Episódios de Casos Reais

ASSASSINADOS: Dominic Russo e Davion Flanagan - O caso Mackenzie Shirilla

15 de julho de 202637min
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Chegou o Anittaço do Mercado Livre, são ofertas imperdíveis com até 70% OFF, até 24x sem juros com cartão Mercado Pago e frete grátis nas compras acima de R$19. Corre pro app: https://bit.ly/4vU92BoVálido até 19/07/2026 para produtos selecionados e conforme disponibilidade. Veja os modelos participantes, preços e condições vigentes em mercadolivre.com/descontaco. Confira as condições em mercadolivre.com.br/l/fretegratis. Análise comparativa independente, baseada em cálculo da média dos prazos de entrega ofertados durante o período 19/03/2026 e 24/03/2026.---Em julho de 2022, Mackenzie Shirilla dirigia a mais de 160 km/h quando bateu o carro contra um prédio. Seu namorado, Dominic Russo, e o amigo Davion Flanagan morreram — mas ela sobreviveu.O que inicialmente parecia um acidente revelou um relacionamento tóxico, ameaças e evidências que apontavam para um duplo homicídio. Mackenzie teria provocado a batida de propósito ou tudo aconteceu após um desmaio?Neste episódio do Casos Reais, conheça a história completa de Mackenzie Shirilla e entenda por que ela foi condenada à prisão perpétua.---Sugira casos: casosreaispodcast.com.brApoie e receba episódios antes: apoia.se/casosreaisSiga: @casosreaisoficial | @erikamirandasRoteiro: Lucas AndriesEdição: Publi.tv - Produtora de vídeos

Participantes neste episódio2
E

Erika Mirandas

HostJornalista
L

Lucas

ConvidadoFotógrafo
Assuntos6
  • Caso Mackenzie ShirillaMackenzie Shirilla · Dominic Russo · Davion Flanagan · Acidente de carro fatal · Investigação de duplo homicídio
  • Endurecimento de penasMackenzie Shirilla · Julgamento e veredito · Prisão perpétua · Comportamento na prisão
  • Relacionamentos TóxicosMackenzie Shirilla · Dominic Russo · Brigas constantes · Ameaças e controle · Possessividade
  • Investigacao Forense e ProvasExames toxicológicos negativos · Análise do veículo · Caixa preta do carro · Acelerador pressionado · Movimentação do volante e câmbio
  • Opiniões sobre o casoErika Miranda · Lucas · Criação e limites · Envolvimento com substâncias ilícitas · Consequências das ações
  • Diagnóstico de POTS e defesa da acusadaSíndrome da Taquicardia Postural Ortostática (POTS) · Mackenzie Shirilla · Argumento de desmaio · Falta de remorso público
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
EMErika Mirandas

Em uma madrugada de julho de 2022, um carro correu em alta velocidade em uma rua em Strongsville, nos Estados Unidos, a mais de 160 km/h. E alguns segundos depois, ele bateu com tudo em uma parede de um prédio. A batida foi tão forte que esse carro ficou completamente destruído. E quando o socorro chegou, eles encontraram 3 adolescentes. 2 deles, infelizmente, já estavam sem vida. E a única sobrevivente foi a motorista, uma jovem de 17 anos chamada Mackenzie Sherrillam.

A princípio, era só um acidente fatal, uma tragédia. Só que quanto mais os policiais olhavam pro que tinha acontecido, mais estranho aquele acidente parecia. E uma pergunta começou a incomodar a cabeça dos investigadores: e se, na verdade, aquilo não tivesse sido um acidente? E se aquilo fosse um assassinato? Para quem não me conhece, meu nome é Erika Miranda e toda quarta-feira eu trago um episódio novo aqui. Muito dos episódios são pedidos, né, dos ouvintes, de quem tá me escutando, de você que me assiste.

Então se você quiser mandar uma sugestão, vai lá no site do Casos Reais que tá aqui na descrição do episódio, e por lá você consegue mandar diretamente para o meu email. Também você pode ir lá no meu Instagram, @erikakmiranda, com S no final. Me segue, dá aquela moral lá para eu continuar produzindo conteúdo para o Instagram, e por lá você também pode me mandar uma direct, uma mensagem, que eu também vejo. E se você quiser fazer parte do nosso grupinho de membros.

A gente tem o link também na descrição do Apoia.se. Por lá você tem acesso aos episódios antecipadamente. A gente também tem um grupo no WhatsApp em que você consegue conversar comigo diretamente. Então se você quiser mandar qualquer sugestão, vai por lá, é muito mais fácil. Mas antes da gente entrar de cabeça nessa história, deixa eu te falar de uma coisa boa. Eu tava aqui scrollando o app do Mercado Livre e eu descobri uma novidade.

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E agora vamos para o caso da semana, e esse é o caso da Mackenzie Shirilla. Mackenzie Ford Schirilla nasceu no dia 2 de agosto de 2004. Ela morava em Strongsville, nos Estados Unidos, e em 2022, que é quando esse caso aconteceu, ela tinha 17 anos. Alguns amigos próximos da Mackenzie descrevem ela como uma pessoa divertida, amorosa e muito parceira. Segundo eles, na época, a Mackenzie era o tipo de pessoa que comprava briga para defender os amigos.

Se ela via um deles sofrendo bullying na escola, ela não ficava quieta, ela batia de frente e mandava a pessoa parar de fazer bullying. Ela não gostava de ver aquilo acontecendo. A Mackenzie também tinha um lado meio que influencer, ela era ativa nas redes sociais e postava bastante no TikTok, né, como um bom adolescente, né. Adolescente gosta de postar muito no TikTok. Ela gostava de postar vídeos experimentando roupas, provando comida, enfim, esse tipo de coisa assim para compartilhar ali com os amigos e com as pessoas que seguiam ela.

