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Desembargador preso é acusado de tentar interferir em licitação do Governo do Espírito Santo

21 de março de 20263min
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Segundo relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal, Macário teria atuado para atender aos interesses de Adilson Ferreira, dono da Unique Serviços e Transportes, que disputava um contrato estimado em R$ 10,5 milhões para fornecimento de climatizadores. A empresa ganhou a concorrência, mas foi desclassificada pela Comissão da Licitação da Secretaria de Educação.
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Assuntos8
  • Interferência em processos específicosFornecimento de climatizadores · Contrato de R$ 10,5 milhões · Empresa Unique Serviços · Desclassificação · Relação entre magistrado e empresário
  • Prisão do Desembargador MacárioPrisão preventiva · Vazamento de informações · Operações policiais · Acusações pela PGR
  • CorrupçãoProximidade entre magistrado e empresário · Vínculo pessoal e de negócios · Ponte entre setor privado e administração pública · Compromisso da integridade da justiça
  • Segurança OperacionalAnálise de conversas · Relatório ao STF · Conclusões sobre relacionamento suspeito
  • Vazamento de DadosOperação Zargum · Vazamento de informações sigilosas · Ex-deputado estadual Feminense · Operador político do Comando Vermelho · Compartilhamento entre órgãos
  • Procuradoria-Geral da RepúblicaValidação da desclassificação · Inconsistência técnica · Mecanismos de controle · Frustração de interferência
  • Operação BaesteInvestigação da Polícia Civil do Espírito Santo · Adilson Ferreira como braço financeiro · Conexão com facção criminosa
  • Estratégia de DefesaDefesa do desembargador · Falta de acesso aos autos · Defesa do empresário Adilson
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A gente aciona agora a repórter Beatriz Eleodoro, da CBN Vitória, porque a Polícia Federal diz que o desembargador tentou interferir em uma licitação no Espírito Santo para favorecer o empresário. Ela vai contar os detalhes para a gente dessa história. Bom dia para você, Beatriz. Bom dia, Marcela. Bom sábado para os ouvintes da CBN. O desembargador federal Macario Judici Neto, preso preventivamente pelo vazamento de informações sigilosas de operações policiais no Rio de Janeiro,

da Secretaria de Educação do Governo do Espírito Santo. Segundo o relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal, Macario teria atuado para atender aos interesses de Adilson Ferreira, dono da Unique Serviços de Transporte, que disputava um contrato estimado em R$ 10,5 milhões para fornecimento de climatizadores. A empresa ganhou a concorrência, mas foi desclassificada pela comissão da licitação da SEDU.

Geral do Estado, que manteve a exclusão do certame por inconsistência técnica. No relatório, a PF concluiu, após análise das conversas entre o magistrado e o empresário, que há entre os dois uma relação de proximidade e confiança e um estreito vínculo pessoal de amizade e também de negócios. Macario teria se colocado como ponte entre o setor privado e o seio da administração pública, consolidando a existência de uma rede de influências que compromete a lisura

da Administração da Justiça. A PGE afirma que o processo transcorreu de forma estritamente legal e resultou na validação da desclassificação da empresa na licitação da SEDU por estar inapta tecnicamente. Segundo o órgão, os mecanismos de controle funcionaram plenamente e qualquer eventual tentativa de interferência foi frustrada pela própria PGE. A defesa de Macario foi procurada para comentar o documento.

aos autos e que tão logo tenha conhecimento dos fatos a ele imputados, tomará as devidas providências. O Adilson é investigado pela Operação Baeste da Polícia Civil do Espírito Santo pela suspeita de ser um dos braços financeiros de uma facção criminosa de Vitória. A defesa do empresário diz que não vai se manifestar. Com autorização do ministro do STF, Alexandre de Moraes, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Espírito Santo compartilhou as informações da operação

com a Polícia Federal do Rio de Janeiro. O material foi anexado a uma petição que tramita na Corte Suprema para investigar o vazamento da Operação Zargun e a relação de autoridades com o ex-deputado estadual fluminense, TH Joias, apontado como operador político e financeiro do Comando Vermelho. No início de março, Macario foi preso preventivamente após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República como responsável por repassar informações sigilosas sobre operações policiais,

A defesa do magistrado nega as acusações, Marcela.