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Lollapalooza reforça acessibilidade com ações para público neurodivergente e tradução dos shows em Libras

20 de março de 20263min
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O Lollapalooza reforça, nesta edição, a estrutura de acessibilidade do festival, com uma série de ações voltadas a diferentes públicos. Entre os destaques está a Central de Acessibilidade, que reúne iniciativas pensadas também para o público neurodivergente, caso do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
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Assuntos7
  • Infraestrutura tecnológica e centrosSala sensorial · Redução de ruído · Objetos sensoriais · Acolhimento de pessoas neurodivergentes · Síndrome de pânico · Deficiências ocultas
  • Acessibilidade e InclusaoTranstorno do Espectro Autista · Níveis de suporte · Experiência de autistas no festival · Limitações ainda existentes
  • Atuação de Lucia na políticaEstrutura geral de acessibilidade · Importância das medidas inclusivas · Diversidade de público
  • Tradução e Acessibilidade AuditivaTradução simultânea em Libras dos shows · Acessibilidade para surdos
  • Acessibilidade visualDescrição de shows para cegos · Acessibilidade visual · Bengalas do autódromo
  • Deficiencia FisicaCadeiras de rodas · Infraestrutura para pessoas com deficiências motoras
  • Negócios de VorcaroIdentificação de deficiências ocultas · Inclusão de pessoas com deficiências não visíveis
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A Nade de Acalado está de volta para falar da estrutura do festival. Fala, Nade. Oi, Nade. Queria destacar agora para o nosso ouvinte a estrutura de acessibilidade aqui do festival. Tem várias ações, mas além da acessibilidade para pessoas com deficiências físicas, motoras, eu queria contar para o nosso ouvinte sobre a Central de Acessibilidade, que tem também iniciativas para pessoas neurodivergentes, pessoas com autismo, por exemplo, porque é um espaço muito legal. A gente passou lá, tem recursos pensados para esse público.

E lá eles emprestam para essas pessoas kits de regulação sensorial, abafadores sonoros para redução de ruído, óculos escuros, objetos sensoriais, itens ali para ajudar no controle da sensibilidade para essas pessoas poderem vir em espaços como esses também. E também distribuindo aquele cordão do girassol que é para as pessoas com deficiências ocultas. O presidente da ESPETURES, Marcelo Salles, falou com a CBN sobre a importância dessa medida.

Às vezes as pessoas têm algum tipo de desregula, você acolhe não somente os autistas, mas com síndrome de pânico e também a autodescrição para as pessoas cegas. Então isso é uma inovação muito importante. A gente conversou também com uma das pessoas desse público, né? O Nícolos Luciel Suac, que é professor de inglês. Ele é autista, com nível 1 de suporte, que é mais leve, tem TDAH. Ele foi conferir esse espaço, achou muito bom, né?

de estruturas como essa estarem se tornando mais comuns em grandes eventos. E ele apontou que não tem acessibilidade total ainda, por exemplo, para autistas com níveis mais altos de suporte. Mas já é um bom começo. Foi um ótimo espaço justamente para pessoas autistas que às vezes têm muito estímulo sensorial. O espaço é feito para ter menos estímulos e para você sentir mais calmo. Então é um espaço escuro, mais friozinho, não tem muito barulho, ele tem a proteção acústica.

se sente mais calma, os estímulos vestoriais são mais bloqueados e você se sente no ambiente mais tranquilo. Tem outras medidas de acessibilidade, tradução simultânea dos shows para Libras, tem audiodescrição para as pessoas cegas ou com baixa visão, tem o mapa tátil do autódromo para elas também, e empréstimo de cadeira de rodas, outras ações que estão detalhadas no site, nas redes do festival, o que faz com que a gente veja um público aqui muito diverso, vários tipos de pessoas, que é isso que a gente quer mesmo em todos os grandes eventos, Tati.

É isso aí, valeu. Nadeja Calado.