Não era nada muito sério, mas era era por diversão, né? E com o tempo algumas marcas começaram a notar a Mackenzie e também mandaram roupas para ela divulgar, tipo permuta. Então a Mackenzie tava ali fazendo essas coisinhas no TikTok dela. E além disso, naquela época ela também tinha um namorado, o Dom. Nome dele era Dominique Russo e ele tinha 20 anos, ou seja, ele era 3 anos mais velho do que ela. E eles se conheceram no ensino médio por volta de 2018.

Na época eles eram, claro que, ainda mais novos, então era uma coisa que tipo de adolescente, sabe? Um crush que eles tinham ali um no outro. Só que com o passar dos meses os dois foram se aproximando Eles começaram a passar cada vez mais tempo juntos, eles foram criando intimidade e aos poucos essa amizade virou um relacionamento. Depois disso, o relacionamento foi ficando cada vez mais sério, tão sério que 3 anos depois, em 2021, a Mackenzie e o Dom começaram a morar juntos.

Apesar de novo, o Dom já morava sozinho, então a Mackenzie acabou se mudando para casa dele. E mesmo ela sendo bem nova, ela tinha 17 anos na época, os pais dela confiaram na filha. Eles achavam que a Mackenzie já tinha maturidade suficiente para dar esse passo e assim eles deixaram os dois morarem juntos. Além disso, pelo que os pais dela contam, em 2022 a Mackenzie e o Dom já estavam inclusive pensando em dar um passo ainda maior, que seria se casar.

Ou seja, eles estavam ali naquele momento fazendo planos para construir uma vida juntos. Alguns amigos próximos dizem que Mackenzie e Dom eram um casal super apaixonado um pelo outro, e que o Dom era um cara carinhoso e que gostava de presentear a namorada. Tem um documentário sobre esse caso que mostra um vídeo do Dom ali dando vários presentes para ela, tipo roupas, óculos de luxo, e a Mackenzie adorava esse tipo de coisa. Esse documentário bombou aí nos últimos meses lá Netflix.

Então a gente trouxe aqui. E nesse documentário fica muito claro que ela realmente gostava dessas coisas de marca. Inclusive os pais dela falam, tá? Não que seja um problema, tá, gente? Tô dizendo só uma coisa que era real. E o Dom acabava dando isso para ela, tá? Segundo esse documentário, o Dom também era um cara super ativo e esperto. Mesmo sendo novo, ele já negociava ações e queria abrir a própria empresa para vender vapes.

Todo mundo falava que ele ia ter um futuro brilhante. Então talvez seja por isso que ele tinha ali uma situação financeira um pouco melhor do que a maioria. Na minha opinião, gente, eu vou trazer isso no final do episódio, tá? Mas na minha opinião, ele não tinha essa situação financeira melhor do que os adolescentes ali, amigo deles. Não só por causa disso, eu acho que eles tinham alguma outra coisa ali acontecendo por trás, tá, que não se fala no documentário.

Mas enfim, na época, a Mackenzie e o Dom tinham acabado de terminar o ensino médio e eles estavam naquela fase de transição, ainda sem entrar na faculdade, sem uma rotina definida. Então a vida deles era sair ali com um grupo de amigo deles e no cinema ficar batendo papo, irem em festas. Eles estavam ali curtindo a vida. É mais ou menos aquela galera que às vezes já é aprovada para uma faculdade, eles já vão direto, né? Mas provavelmente essa galera aí que fica nessa transição fica meio que de bobeira até entrar na faculdade, né?

E em 30 de julho de 2022, um grupo de amigos delas resolveu se reunir. Não era nada tipo super elaborado, nada muito grande. Eles simplesmente foram na casa de um dos amigos, colocaram um documentário ali sobre tubarões e ficaram ali de boa ouvindo música, batendo papo, provavelmente gravando uns TikToks e passando ali a madrugada juntos. Até que por volta das 5:30 da manhã do dia seguinte, ou seja, daquela madrugada, né, do dia 31 de julho de 2022, em uma rua perto, uma moradora da região escutou um barulho muito alto.

Ela saiu de casa assustada para ver o que tinha acontecido, e assim que ela saiu, ela encontrou um carro completamente destruído, uma batida muito forte. O que aconteceu foi o seguinte: alguns minutos antes, o carro tinha vindo em alta velocidade ali por aquela rua, a mais de 160 km/h, e quando ele chegou no final da rua, ao invés de virar ali a esquina, ele passou direto, atravessou um gramado, atropelou uma placa e bateu com tudo na parede de um prédio.

Ou seja, foi reto numa reta. Os policiais correram para aquele local para poder ver o que tinha acontecido. E quando eles chegaram perto do carro, eles viram que lá dentro tava a Mackenzie e o namorado dela. Na hora, a Mackenzie tava desacordada. Ela era quem tava dirigindo o carro na hora do acidente e o cinto de segurança tinha segurado o corpo dela. Só que esse impacto foi tão violento que a cabeça da Mackenzie tinha ido parar debaixo do painel do volante.

Gente, vocês imaginam, né? Pressão, a força para cabeça dela parar debaixo do volante. Ela podia ter quebrado a cervical, enfim. Já o Dom tava deitado ali no banco do passageiro, só que infelizmente ele não resistiu. Quando os policiais chegaram, ele já estava sem vida. E caído em cima do corpo do Dom tinha mais uma pessoa. Era um rapaz chamado Davion Markham Flanagan, de 19 anos, um dos amigos ali do grupo. Um menino que todo mundo achava engraçado e que vivia com um sorriso no rosto.

