MORTE MISTERIOSA DE: Steven Altman e Mary Ann Hayes
Em 1984, Steven Altman foi encontrado morto na oficina do padrasto. Doze anos depois, sua mãe, Mary Ann Hayes, também morreu em circunstâncias que foram oficialmente encerradas pela polícia.
Por quase trinta anos, Robin Altman tentou aceitar a versão oficial. Mas uma descoberta inesperada na internet fez com que ela começasse a investigar o passado da própria família — e, ao acessar documentos policiais, encontrou detalhes que levantaram ainda mais perguntas.
Como Mary Ann, que estava se recuperando de dois pulsos quebrados, teria conseguido causar a própria morte sozinha? Por que havia mais de uma marca no pescoço? E por que Steven foi encontrado com hematomas que pareciam não combinar com a explicação oficial?
Neste episódio do Casos Reais, contamos a história das mortes misteriosas de Steven Altman e Mary Ann Hayes — um caso cheio de dúvidas, suspeitas e perguntas que seguem sem resposta até hoje.
⚠️ Este episódio aborda temas sensíveis de saúde mental. Se você estiver passando por um momento difícil, procure ajuda. No Brasil, o CVV atende gratuitamente pelo número 188, 24 horas por dia.
Sugira casos: casosreaispodcast.com.brApoie e receba episódios antes: apoia.se/casosreaisSiga: @casosreaisoficial | @erikamirandasRoteiro: Lucas AndriesEdição: Publi.tv - Produtora de vídeos
- Morte de Mary Ann HayesCircunstâncias da morte · Duas marcas no pescoço · Pulso quebrado e engessado · DNA de homem desconhecido · Registros policiais distorcidos · Suspeita de feminicídio
- Investigacao Fabio Luis da SilvaDescoberta na internet · Acesso a documentos policiais · Pedido de reabertura do caso · Dossiê com especialistas
- Morte Luis Felipe MachadoCircunstâncias da morte · Hematomas no rosto · Marca no pescoço · Nó complexo na corda · Suspeita de espancamento
- Relação Don e Mary AnnCasamento conturbado · Comportamento controlador e abusivo · Processo de divórcio · Interesse financeiro
- Caso Ana LuizaProposta da lei Mary Ann's Law · Aprimoramento do treinamento policial · Identificação de assassinatos como suicídios
- Cultura do Crime e InfluênciaAcesso a documentos policiais · Entrevistas com familiares · Informações íntimas e pessoais
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Voz B:Você já parou para pensar em como que a gente aceita algumas histórias como verdade só porque elas foram sendo repetidas para gente por muito tempo? E para Robin Altman, a história da família dela era assim, tava explicado. Mas em 1984, o irmão dela, o Steve Altman, morreu. E 12 anos depois, em 1996, a mãe, a Mary Ann Hyas, também. Para os policiais, esses dois casos estavam encerrados e a causa da morte tinha sido que eles tiraram a própria vida. E essa era a realidade ali da Robin, era o que ela contava para os amigos, o que ela explicava para conhecidos, e a maneira como ela entendia o próprio passado da família dela por quase 30 anos. Só que lá no fundo tinha uma coisa que não saía da cabeça dela, era tipo um sexto sentido, uma vozinha assim tava dentro da cabeça dela que sussurrava: "E se não fosse isso de fato que aconteceu?" Uma pergunta que ficava é como Mary Ann, que tava se recuperando de dois pulsos quebrados e engessados, teria força física para se enforcar sozinha? Porque o corpo dela tinha duas marcas diferentes no pescoço, como se alguém ou algo tivesse feito pressão mais de uma vez? E o que explicava o fato de Steven ter sido achado com o rosto coberto de hematomas que não combinavam com o enforcamento? E se essas duas mortes tratadas por décadas como, né, suíça, né, escondessem uma outra história? Gente, um recado aqui antes da gente começar no caso: a fonte principal para esse episódio foi o podcast americano Crime Junkie, que eu gosto muito, acompanho há muito tempo, já falei isso para vocês aqui. Parece que eles tiveram acesso a alguns documentos do caso e também falaram com pessoas da família ali, né? E com isso eles conseguiram trazer informações que não tem em outras reportagens e disponíveis. E também conseguiram mostrar o caso de um jeito mais íntimo, mais pessoal. E é claro que, como sempre, a gente foi atrás de várias fontes diferentes, só que boa parte das informações e das suspeitas que eu vou comentar aqui hoje vem do trabalho desse podcast, tá? E a gente não encontrou em outros lugares, mas me parece que é correto, que é, enfim, que é um trabalho bem feito. E se você dá uma olhada, todos os links e as informações do caso de hoje estão no site do Casos Reais, que é www.casosreaispodcast.com.br. Além disso, como deu para perceber, o caso de hoje envolve temas bem sensíveis como sui, né? Então se esse tipo de assunto for difícil para você, talvez seja melhor ouvir esse episódio em outro momento. Enfim, se não for um assunto que seja muito tranquilo para você ouvir hoje, também temos outros episódios aí. Mas antes também da gente ir para o caso da semana, não deixa de ir no meu Instagram me