ARTEMIS II: O HOMEM VOLTA PARA A LUA
OR QUE A LUA VIROU O TABULEIRO DA NOVA GUERRA FRIA | Artemis II e a corrida espacial do século XXIA NASA acabou de lançar quatro astronautas rumo à Lua pela primeira vez em mais de 50 anos. Mas a Artemis II não é só uma missão espacial — é uma declaração geopolítica. Enquanto os EUA tentam retomar a liderança no espaço, a China avança com o programa lunar próprio, constrói sua estação espacial e já planeja uma base permanente no polo sul lunar. A Lua deixou de ser um símbolo e virou um ativo estratégico.
Desconhecido Desconhecido
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E aí
Olá pessoal, boa noite. Como estamos? Tema interessante para a gente falar, né? Vocês sabem que eu gosto bastante das discussões de astropolitics, que é a geopolítica do espaço.
todo um campo de estudos à parte. Não falo tanto, tem poucas oportunidades, mas esse é um momento ideal pra gente falar sobre esse tema. Tem a ver com todas as corridas tecnológicas e muitas coisas estão mudando. Outro dia eu fiz um vídeo sobre...
a fusão da SpaceX com a XAI do Elon Musk, o que é um capítulo dessa história toda, do retorno do ser humano à Lua, o retorno da humanidade, a corrida geopolítica está bastante ligada a todas essas disputas, principalmente no contexto e na realidade geopolítica de hoje, principalmente...
com o surgimento dos atores privados, da força de grandes empresas nessa área, a fusão desses dois mundos, não é só o mundo espacial, mas é essa junção do mundo espacial com o mundo da inteligência artificial.
Tem muita coisa interessante, um novo teatro, um novo domínio, domain. Na literatura a gente fala desse domínio, desse espaço, desse teatro, desse novo lugar onde as coisas podem acontecer, onde as mesmas disputas que a gente assiste num lugar acontecem em outro.
E estamos aí, pela primeira vez, talvez descobrindo uma nova fronteira territorial, não é bem territorial, porque não é a Terra, mas um espaço, um local, uma superfície de corpos físicos criando um novo...
um novo tabuleiro geopolítico, um complemento, uma extensão do tabuleiro geopolítico que a gente está acostumado a lidar aqui na Terra, que basicamente, sempre falo para vocês, é a água, é o ar.
o cibernético, o digital, e é a terra, a superfície das coisas. Agora o espaço se torna um outro lugar, só que o espaço tem uma mistura de configurações, então ele carrega elementos parecidos com a água ou com o ar, e elementos parecidos com a terra, porque existe superfície também.
Quando a gente fala da geopolítica aérea, a guerra no Oriente Médio é uma discussão grande sobre a força aérea sendo utilizada, aplicada dentro daquele conflito.
com as suas vantagens, desvantagens, limitações, sucessos, mas é uma característica específica daquele espaço, daquela geografia, que é a geografia aérea. O que pode ser feito na geografia aérea? Junto com isso se carrega uma série de características, do tipo, você precisa de bases, você precisa de reabastecimento aéreo, você consegue alcançar objetivos limitados, como...
destruir capacidades, mas você não consegue derrubar um regime, como a gente está, mais uma vez, acompanhando e percebendo isso. E essa é uma característica de um espaço geográfico. Agora, quando a gente fala do mar, ele também tem características peculiares e apropriadas, que geram combates, capacidades específicas ao mar. E a Terra...
Outras características, características de ocupação. Não sei se vocês já pararam para pensar, mas na superfície terrestre, você consegue estacionar, ocupar e dominar um terreno, um território.
No mar, você não consegue estacionar e ficar ali. Você transita por ali. Você pode parar uma embarcação, um veículo marítimo. Mas você não fica, a gente não vive na água. Você transita pela água. A mesma coisa acontece no ar. No ar ainda de uma forma mais complicada, porque talvez você não estacione mesmo. Você tem que estar o tempo inteiro se movimentando.
São características geográficas específicas que criam realidades únicas e dentro dessas realidades, o que a geopolítica vai prestar atenção é como que dentro desses lugares, desse jeito,
você vai exercer poder, você vai ter vantagens, você vai projetar, conquistar, adquirir coisas. Essa mistura toda nos traz uma série de reflexões interessantes. Agora, o mais legal é imaginar que o espaço é um mundo completo à parte.
Se dentro da terra você tem essas características que você vive, constrói edifícios, fábricas, ocupa o espaço, domina o espaço, no mar você consegue estacionar brevemente, mas você precisa de uma embarcação, e no ar você só transita totalmente,
Imagina pegar esses três domínios, esses três teatros, e transpor eles para outro lugar. O espaço nos permite meio que fazer uma combinação de todos. É como se fosse uma nova dimensão inteira, completa.
da dimensão que a gente vive na Terra. Tanto que as analogias das grandes teorias de astropolítica, elas às vezes tratam o espaço da mesma forma que o Mahan, que é o grande pensador teórico, geopolítico, que fala da questão do domínio dos oceanos ou dos mares. Então, os pensadores da astropolítica vão falar do espaço e pelos poemas. Então, você pode usar um poemas. Então, você pode usar um poemas. Então, você pode usar um poemas.
Então, você pode usar um poemas. Então, você pode usar um poemas. Então, você pode usar um poemas. Então, você pode usar um poemas.
Analisando o espaço como se fosse o mar. É um lugar que você consegue até parar, mas você precisa transitar. Imaginem uma nave. É isso? Ou até mesmo um satélite, talvez. Por outro lado, a gente pode imaginar que o espaço também é como o ar, como o céu.
que a força aérea transita. E é o mais comum, né? Na verdade, não deixa de ser uma extensão. O espaço é uma extensão da área que nós temos aqui no nosso céu. Mas o espaço também carrega superfícies, como a Lua, como outros planetas, e são superfícies que podem ser ocupadas.
Elas podem ter presença, elas podem ter construções, elas podem ter habitação. Vejam que curioso tudo isso. O espaço seria uma multiplicação total e completa de tudo que a gente encontra aqui na Terra, numa escala e numa abundância jamais vista. Óbvio que a gente não acessa toda essa dimensão imensa, mas um dos grandes projetos geopolíticos aí...
da atualidade é, ou sempre foi até então, agora ele mudou de ideia, é o Elon Musk tentando levar a humanidade para um outro planeta, fazer com que nós nos tornemos uma espécie multiplanetária.
que ocupe outros lugares. Esse plano foi deixado de lado, ele já reconheceu, depois de muito tempo batendo nessa tecla, que talvez não vai ser possível, e agora o foco dele está exatamente na Lua. E a Lua não deixa de ser, não é um planeta, mas é um satélite, e tem propriedades parecidas com essa que eu estou falando para vocês, que é o quê?
A ideia de você ocupar a superfície, construir coisas e estar ali e ser dono daquele espaço. Fixo, sem ter que se movimentar.
