Episódios de Casos Reais

TRAGÉGIA NAS MALDIVAS

29 de maio de 202636min
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Uma expedição científica nas Maldivas terminou em uma das maiores tragédias da história do mergulho no país. Cinco italianos experientes entraram em um sistema de cavernas submarinas e não conseguiram voltar. Entre eles estavam pesquisadores, uma professora renomada, sua filha e um guia que conhecia muito bem aquelas águas.Neste episódio do Casos Reais, vamos entender quem eram as vítimas, o que pode ter acontecido dentro da caverna, as hipóteses investigadas e por que esse caso chocou a comunidade científica internacional.Sugira casos: casosreaispodcast.com.brApoie e receba episódios antes: apoia.se/casosreaisSiga: @casosreaisoficial | @erikamirandasRoteiro: Lucas AndriesEdição: Publi.tv - Produtora de vídeos

Participantes neste episódio1
E

Erika Miranda

HostJornalista
Assuntos7
  • Mergulho nas MaldivasExpedição científica · Sistema de cavernas submarinas Devana Kandu · Mergulho em cavernas · Hipóteses sobre o acidente · Investigação e resgate
  • Hipóteses sobre as causasCorrente forte e efeito Venturi · Ilusão ótica e beco sem saída · Narcose de nitrogênio (embriaguez das profundezas) · Consumo de ar e pânico · Falta de linha guia
  • Tragedias e ImpactosMônica Monte Falcone · Georgia Somacal · Federico Gualtieri · Muriel Odenino · Gianluca Benedetti
  • Preservação da investigaçãoBuscas e recuperação dos corpos · Morte de sargento militar · Equipe de resgate finlandesa · Equipamentos de resgate · Investigação policial
  • Questões legais e processuaisAutorização de mergulho · Atividade pessoal vs. institucional · Investigação por homicídio culposo · Restrições religiosas para autópsias
  • O local do acidenteAtol de Vavu · Devana Kandu · Caverna dos Tubarões
  • Saudade e pertencimentoLuto oficial da Universidade de Gênova · Homenagem do Greenpeace Italia · Suporte psicológico da Cruz Vermelha · Depoimento do marido e namorado das vítimas
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Meu desejo é parar de achar que existe um jeito certo de ser mãe. A gente entende que cada gestação é única e que cada fase pede cuidados diferentes. Por isso, Nestlé Materna desenvolveu uma linha completa de suplementos para acompanhar você em toda a jornada da maternidade. Desde o apoio à fertilidade para mulheres que estão planejando a gestação até linhas exclusivas com vitaminas e minerais para cuidados na gestação e no perpério. Nestlé Materna, com você, do seu jeito.

As Maldivas são desses lugares que parecem inventados, né? Aquele azul turquesa, recifes de coral que parecem coisa de filme. Aquelas luas de mel que o pessoal vai, aquela coisa maravilhosa, perfeita, né? A água tem visibilidade de 30 metros. E é, inclusive, um dos destinos de mergulho mais procurados do mundo. E um dos mais fotografados do planeta. Mas em 14 de maio de 2026, esse mesmo mar e essa beleza toda virou o cenário de uma tragédia que jamais foi vista por lá.

Cinco italianos desceram para explorar um sistema de cavernas submarinas e nenhum deles voltou. E o que tornou esse caso ainda mais perturbador foi quem eram essas pessoas, porque não eram turistas aventureiros, não eram iniciantes, sabe? Eram pesquisadores, professores e cientistas que conheciam o oceano melhor do que a maioria das pessoas, né? Pessoas que estudavam muito. E ainda assim, o mar não deu chance.

Pra quem não me conhece, meu nome é Erika Miranda e todas as quartas-feiras eu trago um episódio aqui. Muitos episódios são sugestões de vocês, inclusive essa aqui foi uma grande sugestão aí, eu recebi várias mensagens no meu Instagram, então se você quiser mandar uma sugestão, vai lá no meu Instagram, arroba Erika com K, Miranda com S no final, e por lá eu sempre vejo que vocês me mandam e tal, mas também temos o grupo do Apoia-se, que lá no Apoia-se tá na descrição desse episódio, você tem um acesso a um grupo diretamente comigo, e é assim que vocês me pedem, assim na mensagem no WhatsApp.

eu vejo e eu, claro que levo em consideração. Mas é isso, esse caso aqui foi muito pedido e a gente fez aqui um super trabalho para conseguir reunir todas as informações que a gente tem acesso até hoje, que eu estou gravando dia 28 de maio, tá? Então é tudo mais importante aí que a gente encontrou sobre esse caso. E também vale dizer que eu conheço pessoas da minha família que trabalham na Universidade de Gênova, que é onde...

a maioria das pessoas que estavam envolvidas nesse acidente trágico, né, que aconteceu aí nesse mergulho, tinham estudado e trabalhavam na Universidade de Gênova, né, era o eixo que reuniam todos eles, sabe, o estudo, né, principalmente. Então, eu já fui nessa universidade, inclusive, então quando eu vi esse caso, esse caso me chocou na hora, porque é aquela coisa que acontece perto da gente, sabe, meu marido é de Gênova, então, assim, pra mim é muito perto, eu já fui nessa universidade, eu já conheci, já entrei lá, e quando eu vi essa notícia, eu falei, meu Deus.

e por isso também um grande respeito por esse caso, assim como todos os outros que a gente traz aqui, a gente sempre trata todos os casos com muito respeito, e por isso que eu esperei alguns dias aí para a gente ter informações mais sólidas para poder trazer esse caso aqui, respeitando muito as vítimas e, claro, os familiares. Então é isso, vamos parar de conversa e vamos para o episódio dessa semana. Não se esqueça de deixar um like, um comentário, para sim a plataforma ver que você gosta do meu conteúdo e eu continuar produzindo aqui para vocês. E esse é o caso dos mergulhadores italianos.

