Justiça mantém prisão de tenente-coronel acusado de matar PM em SP
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A gente agora fala de outro caso, Débora, o caso da morte da PM Gisele Alves Santana. O Guilherme Marconi está acompanhando esse caso porque a Justiça ainda vai decidir de quem é a competência para julgar o caso, se a Justiça é comum ou militar, né Marconi? Boa noite. Boa noite, é isso mesmo. Carolina, boa noite para você, boa noite para os ouvintes. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva do Tenente Coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que é réu por feminicídio e fraude processual
pela segunda audiência de custódia na tarde de hoje. Ele é acusado de matar a esposa, a soldada Gisele Alves Santana, com tiro na cabeça no apartamento onde os dois viviam no centro de São Paulo. Como ambos eram da Polícia Militar, o caso foi conduzido tanto pela Corregedoria, na corporação, quanto pela Polícia Civil. A Justiça já acatou as denúncias nas duas esferas, a militar e comum, mas segue esse conflito de competência sobre onde o réu será julgado. Mesmo afastado das funções,
O crime, ele na verdade somente seria julgado na justiça militar se fosse praticado no exercício da função policial. Como envolve um crime doloso contra a vida e o crime se deu no âmbito das relações domésticas e familiares, ou seja,
Lá eles eram marido e mulher. A competência vai ser da justiça comum, isto é, da vara do júri. Depois, posteriormente, vai ter um processo na corrigedoria da polícia militar e ele pode vir a sofrer uma infração administrativa causando até sua expulsão da corporação. As mensagens reveladas pela investigação mostram que Gisele pediu o divórcio cinco dias antes de ser morta e, segundo a polícia, o tenente coronel não aceitava a separação.
descrevia como macho alfa e exigia que a esposa fosse uma fêmea beta, obediente e submissa. A perícia encontrou marcas de violência no pescoço e na mandíbula de Gisele e a conclusão é que o coronel imobilizou a vítima por trás e disparou contra a cabeça dela. O documento aponta ainda que o oficial demorou quase trinta minutos para pedir socorro, tempo que teria sido usado para manipular o corpo e limpar a cena do crime. Nesse intervalo, Geraldo ligou para o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado
O desembargador não foi ouvido ainda nos autos do inquérito de polícia militar, mas a notícia que eu tenho é que ele não interferiu de forma alguma na cena do crime. Ele foi lá como um amigo do tenente coronel e foi esse o papel que ele desenvolveu lá.
alegando que ela é ilegal por se tratar de um crime no âmbito privado. Os advogados também entraram com pedido de habeas corpus para que o Tenente Coronel responda a esse processo em liberdade. Carolina. Obrigada, Marconi.