Estamos com 1.400 pessoas. Pessoal, deem like na live. Ajuda a levantar relevância aqui. Mais gente vinha. Esse tema é interessante. Não é o tema mais comum que está todo mundo acostumado, mas abre a nossa cabeça e faz olhar para a geopolítica de uma outra maneira. Deem like. Quem não segue o canal, siga o canal. Importante. E ativa o sininho, já que você está aí.
normalmente as pessoas não sabem quando que vai ter vídeo, quando que tem live então com o sininho você consegue saber isso bom então como eu estava explicando aqui pra vocês o interessante de falar do espaço é que ele é muito completo e ele abre muitas possibilidades e claro que a astropolítica vai copiar ou trazer analogias ou metáforas e aí
Agora? Ainda não. Foi? Me ouvindo? Boa. Estava falando então que tem as várias teorias na Terra aqui. Teoria que quem controla os mares domina o mundo. Teoria que quem controla a Eurásia, as terras...
mais estratégicas ou maior continente do mundo vai dominar o mundo. Teoria de quem domina a costa domina o mundo. Ou teoria de quem domina e um domínio que foi criado por nós, pelos seres humanos, que é o digital, vai dominar o mundo. São várias teorias. E óbvio, vários jeitos de enxergar a geopolítica e óbvio que a gente também tem um que vem do espaço ou da astropolítica e esse e...
vai combinar todas essas interpretações, vai replicar. E a gente pode entender, lembrar vocês aqui da teoria do Mackinder, que é quem domina o leste europeu, domina o Heartland. Quem domina o Heartland controla a ilha mundo, quem controla a ilha mundo dominará o mundo.
Então veja, ele parte de um ponto específico estratégico e diz que daquele ponto você consegue ir dominando outros lugares ou você vai garantindo outras posições e até que você vai chegar e dominar o mundo. Certamente isso...
É uma das teorias que embasou o posicionamento e o comportamento de todas as nações. Mas aí tem outras que contrapõem isso. Não, não, você não precisa dominar essa terra, você vai dominar os mares, vai dominar as costas e assim por diante. A gente pode usar cada uma delas para explicar o espaço. E uma delas diz o seguinte.
que o espaço está dividindo em quatro territórios ou quatro áreas. A primeira área é a Terra. A segunda área é o que a gente chama de...
Espaço-terra. Depois que acaba o espaço-terra, começa o espaço-lua. E depois que acaba o espaço-lua, começa o espaço-sol. E a teoria diz que quem domina o espaço-terra
dominará o espaço Lua e, portanto, dominará o resto do espaço solar e aí dominará a Terra. Vejam que tem uma curiosidade nessa teoria, que na verdade ela coloca toda essa potência, não é para você dominar o universo ou o sistema solar ou a galáxia, ou nada muito gigantesco. É uma teoria voltada e centrada na Terra.
Então você vai fazer todas essas coisas para voltar e dominar a Terra. Então essa projeção de poder para fora da Terra é só para te colocar numa vantagem maior e numa capacidade de dominar a Terra. Se o Mahan falou que você tem que dominar o oceano para dominar a Terra e o outro falou que você tem que dominar um continente X para você dominar a Terra...
O que a teoria astropolítica vai dizer é não é nada disso aqui dentro que você tem que dominar, mas você tem que dominar esse espaço aqui de fora que vai te permitir dominar esse outro espaço até que você domine aquele outro e aí sim, quando você está controlando esses espaços, uma consequência, uma cadeia inteira que você, ao dominar um, você domina o outro, você volta e domina a Terra.
E isso é interessante, porque é um jeito da gente ver como que você vai dominar a Terra de fora da Terra. E tem um monte de explicações por que isso pode acontecer.
Primeiro porque você tem o que a gente chama de high ground, que é, na verdade, o terreno elevado. Você está numa posição superior, elevada, olhando os seus inimigos de baixo. Você está acima deles. E em combates militares, você ter essa posição é um privilégio.
É uma vantagem estratégica. Você consegue olhar para o seu inimigo lá de cima. E não tem limitação de você ter que...
transitar por espaços muito grandes. Imagina que você está dominando as órbitas da Terra e você coloca armas ali. A velocidade com que você vai alcançar e atingir qualquer lugar no planeta é imensa. Você está numa posição de destaque, superior, elevada, protegida, e quem está embaixo está extremamente vulnerável. Só desse ponto de vista já explica porque quem domina o espaço dominaria a Terra. Você consegue colocar armas lá, e você consegue colocar armas.
Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas. Então, você consegue colocar armas.
E todo mundo é um alvo fácil. E para quem está dentro da Terra para destruir esse alvo, com essa arma que está colocada ali, vai ser muito mais difícil. Mas não é só isso. Uma outra interpretação, e aí usando a analogia marítima, é tratar esse espaço todo aqui para fora da Terra, o espaço sideral, literalmente como...
é um oceano e é onde você vai navegar. E aí nessas navegações você tem pontos estratégicos, os tais dos choke points, pontos de estrangulamento. Toda a guerra do Irã, todo o problema da guerra do Irã é porque o Irã tem um grande ponto de estrangulamento, que é o quê?
O fechamento do estreito de Hormuz. Dentro da navegação marítima, estreitos são pontos de estrangulamento e são pontos de vantagem estratégica e são pontos que te dão poder. Imagina se a gente replicar esses conceitos para o espaço.
E aí nós também teremos pontos de estrangulamento. E talvez o ponto mais importante, o primeiro grande ponto a ser conquistado, a grande ilha, ainda na analogia marítima aqui.
Eu explico para vocês por que Cuba é importante para os Estados Unidos, pelo seu posicionamento na saída do Golfo do México. Por que Taiwan é importante para a China? Porque seu posicionamento formatando uma cadeia, uma ilha de estrangulamento à costa chinesa.
Então Taiwan também é uma dessas ilhas que pode estrangular a costa chinesa, saída para o mar. A Groenlândia também é uma ilha localizada num lugar estratégico. Usando essa analogia, qual seria a grande ilha à Terra? E aí é óbvio, vocês já deduzem, a grande ilha que é o ponto mais estratégico de controle de acesso à Terra é a Lua.
Então, a Lua seria um super Cuba, Taiwan e Groenlândia somadas que controlam a entrada e a saída da Terra. Mais ou menos essa seria a comparação aqui. A Lua pode ser o ponto de estrangulamento da combinação do Canal do Suez, o Canal do Panamá, o Estreito de Hormuz, Bab el-Mandab e Malacca. Todos juntos num lugar só.
Essa é a relevância do que está em jogo aqui.
E não é só porque nós queremos sair da Terra e ir para algum outro lugar. Qualquer coisa que for feita fora da Terra, a Lua vai ser fundamental. A Lua é o ponto de partida, é a base, é o local de abastecimento, é o local de impulso, é essa ilha fundamental que está colocada ali e que não tem nenhum dono.