Bom, gente, como eu disse antes, as cinco vítimas desse acidente não eram turistas, né? Pessoas comuns ali fazendo mergulhos de recriação e nem aventureiros inexperientes. Eram profissionais com anos de formação, pesquisadores com publicações científicas reconhecidas internacionalmente. Pessoas que conheciam, sabiam o que eles estavam fazendo muito bem e eles praticavam mergulho há anos. Bom, vamos começar falando sobre quem foram essas vítimas dessa tragédia, né? Vamos começar pela Mônica. Mônica Monte Falcone, de 51 anos. Mônica Monte Falcone, de 51 anos.

Ela era a mergulhadora mais experiente do grupo, nascida em Milão, no norte da Itália, em 27 de dezembro de 1974. E ela construiu toda a sua carreira em torno do mar. Ela era doutora em ciências ambientais marinhas pela Universidade de Gênova, professora associada de ecologia no Departamento de Ciências da Terra, do Ambiente e da Vida, também da Universidade de Gênova, desde 2024. E as suas pesquisas cobriam monitoramento de ecossistemas costeiros, indicadores ambientais e saúde do Mediterrâneo.

Ela trabalhou no projeto Marecaldo, em parceria com a Greenpeace, um projeto voltado à documentação dos impactos do aquecimento climático no mar. E ela publicou 288 trabalhos científicos ao longo da sua carreira, e a maioria em lugares, em revistas de prestígio internacional, é super importante para a área que ela trabalhava. Inclusive, o último deles foi publicado no dia 14 de maio de 2026, o mesmo dia em que tudo isso aconteceu.

Enfim, gente, tudo isso aqui que eu estou querendo dizer é só para mostrar para vocês como eram pessoas, e principalmente a Mônica, não só ela, mas como eram pessoas que realmente sabiam o que estavam fazendo. Enfim, há mais de 10 anos, inclusive, ela era responsável científica pelas atividades de pesquisa ali nos Recifes das Maldivas, pela universidade que ela trabalhava.

E as Maldivas não eram um destino novo para ela, não, tá? Era como ali para ela um segundo laboratório. Ela não estava ali nas Maldivas de férias. Ela estava lá a trabalho para atividades de monitoramento e a mostragem científica junto ao seu grupo de pesquisa. E o marido dela, o Carlos Somacal, que estava ali a bordo desse barco, o Duke of York.

descreveu a esposa como alguém que jamais colocaria em risco a vida de alguém. Ela era meticulosa, controlava ali todos os detalhes de cada mergulho. Tinha mais ali de 5 mil imersões registradas, porque ela começou a mergulhar aos 16 anos. Um outro detalhe comentado também sobre a Mônica...

e muito interessante, sabe? É que ela era sobrevivente de um tsunami em 2004. E ela estava nas Maldivas, em Lua de Mel, quando essa onda, que era um tsunami, atingiu o arquipélago. Ela e dois amigos foram arrastados a 50 metros ali pela força da corrente, enquanto eles estavam mergulhando. E, milagrosamente, todos eles sobreviveram a essa catástrofe. Então, assim, gente, ela passou por um acidente mergulhando no mesmo lugar, tá?

E ela sobreviveu. Achei bem interessante, assim, essa informação. Quando eu vi, eu falei, meu Deus, assim, sabe? E fora tudo isso, ela também conhecia muito bem onde ela estava mergulhando, né? Ela provavelmente mergulha ali há muitos anos. A Georgia Somacal, a filha da Mônica e do Carlo, estava há poucos meses de se formar em Engenharia Biomédica pela Universidade de Gênova. Ela era descrita por todos como a cópia da mãe. A mesma energia, a mesma paixão pelo mar.

o mesmo rigor também ali em estudar e tudo mais. Ela sempre acompanhava a Mônica nas expedições, preenchendo fichas, transcrevendo os dados, preparando relatórios. Elas trabalhavam juntas dia e noite e eram muito unidas. A Georgia faria 23 anos em algumas semanas em junho. Ela tinha namorado, planos e todo um futuro pela frente.

Também ali, nesse mergulho, estava Federico Gualtieri, de 31 anos. Ele era de Omina, no Piemonte, e ele havia se formado em Biologia e Ecologia Marinha pela Universidade de Gênova em março de 2026, apenas dois meses antes dessa expedição. A sua tese de conclusão do curso era dedicada à diversidade e ecologia de corais ali nas regiões da Maldivas. Em agosto, inclusive, ele tinha um plano de partir para o Japão, onde ele tinha conseguido uma vaga em um projeto de pesquisa.

