Episódios de Brassagem Forte

#322 - Qualidade como cultura na produção de cerveja (com Alexandre Esber)

04 de maio de 202654min
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Fazer uma boa cerveja uma vez não é qualidade. Qualidade é conseguir fazer a mesma cerveja boa toda vez que você quiser. E essa diferença muda tudo, tanto para quem produz em casa quanto para quem quer se profissionalizar.

Neste episódio, Henrique Boaventura conversa com Alexandre Esber, engenheiro químico, mestre cervejeiro com 28 anos de experiência e responsável pela Academia da Cerveja (escola cervejeira da Ambev voltada ao público externo), sobre como construir uma cultura de qualidade na produção de cerveja.

O que você vai aprender:

  • O que é qualidade de verdade: conformidade com o que foi desenhado, não apenas "estar bom"

  • O kit mínimo de controle para o caseiro (teste de iodo por R$20, refratômetro por R$70, papel e caneta)

  • Por que comprar equipamento caro não resolve problema de processo

  • Como estabelecer tolerâncias e "gates de qualidade" ao longo da produção

  • Como a Ambev opera: 370 pontos de controle analítico e 16 degustações humanas para cada cerveja

  • Por que a degustação é soberana mesmo com toda a instrumentação disponível

Com Alexandre Esber, engenheiro químico, mestre cervejeiro e responsável pela Academia da Cerveja, escola cervejeira da Ambev e única escola fora da Alemanha com certificação conjunta VLB.

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Participantes neste episódio2
H

Henrique Boaventura

HostApresentador
A

Alexandre Esber

ConvidadoEngenheiro químico, mestre cervejeiro
Assuntos6
  • Cultura de qualidade na cervejaDefinição de qualidade: conformidade com o desenho · Diferença entre sorte e qualidade · Repetibilidade na produção cervejeira · Qualidade para cervejeiros caseiros · Qualidade na cervejaria profissional
  • Ferramentas e métodos para controle de qualidade caseiroImportância da limpeza e higiene · Teste de iodo para controle de mostura · Uso de refratômetro para medir açúcares · Anotações e registro de processos · Estabelecimento de limites e tolerâncias
  • Operação e controle de qualidade na AmbevPontos de controle analítico · Degustações humanas no processo · Hierarquia de criticidade em defeitos · Controle de qualidade de matérias-primas (latas)
  • Academia da Cerveja e formação profissionalAcademia da Cerveja e formação profissional · Qualificação técnica e vivência prática dos professores · Importância da troca entre alunos e professores · Conteúdo atualizado sobre novas tecnologias cervejeiras
  • O papel do sensorial na qualidade da cervejaDegustação como ponto de controle soberano · Painel de degustação e voto vencido · Aleatoriedade e influência na degustação · Avaliação sensorial de maltes e lúpulos
  • Transição do hobby para a profissão cervejeiraAumento do 'guarda-chuva' de responsabilidades · Otimização de processos e produtividade · Importância do conhecimento técnico e método
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Começa agora o programa que dissipa mitos e enfrenta até os temas mais difíceis do mundo da cerveja. Apresentado pelo grão mestre das piadas ruins, Henrique Boaventura. Posso falar a besteira que eu quiser aqui que tá tudo em casa.

Na companhia de pessoas mais inteligentes que ele. Esse é o Brassagem Forte.

Haloloita Henrique Boaventura aqui e diretamente dos estúdios da Pint Network. Só muda, repete e melhora quem anota. E para me ajudar a falar sobre qualidade, criar a cultura de qualidade no mundo cervejeiro, eu estou aqui com o Alexandre Esber, da Academia da Cerveja. Por favor, Esber, dá um oi para o pessoal. Oi, pessoal. Oi, Henrique. Prazer estar aqui.

E sabe quem também está aqui, Esber? Na minha mais autoestima são os nossos queridos apoiadores e apoiadoras do Brassagem Forte, que tem vários benefícios a nos apoiar. Temos sorteios de equipamentos, livros e merchan exclusivos, participação no melhor grupo WhatsApp cervejeiro do país, acesso ao Jogando Forte, que é nossa iniciativa de treinamento.

e aperfeiçoamento de avaliação de cervejas. E se tu quiser ter acesso a tudo isso, faça como Alan George, Felipe Augusto Kintzer, Luiz Henrique de Camargo, Guilherme Zaniol, Thiago Fernando Dias e um set de outras pessoas mais que nos apoiam pelo Apoia-se. O link é apoia.se barra abraçagem traço forte. O link vai estar aqui no post.

E olha só essa novidade, hoje abre o cofre forte. Para quem não conhece, é uma parceria que o Brassagem Forte tem com a Levitec. E a ideia é bem simples, a Levitec tem um banco de micro-organismos que não estão em nenhuma prateleira de brewshop.

Coisas que a maioria dos cervejeiros e cervejeiras nunca vai ter acesso. Só quem ouve o Brassagem Forte que vai. E a levedura dessa edição de reabertura é uma Belgian High Gravity que nunca foi propagada antes. Então se você quiser fazer um clone de uma Vestmal ou qualquer outra trapista de verdade, essa cepa tem tudo o que você precisa. Essa é uma ação exclusiva para os ouvintes do Brassagem Forte. E se você é apoiador ou apoiadora, ainda tem 17% de desconto exclusivo para você.

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A questão é que, assim, todo mundo, ou pelo menos uma boa parte das pessoas, eu espero que faça cerveja em casa, já fez uma boa cerveja sem saber exatamente assim. Por que eu fiz ela? Deu mais sorte do que juízo. O famoso deu mais sorte do que juízo. Só que a grande questão é que toda vez que a gente não consegue repetir alguma coisa, toda vez que a gente tem a sorte de gerar um produto, e aí o produto, qualquer produto, isso é sorte, não está relacionado à qualidade.

E aí eu estava conversando com o Esber, porque o Esber é um especialista no assunto, e eu achei que casaria a gente conversar sobre como que a gente implementa, como a gente traz essa visão e esse universo de qualidade para também aplicar na cerveja caseira, principalmente na cerveja. A cerveja profissional deveria ser constante isso, mas na caseira também. Então, por favor, Esber te apresenta, apresenta qual é o teu papel na Academia da Cerveja, por favor.

Opa, obrigado Henrique. Cara, qualidade é um tema que eu gosto bastante. A gente tem fama de ser um pouquinho chato, quem gosta de qualidade, né? Eu digo que é exigente, né? Pra ficar mais bonito. Mas tem muito a ver com o que tu falasse mesmo. Às vezes a gente acerta uma vez e não acerta mais. Aquele joguinho de arminha de ar, de rolha de par que você já jogou, aquele que você bota uma rolinha assim, pá! Eu já ganhei um boneco.

Eu ganhei um boneco quando eu tinha uns 16 anos e depois eu gastei vários reais até hoje. Eu nunca mais acertei, não ganhei nenhum boneco, mas uma vez eu acertei, né? Então é mais ou menos por aí a conversa que a gente começa. Meu nome é Alexandre Esber, eu sou engenheiro químico de formação, sou mestre cervejeiro. Já tenho uns bons 28 anos nessa estrada e comecei na Brahma.

