Episódios de Casos Reais

SERIAL KILLER: Israel Keyes

02 de julho de 202639min
0:00 / 39:30

Quando Samantha Koenig desapareceu no Alasca, a polícia achou que investigava um sequestro. Mas a prisão de Israel Keyes revelou um criminoso meticuloso, com vítimas aleatórias, kits de assassinato escondidos pelo país e segredos que talvez nunca sejam descobertos.

Sugira casos: casosreaispodcast.com.br

Apoie e receba episódios antes: apoia.se/casosreais

Siga: @casosreaisoficial | @erikamirandas

Roteiro: Lucas Andries

Edição: Publi.tv - Produtora de vídeos

Participantes neste episódio1
S

Samantha Koenig

Host
Assuntos3
  • Sequestro de Samantha KoenigDesaparecimento inicial · Investigação policial e FBI · Sequestro e pedido de resgate · Descoberta do corpo e autoria
  • O caso de Bill e Lorraine CurrierDesaparecimento e descoberta da casa · Confissão de Israel Keyes · Bill Currier · Lorraine Currier
  • Israel Keyes· SegurancaIsolamento e condições de vida · Atitudes problemáticas na adolescência · Possível abuso sexual
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
SKSamantha Koenig

Sabe aqueles casos que eu trago aqui que começam de um jeito que parece que, ah, infelizmente a gente já viu essa história antes, mas do nada tudo muda? Então esse é um desses casos, porque no começo a polícia tava investigando o desaparecimento de uma menina, de uma jovem, uma pessoa que tinha saído para trabalhar e simplesmente não tinha voltado para casa. E a família, claro, que tava desesperada, e todo mundo começou a procurar por ela, né?

E todo mundo tava tentando entender onde ela tava. Só que conforme os dias foram passando, começaram a aparecer detalhes muito estranhos, coisas que não faziam sentido. E quanto mais os investigadores tentavam entender o que tinha acontecido, mais eles percebiam que talvez aquele desaparecimento fosse só a ponta do iceberg, né, de uma história muito maior. Uma história que envolvia viagens, segredos, crimes antigos e perguntas que até hoje ninguém conseguiu responder completamente.

E esse é o caso de hoje, um caso que parecia um simples desaparecimento e acabou virando o caso de um serial killer nos Estados Unidos, né. Bom, esse é o caso de Israel Keyes. Pra quem não me conhece, meu nome é Erika Miranda e toda quarta-feira eu trago um episódio aqui novo no podcast. E muitos episódios são sugestões de ouvintes. Então se você quiser deixar a sua sugestão, vai no link da descrição do site do Casos Reais ou também lá no meu Instagram @erikamirandas, com S no final.

E por lá eu sempre vejo as mensagens, adoro ver quando vocês postam que estão escutando, vocês mandam lá, botam o link nos stories e me marcam. Adoro quando vocês fazem isso. E também vocês podem me mandar sugestões por lá. A gente também tem um grupo de apoiadores que é o Apoia.se, que também tá no link da descrição. E por lá a gente tem um grupo de WhatsApp e vocês também conseguem ver tudo antes de irem ao ar no YouTube, no Spotify.

Lá eu mando sempre uma semaninha antes, mais ou menos. Então é isso, se você quiser fazer parte desse grupo, vai lá no link da descrição. E hoje a gente vai falar sobre um caso muito diferente de um serial killer aqui. E esse caso é muito interessante, eu não conhecia ele, é um caso para mim assim novo e bem interessante. Então foi também uma sugestão de algum dos ouvintes que me mandaram lá no meu e-mail. Então é isso, vamos para o caso da semana.

E esse é o caso Israel Case. Era finalzinho de tarde, ainda não tinha escurecido, só que naquela quarta-feira, no dia 1º de fevereiro de 2012, as pessoas de de Anchorage já estavam naquele clima de fim de expediente. Para quem não sabe, Anchorage é uma cidade de 300 mil habitantes que fica no Alasca, e o Alasca tá no extremo norte dos Estados Unidos, ali um pouco acima do Canadá. Enfim, aquele clima ali de final de expediente, você vai desligando o computador, colocando as suas coisas na mochila, e claro, doido para chegar em casa.

A gente sabe como é, né? E por volta desse horário, um jovem chamado Dwayne tava indo buscar a namorada dele de carro no trabalho. A namorada se chamava Samantha Koenig e tinha 18 anos, cabelos loiros, e ela era descrita como uma garota muito bonita. Bonita e alegre. Samantha trabalhava em um café chamado Common Grounds, e não era um café desses que a gente imagina, que dá para entrar, você faz seu pedido, senta, toma o café, tudo mais.

Pelo que eu olhei nas fotos desse lugar, o Common Grounds era um stand, era quase que um stand, sabe? Um lugar pequeno que devia caber só um funcionário ali dentro, e nem dava para os clientes entrarem. Ou seja, eles faziam pedidos do lado de fora por uma janelinha e bebiam café do lado de fora, ou iam embora tomando. Era tipo aqueles para pegar e ir embora, sabe? Era como que se fosse um container azul com uma placa escrita Common Grounds.

Vou colocar aqui a foto para vocês verem. E ao redor tinha até uma avenida muito movimentada, só que tinha uma pilha de neve gigantesca ali perto que não deixava as pessoas dessa avenida verem o que tava acontecendo ali dentro do café, sabe? E como foi descrito pelo podcast americano Crime Junkie, já falei várias vezes aqui, eu amo, né, você já sabe, e que foi uma grande fonte para esse episódio. Quando o Duane chegou lá para poder pegar a Samantha, ele estacionou o carro por perto olhou para o café e estranhou porque as luzes estavam apagadas e não tinha nenhum sinal da Samantha em lugar nenhum, nem dentro do café, nem no estacionamento.