Inclusive, nos agradecimentos da tese dele, quando ele se formou, o Federico escreveu sobre a Mônica com muita gratidão, descrevendo a professora como um guia que sempre incentivou ele a seguir os seus sonhos e suas paixões, mesmo ali diante de caminhos difíceis. Também nesse mergulho tinha a Muriel Odenino, de 31 anos, também da região de Piemonte. Ela era bióloga marinha, ecóloga e pesquisadora bolsista no mesmo departamento da Mônica, na Universidade de Gênova.

Ela tinha se graduado em Turim e concluído seus estudos em Gênova. Como todos os outros, ela era apaixonada por mergulho e coautora de pesquisas voltadas à conservação dos coessistemas marinhos. E já o Gianluca Benedetti, de 44 anos, era o único do grupo que não vinha do universo acadêmico, pelo menos não diretamente.

Originário de Pádua, ele tinha trabalhado durante anos em um banco antes de abandonar tudo em 2017 para seguir a sua paixão pelo mar. Ele passou um período na Indonésia e depois ele se fixou nas Maldivas, onde ele estava vivendo há sete anos. E lá ele era gerente de operações e capitão de duas embarcações de mergulho e cruzeiro científico, incluindo o Duke of York, esse que eles estavam. Ele era o guia dessa embarcação e responsável operacional do grupo. Bom, gente, vamos para o que aconteceu. O que aconteceu foi o seguinte.

O grupo havia partido no dia 10 de maio de Malé para um cruzeiro científico de uma semana. A autorização que eles tinham era válida do dia 3 ao dia 17 de maio e que cobria seis atóis, incluindo o Vavu, e era para atividade de pesquisa sobre corais, especificamente monitoramento e amostragem científica de Recife.

Gente, eu pesquisei exatamente o que são esses atóis, né? Porque eu tenho curso de mergulho, eu tenho certificação básica de mergulho. Eu não lembro quantos metros você pode ir com a certificação básica, mas, enfim, é a mais simples de todas ali, o primeiro nível, né? Eu mesma não sei. Eu fiz curso, fiz mergulhos, tipo, fiz vários mergulhos, e eu mesma não sei o que são atóis, tá? Atóis ou atol é uma ilha em formato de anel que se forma no oceano, geralmente em volta de uma lagoa no meio. Enfim, basicamente, tem muitos corais ali ao redor dessa ilha. Obrigada.

E é por isso que em vários lugares na Maldívia aparecem círculos vistos de cima, né? Quando você vê as Maldívia, tem vários círculos. Porque, basicamente, as Maldívia são um conjunto enorme de atóis naturais. Então, por isso que é uma região tão rica para o que eles faziam, tá? Enfim, isso foi o que eu pesquisei de uma forma mais simples para a gente entender o que exatamente é.

É isso, né? Enfim, então eles tinham essa autorização, de fato, para poder fazer esse cruzeiro científico, e o grupo estava no arquipélago para estudar mudanças climáticas, mas o mergulho específico do acidente não tinha autorização da universidade e nem local, tá? Então vale dizer que esse não era um mergulho exatamente para o estudo deles.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, o grupo viajava a bordo dessa embarcação, o Duke of York, que era um iate de 36 metros, operado pela empresa italiana Albatros Top Boat, com capacidade para cruzeiros científicos e de mergulho. Então, era especificamente para isso, tá? E junto com eles, os mergulhadores, também tinham outras 20 pessoas a bordo e que saíram ilesas. E foi na manhã do dia 14 de maio, uma quinta-feira, que eles entraram no sistema de cavernas Devana Kandu.

Segundo as investigações, eles desceram cerca de 50 metros de profundidade, que é quase o dobro do limite de 30 metros estabelecido ali pelas autoridades das Maldivas para mergulhos recreativos. E vale dizer, gente, que de fato esse mergulho não era um mergulho de estudo, não estava ali no projeto deles para mergulho para estudo. Então, querendo ou não, ainda é considerado um mergulho recreativo. E dá para ver aí o quão profundo era para eles terem ido em um mergulho recreativo.

Bom, ao meio-dia, quando o grupo não tinha retornado ali ao barco, no horário previsto, eles acionaram ali no barco um alarme e foram quando as buscas foram iniciadas imediatamente, mas as condições do mar obrigaram a suspensão das operações de busca ali, ainda na tarde daquela quinta-feira, e elas só foram retomadas na manhã do dia seguinte, que era sexta-feira, no dia 15.

E no final da tarde de sexta-feira, às seis e quinze da tarde, o corpo de Gianluca Benedetti foi localizado na entrada do sistema de cavernas, na passagem ali de acesso à primeira câmara. O cilindro de oxigênio dele foi encontrado vazio e os outros quatro mergulhadores não estavam com ele, estavam mais adentro da caverna. Então, agora a gente vai entender melhor...

sobre o lugar específico onde tudo aconteceu. O atol de Vavu, que foi explorado ali por eles, fica a 64 quilômetros de Malé, que é a capital das Maldivas. É o atol com a menor população do arquipélago, mas tem uma das maiores densidades de recifes naturais do país. Inclusive, chegar até lá de barco leva, em média, cinco horas.

