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‘Não é desafio orçamentário, é desafio institucional’, diz prefeito do Rio sobre população em situação de rua

23 de março de 202627min
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Em entrevista aos âncoras Bianca Santos e Leandro Resende no CBN Rio, Eduardo Cavalier destacou que o governo tem plano e continuidade. Na oportunidade, ele tratou de vários assuntos. Ouça.
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Assuntos9
  • População em situação de ruaPrograma Seguir em Frente · Termo de Ajustamento de Conduta com Ministério Público · Desafio institucional vs orçamentário · Internação voluntária de usuários de drogas · Preservação do espaço público · Expectativa de vida reduzida em pessoas em situação de rua · Integração com polícia civil para combate à cracolândia
  • Reforma TributáriaSubstituição de frotas antigas por ônibus novos · Ônibus com ar condicionado e GPS · Antecipação do fim das concessões · Licitações para novas linhas · Implementação de novos ônibus na Zona Oeste
  • Seguranca ViariaEpidemia de acidentes com motocicletas pós-pandemia · Aumento de 500% no número de motos na cidade · Implementação de motofaixas · Regulamentação de empresas de aplicativo · 40% dos atendimentos de emergência relacionados a acidentes de moto
  • Dificuldades de acesso e infraestruturaTransição para pagamento digital do Rio Rotativo · Eliminação de pagamento em dinheiro com flanelinhas · Combate à extorsão por flanelinhas ilegais · Integração com aplicativo Já era · Formalização da operação do estacionamento
  • Ordem pública na Central do BrasilAtuação da Força Municipal na Central e Cinelândia · Coibição de roubos e furtos em estações de metrô · Diferenciação entre competências municipal e estadual · Combate à criminalidade organizada como responsabilidade estadual
  • Continuidade GovernamentalTransição de Eduardo Paz para Eduardo Cavaliere · Manutenção de planos e programas · Primeiro mês como prefeito · Compromissos de campanha de 2024
  • Infraestrutura e InvestimentosGarantia de terreno do Gasômetro para novo estádio · Reforma de São Januário · Acordo com Ministério da Defesa · Documentação e papelada para formalização · Reunião com presidente do Flamengo
  • Ordenamento de motos e bicicletasBicicletas em contra-mão e calçadas · Regras para circulação · Coibição de comportamentos indevidos · Regulamentação de empresas de aplicativo
  • Governo e Gestao PublicaIncerteza sobre próximo governador · Possível renúncia de governador · Eduardo Pais como pré-candidato governador pela região · Eleições ordinárias previstas na Constituição · Julgamento no PSD que pode mudar regras
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que ele já entrou aqui no estúdio, a gente já começa a entrevista então com o prefeito Eduardo Cavalieri, prefeito do Rio, assumiu o comando da prefeitura após a saída de Eduardo Paes, que deixou o cargo, e a gente tem muito a conversar com a participação do nosso ouvinte, você que nos ouve, que participa sempre, já mandou mensagem, está mandando e tem uma participação especial nessa entrevista. Bom dia, prefeito. Bom dia, Bianca, bom dia, Leandro, bom dia aos ouvintes da CBN,

um prazer estar aqui, especialmente na minha primeira e segunda-feira como prefeito do Rio. Agora, só quem pode dizer que é o homem mais feliz do mundo porque é prefeito do Rio, sou eu. Pegou esse título, né, do prefeito Eduardo Paes. Obrigado por estar conversando conosco aqui, prefeito Eduardo Cavalieri. Nós recebemos muitas mensagens aqui dos ouvintes ao longo da manhã e pedimos ajuda porque são muitos assuntos para tratar.

E vou começar aqui conversando com o senhor sobre mobilidade. É um tema muito caro para os

do CBN Rio. Vou passar da pergunta do Denis Serr, nosso ouvinte, que pede aqui solução para algumas linhas de ônibus, 463, 163, que estão mudando de trajeto, as pessoas estão confusas. E te peço, depois de tudo que a Prefeitura fez e anunciamos tudo com relação ao BRT, quando efetivamente que a gente vai ter uma mudança nos ônibus de linha que circulam pela nossa cidade, caindo aos pedaços, muitos sem ar-condicionado, quando que a gente vai ver essa mudança acontecer? Afinal, foram