E nessa hora, o Duane deve ter ficado um pouco confuso. Ele deve ter pensado, né, será que ele tinha entendido errado e outra pessoa tinha combinado de buscar a Samantha aquele dia? Ou então será que ela já tinha ido embora sozinha? Era estranho, né? Até que o celular dele apitou e era uma mensagem da Samantha falando que, abre aspas, "vou passar uns dias com uns amigos, avisa meu pai", fecha aspas. Estranho, né? Muito esquisito.

Os dois já namoravam, tinha 9 meses, e viajar assim do nada sem avisar não era a cara da Samantha, né? E também qualquer pessoa, eu acho que é um pouco esquisito você do nada, nunca tinha falado sobre isso, do nada você manda uma mensagem dessa. Não era uma coisa também que ela faria normalmente. E o Duane sabia que tinha alguma coisa errada com aquela mensagem. Rapidamente ele correu para casa da família da Samantha e naquela mesma noite eles acionaram a polícia.

Ou seja, ele foi muito rápido, né? Ele agiu muito bem com essa situação. E infelizmente a Samantha foi dada como desaparecida. Uma das primeiras coisas que os detetives fizeram foi ir atrás das câmeras de segurança ali da cafeteria, né, da Common Ground, porque em muitos casos esse tipo de imagem, sabe, ajuda muito a começar, né, a montar o quebra-cabeça do que aconteceu, quem passou por ali, qual horário, qual cronologia dos fatos.

Só que dessa vez o que os investigadores viram deixaram eles ainda mais confusos. Eu vou descrever para vocês o que aconteceu nessa filmagem de dentro ali do stand, né, que foi divulgada pela imprensa. Naquele dia, 1º de fevereiro, a Samantha tava trabalhando normalmente como ela trabalhava todos os dias, e nas imagens dá para ver ela mexendo em alguns utensílios ali do café. E aí ela se abaixa para pegar alguma coisa numa gaveta, faz um café, nada fora do normal.

Só que em certo momento a Samantha começou a interagir com alguém pela janela ali do café, e parece que tinha chegado um cliente do lado de fora desse stand para poder fazer um pedido, um cliente que não dá para ver direito nas imagens. E os dois começam a conversar, e parece que esse homem realmente pediu um café, porque ela começou a mexer ali nas coisas e preparou um café nas máquinas. Tudo normal até que por um momento a Samantha virou virou o rosto para trás.

Parece que o cara deve ter apontado assim para alguma coisa atrás dela, sabe? Aí a Samantha virou o rosto para poder olhar bem rápido, sabe aquelas coisas de reflexo? Só que quando ela virou a cabeça de volta para esse homem, pelas filmagens a gente não sabe o que ela viu, mas ela imediatamente deu um pulo para trás e levantou as mãos com muito medo. Com certeza essa pessoa deve ter ameaçado ela naquele momento, mostrou alguma coisa para ela que deve ter deixado ela na hora muito assustada, não sabemos, né?

E aí ela apagou as luzes em um interruptor perto dela, e em seguida ela andou até o outro lado do stand de café é para apagar as luzes de trás também. Isso fez com que a imagem das câmeras ficasse muito escura. Só dá para continuar vendo a filmagem porque parece que tem um pouquinho de luz do lado de fora entrando ali e iluminando o interior da loja de café, né, pelo que a gente conseguiu ver. E aí a Samanta deitou no chão no escuro e ela ficou um bom tempo assim, até que do nada uma figura toda vestida de preto pulou pela janela para dentro da loja.

O cara tava vestido uma máscara preta e um boné. Com essas luzes apagadas não dá para identificar 100% o que que aconteceu ali por segundo, né? Só que rapidamente esse homem pegou a Samantha, obrigou ela a se levantar e saiu ali do stand com ela a pé pela porta de trás. O lado de fora até tinha câmeras, só que esse homem levou a Samantha para um lugar que tava fora da visão dessas câmeras. E aí é que a imagem acaba e a gente não consegue ver mais nada.

Então não dá para saber o que aconteceu logo depois. Gente, essas filmagens revelam muita coisa para os policiais, só que ao mesmo tempo, como contou o podcast Crime Junkie, agora os detetives tinham na verdade mais perguntas do que respostas, né? O que que O que aconteceu depois que ela foi sequestrada, né? Quem teria levado ela e para onde? Por quê? Será que foi alguém que conhecia ela, um cliente, ou realmente um homem aleatório, estranho, né?

Na época, os familiares desesperados chegaram a juntar um dinheiro e colocaram uma recompensa de $12.000 para qualquer informação que levasse a polícia descobrir onde a Samantha estava. E sem saber como solucionar esse caso, os detetives pediram ajuda para o FBI, né, que é um órgão responsável por investigar alguns tipos de crime aqui nos Estados Unidos mais complexos. E os detetives então vasculharam todas as redes sociais da Samanta.

Parece que eles realmente olharam tudo de cima para baixo para poder tentar entender se tinha alguém que possivelmente queria fazer algum mal para Samanta. Mas eles não encontraram nada, nenhuma pista concreta. Até que 2 semanas e meia depois, uma coisa aconteceu. Mas antes da gente continuar, beba água. O celular do Duane, o namorado da Samanta, apitou de novo, e era uma mensagem do celular da Samanta. E ele, claro, correu para ver.

A mensagem dizia, abre aspas, placa do Parque Connor embaixo da foto do Albert. Ela não é bonita? Fecha aspas. Eu vou colocar aqui essa mensagem na tela para vocês verem, tá? A foto era uma mensagem quase que assustadora, né? Era o primeiro contato que o sequestrador tinha feito, a primeira pista que os policiais recebiam. E é claro que eles foram conferir essa pista, né, ali embaixo dessa placa do Albert no Parque Connor. Eu não sei exatamente o que que era esse lugar, tá?

