Câmeras corporais mostram tensão entre policiais após morte de PM em SP
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- Morte de Policiais MilitaresMorte da soldado Gisele Alves Santana · Circunstâncias do crime · Investigação do caso · Prisão do Tenente-Coronel
- Segurança OperacionalRegistro das conversas · Preservação da cena de crime · Conflito entre agentes e hierarquia · Protocolo de não permitir banho
- Fraudes FinanceirasPresença de desembargador · Entrada não autorizada do Tenente-Coronel · Manipulação de itens na cena · Violação de protocolos
- Acusações contra o Tenente-CoronelFeminicídio · Fraude processual · Competência jurisdicional · Justiça comum vs. militar
- Protocolos policiaisDificuldade em questionar superior · Tensão entre patentes · Dificuldade em aplicar regras uniformes · Pressão dos agentes
- Fabiano Zettel InvestigaçãoTenente-Coronel queria tomar banho · Contradição com versão inicial · Preocupação com evidências · Questões sobre manipulação da cena
Acionamos aqui mais uma vez a Alessandra Ferreira, que traz outras informações sobre as investigações em relação à morte da policial militar Gisele, já com a prisão do Tenente Coronel. Milton, aqui a gente tem uma atualização também em relação ao inquérito, porque os diálogos entre os policiais e o Tenente Coronel Geraldo Neto demonstraram atenção durante o primeiro atendimento dos agentes, justamente no dia da morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, aqui em São Paulo, no mês passado.
foi anexado o inquérito com o registro das conversas que aconteceram no apartamento do casal, que fica no Brás, na região central aqui da capital paulista. A CBN teve acesso também a esse material, que mostra justamente o conflito dos agentes em seguir protocolos em meio à hierarquia policial. Nesses diálogos, um tenente expressou uma preocupação quando o tenente coronel Geraldo Neto afirmou que queria tomar um banho e trocar de roupa. Esse tenente, que estava atendendo a ocorrência, solicitou apoio,
a PM não deixaria tomar banho para não comprometer a perícia. Ele também afirma em certo momento que não teria como dizer para um tenente-coronel, que é uma patente acima da dele, que ele não vai deixar o tenente-coronel tomar banho. Os agentes também questionaram esse desejo de Geraldo Neto tomar um banho, já que na primeira versão que ele apresentou, que ele relatou do crime, ele estaria dentro do chuveiro quando viu o disparo da arma.
A presença de um desembargador nessa cena do crime também foi considerada estranha pelos agentes,
não ser considerado comum, por não ser algo que acontece com frequência. No entanto, isso não foi questionado pelos policiais, pela possibilidade da amizade mesmo entre o Tenente Coronel e o desembargador. O Tenente Coronel também tentava entrar no apartamento, sendo que a orientação era de que todos ficassem para fora. E após muita insistência, ele conseguiu entrar no local, junto justamente do desembargador, e contra a vontade do magistrado.
O magistrado não queria entrar e também os policiais orientaram que ninguém mexesse em nada da cena do crime.
Em algum momento, logo após essa entrada, o Tenente Coronel demonstrou a preocupação que alguns itens teriam sido mexidos, chamou o desembargador para ver a situação do quarto no qual ele estaria dormindo. E aí, nisso, um policial viu, pediu que eles saíssem do local, algo que foi acatado pelo desembargador, que concordou com essa decisão, com esse pedido do soldado. No fim das contas, o Geraldo Rosalete Neto foi preso, é réu por feminicídio e fraude processual, tem essa questão envolvendo justamente o atendimento da ocorrência.
pela morte da esposa, a PM Gisele. Agora, a Justiça Comum e a Justiça Militar devem, então, definir quem terá a competência para julgar o Tenente Coronel Geraldo Rosa Neto por feminicídio e essa fraude processual. Cássia e Milton. Muito obrigado. Essa foi a Alessandra Ferreira, trazendo outras informações a propósito, então, deste caso.