Uma palavra de salvação (Pr. Raphael Abdalla)
Neste mês de maio, estamos celebrando os 57 anos da Oitava! E às quartas-feiras temos o Culto Família Oitava, que nesta primeira quarta tem, à frente, as seguintes congregações: Oitava Castelo, Oitava Palmital e Oitava Igreja em Santa Luzia. Para trazer a mensagem à igreja, recebemos o pastor Raphael Abdalla, da Primeira Igreja Batista (PIB) de Guarapari-ES. ASSINE O CANAL: http://youtube.com/oitavatv..........................................................................Website: http://www.oitavaigreja.org.br/Contas Bancárias: http://oitavaigreja.com.br/contas-bancarias-da-oitava-igreja/Faça parte da Oitava: https://bit.ly/3dX7u1QInstagram: http://www.instagram.com/oitavaigreja/Facebook: http://www.facebook.com/oitavaipbhTwitter: https://twitter.com/oitavaigreja
Jeremias Pereira
Raphael Abdalla
- Poda DivinaA parábola do credor e dos devedores · A mulher pecadora e o fariseu Simão · A natureza de Deus: onisciência · A salvação como dom de Deus · A importância do afeto e do perdão · A unção de Jesus pela mulher · A visão de Deus sobre os pecadores · A salvação como o maior milagre
- Tipos de PecadoTodos pecaram e estão destituídos da glória de Deus · A depravação total após Gênesis 3 · A impossibilidade de pagar a dívida com Deus · A salvação pela graça mediante a fé
- Milagres de JesusCura do servo do centurião romano · Ressurreição do filho da viúva de Naim · Salvação da mulher pecadora
- Contraste entre discípulos e fariseusO antagonismo dos fariseus contra Jesus · O convite de Simão a Jesus · A crítica velada de Simão a Jesus
- A cegueira espiritual da sociedadeIncapacidade de ver o outro como ser humano · Invisibilidade social · A necessidade de ter visão espiritual
Graças ao Pai de Jesus, irmãos. Amém. Obrigado, pastor Jeremias, pela enorme honra de estar aqui nessa igreja tão preciosa. Pastor Jeremias é um querido amigo e a vida dele fala antes dele. Então, sempre que eu o encontro é motivo de muita alegria. Obrigado, irmã Claudinha, Rúbia, toda a família. Abra sua Bíblia, por favor, então, em Lucas capítulo 7.
Nós vamos ler a partir do versículo 39. Lucas, capítulo 7, a partir do versículo 39. Eu quero falar essa noite sobre a mensagem que a oitava tem pregado ao longo desses 57 anos. O Evangelho da Graça de Deus. Estamos em Lucas, capítulo 7, a partir do versículo 39.
Na minha versão diz assim, ao ver isso o fariseu que o convidou disse consigo mesmo, se este for a profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o está tocando porque é pecadora.
Então Jesus lhe disse, Simão, uma coisa eu tenho a lhe dizer. Dize a mestre, certo credor tinha dois devedores. Um lhe devia 500 denários e o outro 50 denários. Não tendo nenhum dos dois com o que pagar, perdoa a dívida de ambos. Qual dos dois o amará mais? Respondeu-lhe, suponho que o que mais foi perdoado ao que lhe disse Jesus, julgaste-os bem.
Jesus, voltando-se para a mulher, disse ao fariseu, Vês essa mulher? Cheguei em tua casa e não me destes água para os pés. Ela regou os meus pés com as suas lágrimas e secou-os com seus cabelos. Não me destes um ósculo. Ela, no entanto, desde que cheguei, não cessa de me beijar os pés. Não ungistes a minha cabeça. Ela derramou bálsamo sobre os meus pés.
Por isso eu te digo que perdoados são seus muitos pecados, porque ela muito amou. Agora, quem pouco ama, pouco é perdoado. Jesus se dirige à mulher e diz, perdoados estão seus pecados. Os que estavam ao redor à mesa disseram entre si, quem é este que até pecados perdoa? Jesus então se dirige. Agora, pela última vez, a mulher e diz, a tua fé te salvou, vai-te em paz. Amém. Você pode se assentar.
Havia nesse tempo uma rivalidade muito grande entre os fariseus e Jesus.
de todos os grupos do judaísmo, religião dominante, daquela pequena colônia romana chamada Israel, o grupo que mais antagonizou, que mais rivalizou, que mais odiou Jesus, foram os fariseus. Mais do que os saduceus, mais do que os essênios, mais do que os elotes, mais do que os herodianos, os fariseus colocaram um alvo nas costas de Jesus e disseram, custe o que custar, nós vamos acabar com a sua vida.
Vamos contratar testemunhas falsas, vamos ofender o Senhor, vamos ficar à espreita em todos os lugares que o Senhor estiver, esperando um passo em falho, mas se não tiver passo em falho, a gente cria. Os fariseus odiavam Jesus. Por isso que o texto dessa noite se reveste de uma beleza especial. Porque nós estamos falando de um fariseu, cujo nome é muito comum naquele tempo, seu nome era Simão, que convida Jesus para um jantar.
Isso é inédito. Isso merece destaque. Porque um fariseu, via de regra, não chamaria Jesus nunca para um jantar. Mas esse fariseu, Simão, sob o preço de até criar algum tipo de constrangimento com o grupo que ele representa, resolve convidar Jesus. E recebe Jesus com honra. Põe a mesa para Jesus, convida outras pessoas.
Produz um bom jantar e chama Jesus. Nós poderíamos aplaudir esse fariseu. Nós poderíamos, se o texto acabasse aqui, transformar esse fariseu num ícone.
Porque ao revés do grupo que ele representa, ele convida Jesus para sua casa. Eu não sei como funciona com você, mas eu não tenho o costume de dar jantar para inimigo. Eu não tenho o costume de receber em casa à noite, ainda mais com o preço da comida, inimigo. Então, de alguma forma, esse homem quer a aproximação com Jesus. O problema é que o texto não acaba aí.