Eu dei uma pesquisada e achei que Albert era um cachorrinho que por algum motivo tinha um flyer em homenagem a ele ali nesse parque. Então eu acho que devia ter algum mural ou alguma coisa desse tipo nesse lugar que tinha uma foto desse cachorro. E o que quer que fosse que o sequestrador queria mostrar estaria ali embaixo. Basicamente é o que parece. Os detetives foram até esse lugar sem saber o que eles podiam achar, né? Talvez uma pista, um pedido de resgate, ou até nada, né?

Mas eles acharam uma coisa, uma sacola plástica daquelas tipo ziplock, e dentro dessa sacola tinha uma carta datilografada à máquina de escrever. Era um pedido de resgate. O sequestrador queria que a família depositasse $30.000 na conta da própria Samantha. E além disso, também tinha uma foto, uma foto da Samantha segurando o jornal recente do dia 13 de fevereiro de 2012. Rapidamente, os familiares e o próprio FBI juntaram esse dinheiro e depositaram na conta.

Só que eles não iam simplesmente dar o dinheiro para esse homem e esperar pelo melhor, né? Eles tinham um plano. Eles fizeram um acordo com os bancos e assim que alguém tentasse sacar qualquer quantia, os detetives seriam acionados imediatamente. E parecia uma boa ideia, né? Só que passou um dia sem ninguém tentar sacar esse dinheiro. Dois dias, três, quatro, até que vários dias depois apareceu uma notificação para polícia. Alguém finalmente tinha tentado sacar esse dinheiro em um caixa eletrônico.

E logo depois apareceu mais uma notificação e mais outra. Nesse dia foram feitos três saques da conta ali da jovem, né, no Alaska, e sempre dentro do limite de $500 por saque, que era o limite que a conta dela permitia. E todas as vezes a polícia foi foi acionada imediatamente, mas mesmo assim eles não conseguiram capturar o criminoso, porque até os policiais receberem a notificação, enviarem uma patrulha, a polícia chegar no lugar, esse homem já tinha ido embora e sumido.

Até que um quarto saque no dia 7 de março de 2012, mas não na cidade ali de Anchorage nem no Alasca, era em outro lugar, em Wilcox, no Arizona. Gente, para quem não sabe, nos Estados Unidos o Alasca é um estado que não faz fronteira com outros estados do país, ele fica isolado no mapa, né? Tem os Estados Unidos e aí em cima tem o Canadá, Mais para cima ainda, depois do Canadá, ficou Alasca. Ou seja, ele tinha que ter pego um avião, voou por todo o Canadá e chegou no Arizona.

São mais de 6.000 km de distância. Só que os saques não pararam. Depois desse saque no Arizona, teve mais um saque em outro estado, no Novo México. E aí depois, no dia 10 de março, no Texas. E assim foi indo, cada saque era no lugar diferente do país. Tentando chegar até o sequestrador e resgatar a Samantha, a polícia puxou os vídeos dessas caixas eletrônicas, porque assim talvez eles conseguissem identificar esse criminoso, né?

Colocar um alerta e tudo mais. Só que ele tava sempre usando máscara. Ele era meticuloso, tinha pensado em tudo. Mas nessas filmagens tinha um detalhe, um detalhe pequeno que ele não conseguiu esconder: um carro branco, e era um Ford Focus. Ou seja, finalmente agora eles tinham uma pista, né, mais uma pista, e essa de fato poderia ajudar em algo. E sabendo disso, os detetives colocaram mais um alerta para todos os policiais da região no Texas: qualquer carro com aquela descrição Era um carro suspeito.

E foi quando um policial chamado Brian Henry recebeu esse alerta. Naquele dia, o Brian tava fazendo a rota dele pela cidade até que ele reparou numa estrada um Ford branco que batia exatamente com aquela descrição. E isso era o dia 13 de março. E aí ele manteve a calma e começou a seguir esse veículo, só esperando ali a oportunidade certa para parar e fazer abordagem. Pouco tempo depois, o carro fez uma infração de trânsito, e era justamente isso que o policial precisava.

Ele abordou esse o carro, chegou perto e no volante ele viu um homem. E quando ele foi parado, o homem entregou para o policial a carteira de motorista dele, normal, né, abordagem normal. E gente, a CNH dele era de onde? Do Alasca. Provavelmente era o criminoso. E o nome dele era Israel Keyes. Quando o policial resolveu vasculhar o carro, ele encontrou roupas iguais às que o sequestrador usou na hora do sequestro, dinheiro, uma arma e o celular e o cartão de banco da Samantha.

Mas faltava faltava algo muito importante, né? A própria Samantha. Ela não tava com ele. Onde ela estaria, né? O que que tinha acontecido com ela? E como ele cometeu várias fraudes, né, usando o próprio cartão da Samantha e várias outras coisas, a polícia podia prender ele. Então prenderam ele ali e levaram ele para delegacia e começaram a interrogar. Então assim, entre maio e novembro de 2012, a polícia descobriu muitas coisas sobre Israel.

Ele nasceu no dia 7 de janeiro de 1978, ele tinha 34 anos, e ele passou boa parte da infância isolado do mundo. E quando eu falo afastada, literalmente, porque ele viveu alguns anos numa casa no meio do nada nos Estados Unidos, realmente afastada de qualquer cidade, sem eletricidade, sem água encanada e com pouco contato com outras pessoas. Não tinha televisão, não tinha música, e parece que o Israel muitas vezes tinha que caçar a própria comida, cortar lenha e trabalhar em algumas fazendas da região para ajudar a sustentar a família.

E além disso, parece que também nesse período ele pode ter sido abusado sexualmente pelo próprio pai. Já adolescente, quando Israel tinha por volta de 14 anos, ele apresentava algumas atitudes complicadas. Ele tinha costume de a começar pequenos incêndios ali nas florestas da região e atirava nas casas de vizinhos e torturava animais. Só que o detalhe é que em 2012 ninguém sabia desses comportamentos de Israel. Nessa época, quando ele sequestrou a Samantha, era como se ele fosse duas pessoas para a sociedade, né, de acordo com os materiais do FBI, né.