Hoje faço parte da Ambev, desde então, e sou responsável pela Academia da Cerveja. Academia da Cerveja, a escola cervejeira da Ambev, voltada para o público externo, foi um desafio bastante grande começar a academia, porque eu estive desde o início da ideação do projeto, desde o nome, a logo, a comunicação, a estrutura física, os equipamentos, o mobiliário que tem lá. Eu sou um founder da Academia da Cerveja, com muito prazer de fazer parte dessa iniciativa.

E eu sempre transitei com qualidade, entre processo e qualidade. Então, do tempo desses 28 anos, 24 eu estive dentro da cervejaria, e eu sempre fui ou o cara que estava produzindo a cerveja, ou que estava analisando e controlando qualidade. Então...

Fiquei muito feliz de bater esse papo, porque pra mim é uma zona de conforto, assim, né? Falar sobre isso, e mais que conforto, é um pouco eu gosto. Eu sou um daqueles loucos que gosta desse assunto, né? Assim como tem food safety, segurança de alimentos, que eu gosto também. Então, assim como eu, tem mais três no mundo. Mentira, tem mais, mas não é tão comum gostar dessas histórias.

Ah, mas eu então, eu tenho um benefício que é, benefício barra um dom que é bater na porta certa. Bater na porta certa, escolher as pessoas certas que estão aqui, então eu vou escolher a pessoa certa. Mas, cara, me diz o seguinte, o fato de só de estar bom, de uma cerveja estar boa, não quer dizer que isso, per se, é qualidade, né? O que é qualidade na prática? O que a gente chama de qualidade? Qualidade é você desenhar,

um produto, uma cerveja, uma caneta, o que seja, qualidade no geral, né? E você conseguir estabelecer etapas ao longo desse processo pra chegar naquilo que você desenhou. Então, assim, seja uma BIC.

Ou seja, uma Mont Blanc. Se eu desenhar o processo, minhas matérias-primas, meus controles, o que eu quero, quantas páginas eu quero que aquela caneta escreva pra uma BIC e eu chegar numa Mont Blanc, tô errado, eu não tenho qualidade. Quer dizer, eu vou chegar em alguma coisa mais premium, mais sofisticada, mais luxuosa, mas qualidade não é isso. E vice-versa, obviamente, também, né? É um pouco isso. Quando a gente fala de cerveja, que a gente não tá falando de caneta, né?

poderíamos, eu tô viciado em canetas eu tô viciado em caneta caneta tinteira ainda por cima é? com mata-borrão só falta isso, só falta isso, mas vamos falar de cerveja se for eu, tô louco pra comprar um Albon Blanc pra mim

Então quando a gente fala de qualidade de cerveja, é um erro que é lugar comum. Quando eu falo qualidade, eu penso às vezes em sabores diferentes. Poxa, eu botei aqui uma cerveja que... Eu gosto de cerveja lupulada. Pô, essa cerveja aqui pra mim ela tá, cara, 10 de 10. Porque aquele lupulo me chamou a atenção.

Depende. Se era aquilo que era o desenho daquela cerveja, parabéns. Mas pode ser que quando a gente começa a fazer cerveja, você sai várias cervejas diferentes. Meia dúzia vão sair muito boas. Mas na próxima, o tiro da espingardinha de rolha, não vai acertar o mesmo alvo. Então...

É um pouco disso. É ter as matérias-primas que eu preciso ter, acompanhar o processo de um jeito que eu consiga influenciar no resultado final e que o resultado final seja aquilo que eu queria que fosse. Se eu queria uma cerveja que fosse uma lager leve, se ela sair muito lupulada, não está errado.

Apesar de que quando eu passar na roda de amigos essa cerveja, a galera vai curtir. Putz, a cerveja tá muito boa, Edwin. Mas eu vou saber que não era aquilo que eu queria fazer. Tu não tava mirando naquilo, o teu alvo não era aquilo. Não tava mirando naquilo. Não era bem aquilo, né? Então é um pouco desse o conceito de qualidade de um modo geral, né?

Mas olha só, acho que tem dois conceitos aqui que é, um é eu definir uma meta e estar o mais próximo, mais aderente possível àquela meta que eu desejei. Tu deu um bom exemplo, né? Eu quero uma American Lag leve, uma loculagem baixa pra ser tomada em quantidade. E aí tu tem a questão de, vou fazer uma cerveja que se aproxima o máximo possível desse perfil que eu estou buscando.

Isso pra mim é estar aderente ao que eu tô querendo produzir. Mas tem o fato também que é, ok, eu fiz isso, e se eu quiser fazer de novo, eu consigo repetir isso... Aí eu pulo do gato. Isso também entra em qualidade também, né? Certamente, perfeito. Essa é a segunda parte. Aí a segunda pergunta, né? Eu consigo fazer sempre? Essa é a pergunta de milhões. É o famoso foi sorte, né?

Foi sorte, né? Esse fazer sempre, aí eu acho que é o grande gap, o grande pulo que o amador, pra quem começa a se interessar como cerveja, como vida, como profissão, como profissional, esse é o pulo, né? Porque eu vou ter que fazer sempre a mesma cerveja que eu desenhei. Não é sempre a mesma receita, mas se eu tiver 10 receitas, as 10 vão ter que ser reconhecíveis.

pelo meu público consumidor, na medida que ele abrir a garrafa, ele tem uma expectativa, né? Ele tem aquela expectativa, eu tenho que atender aquela expectativa. E é muito raro hoje em dia no mercado, né, uma cervejaria que funcione somente na base de ineditismo, né? A gente, repetibilidade, principalmente nas big players, é base, né?

Ah, é base, é base porque a criatividade tem que ter muitas hipóteses para tu testar. Então tu testa vários produtos, testa, testa, testa, chegou em cinco produtos que foram melhor avaliados, daí tu chega em quatro, três, dois, um, chegou naquele produto. Aquele produto eu não preciso mais testar em cima dele, eu preciso garantir que todo dia ele sai igual. Aí entra o controle de qualidade.

que é o que a gente tá falando. E não precisa ser uma coisa mega, super sofisticada no início. Então, se falar do caseiro, eu preciso, pelo menos, porque, cara, tem um encantamento, a paixão do início. Sempre. Que nem quando a gente começa a cozinhar alguma coisa.

eu nunca cozinhei nada, vou fazer um ovo poxa, eu sou capaz de fritar um ovo lá com 10 aninhos, o moleque já frita isso é bom por si só eu me reconheço capaz de fritar pô, eu consegui fazer uma cerveja bicho, só de eu conseguir já é uma vitória eu não tinha nem muita ideia como fazer, isso é uma paixão eu faço uma, duas, três, quatro vezes posso fazer cada vez uma diferente, tá tudo certo meus amigos gostaram, aí chega uma hora que eu digo tipo

Pô, mas será que eu conseguiria fazer isso como um modo de vida? Eu quero me profissionalizar? Será que eu consigo? Aí muda a chave. Aí é outro papo. Porque eu passo do amador, que eu não tenho um vínculo de desenho da minha vida profissional com isso, pro profissional, que é que, tipo, eu pretendo ganhar a vida com isso, ou com uma parte disso, ou com uma... E aí muda um pouco a figura. Porque aí, qualidade é meio que um... Aquele rali de... de regularidade.