Naquele tempo, as refeições na casa dos judeus eram feitas com portas abertas. Então a porta está aberta, nessa altura de Lucas capítulo 7, Jesus já é um homem famoso, ele não consegue passar desapercebido pelas ruas, vira notícia na cidade que ele vai jantar na casa do fariseu, e de tantas pessoas que recebem essa notícia, a Bíblia destaca uma.
Não sabemos o seu nome, mas sabemos que era uma mulher. Não sabemos o seu nome, mas sabemos o que ela fazia. Lucas a qualifica como uma mulher pecadora.
Praticamente todos os estudiosos do Novo Testamento concordam que pecador aqui é um eufemismo para prostituta. Para uma mulher que ganhava vida por meios não ortodoxos. Para uma mulher que trocava o seu próprio corpo em troca de algumas moedas ou de alguns milhares. Essa mulher então passa pela calçada, a porta está aberta. Num súbito ela invade a casa, porque ela invadiu, ela não foi convidada. Ela se põe por detrás de Jesus e ela começa a adorar Jesus.
Naquele momento nós temos pelo menos dois escândalos. O primeiro escândalo é uma mulher invasora de casa. Havia uma distância muito grande entre aquela mulher e a casa do fariseu. O fariseu é aquilo que nós chamaríamos hoje um cidadão de bem. Um homem referencial na comunidade. Um bom religioso, um homem pagador de seus impostos.
Um homem de bem. E aquela mulher, uma devassa. Aquela mulher de uma reputação horrorosa. Aquela mulher escória, uma laia social tenebrosa. Havia entre aquela mulher e a casa daquele fariseu várias distâncias. Distância cultural, distância econômica, distância social.
distância espiritual, ela ultrapassa todas essas distâncias, se coloca por detrás de Jesus e começa a adorar Jesus, começa a tocar, ela toca nos pés de Jesus, ela beija os pés de Jesus, ela derrama bálsamo sobre Jesus, isso é um escândalo, mas é um segundo escândalo, talvez maior do que esse, é que Jesus deixa, Jesus não fala pare, Jesus não fala você não pode me tocar, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala, Jesus não fala
Jesus permite e usa essa mulher após o seu arrependimento e conversão como um exemplo. Claro. A pergunta é por quê? Então verifique comigo o verso 39, nós vamos olhar cada um desses versículos. Diz o texto que ao ver isso, o fariseu que o convidou disse consigo mesmo. Se esse homem fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o está tocando porque é pecadora. Ao ver isso, o quê?
Ao ver Jesus recebendo a adoração de uma mulher desse tipo. Ao ver Jesus recebendo a adoração de uma mulher dessa laia. Ele disse consigo mesmo. O que é dizer consigo mesmo? É pensar. Então ele não disse nada. Ele pensou. A pergunta é, como é que Jesus sabe o que ele pensou sem que ele nada dissesse?
A resposta está no Salmo 139. O Salmo 139 nos apresenta três atributos incomunicáveis de Deus, isto é, três atributos que só Deus tem. O Salmo diz que Deus é onipresente. Se você tomar as asas da alva, vai encontrar Deus lá em cima. Se você fizer da sua cama a profundeza de um abismo, vai encontrar Deus lá embaixo.
O Salmo também diz que ele é onipotente. Ele te viu uma substância informe no vento da sua mãe. Ele te teceu no seio da sua mãe. Mas o Salmo diz que ele é onisciente. Antes da palavra me ser formada a boca, ele já a conhece toda. Portanto, se na casa de Simão o fariseu está um convidado que sabe o que ele pensa, sem que ele nada diga, só uma conclusão possível para a oitava igreja. Que aquele convidado não era apenas um homem, ele era o próprio Deus. Jesus é o próprio Deus.
E quando ele consegue discernir isso, verifique comigo o verso 40. Jesus olha para o Simão e diz assim, Simão, uma coisa eu tenho a lhe dizer. Uma coisa eu tenho a lhe dizer. Preste atenção, grife isso. Jesus diz a ele que não são duas, nem três, nem quatro, nem uma coisa. Isto é, o que eu passo a te dizer é o mais importante.
Se você entender o que eu vou te dizer agora, você terá entendido sobre mim, você terá entendido para que eu vim. Uma coisa eu tenho a lhe dizer. O que eu vou te dizer agora é o que mais importa. E olha a resposta de Simão ainda no verso 40. Diz-lhe a mestre.
Essa resposta tem tudo a ver com Simão. Porque para Simão Jesus não passa de um mestre, de um rabi, de um culto, de um filósofo, de um homem de boa sabedoria e de palavras interessantes. Ele não diz dizia Senhor, ele não diz dizia Salvador, ele diz dizia Mestre. E agora nos versos 41 e 42, Jesus diz o que é só uma coisa. O que é só uma coisa? Nós chamaremos nesses próximos dois versos de a parábola da graça.
Jesus diz assim, certo credor tinha dois devedores.
Um lhe devia 500 denários e o outro 50 denários. Pausa. Você se lembra muito bem que um denário era uma unidade monetária que correspondia a um dia de trabalho de um trabalhador braçal. Portanto, um dos devedores devia cerca de um ano e meio de salário e o outro devedor devia décima parte disso, cerca de um mês e meio de salário. Um devia muito mais e o outro devia muito menos. Um devia dez vezes mais do que o outro e o outro devia décima parte de um.
Agora, o início do verso 42 tem uma frase que eu gostaria que você grifasse. Se você tem caneta, grife. Se tem um aplicativo, grife. Se não tem nada disso, grife nas tábuas de carne do seu coração. Porque essa expressão é poderosa. Não tendo nenhum dos dois com o que pagar. Não tendo nenhum dos dois com o que pagar. Perdoou a dívida de ambos. Esse é o evangelho da graça.