De um lado, Israel tinha uma vida totalmente normal, um emprego como carpinteiro, namorada, era o pai carinhoso de uma menina, era um vizinho prestativo, mas ninguém desconfiava de que por outro lado Israel também podia ser um monstro. E eu vou te contar o que o que aconteceu no dia do sequestro, dia 1º de fevereiro, do ponto de vista do Israel. O Israel contou que ele não conhecia a Samantha, ele nunca tinha visto ela antes e nem tinha planejado sequestrar a Samantha especificamente.

Ele só queria sequestrar alguém e ele pensou que aquele stand de café seria um bom lugar para fazer aquilo que ele tinha na cabeça dele, né? Então ele passou na frente de alguns stands de café para entender qual seria o melhor. E aí ele encontrou o Common Ground, um lugar que tinha uma localização boa para o Israel, eu acho que porque era um pouco mais isolado e que ficava aberto até mais tarde. E a Samanta simplesmente estava lá trabalhando.

Então ele chegou nesse café e apontou uma arma para Samanta, né? Foi quando ela deu aquele pulo para trás com medo, assustada, lembra? E sequestrou ela no escuro. Depois que ele apagou as luzes do café, o Israel amarrou as mãos dela e levou ela para o lado de fora. Nesse momento, eles foram para longe do campo de visão das câmeras de segurança, então não dava para ver nas filmagens o que tinha acontecido. Mas ele contou que depois que eles saíram do café, a Samanta ainda reuniu as forças que ela tinha e tomou uma atitude muito corajosa.

Ela conseguiu se soltar do Israel e começou a correr. Ela tentou correr o mais rápido que podia, né? Ela gritou por ajuda, só que ninguém da região ali viu isso acontecendo para poder ajudar. Infelizmente, o Israel foi mais rápido. Em um segundo, ele foi lá e pegou a Samanta, jogou ela no chão e apontou uma arma para ela. Então ele também ameaçou, falou que a arma dele era bem silenciosa e que ninguém ia ouvir se ele atirasse.

Além disso, Israel mandou ela não fazer nada que obrigasse a tirar a vida dela. E aí o Israel jogou a Samanta no carro dele. Apesar dele não ter planejado sequestrar a Samanta especificamente, ele tinha planejado todo o crime meticulosamente. De acordo com as notícias da época, ele até tinha tirado a placa do próprio carro para não ser identificado. No carro, o Israel começou a conversar com a Samanta, a falar que só queria dinheiro e que ela podia ficar tranquila, que se a família pagar certo, tudo ficaria bem.

E aí a Samanta foi ficando mais calma e não tentou fugir de novo. Bom, era claro que o Israel queria o dinheiro da família, sim, mas os planos dele não paravam por aí, infelizmente. Gente, o Israel levou a Samanta para a própria casa dele e deixou ela presa, amarrada, em um galpão pequeno que Israel tinha no quintal para poder guardar ferramentas, que é um tipo de construção muito comum nas casas americanas, né? Mas como que o Israel pediria resgate para família, né?

A gente sabe que o plano dele era mandar uma mensagem para família dela usando o próprio celular, né, da Samanta, e que ele pediria para eles depositarem dinheiro na conta da Samanta, e aí ele sacaria. E para colocar esse plano em prática, o Israel precisava do celular e do cartão de de débito da Samanta. Mas onde ele conseguia essas coisas, né? Porque nada disso tava com a Samanta. O celular, por exemplo, tinha ficado lá no café.

Então Israel decidiu voltar na cena do crime para poder pegar o aparelho dela. Ele ligou um rádio no volume máximo para ninguém ouvir a Samanta gritar e disse para ela que tinha um sistema de segurança, que se a Samanta tentasse chamar a atenção dos vizinhos, ele saberia na hora. Então ele deixou ela lá e aí ele saiu de casa. Isso devia ser só algumas horas ali depois do sequestro. O Israel voltou até o café e acabou que ninguém notou ele por ali, e ele conseguiu pegar o celular.

E com o celular ali nas mãos, ele mandou aquele SMS para o Duane, né, se passando pela Samantha e falando que ia viajar uns dias. Depois disso, ele desligou e tirou a bateria do aparelho. E já o cartão de débito da Samantha, que ele também precisava, não tava ali no café, ele tava na verdade no carro do Duane, porque ele e a Samantha tinham uma conta conjunta. De madrugada, às 3 horas da manhã, o Duane viu sim uma figura toda de preto com com uma máscara do lado do carro dele.

E parece que o Duane chegou a confrontar esse cara, começou a gritar com ele, xingar, que era para ele sair ali de perto do carro. E gente, o Duane deve ter pensado que era só um ladrão, não deve ter passado pela cabeça dele que na verdade aquele criminoso poderia ser a pessoa que tinha sequestrado a namorada dele, né? Então Duane voltou para dentro de casa correndo para chamar ajuda, mas quando ele voltou para fora, aquela figura de preto já tinha sumido.

E a gente sabe que o Israel era essa figura, e ele já tinha levado com ele o cartão de débito da Samantha. Depois disso, Israel apontou para o galpão no quintal dele e lá ele abusou sexualmente da Samanta e infelizmente tirou a vida dela asfixiada. Isso foi por volta do dia 2 de fevereiro de 2012. A Samanta tinha só 18 anos. Quando ele terminou, o Israel saiu do galpão, ele andou ali alguns passos, entrou em casa e voltou a viver a vida dele normalmente com a namorada, brincou com a filha e foi trabalhar.

