A oração na prática | Crescendo em um Relacionamento com Deus – L7 | 2Tri26
Leonid
- A Oração do Pai NossoPai Nosso como modelo de estrutura e pensamento sobre oração · O significado de 'Pai nosso que estás no céu' · Santificação do nome de Deus e a responsabilidade do cristão · Oração pela vinda do Reino de Deus e a realização da Sua vontade · O pão nosso de cada dia como necessidade primordial e coletiva · Perdão das dívidas e a reciprocidade no perdão ao próximo · Oração para não cair em tentação e ser livrado do mal
- Vida de OraçãoComparação da oração com máquina de refrigerante e gênio da lâmpada · Oração como relacionamento constante com Deus (videira) · O perigo de buscar Deus apenas em momentos de necessidade · Oração como sintonia fina com Deus · A importância do estudo da Bíblia para a oração
- Encontro com DeusA oração como meio de aprofundar o relacionamento com Deus · A importância da constância e da conexão em um relacionamento com Deus · Deus como Pai e a natureza coletiva da oração · A santidade de Deus e a imitação dessa santidade pelo ser humano · A vontade de Deus e o alinhamento do ser humano a ela
- Oração de DanielOração de Daniel como exemplo de louvor e reconhecimento de Deus · Confissão de pecados e intercessão pelo povo · A súplica por misericórdia baseada na fidelidade de Deus · A oração como alinhamento com a vontade de Deus
Fala, seus cristãos cansados, graça e paz a todos os santos da internet. Que alegria ter você aqui com a gente para mais um estudo da Bíblia. Hoje o sol saiu, não tem chuva. O sol saiu e a gente também. É, um pouquinho, né? Tomou a vitamina D, a minha estava muito baixa, inclusive. Então a gente resolveu gravar fora aqui um pouco para poder...
tomar um pouco de ar fresco, um pouco de sol. Ventinho. E ventinho. E continuar falando sobre o tema da semana passada, que é o tema da oração. A gente falou sobre a vida de oração na semana passada, a gente viu alguns contextos sobre a ideia de oração com Moisés, com Enoque, um pouquinho com Daniel.
Inclusive o pessoal gostou bastante daquela conexão de Daniel, né? Com a questão de por que ele estava orando com a janela aberta. Capítulo 6, capítulo 9 ali, né? O pessoal gostou bastante, porque é um negócio que geralmente você não faz o link, né? Então foi bem interessante. E hoje a gente vai falar sobre a oração na prática, né? Como orar na prática, como ter essa vida de oração de forma mais contundente. A gente vai ver alguns modelos de oração aqui que a própria Bíblia traz pra gente. O próprio Jesus ensinou pra gente.
Então, oração na prática é o tema da lição de número 7. Chegamos oficialmente à meiuca da lição desse trimestre, metade. E é bastante interessante porque muitas vezes a gente encara a nossa vida de oração muito mais que se é que se pode chamar de uma vida de oração.
É uma vida com oração, né? É, tem oração ali e tal. A gente encara muito mais como, sabe aquela máquina de refrigerante? Que você quer beber um refrigerante, você vai lá na máquina, você coloca a moeda, moeda mais antiga, hoje você faz o... Faz o cartão. É, passa o cartão. E aí você seleciona lá o número que você quer na máquina e a máquina vai cuspir pra você um refrigerante do seu sabor. Sim. E aí a gente muitas vezes encara a nossa relação com Deus desse jeito, né?
tipo, eu quero uma bênção, eu quero uma cura, eu quero um emprego, eu quero alguma coisa que Deus pode oferecer, e aí eu só tenho que saber qual número eu aperto.
Inclusive, é engraçado porque isso parece muito com uma abordagem que se tinha no passado com as divindades pagãs. Sim, demais. E aí a moeda que você coloca e o número que você aperta é a divindade que você vai agradar. Então, se você precisa de chuva, você tem que colocar a moedinha para Baal. Perfeito. Se você precisa de fertilidade, vai para a Staroth. Enfim, aí você vai lá nas divindades que tem aquela bênção que você precisa. E muitas vezes a gente acaba...
Tratando Deus desse jeito, né? A gente trata ele muito como também esse gene da lâmpada, né? Vai esfregar, vai te dar três desejos e tal. E você pode pedir exatamente aquilo que você quer que ele vai te abençoar, né? E o que acontece quando ele come seu desejo? Você agradece ele e vai embora, segue sua vida. E ele vai pra onde? Ele volta pra lâmpada. Ele volta pra lâmpada e fica lá até você precisar dele de novo. Exato. Exatamente.
Mas o que a gente precisa ver é que, na verdade, a ideia de oração tem muito menos que ver com essa ideia de máquina de refrigerante, de gênero da lâmpada, e tem muito mais a ver com uma figura de linguagem que a Bíblia vai usar, que é o da videira. Legal.
Lá em João, capítulo 15, né? Exato. A videira é você estar conectado à videira. Conectado à videira não é algo que você faz de vez em quando. Sim. É algo constante. Se você é retirado da videira, você vai morrer. Começa o processo de morte, né? O processo começa o processo de degradação, de apodrecimento. Então, é basicamente sobre isso que a gente vai falar. Lição de número 7, oração na prática. E antes da gente ir para a lição na prática, qual é a prática que o pessoal precisa fazer?
Na prática, precisam dar uma curtida nesse vídeo, precisam se inscrever no canal, mandar para os seus amigos que também gostam desse tipo de conteúdo. Ou a gente é só um gênio da lâmpada para satisfazer as suas vontades. Vontade de saber qual é a lição da semana. Ou aquele resumo rápido antes de ir para a igreja e tudo mais. Não, a gente quer ter uma relação com você. Exato. Então se mantenha conectado ao canal Cristãos Cansados através da inscrição no canal e assim você não perde nada que está saindo por aí. Lembrando...
Esse ano ainda. A gente está quase no meio do ano. Esse ano ainda é boa. Esse ano ainda é até dezembro. Mas esse ano ainda tem coisa para vir por aí. Está na fase de planejamento e tudo mais. Então, de fato, o que importa é a gente estar juntos aqui discutindo.
você dando seu comentário aí, você participando com a gente, igual a gente participou no ano passado, tem também o Spotify, o podcast da Apple e tudo mais, tem muito espaço para você estar, então o importante é você estar aqui com a gente, tá certo? Então assim, existe um grande problema nesse tipo de abordagem, que é justamente a abordagem da necessidade, e de novo, a Bíblia não é contra a gente ir até Deus. Tem episódios que isso vai acontecer bastante, eles orarem pedindo alguma coisa que Deus responde ou não responde.