seguir, vai lá, @erikamirandas com S no final, e marca que você tá aqui escutando esse episódio, marca lá nos stories que eu vou com certeza compartilhar. Então é isso, vamos para o episódio da semana, e esse é o caso do Steve Altman e da Mary Ann Heiss. Em 2013, a Robin Altman, uma mulher de 51 anos, tava se recuperando de uma cirurgia na casa dela em Charleston, nos Estados Unidos. Sabe quando você fica ali de cama e não pode ficar levantando, fazendo esforço, mas já tá ali doido pra fazer alguma coisa, levantar, cozinhar, ir pra academia, sabe? Já tá recuperado assim. Pelo que as fontes relatam, parece que a Robin tava exatamente desse jeito. Entediada, inquieta e já pronta pra sair dessa recuperação. Então ela começou a pesquisar mais sobre a família dela na internet pra poder passar o tempo. E também porque tinha umas coisas ali que ela sentia ali, incomodavam um pouco ela há muitos anos. Como por exemplo, a morte do irmão. Steve Altman. E pelo que a Robin conta para News Nation, né, esse lugar onde a gente pegou essa informação, ela e o irmão eram muito próximos e unidos. Eles tinham só um ano de diferença, então os dois estavam sempre juntos. Só que no dia 11 de maio de 1984, cerca de 30 anos antes, uma coisa tinha acontecido. Ele tinha 21 anos e é descrito pelas fontes como um cara super animado, cheio de amigos. E naquela madrugada em 1984, ele tinha ido na oficina oficina do padrasto dele, o Don, em Chicago, por volta ali das 5:45 da manhã. Ele bateu ali um papo com um dos funcionários, e esse funcionário até falou para ele, né, como tava ali um horário super, né, tarde entre aspas, mas já cedo, ele falou para o Steven ficar lá na oficina até amanhecer, né, para dar uma cochilada, esperar o dia começar ali de verdade. E o Steven parecia bem, mas cerca de uma hora e meia depois, por volta das 7:15 da manhã, um outro funcionário chegou, abriu a porta E então ele levou um susto. Ele viu Steven, infelizmente, pendurado pelo pescoço, com uma corda amarrada em uma espécie de empilhadeira. E parecia, pelaquela cena, que o Steven tinha tirado a própria vida. Na época, como o Steven trabalhava de vez em quando nessa oficina, ninguém estranhou que ele tivesse escolhido aquele lugar pra, infelizmente, fazer isso. As pessoas só assumiram que talvez ele tivesse escolhido ali porque seria um lugar em que a família mais próxima não acharia o corpo, né, ali naquele momento. Meio que protegendo a família de ver uma cena desse tipo, sabe? E quando o padrasto deles chegou de manhã pra trabalhar, o corpo já tinha sido encontrado e a polícia também já tinha chegado lá. Enfim, não tinha visto aquilo com os olhos dele, né. E 12 anos depois, em 1996, a mãe da Robin e do Steven, a Mary Ann Heiss, também acabou tirando a própria vida. Gente, eu só vou contar sobre essa parte da Mary Ann com mais detalhes mais pra frente no episódio, tá. Só que o certo é que tanto na morte do irmão quanto na da mãe, pra Robin as mortes nunca fizeram sentido. Aquilo ficou ali na cabeça dela para sempre, tipo, estranho. E nesse podcast que a gente usou para pesquisar aqui para esse episódio, o pessoal do Crime Junkie disse que tem alguns suicídios que a gente olha e consegue associar depois a determinados sinais, como por exemplo a pessoa já tinha tendências suicidas ou já estava falando sobre a própria morte. E claro que mesmo sendo doloroso para quem tá ao redor, para familiares, às vezes não é uma surpresa tão grande para amigos e pessoas próximas, né. E pelo que a gente pesquisou, parece que o Steven tinha um histórico de depressão e que ele até tinha passado ali um tempo em uma instituição psiquiátrica. Elétrica. Mas mesmo assim, pelo que, pelo menos o ponto de vista ali da Robin, nem a morte do Steven nem da Marianne foram uma coisa que ela imaginava que pudesse acontecer. Parece que a família achava que o Steven parecia bem, que não tinha ideações, e que para os familiares tinha sido uma coisa muito inesperada ele tirar a própria vida. Ou seja, para Robin não parecia que ele iria fazer isso, sabe? E além disso também tinha uns pequenos detalhes que a Robin olhava e lá no fundo ela acabava suspeitando, porque não era nada comprovado, nada muito grande, eram umas perguntas sem respostas, umas coisas que não fechavam. Então era como se a como se tivesse uma voz ali dentro da cabeça dela dizendo: dá uma olhada nisso, sabe? Mas o que que ela ia fazer com essas suspeitas dela? Na prática não tinha muito o que fazer, né? Então vida que segue, ela continua a vida dela, passou pelo luto, o tempo passou, e todas essas suspeitas e milhares de perguntas ficaram nessa gaveta da cabeça dela guardada ali por décadas. Então em 2013, quase 30 anos depois da morte do Steven e 17 anos depois da morte de Mary Ann, Robin estava em casa se recuperando dessa cirurgia, como eu contei. Então ela aproveitou o tempo dela de bobeira ali na internet e foi pesquisar sobre a árvore genealógica da família