Tem quem deva 500, quem deva 50. Nenhum nem outro paga. Você não pode pagar o que deve a Deus? Algumas pessoas tiveram o privilégio que eu não tive, mas o meu filho louvado seja Deus tem.
O privilégio é nascer numa família evangélica. E de ser criado à luz da melhor doutrina desde o início de frequentar os departamentos da igreja, de frequentar o berçário da igreja, de guardar a vida toda isenta da corrupção do mundo, de guardar os seus pés da mentira, da promiscuidade, de uma vida mundana. Aleluia! Sabe o que essas pessoas são, à luz de Romanos 3,23? Pecadoras.
Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. Eu até concordo, digamos aqui, na nossa ideia de Jesus, que essa turminha só deva cinquentinha. Eles não foram para a boate, eles foram para a escola bíblica. Eles não foram para o bar, eles foram para a igreja. Aleluia! Vamos ceder esse time. Agora, tem outras pessoas que até serem alcançadas por Deus, que até terem um encontro com Deus, fizeram o que podiam e o que não podiam.
Chegaram para Jesus com marcas no corpo, com marcas na alma. Chegaram para Jesus retalhadas, tomaram as piores decisões possíveis no que diz respeito à própria moral. Sabe o que essas pessoas são? Pecadoras. Agora, eu concordo com você que esse time aqui deve aqui então.
Fez o que não devia? Fez o que não podia? Jesus está dizendo o seguinte. Que entre esses dois grupos existem inúmeras diferenças. Eu prefiro ser do grupo de cá. Eu estou criando meu filho para ser do grupo de cá. Aleluia. O grupo de cá tem menos marca na consciência. O grupo de cá tem menos trauma. O grupo de cá tem muitos benefícios. É melhor dever 50 do que 500. Agora tem uma coisa em comum esses dois grupos.
Nem o que deve mais e nem o que deve menos tem condição de pagar o que deve. Deus desceu e pagou. Aí você fala assim para mim, é uma pergunta teológica, pastor Yuri. Mas até as crianças são pecadoras? Eu fui estudar o original de Romanos 3,23. Sabe o que significa no grego todos, de todos pecaram? Significa todos.
Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. Crianças também. Aqui no Ministério Infantil da oitava, acontece o que acontece em Guarapari. Quando uma criança cai, a outra ri. E quem é que ensinou uma criança a rir da do outro? Algum pai em sã consciência já chamou seu filho e falou assim, meu filho, você está indo para a igreja. Se você vê alguém sentindo dor, ria. Não, ele nasceu sabendo. Depois de Gênesis capítulo 3, todo ser humano nascido já nasce um pecador.
No seu sangue tem glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e pecado. Depois de Gênesis 3, há uma depravação total. Quando o salmista diz em pecado me concebeu a minha mãe, ele não está dizendo que a mãe andou aprontando, não. Ele está dizendo, eu já nasci um pecador. Eu nasci pecador. Eu atendi uma avó desesperada no gabinete da nossa igreja. O desespero da avó, a pastor Jeremias, era o seguinte, o filhinho dela aprendeu a falar.
E foi na sala e falou, vovó, eu quero um doce. Essa família mora num apartamento grande, em Guarapari. O pai tem um escritório no apartamento. A avó falou assim, só se o seu pai deixar. O menininho foi no escritório, do lado da sala. E falou, papai, vovó falou que se o senhor deixar, ela vai me dar um doce. Ele falou, de jeito nenhum, só final de semana. Isso já está conversado com você. A avó ouviu. Aí o menininho vem, aprendeu a falar.
E diz, vovó, papai, deixou. Aí a avó me pergunta desesperada, porque pastor tem que ter resposta para tudo.
Felizmente essa eu tinha. Pelo menos essa. Falei assim, e ela disse para mim, pastor, por que esse menino mente? Ele ainda não vai na escolinha. É de casa para a igreja, da igreja para casa.
Ele não frequenta outro ambiente que não seja aqui a nossa casa e a igreja. Nós somos tudo crentes, pastor. Aí ela disse uma coisa maravilhosa e eu entendi. Ela disse assim, pastor, nós nunca mentimos na frente dele. Eu pensei, quer dizer que nas costas é uma miséria. Mas na frente dele, nós nunca mentimos. Falei, é? Falei, minha senhora, a senhora não precisa ensinar o seu neto a mentir. E já nasceu sabendo.
Todos pecaram. Eu até concordo que tem pecador de 500 e pecador de 50. Eu até concordo que tem pecador evangélico e pecador de não sei mais o quê. Eu até concordo que existem graus diferentes no que diz respeito à quantidade de pecados. Mas ninguém paga o que deve a Deus. Sabe o que Jesus está dizendo para o Simão Fariseu? Essa mulher deve 500. Essa mulher não é exemplo para nada.
Essa mulher tem uma vida tão marcada quanto pode ser marcada a vida de uma mulher sofredora. E ela está sofrendo porque escolheu sofrer. Ela escolheu vender o próprio corpo. Essa mulher deve 500. Você não, você é um fariseu. Você é frequentador da sinagoga. Você deve cinquentinha só. Mas deixa eu te dizer uma coisa, Simão, olha para mim. Entre você e essa mulher existem muitas diferenças.
Entre você e essa mulher existe um abismo de distância. Mas entre você e essa mulher existe uma coisa em comum. Nem você e nem ela conseguem pagar o que me deve. Ninguém paga. As suas boas obras não pagam. O seu tempo de igreja não paga. A sua honestidade não paga. Apesar de que você tem que ser honesto. Jesus veio pagar a conta.
Efésios 2, 8 e 9 diz, pela graça sois salvos mediante a fé. Isso não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das vossas obras para que ninguém se glorie. Somente a graça, somente a graça e somente a graça. Não se escandalize comigo ou se quiser se escandalizar, façam-o com Jesus. Jesus está dizendo que existe uma coisa em comum entre o cidadão mais honesto de Belo Horizonte e o criminoso mais inescrupuloso.
