O Canibal de Rotemburgo: Armin Meiwes
À primeira vista, Armin Meiwes parecia apenas um homem comum: educado, prestativo e querido pelos vizinhos. Mas, por trás dessa rotina tranquila, ele escondia uma fantasia perturbadora que começou ainda na infância.
Anos depois, em fóruns obscuros da internet, Armin conheceu Bernd Jürgen Brande — e esse encontro se transformou em um dos casos criminais mais chocantes e debatidos da Alemanha.
Neste episódio, contamos a história do Canibal de Rotemburgo e a discussão que o caso levantou: até onde vai o consentimento quando uma fantasia se transforma em crime?Sugira casos: casosreaispodcast.com.br
Apoie e receba episódios antes: apoia.se/casosreaisSiga: @casosreaisoficial | @erikamirandasRoteiro: Lucas AndriesEdição: Publi.tv - Produtora de vídeos
- O Encontro com Bernd-Jürgen BrandBusca por parceiro para canibalismo · Bernd-Jürgen Brand: engenheiro divorciado · Histórico de abandono e falta de afeto em comum · Conversas e planejamento detalhado · O plano de comer a própria parte íntima
- Origem do Direito PenalO ato de canibalismo e assassinato · Gravação do evento · Consenso e zona cinzenta legal · Canibalismo não é crime na Alemanha · Condenação inicial e apelação · Condenação à prisão perpétua · Debate ético sobre liberdade individual
- O plano da 'fantasia' para atrair a vítimaAmigo imaginário e fantasias sexuais · Desejo de comer carne humana · Fascínio por açougues · Conexão íntima através do canibalismo
- Comunidades Online de CanibalismoPesquisa sobre morte na internet · Fóruns sobre canibalismo (Cannibal Café) · Criação de histórias falsas e fotos · Fama e confiança nos fóruns
- Geração de órfãos e ausência paternaInfância em Rotemburgo · Abandono paterno · Sentimento de solidão e abandono · Leitura de Robinson Crusoe · Relação com a mãe
- Legado e ConsequênciasInspiração para outros casos de canibalismo · Armin Meiwes como 'Mestre Açougueiro' · Discussão sobre consentimento e autonomia · Comparação com Ed Gein · Armin Meiwes se tornando vegetariano
- Vida Pós-Exército e Morte da MãeRetorno para morar com a mãe · Cuidado com a mãe doente · Estudo e trabalho como engenheiro de computação · Morte da mãe e alívio
- Militares e comportamento institucionalAlistamento no Exército Alemão · Problemas com alcoolismo · Acidentes de trânsito · Saída do exército
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A primeira vista, Armin Meiwes parecia um homem comum. Ele morava em uma cidadezinha na Alemanha, cortava ali a grama da casa dele uma vez por semana, ia no mercado, dava bom dia pros vizinhos. Um cara normal. Ele tinha um jeito simpático de quem parecia não oferecer nenhum perigo. Ele era visto quase que como um vizinho perfeito. Mas por detrás daquela imagem, a gente já sabe, imagina o que tinha ali, né? Ele escondia um segredo assustador, um desejo antigo, perigoso e até difícil de imaginar.
Uma fantasia que por muito tempo ficou trancada na cabeça dele, até essa fantasia se tornar realidade e transformar tudo isso em um crime bizarro que deixou os policiais em choque e ficou conhecido no mundo inteiro. Quem era o Armin quando ninguém tava olhando? O que que existia ali por trás daquele vizinho gentil que sorria, ajudava as pessoas e recebia gente em casa? E como essa fantasia escondida por tantos anos acabou levando a um dos casos mais perturbadores da história?
Para quem não me conhece, meu nome é Erika Miranda e todas as quartas-feiras eu trago um caso novo aqui para vocês. Eu estou começando a aumentar o número de casos. Então talvez eu vou trazer aí 2 casos por semana. Me digam aí nos comentários qual dia que seria melhor, sem ser a quarta-feira. Que que vocês acham? Talvez sexta. E com isso também, não deixe de ir lá no meu Instagram, @erikamirandas, com S no final, e me segue. Não deixe de me seguir, é muito importante para eu continuar postando mais casos e continuar nessa ideia de postar mais, tá bom?
Então é isso. As fontes para esse caso estão sempre na descrição, no site do Casos Reais. Então clicando lá você tem acesso ao Apoia.se na descrição, e no Apoia.se a gente tem um grupo e você recebe os casos antes deles virem ao ar. E também tem o link do site do Casos Reais, por lá lá você consegue ver as fotos dos casos, links de fontes e tudo mais. Então vai lá no site do Caso de Restos também. Então é isso, vamos parar de conversa e vamos para o caso da semana.