dela. E ela usou para fazer isso o ancestry.com, que é uma plataforma ali com vários registros para você conseguir localizar os antepassados e entender melhor o passado da sua família. E parece que ela tava pesquisando mais só por curiosidade. É uma coisa muito comum aqui nos Estados Unidos, né, as pessoas realmente usam os testes de DNA para poder realmente ver se encontram parentes distantes, para poder entender de onde você veio e tudo mais. E enfim, não era nada demais, ela tinha essa curiosidade. E a Robin não tava buscando por nada em específico não. Ela começou a digitar na barra de pesquisa ali o nome dos familiares: pai, tios, primos, avós. Só que então ela viu algo. Na tela do computador apareceram mais registros. Era o nome do irmão e da mãe dela, só que eles estavam registrados numa outra família que ela não fazia ideia do que que era essa família, né? Em uma árvore genealógica criada por uma mulher chamada Rachel, o que era muito esquisito. Essa Rachel não era uma desconhecida. Robin conhecia ela porque Rachel e tinham estudado juntos no ensino médio lá na década de 70. Só que ela não tinha nenhum parentesco com o Steven para poder sair colocando ele ali na família dela. Então aquilo acabou deixando a Robin incomodada, né? Por que que a Rachel adotaria, entre aspas, o irmão de outra pessoa em um registro de internet, né, de árvore genealógica? Claro que era no mínimo estranho. E assim Robin decidiu entrar em contato com a Rachel para poder perguntar e entender o que que tinha acontecido. E foi o que ela fez. Ela ligou para Rachel e na mesma hora a Rachel explicou tudo. Ela disse que ela e o Steven eram muito próximos na época da escola e que quando ela era adolescente ela tinha tipo um crush muito grande nele. Aquelas coisas, né, gente, de tipo apaixonada por ele. E ela nunca esqueceu. E que depois que ele faleceu, a Rachel sentiu a vontade de colocar o nome dele na árvore genealógica dela para que existisse algum registro sobre o Steven na internet. Era um jeito de não deixar a memória dele desaparecer, pelo que ela disse. E no meio disso, a Rachel também acabou colocando a Mary Ann na árvore por algum motivo. Realmente era esquisito, né, gente? Só que parece que realmente não tinha nenhuma maldade por trás. E a Robin não sentiu que a Rachel tava escondendo algo além ou agindo de má-fé. Parecia um jeito de prestar homenagem a alguém que tinha sido importante para ela, assim como se ela tivesse, talvez, não sei, gente, era isso aí, parece que tava tudo certo. Só que então, durante essa conversa, a Rachel contou uma coisa, uma coisa que fez ali a Robin ficar uau. A Rachel disse que na noite anterior a quando o Steven tirou a própria vida, no dia 10 de maio de 84, tava acontecendo ali uma reunião na casa dela. Então você imagina a cena, né, um grupo de jovens bebendo, conversando até altas 2 horas da madrugada. E foi quando o Steven apareceu lá de carro. Segundo a Rachel, ele conversou com ela bem rapidinho e disse que ele precisava resolver algumas coisas para o padrasto dele antes, né, mas que voltava para ficar ali com os amigos depois de resolver. Ele disse que seria uma coisa de uma hora mais ou menos. Mas como a gente sabe, infelizmente o Steven nunca voltou. Algumas horas depois, ele foi encontrado sem vida. E enquanto a Robin tava conversando com a Rachel em 2013, essa informação fez a Robin arrepiar, porque era uma história que ela nunca tinha ouvido antes. Ela nunca soube que o Steven tinha ido resolver qualquer coisa para o padrasto naquele dia, né, naquela madrugada. E o padrasto, o Don, nunca mencionou nada sobre isso. Era uma informação nova que tinha aparecido depois de 30 anos. E teve mais uma coisa que também chamou a atenção da Robin. Nessa história que a Rachel contou, o Steven planejava voltar para ficar com os amigos. Ou seja, isso poderia ser um indicativo de que horas antes do Steven tirar a própria vida, parecia que ele não tinha intenção de fazer isso, já que ele estava fazendo planos. Para Robin, aquele detalhe ali do Steven ter ido resolver alguma coisa para o padrasto e E o silêncio dele sobre isso por décadas, né, e também os planos que o Steven tinha ali de voltar para aquela reunião ali dos amigos, foram estopim para Robin acreditar que a história contada pela polícia por décadas faltava alguma coisa, não tava completa. Então isso fez com que ela resolvesse investigar mais a fundo. Robin fez um pedido para polícia, que qualquer pessoa pode fazer nos Estados Unidos, solicitando acesso a todos os registros que os policiais tinham sobre a morte do Steven. E já que ela tava mexendo nisso tudo, ela aproveitou e pediu os arquivos sobre a morte da mãe também. Mas E assim que essa resposta lhe chegou, né, que chegaram todos esses documentos, foi como se a Robin tivesse recebido um balde de água fria, porque nos registros do Steven não tinha nada, nada mesmo, gente. A Robin recebeu uma carta super curta dos policiais