MISSÃO IMPOSSÍVEL: O RESGATE DE CINEMA DOS PILOTOS AMERICANOS NO IRÃ
Um F-15E Strike Eagle abatido nas montanhas do Irã. Dois tripulantes ejetados em território inimigo. Um coronel americano escondido numa fenda de rocha a 2.100 metros de altitude, enquanto a Guarda Revolucionária oferece 60 mil dólares pela sua cabeça e vasculha cada vale das montanhas Zagros.O que aconteceu nas 48 horas seguintes é uma das operações de busca e resgate mais complexas já conduzidas pelos Estados Unidos — e envolveu CIA, SEAL Team Six, uma pista agrícola abandonada transformada em base avançada, aviões destruídos de propósito, ataques aéreos israelenses coordenados e uma campanha de desinformação para enganar o comando iraniano em tempo real.Neste vídeo, reconstruímos passo a passo como o piloto foi localizado, como os operadores entraram no Irã, por que dois MC-130J e quatro MH-6 Little Bird tiveram que ser destruídos dentro do território inimigo, e o que essa operação revela sobre o verdadeiro estado da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.Porque por trás do "WE GOT HIM!" postado por Trump, existe uma história que expõe tanto a sofisticação das forças especiais americanas quanto as rachaduras na narrativa de domínio aéreo absoluto que a Casa Branca vinha vendendo desde o início do conflito.
Desconhecido Desconhecido
- Conflito Irã-EUAF-15E abatido · CIA e SEAL Team Six · Geopolítica do Irã · Campanha de desinformação · Impacto na guerra
Oi pessoal, esse final de semana nós assistimos uma das maiores operações de resgate da história moderna militar do mundo. Os Estados Unidos conseguiu resgatar um dos seus pilotos que foi abatido, o avião dele foi abatido e caiu dentro do Irã. E a história que a gente sabe dela, pelo menos até agora, já é fascinante, uma operação muito complicada, muito difícil.
e extremamente bem sucedida. Quero contar aqui para vocês, no vídeo de hoje, um pouco de como foi os detalhes dessa operação e, claro, algumas análises do que isso significa para a guerra, que tipo de impacto isso tem no comportamento do Irã, dos Estados Unidos, qual é o status real das capacidades.
dos dois lados, afinal de contas, abater um avião americano, supostamente quando os Estados Unidos têm a supremacia aérea, mas ao mesmo tempo os Estados Unidos conseguirem conduzir uma operação como essa dentro do território iraniano, também diz muita coisa. E tudo isso são indicadores importantes para a gente...
refletir, entender o que está acontecendo, qual é o status real da guerra e das forças dos dois lados. Então, no vídeo de hoje eu quero explicar tudo isso para vocês.
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Vamos continuar com o vídeo e a história aqui, gente, é essa operação mirabolante, fantástica, é uma operação muito sofisticada, muito arriscada. Para vocês terem uma ideia, faz mais de 20 anos que um piloto americano não cai em território inimigo. Isso é muito tempo.
E óbvio que existe toda uma divisões especiais dentro do exército americano para resgatar esses pilotos que possam estar numa situação como essa. O piloto, na verdade, são dois pilotos que tem. Esse era o especialista nas armas de dentro do avião. O avião foi abatido pelo Irã e aí os dois ejetaram.
de dentro do avião, mas um deles foi resgatado. E o posicionamento do governo americano foi, não vamos noticiar que ele foi resgatado ou que existe um segundo.
para ganharmos um pouco de tempo. Então parte da maneira como o Trump se comportou publicamente e falou sobre o assunto tinha como objetivo fazer os iranianos não terem certeza, não saberem que existiam dois e que um já tinha sido recuperado e que o outro ainda estava dentro do país.
Isso fez os Estados Unidos ganhar por volta de um dia e meio, dois dias com essa história, antes que o Irã tivesse consciência e clareza que um outro piloto ainda estava dentro do seu território.
E óbvio, os pilotos carregam localizadores com eles, mas esses localizadores não funcionam perfeitamente em todos os lugares. E aí ele escalou no alto de uma montanha, o terreno, por sinal, muito montanhoso, onde ele caiu, e isso é comum na geografia do Irã, já expliquei.
para vocês no vídeo da geopolítica do Irã. Quem não assistiu, vale a pena assistir, porque nós estamos numa guerra, para você entender o comportamento, as vantagens e desvantagens que o Irã tem. Você precisa entender a geopolítica do país, então sugiro que vocês assistam Geopolítica do Irã aqui no canal. Mas, como eu estava falando, então ele escalou uma montanha.
e buscou um refúgio. E claro, nesse lugar ele poderia então tentar se comunicar novamente. Essas comunicações e essa postura de ativar ou contactar a base ou o comando não podem acontecer a qualquer momento porque o inimigo pode capturar essas comunicações. Então ele chegou lá em cima e mandou um sinal. God is good. Deus é bom.