Ainda ninguém tomou conta dela. E por isso que ela se torna ainda mais disputada, mais atraente ou mais relevante e mais crítica.
Deixa eu, antes de eu continuar aqui, pessoal, pedir like aqui para vocês, deem like no vídeo, na live, sigam o canal, quem não segue ainda, não esqueçam de dar o like, ativa o sininho, aproveita. Vou fazer um parênteses aqui para falar do nosso parceiro e patrocinador, a Insider.
Estou com a minha camisa da Insider, está sempre com a gente até no espaço. Ainda não deu para fazer uma viagem espacial, mas imagina uma astropolítica espacial de Insider, né? Seria bem legal. Quem não conhece a Insider, dá uma olhada no site, não esquece de usar o meu cupom ROC, H-O-C, e ali você vai ter belos descontos.
Tem muitas coisas, homens e mulheres, para todo mundo. Então, não deixem de conhecer a Insider para quem não conhece. Um dia eu apresentar um projeto para a Insider para ir para a Lua, eu tenho certeza que eles vão estar juntos e a gente vai ir lá olhar a astropolítica da ocupação lunar. Bom, então eu estava dizendo aqui para vocês que a Lua é essa ilha importante colocada na frente da Terra.
que controla a entrada e a saída do nosso planeta. E isso é muito relevante. Bom, e aí quem é que vai controlar essa ilha? Existem muitas maneiras de observar isso. Dentro da geopolítica pura, o que importa é quem tem poder para chegar lá e chegar primeiro. Basicamente é isso que a gente assistiu com as colonizações, com as descobertas.
de novos territórios na Terra. Isso levou a uma expansão imperial imensa. E, claro, tivemos milhões de problemas causados por isso, porque você tinha povos que viviam ali, tiveram que ser dominados. No caso da Lua, nós não temos povos ali, pelo menos ainda não descobrimos isso.
É muito mais fácil. É só um território distante, inexplorado, que não tem dono. Dentro de uma convenção mundial existe um tratado, um tratado do espaço sideral, do espaço externo. Então, mais de 100 países ou 100 países ratificaram esse tratado, as grandes potências espaciais ratificaram o tratado e o tratado disse que ninguém pode...
tomar posse de um corpo celeste, não pode impedir o acesso e uso do outro, não pode transformar aquilo numa coisa militar, colocar armas para atacar os outros. Tem um monte de regras, mas essas regras todas recaem sobre aquele nosso famoso, a discussão, famosa discussão e debate aqui, que é o direito internacional. Quando que o direito internacional funciona?
Ainda mais fora da terra, imagina isso. Quem é que vai fazer, se cumprir essas regras ou essas leis? E quando a competição está no nível que nós estamos assistindo, na geopolítica atual, dificilmente essa regra está valendo. E esse é o grande momento que nós estamos vivendo. Não só por isso, mas porque nós temos outros players, novos participantes entrando nessa corrida. Até então...
Como eu já tenho falado para vocês inúmeras vezes até então, eram só nações que participavam disso. Você não tinha empresas. Empresas podiam ser contratadas para fornecer equipamentos pontuais nessa corrida espacial, que sempre foi uma corrida de estados. O ápice da mobilização de uma nação para chegar nessa fronteira tecnológica. Pela primeira vez na história, nós temos agora participantes novos.
Do mesmo jeito que nós estamos vendo esse problema surgir na esfera da inteligência artificial, que os maiores modelos e programas de inteligência artificial não são projetos do Pentágono ou do exército chinês, são projetos de empresas, as maiores empresas disso.
São empresas privadas. A mesma coisa está acontecendo com o espaço. Isso começa com a participação das empresas americanas ou de uma espécie de privatização do espaço quando os Estados Unidos abrem.
para que empresas privadas vão desenvolver principalmente os veículos para se chegar nesses lugares, que são as peças fundamentais. Se tão longe da gente, a gente precisa de um veículo para chegar lá, de um transporte. E esse transporte não é um transporte qualquer, é um transporte que até então foi desenvolvido com uma tecnologia meio... Nós vamos trazer um transporte para um transporte.
rudimentar, para dizer o mínimo, porque você descartava e jogava fora. E a beleza é o que o Elon Musk faz com a SpaceX, fazendo esse transporte ser reutilizável. E isso tem um valor indiscutível do ponto de vista econômico e começa a colocar o espaço mais próximo, mais acessível, mais barato para uma série de outras coisas.
A missão atual dos astronautas que estão indo dar a volta na Lua, ela é uma missão da NASA, ainda com um equipamento que não condiz com a tecnologia atual, já tem tecnologias muito melhores, todos esses...
Foguetes reutilizáveis da SpaceX, por exemplo, fazem muito mais sentido. Provavelmente as próximas missões da NASA para a Lua já não vão ser com esse foguete que foi, mas com os modelos mais avançados, né? Tanto a Blue Origin do Bezos quanto a SpaceX estão construindo modelos para colocar...
seres humanos na lua de novo e isso é uma corrida. Então, é uma corrida tecnológica por um território
só que agora envolve empresas também. E isso é uma novidade. Isso é mais complicado, talvez, do que só a corrida da inteligência artificial, que envolve as empresas, mas não necessariamente você tem um lugar para ocupar. Tá bom, as empresas talvez estejam dominando, talvez não, estão dominando, dominam muito mais o espaço digital do que... Nós vamos trazer um lugar.
os governos do que os estados, mas ainda assim são espaços digitais e não espaços físicos. E a Lua é um desses lugares. E aí tem toda a utilidade econômica da Lua. Para vocês terem uma ideia, a possibilidade da gente construir bases na Lua é uma realidade. Nós temos uma corrida espacial que ela está focada.
Na Lua. Esse é o objetivo. O objetivo é chegar aqui e construir bases aqui. É isso que a China quer. E isso motivou os americanos a entrarem nessa corrida. É isso que a Índia está tentando fazer. Inclusive, isso pode possibilitar a Índia ser a quarta nação do mundo.
a colocar astronautas em órbita por conta própria ou até mesmo na Lua. E isso vai ser um grande efeito. Então nós temos os Estados Unidos, a Rússia, a China, a Índia. E aí você tem a Europa, a União Europeia, o Japão, mas ainda numa categoria atrás desses quatro. Então você tem quatro...
grandes potências. A mais populosa, todas as quatro têm bombas atômicas, são grandes economias, grandes populações, grandes forças militares, e as quatro estão tentando chegar lá antes e provavelmente construir uma base. E essa base tem quais utilidades? Econômicas, só para dizer o mínimo.
uma série de metais e minerais estratégicos. A gente está o tempo inteiro assistindo e entendendo a relevância das terras raras. O Brasil é a segunda maior reserva, a China é a maior reserva, a maior refinador, processador de terras raras. São as terras raras que deram a vantagem para a China conseguir peitar o Trump na questão do tarifácio, o quanto esses minérios estratégicos são relevantes para o mundo.
