O que faríamos se não tivéssemos medo? Partindo dessa questão, pensamos o quanto a neurose, no sentido freudiano, organiza a vida pela via da inibição, produzindo escolhas por meio do recuo, renúncias e uma criatividade cada vez mais limitada. Para tensionar essa lógica, nos aproximamos de Melanie Klein e de sua leitura da cisão como operação necessária ao ser; ou seja, um recurso organizador que diminui a rigidez do Eu e permite mobilidade psíquica. Avançamos com Wilfred Bion, que amplia essa perspectiva ao pensar as partes psicótica e não-psic...