PF investiga se casal suspeito de furtar vírus na Unicamp pretendia vender amostras
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Luiz Alberto Guerra
- Furto de Virus UnicampInvestigação da Polícia Federal · Soledad Palameta Miller · Michael Edward Miller · Agrotrix Biotech Solutions · Laboratório NB3
Nós vamos a Campinas para falar sobre um roubo, um furto que aconteceu por lá, mas esse é um caso bem diferente, que você tem acompanhado aqui, aquele furto de amostras de vírus dentro da Unicamp. Aline Albuquerque atualiza esse caso. O que está nas investigações agora? Bom dia.
Exatamente, Muniz, Nadega, bom dia para vocês, para todo mundo que acompanha a gente aqui na CPN. Agora a Polícia Federal está tentando investigar, identificar se esse casal envolvido no furto teriam a intenção de vender essas amostras biológicas. A Polícia Federal está investigando então se a professora doutora Soledad Palameta Miller e o marido dela, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, também pela MIR.
na instituição, que são suspeitos do furto do vírus de um laboratório NB3 da Unicamp, tentaram efetivamente vender essas amostras biológicas. Embora ainda não tenham elementos concretos sobre essa possível venda, a PF informou que investiga sim essa hipótese, essa possibilidade.
Soledad e Michael são sócios na empresa Agrotrix Biotech Solutions, que tem como atividade principal a pesquisa e o desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais. Pelo menos 24 cepas diferentes de vírus foram levadas do Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia da Unicamp para outros laboratórios dentro da própria universidade, entre eles estruturas da Faculdade de Engenharia de Alimentos, a FEF.
que é onde Soledad atuava. Ainda de acordo com a Polícia Federal, as amostras de vírus foram recuperadas em prédios da Unicamp, sem indícios de contaminação externa ou ainda de terrorismo biológico. Essa professora responde ao processo em liberdade, enquanto a Unicamp conduz uma sindicância interna também sobre esse caso.
Em sua única manifestação sobre a situação, a defesa de Soledad afirmou que não há materialidade de furto, sustentando que a pesquisadora usava o laboratório do Instituto de Biologia por não dispor de uma estrutura própria para realizar as pesquisas.
Além disso, o Ministério Público Federal também instaurou um procedimento para apurar se a Unicamp falhou no controle e fiscalização de material biológico sensível depois do fuso desse vírus do laboratório NB3. Caso que a gente continue acompanhando por aqui, viu, Muniz? Volto com você.