E essa história de Armin Meiwes, o canibal de Rotemburgo. Armin Meis nasceu no dia 1º de dezembro de 61 em Rotemburgo. Gente, eu acho que ele é sagitariano que nem eu. Eu sou sagitariano, mas eu sou do último dia. Eu acho que ele é sagitário. Enfim, e ele é dessa cidade, Rotemburgo, que é uma cidade na Alemanha com aproximadamente 40 mil habitantes. Um lugar pequeno, né, comparado com o Brasil, com que a gente sabe de enfim, de grande.
E também é um lugar tranquilo, e a família dele vivia ali em um bairro mais rural. O Armin, ele era caçula de 3 irmãos, e ele era visto como uma criança normal, um garoto do interior que gostava de animais, que não faltava escola, que fazia ali o dever de casa tudo certinho. Ele levava uma vida comum, relativamente confortável também. Só que dentro de casa parece que as coisas eram um pouco complicadas. A gente não sabe exatamente, né, o que que acontecia dentro da família, mas a gente tem uma ideia, né, de como era o cenário.
Como por exemplo, quando o Armin era criança, os 2 irmãos mais velhos dele sua mãe e dele foram embora. Eles simplesmente saíram da casa dos pais e não voltaram nunca mais. Não fica claro porque que eles fizeram isso, mas parece que é porque devia ter alguma dinâmica na família que não era legal, uma situação que era complicada, e eles escolheram sair de casa. E depois disso foi só piorando e ficou tão ruim ao ponto de 1968, quando o Armin tinha só 7 anos, acontecer uma coisa.
Era um dia normal e ele tava brincando no quintal com um amigo até que ele ouviu uma porta bater. Muito forte. Quando Armin olhou, ele viu o pai saindo de casa pisando duro, andando até o carro que tava parado ali na entrada. Só que então, na hora, ele entendeu o que tava acontecendo e o Armin correu. Ele tentou alcançar o pai e impedir, só que ele não conseguiu. O pai entrou no carro, deu partida e foi embora. Infelizmente, para sempre.
Naquele dia, o pai dele abandonou a família. E pelo que a gente entendeu aí dos lugares que a gente pesquisou, ele levou embora todo o dinheiro que eles tinham. E para o Armin, foi como se a família dele tivesse sido quebrada, sabe? Como se o mundo que ele conhecia tivesse desmoronado, né, de uma hora para outra. E também, enfim, parece que tava todo mundo indo embora, né? E a partir daí o Armin foi virando uma criança cada vez mais solitária.
Ele tinha dificuldade de fazer amigos, de se aproximar das pessoas e criar relações com essas pessoas. Então, para ele passar o tempo e se distrair, já que ele não tinha muitos amigos, ele começou a ler muito. Ele criou o hábito de ler. E um dos livros que ele mais lia era As Aventuras de Robinson Crusoe, que é um livro famoso de 1719 que conta a história de um náufrago drogo que passa décadas ali perdido em uma ilha remota. Ele vive aventuras, enfrenta perigos, foge de canibais e tenta sobreviver até finalmente ser resgatado.
Nessa época, o Armin passou a viver sozinho com a mãe, porque enfim, foi que sobrou ali. Bom, e com o tempo, o Armin acabou virando a única pessoa para quem a mãe acabava jogando todo o amor que ela tinha, mas também as frustrações dela. E uma delas era aí a frustração que ela tinha por causa do pai do Armin. Além disso, mesmo sendo só uma criança, ele começou a ter que assumir algumas responsabilidades que não eram responsabilidades para a idade dele.
Ele Ele se via meio que sendo o homem da casa, sabe? E no final das contas, todos esses acontecimentos da infância foram criando no Armin um sentimento de abandono. Gente, aqui em Miami tá tendo— eu tô gravando no feriado do Memorial, que é o feriado em memória aos combatentes, né, ex-combatentes dos Estados Unidos e tal, da, enfim, das guerras e tudo mais, um feriado militar. E tá passando, tem um show de aviões, aqueles aviões militares que passam muito perto da praia aqui de Miami, e tá rolando.
E eu não sei se dá para vocês escutarem, mas eu tô Tô escutando e assim, bem alto, sabe? No final das contas, todos esses acontecimentos da infância acabaram criando no Armin um sentimento de abandono. Meio que ele teve uma falta de receber ali afeto de quando ele era menor, né? De quando ele era criança. Enquanto tudo isso tava acontecendo, outra coisa começou a acontecer dentro do Armin. Ele começou a sentir um desejo diferente e bizarro.
Como o Armin era um menino super solitário, ele começou a ter um amigo imaginário. E esse amigo imaginário dele, ele inventava um menino mais novo que ele, louro, e que seria um irmão. Para ele. Só que com os meses essa fantasia do Armin começou a ficar um pouco perturbadora. Parece que ele passou a fantasiar coisas sexuais com esse amigo imaginário e também começou a se imaginar comendo ele, realmente comendo, mastigando e devorando a carne desse amigo imaginário.
