Aeroporto Internacional do Galeão é leiloado para Aena por quase R$ 3 bilhões
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Matheus Maciel
- Concessão GaleãoAena Desarrollo Internacional · Ativa Investimentos · Tribunal de Contas da União · Rio Galeão · Zurich Airport S.A.
Oi Carol, boa tarde para você, Deborah, todo mundo acompanhando a gente aqui no Ponto Final. Chegou a um final feliz, dá para dizer, depois de toda a novela, né Carol? Para o Porto Internacional Tom Jobim, o Galeão foi leiloado para a corretora Ativa Investimentos através da Aena Desarrolo Internacional, a empresa espanhola.
Então ganhou essa disputa pelo valor de R$ 2,9 bilhões, montante que representa um ágio de 210,88% na disputa, ou seja, traduzindo de forma mais clara para o nosso ouvinte, o valor final mais que triplicou do esperado no começo do leilão. O contrato de administração será válido até 2039 e desta vez a administradora concessionária concentrará...
100% da operação, ao contrário da privatização anterior que está em vigor até o momento, que dividia o espaço da concessão junto à Infraero. O certame dessa venda assistida aconteceu na sede da B3 em São Paulo, realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, e ao longo de toda a disputa, os lances ao vivo,
Foram subindo substancialmente a cada rodada o valor final desse pregão. Teve início ali como valor de referência R$ 932 milhões. E aí, reforço, acabou em R$ 2,9 milhões, praticamente R$ 2 bilhões acima do início. Estiveram aí na disputa também a atual concessionária Rio Galeão, com o novo nome de Rio de Janeiro Aeroport S.A. e a Zurich Airport S.A. através da Necton Investimentos.
A empresa espanhola foi a vencedora da disputa e ela já administra diversos aeroportos aqui pelo país. Entre eles, a gente pode citar também o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Então ela começa a administrar, a partir do momento que for válido esse contrato, o aeroporto número dois e o aeroporto número três.
no ranking de aeroportos que tem mais passageiros circulando aqui no Brasil. A ENA assumirá o compromisso de pagar à União uma contribuição variável na casa anual de correspondente a 20% do faturamento bruto da concessão até o prazo final de 2039. E não há mais nesse contrato algo que ficou travando bastante as etapas de avançar de interesses das empresas, que era a construção de uma nova pista.
no aeroporto do Galeão. Essa terceira pista era tratada pelas empresas como um grande empecilho. O leilão foi todo estruturado ali, tudo após um processo de repactuação contratual conduzido pelo Tribunal de Contas da União e era tratado pelo governo como estratégico, principalmente para simbolizar o poder de venda e revenda da concessão desses aeroportos, que tem diversos na mira do Ministério, inclusive o de Viracopos e o de Brasília.
Tudo para redefinir o futuro do aeroporto do Galeão, que no ano passado a gente lembra, movimentou cerca de 18 milhões de passageiros, correspondeu aproximadamente 13% do fluxo aéreo nacional. O Galeão, no entanto, segue abaixo da capacidade anual projetada, que é ali estimada em cerca de 30 milhões de usuários ao ano, o que mantém espaço para uma expansão no fluxo de passageiros circulando pelo aeroporto internacional Tom Jobim.
a partir do momento que essa nova concessionária comece a trabalhar ali pela região. O governo federal, inclusive, prometeu em anúncios recentes, no fim do ano passado e início desse ano, que é esperado que o Galeão volte a movimentar esses 30 milhões de usuários ao ano em cerca de três anos, até 2028, no máximo 2029. Fato é que a gente vai ter que aguardar agora os primeiros passos dessa nova concessão com a AENA e então ver que trabalho ela vai fazer aqui até 2039. Volto contigo.
Vamos ver, obrigada. Matheus, fruto a esse leilão, Débora, de um acordo homologado pelo Tribunal de Contas da União, porque havia inclusive a possibilidade de devolução do terminal ao governo pela atual concessionária, e aí fizeram esse acordo para fazer um novo leilão com outras condições mais alinhadas no modelo de concessão, e teremos uma nova concessionária. Vamos ver.