14 anos de Eduardo Paes. E esse é um problema que persiste, não foi resolvido. Queria te ouvir. Primeiro, a realidade da cidade, a realidade do sistema de transporte mudou muito ao longo desses 14 mais 4 anos. Lembrando, nós tivemos um antecessor que, especialmente no tema do transporte e da saúde, foi um desastre. Eu quero lembrar que em 2021, quando a gente retorna para a prefeitura, quando o prefeito Eduardo Paes volta para a prefeitura,

Os principais temas eram a destruição dos BRTs, o sumiço das linhas de ônibus completamente em função de pandemia, má gestão, não existia o subsídio da maneira como ele existe hoje para poder fazer os ônibus circularem por quilometragem. Agora, uma coisa é fato, o nosso principal compromisso de campanha na eleição em 2024, aliás, do prefeito Edorno Paz, e eu quero lembrar aqui os ouvintes, eu fui eleito junto com o prefeito Edorno Paz, como vice-prefeito, nós fomos eleitos em 2024,

São os compromissos que a gente vai levar até 2028. E o principal deles foi fazer com as linhas de ônibus a mesma transformação que a gente fez no BRT. Isso significa colocar nas linhas de ônibus o padrão de serviço que a gente tem no BRT. Poder ter ônibus novos, ônibus com ar-condicionado geladão, ônibus com acompanhamento por GPS, para eles poderem circular os quilômetros que estão sendo contratados, cabo USB para carregar o celular. Então, o que eu queria dizer aqui é, a gente avançou muito nesse tema,

desde 2025, no primeiro ano agora desse segundo ciclo da gestão prefeita Eduardo Paes. A gente fez um acordo na Justiça, aliás, eu vim aqui para falar no dia desse acordo, no dia seguinte desse acordo, que permitiu que a gente antecipasse o fim das concessões. Eu não vou ficar aqui falando do desastre, que são os atuais empresários de homens, porque a população conhece bem. Mas a gente fez, a gente implantou o JAEC, a Bilhetagem Pública Municipal, que permite a gente fazer o que a gente está fazendo.

concessões. O que aconteceu a partir daí, do acordo que foi feito na Justiça? A gente já começou a fazer as licitações, aliás, assinamos o primeiro lote, o primeiro bloco de lotes para a Zona Oeste, Santa Cruz, Campo Grande, Paciência, Sepetiba, na última semana. Então, esse ano ainda, a gente já botou 100 ônibus novos na Zona Oeste. Até a população passou a chamar eles de bolo de cenoura, porque eles são amarelos com marrom. Agora, esse ano ainda, a gente coloca 500 ônibus novos, começando pela Zona Oeste, exatamente como a gente se comprometeu.

Sim. Agora vou pegar a pergunta de um outro ouvinte, o Nemilson, de Oswaldo Cruz, que fala sobre desordem nas ruas e calçadas de Madureira. Ele fala, está uma bagunça por aqui. Aproveitar também a reportagem do Globo de hoje sobre desordem em Copacabana, que vai desde problemas do trânsito à segurança, para entender de que forma que o senhor pretende continuar trabalhando ou trabalhar de forma diferente no que diz respeito à ordem da cidade.

da Guarda Municipal. Como é que vai funcionar isso na prática? Olha, esse governo aqui tem plano. Primeira coisa, é importante dizer isso para a população. Eu estou aqui na minha primeira e segunda-feira, tomei posse na transmissão de cargo, foi na sexta-feira, às quatro da tarde. No sábado, a gente já estava visitando obra de terminal de BRT em Santa Cruz, a gente já estava inaugurando centro de referência para famílias que convivem com o espectro autista.

Então, é plano e continuidade. Na transição de nós para nós mesmos, que a gente fez em 2024,

um dos principais temas foi a reformulação da Guarda Municipal. Aliás, eu também vim aqui na transição para dizer que esse plano tinha três frentes. A primeira delas, a formação de uma divisão de elite da Guarda Municipal, a Força Municipal, com guardas municipais concursados, bem treinados, bem equipados, bem formados, bem remunerados. Lembrando que eles passaram a ganhar 10 mil reais a mais pelo porte de arma de fogo. E a gente já colocou os primeiros 600,

estão formados com porte de arma e indo para as ruas. Já começamos no último domingo e estamos avançando. O segundo eixo desse plano era justamente fazer uma reformulação da guarda, dado que com a divisão de elite da guarda municipal, a gente vai chegar a 4.200 guardas em 2028. Isso significa cerca de 70% do efetivo disponível da guarda. Então, o restante desses guardas municipais, a gente deu um foco muito grande no trânsito, que é um tema relevante para a cidade, que a gente precisa avançar.