Então, você tem lá tanto tempo pra chegar em tal lugar. Não adianta você pegar o melhor equipamento do mundo, né? No rally de regularidade. Não adianta você ter um carro que mais corre. Não é sobre isso. Você tem que ter os steps. Você vai chegar naquele horário e você tem que ser regular. E aí, você não precisa ter o melhor carro de todos. Às vezes, você tem que ter mais planejamento. Saber aonde você quer chegar.

e começar a usar isso pra dar constância nas tuas produções. Mas eu não quero fazer isso, pra mim é hobby. Tudo certo. Eu também tenho vários hobbies. Eu vou lá pegar meu violão, minha guitarra, começar a tocar. Eu não preciso, não sou profissional, não preciso fritar na guitarra.

É o meu momento de descompressão. E tá tudo certo. Agora, se eu quisesse começar a viver disso, eu vou ter que estudar escala, eu vou ter que começar a me aprofundar nesse assunto, me dedicar algumas horas pra aprender por dia. E com a cerveja, nada muda. É na mesma pegada.

Quer sair do faz porque sempre fez e realmente entender o processo cervejeiro? Então fica ligado, abriu a turma 2026 do curso de tecnologia cervejeira da Academia da Cerveja, em parceria com a VLB Berlim, uma das maiores referências do mundo em ciência cervejeira.

E aqui tem um diferencial importantíssimo. É o único curso fora da Alemanha com certificação oficial da VLB. O conteúdo vai da matéria-prima até os processos produtivos e controle de qualidade, com uma abordagem bem técnica e aplicada. As aulas são onlines entre os dias 11 e 29 de maio, sempre à noite. Se você quiser evoluir tecnicamente de verdade, vale muito a pena dar uma olhada. As vagas são limitadas e o link está na descrição desse programa.

E aí

Tu trouxe uma parada interessante. Tem gente que tem invocação, tem o dom, tem, sabe, pega as coisas muito no ar. Tem gente que é virtuosa de guitarra. Tu usou um bom exemplo na guitarra, violão. As pessoas simplesmente pegam o violão, nunca tocaram aquela desgraça e vão lá e tocam uma música, tiram de ouvido. Coisa que eu não consigo fazer na minha vida. Eu fico feliz quando eu acerto uma nota correta e quando eu consigo fazer a batida certa e não errar o tempo.

Mas, quando a gente fala de cerveja, tirando esses momentos de sorte, ou que a gente segue direitinho a receita...

Eu entendo que a qualidade, pro profissional, é primordial. Mas pro caseiro, também é uma maneira... Tu deu um exemplo também legal, que é... Poxa, eu fiz cinco, seis cervejas. Eu pensei assim, pô, mas aquela outra cerveja... Eu queria repetir aquela cerveja, ficou tão boa aquela cerveja que eu fiz. Vamos repetir ela? Tu vai lá e faz ela. E tá totalmente diferente, né?

E aí eu acho que entra essa parada de que entender, medir, regular, aferir, anotar, escrever, tudo isso entra também no mundo caseiro, assim como primordialmente no mundo profissional. Perfeito. Assim, pro caseiro tem algumas coisas que tem um custo-benefício muito, muito alto e que dá pra fazer e que vão garantir que ele continue encantado por fazer aquilo que ele tá fazendo.

pegando a analogia da música se ele não tiver afinado ao menos, ele nunca vai ter prazer naquilo da mesma maneira, se eu conseguir fazer uma cerveja boa de sorte na primeira vez por muita sorte e eu fizer mais três vezes e sair uma porcaria

Eu vou abandonar o barco em algum momento Por falta de motivação Porque você fica feliz quando a coisa dá certo Você foi lá, fez, deu certo, você fica felizão Fez a segunda vez, não deu, terceira, quarta Eu digo, putz, deixa eu olhar um outro Não tô muito Então tem que dar minimamente certo Pra você continuar correndo ali na roda Girando a roda

girando a roda. Então, assim, o primeiro ponto que eu acho que é fácil é limpeza. Tipo, a gente tá fazendo um alimento, então, limpeza. E a gente, às vezes, subestima um pouco isso. Todos os equipamentos limpos, como se eu fosse, eu às vezes brinco que é como se eu fosse tomar uma injeção na veia. Eu não vou pegar uma agulha que não tá bem limpa, eu vou passar álcool, eu vou passar uma água sanitária no braço, eu vou querer ver...

Se a pessoa que vai me aplicar tiver com uma higiene pessoal, já não for muito com a cara, tipo, calma aí, tem outra enfermeira. Você tá fazendo isso com... Você tá inoculando uma levedura num moço cervejeiro. Então, assim, encarar a limpeza, que é uma coisa muito importante. E eu acho que uma coisa que são coisas baratas também. Você pega assim, fazer o teste de iodo. Cara, não tem como você fazer sem fazer o teste de iodo.

Um teste de idiota é 15 pila, 20 pila. A pila é universal, né? Pila é a moeda corrente aqui do Rio Grande do Sul, gente. 20 reais, vamos falar, 20 reais é melhor. Aqui a gente tem uma correncia que chama pila, que ela equivale a 1 para 1 com reais. É, é isso. Não é com dólar, é com real. Mas custa 20 reais, que é um teste que vai dizer realmente se o teu amigo sacrificou. Porque se isso não acontecer, tudo que tu fizer dali pra frente vai só te frustrar.

Cerveja vai sair turbo, não vai fermentar, vai ficar adocicada, tu não vai conseguir ter uma fermentação. Então, isso é uma coisa que precisa ter, vale um passo tipo um, que te disse minimamente a tua amostura... Funcionou. Foi bem. Então, isso funcionou. Junto com isso, já pega ali uma amostradora, aquela que tem com seis, ou sete, ou oito, né? Ranhuras ali, os...

o lugar pra você fazer o teste da amostra, porque se cada vez você pingar o iodo num superfície diferente, daqui a pouco você não sabe se ele virou, se ele não virou. Então, a porcelana branquinha ali, um azulejo qualquer, mas que seja no mesmo lugar, pra você acostumar o teu olho a ver. Então, são pequenos hábitos pra tu começar a ter repetibilidade, que é o difícil.

disso que a gente tá falando. Isso é muito fácil, não é difícil você fazer pra ter. Acho que são as principais de isso, claro. E aí se eu quiser investir pesadamente, eu gasto 70 reais e compro um refratômetro. Que aí sim, cara, daí tu vai saber quanto de açúcar tu conseguiu disponibilizar na postura.

E aí, com um airlockzinho na fermentação pra ver se ela tá... e pra não contaminar assim, é pouca coisa se tu for ver são poucos itens pra você... mas já é um começo de conversa Tem uma coisa que fica muito expressivo no que tu trouxe, Ezber que é a questão de a pessoa que faz cerveja e que se frustra e não consegue fazer não quer continuar

E o que acontece, parece que acontece muitas vezes, né? A pessoa que começa a fazer, ela vai lá, olha um vídeo, dois vídeos, escuta o passagem forte, vai lá ver um vídeo do Beer School, vê um do Leandro, do Cerveja Fácil. Só que às vezes ela se deslumbra, não, vou gastar um monte de dinheiro aqui, vou comprar equipamento, não sei o quê, e não foca no básico. Daí eu sinto que as pessoas que se frustram, elas ficam ou as que se preocupam de menos.

ou as que se preocupam demais. E aí gera essa frustração que as pessoas acabam não persistindo no hobby que depois pode virar uma questão realmente profissional, porque elas focam talvez nos pontos errados, ou talvez colocam energia nos lugares que vão dar menos resultado, de certa forma. Tu falou isso e eu fiquei pensando que parece ser esse o cenário pra mim, sabe? E tudo é expectativa, né? Então assim, tu cria uma expectativa muito alta e tudo mais ruim.

