão a dois ou três anos de distância. E isso acontece em grande parte por causa do problema de ampliação das redes de comunicação que permitem grupos maiores, uma quantidade maior de drones, de trocar e compartilhar dados entre si.

Mas a gente está vendo que as coisas podem avançar muito rápido e, inclusive, no dia 13 de março deste ano, 2026, alguns comentaristas militares russos descreveram ataques massivos realizados com 300 a 400 drones ucranianos sobre uma frente de guerra.

limitada ali num espaço específico. E segundo esses comentaristas, esses ataques atingiram alvos que estavam até 20 quilômetros dentro da linha de combate, ou seja, 20 quilômetros para dentro do território, no caso russo, do território inimigo.

E o que permitiu um avanço muito rápido das tropas ucranianas. Os enxames podem ter contribuído, tendo um papel fundamental para que isso pudesse acontecer, para o avanço das tropas ucranianas.

Mas tem um ponto importante aqui que até então, na guerra na Ucrânia, esse volume de drones kamikazes tem beneficiado a defesa. Quem está na defesa? Porque quando você está na defesa, você está a uma distância, você consegue observar o inimigo vindo, ou o drone do inimigo, e aí você consegue usar esses drones para se defender.

Mas essa chegada, essa capacidade de você usar enxame de drones, isso pode alterar toda essa dinâmica, porque você vai conseguir sobrecarregar a defesa se você vai chegar com 300, 400 drones de uma vez. Então o ataque vai começar a ser diferenciado uma vez que você tem essa tecnologia.

Bom, isso daqui é um exemplo claro daquilo que eu discuti no vídeo da Antropic com o Pentágono, sobre inteligência artificial e automação de armas. Simplesmente, um ser humano dá o comando final, mas...

Na verdade, a seleção do alvo, você trancou o alvo e aí os drones vão fazendo as funções, vão distribuindo. Ah, o primeiro drone acerta aquele primeiro, o segundo, o outro. Aí o primeiro não conseguiu acertar, automaticamente eles se readequam e fazem a sua função.

Nós já estamos muito perto dessa ideia de automação de armas. Imagina quando a gente tiver uma realidade com mil, dois mil, cinco mil, dez mil drones sobrevoando e entrando dentro do espaço aéreo de um país. Como que uma nação vai conseguir se defender disso?

ela vai precisar de mais 10, 15 mil drones decolando automaticamente. E não vai ter como ter um operador que vai ficar olhando e perseguindo o drone para onde ele está indo. Você vai ter que ter uma inteligência artificial que vai estar lutando contra outra inteligência artificial.

Imagina as inteligências artificiais tentando driblar, se livrar, esconder, passar as defesas e a defesa tentando impedir que consiga ser driblada pelo drone que está entrando no seu espaço aéreo. Claramente, nós estamos falando de um tipo de guerra.

aonde a posição humana, a tomada de decisão, vai ficar em segundo lugar. A hora que você tiver volume de armas, volume de drones, simultaneamente vindo para a operação, você não vai ter 300 pilotos, cada um pilotando um drone.

Não vai ter como ter isso. Então, nós estamos assistindo aquilo que é talvez um dos maiores pesadelos da inteligência artificial na esfera militar. E isso não fica só ali, mas isso pode trazer outras consequências muito maiores para além da guerra. É isso, pessoal. Um tema super importante, interessante.

deem like aqui no vídeo, sigam o canal, compartilhem e ativem o sininho pra vocês receberem notificação dos vídeos novos e quem não assistiu, assista o vídeo da Antropic sobre essa discussão de automação de armas do Pentágono com a Antropic. Até mais!

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