E parece que essas fantasias não ficaram só nesse amigo imaginário, ele também começou a imaginar a mesma coisa com alguns colegas da escola. Pelo que especialistas analisaram, para cabeça do Armin esse era um jeito que ele ali arrumou de sentir que tinha a pessoa pessoa para sempre com ele. Era como se através de engolir a carne ele imaginasse que ele ia se conectar com a pessoa de um jeito tão íntimo e profundo que ela não ia conseguir abandonar ele, meio que ele ia ter ela para sempre.
E isso era em todas as relações, sabe? Quando Armin tinha 12 ou 13 anos, ele começou a ter uns crushes ali em uns meninos, e sempre tinha essa mesma coisa: ele não queria que as amizades acabassem nunca, ele queria que elas durassem para sempre. É como que um pertencimento dessas amizades, sabe? Além disso, segundo um documentário sobre o caso, quando ele tinha uns 10 anos, o gostava de ficar parado na frente ali de açougues. Ele ficava parado assistindo o açougueiro manusear a carne dos animais, cortar, enfim, aquelas coisas, sabe?
E com isso, Armin foi crescendo e nunca fez nada com esse desejo que ele tinha, né, de comer carne humana. Esse desejo, na verdade, até incomodava ele um pouco, porque de alguma forma parece que o Armin entendia que aquilo ali não era uma coisa normal, não era uma coisa que dava para ele falar em voz alta sem que as pessoas estranhassem, né? Então esse desejo ficou guardado no subconsciente dele, em algum lugar ali na cabeça dele.
Bom, e talvez com medo desse desejo, tentando se afastar dele, em 1980, quando ele tinha 19 anos, ele tomou uma decisão. Ele se alistou no 52º Batalhão de Infantaria do Exército Alemão, esperando ali que talvez os desejos dele passassem com o tempo, se ele focasse em alguma outra coisa. E funcionou, porque no exército o Armin ficou bem tranquilo, ele foi promovido Ele tava livre da casa da mãe, fez novos amigos, quer dizer, fez amigos, né, porque enfim, ele conseguiu se relacionar mais com as pessoas.
E ele pensava em seguir uma carreira ali dentro do exército, mas lá no exército, né, nessa carreira nova, ele passou a beber álcool, e muito, tá. Ele ficava constantemente bêbado, inclusive se envolveu em alguns acidentes por conta disso. Tem até um documentário sobre ele que tem uma parte muito bem marcante dessa fase. Certa vez, o Armin tava dirigindo bêbado, e por conta disso os reflexos dele estavam, né, lentos, e enfim, não 100%, e de repente ele deu o controle do carro.
Na hora, ele tentou segurar firme no volante, ele tentou corrigir a direção para poder manter o carro na pista, mas não teve jeito, ele acabou batendo. E por conta desse acidente, o Armin perdeu a carteira de motorista e ficou sem poder dirigir. Mas isso não durou muito tempo, porque rapidamente ele conseguiu recuperar o documento. Só que ele bebia tanto que na mesma semana, ou no mesmo mês em que ele pegou essa carteira de volta, ele bateu o carro de novo.
Então assim, realmente ele tinha problemas com bebida, né, com álcool nessa época, e isso acabou atrapalhando sim a carreira dele no exército. Em Em 1993, quando ele tinha 32 anos, a carreira dele chegou ao fim e o Armin saiu do exército. A gente não sabe se ele saiu porque ele quis mesmo ou se as forças armadas deram um empurrãozinho para ele ir embora, mas o fato é que ele arrumou as malas e voltou a morar com a mãe. Nos anos 90, a mãe dele também tinha sofrido um acidente.
Por conta disso, ela precisava de ajuda. Eu imagino que ela devia estar precisando de ajuda para se locomover, para ir no banheiro, para fazer coisas dentro de casa. Era nesse tipo assim. E quem cuidava dela era o Armin. Mas antes da gente continuar aqui Vamos beber água. Não esqueça de beber sua água. E nessa época, para mudar de carreira, ele começou a estudar e trabalhar como engenheiro de computação. Gente, ele estudava o dia inteiro mergulhando ali em códigos, sistemas, e de noite, quando ele voltava para casa, o trabalho continuava porque ele tinha que cuidar da mãe.
Ou seja, era uma rotina bem pesada. E pelo que dá para imaginar, também devia ser sufocante, né? As fontes dão a entender que talvez a relação dele com a mãe era um pouco sufocante. Porém, em 1999, quando o Armin tinha 38 anos, a mãe dele faleceu. Bom, é claro que isso deve ter doído muito para ele, né? Talvez tenha até trazido aqueles sentimentos antigos de abandono que ele tinha de volta. Só que a morte da mãe também acabou sendo um alívio para ele, porque a rotina pesada que ele tinha ali com ela tinha acabado, né?