Existem muitas diferenças entre eles. Mas existe uma coisa em comum. Nenhum nem outro paga o que deve. Ninguém aqui dá conta de pagar.
Colossenses 1 diz que ele nos transportou do império das trevas para o reino do filho do seu amor, em quem nós temos a redenção e a remissão dos pecados. Ele é a imagem do Deus invisível. Ele é o primogênito de toda a criação. Porque a prova é a Deus que nele residisse a plenitude que, havendo feito a paz pelo sangue de sua cruz, reconciliasse em Cristo consigo todas as coisas, quer sejam as que existem na terra, quer sejam as que existem nos céus. Deus pagou a sua conta. Chega. Saber disso é um alívio.
Primeiro, saber disso tira de nós o senso de credores. Conhece gente que é credora do outro? Conhece gente que usa um tamanco de credor, uma farda de credor, uma roupa de credor? E que olha para as outras pessoas de cima para baixo como se fossem eternas devedoras de si? Quem é seu amigo de verdade? Seu amigo de verdade é aquele que você faz um telefonema.
E do outro lado ele diz assim, alô, tudo bem amigo? Mas tem gente que você liga, que parece amigo, que quando... Alô, alô, o quê? Eu fiquei doente e você não me ligou. Eu passei por um aperto e você não estava aqui. Meu Deus, é um amigo ou uma agiota? Credor. Conhecer o evangelho da graça tira de nós o senso de credores. Nós não somos credores de ninguém. Nós somos todos devedores da graça do Todo-Poderoso.
Tem relacionamento que só sobrevive porque o outro tem prazer de saber que o outro lhe deve. Não sei se você conhece gente assim. Que se o marido ou a esposa parar de errar, o casamento acaba, porque não tem mais conversa. A conversa é toda sobre como o outro me deve. Lembra de onde eu te tirei? Sua vida evoluiu comigo, hein? Saiu daquela palafita, olha onde eu te botei. Credor.
Tem gente que gosta quando o outro erra. Porque quando o outro erra, cria um débito. E a posição mais confortável que tem é o de credor. Se o outro parar de errar, acabou a graça. Eu vou cobrar o quê? O ser humano tem essa ideia de credor. Mas o evangelho da graça vem destruir o credor. Porque o evangelho da graça aponta que nós somos todos devedores. Bem.
Jesus termina o verso 42, repare comigo, com uma pergunta. E a pergunta é qual dos dois o amará mais? A resposta do verso 43 do fariseu é com o verbo supor e Jesus replica com o verbo julgar. O verbo supor é usado numa ideia de ironia. Suponha o que mais foi perdoado, é claro que foi. E o verbo julgar é usado por Jesus no sentido de discernimento. Julgastes bem, como quem diz, você discerniu bem.
E a partir do versículo 44, eu chamo a sua atenção para as manifestações do Evangelho da Graça. A partir desse verso, Jesus pontua de uma forma primorosa o que acontece com quem entende o Evangelho da Graça. Em primeiro lugar, repare comigo o verso 44. Quem conhece o Evangelho da Graça tem visão. E Jesus voltando-se para a mulher disse ao fariseu, Vês essa mulher?
Que pergunta estranha. Claro que viu. Tanto que viu que censurou Jesus. Tanto que viu que censurou a própria mulher. Que pergunta estranha. Não há registro no texto de que o fariseu fosse cego. Milpe? Astigmata? Portador de hipermetropia? Padecer de glaucoma? Ou de catarata?
Vês essa mulher? Que pergunta estranha. É porque Jesus não está falando dessa visão? É como se Jesus dissesse para ele, você consegue perceber que entrou na sua casa mais do que um pedaço de carne? Você consegue perceber que entrou na sua casa mais do que um passado deplorável, mas uma expectativa de futuro?
Você consegue perceber, você consegue ver que existe um ser humano na sua casa? Ou você só enxerga a reputação? Ou você só enxerga o passado? Ou você só enxerga o pecado? Você está vendo, moço? José Saramago escreveu um livro chamado Ensaio sobre a Cegueira. E eu preciso concordar com ele. Pelo menos nisso. Não concordo com a fé que ele tinha. Mas nisso eu concordo. Que a sociedade é cega.
Cega. Não pela incapacidade de discernir cores e contrastes. O ser humano inventou telescópios capazes de enxergar outros astros da amplidão. Não consegue enxergar o vizinho. O ser humano inventou aparelho, microscópio, que faz enxergar o interior de uma célula. E não consegue enxergar quem mora debaixo do mesmo teto. Que saque, hein? Divide a mesma cama. É por conta da cegueira.
que tem homens viúvos de mulheres vivas. É por conta da cegueira que tem mulheres viúvas de maridos vivos. É por conta da cegueira que tem filhos órfãos de pais vivos. Porque não conseguem ver. A sociologia moderna cunhou um termo chamado invisibilidade social. São as tantas pessoas pelas quais você passa nas ruas de Belo Horizonte, mas você não consegue enxergá-las. Passa na frente dos seus olhos.
mas você não vê, são invisíveis, tomaram escolhas diferentes das suas, tem grau de escolaridade diferente do seu, talvez cor da pele diferente da sua, e passa na sua frente, e você não enxerga, porque somos cegos, mas quem conhece o evangelho da graça, tem as escamas caídas de seus olhos, e passa a ter visão, vês essa mulher,
E por que nós devemos ter visão? Anote isso. Porque nós servimos a um Deus que vê. E quem serve a um Deus que vê, precisa ver. Gênesis 16, 13. A gata fugindo no deserto. Foi humilhada pelo seu patrão, rechaçada pela sua patroa. Grávida, humilhada, abandonada no deserto. Quando ela tem um encontro com Deus, ela diz em Gênesis 16, 13. Tu és o Deus que vê.
