Parentalidade serviçal: cuidar não é servir.
"Cê faz um bife pra mim?""Não. Você faz. E eu vou ficar aqui e vou te ensinar."Você não quer educar. Você quer ser amada, por isso, isso te choca!!
A Mari inventou o termo parentalidade serviçal sem querer, vocês foram procurar no Google, não achou nada. Então bora explicar.
Parentalidade serviçal é o atendimento imediato e irrestrito - quero água, toma aqui. Virar um guichê de pedidos. E ela quase nunca nasce de amor: nasce de não querer conflito, de querer se sentir uma boa mãe, um bom pai, uma boa madrasta. Só que quem cresce assim chega na vida adulta sem ferramenta.
Nesse episódio: o Caso do Bife, a diferença entre cuidar e servir, o sarcasmo que a gente ensina sem perceber, e o que dá pra aplicar quando a educação e a casa não são só sua.
E não, não é pra mandar pro seu marido. A gente só dá palestra pra quem paga cachê.
Combinado?
Dá o play e conta aqui embaixo: com que idade você acha que uma criança pode fazer a própria comida?
O crédito do termo "parentalidade funcional" é da Crônicas da Surdez.
Somos Madrastas é um podcast sobre famílias recompostas, maternidade não-biológica e as conversas que ninguém quer ter em voz alta. Episódio novo toda semana.
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