E às vezes tu cria uma expectativa muito alta, que vai dar muito certo, que a tua cerveja vai ser fantástica, porque tu gastou uma grana. Sim, claro. E esse gastar grana também é um ponto, cara, que eu sou muito escolado nisso. Eu gasto, assim, falando de cerveja, de hobbies. Tem duas situações, na minha visão. Ou você tá atrapalhando o teu equipamento ou o teu instrumento. Vou pegar aqui o caso de violão, de guitarra, já que a gente tá... Então...

ou você está atrapalhando ou ele está te atrapalhando. Então assim, eu normalmente, eu estou atrapalhando. Então eu não vou fazer upgrade, porque eu preciso chegar nele ainda. Então assim, às vezes uma panela, se eu conseguir medir a temperatura, se tiver um termômetro e conseguir minimamente que ela faça ali as rampas,

Se eu comprar um equipamento muito mais caro, eu vou estar, talvez, investindo em capacidade, em velocidade, mas não em controle. Controle de processo, isso desbloqueia capacidade de eu fazer mais vezes mais rápido, mas não me desbloqueia qualidade. Isso não é qualidade. Qualidade é eu pegar essa mesma panelinha velha, pegar um instrumento que a humanidade tem há muito tempo, que é uma caneta, um lápis apontado e um papel. E nesse papel, eu vou escrever o horário que começou, a temperatura que estava.

E aí eu vou escrever o horário que chegou em 50 graus, digamos que seja essa minha rampa, e a temperatura chegou em 50. E eu vou pegar esse termômetro, enfim, vamos medir. Um termômetro que não seja de mercúrio, por favor, que seja de álcool. Se estourar já... Ou digital, né? É, de uma maior hora ainda, né? Mas, enfim, aí você vai medindo, você vai anotar isso do começo ao fim. Você vai anotar quanto tempo deu, que temperatura que chegou, quanto é que foi o teu iodo.

E aí você vai resfriar. Você vai anotar quanto tempo demorou para resfriar, que temperatura que resfriou. A magia vai ser a seguinte. Na outra produção, você vai pegar outro papel, a mesma caneta ou outra, se você é perdida a primeira, você vai fazer as mesmas anotações. E você vai conseguir fazer a coisa que eu acho que é mais preciosa quando eu começo a ter um mínimo de controle de qualidade. Eu conseguir... Vai garantir que vai dar certo? Não. Vai dar M? Vai.

Tenha essa certeza, que vai dar ele. Pode falar merda, pode falar, aqui liberado. Tá bom, vai dar ele, vai, tá? Mas o que que é a beleza disso? É eu conseguir olhar e dizer assim, eu sei porque deu errado. Cara, isso às vezes é tão bom quanto dá certo. Às vezes é até melhor. Aprende mais, né? Quando eu consigo olhar e dizer assim, eu sei o que eu fiz errado. Olha aqui, já subiu dois degraus em controle de qualidade quando você faz isso.

Eu acho que as pessoas subestimam, Wesley, essa questão de tomar notas. Porque, ah, porque eu não vou tomar notas, porque isso. Se vocês forem numa cervejaria, boas cervejarias, cervejarias que têm bons processos, têm processo de qualidade, vocês vão ver que todo tanque de fermentação, todo batch, todo lote, ele geralmente tem uma planilhinha ali, um papel pendurado naquele fermentador que é...

com essas notas que o Wesley falou. Qual foi o volume, qual foi a temperatura, os tempos entre cada um desses processos. E eu estou super de acordo contigo nessa questão de que tomar notas, principalmente para quem está começando, quem ainda não entendeu o seu equipamento, quem ainda não entendeu como é que funciona a mostura direito, isso tudo vai gerando uma carga mental, uma biblioteca de ferramentas que vão te ajudar a entender. E assim. Viva.

Agora, saiu na revista da cerveja agora, acho que é a última que saiu, foi a adição técnica, eu escrevi um artigo sobre essa questão de como resolver problemas, né? Como seria uma abordagem para a resolução de problemas, usando aquele formato de espinha de peixe para a resolução de problemas. Eu acho que... Exatamente. E é isso, né? Se tu não tem as informações necessárias para definir o que tem ali, quais são as variáveis, tu não resolve problemas. Então, não fica uma cerveja melhor.

E não custa nada. Não custa nada, entendeu? Olha o investimento, que é um papel e uma folha mesmo, bicho. Não custa nada. Porque a gente tem essa tendência, a gente repisando um pouco o que a gente falou há pouquinho, né? De investir grana em equipamentos que vão solucionar nossos...

problemas, e aí eu não vou prestar atenção no que eles me dizem, eu não vou solucionar problema eu tenho que estar ali prestando atenção mas pra isso, que eu acho que pra completar um pouquinho esse raciocínio também, que tu, eu nem sabia que tu tinha, eu vou até ler depois, legal não colei lá

mas eu poderia, vou dar uma olhada depois mas pra completar um pouquinho isso o que eu acho que é o mais pragmático, mais prático que a gente pode fazer em cada etapa já falando de cervejaria aqui, até um pouquinho do caseiro pra pequena já subindo um pouquinho a escala ou mesmo mantendo no caseiro

É que quando eu consigo definir para uma etapa o que é realmente importante, é muito melhor do que eu controlar, tentar marcar várias coisas. Se eu controlar poucas coisas, mas que eu sei que aquelas são importantes, isso faz uma diferença e eu consigo estabelecer limites, tolerâncias para ela. Eu acho que isso é uma coisa que demora mais, uma das coisas que mais demora para a gente internalizar esse conceito é de tolerância.

Por exemplo, se eu tenho a minha fermentação, eu quero que ela esteja entre 18 e 22 graus. Vamos dizer que eu tenha uma geladeira que eu tenha um controle, que eu tenha um termostato, que eu tenha, minimamente, o que eu preciso ali já está um pouquinho mais avançado.

E se ela for a 25, eu faço tolerâncias, entendeu? Eu digo, olha, até 25 e até 17 eu já vi que ela não afeta. Cara, de 26 pra cima começa a ter outras coisas que eu não quero. Eu estabeleço que isso é importante e eu boto essa tolerância. Aí eu vou lá, vou degustar, vou provar, isso não ficou nenhum fora do perfil, e vou dizer, ok, essa cerveja pode ser chamada ainda...

de Sberbeer, né? Eu posso chamar, então eu me sinto confortável de oferecê-la pro meu cliente, seja ele quem for, pode ser meu parceiro, mas pode ser que eu já esteja comercialmente ativo, vendendo, eu sinto confortável de rotulá-la com esse nome, porque ela vai levar exatamente aquilo que eu quero que ela leve.

Mas se ela passar pra 27, cara, já não dá mais. Eu tenho que ter esses. Então eu vou criando gates, portões de controle de qualidade. Ao longo ali do processo, quanto mais melhor, não, quanto menos melhor. Significa que eu consigo prestar mais atenção.