O que também é uma resposta. Exatamente. O silêncio também é uma resposta. O que não existe e não deve existir, na verdade, é esse ciclo de petição só quando eu preciso de alguma coisa, de fato. Eu estou vivendo a minha vida do meu jeito, fazendo as minhas coisas, e aí acontece alguma crise, algum desconforto, e esse desconforto é o que me força a buscar...
uma interação com Deus, digamos assim. O problema disso é que você vai fazer essa busca para Deus sempre nesses momentos, né? Quando você está em paz, tranquilidade, Deus está no canto dEle, você tem sua vida, Ele tem a dEle. Mas quando tudo começa a dar errado, aí você fala, como é que eu posso resolver isso? É aquela questão, eu já deve ter falado aqui no canal algumas vezes, né? Que a pessoa tenta resolver com as suas forças, de todas as formas, quando ela vê, não, eu não consigo. Então Deus, vamos aqui que agora chegou a sua vez. Precisamos de um milagre.
Só que na verdade não. Contenção de crise. Sim, Deus deveria estar com você durante todo o processo. Inclusive na parte que você consegue fazer, você deveria incluí-lo. Talvez não como a resposta última, o Deus ex-máquina que resolve tudo, mas como aquele que te deu a força. Então agradecendo, pedindo, estando junto com Ele. Em um relacionamento, né? E esse é o ponto principal da oração, né? É, e assim, quando eu busco a Deus sempre nas minhas necessidades, qual que é o foco da oração?
Se eu só busco a Deus quando eu preciso de algo, o foco da relação sou eu. Se você pensa nessa relação de causa e efeito, de fato, se você faz o que é bem e Deus vai te abençoar, o foco 100% é você. E aí eu tenho a minha necessidade atendida, a crise passa, o que acontece com a minha relação com Deus? Ela vai ser estagnada. Ele volta para a prateleira onde ele pertencia. Sem crise, a comunicação cessa e aí a gente volta.
a fechar o ciclo vicioso e só buscá-lo de fato quando... Inclusive, em Deuteronômio, quando Deus fala que o povo vai entrar na terra prometida, esse é um dos problemas que a terra vai trazer, né? Então, como você vai viver em meio à paz, sem conflito? E o perigo do pessoal cair é justamente buscar alianças com outros povos e começar a abandonar Deus por uma vida mais tranquila e tudo mais. Quando na verdade, na bonança ou na dificuldade, Deus tem que ser sempre a nossa prioridade, nosso primeiro passo, buscar primeiro...
dele a sua justiça. Por isso que, de novo, a ilustração da videira, quanto mais você está ligado, as suas necessidades, elas meio que automaticamente vão ser sustentadas. É a promessa de Jesus lá no sermão do monte, se você busca o reino de Deus, a sua justiça, ele vai suprir as outras coisas. Mas se está faltando alguma coisa...
Ele vai providenciar no seu tempo, talvez aquilo ali de fato é um momento que você precisa passar, uma situação que você precisa experimentar para poder crescer, amadurecer, ter uma relação com Ele de fato. Mas a grande questão é que a oração não é sobre nós e também não é sobre Deus.
a oração é sobre relacionamento, de fato. Então, a gente tem outras coisas como adoração, louvor, que são sobre Deus. A oração não é simplesmente para você chegar lá e ficar adorando, embora isso faça parte da oração, como a gente vê, de fato. Mas ela é, de fato, esse relacionamento. E tem muito mais a ver, e aí tem aquela frase de Enalte que ela fala, que é a oração, ela é muito mais sobre nos elevar a Deus do que fazer Deus mover conforme a nossa batuta, a nossa necessidade, de fato.
Então, o objetivo não é simplesmente a gente informar a Deus do que a gente precisa, porque Ele já sabe. Mas o objetivo de fato é a gente ajustar o nosso coração, é como se fosse, talvez vocês aí da geração Enzo, vão saber do que eu estou falando.
Mas na mais para minha época um pouco para trás ainda você tinha um rádio. Hoje ainda tem rádio alguns alguns incas ainda usam o rádio né os mais e tal. Mas o rádio era interessante porque assim você você tem as várias estações. E aí você liga o rádio e tá cheando.
Aí você pega a sintonia fina e vai ajustando a sintonia, ajustando a sintonia, até que você consegue achar a estação ali e ainda está meio... até que você consegue achar o ponto certinho, que aí fica claro. Então, acho que a nossa vida de oração é muito mais isso, é você estar sempre buscando essa sintonia para estar cada vez mais claramente ouvindo a voz de Deus e aí você... Sintonizado com Deus, né? É, está apto a recebê-lo de fato, porque é o que a gente falou um pouco sobre como o Enóquio buscava de ver. Estava sempre ajustando esse...
Esse negócio, mesmo quando ele não estava falando diretamente, mas ele estava sempre tentando manter essa sintonia, esse canal aberto, para que houvesse essa comunicação. E claro, como a gente estudou duas lições anteriores, a passada foi sobre oração, mas as duas anteriores foi sobre o estudo da Bíblia. Perfeito. E o estudo da Bíblia é a questão que mais tem sinergia de fato com a oração. Porque na Bíblia que a gente encontra o nosso diagnóstico, a gente encontra material para orar, assunto para falar com Deus.
Eu acho que isso é importante, porque às vezes a gente pensa em como orar, a gente vai, por exemplo, na oração do Pai Nosso, e você não vai aprender com ela, você vai aprender ela para ficar repetindo ela, e até vai cair naquela questão que Jesus fala, das vãs repetições e tal, você vai repetir só ela como um mantra, de fato, não como uma oração.
A provação é um mantra, como se fosse um abracadabra. Exato. E quando, na verdade, você olha para os personagens bíblicos, você percebe a forma como eles oram. Ana, por exemplo, no seu cântico. Daniel, no seu momento de provação, quando ele entende pelos livros, como é que vai ser o...
resolução da profecia, você tem Moisés também orando, e você percebe um terror bíblico muito forte neles orando. Então eles vão usar do texto bíblico não apenas como, ah, isso aqui é Deus falando comigo, mas também eles aprendendo do texto para também falar com Deus, e suscitar as promessas bíblicas no contexto de aliança, óbvio, para trazer Deus para esse relacionamento pessoal. Então eles relembram da aliança, relembram da promessa, relembram da história, relembram quem Deus é,
Exato, e relembro quem eles são nesse relacionamento Que é o que a Bíblia vai trazer pra gente, quem é Deus Quem somos nós e o que é o mundo ao nosso redor Exato, essa é uma relação Se você esquadrinhar qualquer Relação que se tem Ela funciona mais ou menos assim, você está conversando com Uma pessoa normal, você tem aquela conversa tipo assim Já foi no mercado hoje, você trouxe o Suco, o leite que faltava Falaram, amanhã é dia de pagar a conta É a conversa do dia a dia
Mas tem aquele momento que você vai sentar e falar assim, como foi o seu dia? O que aconteceu? Como você está se sentindo? E essa conversa mais profunda só acontece se você de fato conhece a pessoa. Você conhece as angústias, os desejos, as alegrias, aquilo que de fato faz a pessoa ser quem ela é. E a mesma coisa com Deus. Deus já sabe quem nós somos.