E de onde vêm esses minérios? Eles apareceram e estão na Terra por choques com meteoros, com outros astros, outros corpos. A mesma coisa aconteceu na Lua. Então na Lua tem muitos desses minérios. Então você tem reservas importantíssimas. Mineração lunar será algo com abundância de recursos e sem vários dos problemas que tem na Terra.
Porque uma das atividades humanas mais destrutivas, poluidoras para o planeta é a mineração. Imagina, então, você poder fazer isso em um lugar que não tem problema, porque não tem ninguém vivendo ali, porque o ambiente já é totalmente diferente, não tem um ecossistema do jeito que é o nosso, frágil, delicado. Você tem um espaço bem mais...
rústico, para dizer o mínimo, sendo explorado. Então tem essa riqueza. Tem outras riquezas como água. E a água permite que você...
tem ocupação humana. Você vai ter a presença de seres humanos, porque o ser humano precisa da água. Nos polos, acredita-se que tem água congelada embaixo. E tem outras características importantes com a água. A água pode ser quebrada, você tem o hidrogênio e o oxigênio, e com isso você consegue fazer combustível de foguetes.
Percebam, a Lua é um grande posto de abastecimento, é um posto de lançamento. Lançamento porque a distância para você ir para Marte da Lua é diferente, é mais fácil. E você também tem essa questão como se fosse um posto de gasolina. Então a Lua é um posto de gasolina para foguetes.
Se você conseguir construir o combustível dos foguetes ali, você pode inclusive construir as naves ali. E aí tem um outro ponto muito interessante.
para exploração do espaço. Um dos problemas da construção das nossas naves, dos nossos foguetes, dos nossos equipamentos que transportam a gente para sair da Terra, é realmente vencer a atmosfera, vencer a gravidade. E isso é altamente destrutível.
Você lançar um foguete na velocidade do jeito que ele é, ele tem que ser construído de materiais e de uma maneira totalmente diferente. Se você pudesse construir um foguete já nesse ambiente externo, fora da Terra, esse foguete ia passar por uma degradação, uma destruição, muito menor do que o processo que ele tem que passar para conseguir vencer a barreira aqui da nossa gravidade, da nossa atmosfera.
E isso mostra que a Lua pode ser, então, uma base de construção para os meios de transporte espaciais. Além disso...
você tem uma série de outras utilidades que na Terra você não consegue produzir e isso já está sendo exemplificado com o interesse do Musk na fusão da SpaceX com a XAI e também na mudança de plano dele de Marte para a Lua.
O que eu me refiro aqui? A gravidade e as temperaturas. O vácuo que existe na Lua te permite, por exemplo, encontrar, construir ligas de metais.
que você não consegue fazer na Terra, porque você não tem as mesmas temperaturas e o vácuo. Então, tem uma série de produções de materiais, de fabricação de coisas a serem feitas na Lua, que são muito melhores, o ambiente tem uma condição muito melhor, aliás, não é só muito melhor, é possível, não dá para fazer algumas coisas na Terra.
Então a gente pode fabricar muitas coisas ali para um preço menor e mais fácil. Claro, eu sei que ir até lá é difícil, mas é exatamente isso que a SpaceX está conseguindo, baixar o custo de transporte, o custo do peso de você levar qualquer coisa para o espaço. Isso está acontecendo com esses foguetes reutilizáveis.
está acontecendo com mais tecnologia, vai acontecer com a Starship, que é o maior de todos esses foguetes, que vai ter uma capacidade de levar quantidades monstruosas num só voo. E essa quantidade imensa vai permitir você levar uma fábrica inteira para a Lua e montar ela lá.
E aí tem um outro ponto interessante que faz a conexão final do que eu falei nesse outro vídeo que eu já citei aqui para vocês hoje, lembra aqui, depois assistam, que é a fusão da SpaceX com a XAI, que é energia.
A Terra tem uma inclinação por volta de 23 graus e isso cria as estações do ano. Os polos na Terra, no período do ano, você tem praticamente seis meses de sol, nenhuma ou poucas horas com noite. E a outra metade do tempo você tem só noite.
Como a Lua não tem essa inclinação de 23 graus, inclinação mínima de 3 graus, os polos em algumas regiões da Lua têm luminosidade solar.
100% do tempo. 90 a 100% do tempo, gente. E não tem atmosfera, tem o vácuo, tem outra absorção. Então você imagina o que eu estou me referindo aqui. Estou dizendo que se você instalar uma base geradora de energia na Lua, você vai ter energia...
infinita em quantidades absurdas, sem ter o problema da intermitência. Energia solar e eólica na Terra tem o problema do corte, da quebra, tem a noite, tem a atmosfera, tem uma série de questões, o tempo, nublado, que atrapalham. Na Lua não tem isso, ainda mais nesses polos, nessas regiões estratégicas da Lua.
Se você descer lá com uma nave, trazendo uma usina solar potente, você já tem energia. E se tem água congelada, pronto. Então, você tem energia, combustível e o elemento necessário para a vida humana. Você leva tudo isso numa nave gigante e constrói uma base. E passa a habitar essa base.
E aí se você conseguir construir equipamentos lá, você vai ser capaz de criar até uma gravidade com módulos que ficam se movimentando para gerar uma gravidade para que o ser humano aguente ficar lá por mais tempo. Mas óbvio que tudo isso ganha uma outra dimensão dados os avanços tecnológicos que nós estamos assistindo na Terra, que são os robôs, os humanoides.
que é o que a Tesla é, que é outra empresa do Elon Musk. A Tesla não é uma empresa de produzir carro, eu falo isso o tempo inteiro, gente. A Tesla é uma empresa que visa construir robôs, o Optimus, e é isso que o Elon Musk fala abertamente o tempo inteiro. Ele não acha que todo mundo na Terra ou no planeta vai querer ter um carro, mas ele acredita que todo mundo terá um robô em casa. Agora, se esses robôs avançarem junto com a inteligência artificial, e logo.
E junto com essa corrida espacial, as chances de a gente ter bases na Lua, produzindo, fabricando coisas, são bem altas. Talvez isso não ande na velocidade que a gente imagina, mas talvez sim. Porque esse movimento do Elon Musk em juntar esses dois negócios...
onde ele já disse que ele busca construir os data centers, os centros de dados que são fundamentais para a inteligência artificial, onde ele quer construir? No espaço. E se ele construir na Lua?
você tem a energia barata infinita, que é essa energia solar garantida. Então, você começa a fundir todas essas fronteiras tecnológicas e levar para um outro lugar. E aí, imagine o seguinte, se a SpaceX chega nesse lugar e finca a primeira fábrica dela ali, mas um 30 mil dólares. Então, você está fixando um 30 mil dólares e um 30 mil dólares.
Os tratados dizem que o ser humano não pode tomar posse desse terreno, dessa área. Mas os Estados Unidos passaram uma lei que garante que a exploração comercial possa ser feita. Você não pode ser dono da terra, mas o que você extrair ou produzir naquele local será seu. E tem precedente jurídico para isso no mundo.