A região de Alimata, onde o acidente aconteceu, é conhecida no mundo do mergulho pelos seus recifes de coral e por um sistema de cavernas submarinas chamado Devana Kandu. Inclusive, esse complexo ficou conhecido como Caverna dos Tubarões por conta da fauna que tem nesse lugar. É um lugar que atrai mergulhadores experientes justamente pela complexidade, porque o sistema de cavernas tem aproximadamente 200 metros de comprimento.

e é dividido em pelo menos três câmaras internas. E no ponto mais fundo, chega a 70 metros abaixo da superfície, o que é equivalente a um prédio de 20 andares. Então, é claro que ali tem correntes imprevisíveis, passagens estreitas, visibilidade que varia muito e a ausência de luz natural, porque, enfim, é muito profundo. E isso, claro, que torna esse mergulho classificado como de risco extremo, tá? E, gente, um fato, assim, que eu não sei se todo mundo sabe, mas os oceanos cobrem mais de 70%.

do nosso planeta, né? Mas menos de 20% do fundo marinho foi mapeado. Então, assim, são cavernas, corredores, ecossistemas inteiros que a ciência ainda não catalogou. E existem ali a poucos metros abaixo de águas aparentemente conhecidas, sabe? E ao contrário do mergulho convencional, a modalidade de cavernas exige uma formação técnica específica, que são equipamentos ali próprios.

e usiu uma série de protocolos que não existem no mergulho em mar aberto. O ambiente fechado elimina a principal saída de emergência que qualquer mergulhador tem em uma situação de risco, que é se preparar para subir, fazer todos aqueles caminhos para subir, descompressão e tudo mais. Porque dentro de uma caverna, a saída precisa ser encontrada, e encontrá-la...

Depende da visibilidade, da orientação e ar suficiente para isso, né? Se você tem tempo e ar suficiente para isso. Então, qualquer movimento brusco dentro de uma caverna levanta sedimentos do fundo e pode transformar a água em segundos numa massa completamente opaca e você perde qualquer tipo de referência. Então, você mistura ali, sobe aquela poeira e você não consegue ver mais nada. Assim, a distância, a visibilidade é quase que zero, sabe? Enfim, gente, então dá para vocês terem uma noção de como é diferente você mergulhar numa caverna.

do mar aberto. Bom, como a gente sabe, o corpo de um dos mergulhadores havia sido encontrado, mas é claro que ainda tinham mais quatro pessoas desaparecidas. E a localização deles, dos corpos, ou de fato, se talvez ainda estivessem vivos, o que era muito difícil, representava um desafio técnico muito fora do normal, porque eles estavam no interior do sistema de cavernas.

a mais de 60 metros de profundidade, em uma câmara ali de acesso extremamente difícil. Então as equipes das Forças de Defesa Nacionais das Maldivas iniciaram as tentativas de recuperação no sábado, no dia 16. E foi nesse dia que a tragédia ganhou mais uma vítima. O sargento Mohamed Mahoud, de 44 anos, mergulhador militar sênior das Forças de Defesa das Maldivas.

Ele acabou passando mal durante a fase de subida na segunda missão na caverna. Ele era um dos líderes da operação e foi transferido em estado crítico para o hospital ADK, em Malé, mas ele acabou não resistindo. A causa da morte dele foi a doença da descompressão, que é aquela condição causada pela formação de bolhas de gás, geralmente nitrogênio no sangue e nos tecidos, quando o mergulhador sobe muito rapidamente de grande profundidade. Porque todo aquele processo que você tem para mergulhar é mais rápido, quando você desce é mais rápido.

mas quando você sobe, você tem que fazer aquele trabalho todo de descompressão. E aí demora muito mais do que o mergulho para descer. Então você tem que ter bastante ar para poder, de fato, voltar. Enfim, é uma ciência, é uma matemática para você fazer mergulhos nessa condição, esses mergulhos extremos. E provavelmente ele deve ter tido pouco tempo para fazer esse trabalho, para subir. E com mais essa morte, as operações foram suspensas.

Na segunda-feira, no dia 18, as buscas foram retomadas e, dessa vez, com reforço internacional. A pedido da Itália, chegaram às Maldivas três mergulhadores finlandeses da DUN Europe, que significa Divers Alert Network Europe, que é uma organização médica e científica sem fins lucrativos especializada em segurança de mergulho.

É como se fosse uma organização dos mergulhadores europeia, tá, gente? Pelo que eu entendi. E os três eram Jenny, Patrick e Sammy, especialistas em mergulhos profundos e em recuperação em cavernas. Então, eles foram para lá realmente com equipamentos especializados para esse tipo de mergulho e foram transportados da Austrália e do Reino Unido especialmente para essa operação. Para vocês terem uma noção, gente, da dificuldade para recuperar até os corpos que estavam ali nas cavernas.

Era assim, é muito técnico, é uma coisa muito técnica mesmo, tá? E a equipe finlandesa utilizou dois tipos de equipamento fundamentais para terem sucesso nessa missão. O primeiro foi o Rebreeder, que é um sistema de circuito fechado que recicla o gás expirado. Então ele remove ali o dióxido de carbono e reintegra automaticamente o oxigênio metabolizado. E isso faz com que os mergulhos fiquem mais longos, porque o consumo é muito menor dali do gás, né? Eles têm muito mais tempo.