dizendo que eles tinham até procurado, mas eles não tinham encontrado nenhuma informação relevante. Mas não faz muito sentido, porque era para eles terem pelo menos algum tipo de registro básico, alguma informação sobre como o corpo foi encontrado, por quem, o dia, a hora, tudo, né, informações da morte dele. Só que pelo que as fontes dão a entender, parece que eles não tinham nada. Agora, por um outro lado, quando os detetives enviaram os papéis do caso da Mary Ann, a situação foi bem diferente. Tinha muita coisa. Para dar um contexto, a Mary Ann tinha 54 anos e trabalhava como secretária. Parece que ela era uma mulher bonita que gostava de se cuidar e que amava muito seus filhos. E nesses registros policiais que a Robin conseguiu, tinham detalhes importantes, detalhes que podiam mudar mudar tudo o que a Robin tinha acreditado sobre o caso nos últimos 17 anos. Lembrando da cronologia, só para ficar claro: o Steven morreu em 84, a mãe dele, a Mary Ann, morreu 12 anos depois, em 1996, e anos depois, só em 2013, a Robin começou a investigar os casos mais a fundo, tá? No meio de toda papelada do caso da mãe, Robin encontrou uma carta. Era uma carta escrita à mão pelo próprio Don, o padrasto, contando para os policiais a versão dele do que tinha acontecido no dia 25 de setembro de 96. Ele disse que durante o dia todo ele tentou falar falar com a Mary Ann. Ligou várias vezes do trabalho para casa, mas ela simplesmente não atendia. O silêncio do outro lado da linha era até estranho. Mas as horas foram passando e o Don teria acabado continuando ali a rotina dele, né, normal. Até que quando o Don chegou em casa, eu imagino que muito cansado depois do dia todo trabalhando, ele teria aberto a porta do quarto do casal. E então ele viu a Mary Ann no chão. Ela tava só de calcinha e camiseta, com uma extensão dessa de tomada, né, dessas normais de tomada, enrolada 3 ou 4 vezes em volta do pescoço. A primeira reação dele teria sido tirar o fio do pescoço da esposa. Depois, o Don pegou uma toalha e colocou por cima das pernas dela para cobrir, já que ela tava parcialmente nua, né. E por fim, ele chamou a polícia. Isso tudo de acordo com o que o Don relatou, tá. E rapidamente a polícia chegou e eles começaram a analisar tudo na casa. Eles conversaram com o Don, fizeram todas as perguntas que eles têm que fazer, tiraram fotos, olharam ao redor, coletaram juntar todas as evidências. E então, com isso, eles começaram a anotar algumas coisas que eles achavam suspeitas, como por exemplo, eles acharam um pedaço de unha quebrada e tinha sangue nessa unha. É claro que isso chamou atenção, né, porque isso não bate ali com uma cena de uma asfixia, de alguém que tirou a própria vida, né. Só que o que levantou ainda mais dúvidas foi o jeito que o corpo foi encontrado. Isso porque o fio da extensão não tava preso em nada, não tinha sido amarrado em uma barra, não tinha nada. Ele só tava enrolado no pescoço dela, sabe, que é estranho. O que não faz muito sentido, porque quando uma pessoa tenta se enforcar ali usando apenas a força dos próprios braços, ela eventualmente vai começar a ficar sem ar em algum momento, né? E sem oxigênio, a pessoa acaba desmaiando e automaticamente ela para de fazer força, ou seja, os músculos relaxam, ela solta as mãos, e com isso o ar volta. Então a pessoa acaba acordando. No caso da Mary Ann, ela não tinha montado nenhum esquema para evitar isso e para a extensão continuar fazendo pressão ali no pescoço dela depois que ela desmaiou. Suicídio, que é, enfim, são os casos aí de quando a pessoa tira a própria vida. E claro que isso levantou uma suspeita nos investigadores, os detetives. E além disso também tinha um detalhe que a Robin sabia e que talvez tenha passado batido pelos policiais na correria do dia a dia, mas que para ela era gritante. Nas 8 semanas antes de morrer, a Mary Ann tinha levado um tombo e acabou quebrando os dois pulsos, né? Foi uma queda tão séria que ela precisou usar gesso e tipoia, né, no braço assim, no pulso. E no dia em que tudo aconteceu, a Mary Ann ainda tava se recuperando dessa lesão. Então a Robin ficou se perguntando ali, né, como que a Mary Ann teria força física nos pulsos para poder conseguir puxar a extensão e causar asfixia, ou até para poder fazer tudo isso sozinha, sabe? Essa conta não batia, né? Aquilo ali parecia inconsistente com a história. Percebendo que tinha alguma coisa errada, a polícia lá em 96 classificou o caso como suspeito. E na época parece que eles chegaram a começar uma investigação, coletaram tudo que precisava ali, o que tinha, pegaram o fio da extensão. E durante a autópsia, os médicos chegaram até a coletar o DNA das partes íntimas da Mary Ann. E na época, o DNA que eles encontraram deu como sendo de um homem desconhecido. O laboratório até sugeriu que os detetives comparassem o material genético com o de possíveis suspeitos, né, na base ali da polícia e tudo mais. Mas não tiveram suspeitos.
