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Família de empresário morto por PM de folga em tentativa de assalto em SP contesta versão de troca de tiros

30 de março de 20264min
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O irmão do empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, morto com dois tiros durante uma tentativa de assalto no Butantã, na Zona Oeste, refutou a versão inicial da Polícia Militar de que houve troca de tiros na Rua Sapetuba. Emerson Bortolato afirmou, em entrevista exclusiva para a CBN, que o policial militar de folga, Ítalo Feitoza Hattori, de 27 anos, "chegou atirando” e atingiu o irmão pelas costas e na nuca, antes mesmo de entender o que estava acontecendo no local.

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Claussen Dutra

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  • Morte de empresário em assaltoCelso Bortolato de Castro · Ítalo Feitosa Hattori · Butantã · Investigação policial
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informações ao vivo com Clausson Dutra, boa tarde. Nadete, boa tarde pra você, Fernando, pra todos. O irmão do empresário Celso Bortolato de Castro, de cinquenta e oito anos, morto com dois tiros durante uma tentativa de assalto no Butantã, na Zona Oeste, refutou a versão inicial da Polícia Militar de que houve troca de tiros na rua.

Sapetuba Emerson Bortolato afirmou em entrevista exclusiva aqui para a CBN que o policial militar de folga, o Ítalo Feitosa, de 27 anos, já chegou atirando e atingiu o irmão pelas costas e na nuca antes mesmo de entender o que estava acontecendo no local. Esse crime ocorreu no último sábado quando Celso e a esposa Rosemary Javelberg, de 65 anos, voltavam de um passeio de motocicleta em São Roque e foram abordados por dois criminosos armados em outra moto.

O empresário tentou conter um dos assaltantes que tinha dificuldade para levantar a moto, que caiu durante a abordagem. Foi nesse instante que o policial militar Ítalo Feitosa interveio, saiu de seu carro particular e atirou segundo a família. O irmão ressaltou que a família está se baseando em imagens de câmeras de segurança para contestar a versão de troca de tiros. A Rosemary estava na garupa da moto e viu o policial disparar.

Para Emerson, o policial agiu fora de qualquer protocolo da corporação.

E o outro ficou ali tentando levantar a motocicleta com uma certa dificuldade. Nesse momento, meu irmão viu, tentou voltar para impedir e até mesmo segurar a pessoa. E nesse instante foi quando surgiu esse PM aí despreparado e já chegou atirando. Atirou primeiro no meu irmão, deu dois tiros. O primeiro acertou a nuca e o segundo acertou as costas. Se ele percebeu o que estava ocorrendo, ele tinha que ter pedido apoio antes de qualquer coisa. E como é que ele já vai atirando se ele nem sabe quem que é o marginal?

O PM foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas já está em liberdade após pagar uma fiança de três mil reais do interrogatório. Ele ficou em silêncio. A arma utilizada pelo policial, uma pistola calibre .40 da corporação, passa por perícia, assim como a arma encontrada com o suspeito morto. As cápsulas recolhidas no local serão fundamentais para esclarecer quantos disparos foram efetuados e de onde partiram. Emerson também questiona a condução da investigação e cobra que novas pessoas sejam ouvidas.

Não quis dar depoimento por quê? Por que a namorada dele, que estava com ele, ou namorada, ou irmã, não sei quem quer que seja, era uma mulher que estava com ele no carro, não foi arrolada como testemunha dele? Não deu depoimento. E a pessoa que está como testemunha dele não estava presente, é um rapaz. Estava paisando ela também. Ele não estava presente. Minha cunhada sabe muito bem que ele estava lá. São esses pontos que estão deixando uma dúvida na família, mas a gente vai esclarecer. Nós já estamos tomando providência com relação a isso. Medidas legais.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é investigado pela Corregidoria da Polícia Militar. A pasta afirmou que todas as mortes decorrentes de intervenção policial são rigorosamente apuradas. Nadédia. Obrigada, Clausson Dutra, pelas suas informações. Até destaco aqui uma informação que foi divulgada hoje pelo Portal G1 e pela TV Globo, de que esse policial militar foi afastado das ruas antes desse caso. Ele é tenente. Me chamam muita atenção vendo os documentos do caso.

que ele só tem 27 anos, ele é tenente, claro que a idade não depõe contra ou a favor da competência de alguém, mas é um policial muito jovem, naturalmente está no início da carreira pela idade, e que ele estava afastado das atividades operacionais. Depois desse caso, o policial envolvido está em atividades administrativas, as investigações continuam e a gente vai acompanhar, claro, de perto, essas informações para atualizar o nosso ouvinte.

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