E aí o Central Command, que é o responsável pela área dessa guerra, captou essa mensagem, mas ficou na dúvida, achou a mensagem um pouco estranha, não tinha certeza se era ele ou não.
E aí a CIA, que é o Serviço de Inteligência Americano, já tinha sido contactado desde o começo, que o piloto tinha caído no território e a CIA estava já trabalhando em tentar encontrá-lo.
E aí parece que a CIA usou um equipamento desconhecido que foi capaz de achar a localização exata dele. Esse equipamento, os oficiais da CIA que se pronunciaram sobre encontrá-lo comentaram que é como você encontrar uma agulha no palheiro.
e que esse equipamento que os ajudou. A gente não sabe exatamente o que é, ninguém falou, dificilmente vão falar, vai ter algumas especulações, mas o fato é que ativamente os serviços de inteligência, não só a CIA, outros serviços de inteligência dos Estados Unidos e não só americanos, mas israelenses também, entraram e participaram dessa operação de resgate.
Além disso, a CIA começou a criar uma campanha de desinformação dentro do país para enganar as forças iranianas do que estava acontecendo, quem era, onde ele estava. E eles começaram a difundir uma história de que os americanos já tinham capturado o piloto e estavam fazendo uma extração dele por terra num comboio.
de carros e essas informações deixaram a guarda revolucionária, as forças de segurança, o exército iraniano confusos em saber exatamente o que estava acontecendo e o objetivo era esse, era confundi-los para que eles não fossem diretamente para o local onde estaria o piloto.
E aí o Irã se mobilizou com força total, ofereceu recompensas para a população, quem pudesse dar pistas desse piloto e uma série de soldados saíram pelo país tentando encontrar, rastrear drones, helicópteros, um monte de equipamentos militares iranianos.
Do lado americano, e Israel ajudou também com ataques pontuais e bombardeiros, eles estavam tentando destruir qualquer movimentação das forças iranianas que estivessem caminhando ou chegando perto.
da região onde o piloto estava. Então, muitos ataques começaram a acontecer, a mobilização toda, praticamente, da guerra foi direcionada para isso, tentar destruir forças terrestres, aviões, aviões não, helicópteros e drones.
que estivessem se aproximando ou caminhando na direção desse lugar que o piloto estaria. Alguns dos outros ataques foram interrompidos, pelo menos na região maior ali, próxima da localização do piloto, e isso permitiu que o Irã pudesse fazer lançamentos de mísseis, porque essa guerra é uma briga de gato e rato.
o Irã esconde os seus mísseis, seus lançadores, e aí quando ele tem uma oportunidade, ele sai, retira os lançadores de algum abrigo ou de algum lugar escondido e faz um lançamento. Óbvio que quando ele faz isso, automaticamente as forças americanas e israelenses localizam e vão tentar destruir esse alvo. Mas como os esforços estavam todos dedicados para...
para o resgate do piloto, o Irã conseguiu lançar alguns mísseis em outros lugares, onde não tinha esse foco de destruir os lançadores de mísseis. Então o Irã teve até uma janela ali para lançar mais mísseis que o normal do que ele conseguiria fazer no estado atual da guerra hoje.
Bom, aí ele chegou então ali no alto da montanha, a comunicação não era contínua, ele não fica transmitindo o tempo inteiro, porque esse sinal pode estar sendo capturado pelo inimigo, ele só tinha uma pistola com ele e ele estava ferido, o piloto.
e ficou ali escondido. E aí começou essa grande operação, ela foi se estendendo até que as forças de operação especiais americanas, dentre elas os Navy SEALs, o Team Six, essa divisão do Navy SEAL, Navy SEAL são os fuzileiros americanos e eles...
São um grupo de elite, esse grupo de elite, esse time 6, é o time que matou o Bin Laden, pra vocês terem uma ideia. E por volta de 100 soldados no total, de diversos grupos, dentre eles o Team 6 do Navy SEAL, foram montar uma base.
de uma pista de pouso dentro do território iraniano. Então, aviões levando esses soldados aterrissaram num lugar dentro do Irã.
e ali eles criaram um perímetro protegendo essa área como uma espécie de uma base avançada dentro do território do Irã, e dali eles tinham que conduzir as suas operações até chegar no piloto e usar essa base para sair dali. Então, dois grandes aviões pousaram, só que quando esses aviões pousaram, eles ficaram presos, afundaram as rodas, e eles não conseguiam mais sair dali.