E eu cheguei em coisas que são mais importantes. Se tudo for, daqui a pouco eu estou com uma queda de energia da rua, caiu a energia da CE, da CPFL, depende de onde você está. Ah, eu não posso mais... Não. Isso não é tão importante quanto alguns parâmetros que você tem ao longo do processo. Isso vale para a rampa de mostura, para as temperaturas, vale para tempo, vale... O teste de iodo já é assim quase naturalmente. Não vai botar para frente um teste de iodo que esteja ruim.

Mas meio que estabelecer isso ao longo do processo faz muita diferença.

Tem um momento muito específico na vida de quem estuda produção de cerveja, quando a teoria começa a fazer sentido dentro do fermentador. Mas isso só acontece quando a sua levedura faz o que deveria fazer. Uma cepa de qualidade responde às condições criadas pelo cervejeiro com previsibilidade, te permitindo chegar no resultado desejado. A Levtech tem as melhores leveduras, com cepas para os mais variados estilos. Essa é a ferramenta certa para quem quer combinar criatividade cervejeira com consistência técnica.

E aí

E tu diria que no universo profissional, esses gates de qualidade, eles são menores, no sentido de as variações são menores? Conforme tu vai melhorando o teu processo de qualidade, esses gates se tornam o range, o limiar se torna menor? Bastante menores, bastante, viram a insanidade.

Sim, eu fui gerente de qualidade bastante tempo, cara Beirando a insanidade De amargo ouro, tu vai poder ter mais um ou menos um De IBEUs, no caso, aferidos com laboratório No máximo, de IBEUs, aferidos em laboratório no final da... e assim você vai de temperatura você tem meio grau

de mostura, no máximo, meio grau já é, tem que estar, porque isso é muito importante meio grau pra cima ou pra baixo, era isso então assim, você vai fazendo esses checks ao longo do processo, porque você tem equipamento pra isso, não só equipamento você tem equipamento, você tem metodologia e tem rotina pra acompanhar isso. Gente pra ficar acompanhando o tempo todo

É, gente ou sistema supervisório que faça essa correção, gente ou automação, né, que faça esse monitoramento. Então você vai deixando e você consegue, inclusive, ir aumentando os números de controles. Por exemplo, nas cervejarias Ambev são 370 itens de controle medidos para uma cerveja sair. São 16 degustações. Desde a água entrando até a cerveja estar na garrafa?

Isso, são 370 pontos de controle, de medida de análise. Aí você tem muito mais dados. Dados são imensamente mais. Não estou falando de temperatura de fermentador, que é essa média automática. Estou falando analiticamente. Então você tem do malte até... E são 16 degustações antes de sair. Então você degusta água, você degusta água antes da mostura. Aí você degusta mostura, mosto, mosto frio, entrada de fermentador, saída de fermentador, centrifugada, antes da filtração, depois da filtração, TP, pasteurizado.

Você faz um pente fino. Degustação? Realmente um ser humano degustando? É, degustações. São 16 degustações. Caraca! 16 degustações dentro do processo da cerveja entre a água e a garrafa. É, uma. É pra mesma cerveja, né? Não, sim. Pra mesma cerveja são 16 pontos de degustação. Desde a água... Vamos lá. Vamos lá.

impressionante. Sim, exatamente. Caraca, não tinha essa visibilidade. São muitas análises. Por quê? Porque isso, acho que falando da tecnologia disponível, voltando um pouquinho pro caseiro, esse é o principal além da folhinha de papel e desses minimamente, né?

é o sensorial mesmo, a degustação. Porque esse você pode ser extremamente competente avaliando cheiro. Se cada malte que você vai usar, saquinho de lugo, você sempre pegar, cheirar, provar, entender ele antes de usar, vai chegar a seis meses, você tem uma biblioteca interna de controle de qualidade ali já.

Tu já pega no flow ali o que que tá acontecendo. Exatamente. O que que tá acontecendo? Isso não custa nada. Mas eu tenho que ter essa curiosidade de querer entender um pouquinho mais. Posso fazer anotações daquele malte, daquele lúpulo. Tá, mas agora tu me deixou com uma pulga atrás da orelha. Agora tu abriu uma caixa de Pandora pra mim. Tá, mas são 16 pontos. Aí digamos que sei lá, tu falou de água e depois da mostura inicial. E se eu pego um ponto fora?

Eu, como avaliador, a pessoa que tá avaliando ali, se eu pegar um ponto fora, o que acontece imediatamente? Por exemplo, no final da mostura eu notei uma característica diferente de malte nesse lote aqui. O que é? Toca uma sirene, desce a galera da Brigada de Incêndios e...

Não, desce a SWAT. Não, não. Mas pra todo sistema de qualidade, assim, de grandes, de empresas maiores, tu tem um manual de qualidade desenhado, né? E a gente tá falando de excelência de qualidade. Então, tu tem os diferentes pontos com diferentes tolerâncias e tu tem que tipo de defeito. Tu vai ter uma mostura que tu degustou, que ela tá com caráter mais açucarado do que a anterior. Uhum.

Ok, tu tem mais seis Fabricos pra encher o tanque, tu pode compensar um pouco No outro, tu pode ver o que aconteceu Mas isso não é, aí eles são divididos Por criticidade também Vão ter itens que são parâmetros de controle Itens de controle Itens de controle liberatórios Itens de controle críticos Degustou em qualquer momento, você sentiu que tem Um residual como se fosse óleo, graxa Qualquer coisa que não deveria estar ali É ralo, joga fora, vamos ver o que aconteceu Para tudo Interessantíssimo Vamos lá

Ah, você pegou uma espuma que ela estava um centímetro abaixo do que é o ideal. Não, ok, vamos entender o que é, mas isso é ok. Não vai comprometer o produto e vamos investigar. Assim como você tem no próprio engarrafamento. Ah, você pegou uma adaptadora, trancou lá uma tinta de alguma coisa e não conseguiu ler a data.

corretamente, você não pode botar esse produto pra fora porque o consumidor tem que ver a data, vai despejar esse produto. Então, pra cada item, em cada, tu tem hierarquias, hierarquias de importância e de tolerância que já conversam com isso. E aí como tem, cara, 130 anos fazendo isso, desde, né, aqui no caso da Brama, desde 1800...

já tem uma literatura e uma expertise grande, né, uma equipe dedicada pra isso. Mas é que isso é legal, Esbio, porque é que de certa forma, tu trouxe um ponto interessante que é, talvez pras pessoas que não estão no meio e que ainda vão entrar nesse meio, né, do profissional, as pessoas têm a visão de que aquelas...

plantas cervejeiras grandes, que a gente vê geralmente em beira de estrada, que elas quase funcionam por si só, sabe? A pessoa ali dentro é mais uma engrenagem, ela não tem esse fator sensorial importante. E o que tu trouxe agora referente à qualidade de processo é o contrário, que o fator humano é importante no processo de qualidade, não somente aferir com equipamentos, mas também as pessoas que estão ali aferindo sensorialmente, por assim dizer.

É importantíssimo, não? Importantíssimo. Sei lá, coisas que a gente talvez não imagina assim, por exemplo, ah, eu vou entrar com um novo fornecedor de latas, um lote novo de latas. Essas latas são degustadas todas. Você vai lá, bota água, deixa 48 horas, 40 graus, agora não lembro, faz tempo, mas sei lá, 40 graus, 40, 45, é dois dias.