Mas muitas vezes a gente não sabe quem Deus é de fato. E a gente sempre busca uma face de Deus, que geralmente é a do mantenedor, do provedor. E as outras fases? A fase daquele que é o Redentor, que quer nos santificar, aprimorar nosso caráter, nos tornar mais e mais semelhantes ao seu Filho. Tudo isso você vai lendo nas Escrituras, você vai observando esse padrão e na oração...
Você tem assunto para orar. Ele fala assim, eu lembro quando aconteceu tal coisa com o fulano, aquele problema que ele tinha. Eu estou tendo a mesma coisa. Eu diagnostiquei que eu tenho o mesmo problema. Me ajuda assim como o Senhor ajudou ele, o redimiu. Então, assim, a gente fala assim, ah, eu não sei como orar, eu não tenho assunto para orar. É porque às vezes está faltando leitura da Bíblia. Sim, está faltando esse estudo, essa proximidade. Está faltando relacionamento.
E claro, relacionamento você não começa a 100 por hora com a pessoa, você não conheceu a pessoa, a menos que você seja muito excêntrico, muito expressivo, vai começar a 100 por hora relacionamento, não, você começa numa caminhada de conhecimento e tal, e a partir dos anos, exatamente, você vai andando mais e conhecendo mais, se abrindo mais para essa nova pessoa que você conheceu. Sim.
De novo é a própria linguagem da videira, porque a uva não brota lá do nada. Exato. Ela brota, mas assim, tem um processo. Sai o raminho, sai a folhinha, o fruto e tal. E Jesus falando, se vocês permanecerem em mim, vocês vão produzir fruto. É um processo.
De novo, como qualquer relação. Agora, você mencionou aí o Pai Nosso, e a lição lá atrás, o Pai Nosso, como esse modelo da anatomia de uma oração saudável. Perfeito, oração que o mestre nos ensinou. E de novo, Jesus nos ensinou essa oração, não, como o Leonid falou, para a gente ficar repetindo a esmo, como se fosse de fato um mantra, jogador de futebol na rodinha antes do jogo. Para nós ficarmos nos céus, vamos ficarmos nos céus, não!
É como se fosse um grito de guerra, né? Como se fosse qualquer relação. E, de novo, a pessoa às vezes vira a vida de qualquer jeito, não está nem aí para nada, mas ela tem aquela consciência de um mantra que vai protegê-la como um amuleto de outras coisas. É, exatamente, de fato. Mas, assim, Jesus ensinou essa oração, né, Leonid? Muito mais para ensinar para a gente uma estrutura.
que embarca as necessidades da vida e as necessidades, especialmente as espirituais. Eu acho que muito mais do que ensinar a gente como orar, ele está ensinando a gente como pensar oração, né? Como de fato a gente modificar a nossa mente para entender através dessa oração como a nossa visão do mundo deveria ser e também do reino de Deus, né?
uma relação com o próximo, com a justiça divina, com o próximo e tudo mais. Então assim, no contexto de Mateus, Jesus vai ensinar essa oração depois que ele passa ali das bem-aventuranças, ele ensina sobre a gravidade do pecado no coração e tudo mais, ele vai falando sobre essa ideia do pai que é provedor e que todas as coisas que a gente precisa, ele provê aquilo que a gente precisa, ele provê que a gente deve buscar o seu reino, a sua justiça, e em seguida ele fala assim, então quando vocês forem orar...
Orem assim. E aí ele começa, Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, que é justamente esse início de conexão, de reconhecimento de quem Deus é. E aí ele tem duas expressões aqui que eu acho muito interessante logo nesse começo. A primeira é Pai.
Tantos nomes que ele poderia chamar a Deus nesse começo, ele chama logo de pai. Ah, por que não mãe? O ponto aqui não é se é masculino, se é feminino. A ideia não é essa. A gente está falando de uma sociedade onde o pai é o provedor do lar, de fato. Então, eu estou indo a ele como o senhor da casa. O pai, o soberano, a cabeça do lar, de fato. Só que ele não é o meu pai.
Não é o seu pai. Não, ele é o nosso pai. A oração que Jesus ensina é no coletivo. Nosso pai que está no céu. Não é meu pai, ele não me pertence, ele não trabalha para mim. E ele já começa estabelecendo a oração aqui dentro de uma coletividade. Eu olho para o céu em busca do meu pai, sabendo que esse mesmo pai é pai do que está ao meu lado. E é pai daquele que eu odeio também, né?
Porque às vezes tem essa ideia de que o cara que eu odeio não sente, não tem sentimentos, não ama, não tem alguém que ele goste, mas ele também tem alguém que ele gosta, alguém que ele quer bem. Mas parece impossível. E essa pessoa também é filha de Deus, merece misericórdia assim como eu mereço também, né? Orar assim é você reconhecer exatamente isso. Esse Deus, ele é meu pai, mas também ele é o pai de todos aqueles que me cercam, inclusive aqueles que eu não gosto de jeito nenhum. De novo, a gente está vindo para a oração do Pai Nosso no capítulo 6? Uhum.
Com o contexto do capítulo 5 anterior, onde ele fala, porque Deus faz nascer o sol sobre o justo e o injusto, e ele faz a chuva cair. Sobre os bons e sobre os maus. Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o vosso pai. Por que o pai é perfeito? Porque ele olha para os seus filhos com indistinção.
Isso é legal, né? A Bíblia, ela descreve, essa é a única vez que aparece a expressão que Deus é perfeito. Só que quando você vai lá para o livro de Lucas, que é o texto paralelo, né? Esse sermão do monte, é o sermão do vale lá em Lucas. Sim. Ele vai falar a mesma expressão, a mesma construção frasal. E quando chega na perfeição do Pai, ele fala, Seja depois misericordiosos, como misericordioso é o vosso Pai que está no céu. Então a perfeição de Deus no texto bíblico não está associada ao seu ser.