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Voz B:Mais ou menos em dezembro de 96, 3 meses depois, o caso foi encerrado e a causa da morte da Mary Ann foi dada como ela tendo decidido, né, tirar a própria vida. De acordo com o que a própria Robin relatou recentemente no post de Facebook dela, quando os resultados de DNA finalmente saíram, o caso já estava oficialmente encerrado. Gente, além disso tudo tem uma outra coisa. Em 96, a Robin e o outro irmão dela tinham falado com os policiais, eles deram ali os depoimentos deles e tudo mais, o que é super comum em casos casos desse tipo, né? Os detetives conversam com os familiares para entender qualquer coisa, enfim, para saber, né, toda perspectiva, tudo, toda aquela imagem do que pode ter acontecido. E essas conversas foram para os registros da polícia, que agora a Robin tá valendo. Antes da gente continuar, beba água. Aí, se alguém quiser anunciar qualquer coisa aqui nesse momento, vale a pena, hein, gente? Talvez aí um café para poder dar uma— continuar gravando. Nesses papéis estava escrito que a Robin tinha falado que a mãe tinha um histórico de problemas de saúde mental e que ela vinha se recusando a ir no médico. Os registros também afirmavam que Robin tinha dito que Mary Ann já teria ameaçado tirar a própria vida antes, em uma ocasião em que o Don teria falado em divórcio. Além disso, tinha até uma história ali de que 2 semanas antes da Mary Ann falecer, o Don teria levado a Robin e os irmãos para jantar sem a Mary Ann, para avisar que a esposa estava tendo os pensamentos sobre acabar com tudo. Só que quando a Robin tava lendo esses documentos em 2013, ela não conseguia acreditar naquilo que ela tava lendo, porque a Robin nunca tinha dito nada daquilo para polícia em 1996. Parece que grande parte daquelas informações estava distorcida, ou seja, as coisas tinham sido colocadas fora de contexto nos relatórios oficiais, e também tinham algumas informações ali que tinham sido até inventadas, pelo que parece, né. Na verdade, o que a Robin tinha dito na época foi bem diferente. Robin até confirmou sim que a mãe tinha questões de saúde mental, mas explicou que era por por causa da culpa que ela sentia pela morte do Steven, né, que tinha acontecido em 84 ali, 12 anos antes. Era um luto, né, que ao longo do tempo, claro que afetou a vida dela, né, gente, normal. Quem aí que não passa por luto, enfim, sabe como é. E enfim, era o filho, né, eu não imagino, acho que é o pior luto que existe. Só que apesar disso, a Robin tinha deixado claro que a Mary Ann não tinha tendência de querer tirar a própria vida e que ela tinha procurado ajuda médica Sim, e parece que a Robin até teria dito que a mãe tinha se consultado com um psiquiatra um dia antes de tudo acontecer e que ela não tinha dado nenhum indício de que tava pensando ali em tirar a própria vida. Então por que que os registros oficiais estavam com essas informações completamente erradas, né, forçando aí a ideia de que a causa da morte tinha sido um suicídio? Segundo Robin, os registros estariam pintando uma coisa diferente do que o caso realmente indicava. Talvez os policiais tivessem sido negligentes, não sabemos, e tomaram conclusões precipitadas, apressadas, não dá para a gente de fato saber. E eu imagino que na cabeça da Robin, lendo tudo isso lá em 2013, devia estar confusa, né? Foi quando ela percebeu que o buraco era bem mais embaixo do que ela imaginava. Porque em 1996 ela até tinha perguntas, né, suspeitas e tudo mais, só que a Robin nunca tinha tido acesso aos documentos antes. Ela não tinha conseguido ver o caso dessa forma que ela tava vendo agora, né, agora em 2013, né? E já não era mais uma suspeita. Para Robin, a mãe não tinha tirado a vida. Agora ela tinha certeza que Mary Ann tinha sido assassinada. Mas aí vem a pergunta, né, por quem? Bem, a primeira suspeita, claro, sempre cai sobre o marido, o Don. Para vocês entenderem melhor o caso, eu vou contar aí alguns pontos sobre a relação do Don e da Mary Ann, né, agora que a gente já tem uma noção do que que pode ter acontecido com ela. O casamento dos dois, ao longo dos 28 anos aí que eles tiveram juntos, sempre foi muito conturbado. De acordo com a Robin, ele era controlador e abusivo. Ele xingava, falava coisas terríveis e fazia uma pressão emocional, né, ela. Então parece que o relacionamento não era um relacionamento saudável, não era um relacionamento legal. Além disso, Don tinha falado para os policiais que ele e a Mary Ann realmente estavam passando por um processo de divórcio na época, mas segundo ele, a Mary Ann não queria se separar e que ela teria até ameaçado tirar a própria vida por conta desse assunto. Mas de acordo com Robin, isso não era verdade. Segundo ela, a Mary Ann tava feliz com a separação, parece que ela já tava querendo sair há muito tempo desse relacionamento. E parece que eles já tinham até conversado, combinado como ia ser a separação de bens. Teria ficado decidido aí que a Marianne ficaria com o apartamento que eles tinham na Flórida. E já mais ou menos em 95 ou 96, cerca de quase que um ano antes da Marianne falecer, ela passou meses preparando esse apartamento para ela se mudar. Ela tava animada, ela comprou os