Filho de ex-prefeito do Rio investigado por vazamento de dados de autoridades é considerado foragido
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Cássia
- Vazamento de dados sigilososOperação Exfil · Marcelo Paes Fernandes Conde · Luiz Paulo Conde · Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes
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De volta ao Brasil, temos notícias chegando direto do Rio de Janeiro. Pedro Bonenberger, bom dia.
Oi, Cássia, bom dia a você. Milton, quem nos acompanha, o empresário Marcelo Paes Fernandes Conde, já é considerado foragido pela Polícia Federal, depois de ter a prisão preventiva decretada no âmbito da operação Exfil, deflagrada nessa quarta-feira. Ele não foi localizado para o cumprimento do mandado, Cássia, e apontado como principal responsável por um esquema de obtenção e vazamento de dados sigilosos de autoridades brasileiras. O Marcelo é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde.
A operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços aqui do Rio de Janeiro e em São Paulo ligados ao empresário. As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, e as investigações indicaram o acesso indevido a dados fiscais protegidos de ministros da Corte, do Procurador-Geral da República e de familiares. Entre os parentes estaria a mulher do ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com a Polícia Federal, foram identificados múltiplos acessos ilegais aos sistemas da Receita Federal do Brasil, seguidos de vazamento das informações. A Procuradoria-Geral da República aponta que dados de 1.819 contribuintes foram acessados, incluindo pessoas ligadas a ministros do STF, do TCU, deputados federais, ex-senadores, ex-governador, dirigentes de agências reguladoras e empresários.
As investigações revelaram uma estrutura organizada de intermediação, com a participação de servidores públicos, funcionários terceirizados como vigilantes, além de despachantes e intermediários. Segundo os autos, os dados teriam sido extraídos dos sistemas da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
Depoimentos indicam que Marcelo Conde seria o mandante do esquema, responsável por fornecer listas de CPFs e realizar pagamentos em espécie de cerca de R$ 4.500,00 para obter declarações fiscais de forma ilícita. Na decisão, Moraes destacou a necessidade de buscas para avançar nas investigações e também foi autorizado o afastamento do sigilo de comunicação dos aparelhos apreendidos, permitindo análise de mensagens e de registro em nuvem.
Muito obrigada. Esse foi o Pedro Bonenberger, falando direto do Rio de Janeiro.
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