Ele não precisava mais cuidar dela todos os dias, e pela primeira vez em muito tempo ele estava livre do controle que a mãe parecia ter sobre a vida dele. Nessa época, para quem morava ali por perto, o Armin levava uma vida super comum. Ele tinha uma rotina igual a com todo mundo. Ele ia no supermercado, cortava grama, ajudava os vizinhos, consertava o carro dos vizinhos, convidava o pessoal ali para jantar. O Armin tinha sempre um sorriso e um coração muito legal assim, cuidava das pessoas ao redor.
Ele era visto como um vizinho perfeito. Só que com a morte da mãe, ele passou a se sentir mais livre para explorar ali o tempo que ele tinha livre e algumas coisas, interesses que ele tinha, e alguns deles bem pesados. O Armin disse que nesse período ali de luto, ele passou a pesquisar muito sobre morte na internet, e era 1999, né, Gente, a internet era um lugar diferente do que ela é hoje em dia. Era muito mais novo, com menos filtro e com menos fiscalização das coisas que eram postadas, né?
Era quase que uma dark web, né? Só que em acesso público. Não, não nesse nível, mas vocês entendem o que eu quero dizer. Então você imagina que ele foi digitando uma coisa ali, clicando nas coisas, enfim, uma coisa foi levando a outra, e uma pesquisa que talvez tenha começado de um jeito mais simples foi levando ele para um lugar cada vez mais pesado. Até que o Armin acabou chegando em uns fóruns e sites onde ele encontrou pessoas conversando abertamente sobre uma coisa que ele sempre teve vontade de fazer: comer carne humana.
E foi assim que ele começou a frequentar comunidades sobre canibalismo na internet, como por exemplo o fórum que existia na época, o Cannibal Café. E eram coisas bem pesadas que tinham ali, como você deve imaginar. Nessa época, o Armin já tava consciente ali desse desejo, desse fetiche que ele tinha. Ele sabia que isso era uma coisa muito diferente, que era visto como inaceitável, assustador, bizarro. Só que ali nos fóruns as pessoas tinham o mesmo desejo que ele.
Então o Armin tinha se tido ele meio que um pertencimento, sabe, que ele não tava sozinho. E por conta disso ele passava muito tempo nesses fóruns. E com o tempo ele começou a inventar umas histórias falsas para postar sobre como ele comia carne humana. E não eram histórias simples, tá, eram coisas elaboradas, e ele fazia todo um esforço para elas parecerem reais. Teve inclusive uma vez em que o Armin pegou a carne de boi ali, por exemplo, e moldou como se fossem uns pedaços de uma pessoa, e ele tirou fotos disso e postou nesses fóruns.
Teve também outra vez que o Armin pegou um manequim do lixo e enrolou a carne de um animal ali nesse manequim. Tudo isso para que as pessoas, né, desse fórum achassem que era carne humana de verdade. E parece que as pessoas acreditavam. Para algumas pessoas desse fórum, Armin era tipo um herói. Elas olhavam para aquilo e pensavam que ele era super corajoso. Isso porque para elas o Armin parecia ser mais do que só um cara fantasiando ali sobre canibalismo atrás do computador.
Parecia que ele já tava fazendo o que todo mundo ali queria fazer. E por conta disso, o Armin começou a ganhar uma certa fama nesses fóruns. E com essa fama e também a liberdade que ele acabou ganhando depois da morte da mãe, ele foi ficando cada vez mais confiante. Então ele começou a pensar: e se desse mesmo para poder fazer isso tudo que eu falo, né? Comer carne humana. Para colocar isso em prática, ele começou a postar nos fóruns buscando alguém que estivesse disposto a satisfazer o fetiche dele.
E gente, assim, tinham pessoas que respondiam ele, falavam que queriam sim ser canibalizadas. Teve um cara inclusive que chegou a ir até a casa do Armin. Eles bateram um papo, comeram juntos, até que chegou o momento. O homem deitou na mesa que o Armin tinha preparado reservado, em um quartinho reservado só para isso, um lugar que o Armin chamava de abatedouro. E aí o Armin começou a explicar tudo que ele pretendia fazer para esse cara, né?
E parece que o Armin foi bem claro, ele foi super transparente. Só que enquanto o Armin falava, bateu um medo nesse cara. Aí ele levantou, pegou as coisas dele e saiu pela porta da frente, ele foi embora. Bom, ele não quis mais seguir nesse negócio de ter a carne dele ali sendo comida por alguém, né? E o Armin ficou de boa com isso. Ele não fez nada para impedir esse homem de ir embora. Ele não queria forçar ninguém a nada. Na época, o Armin chegou a se encontrar com outras pessoas em hotéis e também na própria casa, só que o padrão era quase sempre o mesmo: a pessoa conversava, entrava ali na ideia, combinava as coisas, até o momento em que aquilo tudo deixava de parecer só um jogo de internet e a pessoa percebia que o Armin realmente tava ali começando a fazer aquilo tudo, né?