Elas com água fechadas. As latas novas. Aí você vai fazer um painelzão. É cego, né? Ninguém sabe que lata é nova. Com latas já pré-aprovadas, que passaram pelo mesmo procedimento. Um triangular blindado às cegas. E elas têm que ser tão boas. Quer dizer, não dá gosto nenhum na cerveja. Como as outras que já estavam aprovadas. E aí você tem vários desses procedimentos. E é tudo no sensorial. Tem coisas que... Não existe um equipamento que consiga substituir o sensorial humano.

Não existe. Pra quem já teve a oportunidade de ir numa fábrica, seja da Ambev, seja de qualquer outra, é muito legal, porque a visão que eu tinha era diferente, eu confesso. Eu também, tipo, eu também fui pego de surpresa. Porque tu chega lá e é mil canos, e é mil sensores, e a luzinha acendendo, e a luzinha apagando. A central de controle parece uma usina nuclear, porque tu vê um monte de coisa, e todo mundo tentando tirar foto da receita da Brahma.

Todo mundo tentando tirar foto do que vai de lúpulo, do que vai de malte, não sei o quê. E tu acha que aquilo ali é menos humano. Mas a gente, de novo, eu ressalto a importância do fator humano na qualidade, né? Não somente dos equipamentos e das... É um somatório, né? É um somatório de coisas.

Totalmente, e assim como eu te falei, são 16 degustações pra um produto, e claro que tem um time, né não é só o cervejeiro que degusta obviamente, não tem um time pra poder degustar, é uma amostrinha pequena, são 30ml por amostra é toda uma gestão até de passional mesmo, né pra que isso aconteça de uma forma saudável mas tem escala de degustação então é como, então assim e assim

Nunca fica sem degustador, você sempre tem um número mínimo. Tem uma escala, que nem escala de plantão, tem escala de degustador. Então tem que estar tanto na cervejaria. Porque as fábricas não param. Não param, então você tem ali um público que está sempre fazendo isso para garantir que esteja dentro dos conformes, né?

E aí, puxando o gancho aqui, que eu acho que é falando de degustação, pra quem tá começando a fazer cerveja em casa, que passa da fase de, cara, quero dar o próximo passo, além de tempos, temperatura, anotar, eu acho que degustadores honestos são um ativo muito, muito importante. Então, se você tem conhecidos, amigos, funcionários, se já for uma empresa, mas...

tem que ter uma criticidade ok, sabe? Não pode ser... Tem que ter medo de dar notícia ruim, tem que falar esse produto, cara, conhecer o perfil, que é uma coisa que é super tranquila de fazer e a galera não faz muito. Por exemplo, você foi lá, você fez a tua cerveja, você conseguiu repetir ela minimamente, não tá bem igual, mas tem uma carinha lá que você conseguiu reproduzir. Tem um pouquinho de reproduzibilidade. Escreve um pouquinho o que ela é.

Olha, ela é pra ser sensação de boca, né? Média, corpo médio. Aqui a cor é pra ser amarelo, palha, vamos dizer que seja. A espuma bem consistente. Ela tem um pouco de frutado. No final dela é seco. Não tem retrogômio.

você escreve minimamente o perfil da sua cerveja. Isso faz uma diferença danada. Porque quando tu dá a tua cerveja pra degustar, entra pra ti mesmo, que tu esquece as coisas. Sim. Mas nesse painel, que as pessoas leem e degustam a tua cerveja, tu vai passar uma das piores sensações que tem é daquela rejeição. Você diz assim, cara, não tá assim como tá escrevendo aqui. Dá uma doída no começo.

Aquela cara murchando, tu quer dizer, aquela cara murchadinha assim. É, vai sumindo. Vai sumindo da cadeira, vai baixando da cadeira, né? Mas é importante. Tu tem que saber e aí tu consegue ver, putz, então vou mexer, talvez tal coisa, cara, não ficou bem, sabe? Erramos no amargor, trocamos o lúpulo e tal. Aí vem a segunda sensação que é boa, que é prazerosa, que é de conseguir olhar um pouquinho pro que tu fez e identificar, cara.

Acho que foi isso, vou mexer nisso. E quando tu mexe e a tua cerveja fica pronta e dá certo, cara, é muito bom.

E é bom no sentido mais... É tipo, vamos lá, tu tá fazendo bons comparativos com a música. É bom no sentido de se, porra, tá igual. Porra, tá próximo. Porra, o sentimento tá igual da música, sabe? Isso é meio mágico mesmo.

E você está ouvindo esse episódio, já pensando em abraçar uma cerveja, você pesquisou loucamente. Você sabe, não precisa usar equipamento antigo e ultrapassado. Tu pode usar os equipamentos da Easy Brill, com uma linha completa de equipamentos, acessórios e insumos. Eles atendem desde o cervejeiro caseiro iniciante até a produção profissional.

Está com vontade de produzir, mas com pouco tempo ou espaço? Você precisa conhecer a nova K60, o equipamento Double Vessel, que ocupa o mesmo espaço de uma single, conta com várias automações e ainda tem uma versatilidade enorme. Ela faz de 15 a 50 litros e tem a capacidade de processar grande volume de malte fazendo das sessions até as high gravities.

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Mais uma perguntinha aí. Tu já deve ter acompanhado muitas pessoas, muitas pessoas que estão nessa transição profissional, né? E o que te surpreende mais quando tu traz essa pessoa pro mundo da qualidade? O que que choca mais essas pessoas? É tipo eu, assim, que não sabia que tinha tanta coisa que acontecia. O que que choca mais as pessoas que estão entrando nesse universo?

Cara, eu acho que o ponto que tu trouxe é o primeiro. Realmente, é de saber que se controla tanta coisa no detalhe, ao mesmo tempo que não tem um robô onisciente, onipresente, que tem que passar pelas pessoas. E a degustação...

é o último passo, é o último portão ali pra poder aprovar. Se todas as análises derem todas dentro, todas certas, mas a degustação não estiver entregando, temos problemas. A degustação é, assim, soberana. E na degustação, as pessoas se surpreendem primeiro de saber que não é uma pessoa que degusta, não é uma cervejeira, é um painel.

Que se ele for voto vencido, ele também tá voto vencido. Ele não tem mais hierarquicamente, uma vez que o painel tá aferido, ele é mais um ali. E tem que ser assim. Porque senão, as pessoas se surpreendem saber que nessa degustação, por exemplo, quem tem mais autoridade na mesa fica por último, nunca fala primeiro. Então, porque a degustação é um processo que é influenciável por natureza. Muito. Pra quem julga concurso, tu sabe muito bem disso.

É. Então, assim, não falar nada, assim, nem cara, assim, tu toma uma cerveja e fala E aí

Cara, todo mundo vai ficar procurando aquela cerveja Alguma coisa errada, ou muito boa, ou muito ruim De saber que tem aleatoriedade nas amostras Que elas nem levam um nome, elas levam um número aleatório Que não é nem um, dois, três, quatro, cinco Porque eu gosto do número oito, eu vou lá e vou dar nota alta pra oito

Ah, Esbio, ninguém vai fazer isso. Conscientemente, não. Mas se tiver uma xícara de café vermelha, vermelha a xícara, eu vou achar melhor que azul, porque eu sou colorado. E tu vai achar, talvez, azul, apesar de sermos meio não praticantes nesse momento. Já entramos em acordo sobre isso. Já entramos nesse acordo.