responsar dessa segurança no trânsito, do ordenamento no trânsito. E aí a Secretaria de Ordem Pública, a CEOP, ela vai passar a ser responsável, ela já cuida da ordem pública, mas ela vai ter uma função concentrada no ordenamento urbano. Então foi isso que a gente apresentou justamente no plano de transição, é isso que a gente está perseguindo, é isso que a gente vai fazer. As pessoas já estão vendo nas ruas a Força Municipal, a gente agora entra nessa segunda fase do plano, preparando, também treinando, formando os guardas que vão se dedicar ao tema

trânsito, nessa parceria, nessa operação em conjunto com a Sete Rio, e a mesma coisa com a CEOP, preparando, formando, para que eles tenham uma concentração na atuação de ordenamento urbano. A gente está conversando aqui com o prefeito do Rio, Eduardo Cavalieri, são muitos os assuntos aqui para a gente tratar. Eu quero conversar com o senhor rapidamente, já que o senhor falou de trânsito bastante, que a CEOP vai atuar nisso. Quero conversar com o senhor sobre um plano que foi apresentado pelo prefeito Eduardo Paes no ano passado e que ele

Acabou desistindo desse plano, que é o plano de segurança viária, que inclusive previa limite de 60 km por hora de circulação para motos e circulação desses veículos nas pistas centrais da Brasil, das Américas, da Presidente Vargas. Acabou voltando atrás disso. Todos os dias aqui no CBN Rio a gente reporta acidentes com motos. O senhor sabe muito bem como é que está o hospital do Andaraí, como é que várias unidades de saúde estão sofrendo com um grande número de pessoas acidentadas com motos no Rio de Janeiro. O senhor vai voltar a refletir sobre esse plano de segurança viária?

por exemplo, limitando a circulação de motos a 60 km por hora, prefeito? Olha, primeiro, não tem nenhuma dúvida de que a gente tem uma epidemia com acidentes de moto. Esse pós-pandemia, o novo normal, que a gente falava do pós-pandemia, o novo normal no trânsito, a gente tem um número que dá a dimensão do problema, que a cidade do Rio, só a cidade do Rio, emplacou cinco vezes, a gente quintuplicou a quantidade de motos que estão circulando na cidade, depois da pandemia, para os dias de hoje.

E a gente sabe que boa parte dessas motos, isso é um desafio também, inclusive tem a ver com o programa do governo federal, do Congresso Nacional, de flexibilizar a aprovação de CNH, porque a gente ainda tem uma massa muito grande de motociclistas sem CNH. Eles alugam a moto e usam a moto sem CNH. Então, é uma realidade desafiadora. A gente tem unidades, nas nossas unidades de emergência,

moto. Então, a gente tem que ter tranquilidade no diagnóstico para a gente não escolher o remédio errado. Então, é um desafio muito grande, mas que vai depender de um conjunto de medidas. É claro que um plano de segurança viária, de normatização das velocidades, normatização das vias, tudo isso é importante. A gente precisa avançar com mais essas faixas azul, as motofaxas. Tem, então, já a previsão de aumentar com as motofaxas. A gente até anunciou,

A gente tem esse ano para implementar essas motofaixas na Linha Vermelha, continuidade na Lagoa Barra, outros grandes trechos desses que são a maior concentração de acidentes, para a gente poder, pelo menos, organizar melhor o espaço que essas motocicletas vão ocupar no trânsito. Agora, a gente fez também uma determinação para essas empresas de aplicativo que acabam sendo os grandes contratantes.

são os grandes parceiros desses motociclistas, para que tenha regras mínimas em comum. Para que a gente possa também ajudá-los a premiar o bom motociclista. É gente trabalhadora, gente que está ganhando o seu dia a dia, o seu ganha-pão, mas tem que cumprir as regras. Então, não pode subir na calçada, não pode andar na contramão. E a gente fez um decreto determinando regras para essas empresas de aplicativo, para que eles cobrem e sejam mais duros, especialmente