E o segundo equipamento que eles usaram para fazer esse mergulho foram os ZIPVs, que são Diver Propulsion Vehicles, que são scooters subaquáticos que têm um motor elétrico e ajudam a reduzir o esforço dos mergulhadores, porque eles transportam os equipamentos pesados e diminuem o tempo de deslocamento dentro das cavernas. Então são scooterezinhas, sabe? Mas antes de qualquer mergulho tripulado com a equipe, eles enviam...

um ROV, que é um veículo operado remotamente para poder mapear ali o interior da caverna e saber para onde eles vão e tudo mais, sabe? E as correntes ali no ponto de entrada eram tão intensas que esse ROV não conseguiu penetrar no sistema. Ou seja, os mergulhadores teriam que entrar pessoalmente, gente. Só para vocês terem uma noção.

E lá na superfície, uma embarcação, ambulância com médico hiperbárico ficou de plantão durante todas as operações. Cada missão de recuperação tinha duração máxima de três horas, que era limitada pelo consumo de oxigênio e também pelos tempos obrigatórios, que eu já falei, de descompressão na subida.

A CEO dessa organização responsável pelo resgate descreveu essa operação como uma das mais complexas já enfrentadas pela equipe porque a área era tecnicamente muito difícil, a profundidade muito elevada, o ambiente obstruído e a visibilidade podia se anular a qualquer segundo. Segundo ela, em operações desse tipo, a segurança dos próprios socorristas precisa também ser sempre a prioridade. E é sempre, né gente?

Então, no dia 19 de maio, uma terça-feira, os corpos de Mônica Montefalcone e Federico Gualtieri foram recuperados do terceiro compartimento da caverna, a mais de 60 metros de profundidade, e transferidos a Malé. Os outros dois haviam sido localizados, mas a operação do dia já havia atingido seus limites operacionais seguros. Então, no dia seguinte, na quarta-feira, 20 de maio, os corpos da Muriel Odenino e Georgia Somacal foram trazidos à superfície.

e as operações de resgate foram oficialmente encerradas ao meio-dia e quatro do horário local. Porém, a missão dessa organização da Europa ainda não tinha terminado, porque na quinta-feira, no dia 21 de maio, essa equipe finlandesa realizou um último mergulho em condições descritas como mais desafiadora do que a dos dias anteriores, porque tinha um vento muito forte, corrente ali de superfície e uma fase de descompressão muito delicada. E o objetivo dessa ali, dessa inversão final, não era recuperar corpos.

mas remover as linhas-guias temporárias e também os equipamentos que foram instalados dentro da caverna durante a fase de resgate e recolher elementos potencialmente úteis à investigação. Ou seja, esse mergulho aí durou cerca de três horas também e com 50 minutos dentro da gruta, dentro das cavernas.

Todo o material recuperado, incluindo equipamentos das próprias vítimas, dos socorristas e de equipes operacionais anteriores, foi entregue à polícia Maldivana. Gente, então só para vocês terem uma noção que não só tiveram esses mergulhos para realmente fazer o resgate, mas também para poder tirar tudo o que eles precisaram fazer durante os resgates e também, provavelmente, qualquer coisa que poderia ajudar na investigação e tentar descobrir de fato o que aconteceu durante o mergulho inicial, tentar entender por que eles foram até lá. Maldivana

aquela caverna. E essa tragédia foi classificada como a mais mortal da história do mergulho nas Maldivas, infelizmente. E entre essas coisas que eles conseguiram resgatar, eles também conseguiram encontrar câmeras GoPros que foram recuperadas pelos mergulhadores, lá dentro da caverna, e foram entregues à polícia. Então, a investigação está aí em andamento, e eles com certeza estão verificando todos esses materiais que, enfim, a gente sabe que encontraram essas câmeras, mas provavelmente teriam algumas anotações e algo do tipo sobre o mergulho que eles estavam fazendo.

Como a gente sabe, gente, as causas oficiais das mortes ainda não foram determinadas porque estão acontecendo ainda os trâmites das autópsias, mas os especialistas trabalham com hipóteses que formam, claro, um quadro bem plausível. A hipótese mais discutida é a de que o grupo teria sido arrastado para dentro do sistema de cavernas por uma corrente muito forte e eles não tiveram nenhuma possibilidade de resistir a essa corrente, de resistência.

inclusive o presidente da Sociedade Italiana de Medicina Subaquática e Hiperbárica, o Alfonso Bolognini, formulou essa teoria com base no próprio reconhecimento feito pela equipe finlandesa. Quando aquele veículo operado remotamente não conseguiu entrar na caverna por causa das forças das correntes, essa hipótese ganhou consistência. Ficou mais óbvia que poderia ser essa hipótese.

A caverna tem três câmaras, uma entrada e uma saída. E essa formação favorece o efeito Venturi, que faz com que a água passe ali por uma abertura estreita. E isso aumenta drasticamente a velocidade da água, criando uma força de sucção muito difícil de você conseguir fazer qualquer coisa.

A avaliação deles é que provavelmente o grupo dos mergulhadores estava provavelmente fazendo reconhecimento visual próximo à entrada quando eles foram arrastados para dentro. E uma vez lá dentro é muito difícil de sair, né? Porque provavelmente eles teriam tido desorientação, um consumo acelerado do ar que eles tinham e a busca desesperada pela saída. E essa equipe de resgate, inclusive, concluiu depois das operações que essa desorientação dentro daquele ambiente escuro e fechado da caverna provavelmente foi o fator central dessa tragédia.