Mas a gente é influenciado. Então, os números é 784, 423, pra você já dar a nota. Os testes que tem, tem vários tipos de testes, tem triangular, tem teste de preferência, teste descritivo, falando só de sensorial. Acho que essa é uma coisa que surpreende. E o que surpreende quando a gente começa...

passar um pouquinho a chave do amador, da paixão, de acertar a receita e ver o que é capaz de fazer. Pra tentar repetir e depois indo pra parte profissional, quando eu vou me tornar um cervejeiro profissional, quando eu quero trabalhar com isso, quando eu começo a ir pra indústria.

é o tamanho do guarda-chuva. Porque quando a gente tá fazendo uma coisa, o guarda-chuva aumenta. Porque aumenta a quantidade de coisa que tem que caber embaixo desse guarda-chuva. Quando eu tô olhando uma cerveja que eu tô fazendo amadoramente, e quando eu falo amador, tá? É tipo, amador não significa iniciante.

Amador significa que eu não ganho a vida fazendo aquilo. Então, eu tenho amadores que mandam mais do que profissionais. Isso vale para o esporte, isso vale para tudo. Ah, isso eu tenho certeza. Isso eu tenho certeza mesmo. Então, assim, não é sobre isso. É sobre quando eu não exerço aquilo como uma profissão, mas exerço como um hobby, enfim. E que eu passo para o profissional. Quando eu estou no hobby, eu preciso que a minha cerveja seja boa.

No final, ponto. Quando eu passo para o profissional, eu preciso que ela seja boa, sempre, do mesmo jeito, mas eu preciso saber quantas vezes eu vou usar o equipamento, eu preciso saber quanto de energia ele gastou, eu preciso saber quanto de água ele consome, eu preciso saber quantas limpezas eu tenho que fazer, como eu posso otimizar aquilo.

Eu tenho que saber que matérias-primas eu estou usando. E se eu poderia otimizar aquelas matérias-primas. Eu começo a aumentar esse guarda-chuva. Ele fica do tamanho de um guarda-sol. Daqui a pouco ele tá do tamanho de um ombrelone. E eu tenho que encaixar ali embaixo vários pratinhos que eu não tinha quando eu era... Mas isso é uma coisa que, às vezes, leva as pessoas a um grau de satisfação pessoal maior. Porque, às vezes, ela não cuida do todo.

Quando também tá fazendo sozinho, você cuida do tudão. Sim. Da receita, do custo, do que você vai comprar.

Mas ali, às vezes, eu tenho um fator que é produtividade. Pô, eu tenho uma grande planta, eu tenho, cara, quantas braçagens eu consigo fazer nessa sala, né? Braçagens dentro do padrão, entregando tudo que precisa, lindamente, mas eu faço 10 por dia. 10 braçagens por dia. Cara, como é que tá o tempo desse sensor? Daqui a pouco eu consigo fazer uma braçagem a mais por dia com a mesma sala. E isso é lindo.

com a mesma qualidade, otimizando pontos que eu não tava olhando, não precisava olhar, mas vamos dizer que eu gosto disso. Eu fui lá e me encontrei nisso, outros encontram em qualidade, então a gente acaba abrindo um pouco o leque quando entra no profissional. Isso eu também entendo, Esber, que tem pessoas que vão ir por um esforço próprio.

que vão conseguir essas informações, vão se buscar essas informações, mas a gente sabe que no mundo atual, muitas vezes, a gente tem informação, mas é tanta informação que a gente não consegue concentrar isso no lugar e separar o joio do trigo, né? E aí tem papéis, como a Academia da Cerveja faz, de prestar essas formações para moldar e direcionar as pessoas para o conhecimento melhor, o conhecimento mais rico, aprender da maneira correta, método e tudo isso, né? E eu...

Eu já fiz cursos, já fiz o curso, inclusive, de tecnologia da cerveja pela VLD, e sei que isso é um dos diferenciais que tem nesse curso, né? Daí eu acho que seria legal tu trazer um pouquinho por que faz sentido pra quem tá querendo entrar nesse mercado ou se aprofundar mais, esse tipo de formação. Boa.

Cara, o curso de formação de tecnologia cervejeira, ele foi um curso que a gente demorou um pouco pra conseguir fechar essa parceria com a VLB, te falando um pouquinho dos bastidores, assim. Por quê? Porque eles são bastante rigorosos, assim, bastante restritivos, né? Então, os materiais são todos os do curso da VLB. Se for hoje pegar um avião e for fazer em Berlim, vai ser o mesmo material.

A gente é a única escola fora da Alemanha a ter esse privilégio de poder oferecer essa certificação conjunta com o certificado da VLB. E a gente tem uma série de requisitos para isso. Então, os professores que participam, eles fazem o curso.

na VLB pra poder dar essa aula. Todo ano eles são recertificados. Eu acabei de fazer a minha prova que faz umas duas semanas. Eu faço a prova pra eu poder continuar seguindo, sendo professor. E assim como eu, todos os professores que participam fazem, tem que ter uma... Então, acho que o primeiro ponto que eu quero trazer com isso é qualificação técnica. Então, saber do que tá falando, ter estudado um tempo sobre aquilo, poder trazer, acho que é um ponto bem legal aqui do curso.

Não é pra quem tá começando do zero. Definitivamente não é pra quem tá começando do zero. Não é. O público não é pra quem... Assim, o cervejeiro caseiro que ele já tá migrando pra olhar isso mais avançado, né? Um cervejeiro mais avançado, que tá quase migrando pra ter a micro, pra participar, ou tá querendo entrar como profissional, é bacana. Pro iniciante, iniciante tão assim, eu acho que talvez não seja, ainda tem alguns passos pra dar, sabe?

Pra quem é de micro cervejaria, certamente, porque aí tem otimização de vários pontos, tem teoria, né? De micro e de média, com certeza, e daí pra frente sim. Quem tá querendo entrar no curso de profissionalização.

Porque traz o método, traz um pouco da organização, que aí entra um pouco do DNA da academia da cerveja, né? Eu brinco com o meu time que a gente tem alergia a coisas chatas. Então, a gente consegue dar uma dinâmica diferente para os cursos, né? Então, a gente consegue ter, desde ajuste de horários, de atividades, de dar um break, de fazer algumas perguntas, de intercalar com o fim de semana de visita na cervejaria, que tem, né? Sim.

de intercalar com o fim de semana da abraçagem prática aqui em São Paulo, transmitir isso ao vivo para o Brasil conseguir fazer essa transmissão. Então tem um pouco desse molho aí. O molho é nosso, né? Então a gente consegue fazer isso. E de ter profissionais que já passaram por muitas situações. Eu acho que uma das coisas que surpreende os alunos é quando ele lança uma pergunta e o professor consegue trazer, na maioria das vezes, uma história real sobre aquilo que ele viveu. Cara, aconteceu isso. A vivência, né?

É, porque acho que a beleza de ter um aprendizado estruturado e gabaritado assim, é porque tu aprende com as vivências dos outros e muitas vezes com os erros dos outros, né? Que não precisam ser os teus. Então, traz esse ponto, né? E a troca da turma, né? A troca com a turma, né?