E aí a pessoa desistia, ia embora. Até que em março de 2001, de repente, tudo mudou. O Armin tava lá sentado na frente do computador, né, navegando na internet de boa, quando ele resolveu tentar mais uma vez. Ele abriu o site e fez um post detalhando que ele tava atrás de uma pessoa forte que tivesse entre 18 e 30 anos. Ele enviou a mensagem e ficou esperando até que um homem respondeu, um cara que queria ir até o fim com essa história, né.
E esse homem era o Bernd-Jürgen Brand. Gente, não sei se eu tô falando exatamente esse nome, é o nome alemão aí, não sei pronunciar muito bem. Bom, de acordo com as fontes, esse Bernd era engenheiro divorciado morava em Berlim, na capital da Alemanha. E aqui as fontes divergem um pouco. Tem algumas fontes que falam que ele tinha 34 anos, mas em outros lugares falam que ele teria mentido para o Armin, falado que tinha 36, quando na verdade ele estava com 42 anos.
Ou seja, não dá para dizer exatamente a idade dele, mas vocês entenderam mais ou menos ali a faixa de idade. E os dois tinham algumas situações de vida parecidas, como por exemplo, ele e o Armin passaram grande parte da vida escondendo a própria sexualidade. E também os dois cresceram com uma sensação de abandono e de falta de afeto. Então eles tinham ali essas coisas em comum e os dois começaram a conversar pela internet, né?
E parece que nessas conversas o Bernd perguntou para o Armin se ele já tinha tirado a vida de alguém antes. O Armin respondeu, abre aspas, só nos sonhos dele, fecha aspas, mas que pensava nisso toda noite. Depois o Bernd quis saber se o Armin já tinha experimentado carne humana. O Armin respondeu não, até porque não era uma coisa que ele achava fácil no supermercado. E ele ainda terminou a frase base com um infelizmente. Bom, dias foram passando e os dois continuaram ali trocando mensagens e combinando cada detalhe do que eles queriam fazer.
O Bernd ficou dando várias ideias de como ele poderia ser comido e opinando sobre passo a passo dessa situação. Super participativo. Finalmente, infelizmente, né, aos 40 anos, o Armin tinha achado alguém que tava disposto a ir até o final com a ideia dele. Até que chegou o dia. No dia 9 de março de 2001, Armin foi buscar o Bernd na estação de trem. Eles foram para casa do comeram alguma coisa. E gente, eu tenho que avisar para vocês que da parte daqui o caso vai ficar muito pesado, tá?
Então fica o aviso, daqui para frente o caso entra em detalhes mais gráficos e talvez bem difíceis de ouvir. Se você quiser dar uma parada e escutar um outro caso, ou se você acha que não é o momento, só para vocês saberem, tá? Na casa do Armin, o Bernie foi What a finish!
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Direto para sala, ele tirou a roupa peça por peça e falou que era para o Armin admirar o jantar dele. E o Armin admirou, só que pelo que as fontes falam, ele também ficou meio frustrado com aquele momento, porque na cabeça do Armin a noite ia acontecer de um outro jeito. Na verdade, ele queria sentar, conversar, jantar, conhecer melhor pior o Bernd. Só que ele não tava nesse clima, ele queria que tudo acontecesse ali rápido. Depois disso, eles foram para aquele quarto ali que o Armin tinha preparado, e lá eles tiveram relações sexuais.
Só que segundo o que o próprio Armin contou depois, o Bernd não gostou. Parece que ele queria que o Armin fosse mais agressivo e que machucasse ele mais. E como as coisas não aconteceram do jeito que o Bernd esperava, ele não gostou ali muito da relação que eles tiveram. Então eles decidiram seguir logo para o plano que eles tinham combinado. O Bernd pegou 20 comprimidos de remédio para dormir, colocou tudo na boca boca e engoliu com bebida alcoólica.
O objetivo era fazer o corpo dele apagar, sabe, ficar bem sonolento e não sentir o que aconteceria ali. E foi isso que começou a acontecer. O Bernd foi ficando tonto, é, com a respiração mais lenta. E depois que ele ficou mais sonolento, ele deitou. E aí o Armin começou, ele chegou a boca perto, então mordeu com força a parte íntima do Bernd. E, gente, o Armin ter começado ali pela parte íntima do Bernd não coincidência, é porque o Bernd queria participar desse processo, ele queria ter a experiência de comer a própria parte íntima dele.
Então os dois tinham combinado que o Armin Meiwes ia começar por ali, para o Bernd poder também fazer isso antes dele desmaiar de vez. O Armin mordeu com força tentando arrancar ali a parte íntima dele, mas não funcionou. É, então ele teve que mudar a estratégia e acabou pegando uma faca, e com a faca ele conseguiu cortar essa parte do corpo do Bernd, e os dois tentaram ali comer. Só que eles tentaram de forma crua, né, e a experiência não foi muito boa, né, tinha uma textura esquisita e eles não gostaram.