Mas calma, não estou falando que Deus não é perfeito, estou falando só que o texto bíblico não está descrevendo isso agora.
mas a perfeição de Deus está na sua misericórdia. E é nessa misericórdia que a gente é chamado a imitá-lo, para ser como ele é, aprender como ele é. Como diz lá em Levítico, ser de santos como o santo é o vosso Deus. O Pai que está nos céus. É o que a gente mencionou lá de Moisés, quando Moisés passa, Moisés quer ver Deus passando, ele pede para ver a glória, e Deus fala, vou passar a minha bondade. Então a bondade, a bondade e o amor de Deus são a sua santidade. Exato.
E a sua misericórdia, a sua compaixão, é a sua perfeição. Então isso é indissociável de quem Deus é. E aí tem muita gente que busca uma santidade, que trata o próximo mal, que quer distância dos outros e tudo mais, aí é fácil ser santo, né? Exatamente. Dentro de casa, sem ter que lidar com os outros, é muito tranquilo ser santo. O difícil é ser santo no meu local de trabalho.
Por isso que a pessoa que às vezes pensa em ser santo, ela pensa sempre em se afastar dos outros. Porque ele fala, ah não, ele vai me contaminar, ele vai me deixar menos santo, menos puro, menos perfeito. Então eu tenho que me afastar e ir para as montanhas, no meio do mato, como a gente está aqui. De novo eu sofoco. Porque eu preciso ser santo. Só que na verdade quando você olha para Jesus, que é o nosso aspecto máximo de santidade, ele não é uma seta que se separa da sociedade. Mas ele invade a sociedade, a sua santidade, e ela invade as pessoas também.
Tem o caso que ele toca lá o leproso, né? E o leproso deveria deixar ele contaminado. Sim, Jesus deveria pegar a lepra. Exato. Mas ele deixa o leproso contaminado, mas com a santidade. Ele é o santo dos santos que transfere santidade ao tocar nos outros, né? É a imagem lá da brasa tirada do altar que purifica Isaías, né? Exato, exato. Essa mesma ideia. Então, a sequência é justamente essa ideia de um pai nosso que estás no céu.
que o nome dele seja santificado. Mas não é que nós tornamos o nome de Deus santo.
Nós reconhecemos a santidade que provém dele. E a santidade dele é justamente a sua bondade, o seu amor, a sua perfeição, a sua misericórdia. Então, assim, nós vivemos debaixo da paternidade desse nosso pai, cujo nome é santo. E eu sou convocado a orar em nome dele, ou em nome do seu filho, no caso. E aí é eu carregar de novo essa santidade. E aí eu lembro, Leonid, lá da Torá, lá dos 10 mandamentos, o terceiro mandamento.
Não tomar o nome do Senhor, teu Deus em vão. E a gente pensa muito no tomar o nome de Deus em vão, como fala assim, meu Deus do céu, falou o nome de Deus em vão. Tá, perigoso isso aí. Então, é complicado isso aí. Mas o verbo lá, acho que é muito mais carregar do que tomar. É tipo assim, é você colocar nas costas e levar para algum lugar. É, o tomar lá no sentido de você tomar para si e representar esse nome. A gente lembra até, tem um desenhozinho do pessoal, os brinquedinhos que tem o nome do dono no pé.
Sim, o Toy Story. Isso, é mais ou menos essa perspectiva. Você pertence a ele e logo ele colocou o nome dele em você. Então você representa o nome dele. Agora, que tipo de pessoa é você representando o nome dele? Você está representando bem? Está tomando bem esse nome, representando bem? Ou será que você é essa pessoa que fala, ah, sou cristão, sou religioso e tal, olha para mim como eu sou bom?
E na verdade não é, né? A pessoa olha pra você e fala, tinha que ser crente mesmo. Exatamente. O que ela tá falando é basicamente, ó, esse pessoal que adora a Deus, olha o Deus que essa pessoa serve. Às vezes a pessoa nem fala, ai meu Deus, não falou isso. Mas ela quebrou o terceiro mandamento por agir em contrário à oposição, né? Aquilo que ela disse que ela é. Cristão, servo de Deus, temente a Deus e tudo mais. Então a lógica de santificar o nome de Deus vai nessa direção.
Exato. E você reconhecer a sua santidade e viver de acordo com isso. Viver de acordo com isso, perfeito.
E aí, justamente por eu reconhecer esse senhorio dele, essa sua paternidade, essa santidade do seu nome, eu agora quero viver de acordo com a sua santa vontade. E é o próximo passo, quando ele fala, venha, de novo, a nós, o teu reino, e seja feita a tua vontade aqui na terra, como ela é feita.
nos céus. E eu gosto muito, e eu uso muito esse fraseado pra outros conceitos e outros entendimentos da Bíblia, porque eu gosto de pensar justamente nessa ideia de que, tipo, a gente vive numa terra rebelde. Sim. A gente vive num planeta que se rebelou contra o Criador e cada um faz sua própria vontade, como diz o livro de Juízes lá atrás, né? Cada um vai do seu jeito e tudo mais, os profetas dizendo, né? Nós andávamos com ovelhas desgarradas, cada um, né? Fazer o que quiser, tal, não sei o que lá.
Então, a oração que vem agora é o seguinte, olha, lá no céu tudo é perfeito. Por quê? Porque as pessoas seguem a diretriz do Criador, do governante do universo. Então, onde a vontade dela é feita, esse lugar é o céu.
E agora eu estou pedindo que esse reino dele, onde as coisas são feitas de forma perfeita, venha até nós. Ou seja, que a circunstância da minha vida, o meu contexto, o lugar onde eu trabalho, as pessoas com quem eu me relaciono, a minha casa, a minha diversão, o meu lazer, as minhas relações, seja, digamos assim, um pedaço do céu. Por que ele é um pedaço do céu? Porque a vontade de Deus é feita aqui na Terra, nesse pedaço do céu, como ela é feita no céu.
Isso é legal, porque às vezes a gente pensa nesse reino de Deus vindo para a terra como sendo eu colocando à força aquilo que eu acho que são as coisas certas. Mas na verdade esse reino dos céus sendo trazido até nós e essa vontade de Deus sendo feita aqui é na verdade muito mais da forma como eu me relaciono com o outro em bondade, misericórdia, amor e obediência não eu forçando o outro a pensar como eu penso. Sim. Mas eu agindo como Jesus adiria com essa pessoa se ele estivesse aqui no meu lugar.