Então quando a gente começa a ouvir e a trocar com os próprios alunos, cara, o insumo tá todo ali. Então tem muita coisa bacana que surge dessa conversa. E esse curso vai rolar agora, né? Começa a partir do dia 11 do 5, que desse ano é a nossa turma. A gente tá já com mais da metade das vagas preenchidas. Então quem tiver interesse, dá um confere no Instagram da Academia da Cerveja. Que é o arroba academia. Academia.dacerveja. Laranjinha.

aquela cor bonita que a gente gosta e a gente esse ano está fazendo essa turma, não saberemos se teremos uma segunda, a gente está analisando fazer outra turma no mês de outubro a depender da demanda, então não é garantido ainda, o que está garantido é essa turma ele tem os diferenciais que eu falei, acho que é bastante interessante a parte prática a parte da organização do curso a avaliação maior é dos professores de terem professores bastante experientes no mercado e aí

Eu, particularmente, gostei muito da parte de microbiologia e de fermentação. Eu gosto muito dessa parte. Então, foi a parte que eu mais gostei, particularmente. Você gosta de microbiologia e fermentação. Você também não é muito normal, não, né? Você sabe, né? Se alguém já te fala... Sim, eu sou formado em engenharia da informação. Nada a ver com isso. Já te fizeram o chá revelação que você também não é bem normalzinho, não, né?

É difícil a galera gostar. Se olhar na minha cara, já vê que alguma coisa deu errado na vida, sabe?

É, mas é bacana. E os professores também. O professor de alimentação é bárbaro, né? A gente é fã dele, que é o Wilder. E para quem... As pessoas às vezes acham que é um curso defasado, no curso da VLB, já está se falando sobre os novos fermentos usados para fazer cerveja sem álcool. Então, não é um curso datado, é um curso atual, é um curso realmente com tecnologias atuais, não é coisa datada.

Não é o Kunze da década de 80. Apesar de que, porra, Kunze é Kunze, né? Mas é, aí acho que é legal até te trazer também um pouquinho de bastidores. A gente conseguiu também, com a VLB, fazer algumas atualizações, tipo essa que você falou. Eles não tinham ainda algumas coisas que são relevantes. E eles estão estudando, enfim. É um curso que é super...

mas tem coisas que são do mercado mesmo tem coisas pro mercado brasileiro que fazem mais sentido tem coisas que legislação da água na Alemanha se você for fazer o curso em Berlim vai ter isso, eu não preciso ter isso aqui então a gente conseguiu validar algumas coisas também extras como essas que você citou pra que pudessem fazer parte do curso então nos dá uma manga pra atualização também que é o melhor dos mundos conteúdo super foi bom você lembrar isso que eu também não lembraria de falar, obrigado né Vamos lá. Vamos lá.

Ah, estamos aí pra isso. Então, dia 11 agora começa o curso, ainda dá tempo esse programa vai sair lá no dia 4, então ainda dá tempo de você ir atrás do curso pra ver lá no Instagram da Academia da Cerveja imagino que o teu site da Academia da Cerveja acho que é Academia da Cerveja.com você também consegue mais informações sobre isso, e cara, é a formação BLB, né? Não é pouca merda.

É coisa boa, né, gente? É muita coisa boa. A informação dele é bem bacana, a gente é super feliz. O retorno da primeira turma também foi ótimo, turma cheia, super participativa. A gente tá super animado com... Tava cheio mesmo, quantas pessoas tinham? Tinha mais de 30, eu acho. Tinha, tinha. A gente acabou travando pra não... pra manter uma turma não gigante, né? A gente teve excedentes da turma passada que já estão participando dessa.

porque realmente lotou. Bom demais. E aí não adianta encher muito a sala porque aí perde as trocas, a gente presou pela qualidade do curso e segurou um pouquinho. Que é rico, né, Esmael? No final das contas a troca é muito... Eu, pelo menos, uma das coisas que eu mais aproveitei no curso foi realmente ter essas trocas com os professores e também com quem tá de colega ali, né? Às vezes são pessoas no meio, cervejeiro, que tão querendo conversar ali, tão querendo trazer a sua experiência e é muito útil, né? Total.

E aí você vê, se tiver algum acesso aí, a gente consegue também. Talvez lança um voucher do Brassagem Forte e a gente consegue um descontinho aí se entrar em contato aí. Só me lança que eu já lanço pra galera aqui. Ó, se você entra em contato com o pessoal e diz que escutou no Brassagem Forte, que vai que o Esbê conseguiu nos conta. Olha aí. Não, pode. Se eu ouvir que fala no Brassagem Forte, não é nem que vai que o Esbê, é garantido.

Ó, ele inclusive tá tomando notas aqui enquanto falou. Isso significa que ele tá tomando notas assim, ó, ignore o Henrique.

Aí eu ia ter que blefar muito pra falar isso Se fosse no sul ia dizer que era no truque Ia dizer que era xambão Ia dizer que tá blefando Que tá dizendo carta que não tem Não, não, tá nos anotando aqui pra gente fazer Bom demais Boa

E falando em lúpulo, se você quiser acesso a toda a miríade de lúpulos selecionados pela Hops Company, diretamente nas fazendas norte-americanas, safras específicas selecionadas lindamente, entra no site hopscompany.com ou chama a pessoa que já te atende, ou ainda manda um direct que estamos começando em 2026 e logo, logo tem safra nova pra comprar.

Esber, queria te agradecer pelo teu tempo, pela tua disponibilidade de falar sobre qualidade e também pra trazer essa oportunidade que as pessoas têm de fazer um curso internacional aqui no Brasil. Não sei se tu quer deixar algum contato pessoal contigo, quem quiser falar contigo como é que você entra em contato, mas te agradeço enormemente.

Olha, pode entrar em contato comigo no LinkedIn, na Rede Mais Profissional, Alexandre Esber, né? A gente tem também na página do Instagram, no nosso perfil da Academia da Cerveja, tem também o WhatsApp, que a gente responde todos eles na hora, é muito rápido. O time tá super atento aí.

E esperando curiosos, interessados, apaixonados pelo mundo da cerveja, nas suas mais variadas formas. Agradeço muito aqui a oportunidade de participar. É um assunto apaixonante, cerveja, qualidade. Acho que é tudo de bom, né? Total. Principalmente para quem vive disso, se interessa pelo tema. E acho que é um conselho que, se eu pudesse dar para quem está entrando, são duas coisas. Acho que é, você vai limpar bastante, então goste de limpeza.

E o segundo é que é um vício, então você não vai sair mais. Então pense antes de entrar, porque é muito bom, é muito apaixonante. Mas venha, é quentinho, é bom. Venha, é um lugar bom de se estar. Dá tonturinha depois. Dá sim. Obrigado, Henrique. Eu que agradeço. Nos sigas no Instagram. Estamos no Spotify, Apple Podcasts, YouTube Podcasts, Deezer, todos os agregadores. Estamos lá.

Se você puder fazer um review, um comentário, isso é muito importante para nós, nós vamos mais longe. Compartilhe esse episódio com seus amigos. Se tem dúvidas, sugestão de pauta crítica, quero anunciar a sua empresa ou o seu produto. E-mail para contato arroba-abraçagemforte.com.br ou mande uma mensagem para nós. SBR, até! Abraço!

Este podcast é uma produção da Pint Network e está disponível no Spotify, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferida. Na nossa equipe, contamos com a colaboração de Henrique Boaventura, Ludmila Almeida e Maurício Tecá, sócios e apresentadores do podcast. Também fazem parte do time Gabriel Gurian, na apresentação e redação do blog, Rubens Reis, na edição, Hop Your Media, nas redes sociais e Laís Andrade, no design.

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