Além disso, no mesmo dia o Israel levou a família para viajar. Eles já tinham marcado uma viagem para New Orleans, Nova Orleans, que fica nos Estados Unidos, para fazer um inteiro. E eles passearam e se divertiram por 2 semanas enquanto o corpo da Samantha ficou no galpão no Alasca, no inverno, que tem temperaturas negativas, um frio muito forte e neve o tempo inteiro. Só quando Israel voltou, depois de 2 semanas, no dia 17 de fevereiro de 2012, foi que ele mandou aquela mensagem para família da Samantha para eles irem até o parque.

E como a gente sabe, lá tinha um pedido de resgate e uma foto da Samantha segurando um jornal ali do dia 13 de fevereiro, uma foto provando que ela tava viva e que ela seria devolvida depois de pagar tentarem o resgate. Mas nessa foto, como que a Samantha tava viva no dia 3 de fevereiro se o Israel tinha tirado a vida dela no dia 2 de fevereiro? E gente, lembrando que o que eu tô contando aqui para vocês agora é o que o Israel estava contando para polícia nos interrogatórios.

E o que ele falou para os detetives fez eles arrepiarem na hora, tá? O Israel usou agulha e linha para costurar os olhos ali no corpo da Samantha e deixar os olhos abertos, né? Já tinham se passado 2 semanas desde que ela tinha falecido, só que o inverno do Alasca é tão frio e acabou que o corpo ficou preservado. E aí o O Léo pegou um jornal recente e colocou como se ela tivesse segurando e tirou aquela foto. Ou seja, naquela foto, uma foto que tinha dado esperança para família de que a Samanta tava viva, na verdade ela tava morta.

E gente, claro que sabendo disso essa foto fica ainda mais perturbadora e triste. Bom gente, a foto nunca foi liberada para o público, pelo que eu sei, tá? E se tiver qualquer imagem desse tipo, a gente nunca poderia colocar aqui. Se você em algum momento divulga qualquer tipo de imagem, uma pessoa sem vida, isso completamente inaceitável, tá bom? E parece também tem umas fotos aí na internet que parece que eles usam como se fosse essa, mas tem comentários falando que na verdade essa foto foi uma reconstrução dessa foto real.

Eu não sei se isso é verdade, só que de toda forma eu vi essa foto e ela é bem impactante, e eu nunca compartilharia ela aqui, como eu já disse, tá? Depois de tirar essa foto e tentar enganar a família, o Israel cortou o corpo da Samantha em vários pedaços e jogou eles num lago ao norte da cidade, em um lugar chamado Matanuska. E como o lago tava congelado, o Israel teve que fazer um buraco no gelo para jogar o corpo dentro. Bom, e sabendo de tudo isso, em abril de 2012, 3 meses depois de a Samantha ter sido sequestrada, os detetives conseguiram finalmente recuperar o corpo dela, exatamente onde o Israel disse que estaria.

Se você tiver assistindo esse episódio, né, nas plataformas de vídeo, eu vou colocar uma imagem agora na tela que o FBI compartilhou para vocês verem os policiais descendo ali nesse lago durante durante as buscas. É uma foto do lago todo congelado e cheio de neve em cima. Nem parece que é água congelada, né? Parece que é chão mesmo, de tão congelado que tava, né? E aí, no meio dessa foto, tem um buraco que dá acesso para água que tá líquida embaixo, né?

Não tá congelada. E parece que tem mergulhadores descendo ali para poder procurar por ela, né? E com todos esses detalhes que o Israel tinha dado, né, os investigadores começaram a suspeitar de uma coisa: de que esse não era o primeiro crime dele. E durante o interrogatório, ele deu vários indícios de que realmente não era o primeiro crime, de que a Samantha não tinha sido a primeira vítima dele. Ou seja, a polícia descobriu que não tava lidando com um sequestrador e um assassino qualquer.

Sem saber, eles tinham capturado provavelmente um serial killer. Na época, o Israel não queria ficar preso e também não queria que a história dele e detalhes dos crimes que ele cometia, coisas que ele tinha feito com as pessoas e com os corpos, viessem a público. Principalmente, o Israel não queria que a filha descobrisse as coisas que ele tinha tinha feito. Aos poucos, ele até começou a falar sobre outros crimes, só que como ele não queria que as coisas viessem a público, grande parte das vezes o Israel só falava para os policiais: "Eu não quero falar sobre isso agora." E é claro que quando Israel dizia isso, os policiais sabiam que tinha alguma coisa ali, que eles estavam ali no caminho de desenterrar mais informação, mas não dava para saber exatamente o que era naquele momento, né?

Ou seja, ele soltava pistas e indícios de coisas que ele poderia ter feito, só que ele não confessava quase nada. Ele não abria a boca sobre a maioria das coisas. Sequestros, abusos, mortes. Mas com essas pequenas pistas, os policiais aos poucos foram montando o quebra-cabeça do padrão dele, do modus operandi do Israel. De acordo com a polícia, o Israel sabia exatamente o que ele fazia e não tinha nenhum arrependimento pelos crimes.

E os detetives ainda afirmaram que ele gostava de viver essa vida dupla, de ser por um lado um homem de família e ao mesmo tempo um assassino, provavelmente um serial killer, né, sem ninguém da família e dos amigos suspeitando de nada, né. A gente já conhece essa história aí, né, a gente já viu aqui no podcast. E além disso, Isso apesar de Israel não planejar matar alguém específico, ele era meticuloso e planejava tudo cuidadosamente, tá?

Para você ter uma noção, Israel viajava muito e nem sempre ele matava alguém nessas viagens, né? Só que sempre que ele podia, ele aproveitava para dar uma olhada em volta ali nos lugares e para ver se tinha algum lugar que ele achava ideal para sequestrar ou tirar a vida de alguém. Podia ser uma casa mais isolada, um parque sem câmeras. E quando ele achava um lugar ideal, o Israel escondia na essa região um kit. E isso incluía um balde que ele pegava e colocava armas, dinheiro, né, físico mesmo, fitas adesivas, cordas e mais outras coisas.