é aquilo, premia quem segue as regras e joga no final da fila quem não cumpre as regras. Só para perguntar, não ficar sem resposta, limitar a velocidade não está no escopo desse projeto, por enquanto? Eu disse que a gente tem um conjunto de medidas, como o Leandro falou, o prefeito Eduardo Paes não desistiu de fazer. A gente escolheu começar por outras medidas, implantando motofaixas, fazendo uma limitação mais dura nas regras, dois aplicativos para que eles coibam esse tipo de mal comportamento,

E dentro desse escopo de ações, claro que tem o objetivo da gente fazer um plano de segurança viária. Mas é um conjunto de medidas, não dá para a gente olhar elas isoladamente. E ainda falando de ordem de mobilidade, não deixa de ser, é sobre estacionamento e atuação dos flanelinhas. Digitalizar o rio rotativo resolve o problema da fiscalização ou só muda a forma de cobrança? Como é que o senhor enxerga isso e como é que a população vai enxergar daqui para frente?

ativo, primeiro é uma revolução que a gente está fazendo no estacionamento público da cidade, porque isso já era algo que a gente vinha planejando, tinha intenção de fazer, mas que precisava do JAE bem implementado, institucionalizado, foi uma vitória do nosso governo, do prefeito Eduardo Paes, a cidade passar a ter uma bilhetagem pública, uma vitória importante, porque hoje a gente tem o transporte público todo circulando, uma bilhetagem que é municipal, o que a gente está fazendo é dizer, olha,

que estão no seu transporte privado usando as vagas públicas, eles podem usar o aplicativo do Jaé para poder pagar pela vaga. Agora, o que a gente vai fazer é, não é que ele vai ter opção de pagar digital. O pagamento no Rio Rotativo vai ser só digital. Não vai ter mais pelo Jaé. A partir de quando, exatamente? A gente, nos próximos 30 dias, a gente vai apresentar o plano detalhado, com cronograma. Isso envolve, obviamente, um ajuste na própria operação do Jaé, que vai passar também a fazer

essa bilhetagem, etiquetagem de vaga pública, que para nós é muito importante. E só para deixar bem claro aqui para a população, o objetivo de fazer o Rio Rotativo ser digital é não ter mais o bilhete, o ticket, aquele bilhete que acaba confundindo, porque o bom Flanelinha, que trabalha cego, trabalha correto, ele usa o ticket, vende aquele valor do ticket e não gera problema nenhum. O problema é que a existência do ticket, dessa troca, desse pagamento feito a um Flanelinha,

incentiva o Flanelinha Ilegal, esse que explora, que faz extorsão. Então, com o Rio Rotativo Digital, cobrou estacionamento na rua, é extorsão. Não vai ter mais cobrança feita com ninguém pessoalmente. Vai ser tudo no aplicativo. Prefeito do Rio, Eduardo Cavalieri, segue aqui conversando conosco. Olha, a gente tem muita cobrança sobre ordem pública, pessoas reclamando muito de bicicletas circulando na contramão, na calçada. A Mariana mandou aqui mensagem sobre isso.

O senhor circula pela cidade e sabe do imenso número de pessoas em situação de rua, dormindo em vários bairros do Rio de Janeiro. Aqui no entorno da CBN é uma coisa realmente impressionante. A prefeitura tem um programa, que é o Seguir em Frente, do secretário municipal Daniel Sorães, de saúde, mas isso não está dando conta da realidade da cidade, prefeito. O senhor circula e sabe disso. O que o senhor tem para apresentar para a população do Rio de Janeiro sobre essa que é uma questão fundamental?

formação de cracolândias, uma situação grave que a gente vê em todo o Rio. Primeiro, população de rua não é um desafio da cidade do Rio de Janeiro. Aliás, não é nem sequer um desafio das grandes cidades do Brasil. É um desafio de grandes cidades no Ocidente, livre, democrático. Estamos falando aqui de São Francisco, na Califórnia, maior PIB dos Estados Unidos. Com esse desafio, a gente está falando de Nova York, a capital do império moderno, os Estados Unidos, pelo que a gente está vendo, com esse mesmo problema.

clareza de que não é um desafio orçamentário. O que a gente tem é um desafio institucional. Então, o que a gente está fazendo, a gente está aprimorando o termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público. A gente vai assinar isso. Aliás, está pronto, já está, inclusive, acordado entre o Ministério Público Estadual e a Prefeitura do Rio, com apoio grande do Procurador-Geral de Justiça, Antônio José, que queria avançar nisso tanto quanto a gente.