Enfim, mas esse foi um problema que eles foram lidar ao resolver no final da operação, depois que eles tinham o piloto, mas na hora isso já aconteceu e os aviões ficaram presos no lugar. Bom, os soldados saíram então, esses grupos de operações especiais saíram em busca do piloto.
e conseguiram chegar nele, trouxeram ele e aí eles não conseguiam ir embora, porque os aviões não decolavam. Então o plano B foi acionado e três pequenos aviões vieram.
para resgatá-lo. Só que eles não podiam deixar para trás esses equipamentos. Vale lembrar, acho que, não sei se eu já contei isso para vocês, mas há muitos anos atrás, quando estava acontecendo a guerra no Afeganistão e tinha essa discussão sobre uma operação militar dentro do Irã,
A CIA tinha um drone stealth, furtivo, invisível, ao radar, que parece um B2, aquele avião que é só uma asa, e esse avião...
Era um drone pequeno de monitoramento de inteligência. E o Irã conseguiu hackear esse avião e capturar e mostrou para o mundo, tirou fotos e tal. E talvez dali que saiu alguma tecnologia para a fabricação do Shahed, que são os seus drones baratos, que são essenciais na guerra hoje em dia.
Então, a preocupação dos americanos era, nós não podemos deixar essa tecnologia para trás, não só por causa do Irã, isso aconteceu também na operação do Bin Laden no Paquistão, quando um helicóptero invisível que ninguém nunca tinha visto caiu, bateu e ficou um pedaço para trás, não iam conseguir decolar, eles implodiram uma parte do helicóptero. A outra parte...
de trás do helicóptero que caiu, caiu para o outro lado do muro, eles não conseguiram implodir, e aí, já contei essa história para vocês, apareceu no Twitter, na época, pessoas ali, moradores locais, tirando foto com esse pedaço do helicóptero. Então, a preocupação era essa, eles foram lá e explodiram os dois aviões, para vocês terem uma ideia, cada um dos aviões custava 100 milhões de dólares.
mais dos outros dois helicópteros que estavam ali também foram explodidos. E isso causou uma grande fumaça, chamou a atenção, mas eles já estavam em retirada, já estavam prontos para sair. Nesse processo todo de busca pelo piloto...
nós tivemos algumas outras tentativas que não deram certo. A primeira foi uma imagem que as pessoas assistiram, que era um avião de reabastecimento e dois helicópteros sendo reabastecidos voando baixo dentro do Irã. Esses dois helicópteros acabaram sendo atingidos.
por fogo iraniano que estava em solo. E os pilotos desses dois helicópteros ficaram feridos e eles tiveram que evacuar correndo para o Kuwait, onde eles foram receber um tratamento médico.
Então, essa primeira tentativa já não tinha dado certo. Depois, ainda teve um outro avião americano, que voa abaixo também, que participa desse tipo de operação, foi abatido, o piloto conseguiu sair do espaço aéreo iraniano e ejetar em segurança, mas, então, outros...
Outro avião teria sido abatido, mas o piloto não caiu no território. Ou seja, no processo, tentando buscar o piloto, outras perdas aconteceram e a situação não estava muito fácil. Mas, no final, eles fizeram uma operação muito maior e conseguiram resgatar o piloto.
Tem uma parte curiosa dessa história, é que nós estamos falando há 46 anos, os americanos também tentaram uma operação de resgate dentro do Irã, que eram 53 diplomatas dentro da embaixada, e ela foi um fracasso.
e 46 anos depois, um único piloto que caiu já numa guerra direto contra o Irã, ele conseguiu ser resgatado. E isso é um sinal, ou demonstra, a capacidade militar americana. Na verdade, é um pequeno experimento de uma operação com soldados dentro do território inimigo.
É óbvio, é uma situação diferente porque existia uma pessoa a ser resgatada, era um objetivo pontual e estavam todas as forças concentradas naquele lugar. Mas não deixou de ser uma operação terrestre com os soldados dentro do Irã. E isso é um laboratório, é um experimento para ver como que foi possível.
Isso deve encorajar o Trump a seguir adiante com a opção de trazer soldados. Ele tem um prazo final que ele deu para o Irã, abriu estreito e chegar em termos ou num consenso na negociação. Se não acontecer, ele está dizendo que ele vai...
