Corpo de empresário morto por PM de folga em tentativa de assalto em SP é sepultado
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Claussen Dutra
- Sepultamento do empresárioCelso Bortolato de Castro · Cemitério Jardim Horto Florestal · Clima de comoção
- Morte de Figuras ImportantesPolicial militar Ítalo Feitosa · Tentativa de assalto · Confusão com criminoso
Claussen Dutra, com informações do noticiário policial, a gente volta a falar sobre o caso de um empresário morto depois de um assalto no Butantan. Bom dia, Claussen.
Bom dia pra você, Nadeja, Moniz e pra todos. Começa agora aqui no cemitério Jardim Horto Florestal, na Zona Norte, o certamento do empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos. Um cortejo, Nadeja, com mais de 40 pessoas, entre familiares e amigos. Acompanha o caixão neste momento em um clima de profunda comoção.
e também de revolta. O Celso, gente, foi baleado nas costas e na nuca após ser confundido com um criminoso por um policial militar de folga. O relato é da viúva, Rosemary Jauweberg, de 65 anos. Ela contou à polícia que o casal voltava de um passeio de moto em São Roque quando foi abordado por dois assaltantes na rua Sapetuba, no Butantã, na Zona Oeste. Esse empresário tentou fugir, mas...
se desequilibrou e caiu. Rosemary, que estava na garupa, conseguiu sair debaixo do veículo. Foi nesse momento que o policial militar Ítalo Feitosa, de 27 anos, que passava em um carro particular, decidiu intervir. Ele desceu do veículo e disparou, atingindo tanto o empresário quanto um dos suspeitos. Ambos morreram no local. Desesperada, a Rosemary gritou que o PM havia atirado no marido dela. Ela conversou com a TV Globo ainda no local do crime.
Não teve confronto de tiro. Os dois assaltantes vieram, apresentaram a arma, era uma 38, aquela prata de tambor. Eu saí correndo para trás, como estava o trânsito parado, eu tirei capacete. Nisso eu ouvi uma pessoa vindo de trás e atirando. Aí eu olhei para ele e falei para ele.
O que você fez? É o meu marido. Ele não é o assaltante, só que ele já tinha desferido dois tiros. Um na nuca e um nas costas, porque o meu marido estava de costas. Na hora eu comecei a gritar, eu falei pra ele, olha o que você fez, é o meu marido, é o meu marido. Ele atirou porque ele imaginou que ele era o bandido e no final, não.
O PNC-3 em flagrante por homicídio culposo, mas já está em liberdade após pagar uma fiança de três mil reais. No interrogatório, ele preferiu o silêncio. A arma utilizada, uma pistola calibre .40 da corporação, passa por perícia. As cápsulas na média encontradas serão fundamentais para confirmar se todos os disparos partiram de fato apenas do policial. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é investigado pela Corregidoria da Instituição via...
inquérito policial militar. O segundo assaltante fugiu, ainda não foi localizado, o Celso Botolato de Castro era empresário do ramo de seguras, morava no Bom Retiro e tinha o hábito de passear de moto aos fins de semana. Volto com você na BED, daqui a pouco outras informações desse caso. Combinado, obrigada. Clausson Dutra.