Depois que os mergulhadores finlandeses conseguiram entrar no sistema e trouxeram os corpos à superfície, uma reconstrução mais detalhada do que aconteceu ali dentro começou a ser publicada pela imprensa italiana, especialmente pelo jornal República e pelo Genova Today. E essa reconstrução ajuda a entender como os mergulhadores tão experientes podem ter sido, enfim, pegos. A primeira câmara da caverna é grande e relativamente luminosa. O fundo é de areia e qualquer aproximação das nadadeiras levanta sedimento, que volta a se depositar com...

uma rapidez. Mas no final dessa primeira câmara existe um corredor estreito, com quase 30 metros de comprimento e cerca de um metro e meio de altura, onde a luz praticamente desaparece. E esse corredor leva a segunda câmara, uma sala arredondada ainda mais profunda.

É exatamente na entrada dessa segunda câmara que está o detalhe principal da nova hipótese. As correntes formaram ali um doço, que é um monte de areia. E quando o mergulhador termina de explorar a segunda câmara e se vira para retornar, provavelmente esse montículo ali cria uma ilusão ótica. No lugar onde estaria a saída real, parece haver uma parede. Então, ao lado dessa parede aparente, existe outro corredor que parece a alternativa lógica para sair, mas que, na verdade, levava a um beco sem saída.

A hipótese é que os cinco italianos atravessaram o corredor estreito, exploraram a segunda câmera, e ao tentar voltar, eles foram traídos por uma ilusão ótica, basicamente, resumindo isso. Então, eles viraram para o lado errado, entraram no corredor cego e acabaram ficando presos.

E aqui entra um dado técnico que torna tudo ainda pior. A 60 metros de profundidade, com cilindros padrão de mergulho recreacional, de 12 litros, a autonomia útil é apenas de 10 a 12 minutos. Não é uma janela para resolver um problema complexo, sabe? É uma janela para não ter escapatória, para morrer mesmo.

Em mergulhos em cavernas profundas, a visibilidade pode ser destruída em segundos. Um único movimento brusco levanta sedimentos do fundo e transforma a água em uma coisa completamente opaca. Você não consegue ver nada. Teto, chão, entrada, saída deixam de existir como referências visuais. E sem uma linha guia nas mãos, qualquer direção passa a ser idêntica a qualquer outra direção.

Então é isso, muitos também falam sobre as linhas guias, que você usa essas linhas para poder voltar se algo acontece, normalmente quando você não tem visibilidade, né? Nem sempre você consegue contar com a visibilidade, mas porém quando você tem essa linha, você consegue voltar usando essa linha, mas parece que eles não tinham essa linha guia nas mãos. Os corpos foram encontrados todos próximos no terceiro compartimento interno da caverna.

a mais de 60 metros de profundidade, em um corredor sem saída. Dentro desse caso, gente, existem várias possibilidades que ajudaram a criar esse desfecho desse caso. E uma delas também, é claro que é a profundidade, porque cria um fator muito crítico por razões puramente físicas, porque a 50 metros a pressão equivale a 6 atmosferas. Isso significa que cada respiração consome 6 vezes mais gás do que na superfície. E com ali os cilindros que a gente falou, que eles tinham de 12 litros, é claro que nessa profundidade, o tempo que eles têm é muito...

Muito pouco, sabe? E claro que quando você está sob estresse, nervoso, a situação piora porque a respiração acelera e o consumo ali de dióxido de carbono aumenta. O raciocínio também começa a ser comprometido. Então, quando você está nervoso, estressado, a situação só piora porque a respiração acelera e aí gera um consumo maior de dióxido de carbono. E, enfim, gente...

gera um pânico e tudo mais. E claro que quando você tá sob estresse nervoso, você tem uma respiração mais acelerada, e isso também faz com que você tenha um maior consumo de dióxido de carbono. E claro que o pânico ali gera, enfim, eles também sabem muito bem sobre tudo isso que eu tô falando aqui pra vocês, que parece muito técnico esse episódio, e é um episódio muito técnico, com tudo isso que eu tô dizendo pra vocês, era óbvio que eles sabiam tudo isso, gente.

sabiam e tinham noção. Tudo isso, porque é o que eles faziam. Eles eram muito mais... Tudo isso que eu tô contando pra vocês, eu tô aprendendo várias coisas aqui, mas eles sabiam muito mais do que eu tô falando aqui pra vocês. Eu tô tentando deixar o mais simples possível. Uma coisa que não é simples explicar tudo isso aqui. Enfim, e também ainda existe uma outra variável, né? Eu diria que todas essas são variáveis que eu acho que acabaram resultando em tudo isso que aconteceu.

E tem uma outra variável que o psicólogo subaquático, Harold Ead, apontou, porque também as pessoas estavam falando muito sobre esse caso, que é a narcose de nitrogênio, ou também conhecida como a embriaguez das profundezas, porque em grandes profundidades...

O nitrogênio presente na mistura respiratória que eles usam no cilindro, age no sistema nervoso central semelhante ao álcool. Isso acaba causando confusão, euforia, você tem um julgamento prejudicado e em casos mais severos também gera desorientação completa.

Porque em grandes profundidades, o nitrogênio presente ali na mistura respiratória que eles carregam nos cilindros, acaba agindo sobre o nosso sistema nervoso central muito semelhante ao álcool. Então ele causa ali confusão, euforia, a gente acaba tendo um julgamento prejudicado e em casos piores até resulta numa desorientação completa.

