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Comerciantes voltam a fechar portas um dia após operação que deixou oito mortos no Rio Comprido

19 de março de 20265min
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Comerciantes do Rio Comprido voltaram a fechar as portas na manhã desta quinta-feira, um dia depois da operação policial que deixou oito mortos na região, sendo sete suspeitos e um morador. Mesmo com a tentativa de retomar a rotina, o comércio foi novamente impactado, desta vez por ordens impostas por criminosos.
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Assuntos4
  • Fechamento de ComérciosOrdem do tráfico · Impacto econômico · Medos dos comerciantes · Velórios e sepultamentos
  • Eleições Rio de JaneiroOito mortos · Sete suspeitos mortos · Um morador inocente morto · Confronto com criminosos · Tiroteio intenso
  • Segurança OperacionalPresença de viaturas · Reforço de policiamento · Patrulhamento na região · Sensação de insegurança
  • Impacto na Rotina dos MoradoresCrianças retidas do colégio · Restrição de circulação · Medo e apreensão · Isolamento da região
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Vamos voltar ao Rio Comprido, onde está o repórter Gabriel Freitas com informações de momento no dia seguinte ao tiroteio que deixou um morador morto e sete suspeitos também mortos. Gabriel. Oi, Bianca. Pois é, olha, a situação aqui está bem intensa agora, está bem mais tensa desde a nossa última entrada, porque há pouco passaram motos aqui pedindo para que os comerciantes que estavam com seus comércios abertos, que eles voltassem a fechar os seus estabelecimentos.

Exato, mas há informações dos próprios moradores, de outros comerciantes com quem eu conversei aqui, de que esse fechamento foi ordenado pelo tráfico de drogas do Morro dos Prazeres, aqui da região, por conta de velórios e sepultamentos que vão acontecer. A gente lembra que ontem oito pessoas morreram, entre eles um inocente, o Leandro, que estava dentro de casa, foi morto durante um confronto entre policiais militares e criminosos que estavam escondidos na casa dele. Pelo menos essa é a versão que está sendo apurada.

Então a gente teve essa informação há poucos minutos aqui na Praça Condessa Paulo de Frontenho, de onde eu falo ao vivo nesse momento, de que esses comerciantes tiveram que fechar as lojas. Eu conversei agora há pouco com o seu Ricardo ali bem na igreja, onde há até um gerador por conta dos impactos do incêndio nesse ônibus ontem na parte da manhã. E ele disse que todos os comerciantes ficaram assustados porque passou esse homem de moto pedindo para que eles fechassem seus comércios e agora há toda essa apreensão aqui na região.

Tem que fechar o comércio por causa do enterro do traficante de Giló. E essa foi uma informação que eles receberam agora de manhã? Foi, estão fechando aí, está tudo fechado. Lá na praça do Rio Comprigo já está tudo fechando. E o reforço de policiamento, vocês ouviram? Tem reforço de policiamento na praça, sim. Amanhã, a minha filha vai para um curso, né? E eu tive que levar ela no colégio porque os tiros muito altos, muito próximos, foram os bons dos prazeres.

Tem esperança de que isso mude e que não venha a acontecer? Não, não tenho esperança de que isso mude. Isso não vai mudar.

ouvir o Ricardo, Bianca e Leandro. Eu estava conversando com uma senhora que prefere não se identificar. Ela mora há mais de 40 anos aqui na região. Bom dia para a senhora. Como é que a senhora recebe essa informação de mais essa instabilidade aqui na região, onde a senhora já vive há tanto tempo? Eu estava em região dos Lagos e quando eu cheguei, aí vi o bang bang. Aí eu fiquei presa sem poder resolver. Isso ontem, né? Antes de ontem.

Aí ontem eu não pude sair e hoje é que eu estou saindo e estou vendo tudo fechado de novo. Porque ontem, quando eu desci, vi tudo

Aí eu disse assim, poxa vida, eu não vou mais poder sair, subir e não descer mais, porque pra lá eu ia pra Copacabana, pra lá não dava, pra cá não dava, pra cá não dava, porque a polícia tava aí rondando de meia a meia, mão contra mão, tudo, né? O policiamento tá reforçado nessa manhã de quinta, né? E muito tiro, e muito tiro por aí. E hoje muito tiro aqui também, ó. O lado 117 pra lá. Eu agradeço a senhora, viu, pelo tempo indisponibilizado pra conversar com a gente nessa situação, Bianca e Leandro. E temos também uma outra fala,

de uma comerciante aqui de perto. Ela também tinha recebido essa informação de que precisaria fechar a sua loja. Ela fechou e já está indo até buscar a filha dela, que estava no colégio. Ela levou mais cedo e, com medo da situação aqui, de um possível agravamento, ela já fechou a loja e está indo buscar a filha. Eu abri a minha loja, mas estou indo agora para fechar, porque a ordem que nós tivemos foi de fechar. E tem que fechar.

Fazer o quê? É assim, desse jeito. A última vez que aconteceu, acho que tem mais ou menos uns 5, 6 anos atrás, que foi até em frente à minha loja,

E agora aconteceu de novo. Aqui o bairro é até considerado calmo, mas agora veio a acontecer novamente. Então temos que tomar cuidado. Você chegou a ouvir algum disparo ontem, por exemplo, quando a situação estava mais intensa? Sim, foram muitos, muitos. Inclusive a minha filha foi para a escola, estuda aqui na rua ao lado. Eu tive que buscá-la mais cedo, ela e os amiguinhos dela, porque ficamos com medo. Agora, há viaturas, viu, da Polícia Militar, da Recom, por exemplo.

Guardando novos desdobramentos, sabendo se a Polícia Militar vai reforçar ainda mais o policiamento aqui para dar segurança para esses comerciantes que estão com medo em mais um dia de instabilidades aqui na região. Ontem foi, claro, muito pior. A gente não ouviu disparos aqui nessa manhã de quinta-feira, mas há essa instabilidade por conta desses avisos que integrantes do tráfico de drogas acabaram passando ordens para essas pessoas que têm comércios aqui na região, têm lojas aqui na região, de fecharem suas lojas agora de manhã.

mas...

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