Meu patrão não me vê, mas o Senhor me vê. Minha patroa não me vê, mas o Senhor me vê. O pai do meu filho não me vê, mas o Senhor me vê. Por que nós devemos ter visão? Porque nós servimos a um Deus que vê. João capítulo 1, versículo 48. Filipe encontra Natanael e diz, nós encontramos aquele de quem os pais e os profetas falavam. De onde ele vem? De Nazaré. Pode, porventura, vir alguma coisa boa de Nazaré? Natanael era preconceituoso. Diríamos hoje xenofóbico.
elitista, Nazaré era subúrbio, a Galiléia era subúrbio, e Nazaré estava na Baixa Galiléia, a periferia da periferia. Aí o Natanael fala, o Salvador não pode vir do subúrbio, da croca. Detalhe, a Bíblia vai dizer que sabe de onde o Natanael era? Na Galiléia. Um suburbano falando do outro. Você olha para o Natanael, você acha que ele mora num dupleque de frente para a praia.
Ou para o lago, com todo o respeito. Não, não, era suburbano também. Aí Jesus tem uma característica que eu tenho tentado e falhado. Jesus consegue falar bem de quem fala mal dele. O sujeito está sendo preconceituoso e Jesus olha para ele e diz assim, Eis um verdadeiro israelita em quem não há dolo. Me ajuda. Todo mundo tem defeito e qualidade.
Até um preconceituoso pode fazê-lo sem dolo. Jesus está dizendo, isso é o que ele aprendeu a vida toda. Está bom, é ele. Dá para mudar. E aí aquele homem percebe, esse homem me conhece de onde? Esse suburbano me conhece de onde? João 1,48. Antes de Filipe te chamar. Eu te vi. Eu te vi. Nós não servimos a um Deus cego.
Eu te vi quando você estava sentado debaixo daquela figueira. E naquele momento Natanel trocou a sombra da figueira pela sombra da videira. Ele trocou a sombra da árvore pela sombra do Onipotente. E ele descobriu uma verdade sagrada. Deus está vendo você. Deus está vendo você. Deus está vendo você. Deus está vendo você.
E quem serve a um Deus que vê, tem a obrigação moral de ver os outros. Vês essa mulher? Cheguei em tua casa e não me deste água para os pés. Ela, no entanto, regou os meus pés com as suas lágrimas e secou-os com os seus cabelos. O lava-pés não era um rito religioso, era uma medida de higiene. Naquele tempo não tinha asfalto como as ruas de BH.
Era chão batido. Os homens não usavam sapatos fechados como os meus, eram alparcas, sandálias abertas. A visita chegava na sua casa com o pé ilameado, sujo, empoerado. Era medida de educação, você fornecer bacia, água e toalha. Aí Jesus diz assim, você não fez isso. O máximo que a sua mão chega é no bolso para pagar banquete, a sua mão não chega no meu pé.
Ela regou os meus pés com as suas lágrimas. Jesus já tinha mais de 30 anos aqui. Dois pés adultos de um homem do Oriente Médio. Pézão.
Essa mulher chora uma quantidade de lágrimas capaz de lavar dois pés de um homem adulto. Ela chorou demais. Eu imagino que cada lágrima que escorre, ela se lembra de um homem que ela tocou. Eu imagino que cada lágrima que escorre, ela se lembra de uma família que ela destruiu. Eu acredito que cada lágrima que escorre, ela lembra de tantas vezes que ela emprestou o corpo dela para o Satanás. E ela está lá, em puro e santo arrependimento, porque Deus vê as nossas lágrimas.
Agora ela pega uma das partes mais íntimas de uma mulher judia, que são seus cabelos, e seca os pés. Os pés que fazem da nuvem o seu tapete. Os pés que existem desde antes da criação do mundo, estão sendo lavados por uma mulher de reputação duvidosa. Isso é o evangelho da graça. Mas em segundo lugar, repare comigo o verso 45, por favor. Quem conhece o evangelho da graça tem afeto. Não me deixas um ósculo.
Ela, desde que cheguei, não cessa de me beijar os pés. O ósculo é um beijo no rosto. E Jesus está dizendo assim, você pagou um jantar para mim, você colocou a melhor mesa para mim, você me deu a melhor louça, o melhor talé, mas você não me deu um beijo, você não me deu afeto. Essa mulher, se achando indigna de beijar a minha face, começou a beijar os pés que ela mesmo lavou.
Os pés mais santos que já pisaram em Israel estão sendo beijados pelos lábios mais puros. Os mesmos lábios que foram emprestados para Satanás. Os mesmos lábios que para ter acesso tinha que pagar dinheiro. Agora estão beijando os pés que não conheceram o pecado. Agora estão beijando os pés que fazem do universo seu tapete. Isso é o Evangelho da Graça.
Quem conhece esse evangelho tem afeto. Nós passamos o Pentateuco todo imaginando que Moisés colocava um véu sobre o seu rosto, porque ele tinha medo do fulgor da glória de Deus machucar os outros. Até que Paulo denuncia Moisés, segundo aos Coríntios 3,13. Não sejamos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que não notassem a glória do que se desvanecia.
Chegou um dia que Moisés cobriu o seu rosto, não era para proteger ninguém, era para se proteger. Porque o brilho estava sumindo e ele não queria que as pessoas notassem o brilho sumindo. Isso acontece com a gente. Às vezes o nosso brilho da causa que nós pertencemos, às vezes o nosso brilho do temor do espírito que nos habita vai sumindo. Só que agora a gente não põe véu, a gente arruma um cargo. Só que agora a gente não põe véu, a gente faz uma publicação.
para esconder a nossa falta de afeto. Quem conhece o Evangelho da Graça, tem um bálsamo, um banho, um batismo de afeto. Eu estava lá em Guarapari, pastor. Avenida Joaquim da Silva Lima, principal avenida da cidade, no centro. Nossa cidade, vocês conhecem bem, uma pequena cidade, 120 mil habitantes, entretanto, 52 praias.