Na escola, o Davion jogava futebol americano, ou seja, ele era um atleta e ele era muito bom no que ele fazia. Ele era tão bom que ele tinha plano de jogar profissionalmente quando ele entrasse na faculdade. Só que naquele ano ele infelizmente tinha lesionado, ele rompeu vários ligamentos na perna e no braço, e isso acabou pausando ali os sonhos dele de se tornar um jogador profissional, ir para faculdade com aquelas bolsas de jogador e tudo mais.

É aquela coisa dos Estados Unidos, né, gente? A pessoa, quando ela é muito boa no esporte, ela se dá muito bem assim na faculdade e tudo mais, tem ali quase que não paga a faculdade. Então vocês imaginam como deve ter sido difícil para ele ali ter passado por essa lesão, né? E por conta disso, a vida do Dom tomou um outro rumo naquele momento, né? A família dele conta que ele decidiu ser barbeiro para fazer ali um dinheiro. E além disso, ele começou a sair com esse grupo de amigos da Mackenzie, que era um grupo completamente diferente do que ele tava acostumado, era uma nova turma para ele.

Mas a família dele achava que esses amigos não eram uma boa influência, porque o Davion passou a experimentar várias substâncias ali com ele, sabe? Tipo maconha, cogumelos. E os pais não gostavam muito desse caminho que ele tava seguindo, sabe? Indo com esse grupo. Você já sabe essa história, né, gente, de escola, de faculdade, esses grupinhos que seriam a má influência e tudo mais. E infelizmente o Davion também foi encontrado sem vida dentro desse carro.

E para salvar a Mackenzie, os policiais acionaram os bombeiros na mesma hora e a equipe de resgate acabou levando ela de helicóptero às pressas para um hospital. Ela tava em uma condição muito complicada. A Mackenzie tinha fraturado o fêmur e o braço e quebrado várias costelas, né, inclusive pelaquela posição que ela tava. E o fígado e os rins dela também foram lacerados, ou seja, bem complicado, sabe, gente? Além disso, o impacto também machucou o pescoço dela, o que danificou algumas artérias e poderia até deixar a Mackenzie com alguma paralisia, como eu disse para vocês, né?

No hospital, ela precisou passar por várias cirurgias de emergência. E claro que esse acidente chocou a cidade inteira, né, gente? Os amigos, os parentes, todo mundo virou notícia em tudo quanto é lugar, e todo mundo ficou muito preocupado com a situação da Mackenzie, né? Um dos policiais que atendeu a ocorrência chegou até a falar que era o pior acidente que ele já tinha visto na vida. E enquanto a Mackenzie tava internada, uma pergunta tomou o conto da cabeça dos policiais.

O que tinha acontecido naquela noite? Os três tinham bebido, perdido o controle do carro, alguém tinha dormido no volante, o freio tinha falhado? Bom, para descobrir a resposta para essas perguntas, os policiais começaram a investigar a fundo, e foi aí que eles notaram algumas coisas esquisitas. Mas antes de continuar, não deixa de beber água. Bebe sua água aí, eu vou beber a minha. Primeiro que no dia do acidente alguns amigos do Davion foram até a delegacia para bater um papo e ajudar os investigadores a montar esse quebra-cabeça do caso.

Eles disseram, por exemplo, que eles usavam um aplicativo que compartilhava a localização deles em tempo real, ou seja, eles tinham acesso à localização do celular do Davion 100% do tempo. Gente, isso nos Estados Unidos é muito comum, tá? Os adolescentes, eles gostam de compartilhar a localização de um amigo para o outro porque assim eles conseguem saber onde um tá sem ficar perguntando: ah, beleza, onde você tá, cara? Você não precisa ficar perguntando, sabe?

Você vai, abre ali o aplicativo e você vê. É muito comum aqui entre os mais jovens, né, tipo a galera até da minha idade para baixo. Tem alguns amigos aqui que eles pedem para compartilhar a localização comigo e pedem para eu poder ver a localização deles. Eu não gosto disso pessoalmente, tá? Eu acho que é cultural, eu acho que é algo de costume também. Eu não gosto de saber de que tem alguém vendo, algum amigo meu vendo minha localização o tempo inteiro, né?

Porque às vezes a pessoa só brota aqui, sabe? A pessoa só aparece aqui, ah, que coincidência! Não, não, não, a pessoa vê a sua localização e sabe onde tá. Tipo, ah, às vezes tá perto da mesma localização se você checa, ah, tô aqui perto, deixa eu passar ali para ver a pessoa. Isso é muito comum aqui, tá? Então assim, não é nada anormal. Enfim, e por conta disso eles sabiam que a última vez que o Davion tinha usado o celular tinha sido às 5:35 da manhã do dia 31 de julho, e que a batida, né, o acidente entre aspas, teria acontecido só um minuto depois, às 5:36 da manhã.

E o mais importante, na hora deles irem embora, eles soltaram uma informação que colocou ali alguma coisa na cabeça dos policiais. Eles falaram que o grupo de amigos da Mackenzie tinha o costume de usar drogas, né, substâncias, quase todos dias. De acordo com esses meninos, o grupo fumava maconha e comia cogumelos com muita frequência. E realmente, ali na hora do resgate, do socorro, os detetives tinham achado 8 gramas de cogumelo nas roupas da Mackenzie.

E eles também encontraram uma balança digital e maconha na bolsa dela. Sabendo disso, para os investigadores, tudo indicava que provavelmente a Mackenzie, o Dom e o Davion tinham realmente usado alguma substância que podia ter contribuído para tudo que aconteceu. Só que, para surpresa dos investigadores, Não, porque eles fizeram exames toxicológicos e o resultado deu negativo. A Mackenzie não tinha consumido álcool nem cogumelos, que era quem tava dirigindo, né?