Óbvio que outros países não gostaram dessa ideia e outros se preocuparam porque falaram todo mundo vai começar a adotar a mesma postura. E aí vai ser uma corrida de quem chegar primeiro. E como vão ser as regras de interação desse espaço?
A fábrica da SpaceX termina aqui. E a da Huawei começa do lado. E aí se a Huawei falar, não, mas peraí, você pegou um lugar melhor. Deixa eu tomar esse lugar de você. Vai ter soldado lá para lutar. Mas provavelmente vai ter robô.
E lá vai ser a terra de ninguém. A não ser que um conflito ou uma discussão lá acabe transbordando ou escoando ou respingando no que está acontecendo na Terra. O que, sim, se for muito estratégico, eventualmente pode acontecer isso.
Tanto que discussões sobre disputas marítimas podem virar guerras totais que envolvem terra. A disputa por Taiwan é uma ilha que a China quer que seja dela. Os Estados Unidos podem ir lá defender Taiwan. Uma guerra marítima que eventualmente pode virar uma guerra terrestre. Uma guerra onde os alvos são as cidades chinesas, as cidades americanas, outros territórios americanos.
E essa é uma extensão, então estendemos nossos territórios para a Lua e da Lua a gente vai continuar tendo discussões e brigas em outros lugares, de outras maneiras. Então, guerras lunares podem se tornar guerras na Terra. E no começo, talvez essas guerras não sejam nem totalmente explicitadas ou sabidas, porque isso está tão longe da gente e essa briga está acontecendo ali. Agora...
Um ponto, uma reflexão e uma discussão que existe é, tá bom, estamos falando que é o Estado, mas e se o Elon Musk, a SpaceX, chega lá e fala, não, eu estou gerando uma riqueza para mim, é para o meu negócio.
E a SpaceX leva o seu exército de robôs para a Lua para proteger a sua propriedade, a sua exploração. E aí outras empresas ou outros países levam os seus recursos ali, as suas ferramentas para lutar por aquele território. A gente assistiu ao longo da história da humanidade isso inúmeras vezes. A diferença é que isso está fora da Terra pela primeira vez.
E nós voltamos para a Lua, estamos voltando para a Lua, o que era o natural.
é o lugar mais perto, é o mais fácil, é o lugar que a gente tem mais informação. O lado escuro, o lado não acessível da Lua, a China chegou lá, tem sonda, está levantando uma série de informações. Agora os americanos estão fazendo uma viagem, essa viagem vai dar a volta.
Na Lua, essa vai ser a viagem mais longa, mais distante que o ser humano já foi da órbita da Terra no espaço, ou numa viagem espacial, mais longe do que a Lua, porque você vai dar a volta. E, então, isso está se tornando real. Aliás, anteontem, ou há três dias atrás, a SpaceX...
deu entrada no processo para a oferta pública, abertura de capital. E vai ser a maior abertura de capital da história da humanidade.
Essas coisas não são por um acaso. Justamente quando ele fundiu a XAI com a SpaceX, para ganhar uma vantagem e atrair mais dinheiro. Esse é o ano da abertura de capital de todas as grandes empresas de inteligência artificial, de IA.
o Claude, da Antropic, e o ChatGPT, da OpenAI, todas estão correndo. Óbvio que a terceira vai se dar mal, já falei isso também em um outro vídeo aqui, porque vai sobrar menos dinheiro, a aposta vai vir nas outras, e quem levantar mais dinheiro é o que vai conseguir continuar financiando esses projetos mirabolantes, só que o Elon Musk fundiu isso com o espaço.
E é nessa corrida espacial e nesse momento que a gente está assistindo tudo isso. Deixa eu lembrar vocês aqui, estamos com 2,7 mil ao vivo. Colocarem, darem o like aqui na live, gente. Ajuda a live a ganhar relevância. E quem não segue o canal, sigam, ativem o sininho, já aproveitam. Para você saber quando tem vídeo novo.
Essa imagem aqui, esse mapa, ele mostra um pouco do que a gente chama da região cis-lunar. Aqui dá para identificar bem o que é essa região cis-lunar, que é essa área onde começa a valer a Lua. Não existe uma classificação única, universal, que todo mundo aceita. O que é o espaço cis-lunar?
Onde que começa a contar a Lua? Tem gente que diz que qualquer coisa para fora da Terra, então a low earth orbit, middle earth orbit e geo orbit, que é a órbita geoestacionária ou geossíncrona,
que é a órbita da Terra mais longa, elas fariam parte do que é esse espaço. E onde esse espaço começa? Então, começaria da low Earth orbit, a órbita baixa da Terra, até o final da órbita da Lua, que é o poço de gravidade da Lua. Então, a Terra tem um poço, a Lua tem outro. O da Lua começa mais ou menos aqui e vai terminar...
a 500 mil quilômetros de distância da Terra. Óbvio que essa definição não é para todo mundo. Outra definição mais aceita do que seria esse espaço da Lua
ele começa depois da órbita geoestacionária. Então, aí da órbita geoestacionária para fora, ainda tem efeito da gravidade, da força do poço gravitacional da Terra, mas o da Lua já está também presente. Então, dali até o final da órbita da Lua seria esse espaço cis-lunar.
Dentro de algumas teorias da astropolítica, esse é o lugar mais estratégico. Outras teorias vão dizer que o espaço da órbita terrestre são o lugar mais estratégico antes...
do que o lunar. No que eu falei para vocês, o equivalente seria quem conquistar esse espaço da Terra consegue conquistar o espaço da Lua. Outros vão dizer, não, não, se você conquistar o espaço da Lua, você conquistou a Terra e os outros espaços para fora da Terra, para quem entra e sai do espaço do nosso sistema solar ou fora do nosso planeta, para chegar em outros planetas.
Enfim, esse é um assunto muito interessante. Nós estamos assistindo uma retomada disso. Infelizmente, nem todo mundo está dando a devida importância. Ninguém nem lembra disso. Muita gente ainda defende teorias conspiratórias que nós nem chegamos na Lua. O fato é que...
Nós estamos fazendo uma viagem de 10 dias para a Lua e não vamos pousar, mas todos os países estão se planejando para voltar e querem ter bases. Se fala em 2028, 2030...
está perto. Isso vai culminar junto com os avanços de robótica, de humanoides e com os avanços máximos de inteligência artificial. Então a fronteira espacial é uma fronteira que andará junto com o digital, com a inteligência artificial e com a robótica.
E esse é um novo terreno com muita riqueza, ninguém ocupa, é um espaço a ser desbravado sem outros obstáculos, obstáculos de resistência local.