Então o Armin resolveu mudar a estratégia de novo. O Armin pegou ali a parte, né, membro dele, jogou numa panela e cozinhou com sal, pimenta, vinho e alho. E ele tentou fazer tudo muito rápido para o Bernd poder comer antes de desmaiar, mas mesmo cozinhando não ficou legal, não tinha um gosto bom. E além disso, Armin deixou queimar um muito pouco. Então eles ficaram meio que frustrados com essa situação. E para não desperdiçar, o Armin deu o que sobrou para o cachorro dele comer.
Gente, enquanto tudo isso estava rolando, tinha uma câmera gravando. O Armin decidiu que ele queria gravar tudo que tava acontecendo. Então ele registrou todos os momentos. E é importante a gente lembrar que tudo isso era consentido. Bernd realmente queria seguir com aquilo, e o Armin não fazia nada, né, sem conversar com ele antes, né. Ele ficava conversando com Bernd o tempo todo e avisando exatamente o que ele ia fazer em seguida.
Nuda, sendo transparente. E na visão do Armin, nesse momento, o Bernd tava lidando muito bem com tudo que tava acontecendo, ele tava indo bem ali. Só que o relato de alguns policiais traz um lado diferente. Eles afirmam que a essa altura o Bernd já tava perdendo bastante sangue pela ferida, né, sujando o chão. E por conta da hemorragia, o Bernd tava grogue e tonto. Ou seja, segundo essa versão, o Bernd já tava tão fraco que ele mal teria forças para comer a própria parte íntima dele, né.
Bom, depois dele cortar ali a parte íntima do Bernd, o Armin deixou ele ali em uma banheira para ele ir sangue aos poucos. E claro que a consciência do Bernd ficava naquele vai e vem, ele acordava, apagava. Em alguns momentos o Bernd tentou até levantar, só que ele não conseguia, ele acabava caindo de novo na banheira. E isso tudo durou cerca de 3 horas enquanto o Armin tava ali lendo um livro do Star Trek, até que em determinado momento o Bernd tentou levantar mais uma vez e ele caiu inconsciente.
E dessa vez ele não acordou de novo, a respiração dele tava bem fraca. E com isso Armin decidiu que era a hora. Ele chegou perto do Bernd, deu um beijo, rezou pedindo perdão para Deus, e aí golpeou várias vezes o pescoço do Bernd com uma faca. E com isso o Bernd morreu. E aí o Armin seguiu com o plano dele, ele foi começando a desmembrar o Bernd, lavou tudo. Tudo isso tava sendo filmado, tá? Depois o Armin ainda separou o corpo ali em vários pedaços, como eu disse, e guardou no freezer da casa.
E cada vez que o Armin ia fazer uma refeição, ele montava a mesa, pegava os melhores talheres, acendia velas, ia comer. Tudo ali ele comia normalmente, junto com a carne do Bernd. Segundo a BBC, ele consumiu 20 kg do corpo do Bernd ao longo de 6 meses. E na cabeça dele, comer os restos mortais dava um sentido para morte, já que o corpo não tinha sido desperdiçado. De acordo com as fontes, o Armin falou que a primeira mordida foi estranha, afinal ele tinha passado mais de 20 anos querendo aquilo, e agora ele finalmente tava conseguindo ter essa conexão com alguém por meio da carne, né, uma conexão que o Armin achava muito profunda.
Ele disse que a carne tinha gosto de porco, só que mais forte. E durante esses 6 meses, o Armin seguiu a vida dele, ele foi para o trabalho, para o mercado, enfim, viveu a vida dele como se nada tivesse acontecido. Até que alguns meses depois da morte do Bernd, ele pensou: e se eu fizer de novo? E com isso, Armin acabou voltando para o Cannibal Café, só que agora ele não tava mais só fantasiando, ele já tinha feito aquilo uma vez.
Ele tava procurando outra pessoa que estivesse disposta a passar pelo mesmo processo. Para chamar a atenção ali nos fóruns, o Armin chegou a postar fotos ali do corpo do Bernd. E nessa época, de acordo com as fontes, ele chegou a se encontrar com 5 homens. Mas nenhuma das vezes acabou indo para frente, como a gente já sabe, né? Acabava que muitos não iam com aquela ideia para frente. Até que em julho de 2001, um estudante da Áustria que frequentava esses fóruns viu as fotos ali do corpo e resolveu tomar uma atitude.
Ele contou para polícia. Os investigadores acharam super bizarro tudo aquilo, claro. E no dia 10 de dezembro de 2002, eles seguiram a dica que esse estudante tinha dado. Eles foram até a casa do Armin, bateram ali na porta, e ele atendeu. Mas tudo parecia normal, Eles vasculharam a casa de cima a baixo, abriram armários, analisaram objetos e até abriram a geladeira, mas lá só tinha carne de porco. Só que a verdade é que nenhum dos investigadores estava acostumado a ver carne humana, então eles não sabiam, né?