Bom, gente, a reconstrução mais recente que a gente tem, que acabou de sair, foi feita a partir do que os finlandeses observaram lá no lugar. Parece que o Gianluca estava na primeira câmara interna, não na entrada da caverna, como foi dito inicialmente. A leitura que se faz hoje é que ele provavelmente conseguiu encontrar o corredor correto para voltar, porém o ar dele acabou antes que ele alcançasse a saída. Então, essa é a hipótese que estão trabalhando agora.

teve uma teoria aí que criaram, gente, que eu não vou entrar muito nela, mas que teriam criado que ele teria abandonado o grupo, e por isso que ele estava ali na entrada. E isso acaba que enfraquece essa teoria. E com essa nova reconstrução, provavelmente o Gianluca pode ter sido o único a achar o caminho certo, porém, o ar dele terminou antes da saída. Inclusive, teve um ex-mergulhador militar, o Shah Fras Nain, que mergulhou o sistema...

do Devanakan, do mais de 30 vezes, e ele falou pro Daily Mail que o instrutor pode ter nadado pra longe do grupo intencionalmente ao perceber que o ar tava acabando. Segundo ele, talvez o Gianluca tenha subido correndo antes de ficar sem ar e acabou morrendo, tentando sair enquanto o resto do grupo morreu na terceira câmara. Porém, é uma hipótese controversa, né, gente? E, enfim, talvez ele teria abandonado o grupo, mais ou menos o que ele quis dizer.

E o marido da Mônica, o Carlo, rejeitou essa narrativa aí de que talvez tivesse tido qualquer tipo de abandono de qualquer um dos envolvidos. Um detalhe também, durante as buscas, reforça essa teoria de que o incidente foi súbito e não teve possibilidade de reação, porque nenhum equipamento dos mergulhadores foi encontrado flutuando na superfície. Nada subiu. Em situações assim que o mergulhador tem tempo de reagir, é comum que tanques, coletes ou qualquer outro item do mergulho sejam soltos intencionalmente para poder sinalizar a posição deles.

E o fato de que nada apareceu por dias sugere que a situação evoluiu de uma forma tão rápida que pegou todo mundo de surpresa ali. Além dessa tragédia, gente, também começaram a vir várias outras coisas que a imprensa trouxe e as pessoas começaram a questionar, né? O que que exatamente o grupo...

estava autorizado a fazer, porque a autorização que eles possuíam, emitida pelas autoridades das Maldivas, era para pesquisa sobre corais em seis atóis, como a gente sabe, válida do dia 3 ao dia 17 de maio. E o governo maldivano afirmou que esse documento não autorizava o mergulho em cavernas, que é uma atividade classificada como tecnicamente diferente e de risco muito elevado. E o porta-voz da presidência das Maldivas, o Mohamed Hussein Sharef,

acrescentou que dois dos cinco mergulhadores que morreram, Gianluca Benedetti e Georgia Somacal, nem sequer constavam na lista oficial do grupo de pesquisa. A operadora ali, responsável pelo mergulho, a Albatros Topbolt, por meio da advogada, respondeu que essa autorização em questão não cobria mergulhos, mas sim a atividade científica, e que pesquisadores não realizam imersões ali sem a presença de guias, o que justificaria a presença de Gianluca e da Georgia no grupo.

E já a Universidade de Gênova emitiu nota afirmando que a atividade de mergulho subaquático durante a qual ocorreu o acidente não fazia parte das atividades previstas pela missão científica, mas foi realizada a título pessoal. O Ministério de Turismo das Maldivas suspendeu por tempo indeterminado a licença operacional do Duke of York, dessa embarcação científica.

Uma investigação por homicídio culposo foi aberta pela Procuradoria de Roma, que pretende realizar as autópsias, já que esse procedimento não pôde ser realizado nas Maldivas pelas restrições religiosas. As Maldivas são um país de maioria muçulmana sunita, e a tradição islâmica impõe restrições a procedimentos invasivos pós-morte.

E foi nesse momento que a investigação ganhou uma testemunha-chave, porque o Stefano Vannin, professor associado de zoologia da Universidade de Gênova e etomólogo forense, ele estava a bordo ali do Kjövjörg no dia da tragédia. E ele era um dos pesquisadores da expedição dedicado ao estudo de insetos.

enquanto Mônica e o grupo dela trabalhavam com os corais. E quando ele voltou à Itália, ele se apresentou espontaneamente à polícia em Gênova e entregou aos investigadores tudo o que ele tinha trazido das Maldivas. Celulares, computadores, pendrives, hard drives, com tudo que eles tinham ali de documento.

e dois blocos de anotações pertencentes às vítimas. Esses blocos, segundo a polícia, podem conter cálculos ou elementos técnicos que ajudem a entender a finalidade e a forma como o mergulho fatal foi planejado. Em depoimento, ele contou aos investigadores que tanto ele quanto Mônica tinham pedido formalmente à universidade o reconhecimento dessa missão como atividade institucional, mas acabaram firmando contratos individuais como particulares diretamente com a Albatros Top Boat.

E ele ainda disse que mesmo que eles tivessem pedido autorização específica para esses mergulhos, a universidade não teria autorizado. E essa declaração reforça exatamente a posição oficial da universidade de que essa imersão ali, esse mergulho fatal, foi feito a título pessoal.