Às vezes a gente tenta forçar no outro a nossa compreensão de terra, de mundo, de paraíso e tudo mais, querendo fazer esse reino à força aqui, à espada, mas na verdade o reino de Deus é trazido à terra quando a gente faz a vontade do Pai que está nos céus.
E de novo, tendo o sermão do monte como pano de fundo, das bem-aventuradas, isso aqui é o sermão do monte, mas tendo as bem-aventuradas como pano de fundo, ele fala, bem-aventurados os que choram, os humildes, os pobres, os humildes, porque deles é o reino, o reino é dos humildes, então aqueles que reconhecem que precisam desse reino, precisam desse pai, e bem-aventurados os mansos, porque são eles que herdarão o reino, a terra, de fato, não aquele que...
Que é tomar força, né? Exato. Então, assim, eu lembro muito a história de Jó, por exemplo, quando você vê lá nos bastidores, Deus discutindo com o Arrasatã lá. O adversário. O adversário. E ele fala assim, de onde você vem, ô Satanás? Não, eu venho...
lá de circular a terra e andar por ela. O que ele está falando? Eu estou vindo do meu pedaço, da terra que vem assim. Por quê? Porque lá na terra todo mundo faz as coisas do meu jeito, por isso ali é o meu domínio. Aí o que Deus fala? Se aquele é seu domínio, o que o Jó está fazendo lá? Porque lá ele faz as coisas da terra como elas são feitas aqui no céu. Exato. É basicamente isso que ele está falando. Então assim, nesse lugar que você chama de seu, tem um lugarzinho lá, uma ilhazinha que eu chamo de minha. Não é por quê? Porque lá Jó faz as coisas do jeito que eu faço aqui. É claro.
dadas as devidas proporções entre uma unidade caída e um Deus perfeito. Mas de novo, a ideia é de você buscar fazer a vontade de Deus, santificando o seu nome e tudo mais. Então, seja feita a sua vontade aqui na Terra, como ela é feita no céu. E aí vem uma petição. Talvez a única do texto? A única do texto. Na verdade, não. Vem o teu reto, meu amigo, é uma petição, né? Claro. Tem várias petições aqui. Mas ele pede, né? O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Interessante, né?
Ele não pede o meu pão, mas o pão nosso. A bênção que não seja só para ele, mas bênção para todos. De novo, a ideia de coletividade. Ou então é a famosa oração, abençoa esse alimento que não vem faltar na mesa dos seus filhos. Mas aí quando você vê alguém com a comida faltando na mesa do filho, você também não...
Não distribui também. Não distribui, exato. É interessante porque aqui o pedido sobre essa questão de necessidade é focada no alimento, em algo extremamente necessário para a manutenção da vida. Às vezes quando a gente ora, a gente vai pedir qualquer coisa que a gente queira.
Não por necessidades, mas exatamente por uma coisa que você deseja, por desejos. Então você pede para um carro novo, uma casa e tudo mais. E não é errado você pedir sobre isso, viu? Pode orar sobre isso. Mas é interessante notar como que na oração do Pai Nosso, o foco dele é para uma necessidade que ela é primordial. Sem ela não há vida. Sim. E não há outras superficiais e tal. Então, às vezes a gente também tem de isso aí, né? Às vezes pode pedir a Deus sobre necessidades e desejos e tal.
Mas também procurar pedir aquilo que a gente não vá se prender a esse mundo. Tem isso também, porque muitas vezes a gente quer algo que, de novo, não santifica o nome dele. A ideia justamente é uma ideia muito mais egoísta. E o princípio básico aqui, além da questão da necessidade básica mesmo, é de novo o coletivo. É você estar pensando de novo como alguém que faz parte de uma comunidade, uma relação, de algo que vai além de você mesmo. Muitas vezes o nosso pedido é só eu, eu, meu, para mim.
essa coisa de você orar pela necessidade do outro, pelo que o outro precisa e tudo mais, tira de nós também esse foco. Mas, de novo, você percebe que ainda assim, essa petição pelo sustento, ela ocupa tipo 5% da oração toda. Perfeito. O resto é tudo mais em termos sobre quem Deus é, sobre o que Ele quer para nós, sobre o outro. E é o próximo passo da oração aqui, que é o perdoar as nossas dívidas, assim como nós, de novo, nós perdoamos aquele que nos tem ofendido.
Então, de novo, o princípio divino aqui da oração é como é que eu vou receber o perdão de Deus por algum pecado que eu cometi se eu nem sei o que é perdão. Se eu nem compreendo esse conceito. Porque na hora que isso vem até mim para que eu ofereça, eu não dou. Eu não forneço ao outro perdão. Então, a ideia de perdão aqui é como se...
o cano, o encanamento do perdão fosse uma coisa só. Sim, tanto pra mim quanto pro outro. Exato. Então assim, quanto menor é esse cano e menos perdão passa, menos perdão vem do próprio céu. Quanto menos eu ofereço ao outro, menos será oferecido a mim. É, e não é porque Deus está retendo o perdão de mim, é justamente porque como é que eu vou apreciar e receber esse perdão?
se eu não o reconheço, se eu não sei como lidar com isso. Essa daqui é uma fala de Jesus na oração, que lembra muito a própria parábola que ele conta, a parábola do servo devedor, que o rapaz devia milhões e milhões de dinheiros ao dono da terra, ao rei da terra, e esse rapaz é perdoado. Uma dívida que nem em mil anos talvez ele conseguisse pagar, era um valor de várias vidas que ele devia ao rei. E ao sair de lá perdoado, o que ele faz? Ele encontra alguém que devia a ele um dinheiro... E...
infimo, efêmero, nada quase, o dinheiro de menos de um dia de trabalho, e ele coloca o rapaz na parede, bate no rapaz e cobra. E quando o pessoal vê isso, eles ficam escandalizados, levam ao rei e falam, o que está acontecendo? Você está louco? Eu te perdoei, é disso, você não pode perdoar o do rapaz? E o louco chega a ponto de falar, não, se ele me pagasse, poderia pagar você, né? Eu estou cobrando ele para te pagar. Não faz sentido nenhuma coisa dessa. E essa parábola...
tão distante, ela é muito real pra gente, né? A gente sempre, talvez de manhã olha a Deus pedindo o perdão dele, mas quando chega no trabalho e você encontra aquela pessoa que precisa do seu perdão, você não age em perdão e misericórdia, né? Você age em ódio, em ira e tudo mais. Não revelando alguém que foi perdoado por Deus, alguém que...
uma ofensa muito maior do que aquela pessoa fez por você. É muito mais assim, para nós vem o teu reino, para os outros seja feita a tua vontade. Achando que a vontade de Deus, na verdade, é... É diferente do que o reino... É destruir aquela pessoa, é poder puni-la, né? Então, assim, não, mas o outro é uma pessoa não piedosa. O outro, ele não adora a Deus do jeito que deveria adorar e tal. E se Deus fosse aplicar os mesmos critérios que nós usamos para os outros...