E esses 120 mil habitantes, bem distribuídos pelos bairros, fazem da nossa cidade, uma cidade pouco populosa. Você ser pastor em Guarapari faz com que você seja um pouquinho conhecido por algumas pessoas, porque a cidade é pequena e só por isso. Então eu passava pela rua principal da cidade, um homem, em frente a uma banca de jornal, conversando com outros três homens, começou a me encarar, mas não falou nada. Eu falei, ele deve me conhecer.
Aí eu passei por ele, apontei o dedo e falei assim, você é uma bênção, tudo o que você toca prospera. E fui embora.
Domingo, estou lá na igreja recepcionando as pessoas. Esse homem não me é estranho. É o homem que eu encontrei durante a semana. Ele falou assim, estou vindo para essa igreja, vou ser membro aqui. Eu falei, ué, que coisa boa, o que houve? Ele falou, pastor, eu sou corretor de imóveis. Alguém é corretor de imóveis aqui? O que aconteceu? Deus abençoe, pode baixar a sua mão. Deus te abençoe, pode baixar a sua mão. Bem, aconteceu o seguinte.
Eu estava fechando o negócio, aliás, o negócio estava fechado com aquelas três pessoas. E na hora de chegar à gloriosa comissão, eles desistiram. Gostaram do imóvel, o banco aprovou o financiamento, mas eles desistiram. E eu estava ali, eles convictos de desistir, até que o senhor passou.
E eles te conheciam. E quando o senhor disse para mim que era uma benção em tudo que eu toco prospera, eles resolveram comprar de novo. Compraram. Então, pastor, eu resolvi vir para essa igreja. Está aqui o dízimo da comissão. E eu venho para cá. Meu irmão, estratégia de evangelismo, sabe qual é? Ser gentil.
Agora eu ando pelas ruas de Guarapari igual um doido. Você é uma benção. Você é uma benção. Tudo que você toca prospera. Você é maravilhoso. Você é... Quem conhece o evangelho da graça tem afeto. Terceiro lugar. Repare comigo o verso 46. Quem conhece o evangelho da graça tem um são. Não ungiste a minha cabeça.
mas esta com bálsamo ungiu os meus pés. Olha que coisa interessante e, para que não dizer, escandalosa. Não há um registro na Bíblia Sagrada de Jesus sendo ungido por Pedro, porta-voz do colégio apostólico. Não há um registro na Bíblia Sagrada de Jesus sendo ungido por João, discípulo amado. Não há um registro na Bíblia Sagrada de Jesus sendo ungido por Tiago, mas diz o texto que Jesus foi ungido por uma mulher pecadora. Isso é um escândalo.
Se nesse momento a sua consciência começa a gerar argumentos de que coisa absurda, você é um legalista. Há um fariseu te habitando. Mas se nesse momento a sensação do seu coração é, ele fez para essa mulher a mesma coisa que ele fez por mim, porque eu também sou um improvável, eu também sou um pecador, prazer, você conhece o evangelho da graça.
O que é unção? Unção é revestimento de poder. A salvação é um ato, mas a santificação é um processo. No ato da salvação, o crente recebe o Espírito Santo, mas é no processo da santificação que ele se enche do Espírito. Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito. Então, uma coisa é ter o Espírito e a outra coisa é ser cheio dele. A igreja precisa ser cheia do Espírito Santo.
Quem conhece o Evangelho da Graça tem um são. 57 anos de oitava, me permitam testemunho. Tive o privilégio de pregar no norte do Brasil. Uma igreja linda, bem estruturada como essa me convida. Depois do culto, perguntaram se eu poderia pregar numa outra igreja cujo culto começava mais tarde. Eu digo, posso, eu vou lá. Aquele calor do norte do Brasil, eu chego lá, uma garagem lotada de gente. Uma pequena garagem, do tamanho só desse quadrante daqui.
Não tinha piso no chão, chão batido, parede sem reboco. Não tinha sistema de som. Era um aparelho deste tamanho que tocava CD. Para os mais novos, CD era um objeto redondo com um orifício no meio que reproduzia canções e armazenava arquivos. Então não tinha banda, era um playback arranhado. Dois microfones com fios saíam daquela geringonça.
as cápsulas todas enferrujadas, pré-tetânicas, e duas senhoras cantando, irmãos, eu não entendo de música, mas que desastre. O playback ia para lá, elas iam para o outro lado. Terrível. O sujeito que veio me apresentar para pregar não dominava bem a língua portuguesa. Analfabeto, semianalfabeto, no mínimo analfabeto funcional.
Eu sei que naquele ambiente insalubre, crente, sem um ventilador, eu abri a Bíblia, eu venho de uma infância muito difícil, a vida me ensinou a chorar pouco. Eu não conseguia começar a ler o texto. Eu fui tomado por uma presença tão forte do Espírito Santo de Deus, eu nunca tinha experimentado nada parecido.
E eu chorei tudo que estava acumulado a minha vida inteira. E o povo me olhando. E eu não conseguia começar a ler o texto. Uns cinco minutos depois eu consegui começar a ler o texto. E era uma presença tão extraordinária. Uma coisa tão especial e inexplicável. E Deus ministrou algo muito profundo no meu coração naquela hora.
Esse lugar não tem piso no chão. Esse lugar não tem reboco na parede. Esse lugar não tem gente talentosa cantando e tocando. Esse lugar não tem gente instruída dirigindo. Esse lugar está cheio da minha presença e é isso que basta. Esse lugar está cheio da minha presença e é isso que basta. Domingo seguinte eu chego lá na igreja de Guarapari. Uma orquestra linda. Mais violina do que gente.
Um sistema de som multimilionário que naquele tempo metade ainda era do banco. Eu sentia nada. Fui lá para trás, me ajoelhei e falei, senhor, eu não sou um profissional da fala. Não estou aqui para reproduzir palavras bem concatenadas, para impressionar pessoas. Sou um pastor. Eu preciso sentir a tua presença para falar. Senão eu sou um profissional da fala, um palestrante da fé.