Então, destruir as usinas de geração de energia do país, pontes, e também, provavelmente, capturar ilhas ou invadir com soldados em pontos ou lugares estratégicos. Não invadir e ocupar e ficar lá, mas fazer operações com soldados por terra.
Esse resgate todo nada mais é do que uma operação assim. Talvez mais difícil, mais complicada, porque está claro o que está se tentando fazer, está claro onde estão todas as tropas e a operação deu certo. Não foi fácil, mas a capacidade americana, tanto militar quanto de treinamento...
quanto a especialização, esse conjunto de forças e operações e equipamentos funcionando mostra a potência da máquina de guerra americana. E quando testada, talvez nenhum país no mundo consiga fazer uma operação como essa, nessa velocidade, com essa sofisticação, com essa quantidade de elementos juntos e tropas e soldados e questões a serem consideradas.
Então, tudo isso deixa o Trump mais seguro, mais firme e mais confiante, mais agressivo. Inclusive, tanto que a sua postagem na rede social logo depois do resgate do piloto está sendo extremamente agressiva.
direta contra o Irã, dizendo, olha, vocês vão ser dizimados, destruídos, vai acabar simplesmente tudo, eu não aguento mais, se entreguem de uma vez. Está todo mundo comentando sobre isso, os veículos estão criticando, dizendo que ele foi muito agressivo, mas parte dessa agressividade, dessa confiança vem do sucesso dessa operação.
Uma outra parte importante para a gente entender aqui ou refletir é que, apesar dos Estados Unidos e Israel terem, clamarem que tem uma superioridade aérea,
E superioridade não é supremacia. Se fala em supremacia, às vezes, ou às vezes se usa essas palavras intercambiavelmente, sem uma precisão, figura de linguagem ou um jeito mais coloquial de se falar, mas a supremacia...
total e completa não existe, existe uma superioridade aérea massiva basicamente total, mas mesmo com esse tipo de superioridade, o fato do F-15 ter sido abatido, dos outros helicópteros terem sido atingidos e do outro avião também ter sido derrubado,
Isso mostra que uma potência ou um país com uma força muito inferior aos americanos, ou a qualquer país, tem capacidade ainda de causar danos e estragos substanciais para um país. E não importa que existe uma superioridade, superioridade na guerra nunca é garantia total de que está tudo resolvido, e por isso é guerra na guerra, como Clausewitz já dizia, é...
tudo pode dar errado, nada é garantido. E esse exemplo, essa história toda, desde o resgate até abater o avião inicialmente, que não foi na operação de resgate, foi o F-15, o caça, mostra que o Irã, sim, pode criar problemas. Então, o que isso significa?
Uma operação terrestre, uma invasão terrestre, aviões sobrevoando dentro do Irã, ainda correm riscos. Pilotos em helicópteros voando dentro do Irã para fazer alguma operação específica, que seja a operação mais ambiciosa de todas, a captura do material radioativo, do urânio enriquecido. E isso está dentro de uma base no subterrâneo. Você teria que levar muitos soldados com...
em helicópteros e aviões para esse lugar e dali eles teriam que sair. Mesmo nessa situação, correm o risco de serem abatidos, mesmo na situação ou na ideia de captura da ilha Karg ou qualquer outra ilha pequena, o risco existe. Essa situação toda mostra isso e deixa bem evidente que...
superioridade ou qualquer guerra, você tem vulnerabilidades e por isso que qualquer operação é sempre muito arriscada, muito difícil. Mas o que parece é que a...
O sucesso da operação não só faz o Trump ficar mais confiante, mas mobiliza de certa forma a opinião pública, a nação, está todo mundo comovido. É uma história de sucesso, é uma história heroica, é uma história onde os Estados Unidos reforçam.
algo que todas as forças militares buscam construir, que é uma identidade militar de companheirismo, de irmandade, que é um ethos militar. Você não está ali lutando por você, você está lutando por uma causa, por um ideal. São todos unidos, todos aqueles que servem, todos os soldados estão juntos nessa missão.
E isso fica demonstrado quando você mobiliza tantas vidas, tantos equipamentos, tanto dinheiro numa operação tão complexa e sofisticada para resgatar um único piloto. E essa é a base da construção do moral.
da tropa, do moral, de qualquer força de combate. Você precisa ter essa conexão de que estão todos lutando um pelo outro, que ninguém vai ser deixado para trás, todos serão salvos, todos os esforços serão feitos para salvar a vida de cada um deles.