móveis, pintou paredes, começou a organizar tudo para essa nova fase da vida dela. Parece que ela tava animada, só que de repente aí, né, uma coisa estranha aconteceu. Poucos meses antes de morrer, a Mary Ann decidiu voltar a morar com o Don, o que era esquisito, porque apesar das fontes não deixarem claro por que que ela fez isso, eles não tinham reatado esse relacionamento. Eles não davam mais beijos, né, de boa noite, não saíam para jantar, não dormiam mais na mesma cama. Importante eu falar que bem nessa época parece que o Don teria mudado de ideia e desistido de deixar o apartamento da Flórida para ela na partilha de bens, né, parece que o que a gente encontrou de informação. Então pode ser que tenha sido por isso que ela voltou? Não sabemos. Só sei que quando a Marianne morreu, o Don acabou ficando com várias propriedades no nome dele. Ou seja, em vez de perder metade das coisas, ou as coisas ali que eles acertaram, o Don teria ficado com uma parte considerável do patrimônio deles. Tudo, né? O que algumas fontes consideram que pode ter sido um suposto motivo para ele fazer isso, né? O Don poderia ter um suposto interesse financeiro no meio aí de tudo. E acima de tudo, ele tinha o controle total da narrativa. Parece que era o Don que teria falado para polícia e para os familiares várias vezes que a Mary Ann já tinha ameaçado tirar a própria vida e que ela tinha questões de saúde mental. Parece que ele ficava meio que empurrando essa versão da história, sabe? E com tudo isso martelando na cabeça dela, em 2018, a Robin Altman entrou em contato com a polícia dos Estados Unidos. Ela sentou na frente de vários detetives e contou tudo que ela desconfiava, tudo que ela sabia, e pediu para que a polícia reabrisse o caso, que eles voltassem a olhar para a morte da mãe. E, gente, ela conseguiu! 22 anos depois da Mary Ann, né, ter falecido, o caso o caso foi reaberto. Só que infelizmente o resultado acabou sendo o mesmo daquele que a gente viu lá nos anos 90. Primeiro, que embaixo da unha eles tinham encontrado sangue lá em 1996, lembra? Só que na hora de reanalisar esse, essa, esse DNA, o que que tava ali agora embaixo, os policiais não tinham material genético suficiente para chegar em qualquer resultado que fosse conclusivo. Além disso, os detetives também tinham achado DNA na região íntima da Mary Ann. E mais uma vez esse DNA aí deu como sendo de um homem desconhecido. Os policiais até tentaram chamar um homem, né, que não teve identidade revelada, para colaborar com o caso e ceder ali uma amostra de DNA para os detetives compararem. Isso é o que as policiais chamam de person of interest, que é alguém que pode talvez estar envolvido num crime, mas que ainda não foi acusado de nada. Só que essa pessoa acabou dizendo que não ia colaborar, então os policiais não conseguiram testar e descobrir de quem era o DNA. As fontes não contam quem poderia ser essa pessoa, elas só deixam no ar que poderia supostamente ser esse homem aí mesmo que pode estar na sua cabeça nesse exato momento, né? Mas nada comprovado, só deixam a entender isso. Aí é só uma suspeita também. Bom, de toda forma, investigação não foi para frente, os investigadores não conseguiram respostas. Resultado: eles encerraram o caso da Mary Ann mais uma vez. A causa da morte teria sido de que ela tinha tirado a própria vida, o que deve ter sido um balde de água fria para Robin, né? Mas a Robin não desistia. Eu acho que a Robin era brasileira. Não desistia, gente. Gente, então depois do caso ser fechado de novo, ela decidiu entrar em contato com uma organização, a Alliance for Hope International. Essa Alliance for Hope International é uma organização que ajuda pessoas que estão passando por situações complicadas no mundo inteiro. Eles têm várias iniciativas para acolher e ajudar pessoas em situações de violência sexual, abuso infantil, tráfico humano, esse tipo de coisa. Só que tem uma coisa, de acordo com esse podcast que a gente usou para pesquisar, essa organização foi fundada por dois homens que são experts no que eles chamam de hidden Hidden Homicides, que em português seria homicídios ocultos, ou seja, assassinatos que são ali feitos para parecer suicídios. Então esses especialistas dessa organização começaram a revisar o caso, eles reviram as fotos, analisaram cada linha da autópsia da Mary Ann, e o que eles viram deixou todo mundo de queixo caído. Olhando as imagens que foram tiradas lá atrás em 96, eles notaram um detalhe que parece que passou batido ali pela polícia na época. No pescoço da Mary Ann não tinha uma marca de enforcamento, Tinham duas, e para esses especialistas ali da Alliance for Hope, isso indicava uma coisa: o pescoço da Mary Ann tinha sido enforcado duas vezes. Bom, isso poderia significar que ela tentou tirar a própria vida só com os próprios braços, apertando a extensão, e aí ela acabou desmaiando, acordou e depois tentou uma segunda vez. Sim, podia, mas nesse caso não fazia muito sentido, porque esse ciclo ia se repetir. A Mary Ann ia desmaiar, acordar, desmaiar, acordar. Ou seja, as marcas muito provavelmente queriam dizer que alguém tinha asfixiado a Mary Mary Ann uma segunda vez para garantir que ela morresse ou para encenar o suicídio. Além