Se ele fosse aplicar isso a nós. Nossa, sentava no salto. Que é o que ele fala, né? Com a mesma régua que vocês julgaram os outros, que vai ser usado para julgar vocês e tal, não sei o que lá. E o perdão que você oferecer ao outro, será oferecido a você também. Você vê que a coisa sempre circula dentro da sua mesma lógica para Jesus, né? Sim. Mas, de novo, assim, não é que ele está dando graça para nós por causa que a gente fez algo, porque aí não seria graça.
Seria recompensa, né? Seria uma recompensa. Mas é muito mais essa ideia de, tipo assim, de eu não sei apreciar...
Como é que eu vou receber a água divina se meu punho está fechado? Então, assim, é justamente essa mudança do nosso caráter que é o processo justamente. Venha nosso teu reino e seja feito na vontade, aqui na terra como no céu. Se eu não estou em alinhamento com como as coisas são feitas no céu, como é que eu espero que o céu haja em meu favor? Então, assim... E isso é legal, porque Jesus não traz isso como algo novo aqui na Semana do Monte, na oração. Isso aqui é uma questão que é mais antiga do que o sol, quase.
Porque nos próprios 10 mandamentos, Deus deixa evidente que a relação dele para com ele mesmo, na nossa relação para com Deus, então essa relação vertical de mim para o eterno, ela tem o mesmo peso da minha relação para com o próximo.
Então, a forma como eu trato o outro influencia a forma como eu trato a Deus. Então, é impossível falar, eu amo a Deus, se eu não amar o meu próximo. E se você ama o seu próximo, você está amando a Deus por tabela também. Então, uma coisa influencia a outra. E o mandamento deixa isso claro, que é o mesmo nível. Não tem nível diferente. Não, amar a Deus é acima de todas as coisas, e o próximo, esse mandamento, acima de todas as coisas, está no texto bíblico, inclusive.
Tem amar a Deus e amar ao próximo. É uma relação, claro, amar a Deus tem que estar em nosso primeiro lugar no coração e tudo mais, mas tem que também amar o seu próximo da mesma forma, né? Exato. E aí ele finaliza a oração dizendo...
Não nos deixe cair em tentação, de fato, mas livra-nos do mal. Jesus vai falar na oração sacerdotal, não peço que os tirem do mundo, mas que os proteja do maligno, do adversário e tudo mais. Então, não nos deixe cair naquilo que de fato nos destrói. É o fechamento do pedido do seu reino em nós. Não me permita...
cair na tentação de trair o teu reino. Agora que eu sou um cidadão desse reino, que eu vivo fazendo a sua vontade, não me deixe ser aquele traidor, aquele rebelde que vai de fato ir contra as suas direcidas, né? Livre-nos de fato do mal, ou do maligno, algumas vezes eu vou colocar, né? Nos livre da influência daquele que quer nos sequestrar desse reino, daquele que quer parar de fazer a gente orar como nós e começar a orar como eu, como o meu, né? Tudo mais. Então, assim, é um fechamento bem adequado pra essa oração, né?
Claro, essa ideia de livrar da tentação também, às vezes a gente acha que o problema está lá fora e tudo mais, eu preciso ser forte aqui dentro, mas a gente está em tentações. E a ideia dessa oração é justamente Deus nos conceder o Espírito dEle para a gente nessas lutas também vencer através do Espírito dEle. Não tem a ver com a gente, mas tem a ver com Ele principalmente.
Isso é legal, né? A oração não tem nenhuma vez o foco em mim, né? O foco é sempre no coletivo, o foco é sempre em todos nós e que o reino dele seja estabelecido na Terra. Através das minhas vitórias, que ele também vença. E que na vitória dele também vença também. Então, assim, a gente vê muito mais um... um equilíbrio entre o que é o pedido de fato e o que é o... eu não diria...
pedido nesse sentido, mas muito mais o abraçamento, a aceitação daquilo que Deus é. O seu reino, a sua santidade, o seu perdão, a sua misericórdia, a sua proteção. Isso eu aceito. Eu estou muito mais aqui, na verdade, agradecendo. Eu estou pedindo por essas coisas, mas na verdade, eu estou só reconhecendo para ele que eu preciso. Porque isso já é o que ele quer dar. Por padrão, digamos assim. E eu estou sócio assim.
Venha, venha. Pode me dar isso, de fato. E ali, um pedidinho ali, não me deixe morrer de fome.
De novo, olha por mim aqui. É, tá tudo certo e tal, mas é uma oração muito mais equilibrada do que aquela oração que a gente faz, que tem 95% de pedido, de súplica, de eu quero isso, eu quero aquilo, e fala, ah, inclusive, obrigado por existir. É muito mais equilibrado, de fato. Exato. Então, Jesus, ele ora, ou ele ensina a gente a orar muito mais apenas do que pelas soluções dos nossos problemas. Você vê que é uma...
É uma oração muito mais equilibrada, muito mais de uma perspectiva de, aquilo que a gente falou no começo, conhecer esse Deus, entender quem ele é. E você percebe que aqui é uma oração de quem sabe quem Deus é. E pede justamente pelas coisas que Deus quer de fato nos dar. Exato, exato.
Uma outra oração que a gente pode passar rapidamente por ela, ou devagar também, não sei. Podemos passar por ela. É a oração de Daniel, né? Sim. A gente não abordou isso na lição anterior, a gente falou muito mais da perspectiva, do contexto de que ele estava orando e tal.
E a oração de Daniel no capítulo 9 da sua Bíblia, 9 de Daniel, obviamente, ele também mostra, digamos assim, um ciclo de oração que é muito interessante. Mostra também na prática o que é esse tipo de pedido. Ele começa ali, na verdade...
louvando a Deus. Como é que é esse começo aí, louvando? Isso é interessante, antes da gente só falar da oração, é o ponto que essa oração já falou, você disse desse contexto, mas a oração de Daniel, às vezes, a gente não consegue tomar essa oração como sendo algo que a gente vai fazer corriqueiramente.