Por que eu estou dizendo isso? Porque essas instituições balizam a atuação da Prefeitura. Então, o seguir em frente,

Ele é uma experiência bem sucedida, mas ainda piloto, com 600 vagas. Para a gente dar escala no seguir em frente para alcançar as 8 mil, 9 mil, 10 mil, dependendo dos critérios que a gente usa de pessoas em situação de rua na cidade, a gente vai precisar não só de mais orçamento, mas vai precisar de regras que deem respaldo na atuação da Prefeitura. Então, a preservação do espaço público é a competência da Prefeitura do Rio. Independe do acolhimento ou não de uma pessoa em situação de rua,

que o espaço público deve ser preservado. Entrar nesses lugares, nessas formações de Caracolândia e jogar duro, porque o espaço público tem que ser preservado. Não pode ter dúvida sobre isso. Com esse novo termo, eu tenho certeza que a gente vai ter condições de apresentar aí sim um plano que dê mais escala no assunto, que a gente avance com o seguir em frente. Prevê internação compulsória esse plano eventualmente? A internação involuntária hoje ela é prevista, não só na Prefeitura do Rio.

prevê a internação involuntária. Mas ela tem um rito específico. O que não pode é o agente público que está fazendo uma internação involuntária, que está respaldado pela lei, ele ter medo de depois ter que responder por aquilo por conta de outras regras que balizam a atuação dele. Então a gente está garantindo a atuação da prefeitura para que a gente possa sim fazer internação involuntária. A gente tem que parar com essa conversa, muitas vezes hipócrita, que considera esse tema,

Aliás, o prefeito Eduardo Paes já dizia isso o tempo inteiro. A gente tem um desafio e 80% das pessoas que estão em situação de rua, aliás, esse termo pessoa em situação de rua, muitas vezes não é nem o melhor, que só se usa no Brasil, são pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e 80% delas com problemas de drogadição. Isso é um problema de saúde e é um problema de vulnerabilidade daquele indivíduo. É papel do Estado, sim, garantir a proteção da vida, a preservação da vida.

esse termo que a gente está assinando, ele tem dois grandes eixos. Aliás, a política pública que a gente vai apresentar também tem. De um lado, a preservação da vida, e do outro lado, a preservação do espaço público. Então, a gente não pode estar diante de alguém com problema de drogadição, problema de saúde. Aliás, o estudo de Seguir em Frente tinha como base que as pessoas que têm problema de drogadição e que estão na rua, elas têm uma expectativa de vida de quase a metade da população do Brasil.

Então, é muito grave, e é de saúde, e é de preservação da vida. E, ao mesmo tempo,

a gente não pode admitir que o espaço público seja franqueado para a Cracolândia. E que aí, porque tem que fazer um tipo de acolhimento específico, a gente não pode retomar aquele espaço, tem que retomar sim. E aí, só por fim, a gente precisa dizer, as Cracolândias em si também são um problema de polícia. E, aliás, a gente encaminhou um relatório muito detalhado de Cracolândias que vendem crack e que precisam de atuação da Polícia Civil na cidade do Rio de Janeiro, também é problema de polícia e é importante que tenha a integração dessa atuação.

gente, já nos encaminhando aqui para o fim da entrevista. É um monte de mensagem que a gente está recebendo, né, Leandro? A gente agradece muito a nossa audiência. Importante ver o cidadão interessado em entender os planos da Prefeitura. O Eliezer Carvalho está querendo saber sobre Central do Brasil, que foi um assunto, tema já de muitas reportagens aqui no CBN Rio. Ele sente falta de um choque de ordem, é o que ele chama, né?