Uma série de coisas que ele podia usar em um crime no futuro. E aí o Israel escondia ou então enterrava esse balde e deixava lá, às vezes até por anos, tá? 2 ou 3 anos depois, quando ele viajava de volta para essa cidade, ele tava pronto para cometer qualquer coisa, né, sem ter que ficar viajando com as coisas, com armas ou comprando coisas suspeitas que pudessem levantar ou chamar a atenção de alguém. E aí ele escolhia uma pessoa aleatória e cometia o crime.

Ele pode ter feito isso pelos Estados Unidos inteiro, tá, de acordo com FBI. E esse era o modus operandi dele. Eu vou inclusive colocar a foto desse kit que ele tinha, que é o kit de assassinato dele, que ele escondia. Vou colocar aqui essas imagens, tá. Essas imagens estão saindo diretamente do site do FBI. E parece que o Israel Keyes ainda estudava sobre outros serial killers, como por exemplo o Ted Bundy, né. A gente tem um episódio sobre o Ted Bundy, se você ainda não escutou.

De acordo com Crime Junkie, o Israel chegou a falar que a polícia nunca desconfiaria dele Porque em todos os casos, as vítimas dele eram dadas, na verdade, como pessoas desaparecidas. Ele tentava deixar o mínimo de rastros possível e tentava fazer parecer que elas tinham simplesmente sumido. Desse jeito, ninguém pensaria em ligar ele aos casos ou procurar essas pessoas, né? Porque de fato, às vezes, nunca iriam encontrar. E realmente parece que o nome do Israel não tava no radar de ninguém.

Ninguém da polícia suspeitava dele antes dele ser capturado por conta do caso da Samanta. Mas apesar dele não contar quase nada sobre os crimes, teve alguns casos que ele deu detalhes sim. Pros detetives, o Israel disse que tinha um caso de um casal que morava em Vermont e que tinha sumido sem deixar rastros, e que ele seria a chave pros detetives resolverem. Os nomes deles eram Bill e Lorraine Currier. A Lorraine simplesmente parou de ir trabalhar, e isso chamou atenção porque ela nunca faltava, nunca.

Ela trabalhava com a cunhada, que estranhou o silêncio e decidiu ligar pro irmão, o Bill, que era marido da Lorraine. E aí veio outra coisa estranha: o Bill também tinha faltado ao trabalho. Foi nesse momento que ela decidiu ir até a casa do Bill e da Lorraine pra ver o que tava o que estava acontecendo. Quando chegou lá, a casa tava quieta, as luzes apagadas, e parecia que não tinha nada fora do lugar. Mas tinha um detalhe fácil de passar batido que deixou a cunhada preocupada: uma janela quebrada na garagem.

Aquilo, claro, ligou um sinal de alerta nela, e ela acionou a polícia imediatamente. Os detetives vasculharam a casa inteira, mas eles não acharam nada. Lorraine e Bill tinham simplesmente sumido sem deixar nenhuma pista, só aquela janela, né? E até que um ano depois, o Israel, capturado, decidiu contar o que tinha acontecido. Em junho de 2011, o Israel tava em mais uma de suas viagens. Ele saiu do Alaska e pegou um avião até Chicago.

Lá ele alugou um carro. E aí o plano de viagem era simples: encarar 2.000 km de estrada e dirigir mais de 20 horas até o Maine, onde ele foi visitar os irmãos. No caminho, o Israel faria umas paradas. Ele queria parar, por exemplo, em uma casa que ele tinha em Nova York para dar uma olhada lá na propriedade, e em outros lugares meio do caminho. Uma dessas paradas aconteceu em Vermont, um estado que faz fronteira com o Canadá, tá lá em cima no mapa dos Estados Unidos.

Em Vermont, o Israel esperou o sol se pôr, e quando já era de noite, ele saiu do hotel a pé e caminhou pela cidade até chegar a um ponto específico, um lugar que só ele conhecia. Enterrado no chão tinha um balde que o Israel tinha escondido 2 anos antes, e dentro tinham cordas, armas, munição, silenciadores, fita adesiva, produtos químicos e várias coisas. Depois de ele pegar o que ele precisava, ele ficou vagando pela cidade, o celular desligado e sem bateria para não ser rastreado, até que em algum momento Israel parou em frente a uma casa aleatória.

Ele deu uma olhada em volta, não tinha cachorro, não tinha brinquedos no quintal espalhados, também parecia que não tinha sistema de alarme. Pelo que ele avaliou, o Israel deduziu que quem morava naquela casa devia ser mais velho, talvez um casal vulnerável. Então ele se aproximou, cortou os fios de telefone e depois forçou entrada pela garagem. E em poucos segundos ele tava dentro da casa. Lá ele encontrou Bill e Lorraine na casa dos 50 anos, né, que era a idade deles.

E eles estavam lá dentro da casa, no quarto, deitados na cama. Um casal que o Israel nunca tinha visto na vida. E claro que eles ficaram muito assustados, né? Imagina de madrugada dentro da sua própria casa e de repente um homem todo vestido de preto aparece na sua frente te ameaçando. O Israel amarrou os dois, obrigou eles a passarem a saindo o cartão e mandou que eles fossem até a garagem. Depois colocou os dois no carro do casal.

Para manter o controle da situação, Israel falou que eles não precisavam se preocupar, que aquilo era só por dinheiro e que ninguém ia se machucar. Era mentira. Então, no meio da madrugada, Israel estacionou na frente de uma casa vazia, tudo escuro lá dentro, a rua deserta, e uma placa de "vende-se" na frente da casa. Um lugar que ele tinha escolhido só algumas horas antes, especificamente unicamente para aquele propósito que ele tinha na cabeça.