E os policiais até encontraram traços de maconha no sangue dela, só que segundo eles a Mackenzie era uma pessoa que postava várias fotos e vídeos fumando maconha enquanto ela dirigia. Então era algo que provavelmente ela já estaria acostumada a fazer, sabe? Tudo indicava que fumar e dirigir não era uma situação nova para ela, era uma coisa que ela tava acostumada e que ela talvez já fizesse com muito costume, não não seria um problema, né?

E por conta disso, os detetives concluíram que a quantidade ali que foi encontrada no organismo dela não era suficiente para explicar sozinho, de forma sozinha, um acidente daquela proporção, né? Não conseguiria explicar, não seria causa daquele acidente, sabe? Então, se a Mackenzie não tinha bebido e nem usado ali substâncias que seriam, né, de forma impactante, né, o que poderia ter acontecido? Bom, na época, os policiais pensaram que talvez o problema pudesse ser o próprio carro, né?

Um problema ali, uma coisa que aconteceu no carro. Para investigar isso, os detetives mandaram uma equipe forense examinar o veículo peça por peça para poder saber se tinha ali algum defeito mecânico. E, gente, para vocês terem uma noção, vou botar aqui imagem de novo do acidente. Imagina o trabalho que foi para poder fazer uma investigação nesse carro. O carro virou um borrão, uma sucata amassada. O carro virou uma coisa horrível, gente.

Deixa até arrepiada de ver esse carro do jeito que ele tava. Meu Deus, como é que tinha gente ali dentro? Dentro, sabe? É assustador como esse carro ficou mesmo, sabe? O acidente foi muito feio. Imagina fazer a investigação desse carro, quanto tempo não durou, sabe? Quanto tempo não levou. Enfim, só que o freio, o acelerador, o volante, o câmbio, os pneus, tudo tava ok, tudo tava funcionando normalmente antes do acidente. Ou seja, de acordo com a perícia, o acidente não tinha sido causado por nenhum problema mecânico do carro.

E, gente, é até interessante porque assistindo documentário você consegue ver que eles falam que talvez poderia ter sido até o sapato que a que ela tava usando, porque ela tava usando ali um, sabe aquelas rasteiras com pelinho? Sabe aquela, era uma rasteira da Prada de pelinho. E aí eles falam que eles encontraram essa rasteira, tava presa ali no acelerador. Então eles imaginaram que talvez poderia ter sido até um problema com, às vezes, com esse sapato dela.

Só que não, gente, foi concluído que ele ficou ali nos escombros por causa do impacto, não por causa de algo que aconteceu antes do impacto, tá bom? Sem pistas no carro, os investigadores então foram atrás das imagens de segurança da região. E foi aí que as coisas começaram a mais estranhas. O que eles viram foi o seguinte: a filmagem mostrava primeiro o carro da Mackenzie fazendo uma curva na rua em velocidade normal, de um jeito, gente, super calmo e controlado, sem zigue-zague, sem nenhum sinal de que a Mackenzie tava dirigindo de uma forma perigosa.

Até que de repente, questão de segundos, o carro começou a acelerar, e acelerar muito, e não parou mais. Uma segunda câmera de segurança, cerca de 800 metros mais à frente daquela da curva, mostrou o carro passando na rua, e nesse instante o carro tava ali muito rápido, gente. Como eu disse antes, foram 160 km/h. E logo em seguida veio a batida. Os investigadores ficaram olhando para as imagens e tentando entender por que a Mackenzie, que tava dirigindo normalmente sem nenhum sinal de perigo, de repente acelerou daquele jeito.

Então os detetives foram atrás da caixa preta do carro, que é um equipamento que registra tudo que acontece nos momentos antes de um acidente. Gente, eu achei essa parte muito interessante assistindo o documentário. Eu não sabia que existia algo do tipo no carro. Vocês sabiam? Sabiam? Sou eu que sou eu que a única que vivia talvez embaixo de uma pedra que não sabia disso, gente? Como assim? É tipo um avião, né? Caixa preta tem um outro nome lá, mas é como se fosse o mesmo sistema do avião, sabe?

Então ele registra tudo que aconteceu, não em áudio, mas ele registra entre as coisas que foram feitas no carro, sabe? Tipo, ah, pisou no acelerador, pisou no freio, tal, tal, tal. Muito interessante, eu não sabia. Bom, essa caixa preta mostrou que nos últimos 5 segundos antes da batida, o pedal do acelerador ficou pressionado no máximo o tempo todo. Ou seja, a Mackenzie nunca tirou o pé do acelerador. Tipo, por exemplo, ela pisou no freio e o freio não funcionou.

Não, gente, não. Ela nunca tirou o pé do acelerador. E também, gente, ela tava no máximo do acelerador. Não teve tipo assim indo acelerar aos poucos. Foi tipo assim, pisou no máximo do acelerador. E com todas essas informações, quanto mais os policiais olhavam para o acidente, menos ele parecia fazer sentido. Né, e menos parecia um acidente, sabe? Foi quando uma hipótese começou também a tomar forma aí na cabeça dos detetives.

E se na verdade, de fato, esse acidente não fosse um acidente? E se fosse um assassinato? E se a Mackenzie tivesse feito aquilo de propósito? E tem mais, a caixa preta também mostrou que 3 segundos antes do carro bater, o volante mexeu. Ele virou primeiro para direita, depois para esquerda, e por fim para direita de novo. Além disso, alguém também tinha mexido no câmbio. Primeiro ele tava ali com a marcha engatada, Depois ele foi colocado num ponto morto e logo em seguida alguém engatou a marcha de novo.