Aí o Espírito Santo ministrou de novo. Está vendo? Está vendo que eu não preciso de nada disso? Me dá um coração pegando fogo que eu vou fazer a minha obra. A igreja de Jesus precisa de um são. Em quarto lugar, repare comigo o verso 47. Quem conhece o evangelho da graça tem perdão.
Por isso eu te digo que perdoados estão seus muitos pecados, porque ela muito amou. Repare, Jesus não está passando um pano para a vida pregressa dessa mulher. Jesus tem nojo da vida que ela levou. Jesus só não tem nojo dela. Jesus tem asco do que ela fez com o corpo dela. Jesus só não tem asco dela. Ele disse, seus muitos pecados, ela é muito pecadora. Não, essa aí é atrevida.
Terrível, devassa, rameira, prostituta, uma decepção moral. É muito pecadora, mas eu estou perdoando. O amigo meu me ensinou um negócio que marcou a minha vida. Ele disse o seguinte, o diabo sabe o seu nome, mas ele prefere te chamar pelo seu erro. O diabo sabe o seu nome, mas ele prefere dizer alcoólatra.
Viciado em pornografia? Viciado em bet? Adúltero? Invejoso? O diabo sabe o seu nome, mas prefere te chamar pelo seu erro. Jesus sabe o seu erro, mas escolhe te chamar pelo seu nome. Esse é o evangelho da graça. Perdoados estão os seus muitos e muitos pecados.
O que é perdão? Para quem está no caminho do discipulado, perdão não é uma opção, perdão é uma obrigação. Perdão não é um sentimento, perdão é uma decisão. Você decide perdoar. Aliás, o que divide os meninos dos homens e as meninas das mulheres é que meninos e meninas agem pelo que sentem. Homens e mulheres agem pelo que decidem. Menino parou de sentir troca.
Homem decide e honra o que decidiu. Perdão não é amnésia. Eu lembro rigorosamente de todos que me fizeram mal. Só não dói mais. Eu aprendi na escola bíblica que perdão é como uma mocinha que tem uma queimadura nessa região da mão, carne viva.
quase perde a mão, ela cresce, transforma numa mulher bem sucedida, vai em todos os cirurgiões plásticos que existem e ninguém consegue tirar a mancha. Só que ela cresceu. Todas as vezes que ela olha para a mancha, ela se lembra do incêndio, só que agora ela toca e não dói mais. Perdão não é esquecer, perdão é tocar sem dor. Eu venho de quatro gerações de alcoólatras. Na minha infância,
Meu avô quebrou, a gente cresceu sem dinheiro. E tinha um sujeito que ia lá em casa para bater no meu pai e na minha família. Você imagina o que é uma pessoa bater num tetraplégico? Meu pai era tetraplégico. Aí eu me lembro de uma mesinha, eu lembro até a cor da madeira. Uma mesinha de madeira amarela clara, deste tamanho, onde eu ia me esconder. Eu tinha oito anos.
Ele chegava e eu ia me esconder. O negócio é que com oito anos eu conheci Jesus. E eu fui aprendendo. Eu não vim contar uma teoria para você, eu não sou teórico. Hoje esse que um dia foi agressor e que pagou pelo que fez, é um dos meus grandes amigos. A gente convive. A gente se ama. Eu lembro de tudo.
Eu tenho uma memória relativamente mediana. Mas, não dói mais. O sangue de Jesus lavou. Perdão não é esquecer. Perdão é tocar sem dor. Perdão não é proximidade, até porque o amor da Bíblia é uma coisa tão extraordinária que você pode amar o outro na Sibéria.
Tem gente que se você continuar perto, você pode morrer. Mas você tem que ficar longe. Você pode perdoar e ficar longe. Perdoar e mandar para a Sibéria. Perdão. Quinto e último lugar. Quem conhece o Evangelho da Graça, recebe visão, verso 44. Afeto, verso 45. Unção, verso 46. Perdão, verso 47.
Mas em último lugar e principal, quem conhece o evangelho da graça recebe salvação. No verso 48 Jesus olha para a mulher e diz assim, perdoados estão seus pecados. No verso 49, os que estavam ao redor da mesa disseram entre si, quem é este que até pecados perdoa? E no verso 50 Jesus arremata, a tua fé te salvou, vai-te em paz. Salvação.
O milagre dos milagres? A principal obra da eternidade? Me permitam, já vou concluir. Vamos nos afastar um pouco desse texto e fazer um breve panorama de todo o capítulo 7. Todo o capítulo 7 de Lucas nos apresenta três milagres e eu quero sustentar uma tese aqui. Que esses três milagres foram escritos em grau de importância.
Você sabe que os capítulos e os versículos da Bíblia não desceram do céu encadernados em capa preta. Os capítulos foram divididos no século XII e os versículos na imediação do século XVI. Então aquilo que para nós hoje é Lucas capítulo 7, palavra de Deus, revelação plena e perfeita, tem três milagres. O primeiro milagre está entre os versos 1 e 10. O segundo entre os versos 11 e 17. E o terceiro no texto que lemos. Primeiro milagre. Jesus cura um doente.
o servo do centurião romano. O mesmo registro de Mateus 8, de 5 a 10. Tendo Jesus se aproximar de Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião implorando, Senhor, o meu servo já está em casa, paralítico, sofrendo terrivelmente. Ao que lhe diz Jesus, eu irei curá-lo. Senhor, não sou digno de quem entres na minha casa, mas basta uma só palavra, o meu rapaz será curado, porque eu também sou um homem sujeito à autoridade. Digo, esse meu soldado vai, ele vai, esse outro vem, ele vem, aquele faz isso, ele o faz.