disso, eles também encontraram alguns registros muito suspeitos. Eles encontraram um relato de uma amiga da Mary Ann que contou que 2 meses antes dela morrer, a Mary Ann teria falado que tava acontecendo uma coisa esquisita. Tinha alguém perseguindo ela. Sabe aquela sensação que tem alguém te olhando? Sabe que tem algo, você sente ali que tem alguém te olhando? Era mais ou menos o que a Mary Ann tava sentindo naquele momento. E ela ainda teria falado que essa pessoa poderia tirar a vida dela, sabe? E quem era essa pessoa? Segundo a própria Mary Ann, era o Don. Mas tinha uma pergunta que não queria calar: se o Don estivesse mesmo envolvido na morte da esposa, será que ele também não tava envolvido em uma outra morte, a do Steven? E, gente, quando esse pessoal ali, os experts daquela organização, resolveram parar para poder olhar essa possibilidade de perto, eles começaram a perceber que tinha muita coisa que não batia. Como, por exemplo, uma coincidência: de acordo com as fontes, do mesmo jeito que a Mary Ann tinha falado que achava que tinha alguém perseguindo ela, o Steven também tava tava com esse mesmo sentimento aí, essa mesma conversa antes de falecer. Ele saía falando que tinha alguém na cola dele, e parece que o Steven teria até cogitado passar um tempo fora do país, ou então em um outro estado, para poder escapar dessa pessoa que tava perseguindo ele. O Steven parece que tava assustado, mas ele nunca disse quem é que poderia estar perseguindo ele. Então dá para a gente saber de quem que ele suspeitava. Só que, gente, não é difícil a gente ficar pensando aí quem é que poderia ser. Ser, né? Talvez fosse o Don. Ainda mais que a gente sabe que no dia em que o Steven morreu, em 1984, ele tinha ido fazer umas coisas para quem? Para o Don. E que o corpo dele foi encontrado na oficina do padrasto. Bom, gente, na verdade, se você parar para analisar, nos dois casos, tanto do Steven quanto da Mary Ann, eles têm um ponto em comum. Os dois corpos foram encontrados em lugares que o Don tinha acesso total: a oficina e o próprio quarto dele. E tem mais, no pescoço do Steven também tinha mais uma marca de igual no caso da Mary Ann. O podcast Crime Junkie fala em duas marcas, só que a gente também encontrou uma outra informação que diz que eram três, então a gente não sabe exatamente. Além disso, a corda usada tinha um nó super complexo, um tipo de nó que nenhum dos policiais na década de 80 tinha visto antes em nenhum outro caso. E o principal detalhe era o rosto do Steven, porque parece que o rosto dele tava cheio de hematomas, muitos hematomas. As fontes até falam que em caso de asfixia assim pode até aparecer algumas marcas no rosto da pressão, enfim, do sangue, sei lá. Mas para as fontes, olhando para as fotos parecia diferente, parecia que na realidade o Steven teria sido espancado antes de morrer. Era diferente, né, de uma coisa que apareceu depois da morte. Nada comprovado, mas é o que parecia ali para o pessoal, né. Em 2021, Robin Altman e o pessoal da Alliance for Hope decidiram que era hora de dar mais uma cartada. Eles entregaram para os policiais um dossiê com uma análise completa dos especialistas em homicídios encenados, né. E o documento era grande, quase 30 páginas. Eles escanearam as inconsistências, mostraram os pontos que segundo eles provavam que aquilo tudo era uma encenação. Até que finalmente veio a resposta, mas infelizmente, mesmo com todo o material, a polícia decidiu não mexer em nada. E até hoje, em 2026, os casos de Steven e Mary Ann seguem oficialmente encerrados. Então é muito importante a gente não perder isso de vista. Para polícia, os dois tiraram a própria vida. Essa é a versão oficial. Esse caso é muito difícil de trabalhar porque existe sim a possibilidade que essas mortes tenham sido exatamente o que a polícia concluiu que foram, né? Existe essa possibilidade. Só que ao mesmo tempo não dá para a gente ignorar tudo que a Robin foi investigando ao longo dos anos, né? Existem elementos que justificam a desconfiança da Robin e da Alliance for Hope, principalmente no caso da Mary Ann, porque tem várias coisas que ficam super estranhas, né? Como que eu falei antes, né, gente, ela tava se recuperando de dois pulsos quebrados. Como é que ela teria força física para se enforcar, né? Por que que o corpo dela tinha duas marcas no pescoço? E o que que explicava o fato do Steven ter sido encontrado com o rosto repleto de hematomas que não combinavam com E é isso que a Robin tá tentando colocar em discussão há anos. Não é simplesmente porque ela não aceita o que aconteceu, é que realmente tem pontos concretos que ela acredita que merecem ser olhados de novo, que ela acha que é suficiente para que esses casos serem investigados novamente, né, que sejam investigados novamente com a profundidade necessária, porque talvez as conclusões lá dos anos 80 e 90 tenham sido precipitadas, né. Mas por enquanto o Don não é culpado de nada perante a lei. Ele nunca foi acusado de nenhum crime. Os policiais nem chegaram a considerar ele como suspeito oficial. Pelo menos é o que a gente sabe aí publicamente. Por isso, tudo que a gente comentou sobre ele aqui tem que ser tratado apenas como supostamente, tá, gente?