Ou seja, para os policiais tudo indicava que o Dom e o Davion tinham tentado mexer no volante, no câmbio ali, para poder impedir a Mackenzie, para tentar salvar as próprias vidas. Era o que parecia com que o carro ali tinha deixado na caixa preta. Só que no final das contas só tinha uma pessoa que podia explicar o que que realmente tinha acontecido, né? E era a própria Mackenzie. A essa altura ela já tinha acordado ali depois das cirurgias.

Ela ainda tava machucada, mas ela já tava consciente. Então os policiais foram no hospital bater um papo com ela. Ela disse que ela se lembrava de ter saído da casa dos amigos por volta das 5 da manhã dirigindo, só que depois disso ela não lembrava de nada. A próxima lembrança da Mackenzie era já no hospital. Bom, esse tipo de coisa é comum em acidentes, né, gente? O trauma faz isso com a cabeça das pessoas. Só que na visão dos detetives, a amnésia da Mackenzie veio numa hora muito desconfiante e suspeita.

E não para por aí, porque os detetives passaram a investigar ainda mais a fundo. Então eles resolveram vasculhar mensagens, fotos, vídeos do celular da Mackenzie, e também a conversar com pessoas que conheciam a Mackenzie. E o que eles ouviram fez os policiais começarem a enxergar uma outra Mackenzie, uma Mackenzie bem diferente daquela imagem que eles tinham até então. Tiveram algumas pessoas que relataram, por exemplo, que ela se achava melhor do que todo mundo, e por conta disso ela falava mal de todo mundo pelas costas e fazia bullying com os outros adolescentes na escola, o que era um pouco diferente daquilo que a gente tinha escutado dela no início, né, gente?

Aqui já vem uma outra imagem da Mackenzie. Além disso, ela também era desrespeitosa, segundo essas pessoas, e não só uma grosseria aqui e outra não. Pelo que as fontes contam, ela falava várias coisas pesadas frequentemente. O documentário até mostra que ela batia de frente com professores e que ela chegou até a sugerir que uma colega de classe tirasse a própria vida. Bom, e a Mackenzie ficava tão agressiva às vezes que as pessoas se afastavam dela, elas não queriam tem a ver com a Mackenzie.

Ou seja, gente, como eu disse, aos poucos os policiais foram percebendo que aquela imagem da Mackenzie de uma jovem divertida, amorosa e leal não era tão verdadeira assim. Parece que ela era uma pessoa agressiva, cruel e tinha um comportamento péssimo. Isso atualmente, a gente não sabe também se ela mudou esse comportamento com o tempo, se antigamente ela era um pouco, né, essa jovem mais divertida, amorosa, e ela foi talvez se tornando essa pessoa com esses últimos relatos.

Pelo que o documentário também dá a entender, parece que os pais dela acabavam muito pano para as atitudes da filha. Ao invés de corrigir esse tipo de comportamento, eles mimavam ela. Então ela continuava tendo essas atitudes. Além disso, no celular da Mackenzie, os investigadores também encontraram vários sinais de que o relacionamento dela com Dom não era aquele romance que as pessoas imaginavam. Na verdade, era o contrário, era um relacionamento bem conturbado.

Os policiais descobriram que o casal brigava constantemente e Mackenzie costumava desrespeitar o namorado. Parece que ela falava com Dom de um jeito muito agressivo, mandava ele calar a boca, obrigava ele a comprar coisas para ela, ameaçava terminar, xingava. Os detetives encontraram um vídeo, por exemplo, de alguns dias antes do acidente em que a Mackenzie e o Dom estavam brigando. E nessa ocasião ali, o que tava acontecendo é que ele não tava abrindo a porta da casa para ela.

No vídeo dá para ouvir a Mackenzie do lado de fora furiosa falando que se o Dom não abrisse a porta, ele ia ter problemas sérios. Ela ainda ameaça contar até 10 e fala que o Dom ia sim abrir a porta de qualquer jeito, que era para ele parar de se esconder, senão ela ia terminar terminar com ele. Apesar dela ameaçar terminar, pelo que a família do Dom conta, quem queria terminar de verdade era o próprio Dom. Parece que ele já vinha tentando colocar um ponto final no namoro há muito tempo.

O Dom já tinha ligado várias vezes para os pais da Mackenzie explicando ali que a filha deles estava surtando e que era para eles buscarem ela, que ele queria terminar e a Mackenzie não saía da casa dele. Só que no final das contas, o Dom nunca conseguia terminar de verdade. Os dois sempre acabavam voltando e parece que ficavam ali presos nesse ciclo, sabe? Ângelo, o irmão do Dom, ainda contou para os detetives que a Mackenzie era muito possessiva.

Segundo ele, a Mackenzie queria o Dom só para ela e não aceitava viver sem o namorado. Além disso, na escola ainda tinha um boato de que a Mackenzie teria dito que ela tinha feito um vudu para o Dom nunca conseguir terminar com ela. Bom, gente, com tudo isso, os detetives começaram a enxergar o relacionamento ali da Mackenzie e do Dom de um outro jeito, não como um casal apaixonado fazendo planos para o futuro, mas como uma relação tóxica, cheia de brigas, controle e ameaças.

Durante as investigações, ainda apareceu um relato que deixou essa história história ainda mais pesada. Um amigo da família do Dom contou uma coisa. Ele disse que cerca de 2 semanas antes do acidente, entre aspas, a mãe do Dom tava em casa de boa quando o celular dela tocou, e do outro lado da linha tava o Dom desesperado. Na hora, ele começou a falar que tava no carro com a Mackenzie em uma rodovia e que ele precisava da ajuda da mãe, porque segundo ele, a Mackenzie tava dirigindo de um jeito perigoso, fazendo zigue-zague, sabe?