Tendo Jesus ouvido isso, admirou-se dele e disse aos que o seguiam. Nem mesmo em Israel encontrei uma fé como essa. Jesus cura um doente. Primeiro milagre. Segundo milagre, agora entre os versos de 11 e 17, Jesus sai de Cafarnaum, anda 50 quilômetros e chega numa pequena cidade chamada Naim, 10 quilômetros do sudoeste de Nazaré, 50 quilômetros de Cafarnaum. E quando Jesus está passando pelas portas da cidade, eis que passa uma mãe, viúva, no cortejo fúnebre do seu único filho.
Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e disse, não chores. Aproximando-se, tocou o esquife, parando os que o conduziam. Disse, jovem, eu te mando, levanta-te. Levantou-se o que estivera morto e passou a falar. E Jesus o restituiu à sua mãe. Todos ficaram tomados de temor e disseram, um grande profeta se levantou entre nós e Deus visitou o seu povo. Porque se o primeiro milagre de Lucas 7 é a cura do doente, olha o upgrade. Agora é a ressurreição de um.
morto. Jesus sai de Naim, recebe dois emissários de João Batista. Quando ele despede os mensageiros de João Batista, ele recebe um convite em comum. Um fariseu convidou o senhor para jantar. Ele pergunta qual? De Simão. Simão.
Tá, eu vou. Aí ele vai. A mesa está posta, a porta está aberta. Quando de repente passa uma mulher, invade a casa, se põe aos pés de Jesus, eu acho que o resto da história você já conhece.
E aqui Jesus faz o terceiro e principal milagre. Olha o grau de importância. Primeiro milagre de Lucas capítulo 7. A cura de um doente. Segundo, a ressurreição de um morto. Terceiro e principal, a salvação de um pecador. Esse é o maior milagre que Jesus veio realizar. Curar doente, um monte de gente cura. Médico cura. No poder de Deus a sombra dos apóstolos curavam.
ressuscitar, um monte de gente na Bíblia e no poder de Deus ressuscitou. Elias ressuscitou o filho da viúva de Sarepe, Eliseu ressuscitou o filho da Tsunamita, Pedro ressuscitou Dorcas, Paulo ressuscitou Eútico. Agora salvar, só Jesus salva. Curar, tem gente que cura. Ressuscitar, tem gente que ressuscita. Agora salvar, só Jesus salva.
A pessoa foi curada, aleluia, vamos dar um culto, vai morrer de novo por causa natural. A pessoa foi ressuscitada, Lázaro foi ressuscitado, morreu de novo. A filha de Jário foi ressuscitada, cresceu um pouquinho, deve ter casado, morreu de novo. Esse menino lá de Nain, morreu de novo. Agora quem é salvo não morre nunca mais.
Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá eternamente. O cara que é salvo não morre mais, irmão. Pode bater na gente. Crente é igual fermento. Quanto mais bate, mais cresce. Quem é que vai ofender um defunto? Nós morremos para nós mesmos.
E a vida que a gente vive agora nessa carne, é uma vida que não acaba. O maior milagre da história da igreja é a salvação. Você sabe o que me choca? É que se nós rasgássemos um diagnóstico aqui, amanhã Belo Horizonte todo ia estar sabendo. Se nós ressuscitássemos um defunto essa noite, todos os jornais do país iam noticiar, domingo não ia ter onde pôr gente.
O negócio é que em todo culto, o milagre dos milagres acontece, porque o Espírito sopra. Mas isso não comove mais. Isso não dá curtida mais. O que dá curtida é performance, é cura, é ressurreição, é mudança de patamar financeiro. O milagre dos milagres é a salvação. Que vocês se reapaixone, que eu me reapaixone por essa mensagem todos os dias.
O vento sopra onde quer. Ouves a sua voz, mas não sabes nem de onde vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Quando o vento resolve soprar, não há quem detenha. O vento sopra onde a igreja não vai. O vento sopra em prostíbulos. O vento sopra em bocas de fumo.
O vento sopra no quarto do adolescente viciado no que não presta. Quando o vento resolve soprar, ele sopra. E não há casos irrecuperáveis para o nosso Senhor Jesus Cristo. Naquela casa, o vento poderia ter soprado na honestidade do fariseu e na religiosidade do fariseu. O vento soprou numa rameira.
O vento sopra. O vento sopra. O vento continua soprando e salvando e transformando vidas. O meu desejo é que nesses próximos 57 anos o vento sopre muito aqui. O vento sopra e transforma. O vento sopra e faz. O vento soprou num gadareno que, me desculpe, não era um ser humano, era um bicho.
Abria covas, pegava ossado e se debatia. Até que um dia o vento sopra. Eu achava um absurdo Jesus ter salvado esse tipo de gente. Até que eu descobri que o maior absurdo foi ele ter me salvado.
1 Pedro 1 diz que vocês não foram comprados por coisas corruptíveis como prato ou ouro. E nem desta forma resgatados da vossa vã maneira de viver que por legado recebestes os vossos pais. Mas pelo precioso sangue de Jesus. Como de um cordeiro sem defeito e sem mácula. Conhecido com efeito desde antes da fundação dos tempos. Mas manifesto nos últimos dias por amor de vós. Só Jesus Cristo salva.
E ele continua salvando. O absurdo não foi ele ter salva essa moça, não. O maior escândalo foi ele ter lembrado de mim. Um poço de devassidão interior. E ele se lembrou de mim. E ele se lembrou de você. E ele mudou a sua história.
Ele me viu debaixo da mesinha amarela pequena. Ele viu você no seu momento de dor. E ele te chamou. Eu não sei vocês. Eu estou cada dia mais apaixonado por essa mensagem. Eu estou cada dia mais animado de gastar cada segundo da minha história falando disso aqui. Que Jesus veio salvar o pecador. Dos quais eu sou o pior. Mas ele veio.
Quero concluir recitando para mim uma das poesias mais lindas do cancioneiro popular brasileiro. Sérgio Lopes escreveu O Amigo. O amigo que eu encontrei me surpreendeu. Quando todos me deixaram, ele me acolheu. Me mostrou as suas mãos feridas.
por amor de muitas vidas. E uma dessas muitas vidas era eu. Deus te abençoe.