Porque é uma oração muito dentro de uma perspectiva completamente teológica, bíblica e profética também. Só que olhar para ela também é aprender muito de como o texto bíblico pode embebedar a nossa oração de contexto bíblico também, né? Porque essa oração vai ser de relembrar como Deus guiou o povo, relembrar da misericórdia de Deus, de guiar o povo. E ele vai orar a Deus.
Ele é relembrando de fato isso. Você falou sobre o níseo da oração, no verso 4 começa assim, né? Ele fala, Então ele começa, né?
Isso é aquilo que tu vai resumir no Pai Nosso, né? Santificado seja o teu nome. Aqui ele também vai com essa ideia de lembrar e reconhecer quem é Deus. Isso é muito importante, né? Isso é o louvor. Essa é a adoração, de fato. Reconhecer quem ele é, né?
É muito mais quem ele é do que simplesmente o que ele faz. É claro que o que ele faz é indissociável de quem ele é. É, porque ele vai fazer aquilo que ele é. Mas é justamente ao entender, o que a gente mencionou no finalzinho da oração do Pai Nosso, entendendo quem Deus é, você sabe exatamente pelo que você vai suplicar, como você vai pedir isso, porque você entende de fato o caráter dele. E aí a gente tem a...
digamos assim, o agradecimento, a súplica, a gente tem a confissão dos pecados, está tudo ali. Daniel nem vai para o agradecimento, ele parta direto para a súplica, porque ele, quando reconhece quem Deus é, que guarda aliança e tem a misericórdia, ele agora olha para ele, para o povo, e aqui é muito interessante que Daniel não ora apenas por si, mas pelo povo em intercessão, como a gente falou na lição passada sobre o papel do profeta, que é a intercessão e tudo mais, Daniel vai cumprir esse papel, porque ele olha para o povo,
E ele vê que o povo é completamente em oposição a quem Deus é. Quando Deus é fiel à aliança e guarda misericórdia, o povo não guarda aliança e não tem misericórdia para com os seus. Nós pecamos, nossos pais pecaram, os pais dos nossos pais pecaram. E os pais dos nossos pais pecaram também, exatamente. E por isso nós estamos aqui no exílio. Então a oração de Daniel é uma completa confissão de que o que eles fizeram não é quem Deus é e não representa o que Deus faria também. E por isso eles precisam do perdão e da misericórdia de Deus. De fato.
Então ele se coloca nesse papel de mediador e tudo mais, mas também se coloca no papel de quem não guardou aliança. Exato. Eu acho muito forte o verso 7, por exemplo, que ele fala assim, a ti, ó Senhor, pertence à justiça, mas a nós o corar de vergonha, como hoje se vê. Porque a gente, ele vai falar isso, né? Porque a gente cometeu transgressões e cometemos elas contra ti. Então a nós pertence o corar de vergonha. A gente tem que ficar envergonhado pelo que a gente fez, mas a ti é a justiça.
Isso é interessante porque aqui está chegando perto do final do exílio, e Daniel vai começar a pedir para que haja o retorno do exílio. Só que ele já reconhece que a justiça era que Deus não levasse eles de volta do exílio, mas que deixassem do exílio até exterminassem eles, porque eles têm que se envergonhar, mas Deus não, Deus cabe a justiça a eles. E assim, não é sem motivo que ele comece exaltando a fidelidade de Deus na aliança, e por isso é grande e maravilhoso, porque basicamente a oração de Samuel, nesse capítulo 9, era assim, ó, Senhor,
Se existe alguma chance de a gente voltar do exílio, é pela sua misericórdia. Sim. Porque se for por causa de nós, tudo que a gente consegue contribuir aqui é com a vergonha. Eu te falo disso na semana passada, como que o capítulo 9 de Daniel vai estar embebido lá de Deuteronômio e Jeremias. Essa ideia de que quando chegasse o final do tempo do exílio, eles começariam a buscar a Deus, invocar a Deus. E aí Deus trairia eles de volta do exílio. Só que quando você chega no verso 13, fala assim, ó.
Como está escrito na lei de Moisés, todo esse mal nos sobreveio. Apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor, nosso Deus, para nos convertermos nas nossas iniquidades e nos aplicarmos à tua verdade. Então, chegou o final do exílio, em vez do pessoal buscar a Deus, clamar a Deus, invocar o nome dele, o que está acontecendo é que o pessoal não está cumprindo isso.
Não estão invocando, não estão buscando, não estão buscando essa misericórdia, esse perdão de Deus. Na verdade, eles se fecharam mais uma vez a Deus, relembrando e refazendo o que os pais deles fizeram contra a aliança, e se afastaram completamente do propósito. Então, se Deus não levasse eles de volta do exílio, como havia prometido, estava completamente dentro do script, porque eles não cumpriam o requisito de buscar a Deus, de perder o perdão de Deus, se arrepender dos seus pecados.
Então você vê que a petição que ele faz é totalmente...
digamos assim, fora de lugar, porque não há mérito nenhum. Exato. Mas ainda assim, isso mostra pra gente como, de fato, toda vez que a gente fecha os olhos e vai falar com Deus, a gente tá partindo de uma posição de total imerecimento. Perfeito. Então, por isso que a sensação de gratidão, ela precisa vir antes de qualquer tipo de petição. Porque a gente tá pedindo de novo como uma criança que pede ao pai. Não porque essa criança tem direito.
mas porque o seu pai a ama. É misericordioso, né? É misericordioso de fato, só que ao mesmo tempo esse pai quer o melhor para ela. Sim. E esse melhor nem sempre se alinha com a sua própria vontade. A vontade no caso da criança. Sim. A criança é autodestrutiva, ela quer enfiar o dedo na tomada, ela quer... A criança é perigosa. A criança é perigosa, não pode deixar a criança sozinha. A pai tem que proteger ela dela mesma. Inclusive tem um conceito teológico muito interessante, que se criança e adolescente fosse bom, Deus não teria criado Adão adulto.
É de se pensar. É de se pensar. Não, é brincadeira. Nessa questão de Deus, de Daniel, na verdade, começar orando pedindo para que Deus haja em misericórdia, o verso 18 deixa isso muito claro. Verso 17 e 18 eu vou ler aqui. Fala assim, agora, pois, ó Deus nosso, ouve a santa do teu servo, suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado, faze resplandecer o rosto.