Já teve projeto nessa linha. Uma limpeza mais efetiva na Central, que ele diz que

trabalhador sofre muito só de passar por ali. O que o senhor pretende para a Central do Brasil? Olha, primeiro, nesse domingo, agora, a gente está avançando com a atuação da Força Municipal, da Divisão de Elite da Guarda, justamente para as áreas da Central do Brasil e da Cinelândia. Então, a gente espera que a presença da Força Municipal também coiba, iniba esse comportamento de delinquentes que acham que podem assustar o trabalhador justamente no seu momento de ir e voltar para o trabalho na hora que ele está mais ali querendo

A força municipal não vai resolver todos os problemas de segurança pública. A força municipal tem uma competência muito específica. Ela tem quadro de missão dirigida na atuação. Ela está voltada para os lugares que concentram as maiores incidências de roubos e furtos. A responsabilidade predominante pela segurança pública é dos governos de Estado. E no caso do Estado do Rio de Janeiro, é do governo do Estado.

do Rio de Janeiro, que comanda as polícias. É sempre o que a gente defendeu e vai continuar sendo. Então, a Força Municipal tem um papel específico. E dentro desse papel específico, que é coibir roubos e furtos, essas grandes estações de metrô, ou no caso da Central do Brasil, uma estação metropolitana que reúne trem, a chegada de ônibus ali no terminal da Central, logo do lado do Américo Fontenelle, enfim, tudo isso é papel da Força Municipal, coibir esse tipo de comportamento. Agora, enfrentar o crime

retomar territórios. É importante deixar claro isso, para a gente limitar a nossa responsabilidade e atuar e ser cobrado naquilo que é a nossa responsabilidade. Então, a partir de domingo, Força Municipal na Central do Brasil e na Sinelândia. E mude essa realidade que está prejudicando muito duas áreas fundamentais do Rio. Quero te agradecer, prefeito Eduardo Cavalieri. Claro, quando eu agradeço, tem que fazer uma pergunta mais difícil no final.

E quero perguntar para o senhor quem o seu partido vai apoiar na eleição para o mandato tampão

Estado, uma vez que o PSD é o autor da ação que fez o ministro Luiz Fux mudar as regras para essa eleição. O Chico Machado, deputado estadual, é o nome que o seu partido vai apoiar para o mandato tampão de governador? Leandro, eu aprendi uma coisa, Bianco, os ouvintes, que é muito importante. Eleição a gente não fala nada por hipótese. Então, por enquanto, acho que o ato de encerramento do mandato, não sei o que está acontecendo no governo estadual, certamente não é uma coisa normal.

Ninguém sabe quem vai ser o governador amanhã, hoje, depois de amanhã. Primeiro, o governador,

ao que tudo indica, encerra o seu mandato, renuncia. É bom a população lembrar que amanhã e quarta-feira tem julgamento no TSE, que também pode mudar as regras. Está ainda muito incerto sobre o que vai acontecer nessa, vamos chamar assim, aspas, sucessão estadual. O que a gente sabe é, aqui na Prefeitura do Rio, a gente tem plano, a gente tem organização. Nós fomos eleitos juntos, o prefeito Eduardo Paes e eu, e ele deixou a Prefeitura com o vice-prefeito,

com ele nas urnas em 2024. E não é segredo para ninguém que o Eduardo Paes, que é o melhor quadro entre os cariocas que a gente está oferecendo do nosso partido, ele é pré-candidato a governador. Isso não é hipótese. Então, nas eleições ordinárias, aquelas previstas na Constituição, que devem ser livres e democráticas, o nosso partido tem candidato e candidato para a eleição direta para o voto popular, que é o pré-candidato Eduardo Paes.

Fugiu dessa, né? Fugiu dessa. Mas tudo bem que tem muita coisa ainda para acontecer.

por hipótese. Pra fechar, então, de vez, 15 escolas no grupo especial no ano que vem? Com certeza? Vocês vão ver. Eu preciso fazer esse registro. É bom os ouvintes também se colocarem no nosso lugar. É incrível como a gente, no discurso de posse, falei sobre todos os assuntos da cidade. Bombou esse. Só se falou em carnaval. Aí agora eu tava numa outra emissora, que eu não vou dizer qual, e aí falamos sobre vários assuntos. Eu falei, ó, vai me perguntar sobre carnaval. Vai sair notícia sobre carnaval e vai vir aqueles comentários.

Está vendo? Acabou. Primeira ou segunda-feira já está falando de carnaval. A gente falou de BRT, de linha de ônibus, de saúde, de ordenamento. Quando fala de carnaval, só quer saber de carnaval. Então, para deixar bem claro, a decisão da Prefeitura de que o carnaval do Grupo Especial, isso não foi algo que a gente decidiu de uma hora para outra. Há dois anos atrás, a Prefeitura do Rio decidiu que o carnaval do Grupo Especial teria três dias.

