Mais de dois bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável e segura, segundo a ONU
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Em São Paulo, agora nós temos mais informações com o Matheus de Souza e um relatório estudo sobre a crise hídrica. Atinge mais quem, Matheus? Boa tarde. Boa tarde, Fernando. Boa tarde, Tati. Boa tarde, nosso ouvinte. As mulheres são mais afetadas pela crise hídrica global do que os homens, sendo que mais de 2 bilhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso a água potável e segura. As informações são do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o desenvolvimento dos recursos hídricos, divulgado hoje.
O estudo é publicado todo ano como parte da campanha da ONU para o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março. O coordenador de Ciências Humanas e Sociais e de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Fabião, explicou como as desigualdades e o crescimento populacional impactam a oferta de água. 4 bilhões de pessoas, metade da população mundial, portanto, enfrenta situações de alto estresse hídrico ao menos um mês por ano.
rede de saneamento no ritmo de crescimento das nossas cidades. Isso faz com que comunidades informais paguem mais caro por água de pior qualidade. Os dados desse estudo mostram que mulheres são responsáveis pela coleta de água em 70% dos domicílios rurais que não recebem água encanada. Elas também são mais vulneráveis a consequências da falta de sanitários e água para a higiene. Esses fatores prejudicam saúde, causam a perca de acesso à educação e qualificação profissional e contribuem para a violência de gênero.
pouco representadas na gestão dos recursos hídricos do mundo. Elas ocupam menos de 10% dos cargos governamentais relacionados à água e ao saneamento em países de baixa e média renda. As mulheres também não chegam a ser um quinto dos trabalhadores do setor hídrico e, quando trabalham nessas empresas, recebem salários menores em média do que os homens. O relatório propõe ações para redução da desigualdade de gênero no acesso à água de qualidade, como a eliminação de barreiras legais e financeiras que ficam entre mulheres e a posse de água, terra e serviços.
A organização também cobrou investimento na pauta, dizendo que o mundo precisa ir além de ações de baixo custo que dependem de trabalho não remunerado e ampliam as desigualdades.