Voz D:Suposição.
Voz B:Como suspeitas que a Robin e várias fontes levantam sobre ele. Mas nada comprovado. Gente, então, no final de todo episódio eu trago a minha opinião e o nosso roteirista também, o Lucas, traz a dele. Nesse caso, eu acho que ele pode estar sim envolvido. Eu só não entendo qual seria a motivação dele. Parece que não ficou claro qual seria a motivação dele no caso do irmão da Robin, né? Eu não consigo ver ele uma motivação. A gente não sabe muito além do que aconteceu, né? Então eu acho que isso fica um pouco estranho. Mas o caso da Mary Ann, para mim, é muito claro que seria, né, um feminicídio, violência doméstica. Me parece, né, gente? Parece que é o caso. Afinal, eles estavam ali em processo de divórcio, eles estavam separando bens, ela ia ficar com parte dos bens da família. Então isso pode ser sim, coisa muito simples, que é simplesmente porque ele queria continuar com todos os bens nesse processo aí de divórcio. Me parece, é a resposta mais simples. Eu acho que de fato pode ser o que aconteceu. Até porque eu não acho que uma mãe gostaria de fazer com ela o que talvez teria sido a morte do filho. Eu não acho que uma mãe gostaria de fazer isso. A gente não sei, é minha opinião, não sei se esse meu pensamento tá realmente certo, mas eu acho que se eu fosse uma mãe, eu talvez jamais causaria a dor que me foi causada para alguém, entendeu? Enfim, da mesma forma. E você, qual é a sua opinião? Deixa aqui nos comentários. Lucas, me conta a sua opinião também.
Voz D:Oi, Erika. Oi, gente. Esse caso, na minha opinião, ele é muito misterioso. Tem algumas coisas ali que fazem a gente ter uma pulga atrás da orelha em relação a algumas pessoas, mas infelizmente nada avançou, as investigações não avançaram para ter aí uma resposta do que de fato o que aconteceu, além do que a polícia já falou. Mas o que eu queria complementar é que, apesar disso, o caso ganhou uma outra concretude, além só da mídia, além só dessa busca de respostas pela Robin. Em 2025, foi proposta uma lei chamada Mary Ann's Law, né, baseada no caso. Ela é uma lei que foi proposta no estado de Illinois para tentar aprimorar o treinamento policial para que eles consigam identificar ali melhor se alguma pessoa que, né, parece que tirou a própria vida, ou então algum acidente, principalmente em casos de violência doméstica, se que foi na verdade um assassinato. E ao mesmo tempo, a organização que a Robin entrou em contato, ela também faz esse tipo de treinamento, ela tem uma certa especialização nesse assunto. Então o caso, ele ganhou uma influência social muito interessante, né? Apesar de, além do que a polícia já falou, a Robin não conseguiu ter mais respostas, mais informações.
Voz B:Então é isso, pessoal, muito obrigada para quem ficou até aqui. Te vejo no próximo episódio, na próxima quarta-feira. Não deixe de deixar um comentário, é muito importante. Beijo, gente, tchau!
Voz A:Starting a business can seem like a daunting task unless you have a partner like Shopify. They have the tools you need to start and grow your your business. From designing a website to marketing to selling and beyond, Shopify can help with everything you need. There's a reason millions of companies like Mattel, Heinz, and Allbirds continue to trust and use them. With Shopify on your side, turn your big business idea into— sign up for your $1 per month trial at shopify.com/specialoffer. The most memorable gifts aren't found, they're made. Zazzle is a custom marketplace where you pick any product— a mug, a card, a tote, a phone case— and make it personal. A photo, a name, an inside joke. The kind of gift that actually fits the person. That's what 30 million customers have been coming back to Zazzle for over 20 years to find. Right now, save 25% on your first order at Zazzle.com. That's Zazzle.com. Make it Z-amazing.