A mãe tentou acalmar o filho e mandou um amigo buscar o Dom e ajudar ele. Só que no meio da confusão, esse amigo ouviu mesma coisa. Ele escutou a Mackenzie ameaçando o namorado, falando que ia bater o carro, gente. E ali, para os investigadores, tudo se encaixou, né? A Mackenzie não tinha bebido, o carro não tinha falhado, e o acelerador ficou pressionado até o fim. E duas semanas antes, ela ainda teria ameaçado bater o carro.

Bom, os policiais não tinham mais como ignorar, entre aspas, esse acidente, né, gente? 4 meses depois da batida, no dia 4 de novembro de 2022, a Mackenzie tinha ido fazer fisioterapia. Ela ainda tava se recuperando de tudo que ela tinha sofrido, né? E quando a sessão acabou, a mãe da Mackenzie foi buscar ela. As duas entraram no carro e começaram a dirigir de volta para casa. Só que do nada apareceu uma viatura, e outra, e mais outra.

Em poucos segundos, o carro tava cercado por cerca de 10 viaturas, com os policiais mandando as duas pararem o carro. A Mackenzie e a mãe estacionaram na mesma hora sem entender nada, porque até então ninguém sabia ali das evidências que os detetives tinham coletado. Né? Os policiais então se aproximaram, abriram a porta do carro e prenderam a Mackenzie. Ela foi indiciada por 12 acusações no total, entre elas 4 acusações de murder, assassinato, né, homicídio doloso, 4 acusações de felonious assault, que seria uma agressão criminosa grave, 2 acusações de aggravated vehicular homicide, que é o homicídio veicular agravado, e além de uma acusação de posse de drogas e uma de posse de instrumentos usados para cometer crime.

Ou seja, não era mais um caso tratado apenas como uma batida fatal. Agora, para acusação, a Mackenzie tinha usado o carro como uma arma. E, gente, a prisão dela, claro que pegou muita gente de surpresa, porque, como eu disse, até aquele momento ninguém sabia o que tava acontecendo nos bastidores da investigação, né? Para todo mundo, a Mackenzie era só sobrevivente de um acidente trágico. Afinal, ela quase tinha morrido também.

No documentário, os amigos mais próximos dali da Mackenzie defenderam ela. Para eles, a ideia de que ela tinha batido o carro de propósito simplesmente não fazia fazia sentido. Segundo eles, a Mackenzie se cuidava muito e não tinha tendência de tirar a própria vida. Então eles não acreditavam que ela era culpada. Nessa ideia aí, gente, a galera usa como ela era uma pessoa que pensava muito nela, que gostava de se cuidar, que era tipo, sabe, uma pessoa muito vaidosa, que ela não seria uma pessoa com tendência suicida, sabe.

Enfim, é o que eles usam como justificativa. Só que ao mesmo tempo também tinha muita gente que não gostava dela, e essas pessoas comemoraram essa prisão. E 9 meses depois, em 2023, a Mackenzie julgamento. E no tribunal, a promotoria apresentou tudo aquilo que eu já comentei aqui: que a Mackenzie não tinha bebido, que o carro não tinha dado nenhum defeito mecânico, e que nos últimos segundos antes da batida o acelerador ficou pressionado no máximo.

Além disso, os promotores também chamaram atenção para uma outra coisa: o comportamento da Mackenzie depois que ela saiu do hospital. Em um primeiro momento, ela chorou bastante, ela pediu desculpas para os familiares do Dom e do Davion e disse que a batida tinha sido um acidente. Só que depois logo depois, bem pouco tempo depois, ela começou a postar várias coisas nas redes sociais. Teve um vídeo que ela postou 3 meses depois da batida, e nesse vídeo a Mackenzie aparece com algumas amigas arrumadas para uma festa de Halloween, né, e todas estavam fantasiadas de caveira.

No documentário, uma amiga da Mackenzie diz que na verdade era uma maquiagem inspirada no rapper, o Playboi Carti. Só que na época a opinião pública considerou uma fantasia muito insensível para aquele momento, né, gente. Esses e outros elementos foram usados ali também, como ela, o que ela postava nas redes sociais, o jeito que como ela se vestia, ela fumando, essas coisas todas foram usadas pela promotoria para argumentar que a Mackenzie não sentia remorso pelo que tinha acontecido.

Ela em festa, ela saindo, ela se divertindo. Segundo eles, a Mackenzie não parecia alguém arrependida ou vivendo ali um período de luto pelo Dom e pelo amigo Davian. Pelo contrário, na visão da acusação, ela parecia estar seguindo a vida dela normalmente, festas, fazendo planos, curtindo, enfim. Só que então a defesa da Mackenzie apresentou um argumento que deixou todo mundo confuso. O advogado dela se levantou, chegou na frente da juíza e revelou que em 2017, 5 anos antes da batida, a Mackenzie tinha sido diagnosticada com uma doença, uma doença que provava que ela era inocente.

A doença se chama POTS, ou síndrome da taquicardia postural ortostática. Basicamente é uma disfunção do sistema nervoso em que quando a pessoa muda de posição, o corpo dela não consegue regular direito o fluxo sanguíneo, e por conta disso o coração precisa bater mais rápido para compensar, causando ali uma série de sintomas. Dentre os sintomas, a pode sentir de repente taquicardia, tonturas e pode inclusive desmaiar. E era aí que a defesa queria chegar.

