Tenente-coronel vira reú por feminicídio e fraude em processo que apura morte da PM Gisele
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- FeminicidioMorte por disparo na cabeça · Circunstâncias do crime · Perícia forense · Desmascaramento da hipótese de suicídio
- Fraudes FinanceirasAlteração da cena do crime · Indução da investigação ao erro · Limpeza do local antes de conclusão das investigações · Responsabilidade de policiais que realizaram limpeza
- Comportamento abusivo do tenente-coronelMensagens tóxicas · Possessividade e controle · Comportamento autoritário · Desejo de submissão da esposa · Agressão física relatada
- Prisao de Tenente-CoronelDenúncia de réu · Encarceramento em presídio militar · Data da prisão coincidindo com aniversário de morte · Transferência para presídio Romão Gomes
- Resposta Institucional PMMancha na imagem da corporação · Reação do comando da PM · Investigação da corregedoria · Compensação à família
Guilherme Marconi, em São Paulo, tem informações sobre o caso, um caso de feminicídio à policial militar Gisele, que morreu e o marido dela foi preso e tem um desdobramento da justiça. Oi, Marconi. Débora, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto virou réu por feminicídio e fraude processual no processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana. Ela foi morta com um tiro na cabeça no apartamento onde os dois moravam,
no centro de São Paulo. O oficial vai responder no Tribunal do Júri por feminicídio e fraude processual pela alteração da cena do crime para induzir a investigação ao erro. O MP pede ainda R$ 100 mil de indenização à família da vítima. Geraldo Neto foi preso na manhã de hoje em São José dos Campos, no interior paulista, e levado ao presídio militar Romão Gomes na Zona Norte de São Paulo. A prisão aconteceu no mesmo dia em que a morte de Gisele completou um mês.
a comum, a alta cúpula da Secretaria de Segurança Pública se reuniu para esclarecer os pontos da morte da policial. A primeira hipótese de suicídio, que havia sido apresentada pelo próprio Tenente Coronel, foi descartada pela polícia. A perícia concluiu que o agressor estava atrás de Gisele e, como uma das mãos, segurou o rosto dela e, no outro, atirou. Outro ponto que chamou a atenção foi a entrada de três policiais femininas no apartamento para realizar a limpeza do local horas depois da morte de Gisele,
conclusão total das investigações. O corregidor da PM, Coronel Alex dos Reis Azaca, explicou o motivo. Os policiais que tiveram para fazer essa limpeza o fizeram por uma questão de humanidade. No primeiro momento, a notícia que se tinha era de um suicídio. A perícia já tinha passado e liberado o local do crime. Em momento algum, essa limpeza foi feita no sentido de suprimir qualquer tipo de troca. A corregidoria da Polícia Militar também trouxe à tona mensagens do celular do oficial.
que revelam um comportamento descrito pelos investigadores como tóxico, autoritário e possessivo, além de um claro desejo de separação da soldada Gisele. Em uma das conversas, Geraldo Neto diz a Gisele que o lugar de mulher é em casa cuidando do marido, rua é lugar de mulher solteira à procura de macho. Em outro trecho, a policial pede para que o marido mude o comportamento que ela classifica como estúpido, ignorante e intolerante.
chegando a ser chamada por ele de burra e babaca. Poucos dias antes de morrer, Gisele ainda reclama de ter sido agredida por Geraldo Neto. Dois dias antes do crime, o Tenente Coronel diz que trata Gisele como todo macho alfa trata sua esposa e que fêmea beta, obediente, é submissa, como toda mulher casada deve ser. Para o Comandante-Geral da PM, Coronel José Augusto Coutinho, o episódio é uma mácula na imagem da corporação.
A prisão foi homologada também pela Justiça Militar. A defesa do Tenente Coronel havia afirmado que a Justiça Militar não tinha competência para analisar e julgar esse caso, que deve ser encaminhado e foi à Justiça Comum.
de Justiça pedindo relaxamento deste pedido de prisão. Além da ação penal, Geraldo Neto vai responder pelos dois crimes em investigação aberta na Corregidoria. Débora.