Eu disse, não sabemos de nada, não temos essa informação. Mas se não tiver essa resistência local, vai ser uma briga desenfreada para quem chega lá primeiro. Quem realmente pode chegar, acho que hoje essa vantagem está com Estados Unidos e China. A Rússia está ficando para trás, sua última missão.
para a Lua não deu certo. A China está vindo, a Índia está vindo bem, mas ainda está mais atrás, ainda tem que vencer muitas etapas. A China fez feitos ou alcançou feitos ali na Lua substanciais, mas os Estados Unidos estão correndo atrás e tem uma vantagem, que é o setor privado, onde tem mais pesquisa, mais inovação, ganho econômico.
Esse espírito empreendedor de você desbravar fronteiras tem uma capacidade de alcançar resultados a custos e eficiências muito maiores do que um Estado. A gente já sabe disso. Isso aplicado nessa corrida vai fazer toda a diferença. Eu quero... Vamos ver aqui o que as pessoas...
Vamos mostrar aqui um pouco o que os contratos de mercado de previsão falam sobre a chegada na Lua. O ser humano...
vira aqui, pronto, isso essa daqui é a VoxFi, né gente que é o primeiro mercado brasileiro de previsão e como eu já expliquei para vocês, mercados de previsão tentam medir o que vai acontecer e tem um contrato ali e essa já é a página oficial já está operacional, já existe o primeiro mercado de previsão brasileiro VoxFi e aí
E você tem contratos de todos os tipos de evento. Mercados de previsão são maneiras de você lidar com informação, entender o que vai acontecer. E aqui nós temos os contratos que vão nos dar as probabilidades ou as possibilidades do que as pessoas acham.
O ser humano pousará na lua em 2026? Esse é o evento. E a resposta pode ser sim ou não. E o sim está aqui. Deixa eu ver os dados ali de sim. Não, mas é... Ó, 8% no dia 23 de março. A gente teve um pico aqui.
Peraí, eu quero ver o pico. 27 de março, agora recente, 0,53%, 0,53% quer dizer que 53% achava que sim, que a gente ia pousar. Aqui teve um outro pico, que foi 31 de março.
Não. Não dá. É muito sensível isso daqui. Não dá para ir aí com o cursor? Não vai. Dia 30 de março. 52% também. E aí depois caiu. E aí o não, né? Óbvio, esse outro sim. Vamos colocar o do não. Coloca o não aqui. Aí.
E óbvio que é proporcional, a queda do não vem quando o sim sobe, mas, deixa eu ver as porcentagens, 93% no dia 28 de março, 48% no dia 30, depois 94% acha que nós não vamos pousar na Lua em 2026.
E claro, tem vários outros contratos de vários outros assuntos. Tem até o do Elon Musk, se ele vai ser um trilionário.
Elon Musk vai ser um trilionário antes de 2027. E assim, se o IPO, a oferta pública da SpaceX, que é a maior oferta pública da história da SpaceX com a XAI acontecer esse ano e for o que está todo mundo esperando, realmente as chances dele... Clica aqui pra eu ver.
são muito altas. Tanto que 77%, 76%. Isso 27 de março. Aí teve uma queda aqui. Aconteceu alguma coisa, caiu para 50%. E depois ele continua 75%. Mais ou menos dá uma subidinha, 76%. Aí aqui tem uma outra queda.
No dia 30 de março, 50% acha que não. Mas são patamares altos.
Agora 81 dia 2 de abril, porque foram nos dias que eu falei há dois dias atrás, sei lá, um dia atrás, está saindo as notícias que ele já submeteu a papelada para a criação, o IPO da SpaceX. E certamente isso vai fazer ele se tornar o primeiro trilionário da história.
Bom, pode. Deixa eu voltar aqui. Vamos... Perguntas?
Lembrar vocês da Insider, que é o nosso parceiro patrocinador. O Insider está sempre com a gente aqui. Estou usando a minha camisa da Insider. E você pode usar o cupom ROC para ter descontos ali. Guilherme, as perguntas estão vindo do ROC Academy. Para quem não sabe, é o meu aplicativo. O ROC Academy...
Ah, tá. Tá com QR Code aí na tela, quem quiser. Rock Academy é o meu aplicativo, lá você tem cursos, aulas e uma série de outras maneiras de você aprender sobre geopolítica e sobre o que tá acontecendo no mundo. E tem um feed de notícias em tempo real que é o bunker dentro do aplicativo. Tudo isso é um aplicativo que você tem no celular. Rock Academy você abre lá, você paga uma anualidade.
se torna membro, você vai ter um monte de cursos, um monte de aulas e esse feed de notícias com as notícias todas em tempo real, resumidas, já mastigadas, o que é real ou não, com pequenas análises de tudo que está acontecendo. Então, o Guilherme é um membro do Rock Academy, pergunta, o Guilherme Lima de Araújo pergunta, é possível fazer um paralelo entre a corrida espacial?
e armamentista da Guerra Fria com o momento geopolítico atual? Acho que sim, Guilherme. A gente está vivendo a mesma coisa, uma mesma corrida armamentista, um monte de gasto em defesa, os países se armando o quanto podem, só que junto tem uma corrida tecnológica.
que essa corrida existia com a corrida espacial na época da Guerra Fria, agora a corrida é com inteligência artificial e naturalmente o espaço vai ganhando mais relevância, uma vez que você tem telecomunicações, que você tem satélites, que você tem reconhecimento, posicionamento.
todos esses lugares ou sistemas de apoio, eles são parte do que mantém uma força geopolítica de uma grande potência. Não tem como você estar na crista tecnológica sem ter uma presença no espaço, sem ter tecnologias espaciais.
E isso que eu falei, acho que o grande salto aqui, a grande mudança é a junção da inteligência artificial com o espaço. Isso acontece manifestado no projeto da SpaceX com a XAI do Elon Musk. Visionário como ele é, ele quer trazer a inteligência artificial, os data centers para o espaço.
Então, acho que é um momento igualzinho. Talvez agora a gente tenha não só duas potências, como eu disse para vocês, pelo menos eu diria que temos três potências espaciais, uma quarta despontando, surgindo, ou nascendo, aparecendo, que é a Índia.
e outras duas ali correndo e entendendo que elas não podem ficar para trás, uma é o Japão, outra é a União Europeia, mas certamente o espaço será um dos lugares mais contestados e um dos lugares se a gente vencer algumas barreiras de custo
e de dificuldades tecnológicas, um dos lugares com maior geração de riqueza para a humanidade, assim, incomparável a tudo que a gente tem dentro da Terra. Riqueza, energia, matérias-primas, tudo que a gente precisa está lá em níveis muito substanciais.