Segundo os advogados, a Mackenzie não tinha acelerado o carro de propósito, ela tinha desmaiado enquanto dirigia e por isso ela tinha perdido o controle do carro. Gente, só que esse argumento não colou, né? Uma das primeiras perguntas que fizeram no tribunal foi porque se a Mackenzie tinha essa doença, como os pais dela deixavam ela dirigir? Não era uma negligência deles? Os pais até tentaram explicar que a Mackenzie conseguia lidar bem com essa condição e que isso não a impedia dirigir.

Só que, como eu disse, isso não colou, né, gente? E, gente, para mim a questão não é nem se os pais deixaram ela dirigir seria uma negligência. A questão é que é muito óbvio, se você parar para pensar, que se uma pessoa tá pisando no acelerador, ela é uma pessoa que tá fazendo uma força. E para fazer força a gente não pode estar apagado. Se a gente tá apagado, desmaiado, a gente não consegue fazer força. O corpo relaxa, o corpo faz assim.

Então ela não pisaria no acelerador, né? Enfim, essa é a minha visão. E além disso, documentário também mostra que a defesa não trouxe nenhum médico para o tribunal para poder construir esse argumento ali mais sólido em cima dessa doença. E também tinha um outro argumento importante, porque na rua, antes do ponto onde o carro bateu, tinham duas curvas leves em formato de S, uma logo depois da outra, e o carro passou por essas curvas numa velocidade muito alta sem perder o controle.

Como é que isso é possível com a Mackenzie desmaiada no volante? Gente, a única explicação era que alguém tinha segurado firme no volante e controlado o carro durante as curvas. Ou seja, não tinha como a Mackenzie estar aliada. No final das contas, veio a decisão e a Mackenzie Sherrilla foi considerada culpada. E no dia 31 de agosto de 2023, ela recebeu duas penas de prisão perpétua a serem cumpridas simultaneamente. Atualmente, em 2026, a Mackenzie tem 22 anos e está presa no Reformatório Feminino de Ohio, e ela só vai poder pedir liberdade condicional depois de 15 anos presa, ou seja, em 2037.

Só que isso não quer dizer que ela necessariamente vai sair da cadeia. Em 2037, a Mackenzie vai poder só pedir a liberdade condicional. Depois disso tem todo um processo em que a justiça vai avaliar se ela tem condições ou não de sair da prisão. O pedido pode ser aceito ou pode ser negado. E a própria juíza que julgou a Mackenzie em 2023 já disse que acredita que ela vai ficar bem mais do que 15 anos presa. Na época, muita gente ficou aliviada com essa condenação, principalmente familiares do Dom e do Davion.

E tem uma pergunta que muita gente fez naquele momento: se a Mackenzie tinha um problema com o Dom e queria tirar a vida vida dele, por que fazer isso com o Davion dentro do carro? Não que existia qualquer justificativa, né, para ela tirar a vida do Dom, claro que não, mas ela poderia ter uma motivação, né, de não querer terminar com ele. Só que o Davion não tinha nada a ver com esses problemas aí do casal. E para os familiares do Davion, isso mostra frieza, mostra que a Mackenzie não sente remorso pelo que aconteceu, porque ela tratou a vida do Davion como se não valesse nada.

No documentário, a Mackenzie diz que não é inocente. Ela reconhece que foi responsável por um acidente trágico, mas ela insiste em uma coisa: que ela não é uma assassina. Segundo a Mackenzie, ela desmaiou por conta da doença, e por isso ela não se lembra do que aconteceu. O documentário também mostra que até hoje os pais dela tentam lutar contra essa condenação. Eles dizem aí que tem prints importantes de uma conversa que a Mackenzie e a mãe do Dom tiveram no dia daquela briga ali da rodovia, lembra?

E que a Mackenzie teria ameaçado bater o carro. Só que segundo a família da Mackenzie, os prints contam uma outra história diferente do que todo mundo conhece. Nessas mensagens, a Mackenzie disse que quem tava mexendo no volante era o Dom e que ele tava ameaçando ela. Para os pais da Mackenzie, isso mudaria tudo, porque na visão deles as essas mensagens enfraquecem aquela ideia de que ela ameaçou bater o carro, né, anteriormente, e que a batida fatal teria sido premeditada, né, teria sido algo que poderia ter acontecido porque ela já tinha ameaçado antes.

E já o pai do Davion diz que tá aberto a perdoar a Mackenzie, mas para isso ele gostaria que ela falasse com ele e contasse o que de verdade aconteceu naquela madrugada. Além disso, a família do Davion criou uma bolsa para poder ajudar jovens que querem estudar, né. A ideia é transformar o sonho do Davion, né, que queria ali estudar em breve, em oportunidade para as outras pessoas. Gente, no final de todo o episódio a gente traz a nossa opinião.

Então agora eu vou começar a minha opinião, lembrando que isso aqui não é baseado em, né, informações oficiais, é só minha opinião, tá? Esse caso gerou muita controvérsia, né, principalmente com a família da Mackenzie. Primeiro sobre o posicionamento da mãe da Mackenzie ali, né, no tribunal, mostrando que ela tava muito preocupada em provar a inocência da filha. E mostrava muito pouca empatia pelas vítimas e pelas famílias ali do Dom e do Davion, né, gente?

Ela meio que tratou ali a morte dos meninos como algo meio que secundário, e a morte do Davion ainda mais secundária. Às vezes ela até esquecia de mencionar o Davion, só falava do Dom, sabe? É muito triste realmente o jeito que eles ficam pensando na situação. Eles pensam muito mais na Mackenzie e no que isso causou a ela, não no que isso causou a todos os familiares e na perda que isso gerou a todo mundo, sabe? Mas enfim, um outro ponto que eu também queria dizer é que eu acho umas coisas ali muito estranhas desse caso, como por exemplo, por que que essa família deixou a Mackenzie morar sozinha tão jovem, né, com o namorado?