E lá dentro tudo indica que Israel abusou sexualmente deles. E como ele já fazia, né, ele falou várias coisas sobre o caso, mas ele não explicou tudo. A gente sabe, por exemplo, que nas horas de tortura e medo que o Bill e a Lorraine passaram, Israel ferveu água no fogão. Mas o que que ele fez exatamente com essa água? Ele nunca explicou. E depois, infelizmente, Israel tirou a vida dos dois. Bill perdeu a vida a tiros e Lorraine asfixiada.

Depois dele fazer isso com o casal, Israel tentou apagar os rastros. Ele jogou produtos químicos nas mãos e nos rostos deles, talvez para que essas partes do corpo entrassem em decomposição mais rápido, para dificultar a identificação. E aí ele colocou os corpos ali, os restos mortais, em sacos plásticos e jogou num cantinho ali no porão, debaixo de uma pilha de lixo e folhas. Na verdade, o Israel queria queimar a casa para acabar com qualquer prova, só que por algum motivo não deu tempo e ele não conseguiu fazer isso.

Então ele só deixou os corpos lá, assumindo que a casa, né, que tava à venda, seria eventualmente demolida para um novo proprietário fazer outra coisa fez alguma coisa no terreno, vender, construir, sei lá. E sobre o odor, o Israel assumiu que ninguém suspeitaria de assassinato. As pessoas só achariam que algum animal tinha entrado e morrido dentro da casa vazia. E ele tava certo. A polícia nunca encontrou os corpos e a casa realmente foi vendida e demolida.

Provavelmente a casa já tava ali num estado ruim, né? Então ele percebeu que seria demolida. E se o Israel não tivesse confessado, esse caso nunca teria sido solucionado. Bizarro, né? Além desse caso de Bill e Lorraine, teve um outro caso que o Israel também vou dar todos os detalhes. Certo dia, o Israel se preparou. Ele pegou um rifle daqueles que dá para atirar de muito longe, tipo sniper, e ficou, acho que em um parque, esperando o momento certo para atirar em um casal de jovens que tinha estacionado ali perto.

O Israel já tinha tudo pronto com ele: produtos para dissolver os corpos e até o mapa para enterrar os corpos depois. Ele tava assim com o dedo no gatilho, só que lá longe ele viu um policial aparecer. E aí o policial chegou perto do casal de jovens. Parece que o parque tava fechando e eles não podiam estar ali, então o policial tava meio saindo eles ali do local, o Israel mirou no policial pensando em tirar a vida dele também.

Mas aí um segundo policial apareceu, e aí no final das contas o Israel achou que seria muito arriscado fazer isso, né? Então ele desistiu de cometer o crime porque podia dar merda para ele, né? E dessa vez o Israel não matou ninguém, felizmente. Gente, como eu disse antes, o Israel não soltava quase nada sobre os crimes, né? Pelo que eu entendo, só tem esses dois casos que eu contei para vocês, da Samantha Koenig e do Bill e da Lorraine, que os interrogadores têm 100% de certeza que o assassino é o Israel, que ele é o autor dos crimes.

Só que ainda podem ter dezenas de casos que o Israel tava envolvido e que os policiais só desconfiavam porque nos interrogatórios dele ele deu um indício ou outro de que ele poderia realmente ter feito alguma coisa. Nos interrogatórios ele falava coisas do tipo, abre aspas, ah, teve umas mortes aí que os policiais acham que foi um acidente, mas fui eu, fecha aspas. Coisas nesse sentido, sabe? Às vezes até mais sutil do que isso.

Mas quem eram quem eram as vítimas, onde aconteceram esses crimes e quando. Ele não falava nada, então não dava para polícia saber. E além disso, ainda era possível que existissem casos que, como Israel não queria que a história dele viesse a público, ele pode nem ter dado nenhuma pista, e que dessa maneira nem passava pela cabeça dos policiais, investigadores, que ele poderia estar envolvido. Bom, a polícia acredita que ele cometeu vários sequestros e assassinatos por todos os Estados Unidos entre 1997 e 2012.

São pelo menos entre 8 12 casos, pelo que eles calculam. Mas tem gente que acredita que pode ser muito mais, dezenas, casos que a polícia poderia resolver com as confissões de Israel. Mas antes que ele pudesse dar mais detalhes e informações, em 1º de dezembro de 2012, Israel foi encontrado morto na prisão. Ele tinha 34 anos e ele tirou a própria vida e deixou uma carta macabra. A carta tava perto do corpo dele, cheia de sangue, e ela era uma homenagem perturbadora o assassinato.

Ele escreve quase que na linguagem de um poema sobre o prazer que ele tinha em matar as suas vítimas. É bem bizarro, sabe? E por fim, com isso, infelizmente, o Israel Keyes acabou com as esperanças dos policiais e também dos familiares de possíveis vítimas ali, que pudessem solucionar dezenas de casos que as pessoas especulam que o Israel pudesse ter sido responsável. Bom, gente, e a gente tem como terminar esse caso dessa forma, infelizmente.

Finalmente ele fez isso, né? Bom, e você deve estar se perguntando como que ele conseguiu tirar a própria vida, né? Ele conseguiu esconder uma lâmina de barbear na própria cela e durante a noite ele cortou o próprio pulso e também utilizou tiras de lençol para se estrangular. O corpo dele foi encontrado na manhã seguinte e a investigação concluiu que não houve participação de terceiros. Bom, a morte do Israel, claro que teve grande impacto na investigação porque ele tava cooperando parcialmente com FBI e ele tinha admitido vários assassinatos, mas se recusava a revelar detalhes sobre todas as vítimas.