O Gabriel Moraes Gomes, professor, qual é a possível mensagem que essa missão pode dar aos rivais dos Estados Unidos? Isso também pode ser entendido como uma amostra de superioridade tecnológica americana? Sem dúvida, é uma corrida e os Estados Unidos estão saindo na frente falando, olha, eu quero...
quero chegar lá e eu estou levando tripulação. Eu não estou só mandando sondas. Está certo que as sondas chinesas chegou em um lugar que os americanos não tinham chegado e é por isso que eles tentaram dar o próximo passo. Eu acho que, no geral, apesar dos riscos geopolíticos e do problema disso tudo, tem ganhos para a humanidade, porque foi a corrida.
geopolítica que fez a gente conseguir sair da terra sem um motivo de poder ou de política ou de medo ou de ficar para trás ou de vulnerabilidade ou de risco.
as nações acabam não apostando em projetos assim. O Trump apostou muito, o Biden manteve essa aposta e o projeto segue. E hoje esse projeto vem acompanhado desses barões da tecnologia, poderosas empresas que têm uma presença e um lobby dentro dos Estados Unidos muito grande. Isso não deve sair de cena, óbvio que a China agora vai acelerar.
o seu processo, porque tem prestígio, tem...
Tem um monte de coisas, não só os ganhos econômicos, militares e políticos. Tem prestígio, cultura e mensagens por trás disso. Então, acho que os Estados Unidos tentam responder aos últimos movimentos da China e em breve nós vamos ver a resposta dos outros que já estão correndo atrás. Claro, Índia e China já estão e até a Rússia.
Fernando pergunta Iqueda. Pergunta seguinte, de que maneira a utilização de ciborgues e robôs ou humanos em missões espaciais pode influenciar os conceitos de direitos, responsabilidades legais, identidade e autonomia humana, considerando os aspectos éticos, sociais e jurídicos relacionados à exploração de corpos celestes e à regulamentação internacional do espaço?
Olha, aquilo que eu falei um pouco, Fernando, é essa ideia de que você não vai ter humanos ali, se você tiver robôs num outro lugar que é fora da terra. As noções de direito vão ser mais soltas. Óbvio que quanto mais soltas elas forem, mais vai ser uma terra de ninguém e de vale tudo.
E tudo bem, esse vale tudo é condizente com a geopolítica local, mas vai ser mais difícil de se argumentar que precisa-se ter ética. Ética por quê? Porque é um espaço que não tem nenhum ser humano. Ética por quê? É um espaço que não tem humanos ali, tem robôs. Quanto mais a gente foge dos seres humanos, mais difícil, eu acredito, que vai ser a gente regulamentar qualquer coisa.
Vai ser mais difícil da gente ter parâmetros de respeito ético, porque vai ser uma ética do quê? Destruir o quê? Uma bola de metais e poeira? Com robôs mais metais ali fazendo um papel? Eu acho que essas noções não vão se aplicar ali. Só vão se aplicar se elas começarem a...
a criar o risco ou gerar o risco de que você tenha conflitos muito maiores e problemas gigantescos entre os donos dessa tecnologia na Terra, onde estão os humanos e afetar a vida dos humanos.
Magna, considerando que as outras potências também avançam na Lua, o programa Artemis não seria menos sobre exploração e mais sobre sair na frente para na prática mudar a interpretação e aplicação do tratado do espaço exterior antes de um consenso multilateral consolidado? Não adianta alguém sair na frente e impor...
um modelo se os outros não aceitarem. Se alguém impor um modelo e ninguém aceitar...
vai mudar muita coisa, porque a imposição do modelo será contestada de qualquer jeito. Em última instância vai ter que existir algum consenso se tiver que ter alguma discussão. Os Estados Unidos estão criando um documento, já tem mais de 30 nações que estão dentro, que concordaram com um guideline de princípios.
de como tem que ser essa interação nesse espaço da Lua, na exploração de recursos espaciais. Só tem 30, mas 30 não é 2, já é um número substancial, mas nem China e nem Rússia entraram dentro desse acordo americano, porque provavelmente vão criar uma esfera e o seu acordo com as suas regras, e aí nós vamos ter modelos separados.
competindo entre si, só que em última instância não adianta, porque pode criar o modelo que for, as potências espaciais é que vão ter que discutir entre elas. Enfim, a gente ainda vai ter que uma hora cair na discussão do consenso, nem que seja um consenso entre três ou quatro países.
Renata do Carmo pergunta, quais são as consequências diplomáticas dos acordos do Artemis II criarem um bloco que exclui explicitamente as duas grandes potências espaciais? Acho que eu acabei de falar isso exatamente, nem tinha visto a sua pergunta, mas é isso. O risco é esse de você criar um acordo onde eles não vão participar. Mas em última instância, se eles não participarem... Pare!
eles vão criar as regras deles e vão lá. Porque eles conseguem chegar lá, não os outros 29 que estão no acordo americano. Quem chega são os Estados Unidos. E aí, então, são dois contra um. Os outros todos podem só fazer um coro ali de apoio moral aos Estados Unidos. Ainda assim, serão dois contra um. E, em última instância, o que vai valer é como que cada um desses três vai se comportar na disputa e, então, um.
propriamente dita pelo espaço, pelo território, pela superfície, pelo local, pela lua e pelo recurso que está ali.
E essa vai ser a discussão. E os incentivos e as probabilidades para que isso não seja amigável são altíssimas, gente. Altíssimas pelos fatores que eu coloquei aqui. William, professor, o senhor acredita que os Estados Unidos de fato vão realizar uma invasão terrestre no Irã ao invés de tomar a ilha ou destruir infraestrutura? Realizar um bloqueio naval seria mais eficiente? Realizar o bloqueio naval...
não impede o Irã de fechar o estreito. O bloqueio naval retira do Irã as capacidades de exportar o petróleo. Essa é uma questão.
capturar a ilha retira do Irã a capacidade dele exportar o petróleo também. Mas nem todas as ilhas são só a Karg Island. O projeto fala em outras ilhas costeiras para ajudar no patrulhamento e na abertura do estreito. E eu não acho que essa invasão... O vocabulário usado aqui é invasão terrestre.
E assim, se fala, se usa essa palavra de uma forma coloquial, imprecisa, genérica, até para facilitar o entendimento do que vai acontecer, se acontecer. Mas não é uma invasão terrestre, são operações...
com tropas terrestres pontuais. São incursões ao território, seja a ilha, a Karg, seja outras, ou seja a costa, ou, em última instância, o lugar Sfahan, ou o lugar onde estão o material radioativo iraniano. Me parece que alguma dessas opções será testada.
Acredito que o Trump está caminhando para fazer uma dessas. Ou Carg, ou outra ilha, ou a costa, ou em última instância, uma incursão para retirar urânio. Essa é uma das operações especiais mais impossíveis, insanas, inimagináveis da história do mundo, se acontecer.
E se acontecer e der certo, então, aí esse é o maior filme real que a gente vai ter assistido no mundo.
Claudinha Zeni, no âmbito da geopolítica e da influência dos atores, é possível supor ou afirmar que empresas como a SpaceX terão cada vez mais domínio sobre uma esfera antipredominante do Estado? Sim, eu falo disso num vídeo e eu explico que essa é a realidade da tecnopolaridade. O mundo pode ser bipolar, pode ser unipolar, pode ser multipolar, pode ser apolar, mas o mundo agora é tecnopolar.