Eu acho que os problemas começam aí, né. Vamos olhar lá para trás e vamos voltar no que tem de problema nessa situação. Eu acredito que é isso, porque eles estavam vivendo aqui um sonho adolescente, né, onde você pode fazer tudo que você quer porque não tem ninguém olhando, não tem ninguém te controlando, né. É um sonho adolescente, sem aquela liberdade. Você pode beber, você pode fumar, você pode usar várias coisas ilícitas e alguém tá ali para te controlar.

E eu acho que os pais dela erraram muito nessa questão, e eu acho que realmente é um problema ali de criação. Ela não tinha muito limites, sabe? Parecia uma jovem sem limites. E além de tudo isso, eu acredito que eles tinham ali algum negócio relacionado com substâncias ilícitas, tá, gente? Eu não acho que o Dom tinha essa situação financeira muito melhor do que um jovem da idade dele simplesmente por causa de trade que ele fazia.

Eu acho que eles estavam ali vendendo substâncias ilícitas, tá, e consumindo muita coisa também. Eu acho que eles eram os famosos Zé né, ali da escola, que vende para os amigos e tudo mais, tá? Essa é minha visão, Érica. Se você discorda, se você não concorda, se você concorda, não importa. Essa é minha visão. E eu acho que era aquele grupo da escola que faz as coisas erradas, né? E enfim, gente, isso causou a vida de duas pessoas, né?

Isso não tem exatamente o que o pessoal fala no tribunal, é que, ai, vocês estão julgando uma menina, o que ela posta nas redes sociais é algo inofensivo, a gente não pensa muito no que posta nas redes sociais e tudo mais, quando eles usaram isso ali no julgamento. E aí alguém fala: beleza, isso poderia soar inofensivo se não fosse alguém que tivesse tirado a vida de duas pessoas, né, que tivesse causado, né, a morte de duas pessoas.

Mas quando você causa a morte de duas pessoas, tudo sim pode virar contra você. Então eu acho isso é muito importante, né. Você pode usar as coisas ilícitas que você quiser, você pode fazer o que você quiser com a sua vida se seus pais deixam. Agora, se você tirou a vida de duas pessoas, o buraco é mais embaixo, né, querida. Enfim, eu acredito que ela vai ficar a vida inteira na prisão. Espero isso, tá? Eu acho que o que aconteceu foi o seguinte: eu acho que eles estavam tendo uma briga, uma discussão.

Ela não tirou o pé do acelerador porque ela realmente decidiu, tá? Ela queria causar essa— não um acidente desse tamanho. Eu não imaginava ela, eu acho que ela em momento nenhum imaginava que ela fosse tirar a vida dos dois e quase morrer também. Eu acho que ela simplesmente queria causar um acidente, mas ela não pensou muito bem no que ela fazia. Era aquela pessoa que devia se achar acima de tudo, de todos, sabe? Queria causar um acidente, mas ela não imaginou de fato as consequências, né, gente?

Aquela pessoa inconsequente que tudo que faz não tem ninguém para controlar e tudo mais. Então ela não deve ter pensado muito bem no que ela tava fazendo, sabe? Agindo por impulso e causou tudo isso. De fato, ela também poderia ter morrido nessa situação, quase inclusive. Claro que ela tá pagando ali pelo que ela cometeu, espero que ela continue pagando. Porém, eu acho que foi isso que aconteceu, era uma briga ali entre os dois, entre o casal, e infelizmente o Davion tava ali atrás, né?

Coitado. Infelizmente não que tivesse certo do Dom tá ali também, mas enfim. Sim, realmente tinha um relacionamento tóxico. Mas é isso, gente, essa é a minha opinião. Agora vamos ouvir a opinião do Lucas. Lucas, o que que você tem para dizer sobre esse caso?

?Voz B

Oi, Érica! Oi, gente! A minha opinião é que a Maquinza é culpada, tá? Eu acho que realmente ela bateu ali de propósito para tirar a vida do Dom. Eu acho que ela não vai ficar só 15 anos na prisão, não. Acho que ela vai ficar bem mais tempo porque ela não tem apresentado bom comportamento. Hoje ela tá presa e ela já teve mais de 23 infrações disciplinares disciplinares na prisão. Por exemplo, em abril de 2025, ano passado, ela recebeu uma punição depois que ela modificou algumas roupas.

Ela deixou as roupas da prisão mais apertadas, mais justas no corpo, né? Ela foi advertida, chamaram atenção dela. Enfim, ela respondeu batendo de frente, como, né, o que corrobora a visão das pessoas de que ela batia de frente com autoridades, né? Ela bateu de frente lá na prisão e disse que se algum funcionário, algum guarda, alguma coisa assim tivesse se excitado com o jeito que ela tava se vestindo, o problema era dele. E ela também teve uma série de outros comportamentos sexuais.

Ela chegou a mostrar os seios numa videochamada. Como punição por conta disso, ela ficou sem poder fazer videochamadas por 60 dias. Uma série de outras ocorrências, né? Ela ficou fora de locais permitidos após o horário, conversou durante contagem de presos, o que aparentemente é proibido, realizou cerca de 100 videochamadas com uma pessoa não autorizada, faltou várias vezes o trabalho que ela ali na prisão. Na minha opinião, eu acho que ela vai ficar muito mais tempo na cadeia. Não vai ser em 2037 que ela vai sair, não.

EMErika Mirandas

Então é isso, pessoal. Muito obrigada para quem ficou até aqui. Não deixe de deixar um comentário, eu quero muito saber sua opinião. E vejo você na próxima quarta-feira. Tchau, pessoal!

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