E isso reforça esse ethos e mostra o quanto dinheiro foi investido. Falei para vocês, são dois aviões, cada um deles de 100 milhões, mas fora todo o resto que foi gasto numa única operação por uma única vida de um soldado que já estava ferido, de um piloto.
E tudo isso constrói esse espírito guerreiro, esse espírito de vitória, de sucesso. E isso mobiliza a opinião pública. Por que você tem tantos americanos dispostos a lutar pelo seu país? Por esse ideal, por esses valores, por essa crença, por essa identidade construída. A gente não vê nada parecido com isso.
aqui no Brasil não, porque muitos dos que estão na linha de frente lidando com problemas e ameaças não tenham isso, a gente sabe que tem, talvez tenham até mais, porque não tem o apoio que merecem nem da sociedade, nem do governo, nem dos recursos, nem de nada, mas imagina, isso explica muito esses 100 soldados de forças especiais que foram lá.
e dispostos a literalmente morrerem. Se precisar, eles iam ficar presos dentro do Irã, lutando até o último minuto para resgatar. Então, o resgate de um era, talvez, a morte de muitos outros. E essa dinâmica...
ela constrói nação, ela constrói esse companheirismo, ela constrói esse espírito de lutar. E isso é muito presente na identidade, na cultura americana. Tudo isso pode reforçar a identidade nacional e a venda da guerra ficar mais fácil para o Trump, se ele souber comunicar, se ele souber explorar isso, ele tem falado bastante do assunto.
e vai certamente continuar falando, mas isso tem que ser repetido, comunicado, para que transborde para a população como um todo. Então, a gente vê dinâmicas aí diferentes, o Irã certamente ia querer construir essa narrativa para o lado dele se ele tivesse capturado esse piloto, ia mostrar para os Estados Unidos e para a opinião pública americana que o custo da guerra ia ser muito maior.
muito mais soldados poderiam morrer, muitas coisas piores iam acontecer, a opinião pública ia criticar o Trump, tudo isso ia pegar muito mal, ia ser muito ruim, ia fortalecer a posição do regime iraniano, ia dizer, olha, eu abati um caça, eu atingi dois helicópteros, eu derrubei um outro avião e eu capturei o piloto de vocês. Então, se vocês tentarem me invadir, as coisas vão ficar muito feias.
No final das contas, deu tudo certo, isso reforça ou aumenta a probabilidade da guerra se alongar ou o Trump achar que ele consegue alcançar outros objetivos. Isso não quer dizer que ele vai conseguir. A gente assistiu uma operação de extremo sucesso americana militar na Venezuela na captura do Maduro.
e assistimos uma operação no ano passado contra as instalações nucleares iranianas também foi fácil, foi bem sucedida. E agora a guerra, apesar de todas as coisas positivas, todos os objetivos que os Estados Unidos conquistaram, ainda tem se mostrado muito difícil em vários outros pontos, por exemplo, o Estreito de Hormuz.
Ou seja, essa vitória e esse sucesso americano não garante que toda uma operação terrestre vai dar certo e vai ser tudo bem e perfeito. Pode ser que seja, mas cada jogada é uma nova história, uma nova ação, um novo problema. E essa é a realidade da guerra. O fato é que, claro, as pessoas são moldadas pelas percepções psicológicas, não só o Trump, os soldados, ou até mesmo a opinião pública americana.
Então, tudo isso está na equação. Essa operação foi bastante relevante e vai ficar para a história. Talvez ao longo do tempo a gente tenha acesso a mais informações, mais detalhes de como isso aconteceu. Provavelmente isso deve virar um filme ou um livro. A gente não sabe quem é o piloto, nem vamos saber.
mas a história dele certamente não é uma história qualquer, e deve ter sido bem difícil passar dois dias, que foi o tempo inteiro que ele passou dentro do Irã ali, bem coisa de filme, e no final deu tudo certo.
mas é mais um capítulo da guerra que já se estende por um tempo além talvez do que a gente imaginasse, e não parece que o Irã vai recuar, e sim, agora o Trump tem todos os motivos para colocar mais pressão, Israel nesse momento já faz ataques a instalações.
de infraestrutura iraniana e isso não deixa de ser uma escalada. Vamos ver qual vai ser a resposta do Irã para isso. Eu vou estar aqui acompanhando e contando, debatendo e analisando com vocês. Então é isso, pessoal. Espero que vocês tenham gostado. Não esquece de dar like no vídeo, ativem o sininho, sigam o canal e compartilhem com os seus amigos. Até mais.
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