Isso em diálogo permanente com a Liesa, para que a gente pudesse ocupar mais um dia

nacional e internacional, dividindo o Carnaval em três dias de grupo especial, domingo, segunda e terça. Essa divisão fez com que cada dia do Carnaval tivesse quatro escolas. E aí, mesmo os que adoraram o terceiro dia do Carnaval, sempre é meio intuitivo dizer, caramba, mas aí cada dia do Carnaval ficou curto. Dá vontade de continuar mais. Quem vai na Sapucaí não quer sair de jeito nenhum. Então, o que a gente está fazendo, as 15 escolas permitem que a gente tenha cinco escolas por dia.

da Prefeitura. Agora, as sugestões que a gente deu para a Liesa, não é a gente que decide sobre quais escolas devem ser convidadas para esse primeiro carnaval de 15 escolas, foi sugestão. Falamos de União da Ilha, Império Serrano, Estácio de Sá, que completa seus 100 anos, primeira escola de samba do Brasil no ano que vem, mas se for Unidos de Padre Miguel ou o que for, a gente está falando, a Liesa decide. O importante é, o carnaval terá 15 escolas divididas.

nos três dias do Clube Especial. Tá bom. Já chega um monte de mensagem de flamenguista também, querendo saber sobre a área do estádio. Tereza, me desculpe, porque tá difícil de encerrar mesmo. O escudo já mudou lá no gabinete, né, prefeito, inclusive. Isso aí. E aí, depois vão dizer que a gente falou de carnaval e futebol. Tá vendo? Pão e circo. Falamos de carnaval e futebol. Falamos de tudo aqui. Mas a área lá do clube, do estádio, tá garantida. Olha só, eu fiz questão de fazer uma publicação

Sábado pela manhã, esse é um assunto que estava crescendo nas redes, muita dúvida, pergunta. E aí eu disse o seguinte, falei, olha, prometo aos vascaínos o mesmo carinho que o prefeito Eduardo Paes teve conosco, nós, os flamenguistas. Ele fez de tudo, mesmo tentando zoar os flamenguistas, fez de tudo para garantir o terreno do gasômetro, que hoje é o terreno do futuro estádio do Flamengo. E aí disse, atenção vascaínos, vou fazer de tudo para a gente garantir a operação urbana da reforma de São Januário. Já está aprovado, agora a gente tem que

seguir, para entregar isso. Então, para os flamenguistas, fiquem tranquilos. Provavelmente, na quarta ou na quinta-feira, o presidente BAP vai estar lá no gabinete, vai estar na prefeitura, vamos ter uma reunião. A gente já fez um acordo. Na semana passada, a gente esteve com a ministra Terdueck, com o presidente Lula. A gente só falta agora papelada para assinar, em que a gente assina o cumprimento parcial dessas obrigações de pagamento, enfim, aquelas papeladas relacionadas ao terreno. Então, flamenguistas, não tem nenhum risco para o terreno

do gasômetro. Agora, o papel da prefeitura foi garantir e viabilizar que aquele terreno podia ser comprado pelo Flamengo. E é isso que a gente está fazendo. Agora, quanto à construção do estádio, o presidente do clube, o presidente BAP já disse qual é o plano dele, que ele vai fazer isso com calma, sem comprometer o desempenho esportivo do clube. Então, a partir daí, é papel do Flamengo, meu clube, a nossa parte na prefeitura a gente faz.

Fizemos pro Flamengo, fizemos pro Vasco da Gama e também já disse que a gente vai ter

reunião com o presidente Carlo Caiado e com o presidente do Fluminense, Matheus Montenegro, para tratar também da questão de Laranjeiras, potencial construtivo, enfim, que tem que avançar. Prefeito do Rio, Eduardo Cavalieri, conversou conosco aqui no CBN Rio. Seja bem-vindo sempre. Muito obrigado pelo papo. Valeu. Obrigado. Muito feliz na minha segunda-feira e eu não paro de falar isso, eu preciso repetir de novo. Agora, só quem pode dizer que é o homem mais feliz do mundo sou eu, porque eu sou o prefeito do Rio. Então, bom dia, cariocas. Obrigado por estar aqui. Obrigado aos ouvintes.