E o mundo tecnopolar, o poder está concentrado na mão de outros players que não são estados, não são países, são empresas. E nada acontece no mundo digital sem a força das empresas. As empresas têm mais poder dentro do mundo digital do que os estados têm no mundo digital.
Elas criaram e inventaram o mundo digital. Quer dizer, na verdade não foram elas quem inventou a internet, foi as forças armadas, o exército americano, o Pentágono, entregou isso para o mundo privado. Mas era um produto do exército americano.
Mas depois de inventado, foi dominado pelo setor privado, por empresas. Surgiram as grandes empresas das redes sociais, das plataformas dentro desse mundo digital. E essas plataformas possibilitaram que as pessoas saíssem do mundo real e entrassem para viver dentro desse mundo digital.
As pessoas não ficam no mundo digital vagando, elas ficam dentro desses lugares. E esses lugares foram criados, lugares, essas plataformas, esses espaços foram criados por empresas. E a gente está dentro de um deles nesse momento, que é o YouTube. É uma dessas plataformas onde todo mundo convive, vive, ouve, escuta, debate, conversa. É isso que nós estamos fazendo aqui.
transmite informação, outras são de outras coisas, mas essas plataformas criaram ou fizeram as pessoas migrarem do mundo real e ficarem dentro desse universo. E essas plataformas foram criadas não por estados, mas sim por empresas.
E elas têm o domínio, o controle, elas definem o algoritmo, elas criaram as suas regras. E os estados não conseguiram, não quiseram, não entraram, não regularam, não taxaram, não impuseram, não limitaram, não criaram, não forçaram regras dentro desse lugar. O estado sabe-se lá porquê, não foi capaz, não conseguiu.
Uma parte por uma gritaria ideológica muito grande, outra parte por falta de conhecimento, outra parte por ser lento demais. A velocidade que tudo isso aconteceu, o Estado sempre demora muito mais. Os Estados que conseguiram fazer isso, fizeram isso por seu benefício de sobrevivência própria, que são as ditaduras onde nada disso acontece sem a supervisão deles. Eles têm um filtro, têm um poder ali.
Então, nesse sentido, nesses lugares, isso não existiu. O Estado usou essas plataformas para exercer ainda mais controle sobre as pessoas. Mas nas democracias não foi assim. As empresas ganharam espaço predominante.
A Ana pergunta se na década de 70 pisaram na Lua, por que demoraram tanto para retornar? E se há essa corrida à Lua, por que não vão pousar? Não vão pousar agora, Ana. O plano é pousar em breve. Demoraram tanto porque acharam que não tinham o que fazer ali. E os custos eram muito altos, a tecnologia não era tão avançada. A gente não tinha feito o planeta Terra ficar pequeno. Hoje a Terra está pequena.
Você tem populações monstruosas, com muita gente saindo da pobreza, muita gente tendo muitos bens materiais, muitos recursos sendo consumidos, muita tecnologia sendo gerada. Hoje, sair da terra está fazendo sentido.
Falta espaço, não dá mais para continuar minerando, destruindo tudo. A tecnologia está avançando e está deixando as coisas mais baratas. As disputas por espaços e territórios e locais dentro da terra estão ficando mais...
mais próxima, um está do lado do outro já, o porta-aviões americano está perto da ilha artificial que a China construiu do lado de Taiwan para tomar Taiwan, e o espaço ainda é um lugar mais distante que confere uma vantagem estratégica muito grande, porque ele está de cima, ele olha tudo de cima, ele vê tudo que está acontecendo aqui de fora. É um lugar superior, você está no andar de cima. Faz todo sentido voltar.
dessa vez não vão pousar porque estão se preparando para pousar. Tem que testar, tem que ver, faz muito tempo que pousaram. É um outro contexto. João Pedro, professor, na sua visão, o que o Brasil poderia fazer para não ficar tanto atrás nessa nova corrida, nessa nova extensão do tabuleiro geopolítico Lu e Espaço?
A gente tem que usar o nosso porto Alcântara, o nosso porto de lançamento direito. Agora conseguimos usar, mas como sempre nós somos muito lentos. A gente tem que se juntar às potências espaciais.
não vamos conseguir ser um desenvolvedor disso, tem que trazer eles para perto e falar eu tenho coisas para oferecer para vocês, como os países estão construindo data centers, a gente tem um porto, um porto espacial bem localizado, bem importante.
que a gente tem que usar mais e tentar criar um ambiente aqui que seja um hub, um polo, para que usem esse lugar de alguma maneira. Temos uma empresa...
A Aérea, uma Embraer, que é uma empresa muito reconhecida no mundo, poucos países têm isso, nós temos, e isso faz toda a diferença. Não é qualquer país que tem, a gente não tem indústria automobilística própria, mas a gente tem indústria de aviação. E isso coloca o Brasil num lugar raro.
Poucas nações têm isso. Então, acho que o Brasil tinha que pensar num projeto estratégico, juntar todas as nossas vantagens e tentar criar um plano coordenado, organizado, para se aproximar, colar, participar de algum deles. Mas hoje nós estamos muito longe dessa disputa ou desse espaço.
Bom, pessoal, agradecer aqui a presença de todos, lembrar da Insider, nosso patrocinador. Usem o meu cupom ROCHOC. Quem se interessou em tentar entender para onde o mundo está indo, dá uma olhada na Voxify. Ali você tem todas...
os eventos possíveis, os agregadores de informação, que a plataforma já está operando, já está funcionando, o primeiro mercado de previsões nacional, totalmente nacional, que tem todos os tipos de eventos aí, ou contratos diversos. É isso, quantas pessoas nós estamos agora...
2.500, muito bem, gente. Não esquece de dar like no vídeo, na live aqui, se não deu. Ativa o sininho, segue o canal e compartilha. Espero que vocês tenham gostado. Esse é um tema muito interessante que vai continuar ganhando relevância. Então, até a próxima. Boa noite.
Pessoal, deixa eu mostrar para vocês aqui como funciona o meu aplicativo Rock Academy. Por aqui você vai entrar na sua própria jornada de evolução, os meus cursos e aulas exclusivas. Basta escolher entre os diversos disponíveis e trilhar o seu caminho de aprendizagem. Dentro de cada curso, você vai ter várias aulas que te farão entender mais sobre você, os outros e o mundo ao nosso redor. No Rock Academy, você também vai ter acesso ao bunker.
um feed de notícias diário que, além de atualizar sobre os acontecimentos do mundo todo, te fornece análises mais profundas sobre os eventos globais. O Bunker também é uma plataforma de interação e network onde você pode deixar seu comentário e interagir com as outras pessoas que fazem parte da mesma jornada de evolução. E aí os comentários são produtivos, positivos, é uma troca de informação, de ideias, de insights, de percepções sobre o mundo. Então, se você quer melhorar a sua qualificação profissional.
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