A polícia também apreendeu os celulares dos outros membros do grupo de testemunhas a bordo do Duque of York. E parece que nesses aparelhos já teriam mensagens ali, as últimas mensagens enviadas por Mônica antes do mergulho fatal. Os corpos de quatro dos cinco mergulhadores chegaram a Milão no dia 23 de maio. A Universidade de Gênova decretou luto oficial porque quatro das cinco vítimas faziam parte do corpo acadêmico da instituição.

Um laço negro foi publicado nos perfis institucionais da universidade como forma de luto. Nos corredores do Departamento de Ciências da Terra, do Ambiente e da Vida, ficam os laboratórios onde Mônica orientava alunos, onde Muriel desenvolvia sua pesquisa e onde Federico havia defendido a sua tese dois meses antes.

o greenpeace italia prestou homenagem a mônica descrevendo-a como uma defensora apaixonada da proteção marinha e dizendo que sentirá a falta da luz especial que havia em seus olhos quando ela falava sobre as maravilhas do mar e da importância de protegê-lo colegas publicaram notas falando de uma pesquisadora que havia transformado o mar em missão não apenas profissional mas de vida

E a Cruz Vermelha ofereceu suporte psicológico às 20 pessoas que estavam ali a bordo do Duke of York. Eles acompanharam ali de perto toda a angústia do processo, a espera, a suspensão das operações após a morte do sargento, a chegada ali dos finlandeses, a recuperação lenta dos corpos um a um. Então eles estavam ali para realmente oferecer esse suporte para essas pessoas ali que estavam esperando e estavam, enfim, toda aquela situação horrível.

O Carlo, pai de Georgia e marido de Mônica, disse que passou a noite após o desaparecimento na varanda de casa, fumando até o amanhecer. Ele disse que ainda não havia assimilado o que tinha acontecido e que precisava ser forte pelo filho que ficou, o Mateu, e que ele tentava se agarrar à imagem do sorriso que a esposa sempre teve, o mesmo sorriso da filha, que talvez as duas tenham mantido até o fim.

Mateu é o outro filho de Mônica e Carlo. O Carlo não falou muito sobre ele nas entrevistas, mas mencionou o nome ao dizer que precisava ser forte. O namorado de Jorge, o Federico Colombo, publicou uma carta aberta em um jornal italiano. E no texto, ele refletiu sobre como a perda das duas o fez compreender que nada na vida é garantido, que é preciso agradecer mais pelo presente e parar de adiar o que traz felicidade.

Gente, isso é tudo que a gente tem sobre o caso por enquanto, mas ainda tem muita investigação ainda para acontecer e qualquer atualização importante a gente vai trazer, como a gente sempre faz em todos os casos. A gente tentou colocar a maior parte de informações aqui, eu acredito que tenha ficado um caso muito técnico, é um caso muito diferente dos casos que a gente traz aqui normalmente.

E realmente é um caso muito técnico, é impossível você explicar um caso desse sem trazer todas essas coisas técnicas, sabe? E foi isso que eu senti de dificuldade na hora da gente trazer esse episódio, porque realmente é um caso que não dá para você não entrar nessas questões, porque senão você não explica. Mas, gente, o caso já está muito grande e eu não vou trazer muitas opiniões aqui agora, tá? Vou deixar opiniões para um outro dia, porque está muito longo. Porém, a minha questão, eu vou tentar ser curta.

Basicamente eu acho que nesse caso aqui Eles estavam sim tentando fazer algo Para estudar, para entrar nessa caverna Para estudar algo que a gente vai saber em breve A gente não sabe detalhes ainda Porque eles já estão analisando tudo Acabou de acontecer, mas eu acredito que eles estavam estudando algo Ou isso serviria para ajudar Em alguma outra coisa que eles estavam estudando

Eu não acho que foi recreacional puramente, tá? Eu concordo que eu acho que talvez seja um mergulho tão difícil, tão técnico e tão extremo, que talvez realmente a faculdade, a universidade não tenha aprovado para ser como parte da expedição de estudo, porque eles sabiam que talvez era muito arriscado. Eu acho que basicamente era tipo uma rebeldia que eles estavam tentando fazer para conseguir aquilo que eles talvez queriam para o estudo deles.

Tô tentando dizer de uma forma mais simples, tá, gente? Eu acho que sabe aquela ousadia de, tipo, vamos fazer porque isso vai ajudar muito em algo que a gente tá fazendo, sabe? Quando todo mundo, na verdade, não quer aprovar de forma oficial porque sabe que aquilo ali é muito arriscado e muito perigoso.

É o meu ver, tá? É o que me parece. Eu não acho que eles teriam feito esse mergulho de forma recreativa puramente, porque realmente eles sabem melhor do que eu e você os riscos desse mergulho. Eles não fariam só pra visitar as cavernas. Vocês entendem o que eu quero dizer? Não sei se ficou claro. Tô tentando dizer que eu acho que, de certa forma, eles fizeram algo além do que eles deveriam.

pro trabalho dele, sabe? Então, basicamente isso. Essa é a minha opinião. E acho melhor encerrar por aqui que eu não aguento mais falar. E eu acho que o caso de hoje já tem muito conteúdo. Quero saber o que vocês acharam desse caso. Bota aqui nos comentários. Se vocês não gostaram, tudo bem. Quero saber a sua opinião. Tchau, pessoal.

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