Por amor do Senhor. Olha aqui isso. Ele vai inserir uma questão nova no conceito da aliança, que não é a misericórdia pelo que o povo fez. O povo não buscou perdão. Mas é por amor do próprio Deus, Deus, por amor de si mesmo, traz o povo de volta. E no 18 ele fala, Inclino a Deus meus ouvidos e ouve. Abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome. Porque não lançamos nossas súplicas perante a tua face, enfiadas em nossa justiça.
mas em suas muitas misericórdias. Então é exatamente isso. Deuteronômio e Jeremias falavam, busquem, se convertam, voltem a Deus e haverá o retorno do exílio. Aí Daniel olha para o povo e fala, ninguém está buscando.
Ninguém está orando, ninguém está fazendo nada. Então, Deus, leva a gente de volta, mas não por aquilo que a gente tem feito, mas por quem você é e pelo que você pode fazer por nós. Pela tua justiça e pela tua misericórdia. E pelo amor ao teu próprio nome. Exato. Então, é Daniel pedindo que Deus esqueça o que ele já falou e insira uma nova condição ali. Por amor do meu próprio nome, eu vou levar o povo de volta.
E o pior é que isso acontece de fato. O povo vai voltar para o exílio e não por causa do que o povo fez, mas pela fidelidade única e exclusiva de Deus. Posso falar um negócio baixinho aqui? Fala. Ele usou um truque que Moisés já tinha escrito manual, tá? Que é essa coisa de, tipo assim...
Eu vou falar aqui sobre aspas gigantescas, que é chantagear Deus. Assim, estou usando um aspas gigantesco que não é isso. Mas você se lembra muito da lição passada também que a gente falou, né? De Moisés, né? Quando ele vai interceder porque Deus fala, não, vou destruir o povo. Aí Moisés fala, não, era o que Deus já queria, né? Ele faz o profeta chegar nesse...
Não, não. Ele já queria perdoar o povo. Sim, mas ele queria fazer o líder deles entender isso. Exato, exato. E quando Moisés fala assim, não, o que as outras nações vão pensar de você e tal? Eu estou brincando aqui a chantagem, mas ele tipo assim, não Deus, por amor ao teu nome, por amor ao que você é Daniel, ele está usando o manual de Moisés, que é o manual do profeta de intercessão. E não tem como não ter usado esse manual, porque ele começou a orar, baseado no que Moisés escreveu, no que Moisés fez.
Então ele já tinha sacado essa, já falando, olha, tem uma cláusula aqui interessante.
Deus, por amor do seu próprio nome, aí Deus fala, verdade, vamos levar o povo de volta. De repente ele lembrou, né? É verdade, ele tinha prometido isso daí mesmo, né? Mas é, de fato é a realização do próprio profeta, o povo deveria cair em si mesmo, de que assim, na verdade tudo depende desse Deus, por isso que ele começa com esse louvor, reconhecer o que o Deus é, e ele fecha justamente com essa...
de novo, é um pedido em formato de adoração. E é forte isso, porque é uma questão que talvez a gente não falasse, porque a gente às vezes não entende muito bem quem é Deus e nosso relacionamento com Ele. Mas no verso 19, que fecha a oração dele, ele termina com Ó Senhor, ouve. Ó Senhor, perdoa. Ó Senhor, atende-nos e age. Não te retardes por amor de ti mesmo, ó Deus meu, porque a tua cidade e o teu povo sejam chamados pelo teu nome. Então ele fala, ó...
Senhor, ouve, perdoa, atende, age, não retardes. E tudo isso vai fazer não por causa da gente, mas por amor de ti mesmo. Isso é muito legal. Então, é como se ele estivesse exigindo a ação de Deus. Mas não exigindo a ação de Deus como a gente tem visto hoje em dia. Eu determino. Eu determino que isso vai acontecer na sua vida. Se você fizer isso, Deus é obrigado, tem o dever de te dar isso. É isso que ele está fazendo. Ele está chamando Deus a ação, relembrando da aliança, falando, olha, por amor de ti mesmo, Senhor.
Não é pela gente, não é porque a gente merece, não é porque a gente determina sobre nós, mas porque eu estou te pedindo isso, porque o Senhor faça por amor de ti mesmo. Eu estou te pedindo exatamente o que eu sei, o que o Senhor quer fazer. Exato. Só que, de novo, a oração não é para mover a vontade de Deus. Ela é para nos fazer se alinhar com a vontade de Deus. Lembra do radinho. Exato. Eu estou tentando sintoniar. Então, essa oração de Moisés, a oração do próprio Daniel...
em momento algum muda a vontade de Deus. A vontade de Deus já é fazer isso. Mas justamente nesse momento da oração, nessa louvor, nessa adoração de Deus, nesse reconhecimento, eu estou... Espera aí.
Eu entendo que eu não mereço isso. Eu entendo que é a graça dele. Então, você percebe que sou eu que estou mudando de postura e de atitude, não é Deus? Deus já queria fazer isso, mas de alguma forma eu estou atrapalhando, eu estou no caminho. E aí é Daniel ali falando assim, olha gente, a gente precisa reconhecer isso, entender isso. De que, tipo assim, nós precisamos estar alinhados com essa graça, com essa misericórdia, para que ela possa fluir sobre nós de fato.
Então, acho que nossa oração, a gente fez com o Pai Nosso, vendo a oração de Daniel aqui, ela deve ser muito mais nesse sentido de não só entender melhor quem Deus é,
mas deixar que o nosso coração seja moldado pela palavra, pelo espírito, para estar cada vez mais nessa sintonia fina de poder ouvi-lo, poder ouvir sua vontade na nossa vida e tudo mais, para que ele possa fazer o que ele sempre quis fazer, que é nos redimir, nos salvar e nos mudar a ponto de sermos a imagem e semelhança do seu filho.
Acho legal essa imagem desse alinhamento, porque a oração e a leitura da palavra vai fazer com que você se alinhe de fato à vontade dele. Não com aquela oração genérica, ah, Senhor, faça a sua vontade e tal, mas que você quer que a vontade dele seja a sua, mas que na verdade nesse caminhar com Deus, o seu próprio querer esteja alinhado com o dele.
E que muitas vezes você aceite, sei lá, a prova, aceite até o sofrimento para você alcançar aquilo que Deus quer que seja alcançado, que é a salvação das pessoas, que é a misericórdia sendo estabelecida e principalmente o reino dele sendo estabelecido nessa terra, através da vontade dele, sendo obedecido aqui como é feito nos céus também.
Amém. Amém. Então que Deus abençoe você. A gente encerra por aqui essa lição. E na semana que vem, tem mais, com certeza, a gente vai para mais um tema aqui da lição da Escola Sabatina. E agora eu tenho um pedido e uma súplica.
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CPB
Lição da Escola Sabatina