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Chefe da AIE alerta para risco da pior crise energética em décadas com guerra no Oriente Médio

23 de março de 20263min
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O chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que o mundo pode enfrentar a pior crise energética das últimas décadas como consequência da guerra no Oriente Médio, que entra na quarta semana. Ele classificou o cenário como uma grave ameaça à economia global.
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Assuntos5
  • Crise Energética GlobalRisco de pior crise em décadas · Impacto da guerra no Oriente Médio · Ameaça à economia global · Oscilações do preço do petróleo
  • Ultimato de Trump e suspensão de ataquesUltimato para reabrir Estreito de Ormuz em 48 horas · Adiamento de ataques por 5 dias · Pressão diplomática internacional · Impasse estratégico
  • Infraestrutura EnergéticaFechamento do Estreito de Ormuz · Mineração no Golfo Pérsico · Bombardeios às usinas elétricas iranianas · Pontos estratégicos para comércio mundial
  • Conflito EUA-IrãAtaques iranianos contra Israel · Resposta dos EUA contra Irã · Ataques na madrugada de segunda-feira · 16 mísseis iranianos
  • Mediação InternacionalPosição da China sobre escalada · Defesa russa pela via diplomática · Apelo de Macron por suspensão · Estimativas de Israel sobre reaberturas
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E ainda sobre esse assunto, estas oscilações do preço do petróleo, o que isso representa para a economia global, nós temos agora a participação da Luísa Ramos, da Rádio França Internacional. Fala conosco direto de Paris. Luísa, bom dia pra você. Olá, Cássia, bom dia pra você, bom dia ao Milton, aos ouvintes da CBN. Exatamente, Cássia, o chefe da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, inclusive alertou que o mundo pode enfrentar a pior crise energética das últimas décadas,

em consequência da guerra que continua no Oriente Médio pela quarta semana, ele que descreveu uma grave ameaça para a economia global. De domingo para segunda, houve registro de ataques direcionados pelo Irã contra a Arábia Saudita e vizinhos do Golfo, ataques também vindos dos Estados Unidos contra o Irã, detectados na madrugada dessa segunda-feira, seguida de mísseis iranianos atingindo áreas civis em cidades ao sul de Israel.

mais cedo atacar infraestrutura-chave do Oriente Médio, ameaçando minas, navais no Golfo, além de fechar completamente o Estreito de Hormuz, que é esse ponto estratégico para o comércio mundial, caso as suas usinas elétricas sejam alvos de bombardeios em resposta ao ultimato lançado pelo presidente Trump para reabrir o Estreito em 48 horas. Mas como trouxe agora há pouco a colega, a comoção internacional parece ter dado resultado.

ter ordenado o adiamento de todos esses ataques militares contra usinas elétricas e infraestruturas energéticas iranianas por um período de cinco dias. Essa declaração do Trump veio logo depois de várias falas de outros países, como a China e a Rússia. A China, por exemplo, concordou com o alerta da Agência Internacional de Energia e também chegou a falar que o Oriente Médio pode entrar em uma situação incontrolável

com a ameaça agora suspensa de bombardear as usinas elétricas iranianas. A Rússia também se pronunciou mais cedo defendendo uma via política e diplomática como a única forma possível de evitar uma escalada. Aqui pela França também, o presidente francês Emmanuel Macron pediu a suspensão temporária dos ataques contra as infraestruturas energéticas e civis

Por sua vez, Israel estima, portanto, que esse plano dos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Hormuz pode levar várias semanas. Milton e Cássia. Muito obrigada. Essa é a informação da Luisa Ramos, da Rádio França Internacional.

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