Tenente-coronel acusado de feminicídio pode ir a júri popular
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- Competência jurisdicional e julgamento por júriTribunal do Júri vs Justiça Militar · Relação matrimonial vs institucional · Dois pedidos de prisão · Justiça comum vs militar · Procedimento de transição
- Violência contra a mulherCircunstâncias da morte · Tiro na cabeça · Refutação de suicídio · Perícia forense · Investigação criminal
- Prisao de Tenente-CoronelDetenção em São José dos Campos · Transferência para São Paulo · Mandados de duas jurisdições · Detenção no Presídio Militar Romão Gomes · Cumprimento de mandado judicial
- Mensagens e comportamento abusivoMensagens tóxicas do acusado · Comportamento possessivo e autoritário · Insultos à vítima · Ideologia de masculinidade tóxica · Controle e manipulação
- Segurança OperacionalAgressão dois dias antes do crime · Relatos de violência física · Contexto de abuso doméstico
- Defesa JuridicaVersão de suicídio apresentada · Arrependimento declarado · Ação no Superior Tribunal de Justiça · Pedido de habeas corpus
- Novas denúncias contra o acusadoDenúncias posteriores à prisão · Padrão de conduta abusiva · Recebimento de relatos da população
- Fraudes FinanceirasAcusação de fraude contra esposa · Manipulação do processo judicial
Marcela Marcos está em cima do lance, acompanhando os desdobramentos a respeito do caso da morte daquela policial militar que foi assassinada, ao que tudo indica, pelos novos rumos da investigação, pelo próprio marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ele que foi preso, como você acompanhou aqui no CBN São Paulo, foi preso ontem de manhã no interior de São Paulo e já está aqui na capital paulista à disposição da justiça. Marcela Marcos, conta pra gente como ficam os próximos passos,
Em relação a essa investigação e, principalmente, ao julgamento que vem por aí, ainda tem algumas definições importantes a serem feitas, definições que podem mudar o rumo do processo, certo? Bom dia. Certo, Muniz. Bom dia para você, para a Nadedia, para os nossos ouvintes. Muniz, o Tenente-Coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu preso ontem por feminicídio e fraude processual contra a esposa soldado Gisele Alves Santana, pode ir à júri popular.
ser julgado pelo Tribunal do Júri, apesar de ser um policial militar acusado de cometer um crime contra outra PM. Vamos ouvi-lo. A competência é do Tribunal do Júri. Digo por quê. Embora seja uma relação entre dois policiais, está tendo muita dúvida nesse sentido. Eles tinham uma relação doméstica, eles tinham uma relação matrimonial, não tinha nada a ver com a instituição. Embora a arma do disparo tenha sido da instituição,
A causa, os fatos se deram não em um ambiente militar, não por uma condição militar, e sim em relação doméstica. Neste procedimento, isso caminha-se para a vara do júri, que é o que está acontecendo. Essa dúvida se deu porque dois pedidos de prisão foram feitos contra ele, sendo um pela Justiça Militar, pedido inclusive que motivou a detenção ontem pela manhã, ele estava no interior de São Paulo, em São José dos Campos, e outro pela Justiça Comum.
O oficial está detido no presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital. Nesta manhã, policiais da Delegacia do Brás, da região central de São Paulo, foram ao local, foram ao Romão Gomes para cumprir o mandado judicial expedido pela Justiça Comum, mas ele continua por lá. Eles estiveram para fazer o cumprimento desse mandado porque é um procedimento de praxe, ainda que ele siga detido. O advogado da família da soldado Gisele afirmou que tanto ele próprio, o advogado, quanto a família da vítima
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procura de macho. Essas foram as palavras, os termos que ele usou. Em outro trecho, a policial pede que o marido mude o comportamento que ela classificava como estúpido, ignorante e intolerante, chegando a ser chamada por ele de burra e babaca. Poucos dias antes de morrer, Gisele reclamou de ter sido agredida por Geraldo. Dois dias antes do crime, o tenente coronel afirmou que a tratava, abre aspas, como todo macho alfa trata a sua esposa e que a fêmea beta-obediente é submissa
como toda mulher casada deveria ser. O advogado José Miguel da Silva Júnior também disse que recebeu uma série de novas denúncias sobre a conduta do Tenente Coronel, principalmente depois da prisão dele, então, que ele tem recebido essas denúncias. Após ser preso, o Tenente Coronel disse que é inocente e falou mais uma vez que Gisele se matou. A defesa do oficial pretende entrar com ação no Superior Tribunal de Justiça pedindo o relaxamento do pedido de prisão.
se a gente lembra, no apartamento onde os dois moravam no centro de São Paulo. O tenente-coronel foi preso em São José dos Campos, no interior paulista, no mesmo dia em que a morte da soldado completou um mês. Os laudos descartaram a versão de suicídio apresentada pelo oficial da PM. A perícia concluiu que o agressor estava atrás de Gisele e com uma das mãos segurou o rosto dela e com a outra mão atirou Muniz.