Eles tinham se confundido, eles acharam que aquilo era carne de porco. Mas rapidamente eles fizeram alguns testes e confirmaram: aquilo no freezer era carne humana. Nesse ponto, Armin não tinha como fugir, então ele contou tudo para polícia. Ele confessou, mostrou o vídeo, fotos, trocas de e-mail, tudo. E Ainda assim, Armin Meiwes foi finalmente detido e depois de vários meses ele foi levado a julgamento. Durante o julgamento, a filmagem que ele tinha feito de tudo que tinha acontecido foi mostrada em uma sessão privada.
Essa filmagem tinha mais de 4 horas de duração, só que ela era tão gráfica e pesada que as pessoas só conseguiram assistir 19 minutos. Teve gente que passou mal na hora e precisou até procurar ajuda psicológica depois de assistir. No julgamento, o Armin foi acusado de ter tirado a vida do Bernd, porém o processo jurídico não foi nada simples porque o Armin conseguia provar com certeza que tudo tinha sido consensual. O Bernd deixava claro nos vídeos e nos e-mails que ele queria aquilo.
Ou seja, ao que tudo indica, nada tinha sido feito contra a vontade dele. E tem mais uma coisa: canibalismo não é crime na Alemanha. O que pode ser crime é como você chega até o canibalismo. Ou seja, o assassinato é o crime, mas o canibalismo por si só não é. Então a justiça não podia fazer muita coisa sobre esse ponto específico. Isso tudo complicava a vida dos acusadores. Então, em 30 de janeiro de 2004, Warmin foi julgado e considerado culpado, mas ele foi condenado a 8 anos de prisão apenas, o que foi considerado pouquíssimo tempo por muitas pessoas.
E mais, o crime tinha sido um homicídio culposo, quando não tem a intenção de matar. Na época, o caso ganhou repercussão no mundo inteiro, né, claro. E Warmin ficou conhecido na Alemanha como Mestre Açougueiro e no mundo todo como Canibal de Rotemburgo. Com o tempo, a acusação apontou um monte de questões, como por exemplo, eles questionaram se o Bernd realmente tinha condições de consentir com tudo aquilo, né. Muita gente apontou que o já tinham histórico de questões mentais e que bebia muito, o que deixava esse acordo ali entre eles em uma zona muito cinzenta, né.
Além disso, um psicólogo na época explicou que o Armin vivia alimentando as fantasias dele e que ele já estava procurando novas vítimas. E o próprio Armin tinha confessado que o ato ali de cortar o corpo tinha deixado ele com uma excitação, né, de forma sexual. Ou seja, ele muito provavelmente ia fazer uma nova vítima, e não só uma. Provavelmente existia esse medo ali dele acabar se transformando em um serial killer, começar a fazer uma vítima atrás da outra.
Então a acusação apelou em abril de 2005, o tribunal alemão ordenou que o caso fosse julgado de novo. E dessa vez o resultado foi diferente. No final das contas, em 10 de maio de 2006, ele foi condenado. E dessa vez, prisão perpétua. O Armin não foi julgado por canibalismo, porque como eu disse, não é crime na Alemanha. O Armin foi condenado por assassinato para fins de prazer sexual e por distúrbio de cadáver. E sobre ele ter se arrependido ou não, a coisa é um pouco dividida.
Pelo que a gente encontrou, é, a Gazeta do Povo publicou na época que ele não tava nem um pouco arrependido. Só que tem outras fontes, como por exemplo pelo BBC, que mostram um lado diferente. Segundo eles, o Armin demonstrou que sabia que o que ele fez foi errado e que se ele tivesse buscado ajuda psicológica ou psiquiátrica antes, provavelmente nada disso teria acontecido. Tem muita gente que inclusive estuda esse caso e diz que o objetivo principal dele não era exatamente o ato de matar.
Tirar a vida tava no plano, sim, mas o que movia o Armin de verdade era a carne. Ele gostava de ter toda essa preparação, do processo de cortar as carnes, e principalmente ele gostava da sensação ao comer, né? Ele teria a pessoa com ele para sempre, com essa sensação dele. Era uma busca por conexão e de um jeito ali muito distorcido. E, gente, essa história levantou uma discussão ética muito grande, né? E que mexe com a cabeça de muita gente até hoje.
Até onde vai a nossa liberdade individual? Aquela ideia de que entre quatro paredes cada um faz o que quer. Então, muita gente questionou, né, se pelo fato de serem dois caras adultos que concordaram com tudo aquilo, se o Estado teria mesmo direito de interferir e condenar o Armin. O debate era se a autonomia de cada um dava liberdade de decidir assim sobre a própria vida, né, e a própria morte dessa forma tão extrema. Porém, no final das contas, a justiça alemã bateu o pé em um ponto fundamental.