Bom, e após o seu suicídio, muitos casos permaneceram sem solução. O FBI continua investigando possíveis vítimas não identificadas. Também foram encontrados na sua cela aquela carta que eu falei para vocês, né, que tinham informações úteis ali sobre outras vítimas, e desenhos de crânios feitos com sangue que o FBI acredita que podem representar o número total de pessoas que ele matou. E claro que a parte mais frustrante dessa história é justamente que o suicídio impediu os investigadores de confirmar quantas pessoas ele realmente matou.

E quem eram todas as vítimas, né? E eu acho que ele sabia muito bem que fazendo isso, é, talvez fosse a melhor opção para ele, porque ele não queria que a família, né, de certa forma soubesse tudo que ele fez. E ele sabia que ele não tinha muita escapatória, né? Bom, gente, chegamos ao final desse episódio. E no final de todo episódio eu trago a minha opinião e o Lucas também traz a dele. Além disso, o Lucas vai trazer uma informação interessante.

Então, a minha opinião nesse caso é bem simples, tá? A minha opinião é que ele foi muito meticuloso, muito esperto, e que realmente quase que não pegam ele pela samanta, tá? E também, claro que com certeza, como todos os outros serial killers que a gente já trouxe no podcast, que a gente já falou sobre, a infância impactou muito. E a infância fez com que ele realmente se tornasse a pessoa que ele se tornou, cometesse todos os crimes que ele cometeu.

Não que justifique, e porque tem muitas pessoas que passam por coisas muito brutais na infância e conseguem viver a vida de forma normal, passar por isso. Mas é claro que é um, às vezes, notar que tem coisas ruins acontecendo com você que você tá tendo pensamentos ruins, que no caso dele, que ele queria tirar a vida de animais e tudo mais, é tentar procurar uma ajuda, né, assim que você vê esse tipo de coisa. Enfim, se tem alguém escutando aqui nosso podcast e tem alguns pensamentos desse tipo, de tentar fazer algo com alguém, de tentar tirar a vida de um animalzinho, é bom que você converse com alguém, com uma pessoa realmente que saiba, que possa te ajudar a encontrar um caminho para que você afaste esses pensamentos, né.

Enfim, eu já falei várias vezes aqui nesse podcast que eu não me interessa por causa de serial killers, porque basicamente é a brutalidade pela brutalidade. A gente não consegue de fato, tem que se estudar a cabeça dessas pessoas. E muitas vezes a polícia americana, o FBI, usa muito esses serial killers para poder conseguir entender a cabeça dessas pessoas, porque eles funcionam de uma forma diferente. Eu que tô falando, de você que tá escutando, é realmente, eles têm uma cabeça diferente da nossa, né?

Eles pensam de uma forma diferente. Então a gente é muito difícil para a gente, no nosso lugar, tentar entender o que passa na cabeça de serial killer. Então eu acho que é, inclusive ele tava ali cooperando com as autoridades americanas para poder falar não só sobre esse caso, porém eu acredito que também o FBI iria usar ele para estudar melhor sobre como funciona um serial killer, né, e modus operandi e tudo mais. Então é isso, vamos ver a opinião do Lucas. Lucas, qual a sua opinião?

SKSamantha Koenig

Oi, Erika! Oi, gente! O Israel, ele durante os interrogatórios, como a Erika falou, deu várias dicas, pistas de casos que ele poderia estar envolvido, mas a polícia, além desses dois que ele confessou, nunca conseguiu ligar ele ao outros casos, né? Então eu trouxe aqui para complementar, por exemplo, o caso da Julie Harris, né? Ela era uma garota de 12 anos que era medalhista de Olimpíada de esqui, paraolímpico na verdade, nessa categoria, né?

Ela tinha dois pés protéticos e ela desapareceu em 2 de março de 1996 enquanto ela tava esperando uma carona para ir para igreja. Os restos mortais dela só foram encontrados quase um ano depois, né, em 1997, e na época Israel. Ele tinha 18 anos e tava morando ali na região em que o crime aconteceu. Quando ele foi capturado, 2012, a polícia questionou ele sobre: pô, você tem alguma coisa a ver com isso aqui? E ele não confirmou, não negou, ele só falou assim: ah, ouvi falar sobre esse caso aí.

Tem também a Suzane Gloria Leal. Ela saiu do trabalho um dia ali, ela trabalhava no shopping, ia voltar para casa, parece que para o campus da universidade, pegou um ônibus e tal, e nunca mais nunca mais foi vista, foi dada como desaparecida e tal. E aí tem uma coisa, é que o modus operandi foi um pouco parecido. Depois que ela desapareceu, na mesma tarde, o cartão dela foi usado no caixa eletrônico para sacar uns $20, né? E só ela e o namorado conheciam a senha.

Ele também contou para os investigadores que chegou a matar várias pessoas, né? Ele falou assim: matei X pessoas nesse estado, mais X naquele outro estado, né? Ele falou, por exemplo, que uma vez ou então submergiu em água, né, uma vítima perto de um lago chamado Neah Bay, no estado de Washington, entre julho e outubro de 2001. Mas também não deu mais detalhes. Então assim, tem vários casos, vários casos em que ele pode estar envolvido.

E muita gente especula que ele pode ter sido um dos serial killers mais eficientes em assassinar pessoas sem ser descoberto, porque só dois casos realmente dele que a polícia sabe com certeza.

SKSamantha Koenig

Muito obrigada para você que ficou até aqui. Não deixe de deixar um comentário me dizendo o que que você acha sobre esse caso. Eu Adoro ver o que vocês acham. E também não deixe de deixar um like, é muito importante. Tchau, pessoal, vejo vocês na próxima quarta-feira. The most memorable gifts aren't found, they're made. Zazzle is a custom marketplace where you pick any product, a mug, a card, a tote, a phone case, and make it personal.

A photo, a name, an inside joke. The kind of gift that actually fits the person. That's what 30 million customers have been coming back to Zazzle for over 20 years to find. Right now, save 25% on your first order at Zazzle.com. That's Zazzle.com. Make it Z-amazing.