Atropelamento de mãe e filho no Rio intensifica debate sobre uso de bicicletas elétricas em SP
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Nadeja
Pedro Fagundes
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- Estiagem no Paranáperigo nas calçadas · acidentes com crianças
- Fiscalização de ciclomotoresinfrações de ciclomotores · Detran de São Paulo
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Vamos falar sobre a situação das ciclovias e o convívio dos ciclistas com pessoas que estão em outros modais ou pedestres, Nadeja? A partir de um caso triste, né, Moniz? A gente acompanhou aquela tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro, um acidente que matou mãe e filho, estavam numa bicicleta elétrica.
E a gente sabe que aqui em São Paulo tem muito esse uso, mas eles vão se misturando com ciclomotores, inclusive no espaço ali de ciclovias, ciclofaixas. Não é raro a gente receber reclamações e relatos de ouvintes de irregularidades. E aí a nossa reportagem foi atrás de acompanhar essa situação, porque o debate realmente foi reacendido com esse episódio. É o Pedro Fagundes, que está circulando por São Paulo, vai trazer informações para a gente. Bom dia, Pedro.
Bom dia, na dédia, é isso mesmo. Depois desse triste acidente que aconteceu no Rio de Janeiro, envolvendo uma bicicleta, um veículo elétrico, que matou uma mulher e o filho, aqui em São Paulo a gente justamente tem visto um pouco desse embate, dessa má divisão de espaços públicos como ciclovias ou mesmo calçadas com pedestres e essas bicicletas e até mesmo ciclomotores elétricos. A CBN veio até o bairro...
do Brás encontrou um cenário de risco. Em calçadas e ruas movimentadas, esses veículos dividem o espaço com pedestres e também circulam na contramão em meio aos carros. E quem vive a rotina na região relata o medo. Há pouco eu conversei com Carlos Sampaio, que trabalha há sete anos no bairro do Brás, e disse que a situação piorou justamente com a popularização dos ciclomotores. Segundo ele, os veículos passam em alta velocidade e muitas vezes não respeitam quem está a pé.
Cara, isso aqui acontece quase todo dia. Você anda aqui pelas calçadas do Brás e é um perigo, cara, porque toda hora você vai virar uma esquina aqui e você pode deparar com uma motinha elétrica dessa aí, vindo na contramão ou vindo em qualquer sentido aqui e em alta velocidade. E algumas vezes os caras ainda vêm carregando um rolo de tecido atravessado na perna dele, então aumenta o poder de ataque deles também.
A situação também põe em risco a segurança na porta das escolas. O Vinícius Vieira entrou em contato com a gente, ele busca e leva os filhos a pé para o colégio quase todos os dias na divisa entre os bairros do Brás e do Perique, que são vizinhos. Ele conta que as motos elétricas passam voando em frente à escola e tem muito medo de que um acidente aconteça.
Eu tenho meus filhos estudando no colégio que fica na rua Emílio Piedade. E os próprios pais de alunos vão buscar os seus filhos de bicicleta elétrica ou de motos elétricas e acabam saindo em alta velocidade pelas calçadas. Eu temo que haja aí no futuro o próximo.
Algum acidente envolvendo essas próprias crianças, é importante lembrar, não usam capacete, assim como os demais pedestres, porque, como no meu caso, eu costumo pegar os meus filhos a pé. Apesar das regras mais rígidas...
os números mostram dificuldade na fiscalização. De acordo com o último levantamento do Detran de São Paulo, feito no início do ano, haviam somente 556 infrações envolvendo ciclomotores e a maior parte delas pela falta de emplacamento. Na capital, foram 111 casos. A CBN solicitou um novo balanço e aguarda o Detran. Hoje, o estado de São Paulo tem pouco mais de 5 mil ciclomotores registrados na Dédia.
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