De acordo com eles, o consentimento não era suficiente para aquilo ali não ser um crime. E tem mais, o Armin também tinha os próprios desejos, interesses e fantasias envolvidos naquela morte. Não é como se ele tivesse só ajudando o Bernd a tirar a própria vida. Então esse foi o entendimento ali que eles chegaram naquela época. Hoje, em 2026, o Armin está vivo, tem 64 anos, tá preso em uma cadeia na Alemanha, e ele, ironicamente, claramente virou vegetariano.
Bom, gente, no final de cada episódio eu trago a minha opinião e o Lucas também traz a dele. O Lucas é o nosso roteirista, tá bom? Bom, gente, a minha opinião é que esse caso aqui, eu achei que eles julgaram muito bem, sabe? Porque era muito, realmente era um caso muito difícil de julgar. Acho que de todos os casos que a gente teve aqui no podcast, nenhum deles foi dessa forma assim de ser tão consentido. Minha visão é exatamente essa, de que não é porque a pessoa fez com consentimento que isso não seja um crime, porque a gente vive numa sociedade, claramente isso é completamente inaceitável na qualquer sociedade, eu imagino assim.
A Minha visão é que um caso muito difícil de ser julgado, porém eu acho que a forma que eles encontraram ali para julgar esse caso foi a melhor que eles fizeram, porque com certeza ele ia continuar o que ele tava fazendo e ele ia se tornar realmente um serial killer. Para mim isso é claro. Eu acho muito irônico que ele tenha virado vegetariano, né? Bem irônico. Não sabemos quais foram os motivos para que isso acontecesse, porém esse caso me lembrou muito o Ed Gein.
Quem lembra do Ed Gein? Então foi um caso que a gente trouxe aqui algum tempo atrás, até posso botar na descrição do caso desse desse daqui, ele me lembrou muito, porque existe também essa questão dele ser muito solitário, né, aquela solidão. E quando a mãe do Ed Gein morreu foi quando realmente as coisas pioraram, porque aquela era a única pessoa que talvez mantivesse eles dois no mundo mesmo, no mundo real, que fosse aquele cabo que mantém a pessoa fixa ao mundo real.
E quando aquele cabo se soltou, né, quando aquela pessoa já não tava mais ali, aquela pessoa começou a realmente botar em prática aquilo que tava na imaginação, que tava na ideia, que tava no desejo ali, né, no consciente e trouxe aquilo para realidade, porque não tinha mais alguém ali que impedisse ele ali de talvez colocar aqueles planos em ação. E eu achei isso muito, muito parecido dos dois casos, do Ed Gein e desse daqui.
Claramente a mãe ali foi um divisor de águas para os dois, e também da família sendo aquela conexão de só mãe e filho, sabe? Eu acho que nesses dois casos é muito parecido. Então é isso, essa é minha opinião. Eu achei um caso muito interessante por essa questão de até onde vai de fato o sentimento. Então é isso. Agora quero ver a opinião do Lucas. Lucas, o que que você tem para dizer?
Oi, Erika! Oi, gente! Eu acho que esse caso é assustador. Primeiro porque ele é um caso bem pesado, e segundo porque parece que ele influenciou, serviu de inspiração para outros casos de canibalismo, principalmente na Alemanha, né? Tem vários. Tem um, por exemplo, que aconteceu em 2020, em 8 de novembro de 2020. Uns transeuntes encontraram ali num parque ossos, e aí a polícia polícia, enfim, identificou a vítima. Era um cara chamado Stefan, de 44 anos.
E aí eles fizeram as investigações, usaram cães farejadores e seguiram até um suspeito que também se chama Stefan, que é um professor de matemática e química de uma escola de ensino médio, e que ele foi suspeito nesse caso de canibalizar outra pessoa. É assustador, né? Ainda mais levando em conta que canibalismo por si só não é um crime. No caso do, especificamente do Armin Meiwes, ele tinha uma relação com canibalismo que essa, né, como a Eric explicou, de uma conexão.
Só que vai mais fundo ainda um pouco, que eu queria complementar. Em um depoimento que ele deu antes do julgamento, ele disse que depois de comer, literalmente mastigar, devorar o cara, ele se sentiu muito melhor, ele se sentiu mais estável. E ele já parece que ele falava inglês, só que depois que ele canibalizou o Bernd, que também falava inglês, talvez melhor que o Armin, o inglês do Armin melhorou, segundo ele. Então Ele tem essa coisa um pouco de puxar para si as características da pessoa, né? Tinha essa relação também, também essa conexão com a vítima.
Gente, eu quero muito ver a sua opinião nos comentários, deixa por favor. Então é isso, vejo vocês na próxima quarta-feira. Até o próximo Caso de Reais, tchau pessoal!