Episódios de As Notícias Mais Recentes da CBN

Tenente-coronel vira reú por feminicídio e fraude em processo que apura morte da PM Gisele

18 de março de 20264min
0:00 / 4:32
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto virou reú por feminicídio e fraude processual no processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana. Ela foi morta com um tiro na cabeça no apartamento onde os dois moravam, no Centro de São Paulo.
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Assuntos5
  • FeminicidioMorte por disparo na cabeça · Circunstâncias do crime · Perícia forense · Desmascaramento da hipótese de suicídio
  • Fraudes FinanceirasAlteração da cena do crime · Indução da investigação ao erro · Limpeza do local antes de conclusão das investigações · Responsabilidade de policiais que realizaram limpeza
  • Comportamento abusivo do tenente-coronelMensagens tóxicas · Possessividade e controle · Comportamento autoritário · Desejo de submissão da esposa · Agressão física relatada
  • Prisao de Tenente-CoronelDenúncia de réu · Encarceramento em presídio militar · Data da prisão coincidindo com aniversário de morte · Transferência para presídio Romão Gomes
  • Resposta Institucional PMMancha na imagem da corporação · Reação do comando da PM · Investigação da corregedoria · Compensação à família
Transcrição8 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Guilherme Marconi, em São Paulo, tem informações sobre o caso, um caso de feminicídio à policial militar Gisele, que morreu e o marido dela foi preso e tem um desdobramento da justiça. Oi, Marconi. Débora, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto virou réu por feminicídio e fraude processual no processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana. Ela foi morta com um tiro na cabeça no apartamento onde os dois moravam,

no centro de São Paulo. O oficial vai responder no Tribunal do Júri por feminicídio e fraude processual pela alteração da cena do crime para induzir a investigação ao erro. O MP pede ainda R$ 100 mil de indenização à família da vítima. Geraldo Neto foi preso na manhã de hoje em São José dos Campos, no interior paulista, e levado ao presídio militar Romão Gomes na Zona Norte de São Paulo. A prisão aconteceu no mesmo dia em que a morte de Gisele completou um mês.

a comum, a alta cúpula da Secretaria de Segurança Pública se reuniu para esclarecer os pontos da morte da policial. A primeira hipótese de suicídio, que havia sido apresentada pelo próprio Tenente Coronel, foi descartada pela polícia. A perícia concluiu que o agressor estava atrás de Gisele e, como uma das mãos, segurou o rosto dela e, no outro, atirou. Outro ponto que chamou a atenção foi a entrada de três policiais femininas no apartamento para realizar a limpeza do local horas depois da morte de Gisele,

conclusão total das investigações. O corregidor da PM, Coronel Alex dos Reis Azaca, explicou o motivo. Os policiais que tiveram para fazer essa limpeza o fizeram por uma questão de humanidade. No primeiro momento, a notícia que se tinha era de um suicídio. A perícia já tinha passado e liberado o local do crime. Em momento algum, essa limpeza foi feita no sentido de suprimir qualquer tipo de troca. A corregidoria da Polícia Militar também trouxe à tona mensagens do celular do oficial.

que revelam um comportamento descrito pelos investigadores como tóxico, autoritário e possessivo, além de um claro desejo de separação da soldada Gisele. Em uma das conversas, Geraldo Neto diz a Gisele que o lugar de mulher é em casa cuidando do marido, rua é lugar de mulher solteira à procura de macho. Em outro trecho, a policial pede para que o marido mude o comportamento que ela classifica como estúpido, ignorante e intolerante.

chegando a ser chamada por ele de burra e babaca. Poucos dias antes de morrer, Gisele ainda reclama de ter sido agredida por Geraldo Neto. Dois dias antes do crime, o Tenente Coronel diz que trata Gisele como todo macho alfa trata sua esposa e que fêmea beta, obediente, é submissa, como toda mulher casada deve ser. Para o Comandante-Geral da PM, Coronel José Augusto Coutinho, o episódio é uma mácula na imagem da corporação.

A prisão foi homologada também pela Justiça Militar. A defesa do Tenente Coronel havia afirmado que a Justiça Militar não tinha competência para analisar e julgar esse caso, que deve ser encaminhado e foi à Justiça Comum.

de Justiça pedindo relaxamento deste pedido de prisão. Além da ação penal, Geraldo Neto vai responder pelos dois crimes em investigação aberta na Corregidoria. Débora.

Tenente-coronel vira reú por feminicídio e fraude em processo que apura morte da PM Gisele | Castnews Index — Castnews Index